Delegado da PF falou sobre crimes ambientais

– O delegado de Polícia Federal, Marcelo Eduardo Freitas, ministrou palestra na cidade de Pirapora, no último dia 05, no I Seminário Ecológico de Conscientização em Defesa do Rio São Francisco, quando se comemorou o Dia do Meio Ambiente. – O evento contou com aproximadamente 400 pessoas, entre estudantes, servidores municipais, prefeitos, vereadores, professores, líderes religiosos e presidentes de associações comunitárias. Ao falar sobre o tema “o imediatismo do homem, destruição da fauna e flora, degradação do Rio, contrabando de animais silvestres”, o delegado Marcelo Freitas tratou sobre os principais crimes ambientais que tem impactado o “Velho Chico”. Ele ressaltou que o tráfico de animais silvestres é responsável pela terceira atividade clandestina que mais movimenta dinheiro em todo o planeta, com cerca de US$ 20 bilhões por ano, ficando atrás apenas do tráfico de drogas e armas, afirmando, ainda, que o custo dos crimes ambientais soma US$ 258 bilhões ao ano. Marcelo Freitas ressaltou que no Brasil anualmente cerca de 38 milhões de animais são retirados de seus habitats naturais, sendo aproximadamente 12 milhões de espécimes diferentes. “Aproximadamente 90% dos animais silvestres morrem logo depois de retirados de seu habitat natural. A população de animais selvagens caiu 58% desde 1970”, afirmou o delegado. Marcelo Freitas informou, ainda, que os principais crimes identificados pela Polícia Federal no Norte de Minas, no entorno do rio São Francisco, são extração mineral sem autorização do DNPM/IBAMA; construção às margens do rio; pesca e caça predatórias; causar poluição; destruição de floresta marginal ao rio; usurpação de área pertencente à união, dentro da Linha Média da Enchente Ordinária. Ao finalizar sua fala, o delegado ressaltou as responsabilidades de cada um, na redução à degradação ambiental provocada pelo homem: “Policiais: prevenir e evitar agressões ao meio ambiente; Secretarias do Meio Ambiente e Ibama: fiscalizar e não autorizar atividades que interferem no meio ambiente; Promotores: promover as medidas judiciais, fiscalizar e apresentar denúncias; Juízes: decidir, com firmeza, quem deve ser punido e como será a punição; ONGs ambientais: se organizar para defender o meio ambiente e fazer muito barulho; Cidadão: preservar a natureza, divulgar informações e avisar as autoridades quando há algo errado”. Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, que passou a ser comemorado todo dia 05 de junho. Essa data, que foi escolhida para coincidir com a data de realização dessa conferência, tem como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis. Via Jornal Gazeta
Saiu o resultado do Sisu do 2º semestre de 2017

– Com quase 700 vagas, Unimontes divulga resultado do SiSU e pré-matrículas on-line serão entre 9 e 13 de junho – Publicado na segunda-feira (5/6), o resultado da seleção do 2º semestre de 2017 do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Os candidatos podem acessar o resultado e visualizar o boletim individual e, ainda, selecionar a lista de convocados por instituição, campus, curso e turno. Nesta edição, a Universidade Estadual de Montes Claros oferta 674 vagas para 28 cursos. Das quase 700 vagas da Unimontes, 379 são destinadas para ampla concorrência e 295 viabilizadas ao Sistema de Reservas de Vagas (45%), esta última baseada na Lei Estadual 15.259, 27/07/2004 – categorias afrodescendentes, egressos de escola pública, pessoas com deficiência e indígenas. A lista dos selecionados pode ser conferida no site www.sisu.unimontes.br. A pré-matrícula deverá ser feita entre os dias 9 e 13 de junho. Nesta segunda, conforme o cronograma, também foi aberto o período da lista de espera aos candidatos que não foram convocados. Além do campus-sede, as vagas da Unimontes contemplam os cursos de mais cinco campi da Universidade: Almenara (Pedagogia), Janaúba (Agronomia e Zootecnia), Januária (Pedagogia), Unaí (Letras/Inglês, Ciências Biológicas) e Pirapora (Geografia). Em Montes Claros, os cursos são Administração, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Direito, Engenharia Civil, Educação Física, Enfermagem, Geografia, História, Letras/Português, Letras/Espanhol, Matemática, Medicina, Odontologia, Pedagogia, Sistemas de Informação. LISTA DE ESPERA Conforme a Secretaria Geral/Unimontes, os candidatos interessados em participar da lista de espera deverão manifestar interesse por meio da página do SISU na internet, no endereço eletrônico do Ministério da Educação www.sisu.mec.gov.br, no período de 5 a 19 de junho de 2017. O candidato somente poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso correspondente à primeira opção. Importante destacar que a manifestação de interesse na lista de espera assegura ao candidato apenas a expectativa de direito à vaga ofertada no âmbito do SiSU – a matrícula ou seu registro acadêmico será condicionado à existência de vaga e ao atendimento de todos os requisitos legais e regulamentares. NÚMEROS Mais de 887.861 candidatos fizeram 1.703.657 inscrições nesta edição do SiSU. Cada participante pode fazer até duas opções de curso. O número de candidatos superou o do ano passado do mesmo período. São ofertadas neste processo seletivo 51.913 vagas em 1.462 cursos de 63 instituições, entre universidades federais, estaduais e institutos federais. Para participar da seleção, o somente às pessoas que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano passado – sem ter “zerado” a redação. CRONOGRAMA SISU/ 2 – 2017 Manifestação para a Lista de espera: 5 de junho a 19 de junhoMatrícula da chamada regular: 9 de junho a 13 de junhoConvocação via lista de espera: a partir de 26 de junho
JANOT PEDE NOVO INQUÉRITO CONTRA AÉCIO

No mesmo dia em que ofereceu denúncia ao STF contra Aécio Neves (PSDB-MG) pelos crimes de obstrução da Justiça e corrupção passiva, o PGR solicitou a abertura de um novo inquérito contra o tucano, desta vez por lavagem de dinheiro. – – No mesmo dia em que ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) pelos crimes de obstrução da Justiça e corrupção passiva, o procurador-geral da República solicitou a abertura de um novo inquérito contra o tucano, desta vez por lavagem de dinheiro. Janot aponta “o pagamento de propina da ordem de mais de R$ 60 milhões feito em 2014 ao parlamentar por meio da emissão de notas fiscais frias a diversas empresas indicadas por ele”, além do pagamento a diversos partidos para apoiarem a candidatura à Presidência da República em 2014, e “o pagamento de dinheiro em espécie feito diretamente a Frederico Pacheco de Medeiros, primo do Senador e por este indicado para receber os valores”. Leia mais na Agência Brasil: PGR pede abertura de inquérito para investigar Aécio por lavagem de dinheiro André Richter – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta sexta-feira 2 ao Supremo Tribunal Federal (STF) nova autorização para investigar o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), desta vez por lavagem de dinheiro. O pedido foi feito no início desta noite, após o parlamentar ter sido denunciado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça. De acordo com Janot, as provas colhidas nas buscas e apreensões realizadas na Operação Patmos apontam para o suposto cometimento de novos crimes, que ainda precisam de aprofundamento nas investigações. Denúncia Na denúncia apresentada ao Supremo, Janot acusa Aécio Neves de solicitar R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos delatores da JBS. A irmã do parlamentar, Andrea Neves, o primo de Aécio, Frederico Pacheco, e Mendherson Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), também foram denunciados. Todos foram citados na delação premiada da JBS. De acordo com o procurador, o recebimento do valor teria sido intermediado por Frederico e Mendherson, que teria entregue parte dos recursos em uma empresa ligada ao filho de Perrella. A denúncia está baseada em gravações feitas pela Polícia Federal, durante uma ação controlada. Em nota, a defesa do senador afastado disse que recebeu “com surpresa a notícia” da denúncia. Os advogados apontam que “diversas diligências de fundamental importância”, entre elas o depoimento de Aécio e a perícia nas gravações, ainda não foram realizadas. “Assim, a defesa lamenta o açodamento no oferecimento da denúncia e aguarda ter acesso ao seu teor para que possa demonstrar a correção da conduta” de Aécio.
Eu não faço nada de errado, só trafico drogas

– Zezé Perrella se referiu a Aécio como o grande chefe – – Em uma escuta flagrada pela Polícia Federal, o senador Zezé Perrella (PSDB-MG) fez piada do episódio de uma operação que apreendeu 445 kg de cocaína em seu helicóptero, em 2013. A ligação grampeada foi com Aécio Neves (PSDB-MG), que telefonou para dar uma bronca por uma entrevista que o colega acabara de dar em Belo Horizonte. Pelo que é possível compreender, Perrella falara na rádio sobre o fato de não ter seu nome na lista de políticos que tiveram inquéritos abertos no Supremo por causa da delação da Odebrecht – Aécio é alvo de cinco investigações por causa das revelações da empreiteira. “Você jogou todo mundo na lama”, disse o tucano. “Numa hora dessa, tem de ter solidariedade”, afirmou. Aécio esperava que Perrella defendesse as pessoas do mesmo campo político. “É hora de separar o joio do trigo”, para não ser confundido com a “roubalheira que fizeram no país”, disse, se referindo ao PT. “Eu vou dar uma entrevista nesse sentido. Eu posso ter sido infeliz [na entrevista], mas é que eu sou muito agredido até hoje por causa do negócio do helicóptero, sabe Aécio? Eu não faço nada de errado, eu só trafico drogas”, disse, provocando risadas em Aécio, a quem chamou de “grande chefe”. (…)
Prisão de Aécio Neves ganha uma respirada

– O ministro Marco Aurélio, que foi sorteado hoje (31) como novo relator do mais recente inquérito contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) no Supremo Tribunal Federal (STF), disse, poucos minutos após ser escolhido, que a decisão sobre a prisão de Aécio Neves deve sair do plenário da Corte.- O relator anterior do caso, ministro Edson Fachin, já havia indicado que levaria o tema para deliberação do plenário, e não para a Segunda Turma, colegiado onde se costuma deliberar as questões referentes a inquéritos contra parlamentares. “Eu jamais reconsideraria uma deliberação de um colega. E não reconsiderando, não atuando nesse campo individualmente, eu traria ao colegiado. Deve ir ao plenário em termos de agravo”, afirmou Marco Aurélio Mello, referindo-se aos recursos interpostos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela defesa de Aécio, um a favor e outro contra a prisão do parlamentar. Nesse caso, Aécio Neves (PSDB-MG) é investigado pelo suposto recebimento de R$ 2 milhões em vantagens indevidas do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS que assinou acordo de delação premiada com a Justiça. O senador foi gravado pela Polícia Federal em conversas suspeitas com o executivo. A pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Fachin afastou Aécio do exercício do cargo, mas negou a prisão do senador, decisão contestada pela PGR. A defesa também entrou com recurso no sentido de garantir a liberdade do parlamentar. O ministro Marco Aurélio Mello também será responsável pela condução do inquérito sobre a irmã de Aécio, Andrea Neves, presa há duas semanas na Operação Patmos. A troca de relator foi realizada após decisão do antigo relator, Edson Fachin, que atendeu a um pedido feito pela defesa de Aécio e determinou a redistribuição do inquérito. A escolha de Marco Aurélio foi feita eletronicamente por sistema processual eletrônico do Supremo. “Parece que o computador, no que opera a distribuição, não gosta de mim”, brincou o ministro.
Diretor da Soebras irá apontar irregularidades

– Ruy Muniz ainda continua com suas manobras mirabolantes. Ele levou o interventor nomeado, Fabiano Lara, a entregar o encargo decidido pela Justiça – O Ministério Público Federal e a Polícia Federal foram surpreendidos na tarde de quinta-feira com a proposta de um ex-diretor do Grupo Soebras: apontar as irregularidades cometidas pelo ex-prefeito Ruy Muniz à frente dos empreendimentos, como a distribuição dos lucros a seus familiares através da CAPS e, ainda, com a emissão de nota fiscal fria e também a atuação para despistar a Justiça, utilizando a Faculdade Santa Úrsula, do Rio de Janeiro. O delator entende que agora com a intervenção determinada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília, é hora de acabar com a farsa no grupo Soebras. O nome do ex-diretor é mantido em sigilo, por questão de segurança. Na manhã da última sexta-feira (26) ele manteve contato com o jornal GAZETA, quando explicou que Ruy Muniz ainda continua com suas manobras mirabolantes e, inclusive, levou o interventor nomeado, Fabiano Lara, a entregar o encargo decidido pela Justiça, devido à dificuldade, imbróglio e desordem que foi instalada no grupo Soebras. Ele cita que um exemplo disso é a Unincor, onde foram falsificados vários documentos de funcionárias, usando o banco de dados que não foi devolvido, com o descumprimento da ordem judicial. Uma nova informação é que Muniz estaria transferindo os bens para uma empresa de capital fechado que se chama Brasil Empreendimentos. Desde o dia 17 que a Justiça Federal decretou novamente a intervenção no Grupo Soebras/Funorte. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, acatou o recurso movido pelo Ministério Público Federal e manteve a decisão do juiz federal Gláucio Ferreira Maciel Gonçalves, de 9 de dezembro do ano passado e que tinha sido revogada pelo juiz Vinicius Magno Duarte Rodrigues, em 21 de fevereiro. O desembargador Antônio Souza Prudente despachou no dia 17 de maio, para que a decisão da 17ª Vara Federal de Belo Horizonte fosse respeitada, determinando a intervenção. A derrubada dessa intervenção somente pode ser determinada pelo pleno do TRF-1ª Região. via Jornal Gazeta
Aécio entrega passaporte e é notificado sobre prisão

– O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) não pode mais viajar para fora do Brasil; investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, ele teve que entregar seu passaporte ao Supremo Tribunal Federal – Aécio também foi notificado sobre o pedido de prisão formulado pela procuradoria-geral da República e ganhou prazo de 15 dias para se manifestar antes da decisão do plenário da corte. Depois que foi derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio decidiu incendiar o País – “só para encher o saco”, como disse num grampo com o empresário Joesley Batista, a quem pediu uma propina de R$ 2 milhões. Ao não aceitar o resultado eleitoral e se aliar ao então deputado Eduardo Cunha, hoje condenado a 15 anos de prisão, para provocar instabilidade econômica e, assim, lograr êxito no golpe, Aécio atirou o Brasil na maior crise de sua história. Aécio, segundo Noblat, oscila entre álcool e crises de choro Jornalista Ricardo Noblat revela que desde que vieram à tona as gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, nas quais aparece pedindo R$ 2 milhões em propinas para pagar os advogados que o defendem na Lava Jato, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) está cada vez mais recluso; “Aécio Neves recluso em sua casa em Brasília, só faz beber e chorar. Mais ou menos nessa ordem. Está arrasado”, postou Noblat no Twitter. Huck diz que se decepcionou com Aécio Questionado pela Folha sobre o escândalo envolvendo seu amigo, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), o apresentador da TV Globo respondeu: “Que atire a primeira pedra quem nunca se surpreendeu negativamente ou se decepcionou com um amigo”; depois da delação do empresário da JBS, que atingiu Aécio em cheio, e levou à prisão sua irmã e seu primo, Huck deletou as fotos com o tucano que tinha nas redes sociais Áudio revela que aeroporto de Cláudio era mesmo de Aécio As gravações da Polícia Federal trazem mais uma confirmação humilhante para o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG); de acordo com os grampos, o aeroporto de Cláudio (MG), construído com dinheiro público na sua gestão, servia para atendê-lo e a chave ficava com seu segurança; a informação veio em uma conversa interceptada de Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, o mesmo indicado pelo tucano para receber R$ 2 milhões, solicitados pelo tucano ao empresário Joesley Batista, da JBS; o aeroporto de Cláudio foi construído em uma área que pertencia a um tio-avô de Aécio; a obra foi concluída em 2010, a um custo de R$ 13,9 milhões; a pista fica próxima a uma fazenda da família.
“Carreira” de Aécio ficará mais contaminada

– Primo de Aécio pode delatar Cemig/Andrade Gutierrez e precisa de proteção – Por Breno de Araújo – Jornalista Não é de hoje que o deputado Rogério Correia denuncia irregularidades durante os governos de Aécio Neves em Minas Gerais. Em 13 de outubro de 2015, os petistas Rogério Correia e o então deputado Professor Neivaldo, foram recebidos pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais, Eduardo Nepomuceno, e protocolaram no Ministério Público mais indícios ao inquérito 0024.13.003562-9 aberto para apurar as estranhas transações entre a Cemig e a empreiteira Andrade Gutierrez. O diretor do Sindeletro, Marcelo Correia, também participou da reunião. Rogério Correia e Professor Neivaldo, recebidos pelo promotor Eduardo Nepomuceno, protocolando mais indícios ao inquérito aberto para apurar as estranhas transações entre a Cemig e Andrade Gutierrez Infelizmente e estranhamente, o referido inquérito, aberto em 16 de abril de 2013, pelo MP, não avança. Vale lembrar que em março de 2017, Eduardo Nepomuceno foi transferido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) da 17ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público para a 12ª Promotoria de Juízo Criminal. Nepomuceno atuava em procedimentos contrários ao senador Zezé Perrella. Fica o alerta: é necessário que as autoridades tenham cuidado com a vida de Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio. Afinal, o senador afastado afirmou, “tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação”, ao combinar com Joesley Batista quem seria o responsável por pegar as malas com dinheiro. Quem é o primo de Aécio Neves, o que ele fez no governo e como ele pode enterrar de vez a carreira do senador afastado Viomundo Acabar com a “carreira” de Aécio Neves. Literalmente. É este o potencial de uma delação premiada de Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador afastado da presidência do PSDB que está preso em Minas Gerais. Primeiro, um alerta. Leia tudo o que vem a seguir com uma ponta de sal. É comum que se anunciem “delações premiadas” na mídia apenas para atingir objetivos obscuros. A IstoÉ, por exemplo, já antecipou como seria uma delação de Antonio Palocci. Pode ser mentira, pode ser uma forma de extorsão, pode ser um alerta a aliados, pode ser um pedido de socorro… O delator Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, primeiro disse que havia doado por fora R$ 1 milhão à campanha Dilma-Temer, em 2014. Depois, quando Dilma demonstrou que o cheque havia sido destinado ao vice-presidente, Otávio mudou sua versão, livrando Temer de qualquer embaraço. José Antonio Sobrinho, da Engevix, disse que havia entregue R$ 1 milhão ao coronel João Baptista Lima Filha, o coronel Lima, amigão de Temer, como forma de agradecimento pela obtenção de com contrato em Angra 3. Depois de sair da cadeia, em Curitiba, Sobrinho afirmou, sem esclarecer os detalhes, que não teria havido interesse das autoridades em sua delação premiada. Ou seja, o mercado das delações premiadas parece — insistimos, parece — contaminado por interesses políticos. Ou, simplesmente, pela força do dinheiro. O ex-braço direito do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, de nome Marcelo Miller, simplesmente bandeou-se para a advocacia e participou do acordo de delação premiada do dono da JBS, Joesley Batista. Deveria ser um escândalo alguém atuar nas duas pontas de uma investigação, mas estamos no Brasil… Frederico Pacheco de Medeiros, o primo de Aécio, é uma pessoa importante. O Lupa fez um resumo da carreira dele: FREDERICO PACHECO DE MEDEIROS Pacheco foi preso na quinta-feira (18) em sua casa, no condomínio Morro do Chapéu, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em seu currículo, desde 2003, acumula diversas passagens por cargos públicos. Em janeiro de 2003, Fred — como é conhecido — foi nomeado como secretário adjunto do governo mineiro de Aécio Neves. Permaneceu no cargo até outubro de 2006. A informação vem da gestão atual do Estado de Minas Gerais. No período eleitoral de 2006, entre julho e setembro, ele trabalhou na campanha de reeleição de Aécio. Em seguida, com a vitória do primo, em outubro daquele ano, reassumiu o cargo de secretário adjunto e lá ficou até junho de 2008. No mês seguinte, virou secretário geral do governo de Minas Gerais e lá permaneceu até março de 2010, quando retornou ao seu cargo antigo, como secretário adjunto do governo mineiro. Em 2011, quando Antonio Anastasia assumiu o governo com apoio de Aécio Neves, Fred foi nomeado diretor de Gestão Empresarial da Companhia Energética de Minas Gerais S.A. (Cemig). Em 2014, Fred trabalhou como administrador financeiro da campanha de Aécio Neves à Presidência da República. Fred deixou a Cemig em 2015. Fonte graduada do Viomundo em Minas Gerais diz que Frederico foi o articulador da venda de 1/3 das ações da estatal Cemig — a Companhia Energética de Minas Gerais — à empreiteira Andrade Gutierrez. Conforme denúncia publicada por nós, aqui, foi um negócio da China para a empreiteira: Para viabilizar o negócio, a Cemig comprou, em 2009, a participação da Andrade Gutierrez na Light do Rio de Janeiro por R$ 785 milhões, pagos à vista. A Andrade Gutierrez, por sua vez, deu R$ 500 milhões de entrada na compra de 33% das ações ordinárias da estatal mineira, ficando o restante do valor da compra, no total de R$ 1,6 bilhão, para pagamento em 10 anos com a emissão de debêntures a serem adquiridos pelo BNDES, a juros e taxas facilitadas. Na prática, a Andrade Gutierrez fez um negócio da China. De 2010 a 2013, recebeu mais de R$ 1,7 bilhão em dividendos da Cemig. O poder da empreiteira na estatal não se restringe à participação nesse item. No acordo de acionistas a Andrade Gutierrez garantiu, por meio de artifícios embutidos no documento, o direito de indicar seu representante na Diretoria de Desenvolvimento de Negócios e Controle Empresarial das Controladas e Coligadas, que simplesmente é quem conduz os investimentos da Cemig, em especial as grandes construções. Trocando em miúdos, a Andrade conduzia os investimentos da Cemig nas construções que ela, Andrade, era capacitada para fazer! Pelas gravações divulgadas pela Operação
Deputados de Minas são citados em delação da JBS

– Pelo menos sete deputados mineiros que exercem mandato atualmente aparecem no acordo de colaboração premiada dos executivos da J&F, holding que controla a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.- – No documento da Procuradoria Geral da República (PGR), obtido pelo Hoje em Dia, o diretor de Relações Institucionais e Governo do grupo J&F, Ricardo Saud, relata aos procuradores repasses a cinco deputados federais e dois estaduais, num total de R$ 2,3 milhões. Conforme o termo de colaboração assinado por Saud, os pedidos de dinheiro dos políticos eram apresentados, em regra, a ele, que então os levava a Joesley. Ainda segundo o delator, o método de pagamento era sempre determinado pelo político, podendo consistir em “doação oficial, pagamento de notas fiscais avulsas ou entrega em dinheiro em espécie”. Cash E foi justamente a modalidade dinheiro em espécie apontada como a escolhida pelos deputados federais Zé Silva (SD), Aelton Freitas (PR) e Marcos Montes (PSD), esses dois últimos conterrâneos de Saud, que nasceu em Uberaba, no Triângulo, cidade onde também já exerceu o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico. Segundo a delação, Aelton Freitas recebeu “R$ 200 mil em espécie em 22/9/2014, entregues por Ricardo Saud a Pio, sócio e amigo do deputado na antiga sede da J&F, em São Paulo”. Um dia depois teria sido a vez de Marcos Montes. De acordo com o documento, o político recebeu “R$ 200 mil em espécie em 23/9/2014, entregues por Ricardo Saud à secretária parlamentar Mara na antiga sede da J&F, em São Paulo”. Já Zé Silva, ainda segundo o delator, pegou “R$ 200 mil em espécie em R$ 19/9/2014, entregues por Ricardo Saud” no mesmo endereço na capital paulista. No caso do deputado federal Gabriel Guimarães, a delação aponta o recebimento de “R$ 200 mil em 3/9/2014, por meio de pagamento de nota fiscal avulsa emitida por Andrade Antunes e Henriques Advogados”. Localizado na praça Carlos Chagas, no Santo Agostinho, o escritório tem Gabriel Guimarães de Andrade no quadro societário. No anexo da colaboração premiada dedicado ao governador Fernando Pimentel (PT), ele é apontado como destinatário de um “repasse mensal de R$ 300 mil, enquanto era ministro do Desenvolvimento e Comércio de 6/8/2013 a 29/10/2014, feito por meio do escritório Andrade, Antunes e Henrique Advogados”. É o mesmo escritório que aparece na delação sobre Gabriel Guimarães. Segundo o delator, “o pagamento era feito mensalmente pela empresa (J&F) com nota fiscal emitida pelo referido escritório, no valor de R$ 300 mil, sem que o escritório prestasse qualquer serviço à empresa”. Campanha O senador afastado Aécio Neves (PSDB) também ganhou um capítulo à parte. O delator afirma que o então candidato à Presidência da República “orientou que a propina fosse distribuída para a compra de partidos políticos para que integrassem a coligação da candidatura de Aécio”. Como presidente nacional do PTdoB, o deputado federal Luis Tibé teria sido o destinatário de R$ 1 milhão. Segundo o delator, o dinheiro foi repassado via doação oficial ao diretório nacional em 15/9/2014. “Funcionou como intermediário das tratativas parao pagamento junto a Ricardo Saud, o deputado federal Luis Tibé”, diz o documento. O PTdoB oficializou a mudança do nome da legenda, rebatizada como Avante neste ano. Também em 15/09/2014, R$ 250 mil foram para o comitê financeiro regional do PTC, em Minas. “Funcionou como intermediário das tratativas para pagamento junto a Ricardo Saud, o sr. Anselmo Domingos”. Anselmo é deputado estadual e, desde 2002, é presidente estadual do Partido Trabalhista Cristão (PTC). Na mesma data das doações ao PTC e PTdoB, o PTN, cujo diretório estadual é presidido pela deputada estadual Arlete Gonçalves Magalhães, irmã do vereador Wellington Magalhães, recebeu, em doação oficial, R$ 250 mil, de acordo com o delator. Via Hoje em Dia
Andrea Neves pede prisão de Aécio

– Para se safar da prisão, Andrea Neves joga a culpa no irmão – – Os advogados de defesa de Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) revogação da prisão preventiva e a respectiva comutação em medidas alternativas. O advogado Marcelo Leonardo diz que ela não tem participação nos crimes praticados pelo irmão. “O pedido do PGR (procurador-geral da República, Rodrigo Janot), e a decisão agravada (do ministro do STF, Edson Fachin), em verdade, apontam razões que, se existentes, poderiam ser aplicadas para a pessoa física do senador Aécio Neves, nunca para sua irmã Andrea, residente na região de Belo Horizonte e sem qualquer ação política pessoal”, justificou. “A jurisprudência dos Tribunais Superiores rejeita a tentativa de justificar prisão preventiva de uma pessoa com fundamentos aplicáveis a outra, por violação do princípio pessoalidade da responsabilidade penal, do qual decorre a imperiosa necessidade de individualização da fundamentação da prisão preventiva”, completou. Andrea Neves foi presa na última quinta-feira, em uma operação controlada da PF deflagrada na esteira da delação premiada feita pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, que atingiu em cheio Aécio Neves e Michel Temer. Na gravação feita por Joesley, Aécio aparece pedindo R$ 2 milhões em propina alegando que o dinheiro seria utilizado para pagar despesas com advogados da Lava Jato. “O único e isolado episódio que teve participação de Andrea Neves foi a sua conversa com o delator premiadíssimo Joesley, pessoa que até então ela não conhecia, como reconhecido pelo mesmo, quando lhe fez a solicitação de ajuda para custeio de despesas lícitas, mediante a oferta do imóvel de sua mãe, que foi recusada pelo delator premiadíssimo Joesley, que preferiu conversar, diretamente, com o senador Aécio Neves, cujo encontro foi marcado, com conhecimento de Andrea, a qual não teve mais nenhuma participação nos fatos, tendo cessado sua intervenção neste ponto”, ressalta outro trecho da ação da defesa de Andreia. Leia mais na Agência Brasil: Irmã de Aécio Neves pede liberdade ao Supremo A defesa de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), recorreu hoje (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ela possa deixar a prisão. Ela foi presa na última quinta-feira (18) pela Polícia Federal por determinação do ministro Edson Fachin. No recurso, o advogado Marcelo Leonardo pede a substituição da prisão por medidas cautelares de liberdade e afirma que Andrea Neves não pode ser responsabilizada por todos atos ilícitos supostamente praticados por seu irmão. Na investigação que foi aberta no STF, a irmã do senador é acusada de intermediar o pagamento de R$ 2 milhões pelo empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS. Em depoimento de delação, o empresário também afirmou que Andrea teria solicitado R$ 40 milhões para a compra de um apartamento. “Os argumentos aduzidos pelo procurador-geral da República e, em parte, admitidos pelo ministro relator, na decisão agravada, para, pretensamente, justificar a necessidade da segregação cautelar da agravante Andrea Neves da Cunha são estranhos a sua pessoa, eis que dizem respeito a seu irmão, senador Aécio Neves”, argumenta a defesa. Na semana passada, após Aécio Neves ser afastado do cargo pelo ministro Edson Fachin, a assessoria do parlamentar afirmou que ele está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. “No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público”. A defesa do senador informou que sua intenção era vender a Joesley um imóvel para pagar a dívida.