Kamala X Trump: entenda como funcionam as eleições nos Estados Unidos

Entenda o papel do Colégio Eleitoral, o peso das primárias e como um candidato pode vencer sem ter a maioria dos votos populares Diferentemente do Brasil, onde a escolha presidencial é decidida em dois turnos, as eleições presidenciais nos Estados Unidos envolvem apenas um turno, e a escolha final depende de um complexo sistema de votação indireta. De acordo com o g1, o presidente americano é eleito por um Colégio Eleitoral, formado por 538 delegados, e não pelo voto direto da população. Cada estado tem um número específico de delegados, definido conforme a população local e o número de representantes no Congresso, o que concede um peso variável a cada estado. O Colégio Eleitoral americano é composto por 538 delegados, e para vencer, o candidato precisa conquistar 270 desses votos. Como a eleição é majoritária dentro de cada estado, o candidato que tiver a maioria dos votos em determinado estado leva todos os delegados, independentemente de quantos votos de diferença teve. Esse sistema pode levar a resultados curiosos: é possível que um candidato com menos votos populares vença a eleição, como aconteceu em 2016, quando Donald Trump derrotou Hillary Clinton apesar de ter quase 3 milhões de votos a menos em termos nacionais. O peso das primárias e do caucus – Outro ponto singular do processo eleitoral americano são as etapas prévias das primárias e dos caucus. Esses eventos ocorrem nos meses anteriores à eleição e definem quem será o candidato de cada partido. Nas primárias, os eleitores votam de forma secreta, como ocorre nas eleições tradicionais, enquanto nos caucus o processo é público, com reuniões onde os participantes votam e discutem abertamente suas escolhas. Essas etapas determinam os candidatos que disputarão o pleito em novembro, criando um processo que, em muitos casos, fortalece lideranças regionais e engaja diferentes correntes dentro dos partidos. Participação e flexibilidade no voto – Outro aspecto que diferencia as eleições nos Estados Unidos é a flexibilidade do voto, que pode ser realizado de diferentes formas. Dependendo do estado, os eleitores podem votar semanas antes do dia oficial, e em muitos casos, têm a opção de enviar seus votos pelo correio. Essa prática permite maior participação, embora o voto não seja obrigatório para os americanos. Nas eleições de 2020, por exemplo, aproximadamente 62,8% da população compareceu às urnas, com mais de 158 milhões de pessoas participando do pleito entre Joe Biden e Donald Trump
Morre o cantor Agnaldo Rayol aos 86 anos, após acidente doméstico

Artista tinha 86 e sofreu uma queda em sua casa na Zona Norte de São Paulo O cantor Agnaldo Rayol morreu nesta segunda-feira (4) aos 86 anos. Segundo informações repassadas por sua assessoria de imprensa, o cantor estava em sua casa no bairro Santana, Zona Norte de São Paulo, e sofreu uma queda que teria causado um trauma na cabeça. Rayol estava acompanhado e um cuidador e, logo após a queda, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a ambulância teria demorado a chegar. Ele foi encaminhado consciente ao Hospital HSanp, mas não resistiu ao ferimento. Quem era Agnaldo Rayol Agnaldo Rayol, nascido em 3 de maio de 1938, no Rio de Janeiro, foi um importante nome da música brasileira, conhecido por sua voz marcante e estilo romântico. Ele iniciou sua carreira ainda na infância, aos 8 anos, no programa infantil Papel Carbono de Renato Murce, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Rapidamente, seu talento o levou para a televisão, onde se destacou como cantor e ator. Nos anos 1960, ganhou fama com canções como Ave Maria e Mia Gioconda, que se tornaram grandes clássicos. Ao longo de sua trajetória, Rayol gravou dezenas de álbuns e participou de novelas e programas de televisão, incluindo o Festival de Música Popular Brasileira e o especial natalino Agnaldo Rayol Especial
Líderes do parlamento do G20, o P20, debatem pobreza e mudanças climáticas

O Congresso brasileiro receberá 35 delegações dos países integrantes do G20, ou seja, as 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia e a União Africana A Câmara dos Deputados e o Senado serão sedes nesta quarta-feira (6) da reunião dos presidentes dos parlamentos dos países do G20, a 10ª Cúpula do P20. “Parlamentos por um mundo justo e um planeta sustentável” é o tema do encontro que ocorre até a próxima sexta-feira (8). Estão confirmadas 35 delegações dos países do grupo, ou seja, as 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia e a União Africana. O encontro do P20 é realizado alguns dias antes da cúpula do G20, marcada para os dias 18 e 19 de novembro na cidade do Rio de Janeiro. Com o Brasil este ano na presidência do G20 foram realizadas cerca de 130 reuniões preparatórias em vários estados. “Entre as prioridades sugeridas pelo governo brasileiro, estão a criação de uma aliança internacional contra a pobreza e a fome e a reforma da governança global, que visam trazer uma nova perspectiva para o desenvolvimento e garantir uma maior equidade e dignidade às populações em situação de vulnerabilidade. Tudo isso com um olhar profundo no meio ambiente”, destaca o senador Paulo Paim (PT-RS). Para ele, o lema da reunião do P20 orienta um foco prioritário para temas urgentes e essenciais, como o combate à fome, a redução da pobreza e a transição ecológica, a questão do meio ambiente. “Esses são desafios que ultrapassam fronteiras e exigem esforços coordenados entre as nações. Todos nós temos que combater a violência, a fome, os preconceitos, o feminicídio – e, infelizmente, o Brasil está entre os países que mais têm mulheres assassinadas”, lembra. No primeiro dia do encontro será realizada o Fórum Parlamentar do G20, que vai discutir as recomendações da 1ª Reunião de Mulheres Parlamentares do P20, realizada em julho em Maceió (AL). O senador explica que, ao final do encontro do P20, os presidentes dos Parlamentos irão elaborar um documento, que será entregue à Cúpula de Líderes do G20. “Esse documento representará um compromisso dos parlamentos em orientar e cobrar de seus respectivos governos a implementação de políticas capazes de transformar a realidade social e ambiental das nossas nações”, diz Na sua avalição, ao sediar esse evento e liderar a agenda do G20 neste ano, o Brasil assume uma posição de responsabilidade e protagonismo “nesta longa caminhada para melhorar a vida de todos”. “Que possamos fazer desse encontro um exemplo de compromisso coletivo e de colaboração internacional em prol da dignidade humana e da sustentabilidade. Assim, creio eu que unidos podemos construir um futuro em que a fome seja coisa do passado e em que a justiça social e ambiental seja uma realidade acessível a todos”, observa. PROGRAMAÇÃO 6 de novembro (quarta-feira) Fórum Parlamentar do G20: Rumo à implementação das recomendações da 1ª Reunião de Mulheres Parlamentares do P20 (Maceió,1º e 2 de julho) – 15h – abertura do Fórum – 15h30 – 1ª sessão de trabalho: Promovendo a justiça climática e o desenvolvimento sustentável sob a perspectiva de gênero e raça – 16h30 – 2ª sessão de trabalho: Mulheres no Poder: ampliando a representatividade feminina em espaços decisórios – 17h30 – 3ª sessão de trabalho: Combatendo desigualdades de gênero e raça e promovendo a autonomia econômica das mulheres 7 de novembro (quinta-feira) 10ª Cúpula de Presidentes dos Parlamentos do G20 (P20) – 10h30 – abertura Cúpula – 14h – 1ª sessão de trabalho: A contribuição dos Parlamentos no combate à fome, à pobreza e à desigualdade – 16h – 2ª sessão de trabalho: O papel dos Parlamentos no enfrentamento da crise ambiental e sustentabilidade 8 de novembro (sexta-feira) – 9h30 – 3ª sessão de trabalho: Os Parlamentos na construção de uma governança global adaptada aos desafios do século 21 -11h30 – encerramento da 10ª Cúpula do P20
Comerciantes sobem preços antes para oferecer ilusão de desconto na Black Friday

Estudo apontou que em outubro diversos produtos tiveram aumento, para depois “cair” no período promocional. Os campeões foram os tênis, que subiram, em média, 36% Assim como outros hábitos importados pelo comércio brasileiro, a Black Friday já virou uma tradição. E com ela, vem a igualmente tradicional manipulação dos preços por muitas das lojas, redes e supermercados. Uma das formas encontradas para se tirar vantagem dos consumidores é aumentar o preço antes para fazer com que ele pareça menor depois, nos dias da promoção. Conforme pesquisa feita pela plataforma de comparação de preços Buscapé, nos períodos de 1º a 7 e de 15 a 22 de outubro, foi verificada alta de preços em diversas categorias de produtos. Os recordistas foram os tênis, cujo preço saltou, em média, 36%; geladeira e ar condicionado vieram na sequência, com aumentos de 13% e 7% respectivamente. Na sequência vêm máquina de lavar (+4%), micro-ondas (+2%), tablet (+2%), console de videogame (+1%) e TV (+1%). No caso de notebook, celular e smartphone, houve redução de 3%. Uma forma de lidar com o problema, por parte do consumidor, é ficar atento e na medida do possível, pesquisar previamente os preços. Ao mesmo tempo, as autoridades de defesa do consumidor são um importante instrumento nessas horas. No caso do Procon de São Paulo, ao longo do mês de novembro, postos de atendimento foram montados em estações de metrô — como Sacomã — e da CPTM — como Tatuapé e Jabaquara. Também há unidades móveis percorrendo o litoral e o interior. Além disso, o Procon-SP vem usando as redes sociais para divulgar com recomendações e dicas que podem ajudar os consumidores a identificar sites suspeitos e anúncios que parecem ofertas vantajosas, mas não são. Os consumidores também serão orientados a se precaver contra golpes e práticas abusivas de lojas. Para lidar com os problemas comuns nessa temporada promocional, o órgão ainda enviou comunicados a empresas com reclamações por ele e outras entidades representativas dos fornecedores, com sugestões sobre a conduta que devem assumir para respeitar o direito dos consumidores e evitar a repetição das queixas feitas durante a Black Friday do ano passado.
Mais de 90% dos alunos concluintes do ensino médio fizeram 1ª prova do Enem

Em seu primeiro dia, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostrou um salto em relação ao ano passado no percentual de estudantes que estão concluindo os estudos dessa fase em escolas públicas e que se inscreveram para a prova. Esse universo foi de 94%, contra 58% em 2023, um aumento de 36 pontos percentuais. Em 14 estados, o índice chegou a 100%. Na Região Nordeste, o único estado que não atingiu essa proporção foi o Maranhão (83%). “A gente considera que foi um salto importante, um esforço que o ministério tem feito para estimular que o aluno se inscreva no Enem. Até antes de 2023, sempre havia uma queda, um declínio no número de inscritos, e agora nós estamos retomando o crescimento, é quase um milhão [de candidatos] a mais”, explicou o ministro da Educação, Camilo Santana, em coletiva neste domingo (3), quando apresentou o balanço parcial do Enem. Outro dado informado é que do total de 4,3 milhões de inscritos, 73,4% participaram dia primeira etapa da prova. O índice revela um aumento de 1,5 ponto percentual em relação ao Enem 2023, quando 71,9% dos inscritos compareceram. “Considero o maior interesse de concluintes do ensino médio no Enem uma das coisas mais importantes dessa edição, além do crescimento do número de inscritos”, disse Santana. Além disso, na visão do ministro, os dados confirmam o impacto de políticas que incentivam a participação desses estudantes: “Tivemos vários estados nos quais o percentual de concluintes quase dobrou. Esses números são um reflexo não só do esforço dos estados, que estimulam a inscrição, mas de um efeito forte do Pé-de-Meia”. Os estudantes beneficiados pelo programa que realizarem os dois dias de prova do Enem receberão uma parcela extra do incentivo, no valor de R$ 200, em 2025. No total, foram 10.766 locais de prova e 11.635 coordenações, nas 149.724 salas de aplicação, em 1.753 municípios, distribuídos pelas 27 unidades da Federação. Ao todo, 4.999 participantes foram eliminados por portar equipamento eletrônico; ausentar-se antes do horário permitido; ou não atender às orientações dos fiscais, por exemplo. Outras 689 pessoas foram afetadas por problemas como emergências médicas, interrupções temporárias de energia elétrica ou abastecimento de água. No próximo domingo, 10 de novembro, acontece a segunda etapa das provas, com questões relativas às Ciências da Natureza e Matemática e suas tecnologias. São 45 questões em cada área do conhecimento. Os portões abrem ao meio-dia e fecham às 13h , no horário de Brasília. O tempo de prova será de cinco horas, terminando às 18h30
Maconha – CNJ inicia mutirão para revisar prisões por tráfico de drogas

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou, na última sexta-feira (1º), um mutirão voltado à revisão de prisões de acusados de tráfico de drogas, com ênfase em casos que possam se enquadrar na decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre porte de maconha. Em junho, o STF definiu o limite de 40 gramas para diferenciar o porte da droga para uso pessoal do crime de tráfico. A ação é conduzida pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e pelo Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas, ambos vinculados à presidência do CNJ. Com o apoio da Defensoria Pública, o mutirão está programado para se estender até fevereiro de 2025. Além da revisão de casos relacionados ao porte de maconha, a iniciativa contempla a análise de processos de pessoas presas que podem ser beneficiadas pelo indulto de Natal, destinado àqueles que cometeram crimes sem violência ou ameaça grave, ou que tenham penas de multa. No total, serão revisados 496.765 processos, sendo 324.750 relativos ao indulto de Natal, 65.424 à decisão do STF sobre porte de maconha, 73.079 a casos de incidentes já vencidos e 33.512 a prisões cautelares que se estendem por mais de um ano
Derrotas varrem PSDB, PDT, Psol e Cidadania do mapa de prefeituras nas capitais

Até o mês que vem, 12 partidos políticos dividem o comando das capitais dos 26 estados brasileiros, número que cairá para oito a partir de janeiro. Brasília, capital do país, não tem prefeito nem vereadores e é administrada pelo governador do Distrito Federal. A concentração de poder e a consequente queda partidária nessas grandes cidades só não foi maior porque o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, conseguiram eleger um e quatro prefeitos, respectivamente. Ambos não haviam vencido prefeituras nas capitais nas eleições passadas. O levantamento foi feito pelo Estadão com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maior decadência é do PSDB O partido do ex-governador de Minas e atual deputado federal Aécio Neves – que, junto com o PT, protagonizou a política brasileira nos anos 1990, 2000 e início dos 2010 -, lidera o ranking de fracassos. Após eleger quatro prefeitos nas capitais em 2020, o PSDB não conseguiu sequer reeleger nem fazer um sucessor da sigla em nenhuma dessas 26 grandes cidades brasileiras. A legenda seguinte no ranking de quedas é o PDT. O partido que administra hoje as prefeituras de Aracaju (SE) e Fortaleza (CE) vai ficar sem nenhuma capital a partir do ano que vem. Cidadania e PSOL, que haviam conseguido uma prefeitura de capital cada um, também caem para zero. Chegada de Bolsonaro fez o PL ter o maior crescimento Depois de não ter conseguido vencer nenhuma prefeitura de capital nas eleições de 2020, o PL emplacou quatro prefeitos em 2024. Naquele ano, Bolsonaro ainda não havia se filiado à legenda, o que só foi ocorrer em 2021. O poder de voto do ex-presidente fez com que os liberais faturassem as prefeituras de Maceió (AL), Rio Branco (AC), Aracaju (SE) e Cuiabá (MT). Já o PT, que viu o fundo do poço em 2020 ao não vencer em nenhuma capital desde a redemocratização do país, sentiu agora o gosto da vitória em uma disputa muito acirrada em Fortaleza (CE). A eleição de Evandro Leitão só foi confirmada com mais de 99% das urnas apuradas e uma diferença de apenas 10.838 votos em relação ao adversário André Fernandes (PL). Confira o número de prefeituras eleitas por partidos: MDB – 5 (Belém, Boa Vista, Macapá, Porto Alegre e São Paulo); PSD – 5 (Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Luís); PL – 4 (Aracaju, Cuiabá, Maceió e Rio Branco); União Brasil – 4 (Goiânia, Natal, Salvador e Teresina); Podemos – 2 (Palmas e Porto Velho); PP – 2 (Campo Grande e João Pessoa); Avante – 1 (Manaus) PSB – 1 (Recife); PT – 1 (Fortaleza); Republicanos – 1 (Vitória).
Venezuela acusa Itamaraty de se fazer de vítima e escala tensão com Brasil

A crise diplomática entre o governo do presidente Lula e o regime de Nicolás Maduro, da Venezuela, ganhou mais um episódio neste sábado (2). Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela acusou o Itamaraty de “posar de vítima” e de promover uma “agressão descarada e grosseira” contra Maduro e as instituições venezuelanas. Segundo o governo venezuelano, o Brasil estaria realizando uma “campanha sistemática” que desrespeita os princípios da Carta da ONU. O comunicado veio em resposta à nota emitida pelo Itamaraty na sexta-feira (1), após a Venezuela ter intensificado críticas ao Brasil desde que foi vetada de se tornar parceira do Brics, com apoio da Rússia. O país justificou o veto afirmando que uma parceria com a Venezuela exigiria diálogo franco e respeito mútuo, o que não estaria sendo demonstrado. O governo venezuelano reiterou que o Itamaraty deveria “desistir de se imiscuir em temas que só competem aos venezuelanos” e adotar uma postura “profissional e respeitosa”, seguindo o exemplo da política externa venezuelana. A declaração do Itamaraty, por sua vez, enfatizou “o tom ofensivo de autoridades venezuelanas” e criticou o uso de ataques pessoais em vez de canais diplomáticos adequados. Desde o veto à entrada da Venezuela no Brics, a relação entre os países se deteriorou. Em setembro, Maduro acusou o Itamaraty de agir em cooperação com o Departamento de Estado dos Estados Unidos e chegou a chamar um diplomata brasileiro de “fascista” em resposta ao bloqueio do Brasil. Em retaliação, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela convocou seu embaixador em Brasília para consultas, medida diplomática que sinaliza uma insatisfação significativa e um possível início de rompimento nas relações bilaterais. A crise se intensificou quando a Polícia Nacional Bolivariana, sob controle do governo chavista, publicou em suas redes sociais uma imagem da silhueta do presidente Lula e a bandeira do Brasil acompanhada da mensagem de que Caracas “não aceita chantagens de ninguém”. A publicação foi deletada pouco depois, mas o gesto foi visto como um ataque direto ao Brasil. A tentativa da Venezuela de se tornar parceira do Brics foi apoiada pela Rússia, mas barrada pela delegação brasileira. O presidente Vladimir Putin chegou a afirmar que a adesão só ocorreria com o aval do Brasil. Essa decisão foi um dos pontos centrais para o aumento da tensão, levando Maduro a fazer duras críticas ao governo brasileiro
Trabalho na indústria cresce 75% e 405 mil vagas são criadas

Maior parte desses postos, 57,4%, absorveu jovens entre 18 e 24 anos. Somente em setembro, saldo no setor foi de 59,8 mil vagas, um aumento de 40% em relação ao mesmo mês de 2023 Entre janeiro e setembro deste ano, a indústria brasileira apresentou crescimento de 75% no número de empregos, com a criação de mais de 405 mil novas vagas, ante igual período de 2023, quando os postos criados somaram quase 231 mil. A maior parte dessas oportunidades, 57,4%, absorveu jovens entre 18 e 24 anos. Quando avaliado apenas o mês de setembro, foi verificado um saldo de 59,8 mil vagas, aumento de 40% em relação a setembro de 2023 e de 16% sobre agosto. As informações constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas na quarta-feira (30). Leia também: Desemprego cai para 6,4%, segundo menor índice desde 2012 A indústria de transformação — que converte matéria-prima em produtos finais ou intermediários — foi a que mais contribuiu com o aumento das vagas, respondendo por 93% (55,8 mil) do total. Os destaques foram para alimentação (22,4 mil), borracha e material plástico (3,5 mil) e veículos automotores (3,4 mil). Outro dado positivo mostrado pelo Caged diz respeito às regiões com melhor desempenho e entre elas está o Nordeste, que registrou 42,4% dos postos criados em setembro, sendo este o segundo mês seguido com desempenho destacado. Na sequência vêm Sudeste (37,8%), Sul (9,9%), Norte (5,3%), e Centro-Oeste (4,2%). Estímulos governamentais Os números da indústria, bem como o momento positivo vivido pela economia, refletem as medidas de estímulo ao setor e a condução geral do país por parte do governo Lula. Entre a iniciativas focadas no segmento estão o Mover (automotivo), a Depreciação Acelerada (modernização do parque industrial para 23 setores), a retomada do Reiq (indústria química) e o Brasil Semicon e a Lei de TICs (semicondutores e eletroeletrônicos). Outra ação foi a Nova Indústria Brasil (NIB), lançada em janeiro. Segundo o governo, a iniciativa disponibiliza R$ 405 bilhões em créditos e subvenções para projetos de inovação, sustentabilidade e produtividade em várias áreas. Do lado da indústria, o setor vem respondendo com novos investimentos. Nesta quarta-feira (30), foram anunciados os projetos ligados à Missão 3 do programa da NIB, previstos até 2029. O objetivo com esse eixo é melhorar a qualidade de vida nas cidades, integrando mobilidade sustentável, moradia, infraestrutura e saneamento básico. Até lá, o governo estima um investimento de R$ 1,6 trilhão para tirar tudo do papel. Desse total, 75% serão investidos por empresas privadas. Os outros R$ 400 bilhões virão do governo federal. Na ocasião, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou: “É investimento recorde. Esse investimento é o que mais gera emprego. Construção civil é emprego na veia. Ele é rápido, impulsiona a atividade econômica, melhorando a qualidade de vida das pessoas. Estamos falando de moradia, saneamento básico, energia renovável, estamos falando de mobilidade”.
Conheça Hugo Motta, o candidato de Lira à presidência da Câmara

Ainda estão no páreo os líderes do União Brasil, Elmar Nascimento, e do PSD, Antônio Brito O Republicanos oficializou nesta terça-feira 29 a candidatura do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Câmara. O paraibano é líder da sigla na Casa e recebeu também nesta manhã o apoio de Arthur Lira (PP-AL). Ainda estão no páreo os líderes do União Brasil, Elmar Nascimento, e do PSD, Antônio Brito, ambos da Bahia. “Com esse meu gesto, espero dar início à concretização de conversas que foram feitas e acordos que foram firmados com diversas legendas partidárias, em torno desse mesmo projeto de convergência”, disse Lira, em pronunciamento ao lado de Motta e de outros parlamentares. Nascido em João Pessoa, Hugo Motta Wanderley da Nóbrega está no seu quarto mandato como deputado. Ele começou na política em 2005, quando se filiou ao então PMDB (atual MDB) para, no ano seguinte, apoiar a candidatura do ex-senador José Maranhão ao ao governo do estado. Foi eleito pela primeira vez em 2010, quando, aos 21 anos, tornou-se o mais jovem deputado federal eleito do País. Presidiu a Comissão de Fiscalização e Controle em 2014. No ano seguinte, comandou a CPI da Petrobras, responsável por investigar irregularidades supostas irregularidades na construção de refinarias no Brasil. Também já foi vice-líder de diversos blocos partidários na Casa e fez parte da base de sustentação dos governos Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Ainda assim, aproximou-se do Palácio do Planalto na gestão Lula (PT) desde que Silvio Costa Filho (PE), seu correligionário, ascendeu ao comando do Ministério de Portos e Aeroportos. Líder do Republicanos na Câmara, Motta recebeu 158.171 votos nas eleições de 2022 e foi o deputado federal mais votado do estado. Na Paraíba, inclusive, a presença da família do parlamentar na política não é nova: ele é neto de Nabor Wanderley, ex-prefeito de Patos, no sertão paraibano, nos anos 1950. Os avós maternos do deputado também tinham ligações políticas e alcançaram os cargos de deputados estaduais. Dando sequência à presença da família na política paraibana, o pai de Hugo, Nabor Wanderley da Nóbrega Filho, é prefeito da cidade sertaneja – ele foi reeleito neste ano.