Atlético-MG vacila no final e cede empate ao Botafogo nos acréscimos

Tarde também marcou a festa de despedida do atacante Hulk, que assinou até 2027 com o Fluminense O Atlético-MG vacilou mais uma vez na temporada. Neste domingo (10), o time comandado por Eduardo Domínguez vencia o Botafogo até os 44 minutos do segundo tempo, quando cedeu o empate na Arena MRV. Os gols da partida pelo Campeonato Brasileiro foram marcados por Cassierra e Arthur Cabral.Com o resultado, os dois times chegaram aos 18 pontos na Série A. Na 12ª colocação, o Galo perdeu “chance de ouro”, já que poderia terminar a rodada em oitavo, caso vencesse em casa. O Fogão, com o ponto fora de casa, é o 11º.O Fogão, por sua vez, encara a Chapecoense no Sul do país, também pelo torneio nacional, mas na quinta (14). Em casa, os cariocas venceram por 1 a 0 e estão na mesma situação do Galo. Homenagem a HulkAntes de a bola rolar para o confronto da 15ª rodada do Brasileirão, os mais de 30 mil torcedores deram adeus ao ídolo Hulk. Com uma festa especial, o agora ex-dono da camisa 7 foi homenageado e se emocionou ao discursar.Artilheiro do Alvinegro no século, com 140 gols marcados, o paraibano de 39 anos assinou até o fim de 2027 com o Fluminense. Ele viaja nesta segunda (11) ao Rio de Janeiro, para o primeiro contato com os novos companheiros. A estreia, porém, só acontecerá após a Copa do Mundo. Como foi o jogoLogo no primeiro minuto de jogo, o Atlético balançou a rede de Neto. Porém, o gol anotado pelo equatoriano Alan Minda foi anulado. O auxiliar levantou a bandeira e observou impedimento dos donos da casa. Mas, ali, foi o suficiente para inflamar os torcedores nas cadeiras da Arena MRV.Em busca de abrir o placar, a equipe de “Barba” seguiu se jogando ao ataque e neutralizando as investidas botafoguenses. Os visitantes arriscaram alguns chutes, mas sem dar sustos em Everson.Algumas boas chances foram criadas pelo Galo, mas sem sucesso. A exceção foi aos 22 minutos, quando, finalmente, veio o gol.De volta ao time, após se recuperar de lesão muscular, Tomás Cuello cruzou rasteiro na área. O zagueiro Barboza, que trocará o Botafogo pelo Palmeiras, tentou afastar. Porém, o colombiano Cassierra ficou com a sobra e teve tempo de olhar para Neto e chutar cruzado para deixar o dele.Com esse gol marcado, Cassierra chegou aos mesmos cinco gols de Hulk, se tornando também artilheiro do time na temporada.O Atlético-MG voltou para o segundo tempo com a mesma intensidade, mas com sustos. Aos 5 cinco minutos, Danilo chutou de fora da área e a bola “tirou tinta da trave”.Aos 11, o meia da Seleção Brasileira arriscou novamente. Com desvio no caminho, a bola chegou até Mateo Ponte. No reflexo, ele bateu com o calcanhar nela e acertou a trave de Everson. Foi, ali, a melhor chance do Fogão na partida.Quando a partida caminhava para o fim, veio o gol de empate. Sem assustar o Galo, o Botafogo foi eficaz aos 44 minutos marcou com Arthur Cabral. Marçal cobra o lateral na área. A bola toca nas costas de Alonso e sobra para o atacante. O artilheiro da equipe bateu de primeira, sem chances para Everson. Próximos jogosO Galo agora volta a atenção para a Copa do Brasil. Na próxima quarta-feira (13), o desafio será contra o Ceará, no segundo jogo da quinta fase da Copa do Brasil. Como venceu em BH, por 2 a 1, o Alvinegro de Minas Gerais se classifica às oitavas com nova vitória ou empate no Castelão; derrota por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis; por mais, quem avança é o Vozão.O Fogão, por sua vez, encara a Chapecoense no Sul do país, também pelo torneio nacional, mas na quinta (14). Em casa, os cariocas venceram por 1 a 0 e estão na mesma situação do Galo.

Mineiro Gabrielzinho leva dois ouros, e Brasil vai ao pódio 19 vezes em Berlim

Delegação soma 7 ouros, 9 pratas e 3 bronzes nas disputas A Seleção Brasileira de natação paralímpica foi ao pódio cinco vezes no encerramento da etapa de Berlim, na Alemanha, do World Series. Nas últimas finais do evento, o mineiro Gabriel Araújo, Gabrielzinho, faturou dois ouros.A delegação ganhou também as pratas do catarinense Talisson Glock e do mineiro Arthur Xavier e o bronze da carioca Lídia Cruz.Nos 50m livre, Gabrielzinho, da classe S2 (comprometimento físico-motor), cravou 52s92 e 1042 pontos. Ele ficou na frente do Tcheco David Kratochvil, da classe S11 (deficiência visual). O bronze foi do espanhol Dambelleh Jarra.O segundo ouro do nadador brasileiro foi nos 150m medley. O tempo do mineiro foi 3min26s70 e ele conquistou também 1017 pontos. O israelense Ami Omer, da classe SM4 (comprometimento físico-motor) ficou com a prata; e o bronze foi para o alemão Josia Tim Alexander. Ao todo, Gabrielzinho obteve outras duas medalhas na competição: ouro nos 100m livre e prata nos 50m borboleta.Arthur Xavier, da classe S14 (deficiência intelectual), levou a terceira medalha no evento nos 100m costas com a marca de 58s78 e 1018 pontos. O ouro foi para o britânico Mark Tompsett, também da S14; e o bronze para o bielorrusso Yahor Shchalkanau, da classe S9 (comprometimento físico-motor).O catarinense e campeão paralímpico Talisson Glock, da classe S6 (comprometimento físico-motor), foi prata nos 400m livre, com tempo de 5min01s92 e 970 pontos. O ouro foi para o tcheco David Kratochvil, da classe S11 (cegos); e o bronze para o chinês Chuanzhen Sun, S11.A carioca Lídia Cruz, atleta da classe SM4 (comprometimento físico-motor), foi bronze nos 150 medley com 3min01s73 e marcar 843 pontos. O ouro ficou com a italiana Angela, da classe SM2; já a prata foi para a norte-americana Leanne Smith, da classe SM3.As provas do World Series são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas foram feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).Após estes resultados, o país encerrou a competição com 19 medalhas: seis ouros, nove pratas e três bronzes entre adultos e um ouro nas disputas para jovens.A Seleção Brasileira segue em Berlim nos próximos dias, onde disputará o IDM (Campeonato Alemão Internacional de natação), de domingo, 10, a terça-feira, 12.

Sada Cruzeiro conquista 10º título da Superliga de vôlei

O Sada Cruzeiro escreveu mais um capítulo histórico na sua trajetória. Neste domingo (10), a equipe celeste disputou a 12ª final de Superliga e saiu da quadra com o décimo título nacional. O adversário foi o Vôlei Renata, em duelo disputado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Maior campeão da história da Superliga, o Sada Cruzeiro já havia vencido nas temporadas 2011/12, 2013/14, 2014/15, 2015/16, 2016/17, 2017/18, 2021/22, 2022/23 e 2024/25.

Cruzeiro vence o Bahia de virada e se distancia do Z4 do Brasileirão

Kauã Moraes e Kaique Kenji marcaram os gols da vitória da Raposa por 2 a 1 neste sábado (9) O Cruzeiro venceu o Bahia por 2 a 1 de virada na noite deste sábado (9), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.Luciano Juba marcou para o Tricolor, e Kauã Moraes e Kaique Kenji anotaram os gols do time mineiro.Com esse resultado, a equipe do técnico Rogério Ceni fica na sexta colocação, com 22 pontos, e perdeu a chance de entrar no G4, além de aumentar a sequência sem triunfos para cinco partidas — a última vez que venceu foi em 11 de abril, no 2 a 1 sobre o Mirassol, pelo Brasileiro.Já para o Cruzeiro de Artur Jorge, a vitória serviu para se distanciar da zona de rebaixamento. A Raposa agora soma 19 pontos, quatro a mais do que o Corinthians, primeiro time no Z4 —mas que ainda joga nesta rodada. O jogoNeste sábado, o Bahia abriu o placar após a marcação de um pênalti por falta de Fabrício Bruno em Willian José na grande área. Luciano Juba cobrou com categoria e colocou os donos da casa na frente, aos 26 minutos de jogo.Pouco antes do intervalo, aos 41, o Cruzeiro envolveu a defesa baiana com uma boa troca de passes e Villarreal achou Kauã Moraes na grande área. O lateral bateu rasteiro e deixou tudo igual.No segundo tempo, o Cruzeiro desperdiçou boas oportunidades de virar, até que Kaique Kenji fez boa jogada individual pelo lado direito, invadiu a área e chutou colocado para anotar o segundo dos mineiros, aos 40, e dar números finais ao confronto. Próximos jogosO Bahia volta a campo na quarta-feira (13), contra o Remo, no Pará, em duelo pela quinta rodada da Copa do Brasil. Na ida, em Salvador, o Tricolor foi derrotado por 3 a 1.O Cruzeiro tem compromisso na terça (12), também pela Copa do Brasil, diante do Goiás, no Mineirão. A primeira partida, em Goiânia, terminou empatada em 2 a 2.

Ex-goleiro Bruno é preso após dois meses foragido

Caso envolve condenação por homicídio, sequestro e ocultação de cadáver de Eliza Samudio O ex-goleiro Bruno Fernandes foi preso na manhã desta sexta-feira (8) após dois meses foragido, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Condenado no caso Eliza Samudio, ele havia tido a liberdade condicional revogada por descumprir regras impostas pela Justiça.As informações são do Metrópoles. Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, a ocorrência foi encaminhada à 127ª Delegacia de Polícia. Com a prisão, Bruno deve retornar ao sistema prisional no regime semiaberto.A revogação da liberdade condicional ocorreu no início de março, por decisão da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O benefício foi suspenso depois que o ex-jogador deixou o estado sem autorização judicial, violando as condições estabelecidas para permanecer em liberdade.Bruno estava em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Antes disso, em 2019, ele havia obtido progressão para o regime semiaberto, etapa anterior à concessão do benefício que permitia cumprir a pena fora da prisão mediante regras específicas.O ex-goleiro foi condenado em 2013 pelo homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio. A pena fixada pela Justiça foi de 22 anos e três meses de prisão.O caso ganhou grande repercussão nacional e marcou a carreira do então jogador, que atuava profissionalmente antes da condenação. Com a nova prisão, a situação de Bruno volta a ser analisada dentro do cumprimento da pena, após a perda do benefício por descumprimento das determinações judiciais.A captura nesta sexta-feira encerra o período em que ele era considerado foragido desde a decisão que revogou sua liberdade condicional. A partir do encaminhamento policial, caberá às autoridades responsáveis dar sequência aos procedimentos para o retorno do ex-goleiro ao regime semiaberto.

Atlético é goleado em casa pelo Flamengo, vê turbulência aumentar e flerta com Z4

Em jogo marcado por saída de Hulk no vestiário, Atlético foi goleado pelo Flamengo na Arena MRV e vê drama aumentar no Brasileiro Nada deu certo para o Atlético na noite deste domingo (26/4). Amplamente dominado do início ao fim, o Galo foi atropelado e perdeu por 4 a 0 para o Flamengo na Arena MRV, em Belo Horizonte, em duelo pela 13ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O rubro-negro carioca abriu o placar logo aos sete minutos de jogo, com o centroavante Pedro. Aos 30, o meia-atacante equatoriano Gonzalo Plata ampliou com golaço de fora da área e, nos acréscimos do primeiro tempo, o meia uruguaio Arrascaeta fez 3 a 0 por meio de cabeçada. Aos 39 minutos do segundo tempo, Pedro voltou a marcar para dar números finais à goleada. Furiosa com a atuação do time, a torcida do Galo – que compareceu em bom número ao estádio – bradou cantos contra Rubens e Rafael Menin, acionistas majoritários da Sociedade Anônima Futeblística (SAF) do Galo, e contra o elenco, com o clássico “Time sem vergonha!”. A torcida do Flamengo chegou a cantar “olé” diversas vezes no segundo tempo. Com o resultado, o Galo passa a “flertar” seriamente com a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Os comandados do argentino Eduardo Domínguez somam 14 pontos e ocupam a 15ª colocação, mas empatados com o 16º, Internacional, e o 17º, Santos, que abre o Z4. O alvinegro mineiro está acima da dupla por ter uma vitória a mais. ATLÉTICOAtlético: titular diz quando ficou sabendo de saída de Hulk e reage a extracampoFlamengo comemora gol contra o Atlético na Arena MRV (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)Já o Flamengo dá sequência ao momento “mágico” que vive com o português Leonardo Jardim, ex-técnico do Cruzeiro. O rubro-negro emplaca a sétima vitória seguida e é o vice-líder da elite nacional, com 26 pontos, seis a menos que o líder Palmeiras, que soma 32.Crise interna do Atlético aumentaA derrota “acachapante” só aumenta a turbulência interna do Atlético. O primeiro baque veio antes ainda do início do jogo – minutos antes do pontapé inicial, Hulk deixou o vestiário da Arena devido à possibilidade de se transferir. Logo após divulgar a escalação, o Galo informou que liberou o jogador para “avaliar a possibilidade” de deixar o Galo após receber “sondagem de outro clube do futebol brasileiro”. Caso atuasse no duelo, o camisa 7 completaria o 13º jogo pelo Brasileiro e não poderia mais jogar na competição por outra equipe. Após a partida anterior do Atlético – a vitória por 2 a 1 sobre o Ceará, na Arena MRV, pela ida da quinta fase da Copa do Brasil, na quinta-feira (23/4) -, Hulk já havia dito que “pela conversa que teve com quem manda”, pode sair no meio ou no fim de 2026 – ele tem contrato até dezembro. No início do ano, o atacante esteve próximo de deixar o clube e ir para o Fluminense – na ocasião, chegou a ir às redes sociais para desabafar, criticando a diretoria e dizendo que havia se sentido desvalorizado pela instituição. Também depois do jogo contra o Vozão, o lateral-esquerdo Renan Lodi deu declaração polêmica ao SporTV: “Primeiro que nós temos que dar resposta o quanto antes, porque a gente sabe que não vem em um momento muito bom – por vários fatores, não só dentro de campo, mas fora de campo também. Isso tem que reconhecer e ninguém vê o que está acontecendo no dia a dia”. A reportagem do NA pôde apurar mais sobre o tema na última sexta-feira (24/4). Fontes ouvidas pela reportagem asseguraram que alguns jogadores estão descontentes com o que caracterizam como “distanciamento dos gestores” perante ao elenco e também com promessas não cumpridas. No sábado (25/4), o próprio Atlético admitiu as turbulências publicamente e fez reunião que envolveu Rafael Menin, membros da diretoria e grupo de jogadores.O jogoO Atlético tomou banho de água fria logo nos primeiros minutos de jogo – aos sete, o Flamengo construiu bela jogada desde a defesa que foi finalizada com maestria pelos atacantes Samuel Lino e Pedro. O primeiro recebeu de Arrascaeta na ponta-esquerda, infiltrou a área e deu passe perfeito para o segundo, que balançou as redes com o gol “escancarado”: 1 a 0. Já baqueados pela saída surpreendente de Hulk do vestiário, os jogadores do Galo demonstravam pelas feições que estavam completamente abatidos. A primeira boa chance do alvinegro veio somente aos 28 minutos, com chute cruzado do lateral-direito Natanael para boa defesa do goleiro argentino Rossi. No escanteio gerado pelo lance, o atacante argentino Cuello cabeceou e viu o compatriota fazer outra grande defesa, seguida por toque da bola no travessão. Justamente quando o Galo esboçava reação, recebeu outro balde de água fria – aos 30, logo depois das duas boas chances, o meia-atacante equatoriano Gonzalo Plata “tirou coelho da cartola” para fazer golaço. Ele recebeu na ponta-direita, superou o lateral-esquerdo alvinegro Pascini com facilidade, costurou toda a defesa atleticana e finalizou da pequena área, colocado, para acertar a a gaveta direita de Everson: 2 a 0. O Flamengo “se esbaldava” do espaço deixado pelo Atlético nas costas dos volantes e jogava com facilidade, “desfilando” na Arena MRV. Aos 46, Arrascaeta fez o terceiro – o meia recebeu cruzamento do lateral-direito uruguaio Varela e, mesmo sem estatura privilegiada, subiu mais que o centroavante Pedro e a defesa alvinegra para acertar cabeceio digno de um “matador”: 3 a 0. O rubro-negro carioca não acumulava chances, mas dominava espiritualmente e tecnicamente a partida e mostrava-se impecável – das seis finalizações no primeiro tempo, cinco acertaram o gol e três terminaram nas redes de Everson.Segundo tempoO Atlético até melhorou no primeiro tempo com as entradas de Tomás Pérez e Alan Minda, mas sem conseguir criar grandes chances. A única veio aos 19, quando o atacante equatoriano recebeu na altura da marca da cal e finalizou para grande defesa de Rossi. A bola ainda bateu na trave na sequência, antes de voltar para os braços do argentino. O

Cruzeiro bate Remo, emenda terceira vitória no Brasileiro e ganha posições

Arroyo marcou o único gol da partida, que significou a primeira vitória do Cruzeiro como mandante e deu gás ao processo de reação no Brasileiro Fora de casa, desfalcado e diante de um gramado considerado ‘de jardim‘ pelo técnico Artur Jorge, o Cruzeiro deu sequência ao processo de reação no Campeonato Brasileiro ao derrotar o Remo por 1 a 0. O resultado também significou o primeiro triunfo da Raposa fora de casa na Série A (e a primeira diante do Leão Azul em Belém). As equipes se enfrentaram neste sábado (25/4), no Baenão, pela 13ª rodada. A partida começou truncada e faltosa. Por todo o contexto, o Cruzeiro apostou em passes longos nos primeiros minutos. Pouco a pouco, depois de se acostumarem com o cenário, os celestes assumiram a posse de bola e passaram a ditar o ritmo do confronto. Até sofreram um tento, invalidado por falta no goleiro Matheus Cunha, mas abriram o marcador com o atacante Keny Arroyo. Na segunda etapa, panorama diferente. A Raposa deu a bola ao Remo e, bem postada defensivamente, impediu grandes oportunidades. A partir da metade da parcial, voltou a oferecer perigo e viu o arqueiro Marcelo Rangel salvar algumas vezes. Na reta final, o Leão Azul também chegou, mas não foi capaz de buscar o empate. A vitória fez com que o Cruzeiro chegasse aos 16 pontos e escalasse posições importantes: saiu da 16ª para a 11ª. A classificação é momentânea, já que outros sete jogos da 13ª rodada ainda estão pendentes. O Remo, por sua vez, segue com oito pontos e figura em 19º lugar na tabela de classificação. Próximos jogos de Cruzeiro e RemoPelo Brasileiro, o Cruzeiro volta a campo no próximo sábado (2/5), quando recebe o Atlético no Mineirão, em Belo Horizonte, a partir das 21h. Antes, há um compromisso pela terceira rodada da Copa Libertadores: contra o Boca Juniors-ARG, nesta terça-feira (28/4), às 21h30, também no Gigante da Pampulha. Também em 2 de maio, o Remo visita o Botafogo no Nilton Santos, no Rio de Janeiro, às 16h, pela 14ª rodada da Série A. Já nesta quarta-feira (29/4), joga contra o Galvez a quinta rodada da Copa Verde, a partir das 19h, em casa. Remo 0 x 1 Cruzeiro Jogo truncado e gol na reta final Sem peças importantes, o técnico Artur Jorge precisou mudar o time. Suspensos, o zagueiro Fabrício Bruno e o meio-campista Matheus Pereira deram vaga a João Marcelo e Bruno Rodrigues, respectivamente. Matheus Cunha retomou espaço na meta, antes ocupada por Otávio. Nos primeiro minutos, prevaleceu o jogo físico em detrimento da técnica. Wilton Pereira Sampaio, o árbitro principal, segurou o cartão até o 37º minuto. Desacostumado com as condições do campo (gramado alto), perseguido pela marcação e sem o camisa 10, responsável pelas jogadas elaboradas, o Cruzeiro apostou principalmente em bolas longas para os atacantes de velocidade. Os cruzamentos também compuseram o catálogo de opções. Pouco a pouco, a Raposa assumiu o controle e a posse. Enfrentava, contudo, dificuldade de encontrar espaços para agredir o adversário. O tímido Remo que balançou a rede primeiro, aos 30 minutos, mas com falta em Matheus Cunha, o que invalidou a jogada. Pouco depois, aos 33, Arroyo fez valer a superioridade da Raposa. O atacante recebeu na direita, invadiu a grande área e chutou rasteiro: 1 a 0. Segundo tempo No segundo tempo, o cenário mudou. Com vantagem no placar, o Cruzeiro deu a bola ao Remo – em certos momentos, o clube mineiro marcava com todos os atletas no próprio campo. Bem postada defensivamente, a Raposa não permitiu grandes chances. Outra vez, a estratégia de alçar bolas se repetiu. O Cruzeiro só voltou a oferecer perigo depois do 20º minuto. E por vezes viu o arqueiro Marcelo Rangel evitar alteração no marcador. A partir dali, um cenário de trocas. Se Arroyo arriscava para o Cruzeiro, Alef Manga e João Pedro criavam para o Remo. Não o suficiente para buscar o empate. Vitoriosa, a Raposa deu sequência ao processo de reação, conseguiu a primeira vitória fora de casa (e a primeira diante do Remo em Belém), chegou aos 16 pontos e subiu para a 11ª posição – pelo menos de forma momentânea. REMO X CRUZEIRO Remo Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Tchamba e Mayk; Zé Welison (Picco, aos 36′ do 2ºT), Zé Ricardo (Jáderson, aos 11′ do 2ºT) e Patrick; Pikachu (Hernández, aos 22′ do 2ºT), Gabriel Poveda (Alef Manga, aos 11′ do 2ºT) e Jajá (João Pedro, aos 36′ do 2ºT). Técnico: Léo Condé. Cruzeiro Matheus Cunha; Kauã Moraes; João Marcelo, Jonathan Jesus e Kaiki; Lucas Romero e Gerson; Arroyo (Sinisterra, aos 41′ do 2ºT), Bruno Rodrigues (Chico da Costa, aos 29′ do 2ºT), Christian (Matheus Henrique, aos 30′ do 2ºT) e Kaio Jorge (Wanderson, aos 20′ do 2ºT).

Datafolha: 54% dos brasileiros não têm interesse em acompanhar a Copa do Mundo

Pesquisa indica maior desinteresse da série histórica iniciada em 1994, superando o recorde anterior registrado antes da Copa de 2018, na Rússia A maioria dos brasileiros afirma não ter interesse em acompanhar a próxima Copa do Mundo, segundo pesquisa do Datafolha. O levantamento mostra que 54% da população dizem não pretender assistir aos jogos do torneio. O instituto ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, informa o jornal Folha de São Paulo.Trata-se do maior índice de desinteresse da série histórica iniciada em 1994, superando o recorde anterior registrado antes da Copa de 2018, na Rússia. Em 2022, antes do torneio no Qatar, 51% declaravam pouco interesse. A pesquisa também aponta que 31% dos entrevistados afirmam que não pretendem assistir às partidas. Entre as mulheres, o desinteresse chega a 62%, enquanto entre os homens o índice é de 46%.Torcedores ouvidos relacionam a baixa empolgação ao momento da seleção brasileira. Sob comando de Carlo Ancelotti, a equipe encerrou as Eliminatórias em quinto lugar, com derrota para a Bolívia na última rodada, além de resultados negativos em amistosos contra Japão, Tunísia e França.Segundo o Datafolha, apenas 17% dos entrevistados declararam ter “grande interesse” no torneio, o menor percentual da série histórica. O índice já havia sido mais alto em 1994, quando 56% demonstravam forte engajamento.Entre os mais jovens, o interesse é maior. Nas faixas de 16 a 24 anos e de 25 a 34 anos, 24% e 20% disseram estar muito interessados, respectivamente. Já entre pessoas de 35 a 44 anos, o percentual é de 13%, enquanto entre 45 e 59 anos chega a 14%. Entre os com 60 anos ou mais, o índice é de 15%.

Jogador de basquete Oscar Schmidt morre aos 68 anos em São Paulo

Atleta enfrentou um tumor cerebral por cerca de 15 anos Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial faleceu nesta sexta-feira (17), em São Paulo.  O atleta enfrentou um tumor cerebral por cerca de 15 anos. “Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo”, disse a assessoria do jogador, em nota.  Segundo a assessoria, a despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento. De acordo com a prefeitura de Santana de Parnaíba (SP), onde o ex-jogador morreu, Oscar passou mal em sua residência e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) pelo Serviço de Resgate, “já em parada cardiorrespiratória (PCR), chegando à unidade sem vida”. Trajetória Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu no dia 16 de fevereiro de 1958, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.  Começou a se interessar por basquete aos 13 anos, após se mudar para Brasília, por influência de seu técnico Zezão, que o incentivou a procurar o Clube Vizinhança, que era treinado pelo técnico Laurindo Miura. Em 1974, aos 16 anos, Oscar mudou-se para São Paulo, para iniciar a carreira no infanto-juvenil do Palmeiras. Foi convocado para a seleção juvenil de basquete em 1977 e eleito melhor pivô do sul-americano juvenil.  Na seleção principal de basquete do Brasil, foi campeão sul-americano e ganhou medalha de bronze.  Em 1979, ganhou um dos títulos mais importantes de sua carreira: a Copa William Jones, o mundial interclubes de basquete. No ano seguinte, disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou.  Disputou outras quatro olimpíadas: Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996), sempre se destacando como cestinha da competição.  Oscar jogou 11 temporadas na Itália, 8 pelo Juvecaserta e 3 pelo Pavia Em 1995, Oscar decidiu retornar para o Brasil, passando a jogar no Corinthians, onde ganhou, em 1996, o oitavo título brasileiro de sua carreira. ​​No Brasil, Oscar ainda jogou pelo Banco Bandeirantes, entre 1997 e 1998, Mackenzie, entre 1998 e 1999 e Flamengo, entre 1999 e 2003.  No rubro-negro, alcançou uma das marcas mais expressivas de sua carreira: maior cestinha da história do basquete, com 49,737 pontos. Até então, esse posto pertencia a Kareem Abdul-Jabbar, com 46.725 pontos.  Em 1991, Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela Fédération Internationale de Basketball (Fiba). Também integrou o Hall da Fama da NBA,  Em 2003, Oscar se aposentou das quadras.  Vivendo intensamente Em 2022, à época com 64 anos, Oscar recebeu a equipe do Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, em sua casa em São Paulo. Em meio a uma sala lotada de medalhas e troféus, ele relembrou a carreira e falou sobre a atuação como palestrante, atividade que assumiu após se aposentar das quadras.  “Eu não acho que eu tenho 64 anos. Eu vivo minha vida intensamente, mas por outro lado, calmamente”, declarou.   “Eu adoro fazer palestra que eu vejo os olhos das pessoas olhando assim para mim, batendo palma. E eu estou contando a minha história para eles. Isso repõe, em parte, tudo aquilo que eu perdi parando de jogar”.

Banco de Daniel Vorcaro, torcedor do Atlético-MG, pagou R$ 578 mil em rendimentos ao Cruzeiro

Movimentações financeiras incluem políticos, advogados e lobistas. Novas informações integram o material analisado na CPI do Crime Organizado O Banco Master repassou R$ 587 mil em rendimentos à SAF do Cruzeiro Esporte Clube, em operação registrada entre mais de 2,8 mil pessoas físicas e jurídicas que realizaram transações com a instituição em 2025. A autoridade bancária pertence ao empresário Daniel Vorcaro, torcedor do Atlético-MG. Os dados foram encaminhados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado no Senado e divulgados pela coluna de Tácio Lorran nesta quinta-feira (9).As movimentações financeiras incluem nomes de diferentes setores, como políticos, advogados e lobistas, e integram o material analisado pela CPI. O repasse ao Cruzeiro aparece nesse conjunto de operações monitoradas. Vorcaro destinou cerca de R$ 300 milhões para adquirir 27% da SAF do Atlético-MG. Em novembro de 2025, o Conselho de Administração do Atlético-MG decidiu afastá-lo após sua prisão no âmbito da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.A investigação apura um suposto esquema de fraudes financeiras com alcance nacional. Segundo a Polícia Federal, as movimentações podem ter alcançado valores entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões.Em resposta, o Cruzeiro afirmou que não recebeu aporte direto do Banco Master em sua estrutura societária. O clube explicou que os valores correspondem a rendimentos financeiros previstos em contrato.“O pagamento decorre de rendimentos financeiros (R$ 587.782,32) líquidos de IOF (R$ 2.652,72) em razão da ‘fixação de domicílio bancário’, prevista em contrato de cessão fiduciária de recebíveis firmado entre Cruzeiro SAF e um fundo multimercado de crédito privado, o qual indicava o Banco Master como banco administrador do recurso”, informou em nota.O clube detalhou ainda a origem da operação financeira. “O referido contrato de cessão fiduciária teve como objeto a garantia de liquidação de Notas Comerciais emitidas pelo Cruzeiro SAF, liquidadas na data de seu vencimento, em 08/04/2025”.A transação ocorre em meio ao avanço das investigações conduzidas no Senado e reforça o cruzamento de informações financeiras que envolvem instituições, empresas e agentes de diferentes áreas no país.