Por Wagner Rocha *

A leitura da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito realizada no último dia 11 foi, na minha opinião, um gesto coletivo de resistência. As recentes ameaças à nossa democracia não são peças de ficção ou meras retóricas de esquerdistas. São fatos lamentavelmente reais, oriundos de um homem que declarou ser a favor de torturas e que tem o autoritarismo como marca indelével da sua personalidade. Um homem incitador da discórdia. O evento de leitura da Carta, ocorrido na USP, reuniu inúmeras pessoas, repetindo o mesmo ato de 1977 contra a ditadura. O povo brasileiro não pode ficar inerte às tentativas de retorno ao estado de exceção.

* Professor

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