Brasil socorre Argentina com fornecimento emergencial de gás natural

Em meio a uma crise energética, Petrobras atende pedido argentino e destrava fornecimento de gás, evitando colapso no país vizinho. A normalização do abastecimento foi anunciada pelo porta-voz da Casa Rosada, Manuel Adorni, gerando alívio no país O governo brasileiro interveio para evitar um colapso energético na Argentina, destravando o fornecimento de gás natural pela Petrobras. Em uma ação emergencial, a Argentina contratou um navio com 44 milhões de metros cúbicos (m³) de gás liquefeito (GNL) da Petrobras, após uma súbita escassez de combustível no país, causada por um frio atípico e intenso. A crise energética, em razão do aumento da demanda, se agravou rapidamente, afetando mais de 300 indústrias e postos de combustíveis. Diante dessa emergência, o governo argentino recorreu à Petrobras, mas enfrentou problemas com a carta de crédito emitida pelo Banco de la Nación Argentina (BNA), causando atrasos no descarregamento do gás. O governo argentino acionou a diplomacia brasileira para resolver o impasse. O chanceler argentino Diana Mondino contatou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, para agilizar a liberação do carregamento. “Havia claramente um grau de urgência nas ligações”, descreveu uma autoridade envolvida, enfatizando a importância da rápida resolução para evitar maiores danos à economia argentina. Normalização do abastecimento Com a intervenção direta das autoridades brasileiras e argentinas, um novo documento de garantia foi emitido, permitindo a liberação do GNL. A Petrobras confirmou que a operação de venda ocorreu conforme acordado, e o abastecimento de gás foi normalizado. “Foi uma questão puramente comercial”, afirmaram os envolvidos, destacando a eficácia da articulação diplomática e comercial entre os dois países. A normalização do abastecimento foi anunciada pelo porta-voz da Casa Rosada, Manuel Adorni, gerando alívio no país. “Temos que saber ser agradecidos e reconhecer quando as coisas saem bem. A rapidez que houve para solucionar o problema com a famosa carta de crédito é digna de elogios”, afirmou Adorni. A operação destacou a maturidade nas relações econômico-comerciais entre Brasil e Argentina, mesmo sem contato direto entre os presidentes Lula e Milei. A ação conjunta reforçou a importância da cooperação regional em momentos de crise. Relações comerciais O acordo entre Petrobras e Enarsa, firmado no mês passado, prevê um intercâmbio de informações e ações coordenadas para garantir o fornecimento de gás natural durante o inverno argentino, sem impactar o abastecimento no Brasil. Este episódio reforça a importância das relações bilaterais no Mercosul e a capacidade das instâncias técnicas de ambos os países de operar de maneira eficiente em situações de emergência. Em nota, a Petrobras afirmou que “a operação de venda de GNL entre a Petrobras e a Enarsa ocorreu conforme acordado em contrato. Ambas as empresas atuaram para viabilizar o início de fornecimento, que já está acontecendo, no menor prazo possível”.

Personalidades pedem a Lula rompimento de relações com Israel

Artistas e intelectuais pedem ao presidente ação contra a violência em Gaza; carta destaca violações do governo Netanyahu e urgência de medidas humanitárias Um grupo formado por 44 personalidades, incluindo artistas, escritores, advogados e intelectuais – entre eles judeus – enviou uma carta ao presidente Lula (PT), solicitando que o Brasil corte relações diplomáticas e comerciais com Israel. No texto, eles afirmam que, com isso, o Brasil, “sob uma liderança de sua envergadura”, poderia contribuir “para que se encerre essa carnificina insuportável” promovida pelo país na Faixa de Gaza. “O Brasil tem apresentado seguidas propostas para o cessar-fogo na Faixa de Gaza e a solução de dois Estados estabelecida por resoluções internacionais”, afirma o texto. “No entanto, a crescente violência imposta pelo governo Netanyahu, com ataques desumanos e cruéis contra civis, obriga o mundo a ir além de gestos e propostas diplomáticas, como já debatem diversos países da União Europeia e outras regiões”. A carta destaca ainda que os recentes ataques de Israel a um acampamento de deslocados em Rafah, no sul de Gaza, “com dezenas de inocentes assassinados, demonstram claramente inaceitável desprezo à ética humanitária”. Por fim, o documento propões que o país se junte “às demais nações que romperam relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel, exigindo o cumprimento das decisões que colocam fim ao genocídio e garantem a autodeterminação do povo palestino”. O documento é assinado por artistas como Chico Buarque, Gilberto Gil e Wagner Moura, escritores, intelectuais, advogados e ex-ministros de Estado. Judeus, como Anita Leocadia Prestes, o jornalista Breno Altman e o professor Bruno Huberman, também estão entre os signatários. Vale ressaltar que o presidente Lula removeu oficialmente o embaixador brasileiro em Israel, o diplomata Frederico Meyer, e o transferiu para Genebra, na Suíça. A decisão foi publicada no diário oficial desta quarta-feira (29). Leia a íntegra da carta: Carta aberta ao presidente Lula sobre o genocídio do povo palestino “Estimado presidente Lula, “Antes de mais nada, queremos saudá-lo por seu comportamento sempre firme e coerente em solidariedade ao povo palestino, denunciando reiteradamente o genocídio do qual é vítima, especialmente suas mulheres e crianças. “O Brasil tem apresentado seguidas propostas para o cessar-fogo na Faixa de Gaza e a solução de dois Estados estabelecida por resoluções internacionais. Graças ao seu governo, somos uma das nações que reconhecem, no âmbito das Nações Unidas, a soberania e a independência da Palestina. “No entanto, a crescente violência imposta pelo governo Netanyahu, com ataques desumanos e cruéis contra civis, obriga o mundo a ir além de gestos e propostas diplomáticas, como já debatem diversos países da União Europeia e outras regiões. “O governo Netanyahu viola abertamente deliberações emanadas da Corte Internacional de Justiça, colocando-se à margem do direito, além de desrespeitar o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral da ONU. “Recentes ataques contra um acampamento de deslocados em Rafah, no sul de Gaza, com dezenas de inocentes assassinados, demonstram claramente inaceitável desprezo à ética humanitária. “Estamos convencidos, querido presidente, que é hora de nosso país se juntar às demais nações que romperam relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel, exigindo o cumprimento das decisões que colocam fim ao genocídio e garantem a autodeterminação do povo palestino. “Essas medidas, adotadas por nosso país e sob uma liderança de sua envergadura, certamente serviriam de exemplo a outros governos e constituiriam uma imensa contribuição para que se encerre essa carnificina insuportável. Amanda Harumy Anita Leocadia Prestes Antônio Carlos de Almeida Castro Arlene Clemesha Berenice Bento Breno Altman Bruno Huberman Carol Proner Cézar Brito Chico Buarque Eleonora Menicucci de Oliveira Emicida Eugênio Aragão Francirosy Campos Barbosa Gilberto Gil Heloísa Vilela Jamal Suleiman Jessé Souza João Pedro Stédile Jones Manoel José de Abreu José Dirceu José Genoíno Juliana Neuenschwander Juarez Tavares Kenarik Boujikian Larissa Ramina Luiz Carlos Bresser-Pereira Luiz Carlos da Rocha Manoel Caetano Ferreira Filho Manuella Mirella Margarida Lacombe Marly Vianna Milton Hatoum Nathalia Urban Ney Strozake Paulo Borba Casella Paulo Nogueira Batista Jr. Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Vannuchi Pedro Serrano Reginaldo Nasser Salem Nasser Ualid Rabah Wagner Moura

Brasil retira embaixador de Tel Aviv de forma definitiva

Lula transfere Frederico Meyer para Suíça em decisão publicada nesta quarta (29) do Diário Oficial da União. Pressão internacional aumenta contra governo Netanyahu O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retirou de forma definitiva o embaixador Frederico Meyer de Tel Aviv e o nomeou representante do país na Conferência de Desarmamento da ONU. A decisão foi publicada, nesta quarta (29), no Diário Oficial da União. O decreto não nomeia um substituto para Meyer, que ocupava a embaixada em Tel Aviv até fevereiro. A decisão é o gesto mais forte do governo Lula contra o governo de extrema-direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A retirada ocorre em meio a uma série de pressões da comunidade internacional, que vem isolando a coalizão sionista no momento em que o exército israelense dobra a aposta e mantém a incursão terrestre em Rafah, último refúgio para cerca de 1,4 milhão de palestinos. Em fevereiro, o presidente Lula foi considerado “persona no grata” pelo governo isralense após o brasileiro criticar o massacre do exército judeu em hospitais de Gaza. Como reprimenda, Tel Aviv armou um papelão diplomático para Meyer no Museu do Holocausto.

Brasil será a 8ª economia do mundo em 2024, diz Fundo Monetário Internacional

FMI estima que economia brasileira alcançará novos patamares neste ano Em 2024, o Brasil deve crescer mais uma posição no ranking mundial de produtos internos brutos, chegando à 8ª posição na economia mundial. Com crescimento estimado em 2,2% pelo órgão, o Brasil de Lula deve superar a Itália. Faltaria um aumento no PIB drástico, de quase 800 bilhões de dólares, para superar a França, sétima colocada. Segundo boletim do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicado em abril, a economia brasileira vai bem, com aumento do PIB e controle da inflação. “Os pressupostos da política monetária são consistentes, tendo como meta a convergência da inflação dentro da faixa de tolerância até o final de 2024?, diz um trecho do documento. Em abril de 2024, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) elevou a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,89% em 2024, uma melhoria em relação à previsão anterior de 1,85%. Essa é a sétima alta consecutiva no indicado. Com uma eventual redução da taxa de juros, o Brasil pode crescer ainda mais e encontrar uma situação positiva no campo econômico nos próximos meses. Os dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (29), o desemprego caiu para o menor nível de maio dos últimos 10 anos, alcançando 7%. Além disso, a renda dos brasileiros tem aumentado drasticamente, em especial entre os mais pobres, mais um indicador positivo para o governo Lula no âmbito econômico. Os dados coadunam a fala do ministro da Fazenda Fernando Haddad na semana passada, quando afirmou que há “fantasminhas” na cabeça da população. “A impressão que dá é que tem um fantasminha fazendo a cabeça das pessoas e prejudicando nosso plano de desenvolvimento”, declarou o ministro da Fazenda,

Acidente de helicóptero mata Ebrahim Raisi, presidente do Irã

O presidente iraniano Ebrahim Raisi, morto aos 63 anos — Foto: REUTERS/Shannon Stapleton O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, morreu aos 63 anos devido à queda de um helicóptero, conforme informado pela TV estatal do Irã nesta segunda-feira (20). Raisi, eleito em 2021 com mandato até 2025, era a segunda figura mais importante do Irã, ficando atrás apenas do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país. Raisi era considerado um protegido de Khamenei e potencial sucessor. A morte de Raisi deverá desencadear uma intensa disputa pelo cargo. Com informações do G1. De acordo com a imprensa oficial iraniana, o helicóptero caiu em uma área montanhosa do Irã devido às más condições climáticas enquanto transportava Raisi e outras autoridades do Azerbaijão. O acidente ocorreu entre as aldeias de Pir Davood e Uzi, na província de Azerbaijão Oriental, cerca de 600 quilômetros a noroeste de Teerã, capital iraniana. Além de Raisi, a queda do helicóptero também resultou na morte do chanceler iraniano, Hossein Amirabdollahian. A bordo estavam ainda Malek Rahmati, governador da província de Azerbaijão Oriental, e Hojjatoleslam Al Hashem, líder religioso. As mortes destes dois últimos não foram confirmadas, mas anteriormente a imprensa oficial relatou que não havia sinais de sobreviventes no local do acidente. O helicóptero caiu por volta das 13h (horário local, 6h em Brasília), mas os destroços só foram encontrados cerca de 12 horas depois, devido às dificuldades de acesso e ao mau tempo que prejudicavam as operações de resgate. لحظه پیدا شدن لاشه بالگرد توسط تیم پهبادی داوطلب سازمان امداد و نجات هلال‌احمر pic.twitter.com/Uak6HtD1gg — خبرگزاری ایرنا (@IRNA_1313) May 20, 2024 A aeronave foi localizada na madrugada desta segunda-feira (20) por membros do Crescente Vermelho iraniano, auxiliados por um drone turco que detectou sinais de calor na área. Inicialmente, o ministro do Interior do Irã informou que o helicóptero havia feito um pouso forçado, mas posteriormente a imprensa oficial confirmou que a aeronave sofreu um acidente devido às condições climáticas adversas. Ebrahim Raisi foi eleito em primeiro turno em 2021 para um mandato de quatro anos, em uma eleição marcada por alta abstenção e pela exclusão de vários concorrentes pelo Conselho de Guardiães da Constituição, incluindo o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e outros líderes políticos. Nos anos 1980, Raisi participou das “comissões da morte”, que resultaram na execução de cerca de 5.000 opositores do regime. Em 2019, os Estados Unidos impuseram sanções a Raisi por essa participação. Em 2022, sob o governo de Raisi, o Irã reprimiu violentamente protestos desencadeados pela morte de Mahsa Amini, uma jovem que faleceu após ser presa por não usar o véu corretamente. Mais de 500 manifestantes foram mortos nos protestos, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hrana). Raisi afirmou na época que o Irã deveria “agir de forma decisiva contra aqueles que ameaçam a segurança e tranquilidade do país”. No cenário internacional, o Irã enfrentou uma escalada de tensão com Israel, que em 1º de abril matou sete membros da Guarda Revolucionária em um ataque à embaixada iraniana na Síria. Em retaliação, o Irã lançou um ataque contra Israel em 13 de abril, que respondeu em 18 de abril.

Papa Francisco pede ação urgente contra mudanças climáticas

Cacique Raoni destacou as recentes enchentes no Rio Grande do Sul e a perda da biodiversidade em Mato Grosso. Papa Francisco acusou a dívida ecológica dos países ricos. O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (16), no Vaticano, cerca de duzentos participantes do encontro promovido pelas Pontifícias Academias das Ciências e das Ciências Sociais sobre o tema “Da crise climática à resiliência climática”. Durante o evento, o Pontífice destacou a urgência de ações concretas para combater a crise climática global. O encontro reuniu membros de várias partes do mundo para discutir estratégias e soluções para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. O cacique Raoni Metuktire, líder do povo Kayapó, esteve presente e entregou uma carta ao Papa, buscando alertar sobre as mudanças climáticas e catástrofes ambientais enfrentadas pelo Brasil. Na carta, Raoni destacou as recentes enchentes no Rio Grande do Sul, que resultaram na perda de 151 vidas, além da vulnerabilidade dos povos indígenas devido à perda da biodiversidade em Mato Grosso. O líder indígena expressou sua preocupação com a tentativa de reverter os direitos garantidos aos indígenas pela Constituição Brasileira de 1988. “É por isso que viemos rogar que Vossa Santidade continue nos ajudando, ao fazer com que a palavra da Igreja Católica, o chamado da Encíclica Laudato Sí e da Pastoral da Amazônia, cheguem aos membros de nosso Congresso que aparentemente não receberam ou compreenderam devidamente, até hoje, tal solene e alertadora mensagem”, diz trecho da carta. Raoni enfatizou a importância do apoio da Igreja Católica e pediu para que a comunidade católica demonstre interesse e preocupação com a causa ambiental, visando minimizar os impactos ambientais por meio de campanhas de conscientização. Patxon Okreãjti, sobrinho-neto de Raoni, ressaltou a necessidade de mobilização diante dos desastres ambientais que assolam o país. Ele destacou os problemas de desmatamento, seca nos rios e os incêndios em Mato Grosso, pedindo o apoio do Papa para conscientizar mais pessoas sobre esses problemas urgentes. “Mato Grosso registrou o maior número de focos de incêndio do Brasil em abril de 2024, com 788 focos entre os dias 1º e 30, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foi o segundo mês seguido em que o estado ocupou essa posição, já que em março foram 1.624 focos”, acrescentou. Os pobres da Terra Em seu discurso, o Papa enfatizou que “os dados sobre as mudanças climáticas pioram a cada ano e portanto, é urgente proteger as pessoas e a natureza”. Ele destacou a necessidade de apoio e proteção às populações mais pobres, que pouco têm a ver com as emissões poluentes. “Estamos diante de desafios sistêmicos distintos, mas interligados: as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, a degradação ambiental, as desigualdades globais, a insegurança alimentar e uma ameaça à dignidade das populações envolvidas”, destacou o Papa. Francisco ressaltou que são os pobres da Terra que mais sofrem com as mudanças climáticas, apesar de serem os que menos contribuem para o problema. Ele apontou que as nações mais ricas são responsáveis por uma parcela significativa das emissões poluentes, enquanto as nações mais pobres arcam com a maioria das perdas. O Papa alertou para as consequências devastadoras das mudanças climáticas, incluindo a poluição do ar, o deslocamento forçado de famílias e a ameaça à saúde pública. Ele ressaltou a necessidade de uma abordagem universal e uma ação rápida para promover mudanças políticas e reduzir as emissões de carbono. Além disso, o Papa pediu uma nova arquitetura financeira que atenda às necessidades do Sul do mundo e uma redução da dívida, reconhecendo uma espécie de “dívida ecológica”. Ele incentivou os participantes a continuarem trabalhando na transição da crise climática para a resiliência climática com equidade e justiça social. O encontro no Vaticano reforçou a importância de uma cooperação global para enfrentar a crise climática e proteger as pessoas e o planeta. O Papa Francisco destacou que é necessário agir com urgência, paixão e determinação para garantir um futuro sustentável para as gerações futuras.

Trump lidera em cinco dos seis estados decisivos nas eleições

Pesquisa do New York Times revela que republicano tem vantagem em cinco dos seis estados-pêndulo; Biden enfrenta insatisfação com economia e guerra O bilionário Donald Trump lidera as intenções de voto em cinco estados decisivos nas eleições dos Estados Unidos, de acordo com uma pesquisa realizada pelo jornal New York Times. O líder da extrema-direita lidera em Michigan, Arizona, Nevada, Georgia e Pensilvânia, enquanto seu adversário nas eleições de novembro, o atual presidente dos EUA Joe Biden, aparece à frente apenas em Wisconsin. Wisconsin: Trump, 45%; Biden, 47% Michigan: Trump, 49%; Biden, 42% Arizona: Trump, 49%; Biden, 42% Nevada: Trump, 50%; Biden, 38% Georgia: Trump, 49%; Biden, 39% Pensilvânia: Trump, 47%: Biden, 44% A pesquisa ouviu 4.097 eleitores registrados nos seis estados-pêndulo entre 28 de abril e 9 de maio. Na eleição de 2020, o então candidato Joe Biden venceu nos seis estados em questão na vitória dos democratas sobre a extrema-direita dos Estados Unidos. Veja o resultado daquela eleição a seguir: Wisconsin: Trump, 48,8%; Biden, 49.4% Michigan: Trump, 47,8%; Biden, 50,6% Arizona: Trump, 49%; Biden, 49,4% Nevada: Trump, 47,7%; Biden, 50,1% Georgia: Trump, 49,2%; Biden, 49,5% Pensilvânia: Trump, 48,8%: Biden, 50% Segundo o jornal, o levantamento revela uma insatisfação generalizada com a situação do paí, além de sérias dúvidas sobre a capacidade de Biden de proporcionar grandes melhorias aos americanos. “As pesquisas sugerem que a força de Trump entre eleitores jovens e não brancos inverteram, ao menos temporariamente, o mapa eleitoral, com Trump emergindo com uma liderança significativa no Arizona, na Geórgia e em Nevada, estados relativamente diversos do Sul onde negros e hispânicos impulsionaram Biden para vitórias importantes nas eleições de 2020”, completa o jornal. Os estados decisivos, mais conhecidos como estados-pêndulo, são aqueles que não são tradicionalmente democratas ou republicanos. Normalmente são os resultados desses locais que determinam a vitória nas eleições dos Estados Unidos. O crescimento de Donald Trump nas pesquisas coincide com a percepção negativa do eleitor com a política econômica e exterior da atual administração Biden. Nesta quarta (14), o Departamento de Estatísticas do Trabalho do país divulgou o índice de preços aos consumidor (CPI, na sigla em inglês) para abril com ajuste sazonal. O CPI do período avançou 0,3%. Apesar da desaceleração em relação a março, que marcou 0,4%, a população americana demonstra insatisfação com o custo de vida no país. A postura do governo de Biden em apoio à ofensiva militar de Israel sobre Gaza também tem irritado a parcela jovem do eleitorado. Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório e o descontentamento com a atual presidência pode desmotivar a juventude de ir votar em novembro.

Sob ataque de Israel, 110 mil palestinos fogem de Rafah, sem rumo

A cidade que era o último refúgio garantido pelo governo israelense a civis, saltou de 275 mil para 1,5 milhão de refugiados, que agora estão sob brutal ataque. Os militares israelenses intensificaram os seus ataques em Rafah, no sul de Gaza, ao mesmo tempo que paralisaram as operações de ajuda humanitária em todo o território palestino, à medida que as conversações de cessar-fogo terminavam sem acordo. Rafah era o último refúgio para civis, conforme o próprio governo israelense foi encurralando a população de 1,5 milhão de pessoas para essa cidade no extremo sul de Gaza, sob a promessa de segurança. Com isso, as pessoas não têm para onde ir, conforme a fronteira sul com o Egito se mantém fechada sob controle israelense. Antes da guerra, Rafah tinha 275 mil habitantes. A Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras para Refugiados Palestinos no Oriente Próximo (UNRWA) disse na sexta-feira que 110 mil palestinos fugiram de Rafah. As tropas israelenses avançavam no leste da cidade em operações de combate corpo a corpo e conduzindo ataques aéreos. As pessoas que fogem perambulam sem rumo pelo deserto tentando escapar de bombardeios e tiros. “As pessoas estão petrificadas. As pessoas temem isso há muito, muito tempo e agora isso está sobre nós. Há bombardeios constantes. Há fumaça no horizonte. Há pessoas em movimento”, disse Sam Rose, diretor de planejamento da UNRWA, de Rafah. Ele disse que Israel estava submetendo Gaza a um “cerco medieval” numa guerra de “terra arrasada”. As forças israelenses assumiram no início desta semana o controle da passagem fronteiriça de Rafah, selando o ponto de entrada crucial para a ajuda humanitária. “Nenhuma ajuda chegou a Gaza desde domingo. Nenhuma ajuda, nenhum combustível, nenhum abastecimento, nada. E agora realmente estamos com nossas últimas reservas”, disse Rose. “Temos mais alguns dias de farinha que podemos fornecer. Mas todo o resto começará a parar muito em breve, sem combustível, sem água. Portanto, a situação é realmente desesperadora”, acrescentou. Israel já desafiou objeções internacionais ao enviar tanques e conduzir o que chamou de “ataques seletivos” no leste de Rafah, a cidade que diz ser o lar dos últimos batalhões restantes do Hamas. Mas as autoridades do Hamas em Rafah consideraram “nada mais que mentiras” a descrição de Israel da sua operação como “limitada”. Sob fortes ataques, pacientes e funcionários foram forçados a sair dos hospitais em Rafah, deixando muitos palestinos doentes e feridos sem possibilidade de tratamento. Um ataque aéreo israelense contra duas casas no bairro de Sabra, em Rafah, matou pelo menos 12 pessoas, incluindo mulheres e crianças. “O Hospital Al-Najjar está fora de serviço. E o Hospital do Kuwait [em Rafah] é apenas para traumas e emergências”, disse o médico palestino Mohammed Zaqout. “Não temos leitos nem hospitais para encaminhar [as pessoas], especialmente para pacientes críticos.” Mais a norte, testemunhas relataram ataques aéreos e combates em bairros da Cidade de Gaza, tendo como alvo Zeitoun, Sabra, Nassr, Tal al-Hawa e o campo de refugiados de Shati. As delegações israelenses e do Hamas abandonaram a capital egípcia, Cairo, após a última ronda de negociações de cessar-fogo, mediadas pelo Qatar, pelos Estados Unidos e pelo Egito. O Hamas disse na sexta-feira que “a bola está agora completamente” nas mãos de Israel. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito disse que os dois lados devem mostrar “flexibilidade” a fim de chegarem a um acordo para um cessar-fogo e uma troca de prisioneiros detidos em Gaza por prisioneiros palestinos. O Hamas disse que um acordo envolveria a retirada das forças israelenses de Gaza, o retorno dos palestinos deslocados pela guerra e a troca de cativos por prisioneiros, com o objetivo de um “cessar-fogo permanente”. O grupo disse que mantém os termos e que Israel “levantou objeções a ele em várias questões centrais”. A exigência do Hamas de uma pausa inicial de 12 semanas nos combates foi um grande obstáculo para Israel durante as negociações de cessar-fogo desta semana, informou a emissora CNN, citando três fontes familiarizadas com as negociações. Israel está determinado a prosseguir com a sua ofensiva em Rafah, desafiando os avisos da ONU e dos seus aliados, incluindo o seu principal apoiante militar e político, os EUA. Embora o presidente dos EUA, Joe Biden, tenha avisado que interromperia o fornecimento de armas dos EUA a Israel se este realizasse o ataque terrestre, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, permaneceu desafiador. “Se tivermos que ficar sozinhos, ficaremos sozinhos. Se precisarmos, lutaremos com as unhas. Mas temos muito mais do que unhas”, disse ele em entrevista na quinta-feira (9). Espera-se que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, apresente um relatório ao Congresso ainda nesta sexta-feira sobre a conduta de Israel em Gaza, que não chega a concluir que o país violou os termos para o uso de armas dos EUA, segundo a imprensa americana. Na sexta-feira, a Assembleia Geral da ONU votará uma resolução que concederia novos “direitos e privilégios” à Palestina e apelará ao Conselho de Segurança da ONU para reconsiderar favoravelmente o pedido da Palestina de adesão plena. A maior parte dos 2,3 milhões de palestinos na Faixa de Gaza estão deslocados em Rafah, na parte sul do enclave, mas centenas de milhares também vivem em tendas noutras áreas.

Petro anuncia que Colômbia romperá relações com Israel por massacre em Gaza

Durante ato no 1º de maio, presidente classificou governo israelense como genocida e disse que romperá relações Lucas Estanislau O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que o país romperá relações diplomáticas com Israel por conta do massacre cometido contra palestino na Faixa de Gaza. Desde outubro do ano passado, mais de 34 mil pessoas já foram mortas. A declaração ocorreu durante o pronunciamento do mandatário durante os atos de comemoração nesta quarta-feira (01) no Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora. “Diante de vocês, o governo da mudança, o presidente informa que amanhã serão rompidas as relações diplomáticas com Israel por ter um presidente genocida”, disse Petro a centenas de apoiadores na Praça de Bolívar, em Bogotá. O presidente ainda afirmou que “o mundo poderia ser resumido em uma só palavra, todas as consígnias e cores poderiam ser resumidas em uma só palavra que reivindica a necessidade da vida, da rebeldia, a bandeira alçada e a resistência: essa palavra é Gaza, é Palestina, são as crianças e bebês mortos, esquartejados pelas bombas”. Petro também citou os apoios à Palestina pelo mundo e disse que “hoje, toda a humanidade está de acordo conosco e nós com ela, não podemos voltar às épocas de genocídio e extermínio de um povo inteiro diante de nossos olhos e de nossa passividade”. O anúncio é o mais recente passo de uma escalada diplomática iniciada pelo governo de Petro em condenação às ações militares de Israel contra a Faixa de Gaza iniciada após os ataques do Hamas em outubro do ano passado. Até então, o presidente colombiano já havia ameaçado romper relações e laços comerciais com Israel já haviam sofrido interrupções por conta disso. Agora, a Colômbia se juntará a Bolívia e Venezuela no rol de países sul-americanos que não mantém relações diplomáticas com Israel. Marcha em defesa do governo O presidente participou das manifestações do 1º de maio e discursou no evento organizado por centrais sindicais. A participação serviu, segundo o próprio Executivo, para defender o governo de ataques da direita e da extrema direita que ameaçam derrubar Petro. A decisão do mandatário foi uma resposta às mobilizações de 22 de abril, quando opositores saíram às ruas para protestar contra as reformas propostas pelo governo. Desde o começo do seu mandato, o presidente colombiano enfrenta críticas e ataques da direita do país que busca barrar as reformas na saúde, educação, aposentadorias e nas leis trabalhistas.

Deputados dos EUA divulgam decisões sigilosas de Moraes

Uma comissão do Congresso dos Estados Unidos publicou uma série de decisões sigilosas do ministro sobre a suspensão ou remoção de perfis nas redes sociais BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Uma comissão do Congresso dos EUA publicou na noite dessa quarta-feira (17/4) uma série de decisões sigilosas do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes sobre a suspensão ou remoção de perfis nas redes sociais. As decisões foram obtidas a partir de intimação parlamentar feita à rede social X (antigo Twitter), de propriedade do bilionário Elon Musk. Quando defendeu o impeachment de Moraes, o empresário prometeu que publicaria em breve ordens de Moraes que, segundo ele, “violam as leis brasileiras”. A maioria das decisões de Moraes reproduzidas no documento manda a plataforma derrubar contas nas redes sociais sem estar acompanhada de uma fundamentação, apenas com a indicação dos perfis que precisam ser retirados do ar. Em poucos casos aparece no relatório uma ordem do ministro do STF com explicações jurídicas para o bloqueio de perfis, como no caso da página intitulada Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil. “As condutas noticiadas da entidade ocorreram no contexto dos atos antidemocráticos, nos quais grupos – financiado por empresários- insatisfeitos com o legítimo resultado do pleito”. O relatório produzido pelo comitê parlamentar foi intitulado “O ataque contra liberdade de expressão no exterior e o silêncio da administração Biden: o caso do Brasil”. O colegiado é presidido peplo deputado Jim Jordan, polêmico republicano fortemente ligado ao ex-presidente Donald Trump -ídolo do bolsonarismo. Sob o argumento da defesa da liberdade de expressão, o parecer do subcomitê diz que “alguns governos estrangeiros estão erodindo valores democráticos básicos e sufocando o debate em seus países”. O documento cita ainda o recente conflito entre Elon Musk e o STF e afirma que o bilionário se tornou investigado no Brasil por não concordar com a “censura” de Moraes. Nesse sentido, segue o relatório do órgão controlado por Jordan, o comitê legislativo intimou o X sobre atos do STF e do TSE que configurariam censura. “Os documentos e registros intimados revelam que, desde ao menos 2022, a Suprema Corte no Brasil, na qual Moraes serve como juiz, e o Tribunal Superior Eleitoral, liderado por Moraes, ordenaram a X Corp. a suspender ou remover quase 150 contas na popular plataforma de rede social”, diz o relatório. O documento também alega que atualmente há cerca de 300 contas no X e em outras redes sociais sob o risco de censura no Brasil. O comitê diz que continua investigando o caso e avalia discutir medidas legislativas para proteger a liberdade de expressão.