Brasil atinge a menor taxa de analfabetismo da história, diz IBGE

A taxa de analfabetismo entre brasileiros com 15 anos ou mais caiu de 5,3% em 2024 para 4,9% em 2025, o menor índice da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2016. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados nesta quinta (10). Foi a primeira vez que o indicador nacional ficou abaixo de 5%. Em 2016, a taxa alcançava 6,7%; apesar da queda acumulada, o país ainda tinha 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabiam ler nem escrever em 2025. O Ministério da Educação relaciona a redução à ampliação de políticas de alfabetização e de Educação de Jovens e Adultos (EJA), reunidas no Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo. A modalidade atende pessoas que não concluíram a formação básica na idade regular. Em 2024, mais de 2 milhões de estudantes frequentavam a EJA em quase 30 mil instituições públicas e privadas. A rede pública concentrava quase todas as matrículas, distribuídas em cerca de 28 mil escolas. A queda do analfabetismo no Nordeste O Nordeste reduziu sua taxa de analfabetismo de 11% para 10,6% entre 2024 e 2025. Oito dos nove estados da região registraram queda no período; Pernambuco manteve o índice de 10%. Alagoas e Piauí tiveram as maiores taxas do país, com 13% cada um, seguidos por Paraíba, com 11,6%, Ceará, com 11%, e Maranhão, com 10,9%. A região concentrava cerca de 4,8 milhões dos 8,4 milhões de brasileiros não alfabetizados, pouco mais de 57% do total nacional. Também estavam no Nordeste 1,2 milhão de matrículas da EJA em 2025, espalhadas por 16.901 instituições de ensino. O número representa mais da metade dos estudantes brasileiros atendidos pela modalidade. Minas Gerais reduziu a taxa de analfabetismo de 4,3% para 3,8%, a maior queda entre os estados do Sudeste. O estado contabilizou cerca de 652 mil pessoas com 15 anos ou mais que não sabiam ler nem escrever e 125.517 estudantes matriculados na EJA, dos quais 118.527 estavam na rede pública
Wagner de Paulo Santiago obtém mais 80% dos votos para reitor da Unimontes

Professor já ocupa o cargo de reitor desde 2022. Para o cargo de vice-reitor, o candidato mais votado foi Dalton Caldeira Rocha, com 74,8% dos votos. O professor Wagner de Paulo Santiago obteve 80,06% dos votos e foi o candidato mais votado nas eleições para a escolha da reitoria da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Ele já ocupa o cargo de reitor desde 2022.Em segundo e terceiro lugares na votação ficaram os professores Antônio Alvimar, com 9,5% dos votos, e Ilva Ruas, com 7,2%.Para o cargo de vice-reitor, o candidato mais votado foi Dalton Caldeira Rocha, com 74,8% dos votos. Paulo Eduardo Gomes de Barros obteve 19,5%.Os candidatos mais votados em cada cargo irão compor a lista tríplice, que será encaminhada ao governador de Minas Gerais. Cabe ao governador escolher, entre os nomes da lista, quem irá assumir a reitoria. Antes do envio, há prazo para interposição de recursos e análise pela Comissão Eleitoral. VotaçãoPela primeira vez, a votação no processo eleitoral da universidade foi realizada de forma on-line, por meio do sistema eletrônico SigVoto. A votação ocorreu das 8h às 22h desta quarta-feira (9).Os votos para a escolha do reitor e do vice-reitor são paritários, com os seguintes pesos: professores (70%), servidores técnico-administrativos (15%) e acadêmicos (15%)
ELEIÇÃO NA UNIMONTES – Adunimontes cancela debate por ausência de dois candidatos a reitor

Motivada pela desistência dos professores Antônio Alvimar e Ilva Ruas, a Associação dos Docentes daUnimontes (Adunimontes) decidiu cancelar o debate entre os candidatos a reitor da Universidade Estadualde Montes Claros (Unimontes), que seria realizado na manha de terça-feira (8), no auditório do Centro deCiências Biológicas e da Saúde (CCBS). Avilmar, que já foi reitor, e Ilva, atual coordenadora do curso de economia da universidade e vice-reitora na gestão dele, alegaram dúvidas sobre a isenção no processo eleitoral para não comparecerem e pediram esclarecimentos à reitoria, referentes à inobservância do que prevê o novo Estatuto da Unimontes.Em nota à comunidade, os candidatos questionam a razão pelas quais o documento, aprovado pelo Conselho Universitário (Consu) em 2022 e ratificado pelo Conselho Estadual de Educação em 2025, com efeito retroativo a 2023, ainda não foi aplicado. A questão é especialmente relevante, pois o novo Estatuto produz efeitos diretos sobre o atual processo eleitoral. O ponto central é a impossibilidade de reeleição para reitor e vice-reitor, cujo descumprimento beneficia Wagner de Paulo Santiago e Dalton Caldeira, atuais reitor e vice.Na nota, manifestam “preocupação e indignação com fatos que colocam em dúvida a necessária confiançano processo eleitoral, especialmente quanto à isonomia na atuação da Comissão Eleitoral, à segurança eauditabilidade do sistema de votação e à ausência de esclarecimentos sobre a atual situação do novo Estatuto da Universidade”.A nota menciona ainda o fato de a Justiça ter reconhecido a existência de “contradição interna” no regramento do pleito estabelecido pela resolução do Consul, que, no calendário eleitoral, fixa o encerramento da apuração para a noite do dia 9 e a sessão de homologação do resultado para o dia seguinte, 10, reduzindo para poucas horas o prazo recursal de 2 dias que a própria resolução assegura aos candidatos a partir da ciência da decisão da junta apuradora.Wagner, candidato à reeleição compareceu ao CCBS, acompanhado do vice.O presidente da Adunimontes, Wesley Felício, esclareceu que diante da recusa dos outros dois postulantes, o debate ficou inviável, visto que a intenção era propiciar à comunidade universitária a oportunidade de ouvir as propostas de todos os candidatos a reitor e fazer questionamentos.De acordo com ele, a entidade, bem como o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Sind-Saúde, parceiros na realização do evento, foram pegos de surpresa com as desistências, comunicada apenas horas antes do debate, no final da noite de segunda-feira.Felício lamentou o desfecho, reforçando que toda a estrutura para a realização do encontro foi pensada e montada durante dias, inclusive com a definição das regras, acordadas com todos os candidatos.Wesley Felício explicou ainda que existe na resolução publicada pela comissão eleitoral a possibilidade de, na ausência dos demais candidatos, realização de uma entrevista com a chapa presente, mas justificou que toda a estrutura e roteiro foram preparados pensando no debate. A possibilidade da entrevista foi reivindicada pelas candidaturas da situação, mas Wesley Felício argumentou que, como a desistência dos dois outros candidatos ocorreu de forma imprevista e em cima da hora, a diretoria não achou oportuno a realização da sabatina, porque não havia estrutura para tal. “Desde o início pensamos num confronto de ideias. Não havendo essa possibilidade, a diretoria optou pela não realização da entrevista”, esclareceu.“Tanto que adentramos a madrugada discutindo o que fazer diante do imprevisto. Como toda nossa mobilização era para o debate, não cogitamos a realização de uma entrevista, até porque não tínhamos preparado estrutura para tal”, reforçou. “Trabalhamos muito, realizando inúmeras reuniões até altas horas da noite para viabilizar esse momento. Por isso, estamos todos frustrados. Nesse sentido e dentro do espírito democrático que norteia a atuação da Adunimontes, gostaria de lembrar aos colegas professores nossa luta para acabar com a lista tríplice, um dos problemas mais profundos da universidade, que distorce o processo eleitoral”, disse o presidente da entidade, se dirigindo ao público. O desejo da Adunimontes de levar o debate à comunidade universitária esbarrou em problemas desde a primeira data definida para o encontro – 2 de setembro. A começar por uma resolução exigindo que a comissão eleitoral seja notificada da realização do debate 5 dias antes. A entidade já havia feito ampla divulgação nas redes sociais, mas em reunião com as candidaturas, no dia 1º de setembro, foi solicitado que a data fosse readequada à resolução, o que obrigou ao adiamento do debate para o dia 8. A eleição para reitor e vice-reitor da Unimontes ocorre nessa quarta-feira, dia 9.
Ideb atinge melhor resultado da história e educação básica avança em todas as etapas no Brasil

Indicadores divulgados pelo MEC mostram melhora no ensino fundamental e médio, redução do número de municípios com baixo desempenho e avanços em português e matemática A educação básica brasileira registrou avanços em todas as etapas de ensino entre 2023 e 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). As informações, publicadas pela Agência Gov, mostram que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) alcançou os melhores resultados desde sua criação, em 2005, refletindo melhorias no desempenho dos estudantes e na qualidade do ensino em todo o país.Os resultados apontam crescimento dos indicadores tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental, além de avanço no ensino médio. O governo federal também anunciou que intensificará o acompanhamento dos municípios com maiores dificuldades de aprendizagem, buscando reduzir desigualdades educacionais. Ensino fundamental registra avanço históricoNos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb passou de 6,0 em 2023 para 6,3 em 2025, consolidando o maior índice da série histórica. Já nos anos finais, o indicador evoluiu de 5,0 para 5,3, demonstrando progresso tanto nas redes públicas quanto nas privadas.Segundo o MEC, os resultados refletem melhorias consistentes no aprendizado e na permanência dos estudantes na escola, fatores considerados centrais para a elevação do índice. Ensino médio também apresenta melhoraO ensino médio também registrou evolução. O Ideb dessa etapa aumentou de 4,3 para 4,5, indicando melhora no desempenho dos estudantes avaliados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).Os dados revelam avanços nas competências avaliadas, especialmente em língua portuguesa e matemática, áreas consideradas estratégicas para a formação dos alunos e para o acompanhamento da qualidade da educação. MEC intensificará apoio aos municípios com menores índicesApesar da melhora nacional, o Ministério da Educação informou que acompanhará de forma mais próxima os 442 municípios que ainda apresentam Ideb inferior a 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental.A estratégia prevê suporte técnico, ações voltadas ao fortalecimento da aprendizagem e políticas de equidade para reduzir as diferenças de desempenho entre as redes de ensino.O número representa uma redução expressiva em relação aos anos anteriores. Em 2005, eram 4.110 municípios nessa condição. Em 2023, o total havia caído para 1.097, chegando agora a 442 em 2025. Estados registram melhora nos indicadoresOs dados mostram que a maior parte das unidades da Federação apresentou crescimento nos índices, especialmente nos anos iniciais do ensino fundamental, reforçando uma tendência nacional de melhoria da qualidade da educação básica.O MEC destaca que os resultados são fruto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da aprendizagem, da cooperação entre União, estados e municípios e da ampliação do acompanhamento pedagógico das escolas. Mais de 33 milhões de estudantes na educação básicaA abrangência do sistema educacional brasileiro também aparece nos números de matrículas. Atualmente, a educação básica reúne 14,5 milhões de estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental, 11,2 milhões nos anos finais e 7,3 milhões no ensino médio, distribuídos em milhares de escolas em todo o país.Os indicadores divulgados pelo MEC reforçam a importância do Ideb e do Saeb como instrumentos de avaliação da qualidade da educação brasileira e de monitoramento das metas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Segundo o ministério, essas informações são fundamentais para orientar políticas públicas, identificar desafios e promover melhorias contínuas no sistema educacional.
Professores da Unimontes pedem a Mateus Simões incorporação das gratificações ao salário-base da categoria

Categoria se reuniu com o governador em Montes Claros e cobrou uma pauta histórica dosprofessores * Por Waldo Ferreira A diretoria da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) está na expectativa de um aceno positivo do governador Mateus Simões a respeito da incorporação das gratificações ao salário-base dos professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg).O encontro com Simões, que escreveu um novo capítulo à novela envolvendo as incorporações, ocorreu durante a estadia dele em Montes Claros, para onde foi transferida simbolicamente a capital de Minas Gerais, no final de junho. A diretoria da entidade entregou ao governador documento no qual apresenta a importância da incorporação das gratificações como forma de atenuar a estrutura precária dos salários dos professores da universidade.De acordo com o presidente da Adunimontes, Wesley Helker Felício Silva, a reunião foi mais um passo para tentar resolver problemas relacionados à estrutura salarial da categoria. Contudo, frisa que as articulações nesse sentido continuam e uma das estratégias é pressionar os deputados estaduais, especialmente os representantes da região.A reunião com Mateus Simões buscou dar desfecho favorável a um imbróglio que já dura 10 anos. O pedido para incorporar as gratificações, como “pó de giz” e a “GDPES”, é um dos principais pontos constantes do acordo judicial que pôs fim à greve da categoria em 2016 e que foi homologado na Justiça em 2018. Apesar disso, o governo do estado segue descumprindo o que foi acordado, o que tem provocado reações das representações de professores.“A incorporação das gratificações ao vencimento básico dos professores evita que eles tenham que trabalhar doentes, em muitos casos com doenças graves, já que ao se afastarem para cuidarem da sua saúde perdem parte significativa do seu salário”, explica Wesley. Segundo ele, o mesmo acontece com profissionais que se afastam para cursos de qualificação.“Na prática, os professores são punidos por adoecerem ou por se qualificarem para posteriormente contribuir com a própria instituição. Desde o último concurso, a Unimontes vem sistematicamente perdendo professores efetivos, em virtude da precariedade da estrutura do nosso salário. Por isso, precisamos mudar essa realidade e, para isso, precisamos do apoio de todos que defendem a Unimontes”, conclamou o dirigente sindical. * Jornalista
STF derruba lei de SC que proibiu cotas raciais nas universidades

Decisão foi referendada por todos os ministros da Corte Por unanimidade, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (17) derrubar a lei de Santa Catarina que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado. A votação ocorreu no plenário virtual da Corte e foi finalizada com placar de 10 votos a 0. O plenário julgou ações protocoladas pelo PSOL, PT, PCdoB e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para considerar inconstitucional a Lei 19.722 de 2026, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Melo. A norma permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos. O julgamento começou na sexta-feira (10), quando o relator, ministro Gilmar Mendes, declarou que a Corte já reconheceu a constitucionalidade das ações afirmativas. “Não há dúvidas quanto à constitucionalidade, em abstrato, das ações afirmativas baseadas em critérios étnico-raciais”, afirmou. O voto de Gilmar Mendes foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Cármen Lúcia. Os três últimos votos foram proferidos nesta sexta-feira pelos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça. Censo Dados do Censo da Educação Superior mostram que 49% dos estudantes que ingressaram por meio da reserva de vagas em universidades federais concluíram a graduação.
MEC lança biblioteca digital grátis com mais de 8 mil livros

Plataforma funciona como uma biblioteca pública online O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou para download, nesta segunda-feira (6), o aplicativo MEC Livros com quase 8 mil obras literárias disponíveis para leitura de forma gratuita. O aplicativo funciona como uma biblioteca pública online, com empréstimos de livros autorais, como lançamentos e os mais vendidos. Também serão disponibilizadas obras em domínio público para download no formato ePub.Entre os autores estão obras de brasileiros como Clarice Lispector e Ariano Suassuna e estrangeiros como José Saramago e Gabriel García Márquez.Além da leitura, o aplicativo também oferece experiências complementares ao usuário, como personalização, com opções de ajuste de fonte e contraste, uso de elementos de jogos na leitura e ainda notificações automatizadas. Duvidas também poderão ser consultadas a um agente de Inteligência Artificial (IA). O aplicativo está disponível para Android, computadores e também tem integração com o portal gov.br. MEC IdiomasAo anunciar o lançamento do aplicativo, o presidente Lula antecipou que também será lançado em breve o aplicativo MEC Idiomas, com a oferta de 800 aulas de inglês e espanhol, para aprendizagem bilíngue em formato autoinstrutivo.Com a nova ferramenta, o estudante poderá percorrer seis níveis de aprendizado nos idiomas, do básico ao avançado. Nesse caso, as experiências serão melhoradas com o apoio do agente de inteligência artificial para prática de conversação, teste de proficiência, notificações e aulas de reforço.“O objetivo é ser o primeiro ponto de contato digital entre o estudante de línguas iniciante e o idioma de sua escolha, acompanhando seu aprendizado até níveis mais avançados”, informou o MEC, por meio de nota.De acordo com o MEC, a iniciativa demandará investimentos de R$ 1,68 milhão ao ano e poderá alcançar 16 mil estudantes por semestre.
Baixa exclusividade compromete qualidade na Unimontes

De acordo com a Adunimontes, a defasagem salarial dos professores da Unimontes, acumulada em 10 anos, chega a 85%. * Por Waldo Ferreira Universidades estaduais de São Paulo (USP) e de Campinas (Unicamp), além da federal do Rio de Janeiro (UFRJ) têm entre 80 e 90% dos seus professores com dedicação exclusiva às instituições, enquanto na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) esse percentual é de irrisórios 16%. A distorção é uma das principais queixas da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes).O presidente da entidade, Wesley Helker Silva, explicou que pelo regime de dedicação exclusiva (DE) o professor não pode acumular cargo em outro local, ficando exclusivamente por conta do ensino, pesquisa e extensão na universidade.“E isso que faz com que instituições de ensino superior como a USP, Unicamp e URFJ sejam referências no Brasil e no mundo”, destaca. Além do baixo índice, a Unimontes está há 10 anos sem pagar as novas DE`s. A questão em torno delas é um dos pontos do acordo de greve firmado com o governo do Estado em 2016, que não foi cumprido.O documento também prevê a incorporação das gratificações ao salário, composto entre 40 e 60% por esses penduricalhos. Isso, porque o vencimento básico da categoria é considerado muito baixo, o quinto pior das carreiras do Estado.Na eventualidade de o professor precisar se ausentar, por questão de saúde ou para estudar, perde a gratificação. “Ou seja, será penalizado por adoecer ou querer se qualificar”, assinala Silva. Ao incorporar as gratificações, essas distorções serão corrigidas, entende o presidente da Associação.De acordo com ele, a defasagem salarial dos professores da Unimontes, acumulada em 10 anos, chega a 85%. Nesse período não houve reajuste salarial nem concurso público para a docência.Dia 26 de março os professores protestaram contra a proposta de reajuste de 5,4% do governo estadual, considerada inaceitável pela Adunimontes e pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (Aduemg), que buscavam recomposição maior.Apesar da pressão dos servidores, as emendas que propunham um índice maior de reajuste (9,36%) foram derrotadas em plenário, graças aos votos da base governista na Assembleia Legislativa. * Jornalista
Evasão escolar no ensino médio cai 43% com Pé-de-Meia

Benefício é suspenso para alunos que abandonam estudos, reprovam no ano letivo ou não atingem frequência escolar mínima Em dois anos de programa Pé-de-Meia, a evasão escolar no ensino médio diminuiu em 43%, segundo o Ministério da Educação (MEC). Em 2024, o percentual de alunos que abandonaram os estudos era de 6,4% e caiu para 3,6% no ano passado.Ainda de acordo com o MEC, o programa causou redução de 33% na taxa de reprovação escolar no mesmo período. Além disso, o atraso escolar (distorção idade-série) diminuiu em 27,4%.O Pé-de-Meia paga nove parcelas de R$ 200 anualmente pelo incentivo de frequência mensal. Se o aluno não atingir a frequência escolar média de 80%, mínimo exigido pelo programa, o pagamento é interrompido. O mesmo acontece em caso de evasão escolar e reprovação nos anos letivos.Desde sua criação, o Pé-de-Meia já beneficiou 5,6 milhões de estudantes, o que corresponde a mais da metade (54%) do total de alunos do ensino médio público do país. Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno Como se inscrever e quem pode participarO Pé-de-Meia é voltado para estudantes de 14 a 24 anos matriculados em escolas da rede pública de ensino. É necessário que a família do aluno seja inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).Estudantes na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) entre 19 e 24 anos podem ser contemplados pelo programa, sob a condição de participar do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).Não é necessário realizar inscrição para o programa Pé-de-Meia. Se o estudante se enquadrar nos requisitos e for selecionado pelo MEC, a Caixa Econômica Federal abre automaticamente uma conta digital em nome do aluno, por onde o pagamento será feito. É possível acessar pelo App Caixa Tem.
Quem é o novo ministro da Educação anunciado por Lula

Leonardo Barchini é servidor de carreira e já atuou na gestão do MEC e com Fernando Haddad, em São Paulo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (30) Leonardo Barchini como novo ministro da Educação. Ele substituirá Camilo Santana, que deve disputar as eleições de 2026.Barchini é servidor de carreira de Ciência e Tecnologia do governo. Formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), tem mestrado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB) e doutorado em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Já trabalhou no Ministério da Educação como diretor de Programas, chefe de gabinete e chefe da Assessoria Internacional.De 1996 a 2002, Barchini trabalhou na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Lá, trabalhou como assessor da Presidência (1996-1999), assessor do Coordenador-Geral de Cooperação Internacional (1999-2004), coordenador-geral adjunto de Cooperação Internacional (2004-2005) e auditor-chefe (2005-2006).Ele também foi secretário municipal de Relações Internacionais e Federativas de São Paulo e chefe de gabinete da prefeitura durante o mandato de Fernando Haddad.O prazo final para que candidatos deixem seus cargos públicos é sábado (4). Até lá, Camilo Santana deve anunciar o cargo que disputará neste ano. Nesta terça-feira (31), Lula terá uma reunião ministerial para definir quais serão os próximos passos dos ministros que disputarão a corrida eleitoral. Ele vai aproveitar a ocasião para fazer justamente a passagem de bastão dos ministérios.Em seu anúncio, Lula destacou a “confiança” que Barchini tem do governo e da equipe do Ministério para dar continuidade aos trabalhos de Camilo Santana.“Não posso escolher um ministro novo, que não estava na área, para ele entrar querer fazer um novo projeto. Quem vai ficar no lugar é alguém que sabe o que está acontecendo naquele ministério para a gente não inventar nada de novo, porque a gente agora só tem que concluir o que a gente começou a fazer”, disse.