Os vereadores montes-clarenses aprovaram, ontem de manhã, o projeto enviado pelo prefeito Humberto Souto que permite permutar terrenos do município com o Grupo Coteminas, na compra do imóvel nas imediações do Aeroporto, onde será instalada a Cidade Administrativa. Alguns vereadores alegam que a Prefeitura reduziu em R$8 milhões a negociação realizada em 2015, mas devolveu a metade do terreno.

Um grupo da Associação dos Moradores do Bairro Ibituruna foi ao local, para convencer os vereadores a reprovarem o projeto, pois alega que está sendo colocada na permuta uma grande área verde. A Prefeitura alegou que o Decreto 4.853, de 22 de dezembro de 2015, mudou o sentido da área verde e ainda desafetou algumas áreas no local. Depois da reunião uma comissão se reuniu com alguns vereadores, para comunicar que moverão ação judicial. Marta Gomes se queixou que o pior foi não ter negociado com os moradores. Eles querem evitar a instalação do Fórum Judicial na área, pois ficará em frente aos condomínios residenciais.

O vereador Aldair Fagundes, do PT, que tem atuado como porta voz da administração, mostrou que a compra do imóvel para a Cidade Administrativa foi realizada em maio de 2015, pelo custo de R$48 milhões, que corrigidos estão em R$70 milhões. Por isso, se não for aprovada a permuta com os terrenos, existe o risco da Coteminas executar a dívida, que tem como garantia o Fundo de Participação dos Municípios. Caso haja o bloqueio dos R$70 milhões, os servidores ficarão sem receber os seus salários. Depois de muita polemica, o projeto foi aprovado.

Girleno Alencar – Jornal Gazeta

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