>Maior central sindical da Argentina anuncia greve geral contra Milei

Confederação Geral do Trabalho (CGT) marcou paralisação para o próximo dia 9 de maio. Convocação ocorre após fracassos em negociações com o governo. A CGT (Confederação Geral do Trabalho), maior central sindical da Argentina, anunciou nesta quinta (11) a segunda greve geral contra o ajuste fiscal feita pelo presidente do país, Javier Milei. A greve foi marcada para o dia 9 de maio, após o líder da extrema-direita argentina redefinir os projetos de lei derrotados pelo Congresso nos últimos meses. “Não se pode ajustar sobre os setores mais vulneráveis”, afirma a direção da confederação. A CGT informou que também convocará uma mobilização em 1º de maio por ocasião do Dia do Trabalho. “No dia 9 de maio faremos uma greve de 24 horas por conta do reajuste sistemático, com uma execução muito clara aos aposentados”, disse Héctor Daer, um dos principais líderes da CGT, em coletiva de imprensa após a reunião. Nesta semana, uma reunião entre representantes da central sindical e membros do governo não teve avanços nas negociações. Entre as pautas, estavam a tentativa do movimento sindical ema destravar a homologação de aumentos salariais, principalmente, para os caminhoneiros. Outro eixo importante que motiva a ação é a onda de demissões que o governo Milei vem promovendo em uma série de órgãos públicos do país. Diferentemente do que ocorreu em janeiro, quando o governo de Javier Milei enviou um conjunto de propostas sem o devido consenso prévio, desta vez, busca-se chegar ao debate parlamentar com os acordos já estabelecidos. “Enviamos estes últimos rascunhos como uma verificação final, para confirmar que estamos todos na mesma página”, afirmou um colaborador oficial. No final de janeiro, a CGT promoveu a primeira paralisação geral contra o governo Milei. À época, a ação, que levou centenas de milhares de pessoas às ruas em diversas cidades da Argentina, foi um sinal das organizações sindicais contra o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) que Milei tentava aprovar no Congresso, bem como contra a lei de bases do governo.

Quais países sancionaram Israel pela guerra em Gaza?

Pressão pela aplicação de sanções a Israel está crescendo. Turquia proibiu a exportação de dezenas de produtos, e França não descarta também aplicar a medida. Os países aliados de Israel elevaram nas últimas semanas a pressão sobre o governo de Benjamin Netanyahu para que permita a entrada de mais ajuda na Faixa de Gaza, a […] Os países aliados de Israel elevaram nas últimas semanas a pressão sobre o governo de Benjamin Netanyahu para que permita a entrada de mais ajuda na Faixa de Gaza, a fim de evitar a piora da crise humanitária. Mas até agora poucos impuseram sanções ao país do Oriente Médio ou boicotes a produtos israelenses, com algumas exceções. A DW analisa as medidas adotadas por alguns países e organizações ativistas nesse sentido. Turquia suspende exportação de itens Em sua primeira medida significativa contra Israel desde o início da guerra, a Turquia anunciou na terça-feira restrições a uma ampla gama de produtos de exportações para Israel até que um cessar-fogo seja declarado em Gaza. A medida restringe as vendas de produtos de 54 categorias, incluindo aço, fertilizantes, combustível de aviação, tijolos e equipamentos de construção. O Ministério do Comércio da Turquia também disse que já havia parado de autorizar o envio a Israel de quaisquer produtos que pudessem ser usados para fins militares. As novas restrições ocorrem após protestos em toda a Turquia pedirem sanções a Israel por causa de sua ofensiva contra o Hamas em Gaza. No sábado, a polícia de Istambul deteve dezenas de manifestantes que exigiam o fim do comércio com Israel. O principal partido de oposição, o CHP, pediu a suspensão total do comércio com Israel, enquanto outros partidos pediram ao governo que bloqueasse seu espaço aéreo e portos para aviões e embarcações com destino a Israel. O economista e ex-político turco Oguz Oyan disse à DW que “Ancara foi forçada a tomar tal decisão”. Ele acrescentou que, durante a campanha das eleições locais em março, o governo Erdogan “teve problemas devido às suas boas relações comerciais com Israel, e isso afetou o comportamento dos eleitores conservadores”. O ministro do Exterior de Israel rebateu as restrições, disse que a Turquia havia “violado unilateralmente” os acordos comerciais bilaterais e prometeu retaliação. EUA, França e Reino Unido sancionam colonos israelenses Entre as potências ocidentais, apenas a França cogitou aplicar sanções mais amplas para pressionar Israel a retirar suas tropas de Gaza e permitir que mais ajuda humanitária chegue aos palestinos. “Temos várias maneiras de utilizar nossa influência; obviamente, podemos impor mais sanções”, disse o ministro do Exterior francês, Stephane Sejourne, às emissoras locais RFI e FRANCE24 na terça-feira. Sejourne referia-se a sanções contra indivíduos que já haviam sido impostas pelos EUA, Canadá, França e Reino Unido, tendo como alvo colonos israelenses na Cisjordânia ocupada por Israel. Em fevereiro, o governo de Joe Biden sancionou vários colonos israelenses que acusou de minar a estabilidade no território palestino. O Departamento de Estado dos EUA disse que dois postos avançados de Israel tinham sido bases para a violência contra os palestinos. A Casa Branca também impôs sanções a vários homens israelenses que acusou de envolvimento na violência promovida por colonos na Cisjordânia. As sanções normalmente congelam todos os bens nos EUA dessas pessoas e impedem os americanos de fazer negócios com elas. O Canadá, a França e o Reino Unido impuseram restrições semelhantes a vários colonos israelenses. O governo Biden também planeja exigir que os produtos produzidos nos assentamentos da Cisjordânia sejam claramente identificados como tal, informou o jornal Financial Times na semana passada. Em 2019, a corte mais alta da União Europeia determinou que os produtos de assentamentos judeus da Cisjordânia devem ser rotulados como provenientes de território ocupado e não implicar que vieram de Israel. Chile impede Israel de participar de feira de aviação O governo chileno informou a Israel em março que suas empresas seriam proibidas de participar da Feira Internacional do Ar e do Espaço (FIDAE) de 2024. Organizada pela Força Aérea do Chile, a feira é considerada a principal mostra aeroespacial e de defesa da América Latina e reúne expositores de mais de 40 países. Além da proibição, o Chile cancelou todas as atividades de cooperação ou treinamento em território chileno com Israel. O governo disse que não compraria mais armas, sistemas de defesa ou de segurança de Israel. Em janeiro, o Chile solicitou ao Tribunal Penal Internacional em Haia que investigasse as ações de Israel em Gaza e nos territórios ocupados. Normalização dos laços de Israel com países árabes emperra A guerra entre Israel e Hamas interrompeu o progresso do chamado corredor econômico Índia-Oriente Médio-Europa (IMEC), que visa promover a integração entre a Ásia, o Golfo Pérsico e a Europa. O projeto prevê a construção de novas conexões ferroviárias e marítimas para fazer frente à enorme iniciativa chinesa de infraestrutura Nova Rota da Seda. Mas o IMEC entrou em compasso de espera enquanto o conflito em Gaza se desenrola. Havia a esperança de que o IMEC pudesse ajudar a acelerar a aguardada reaproximação entre Israel e Arábia Saudita, aposta do governo Biden para abrir a porta para que outros países muçulmanos reconhecessem Israel. As nações árabes têm condenado regularmente as táticas agressivas de Israel contra civis enquanto busca combater o Hamas em Gaza. Riad alertou que só normalizaria as relações com Israel se houvesse uma solução de dois Estados entre israelenses e palestinos. Israel estabeleceu laços com os Emirados Árabes Unidos, o Marrocos, o Sudão e o Bahrein em 2020 como parte dos Acordos de Abraão. Movimento BDS pede boicotes O Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) é um movimento não violento liderado por palestinos que promove boicotes, desinvestimentos e sanções econômicas contra Israel. O cofundador do BDS, Omar Barghouti, diz que o movimento se inspirou no movimento antiapartheid da África do Sul. O BDS tem hoje filiais em 40 países e também defende o boicote a eventos esportivos, culturais e acadêmicos israelenses, além de pressionar empresas estrangeiras que “colaboram” com Israel. O movimento é regularmente acusado de antissemitismo por Israel

A ameaça -ainda- sem nome – Por Ruy Castro, Folha de São Paulo

Nos anos 1930, o mundo tremia ao ouvir falar do Comintern, a Internacional Comunista. Hoje, sem nome, há uma Internacional da Extrema Direita, e o mundo ainda não se tocou. Ela já detém o governo na Itália, Polônia, Hungria e Holanda. Integra ou apoia o governo na Finlândia, Suécia e Grécia. Cresce a galope na França. Chegou perto nas eleições em Portugal e Espanha. Pândega ou trágica, venceu na Argentina. Promove o terror na Alemanha, no Canadá e na Nova Zelândia. E os EUA podem ter Trump de volta. No Brasil, Bolsonaro tem processos e acusações suficientes para enjaulá-lo por 500 anos. Isso ainda não aconteceu porque a Justiça tem de seguir o seu curso “normal” —embora se trate de um anormal que, vitorioso na eleição ou no golpe, implantaria uma ditadura que nos faria sentir saudade dos militares. Daí, Bolsonaro continua à solta, arrotando ameaças e pautando a imprensa. A extrema direita tem uma receita universal. Populismo, nacionalismo, discurso moral e religioso. Xenofobia, repúdio a imigrantes e racismo. Desprezo pelos partidos e pregação da antipolítica. Domesticação ou fechamento do Judiciário. População armada. Antiliberalismo. Negacionismo. Rejeição às teses identitárias e rancor contra artistas e intelectuais. E, com o apoio de seus zumbis nas redes sociais, disseminação de fake news, discurso de ódio com ameaças físicas e inversão de conceitos —falam de “liberdade”, “democracia” e “eleições limpas” e, quando no poder, esses valores são os primeiros a serem cancelados. Elon Musk, o Führer das plataformas digitais, encarna esse programa. Seu desacato ao Brasil poderia ter sido ditado por Bolsonaro. Mais cedo do que pensamos, o mundo pagará caro por essa tecnologia sem pátria e sem freios. O Comintern fracassou em tudo e acabou em 1943. A Internacional da Extrema Direita apenas começou e, aos poucos, vai ganhando todas.

Conselho de Direitos Humanos exige fim do envio de armas a Israel

Resolução da ONU aprovada que pede o “embargo de armas” teve o Brasil como copatrocinador e ainda demanda responsabilização de Israel por crimes de guerra e contra a humanidade O Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou, nesta sexta-feira (5), resolução que pede a responsabilização de Israel por crimes de guerra e contra a humanidade, assim como exige a interrupção da venda de armas e fornecimento de tecnologia de guerra para o país. A medida avalia que o abastecimento bélico pode gerar novas violações de direitos humanos na Faixa de Gaza, situação que se tornou rotineira por parte do Exército israelense que já fez mais de 33 mil vítimas palestinas. A resolução condena o uso da fome como método de guerra e teve forte apoio do Brasil, que reverteu posicionamento antigo da gestão Bolsonaro pró-Israel. O Brasil retornou ao Conselho após eleição em outubro passado. O mandato como membro efetivo vai de 2024 até 2026. Na votação, 28 países votaram a favor das medidas, seis foram contrários e 13 se abstiveram. Nos seis votos contra a resolução constam Estados Unidos e Alemanha, grandes fornecedores de armamentos, além do voto da Argentina – do líder de extrema-direita Javier Milei. Agora espera-se que a comunidade internacional respeite a decisão do colegiado como forma de pressionar pelo fim do conflito e por negociações em direção ao que foi decidido no Conselho de Segurança da ONU, pelo cessar-fogo em busca de uma paz negociada, entrada de ajuda humanitária em Gaza e libertação de reféns. A nova resolução, que pede condenação e envolve países fornecedores de armas, tem em vista que Israel ignorou a decisão do Conselho de Segurança. Inclusive o país chocou o mundo com novas operações e novas vítimas, com ataques a comboios que levavam auxílio para Gaza. O texto foi apresentado pelo Paquistão, com apoio de 55 países da Organização de Cooperação Islâmica, com o Brasil, Bolívia, Cuba, Palestina, China, Luxemburgo, Malásia e África do Sul como copatrocinadores. A embaixadora de Israel na ONU, Meirav Shahar, afirmou que o chamado “embargo de armas” é um apoio ao Hamas. Por outro lado, o embaixador palestino, Ibrahim Mohammad Khraishi, pediu o fim do genocídio, que diz ser transmitido ao vivo pelo mundo. O “embargo de armas” aprovado junto com o indicativo para que o Tribunal Penal Internacional investigue crimes de guerra e contra a humanidade também trouxe em seu conteúdo o pedido pelo fim da ocupação de terras palestinas. A exigência para que se evite novas violações de direitos humanos e do direito humanitário internacional ainda referenda as decisões do Conselho de Segurança, pedindo novamente por cessar-fogo imediato e abertura para a entrada de assistência em Gaza. Por fim, o texto não deixa de condenar ataques feitos a Israel, incluindo o que precipitou a guerra em 7 de outubro, e pede a libertação de todos reféns e prisioneiros. De acordo com a ONU “as resoluções do Conselho de Direitos Humanos não são juridicamente vinculativas para os Estados, mas têm um peso moral significativo. Neste caso, um dos efeitos esperados é que aumente a pressão diplomática sobre Israel, bem como a potencial de influenciar decisões políticas nacionais.”

Lula e Macron assinam 21 acordos em último dia do francês no país

Antes da assinatura, o petista homenageou o presidente francês com o Grande Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul No último dia de visita oficial, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Emmanuel Macron, da França, assinaram, nesta quinta (28), no Palácio do Planalto, em Brasília, 21 acordos de cooperação bilateral. Na primeira visita ao país, Macron percorreu a região amazônica e o sudeste. Entre os 21 compromissos firmados estão a criação de um centro de pesquisas da biodiversidade amazônica e a cooperação jurídica entre os países em matérias penais. Na lista, há ainda a previsão de uma parceria entre o Parque Amazônico da Guiana, na Guiana Francesa, e o Parque Nacional das Montanhas de Tumucumaque, no Amapá e no Pará. A solenidade em Brasília começou pouco depois de uma hora depois do previsto, às 12h40. O presidente francês caminhou pela Praça dos Três Poderes em revista às tropas brasileiras e encontrou Lula no topo da rampa do Planalto. Depois, seguiram para o parlatório onde viram a passagem da cavalaria. Em seguida, tiveram uma reunião bilateral que durou cerca de duas horas. Depois de assinarem atos conjuntos entre os países, Lula condecorou Macron com a Ordem do Cruzeiro do Sul. Após isso, foi a vez do francês condecorar a primeira-dama brasileira, Janja da Silva, nomeando-a oficial da Legião de Honra. Ele justificou que Lula já recebeu a mesma honraria no mais alto grau, o de cavaleiro. Nos discursos, os presidentes ressaltaram a importância dos acordos bilaterais para consolidar a parceria Brasil-França e classificaram o diálogo entre os dois países como uma “ponte” a favor da superação de desigualdades estruturais e de um planeta mais sustentável. “O Brasil e a França estão decididos a trabalhar juntos para promover, pelo debate democrático, uma visão compartilhada do mundo”, frisou Lula. “Uma visão fundamentada na prioridade da produção sobre a finança improdutiva, da solidariedade sobre o egoísmo, da democracia sobre o totalitarismo, da sustentabilidade sobre a exploração predatória. ”Lula ressaltou que dentre as potências tradicionais, nenhuma é mais próxima do Brasil do que a França. Segundo ele, no atual contexto de alta complexidade do cenário internacional, o diálogo entre os dois países representa uma ponte entre o Sul Global e o mundo desenvolvido a favor da superação de desigualdades estruturais e de um planeta mais sustentável. O presidente brasileiro lembrou que Macron pode constatar pessoalmente o compromisso do Brasil com o meio ambiente, que no último ano, o desmatamento ilegal na Amazônia foi reduzido em 50% e reafirmou o compromisso de zerá-lo até 2030. No pronunciamento, Lula também disse que as novas parcerias entre os dois países vão abranger áreas como o financiamento da transição ecológica e energética, bioeconomia, agricultura, temas digitais, inteligência artificial, direitos humanos e igualdade de gênero, que passarão a ocupar nossa agenda bilateral. “Essa gama de assuntos se reflete nos mais de 20 acordos que celebramos hoje. Conversamos sobre o sucesso econômico do Fórum Brasil-França, realizado em São Paulo, e que não se reunia presencialmente desde 2019. Examinamos formas de ampliar e diversificar o comércio que, no ano passado, alcançou 8.4 bilhões de dólares, e que pode e deve crescer muito mais”. Entre os acordos assinados: 1) Novo Plano de Ação da Parceria Estratégica Brasil-França 2) Termo Aditivo ao Acordo de Cooperação Jurídica Internacional em Matéria Penal 3) Declaração de Intenções sobre a Retomada do Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade Amazônica 4) Carta de Intenções sobre a Cooperação entre o Parque Amazônico da Guiana e o Parque das Montanhas do Tumucumaque 5) Declaração de Intenções Relativa ao Reforço da Cooperação na Luta contra o Garimpo Ilegal 6) Declaração de Intenções sobre Diálogo para Transição e Segurança Energética e Minerais Estratégicos (DTSEM) 7) Declaração de Intenções sobre Matérias Primas Críticas 8) Memorando de Entendimento sobre Modernização da Gestão Pública 9) Declaração de Intenções em Matéria de Proteção e Defesa Civil 10) Memorando de Entendimento para a Cooperação em Projetos de Desenvolvimento Sustentável Regional 11) Memorando de Entendimento com o Ministério das Cidades 12) Carta de Intenções sobre a Cooperação em Saúde 13) Declaração de Intenção Destinada a Reforçar a Cooperação Franco-Brasileira a Fim de Garantir a Integridade do Espaço Informativo 14) Declaração de Intenções no Domínio da Formação de Profissionais de Educação Básica e da Promoção do Plurilinguismo 15) Carta de Intenções sobre a Cooperação Esportiva 16) Acordo de Segurança Relativo à Troca de Informações Classificadas e Protegidas 17) Memorando de Entendimento sobre Financiamento ao Desenvolvimento, Clima e Gênero 18) Protocolo de Intenções entre o BNDES e a AFD 19) Memorando de Entendimento para Cooperação Técnica EMBRAPA-CIRAD 20) Memorando de Entendimento para Cooperação Técnica EMBRAPA-IRD 21) Protocolo de de Intenções entre o Banco da Amazônia (BASA) e a AFD.

Conselho de Segurança da ONU aprova cessar-fogo imediato em Gaza

Guterres pede a Israel que acate decisão. A resolução foi aprovada com 14 votos a favor e 1 abstenção (EUA). O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta segunda-feira, 25/03, uma resolução de cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. É a primeira que o conselho consegue aprovar uma resolução sobre um cessar-fogo no território palestino. Ela foi apresentada por um grupo de dez países rotativos liderados por Moçambique. Foram 14 votos a favor e a abstençãodos Estados Unidos, que têm assento permanente. Votaram a favor China, França, Rússia, Reino Unido (com assento permanente), Argélia, Equador, Guiana, Japão, Malta, Moçambique, Coréia do Sul, Serra Leoa, Eslovênia e Suíça (rotativos). O texto aprovado determina um cessar-fogo durante o mês do Ramadã, o período sagrado para os muçulmanos — começou dia 10 de março e termina em 9 de abril –, mas pede que a trégua aumente até virar permanente. A resolução também pede a “libertação imediata e incondicional de reféns” e “a necessidade urgente de expandir o fluxo” de ajuda humanitária para Gaza. O desafio agora é garantir que Israel cumpra as determinações exigidas no texto da ONU. Embora as resoluções do Conselho de Segurança sejam juridicamente vinculativas, na prática acabam ignoradas por muitos países. Logo após a aprovação da resolução, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que o governo israelense acatasse a decisão do conselho. “A tão esperada resolução deve ser implementada; o fracasso do Conselho em fazê-lo ‘seria imperdoável’”, disse Guterres no X. “O calvário dos palestinos Gaza tem que terminar e terminar imediatamemte, agora”, disse o embaixador Riyad Mansour, observador permanente do Estado da Palestina no Conselho de Segurança da ONU. Desde 7 de outubro de 2023, as forças militares de Israel já mataram mais de 32 mil palestinos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local.

Papa Francisco lança autobiografia reveladora e defende suas convicções

Livro traz relatos pessoais que esclarecem razões de Francisco para o enfrentamento da ditadura na Argentina e suas motivações para as reformas na Igreja Em seus onze anos de pontificado, o Papa Francisco tem enfrentado o desafio complexo de equilibrar os dogmas tradicionais da Igreja Católica com a necessidade de adaptar-se aos ventos da modernidade. Este delicado equilíbrio é o tema central de sua primeira autobiografia, intitulada “Vida: Minha História Através da História”, escrita em colaboração com o vaticanista italiano Fabio Marchese Ragona e com lançamento previsto para 15 de abril pela HarperCollins Brasil. No livro, ele compartilha relatos pessoais, opiniões francas e defende suas convicções com uma sinceridade característica. O livro, uma série de entrevistas conduzidas pelo vaticanista Fabio Marchese Ragona, revela aspectos marcantes da vida e do pensamento do líder católico, bem como suas perspectivas para o futuro da Igreja e da humanidade. A obra oferece uma visão detalhada da trajetória de Francisco, entrelaçada com grandes eventos mundiais que moldaram sua visão filosófica e política. Desde sua repulsa ao antissemitismo durante a Segunda Guerra Mundial até sua postura firme contra o abuso sexual infantil por membros do clero, o livro revela um líder religioso atento às ambiguidades humanas e guiado por um pragmatismo que busca conciliar tradição e progresso. O Papa também compartilha momentos marcantes de sua história pessoal, desde a migração de sua família da Itália para a Argentina até suas experiências durante a Segunda Guerra Mundial e as bombas atômicas de Hiroshima e Nagazaki. Sua preocupação com a guerra é evidente, e ele adverte sobre os perigos do uso de armas nucleares, classificando-as como imorais. Enfrentamento à ditadura argentina Uma das passagens mais marcantes da autobiografia é o relato sobre a ditadura militar na Argentina (1976-1983), período em que Francisco, então um jovem jesuíta, confrontou o regime e protegeu indivíduos perseguidos, como uma professora comunista cuja coleção de livros ele escondeu dos militares. Em relação a essa época, o Papa rejeita rótulos ideológicos simplistas e enfatiza a importância do compartilhamento e da solidariedade como valores fundamentais do cristianismo. Francisco enfrenta fake news que circularam a seu respeito e revela seu papel na proteção de seminaristas perseguidos e lamenta as atrocidades cometidas durante aquele período sombrio da história de seu país. Ele nega acusações de abandono de jesuítas sequestrados e enfatiza sua luta pela libertação dos padres. “Falar dos pobres não significa ser automaticamente comunista”, escreveu o argentino Jorge Bergoglio. “Os pobres são a bandeira do evangelho e estão no coração de Jesus”, insistiu. “Isso não é comunismo. Isso é cristianismo em estado puro”, continuou. Ao discutir questões contemporâneas, como a aceitação das uniões entre pessoas do mesmo sexo e o perdão às mulheres que interrompem gestações, Francisco adota uma postura equilibrada, mantendo-se fiel aos ensinamentos da Igreja, mas demonstrando empatia e compaixão pelas situações individuais. Ele destaca a importância de acolher as pessoas LGBTQIA+ e reafirma sua oposição ao aborto. Ao discutir a possibilidade de renúncia, Francisco tranquiliza os católicos, afirmando que só o fará em caso de impedimento físico grave e que jamais assumirá o título de papa emérito, uma decisão contrária à adotada por seu antecessor, Bento XVI. Sua determinação em levar adiante suas reformas é evidente, e ele reafirma seu compromisso com o pontificado até o fim. O Papa compartilha também os bastidores do conclave que o elegeu em 2013, destacando a mensagem de encorajamento de seu amigo cardeal brasileiro Claudio Hummes e a inspiração por trás da escolha de seu nome papal, Francisco. Sua defesa da dignidade dos pobres e marginalizados, sua postura de acolhimento em relação aos homossexuais e seu desapego às acusações infundadas são temas recorrentes ao longo do livro. As regras do jogo Comparando o pontificado de Francisco com o de seu antecessor, Bento XVI, o vaticanista Ragona ressaltou as diferenças significativas entre os dois líderes da Igreja Católica. Segundo ele, Francisco “mudou as regras do jogo”, adotando uma abordagem mais proativa e engajada em questões sociais e políticas, como a mediação em conflitos internacionais. Quanto à transformação da Igreja sob o pontificado de Francisco, Ragona reconheceu que mudanças significativas não acontecem da noite para o dia, mas enfatizou os esforços do Papa em plantar sementes de mudança, especialmente em relação à aceitação de grupos marginalizados, como pessoas trans e homossexuais. Ao escrever a biografia, Ragona revelou ter ficado surpreso ao descobrir aspectos da vida pessoal do Papa, como sua experiência amorosa quando ainda era seminarista. Essas revelações humanizaram o líder religioso aos olhos do vaticanista e ofereceram uma perspectiva mais completa de sua personalidade. Quanto à opinião do Papa sobre o presidente argentino Javier Milei, Ragona compartilhou que Francisco considerou o político descortês, mas reconheceu que as declarações durante a campanha política muitas vezes não refletem a verdadeira natureza das pessoas. Por fim, ao refletir sobre sua percepção do Papa Francisco após passar um ano trabalhando junto a ele, Ragona enfatizou a humildade e autenticidade do líder religioso. Ele destacou uma experiência pessoal em que o Papa demonstrou sua preocupação com o bem-estar de Ragona, revelando sua natureza acolhedora e pé-no-chão.

Judeus criticam Caiado e Tarciso por fazer propaganda para um genocida

Os governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Tarcísio de Freitas, de São Paulo, foram a Israel para se aproveitar da crise diplomática entre o Brasil e o Estado judeu O perfil Judeus pela Democracia criticou a ida dos governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Tarcísio de Freitas, de São Paulo a Israel. “Só nas últimas horas, mais de 100 palestinos foram assassinados por Israel em área de um dos hospitais de Gaza. E todos já foram alvos anteriormente de bombardeios. Ações como essa é que levaram a Corte Internacional em Haia a determinar medidas de prevenção a um genocídio”, indicou a entidade. “Nos últimos dias, a mesma Corte Internacional denunciou que Israel descumpriu suas recomendações. Ou seja, deliberadamente perpetrou ataques contra civis. O que constitui-se crime contra humanidade. Em Israel, protestos que já ocorriam antes da declaração de guerra aos palestinos, voltaram a se intensificar exigindo novas eleições. O atual governo, que tem menos de 30% dos assentos no Congresso aparece nas pesquisas com chance de obter só 16 de 120 assentos”, acrescenta a nota. A entidade ainda destaca que “até o inabalável apoio dos EUA ao Apartheid Israelense mostrou fragilidade nos últimos dias. Enquanto o secretário de relações exteriores da União Européia acusou Israel de usar fome e sede como armas de guerra. E o Canadá anunciou um embargo à exportação de armas. A crise humanitária em Gaza já deixou mais de 40 mil mortos, mais de 60 mil assassinados, entre os quais mais de 2 mil amputados. Mais de 3 mil crianças estão órfãs. 95% da população não tem mais casa para morar e está dormindo em barracas”. “Para além do caráter desumano e abominável de viajar 18 horas de avião para fazer meros conteúdos de propaganda política com responsável por esta situação catastrófica, os dois governadores comprometeram interesses nacionais ao tentar arrastar o Brasil para um conflito gravíssimo. O genocídio na Palestina mobiliza opiniões políticas em todo mundo, e ações estatais e pára-estatais que podem trazer consequências ao Brasil. A razoabilidade e independência da nossa política externa foi deixada de lado quando estes dois oportunistas faltaram ao trabalho ontem”, salienta a entidade. “Se o seu objetivo de alguma maneira era assegurar o apoio de alguns aliados judeus ou cristãos que demonstram apoio acrítico a Israel, o que Tarcísio e Caiado fizeram é crime de responsabilidade. Se houver contrapartidas comprovadas a esse gesto, eles são passíveis de condenação.Nossa comunidade judaica no Brasil é plural, e em grande medida não avaliza genocídio nenhum. Pelo contrário, o que estamos dizendo há meses é NÃO EM NOSSO NOME. Não permitimos nenhum uso da coletividade judaica para legitimar o enriquecimento de barões da indústria de armas”. A entidade finaliza a nota ressaltando que “Tarcísio de Freitas e Caiado – com sua política de memes e tik tok sobre caixões de pessoas árabes – vão se arrepender amargamente do que fizeram. Se tiverem juízo, pedirão desculpa a imensa população brasileira que deplorou seu gesto mesquinho”.

China se torna nova potência marítima e ameaça a hegemonia dos EUA

Crescendo sobretudo nos setores de granéis secos e navios porta-contêineres, China já responde por mais da metade da produção mundial de navios O alerta foi dado em janeiro numa longa reportagem da The Economist: em pleno século 21, “ter uma Marinha poderosa se tornou crucial para vencer guerras”. Segundo a tradicional revista britânica, a ordem mundial está em “erosão”. Qual ordem? Aquela em que Estados Unidos e aliados, graças à frota de submarinos modernos e a alianças navais mais sólidas, pareciam soberanos e imperecíveis pelos mares do Planeta. A emergência da China como nova potência marítima ameaça essa hegemonia norte-americana num momento em que, conforme a Economist, “os oceanos voltaram a ter importância na geopolítica”. Nenhum país se preparou melhor para essa transição do que a China. “A Marinha chinesa é hoje a maior do mundo”, destaca a Economist. “Os estaleiros americanos mirraram. E as Marinhas europeias são uma sombra do que já foram, tendo perdido 28% de seus submarinos e 32% de suas fragatas e de seus destroieres entre 1999 e 2018.” O problema, para a Europa, é que essa redução vem em péssima hora. Grandes conflitos internacionais – os atuais e os iminentes – passam pelos oceanos e, por isso, testam o poderio do Ocidente. EUA e Reino Unido até responderam à ofensiva do grupo rebelde Houthi no Mar Vermelho, região que é considerada uma “artéria crucial do comércio mundial”. Mas as tensões não se resumem ao Oriente Médio. “Taiwan acaba de passar por uma eleição capaz de moldar seu futuro. Um conflito pela ilha envolveria uma intensa guerra naval sino-americana que se ampliaria para muito além do Pacífico”, aponta a Economist. “E na Europa a guerra na Ucrânia pode se transformar numa disputa naval pelo Mar Negro e pela Crimeia. O poder marítimo está de volta.” Só a China acompanhou essa tendência. Crescendo sobretudo nos setores de granéis secos e navios porta-contêineres, o país já responde por mais da metade da produção mundial de navios. Em 2023, a China ultrapassou a Grécia e virou o maior proprietário de frota marítima do mundo em termos de arqueação bruta (GT). Esse avanço é estratégico porque, afora as guerras, sobressai a economia. De acordo com a revista, “cerca de 80% do comércio global em volume é transportado pelo mar; e, em termos de valor, 50%”. Além disso, empresas de telecomunicações mantêm 574 cabos submarinos, “ativos ou planejados”, operando 97% do tráfego global de internet. Um mês depois da The Economist, a Dow Jones Newswires é outra publicação de renome a se render à invasão chinesa nos mares. Diz a Dow Jones: “A China emergiu como uma potência global ao se transformar no chão de fábrica do mundo. Agora, ela está ampliando esse poder – e seu poderio militar – com outro notável feito industrial: está se tornando o estaleiro do mundo”. Se a China é “a maior fabricante de navios por uma ampla margem”, quem compete com os chineses? “Os outrora prolíficos estaleiros do Ocidente, que ajudaram a forjar impérios, ampliar o comércio e vencer guerras, encolheram. A Europa responde por apenas 5% da produção mundial, enquanto os EUA hoje contribuem com quase nada”, diz a Dow Jones Newswires. “A maior parte do que a China não fabrica vem da Coreia do Sul e do Japão.” Isso porque “a outrora vigorosa indústria da construção naval dos EUA” já não produz mais “um número significativo de navios comerciais oceânicos. Vários estaleiros têm apenas um grande cliente, a Marinha americana, e esses estaleiros frequentemente enfrentam acúmulos de pedidos, escassez de funcionários e fornecedores, e custos excessivos”. A reportagem trata os chineses como expressão de um novo tempo – ou nova ordem. “Esse império da construção naval é um símbolo da transformação histórica da China, de uma nação continental voltada para dentro, em potência marítima”. Um dos trunfos do país asiático é a diversificação. “As gigantescas empresas chinesas de construção naval que fabricam navios para o mundo são muitas vezes as mesmas que fabricam navios de guerra para a Marinha da China”, aponta a Dow Jones Newswires. “Seus estaleiros estão prosperando, com contratos de muitos bilhões de dólares sendo firmados não só para navios de guerra, mas também para navios de transporte de contêineres, navios petroleiros e graneleiros para companhias marítimas da China, do Ocidente e até de Taiwan.” Citando o conflito entre Rússia e Ucrânia, a reportagem afirma que as guerras atuais têm durações imprevisíveis. Daí a necessidade de indústrias navais capazes de atender às demandas nacionais: “As fábricas de armamentos dos EUA vêm lutando para acompanhar os campos de batalha na Ucrânia. Seus fabricantes de munições – e estaleiros – não estão prontos para uma guerra com a China”

Madonna reclama de fã cadeirante ao vê-lo sentado em show

Cantora viralizou no Tiktok com um vídeo que foi postado no momento do ocorrido Madonna não gostou de ver que um homem não estava dançando em seu show, nesta sexta-feira (9), em Los Angeles. Ao contrário do resto da multidão – de pé, animada – ele estava sentado. Do palco, ela o repreendeu. “Ei, você! Sim, você”, disse ela, apontando em sua direção. “O que você está fazendo sentado aí? O que você está ganhando sentado assim?”. A cantora, que fazia mais uma apresentação de sua “Celebration Tour”, caminhou visivelmente contrariada até a beira do palco para ouvir mais de perto o fã. Foi quando percebeu a gafe, o erro constrangedor. Com as luzes voltadas para aquela parte da plateia, ela pôde ver que o homem em quem dava bronca por não estar de pé era cadeirante. Madonna ficou alguns segundo em silêncio para em seguida dizer: “Oh, ok. Entendi. Politicamente incorreto. Desculpe por isso. Estou feliz que você esteja aqui.” De volta ao centro do palco, não se conteve: “Oh my gosh!” [“Oh, meu Deus!, em linguagem mais informal]. O TikTok com a cena teve mais de dois milhões de visualizações desde que foi postado, no sábado. (Folhapress)