Lula sanciona lei que regula mercado de carbono no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que regulamenta no Brasil o mercado de créditos de carbono e cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). A Lei 15.042/24 foi publicada na edição desta quinta-feira (12) do Diário Oficial da União (DOU). O mercado de carbono permite que empresas e países compensem as emissões por meio da compra de créditos vinculados a iniciativas de preservação ambiental. A intenção do marco regulatório é incentivar a redução das emissões poluentes e amenizar as mudanças climáticas. O SBCE divide o mercado de crédito de carbono brasileiro em dois setores: o regulado e o voluntário. O primeiro envolve iniciativas do poder público. Já o segundo se refere à iniciativa privada, mais flexível. Para o chamado setor regulado, o texto prevê a criação de um órgão gestor responsável por criar normas e aplicar sanções a infrações cometidas pelas entidades que se sujeitarão a ele. Será o caso das próprias iniciativas governamentais ou de organizações que emitam mais de 10 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) por ano. O CO2 equivalente é uma medida usada para comparar as emissões de diferentes gases de efeito estufa, que leva em conta o potencial de aquecimento global de cada substância e representa o total em quantidade de gás carbônico que teria o mesmo potencial. A Petrobras, por exemplo, emitiu 46 milhões de toneladas de CO2e em 2023, segundo relatório da estatal. As organizações sujeitas à regulação deverão fornecer plano de monitoramento e relatórios das atividades ao órgão gestor. O setor do agronegócio, no entanto, não será atingido pelo projeto. Já o mercado voluntário é caracterizado por transações de créditos de carbono ou de ativos integrantes do SBCE, voluntariamente estabelecidos entre as partes, para fins de compensação voluntária de emissões de gases de efeito estufa (GEE), e que não geram ajustes correspondentes na contabilidade nacional de emissões. Com o Protocolo de Kyoto, de 1997, a redução das emissões de gases do efeito estufa passou a ter valor econômico. Esse entendimento ganhou força com o Acordo de Paris, em 2015. Por isso, o crédito é como um certificado que países, empresas ou pessoas compram para mitigarem a emissão dos gases. Os mercados de crédito de carbono permitem que empresas, organizações e indivíduos compensem as emissões de gases de efeito estufa a partir da aquisição de créditos gerados por projetos de redução de emissões e/ou de captura de carbono. A ideia é transferir o custo social das emissões para os agentes emissores, o que ajuda a conter o aquecimento global e as mudanças climáticas. No Câmara, o projeto que originou a lei (PL 182/24) foi aprovado em novembro deste ano.
Bolsonarismo avalia romper com Zema e articular candidatura própria em minas

O cenário político mineiro está se desenhando de forma diferente para as eleições de 2026. O governador Romeu Zema (Novo), que já sinalizou sua preferência pelo vice-governador Mateus Simões (Novo) como sucessor, pode enfrentar uma situação inédita: o rompimento do apoio do bolsonarismo, que avalia lançar um candidato próprio ao governo de Minas Gerais. Entre os nomes mais cotados estão o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). Essa possível divisão seria a primeira desde que Zema chegou ao poder em 2018, sempre contando com o apoio indireto do grupo bolsonarista. Em 2022, o Partido Liberal (PL) chegou a lançar Carlos Viana como candidato ao governo, mas, na prática, Jair Bolsonaro e outras lideranças do partido apoiaram a reeleição de Zema. Contudo, o distanciamento entre o governador e o ex-presidente tornou-se evidente nos últimos meses. A relação entre Zema e Bolsonaro esfriou após o governador mineiro evitar comentar o indiciamento de Bolsonaro por tentativa de golpe e sua ausência em um evento com o ex-presidente durante a última campanha em Belo Horizonte. Além disso, Zema optou por apoiar um candidato do Republicanos, e não Bruno Engler, o nome do PL, no primeiro turno das eleições municipais. Somente no segundo turno, ele declarou apoio ao candidato bolsonarista. Aliados de Zema, no entanto, refutam a tese de afastamento. Mateus Simões afirma que o governador sempre esteve alinhado à direita, mas nunca fez parte diretamente do grupo bolsonarista. “Nós somos da direita, sempre fomos. Não pertencemos propriamente ao grupo do Bolsonaro, mas estivemos ao lado dele nas eleições e estaríamos de novo, se necessário”, disse Simões. O vice-governador destaca ainda que a estratégia de Zema é manter a direita unida para evitar que a esquerda tenha chances de ir ao segundo turno nas eleições estaduais. Segundo ele, a possibilidade de uma divisão só beneficiaria adversários políticos. “Eles [Nikolas e Cleitinho] têm legitimidade para querer concorrer. Nunca disseram nada disso para o governo, mas as declarações que tenho visto sinalizam para esse caminho”, afirmou. Entre os nomes cotados pelo bolsonarismo para concorrer ao governo mineiro, Cleitinho Azevedo tem se mostrado mais explícito em suas intenções. Recentemente, ele declarou no Senado estar à disposição para a disputa e reforçou que há um diálogo com Nikolas Ferreira sobre apoio mútuo. “Se o Nikolas quiser ser candidato, estarei aqui para apoiá-lo. Caso contrário, estou à disposição de Minas Gerais”, disse Cleitinho, que garantiu que não permitirá o retorno de governos passados ao poder no estado. Nikolas, por outro lado, tende a se candidatar novamente a deputado federal, segundo integrantes do PL mineiro. O objetivo seria alavancar votos para fortalecer a bancada federal, já que o deputado obteve 1,5 milhão de votos em 2022, resultado que ajudou a eleger outros parlamentares da sigla. Cleitinho, que tem mandato de senador até 2030, não enfrentaria riscos ao tentar o governo estadual. Ele é conhecido por sua popularidade nas redes sociais, onde utiliza um discurso crítico à política tradicional e ao governo Lula. Recentemente, porém, surpreendeu ao elogiar a proposta do governo de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e ao apoiar uma PEC que extingue a escala de trabalho de seis dias com um dia de folga. Cleitinho afirmou que recebeu um convite do Novo para ser candidato ao governo mineiro pela legenda, mas essa informação foi negada por Christopher Laguna, presidente estadual do partido. “Convidamos Cleitinho para integrar o Novo no ano passado, mas não existe compromisso para que ele seja candidato a governador. Nosso compromisso é com Mateus Simões”, declarou Laguna. Simões, no entanto, pode estar de saída do Novo para o PSD, sigla liderada nacionalmente por Gilberto Kassab. Caso isso se concretize, o cenário político mineiro se tornaria ainda mais complexo, já que o PSD é atualmente aliado de Lula e deve apoiar a candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo estadual em 2026. Essa movimentação colocaria em xeque a articulação da direita no estado. Nos bastidores, as discussões continuam. Enquanto Zema busca alinhar seu grupo em torno de Mateus Simões, o bolsonarismo avalia qual estratégia adotar para conquistar o Palácio Tiradentes. Apesar das declarações de unidade, a tensão entre os dois grupos é evidente e promete ser um dos fatores decisivos para a próxima eleição em Minas Gerais. O desfecho dessa disputa política em Minas Gerais dependerá da capacidade de articulação de Zema e de seu grupo para manter a direita unida, além das decisões estratégicas do PL e do Republicanos. A possibilidade de o bolsonarismo romper definitivamente com o governador, apresentando uma candidatura própria, não apenas abriria espaço para uma disputa mais fragmentada, mas também poderia alterar significativamente o equilíbrio de forças na política estadual. Com o cenário ainda indefinido, resta aguardar os próximos movimentos das lideranças envolvidas para entender qual será o rumo da direita mineira nas eleições de 2026. Certo é que, independentemente dos desdobramentos, a disputa pelo governo de Minas promete ser uma das mais intensas e polarizadas do próximo pleito.
Senado aprova projeto de regulamentação da reforma tributária

O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (12), o maior projeto de regulamentação da reforma tributária, encaminhando-o novamente à Câmara dos Deputados para análise final antes da sanção presidencial, prevista para este ano. A proposta é considerada uma das reformas mais importantes das últimas três décadas, promovendo mudanças significativas no sistema tributário brasileiro. O texto aprovado regulamenta os novos impostos criados pela reforma: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de âmbito estadual e municipal, que substituirão tributos como IPI, ICMS, ISS, PIS e Cofins. A alíquota padrão estimada da reforma foi elevada para 28%, tornando-se uma das mais altas do mundo. No entanto, o relator Eduardo Braga (MDB-AM) prevê uma redução gradual com a transição do sistema tributário e o combate à sonegação fiscal. Entre os destaques, as armas e munições foram excluídas do Imposto Seletivo, após pressão do PL e outros partidos. Bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos industrializados, também foram retiradas do rol de produtos com taxação adicional. Por outro lado, bens minerais continuarão a ser tributados pelo Imposto Seletivo, com uma alíquota máxima de 0,25%, aplicada na extração, independentemente da destinação. O texto manteve a tributação sobre apostas, veículos, embarcações e aeronaves, e incluiu uma transição escalonada para cigarros entre 2029 e 2033. Já bebidas alcoólicas artesanais poderão ter uma alíquota diferenciada, a ser regulamentada por lei ordinária. Itens da cesta básica, como carnes, queijos e erva-mate, permaneceram com alíquota zero. Produtos como biscoitos e bolachas foram incluídos na lista de alíquotas reduzidas em 60%, enquanto óleos de milho e soja passaram a ter desconto aplicado durante a produção. Medicamentos para tratamentos oncológicos, doenças raras, DST/AIDS e diabetes foram isentos de tributos, mas a lista de produtos será detalhada por lei complementar, garantindo maior transparência. Medicamentos adquiridos por órgãos públicos, hospitais e fundações que atendem ao SUS também terão alíquota zero. O setor de saneamento básico foi incluído na alíquota reduzida de 60%, evitando aumento nas tarifas de água. Serviços de saúde veterinária e dispositivos de home care também foram contemplados. Educação cultural, esportiva, recreacional e serviços funerários terão desconto de 60%, enquanto academias e profissionais liberais contarão com redução de 30%. O agronegócio foi beneficiado com a inclusão de defensivos agrícolas na alíquota reduzida de 60%, e as áreas de livre comércio do país tiveram seus benefícios prorrogados até 2073. As transações imobiliárias terão alíquota reduzida em 50%, enquanto locadores de imóveis com renda anual inferior a R$ 240 mil e até três propriedades estarão isentos de tributação sobre consumo. Motoristas de aplicativos e entregadores terão tributação limitada a 25% de sua receita bruta, sendo classificados como nanoempreendedores se os ganhos estiverem abaixo do teto para MEIs. A regulamentação prevê a criação do Comitê Gestor do IBS para administrar o recolhimento e a redistribuição dos tributos locais, atendendo a pedidos do Ministério da Fazenda. O órgão será estruturado para implementar o sistema de *split payment*, garantindo maior eficiência no recolhimento de impostos durante a transição para o novo modelo tributário, que deve ser concluída até 2026.
Cleitinho lidera disputa eleitoral para governo de Minas, aponta Quaest

Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) aponta que políticos de direita lideram a corrida pelo governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O senador Cleitinho (Republicanos) desponta como o favorito, com 26% das intenções de voto. Na segunda posição está o deputado federal e ex-governador Aécio Neves (PSDB), que aparece com 15%. A diferença entre os dois é de nove pontos percentuais. Alexandre Kalil (Republicanos), ex-prefeito de Belo Horizonte, surge logo em seguida, com 14%, enquanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), registra 7%. A pesquisa apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, conforme informado pelo instituto. O levantamento reflete o atual cenário político mineiro, com uma ampla vantagem para Cleitinho na disputa pelo Executivo estadual.
MP desarticula esquema criminoso envolvendo policiais civis em Montes Claros

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), regional de Montes Claros, e da 1ª Promotoria de Justiça de Montes Claros, deflagrou na manhã de hoje, 12 de dezembro, a operação Efialtes para desarticular esquema criminoso envolvendo policiais civis. A ação contou com o apoio da Corregedoria-Geral de Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Na operação foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos agentes públicos. Também foi determinada a indisponibilidade de bens (móveis e imóveis) e valores. Um veículo utilizado por um dos investigados foi apreendido. Além disso, foi determinado o afastamento deles do cargo, inclusive com proibição de acesso e frequência a prédios da PCMG, a suspensão de senhas e de qualquer forma de acesso a bancos de dados próprios das forças de segurança pública e a suspensão do porte ou a posse de arma de fogo funcional e de uso privado. As investigações que resultaram na operação de hoje foram iniciadas a partir de provas obtidas, ocasionalmente, na operação Provérbios, 13:11, que, em dezembro de 2023, desarticulou organizações criminosas dedicadas à lavagem de capitais, por meio de práticas delitivas, como agiotagem, falsidade documental e exploração ilícita de jogos de azar. Nessas investigações, foi constatada a participação de policiais civis nas organizações criminosas. Conforme apurado, os policiais, valendo-se indevidamente de suas funções públicas, recebiam vantagens e recursos ilícitos para garantir a continuidade e o sucesso das práticas delitivas, especialmente mediante: • Repasse de informações sigilosas e de inteligência em benefício das facções criminosas; • Divulgação de informações sobre operações policiais para os líderes das organizações criminosas, de modo a protegê-los de intervenções e abordagens policiais; • Pressão e afastamento de concorrentes na exploração de jogos de azar, mediante utilização das estruturas dos órgãos do sistema de justiça criminal, por determinação dos líderes das organizações criminosas; • Prática, em conjunto com os líderes dos grupos criminosos, de agiotagem e lavagem de dinheiro; As investigações também apontaram indícios fortes da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, violação de sigilo funcional e lavagem de dinheiro, em regime de organização criminosa, além de outros delitos correlacionados. De acordo com o MPMG, a operação de hoje só foi possível porque contou com o apoio da Corregedoria-Geral da PCMG. Segundo os representantes da instituição, esses desvios de conduta não representam a PC, uma corporação formada por servidores íntegros e honrados. “Queremos ressaltar nossa plena confiança na Polícia Civil de Minas Gerais”, afirmaram os promotores de Justiça que participaram da operação. Participam da ação de hoje seis promotores de Justiça, dois servidores do MPMG e 32 policiais civis, sendo oito delegados, 19 investigadores e cinco escrivães. As investigações continuam e o processo corre em segredo de justiça
Godofredo recebe artistas para homenagear Zé Coco do Riachão, o Beethoven do Sertão

Nesta quinta-feira (12) o Bar Godofredo será o cenário de uma noite dedicada à música e à preservação da memória cultural brasileira. Artistas locais realizarão apresentações para arrecadar recursos destinados à produção do documentário sobre Zé Coco do Riachão, um dos maiores ícones da viola brasileira. A ideia de promover o show partiu da professora e musicista Maristela Cardoso, apoiada pelo também músico e produtor Carlos Soyer, e prontamente abraçada por vários artistas. Entre os músicos confirmados para o evento estão Carlos Soyer, Maristela Cardoso, Élcio Lucas, Juquita Queiroz, o grupo Seresta Senescentes Lirais, Marcelo Andrade, John Canta Miltons, Jorge Takahashi, Denisar Mota e Pedro Boi, que se unirão em uma programação variada e voltada para todos os públicos. As mesas, com capacidade para até 4 pessoas, estão à venda por R$150,00. Reservas podem ser feitas pelo telefone (38) 99193-1971, com Renata Maia. O show será realizado no Godofredo Food Pub, localizado na Rua Dr. Mário Veloso, Melo. Para a professora e cantora Maristela Cardoso, idealizadora do evento ao lado do músico Carlos Soyer, a iniciativa é, principalmente, para chamar atenção para o projeto e sensibilizar a comunidade e empresas da região. “Ele não é só da região. Ele é de Minas, é do Brasil, é do mundo! Na Alemanha, ele foi considerado o Beethoven do Sertão. Uma obra considerada um fenômeno, para uma pessoa que não teve nenhum estudo: não sabia ler nem escrever, e aprendeu tudo da alma, da observação, da sensibilidade artística”, ressalta. A diretora do documentário, Andrea Martins se diz agradecida e emocionada com a participação dos artistas e destacou o papel da comunidade no apoio à iniciativa. “A contribuição de cada artista e cada participante desse evento é fundamental. Juntos, estamos trabalhando para que a história de Zé Coco do Riachão, um patrimônio da nossa cultura, seja reconhecida, lembrada e celebrada”, afirmou Andrea. Continue lendo após a publicidade Nascido às margens do Riachão, entre os municípios de Mirabela e Brasília de Minas, Zé Coco do Riachão foi um músico e luthier que marcou a história da cultura popular brasileira. Autodidata, Zé Coco fabricava os próprios instrumentos e, além da viola, também tocava rabeca e sanfona, entre outros instrumentos. Devoto de Santos Reis, desde os sete anos até a sua morte, em 1998, participou anualmente da Folia de Reis, tradicionalmente e religiosamente celebrada na região. “Além de violeiro excepcional, Zé Coco foi um guardião da memória musical do interior de Minas Gerais, inspirando gerações e contribuindo para a valorização da música de raiz. Inclusive, é reconhecido como um dos pilares da Viola Caipira por grandes artistas como Almir Sater e Jackson Antunes, que fará participação em nosso filme”, conta Andrea.
BATENDO UM BOLÃO – Partida reunirá ex-atletas pela solidariedade

Quem é torcedor do Atlético Mineiro e nasceu no fim dos anos 1970 com certeza se lembra bem daquela equipe que venceu os dois turnos do Campeonato Brasileiro de 1987 (que na época se chamava Copa União) mas não conseguiu ser campeão, mesmo após uma fase classificatória invicta. Dois dos principais nomes daquela equipe foram o ponta direita Sérgio Araújo e o lateral esquerdo Paulo Roberto Prestes. Outro jogador que deixou muitas lembranças, desta vez para os torcedores do Cruzeiro, foi Raimundo Nonato da Silva. Campeão de duas edições da Copa do Brasil (1993 e 1996) e da Libertadores de 1997, o lateral estará, juntamente com os dois “atleticanos” acima, no 1° Jogo da Solidariedade, que será disputado neste sábado, 14, às 9h30, no estádio José Maria Melo. Participarão da partida outros ex-atletas, como Guilherme Andrade, que foi campeão mundial pelo Corinthians, em 2012; Alonso Ferreira de Matos, que atuou no Cruzeiro e no Fluminense; Antônio Bento dos Santos, atacante do São Paulo e Cruzeiro; e Vitor, ex-lateral esquerdo do Atlético, entre outros. A iniciativa é realizada pela Secretaria Municipal de Esportes e Juventude e tem o objetivo de promover a solidariedade, arrecadando mantimentos que serão doados para famílias em situação de vulnerabilidade. O ingresso será um quilo de alimento não perecível ou um brinquedo novo e poderá ser trocado antes da partida.
Fernanda Torres é indicada ao Globo de Ouro, 25 anos após Fernanda Montenegro

Atriz concorre na categoria melhor atriz de filme (drama) por ‘Ainda estou aqui’, que foi indicado na categoria Melhor filme de língua não-inglesa. Premiação é em 5 de janeiro de 2025. Assista AQUI ao trailer de ‘Ainda Estou Aqui’ Fernanda Torres foi indicada ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz em Filme (Drama) por seu trabalho como a personagem Eunice do filme “Ainda Estou Aqui”. O anúncio aconteceu na manhã desta segunda-feira (9). A indicação de Fernanda acontece 25 anos após a de sua mãe, Fernanda Torres, que foi indicada na mesma categoria, em 1999, por seu trabalho em “Central do Brasil”. Filme original do Globoplay, “Ainda Estou Aqui” também concorre na categoria Melhor Filme em Língua Não-inglesa. O longa é inspirado na história real de Eunice Paiva, advogada e mãe do escritor Marcelo Rubens Paiva. Ela passou 40 anos procurando a verdade sobre seu marido desaparecido, Rubens (interpretado por Selton Mello). Fernanda Torres e Fernanda Montenegro interpretam Eunice em diferentes idades. Ela é uma das favoritas ao lado de Angelina Jolie e Nicole Kidman, que assim como a brasileira também são cotadas ao Oscar. Diferentemente da maior premiação do cinema, o Globo de Ouro divide a categoria de Melhor Atriz entre os filmes de drama e comédia ou musical. Fernanda agradeceu a indicação e a torcida brasileira ao publicar o emoji 🙏 em suas redes sociais. A atriz ainda publicou um vídeo enquanto se arrumava em Londres, antes de mais um evento de divulgação do filme. “Gente, nomeada ao Globo de Ouro. Inacreditável.” “E Walter, 25 anos dele com a minha mãe…Realmente a vida presta”, brincou a atriz, se referindo a indicação de Fernanda Montenegro ao Globo de Ouro 1999 por Central do Brasil. “É muito emocionante e enaltece o poder do ‘Ainda Estou aqui’, um drama falado em português. É muito emocionante eu ter sido indicada em uma categoria onde a maioria dos outros filmes são falados em inglês”, afirmou a atriz, em comunicado.” “Ontem também foi surpreendente a Menção Honrosa que eu recebi da Associação de Críticos de Los Angeles, ao lado da Demi Moore (“A substância”), pois é um prêmio para todas as interpretações femininas e masculinas do ano, então é mesmo extraordinário. Estou muito feliz também que o filme segue forte nos cinemas do Brasil.” Depois do prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza, diversos elogios da imprensa estrangeira, e algumas exibições disputadas na Mostra de SP, o filme estreou no Brasil em 7 de novembro como a maior chance de indicação nacional ao Oscar em mais de duas décadas. Além das críticas positivas, o filme ainda é um sucesso de bilheteria, tendo batido a marca de 2 milhões de espectadores e liderado o ranking de mais vistos no cinema na semana de estreia
Botafogo leva 3 do Pachuca e se despede da Copa Intercontinental na estreia

A equipe campeã brasileira e continental poupou algumas estrelas no primeiro tempo, não mostrou forças para segurar o Pachuca e foi derrotada por 3 a 0 O Botafogo perdeu para o Pachuca-MEX por 3 a 0, nesta quarta-feira (11/2), e foi eliminado na estreia da Copa Intercontinental em Doha, no Catar. O Alvinegro Carioca não conseguiu impor seu ritmo e deu adeus ao sonho do título. Após a partida, o atacante Igor Jesus avaliou que o cansaço pesou ao Botafogo. O Glorioso jogou no domingo pelo Brasileirão e desembarcou no Catar na segunda-feira à noite. O elenco, então, realizou apenas um treino de olho no duelo. “Fizemos o máximo que podíamos. Sabíamos o quanto ia ser difícil sair de um jogo como foi domingo e pegar um voo de 16 horas, e tem a questão do fuso também. A maioria dos jogadores não dormiu bem. Mas isso não é desculpa. É pegar esse tempo de férias e descansar a mente para que possamos voltar da melhor forma no próximo ano”, analisou Igor Jesus em entrevista ao SporTV. “O Botafogo em todas as competições quer vencer, mas em algum momento a mente quer isso e o corpo não consegue responder. Infelizmente hoje foi um jogo que aconteceu muito isso, muitas vezes queríamos fazer algo a mais e o corpo não respondia. Mas, como falei, agora é descansar e se preparar para fazer um grande ano em 2025”, complementou o centroavante. O volante Marlon Freitas, por sua vez, evitou atribuir o resultado do confronto ao desgaste físico. Para ele, o Botafogo se complicou ao levar um gol no princípio do segundo tempo. “Acho que não adianta a gente falar de cansaço. Falhamos, tomamos um gol no comecinho do segundo tempo. Terminamos o primeiro tempo melhor e, depois no começo do segundo tempo, tomamos o gol. Claro que você tem que correr atrás, ficar mais exposto e foi o que aconteceu. Eles aproveitaram bem os contra-ataques e mataram o jogo”, disse Marlon Freitas, que começou a partida no banco de reservas e entrou no começo do segundo tempo. “Foi um grande ano, temos que sair de cabeça erguida pelo ano que fizemos. 65 jogos no ano, isso mostra nosso profissionalismo, nosso caráter. Lutamos até o final. A gente fica triste, muito chateado, porque vale taça, e sempre quando vale taça queremos vencer. Queríamos vencer para dar continuidade na competição, mas vamos sair de cabeça erguida, aproveitar bem as férias com os familiares e só agradecer a Deus”, finalizou Marlon Freitas. Com a eliminação para o Pachuca, o Botafogo encerra o ano de 2024 com os títulos da Copa Libertadores e do Brasileirão.
Desembargador do TJMG é afastado por 60 dias após denúncias de nepotismo

Reportagem do jornalista Frederico Vasconcelos, publicada nesta terça (11), na Folha de São Paulo, revelou detalhes do processo que levou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a aplicar uma sanção disciplinar ao desembargador Alexandre Victor de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O magistrado foi afastado por 60 dias após ser acusado de negociar a nomeação de familiares como funcionários públicos fantasmas e propor um esquema de “rachadinha” que também beneficiaria sua sogra. A decisão do CNJ, tomada por unanimidade na última terça-feira (10), determinou a disponibilidade do magistrado, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, uma pena considerada branda por especialistas da área jurídica. Entre as possíveis punições previstas, estão advertência, censura, remoção compulsória, aposentadoria compulsória e demissão, mas o colegiado optou pelo afastamento temporário. Interceptações telefônicas autorizadas judicialmente expuseram diálogos em que Alexandre manifestava a intenção de direcionar os benefícios financeiros das nomeações ao núcleo familiar. A relatora do caso, juíza federal Daniela Madeira, destacou que as ações configuram graves violações à Lei Orgânica da Magistratura Nacional e ao Código de Ética dos Magistrados. Ela também confirmou que os fatos chegaram ao conhecimento da corregedoria do CNJ por meio da reportagem da Folha. Entre os elementos investigados, está a nomeação de Guilherme Souza Victor de Carvalho, filho do desembargador, para um cargo comissionado na Câmara Municipal de Belo Horizonte, enquanto sua esposa, Andreza Campos Victor de Carvalho, assumiria uma função na Assembleia Legislativa. Diálogos gravados pela Polícia Federal mostraram Alexandre sugerindo que sua sogra também participasse do esquema, recebendo uma parte dos salários. O subprocurador-geral da República José Adônis Callou de Sá reforçou que a rejeição da denúncia criminal pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) não impede a sanção disciplinar do CNJ. Ele classificou os diálogos gravados como condutas incompatíveis com a função de magistrado. Apesar da defesa de Eugênio Aragão, advogado do desembargador, que alegou nulidade das interceptações telefônicas, o STJ já havia rejeitado essa tese no julgamento da Ação Penal 957. A relatora do caso leu trechos das conversas, que comprovam as irregularidades.