“É preciso ser muito canalha para criar uma fakenews envolvendo religião para atacar o PL 2630”

Alessandro Vieira, ferrenho defensor da Lava Jato, dispara contra mentira disseminada por Dallagnol de que seu projeto vai censurar versículos bíblicos

O deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) vem se ocupando, nos últimos dias, em mentir sobre o Projeto de Lei 2630/2020, conhecido como PL das Fake News, proposta que está em tramitação na Câmara e que visa regulamentar as redes sociais justamente no que se refere à propagação e monetização de fake news.

A principal mentira de Dallagnol é de que o projeto vai “censurar” versículos bíblicos, sendo que não há em todo o PL qualquer linha que trate sobre censura a trechos do livro religioso.

O autor do projeto, que teve regime de urgência aprovado nesta terça-feira (25) e será votado na próxima semana na Câmara, é o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE), que foi às redes sociais para desmentir a fake news de Dallagnol sobre “censura à bíblia”.

“É preciso ser muito canalha para criar uma fakenews envolvendo religião para atacar o PL 2630. É óbvio que nenhum trecho da Bíblia será censurado, basta ler o PL”, disparou o senador.
“Quem vive de mentira e crime é capaz de tudo para atacar um projeto que defende a liberdade com responsabilidade”, prosseguiu o autor do PL, em crítica indireta a Dallagnol.

O mundo dá voltas

Alessandro Vieira, que chamou de “canalha” quem afirma que o PL das Fake News vai “censurar a bíblia” nas redes, como fez Dallagnol, é um ferrenho defensor da Lava Jato, operação que o deputado do Podemos coordenava quando era procurador. O senador já fez, em outras ocasiões, inúmeros elogios ao parlamentar que hoje dispara mentiras sobre o seu Projeto de Lei.

Em 2020, por exemplo, quando Dallagnol foi afastado da coordenação da operação, Vieira o chamou de “herói”.

“Enfrentar o sistema corrupto exige coragem e sacrifício não só do combatente, mas de sua família e amigos. Deltan é um herói brasileiro. As mentiras impulsionadas com dinheiro sujo não vão apagar a história”, declarou o senador à época.

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