Antes de morrer, Fred deverá delatar Aécio

 – O capanga e senador afastado de Minas Aécio Neves, que prometeu matar seu primo antes da delação, não deverá cumprir sua jura –  O tiro de misericórdia no senador afastado Aécio Neves será dado pelo seu primo Fred Pacheco, que foi preso depois de ser flagrado carregando malas de dinheiro para o presidente licenciado do PSDB nacional.Familiares de Fred estão indignados com a postura de Aécio, que não assumiu a responsabilidade pelos crimes e também disse que o carregador de dinheiro deveria ser alguém que eles pudessem matar antes de se tornar delator.“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”, disse Aécio a Joesley Batista, um dos donos da JBS, num dos grampos interceptados pela Polícia Federal.Filho de um respeitado desembargador aposentado de Minas Gerais, chamado Lucas Pacheco, Fred já foi orientado pelos familiares a delatar todos os esquemas de Aécio.Quando esteve com Ricardo Saud, executivo da JBS que lhe entregou uma mala com R$ 500 mil, Fred se queixou do papel que desempenhava para o primo. “Outro dia eu tava pensando, acordei à 0h30, o que eu tô fazendo? O que eu tenho com isso? Eu não trabalho para o Aécio, eu não sou funcionário público, eu sou empresário. (…) Trabalho pra caralho, Ricardo”, disse Fred. “Eu tenho com o Aécio um compromisso de lealdade que o que precisar eu tenho que fazer. Eu falei: ‘Olha onde eu tô me metendo’.”Acima, trecho em que Aécio fala que o carregador deveria ser alguém que eles pudessem matar antes de se tornar delator. “Fred”, do áudio de Aécio, é ex-diretor da Cemig Aécio Neves, ex-presidente do PSDB e senador afastado por Minas Gerais, foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, dono da JBS, segundo reportagem do jornal “O Globo” publicada na quarta-feira (17) e divulgada de forma massiva em diversos meios de comunicação, juntamente com as denúncias envolvendo Michel Temer e Eduardo Cunha. — Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança — propôs Joesley.— Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho — respondeu Aécio.“Fred”, o nome indicado para receber o dinheiro e que seria “morto”, é Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio e ex-diretor da Cemig, uma das principais concessionárias de energia elétrica do Brasil, considerada a maior empresa integrada do setor de energia elétrica da América do Sul, e a maior da América Latina, em quilômetros de rede e de equipamentos e instalações de barragens e uma das maiores violadoras dos direitos dos atingidos em todo o país.O grupo é constituído por mais de 181 sociedades e 17 consórcios. Trata-se de uma companhia de capital aberto controlada pelo Governo do Estado de Minas Gerais e possui 117 mil acionistas em 44 países. Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo, na Bolsa de Valores de Nova York e na Bolsa de Madri.Em março de 2014, a Cemig comprou 83% do capital social e 49% das ações da SAAG Investimentos, empresa de investimentos do Grupo Andrade Gutierrez, fato que também despertam suspeitas para as investigações da Lava-Jato. Com isso, aumentou sua participação na Madeira Energia, consórcio responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio. Localizada no Rio Madeira, em Rondônia, a Usina de Santo Antônio será a segunda maior hidrelétrica de turbinas bulbo do mundo, alagando centenas de quilômetros de terras na região amazônica e atingido milhares de ribeirinhos, que até hoje não tem seus direitos reconhecidos.Violações contra os atingidosSão diversas as violações de direitos contra os atingidos praticados por parte da Cemig. As barragens de Irapé, no Vale do Jequitinhonha, e da Usina de Aimorés, no leste do estado de Minas Gerais são bons exemplo da atuação da Companhia.Inaugurada em junho de 2006, a Usina Hidrelétrica de Irapé possui a barragem mais alta do Brasil e a segunda maior da América Latina, com 208 metros, desde sua construção, o regime de cheias e baixas do rio foi alterado, o que impactou na produção de alimentos, na pesca e na forma de ocupação das margens pelas comunidades locais, além disso houve uma profunda contaminação das águas com mercúrio.Ainda hoje, a região possui mais de 3% das moradias sem acesso à energia elétrica– a taxa de porcentagem, em nível de Brasil, é de menos de 1% dos domicílios que vivem no escuro. Enquanto o Vale do Jequitinhonha apenas se perpetua como a região com menor PIB de Minas Gerais, os atingidos por barragens veem as violações aumentando a cada ano.“A privatização do setor elétrico é um dos pilares que sustenta os esquemas de corrupção em todo o país, aumentando a exploração aos trabalhadores atingidos por barragens e garantindo os lucros dos grandes empresários do setor elétrico”, afirma.“Fred”, hoje preso, foi nomeado pelo próprio tucano Aécio Neves para assumir o cargo na companhia,. Além disso, foi um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014, responsável por tocar a área de logística.Fonte: MAB

A segunda morte de Tancredo Neves

 – Aécio e Andrea não honram a memória do avô –  Por Juca Kfouri Tancredo Neves, o presidente que foi sem nunca ter sido, teve dos mais gloriosos enterros já vistos no Brasil Menos pelo que era, mais pela esperança que despertou depois de 21 anos de ditadura.  Conservador, malicioso, frasista, dava nó em pingo d’água. Democrata, posicionou-se a todo risco pessoal tanto contra o golpe que levou Getúlio Vargas ao suicídio quanto contra o que derrubou João Goulart. Pagou o preço de suas escolhas e certamente jamais apoiaria nem Lula nem Dilma Rousseff.  Do mesmo modo que desaprovou os golpes contra dois presidentes legítimos nos anos 1950 e 1960, provavelmente não aprovaria outro golpe mesmo contra adversários.  E, sem dúvida, não merece que sua história seja pisoteada de maneira tão vil e tão burra como está sendo por dois netos como Aécio e Andrea, um afastado do Senado depois de pego em gravações criminosas, e de baixíssimo calão, outra presa por cumplicidade depois de, hipocritamente, jurar inocência em nome da filha e da mãe.  Aécio e Andrea não honram a memória do avô.  Nem a teoria de Darwin Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Desde 2005, é colunista da Folha de S.Paulo e do UOL    A segunda morte de Tancredo Neves Aécio e Andrea não honram a memória do avô. Por Juca Kfouri Tancredo Neves, o presidente que foi sem nunca ter sido, teve dos mais gloriosos enterros já vistos no Brasil Menos pelo que era, mais pela esperança que despertou depois de 21 anos de ditadura. Conservador, malicioso, frasista, dava nó em pingo d’água. Democrata, posicionou-se a todo risco pessoal tanto contra o golpe que levou Getúlio Vargas ao suicídio quanto contra o que derrubou João Goulart. Pagou o preço de suas escolhas e certamente jamais apoiaria nem Lula nem Dilma Rousseff. Do mesmo modo que desaprovou os golpes contra dois presidentes legítimos nos anos 1950 e 1960, provavelmente não aprovaria outro golpe mesmo contra adversários. E, sem dúvida, não merece que sua história seja pisoteada de maneira tão vil e tão burra como está sendo por dois netos como Aécio e Andrea, um afastado do Senado depois de pego em gravações criminosas, e de baixíssimo calão, outra presa por cumplicidade depois de, hipocritamente, jurar inocência em nome da filha e da mãe. Aécio e Andrea não honram a memória do avô. Nem a teoria de Darwin

Eclipse Total do Sol – 20 de maio de 1947

 Hoje faz 70 anos que Bocaiuva virou a Capital Espacial  Segundo reportagem da Folha de São Paulo, de 20 de maio de 1947, após o eclipse as primeiras declarações dos cientistas americanos e brasileiros que observam a marcha do eclipse foram as seguintes: “Perfeito o trabalho. Raramente se poderá conseguir um campo de observação com as condições atmosféricas tão propícias como as que predominaram esta manhã em Bocaiuva”. Para o escritor e colunista do Em cima da notícia, Juca Brandão, desde dezembro de 1946, quando foi anunciado que o eclipse teria o seu ponto de maior visibilidade em Bocaiuva, a cidade transformou-se completamente. Uma cidadezinha de umas poucas centenas de casas tornou-se o centro das atenções do meio científico mundial, como também da imprensa internacional. Naquela época, segundo Brandão, assim como em todas pequenas cidades do interior mineiro, o tempo escorria mansamente e a vida de seu povo ia se consumindo entre súplica, orações e poucas esperanças.Leia aqui o artigo completo de Juca Brandão Marco do Eclipse de 1947 resiste ao tempo e ao abandono. (Foto: Jair Bastos)

App que apaga fotos com Aécio vira febre na internet

 – O aplicativo que, ainda não possui um nome oficial, está sendo chamado de AéSOS pelos desenvolvedores e deve estar disponível para Android e iOS até o fim do dia.  Celebridades como Ronaldo, Bernardinho, Ana Paula do Vôlei, Zezé Di Camargo e outros que aparecem em vídeos na época da campanha de Aécio, já demonstraram interesse, inclusive em financiar o projeto.  Após ser flagrado em gravações onde pedia R$ 2 milhões em propina, Aécio Neves achou que seu dia não poderia ficar ainda pior. Errou. Logo após o escândalo, amigos e apoiadores de Aécio foram flagrados apagando fotos com o senador das redes sociais. O primeiro flagra aconteceu na conta oficial no Instagram do apresentador Luciano Huck. Vendo uma oportunidade de mercado, dois jovens cariocas criaram um aplicativo que promete atender a enorme demanda. Criador da camiseta ‘A Culpa não é minha – Eu votei no Aécio’ evita comentários O estilista Sergio K., criador das camisetas ‘Uai We Can’ e ‘A Culpa Não É Minha – Eu Votei no Aécio’, disse que se arrependeu de ter elaborado os modelos e alegou que nunca mais vai produzir itens políticos há duas semanas à Veja São Paulo. Depois das notícias veiculadas na quarta-feira, 17, que informam o envolvimento do senador em um esquema de propina, o estilista foi satirizado nas redes sociais.A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo entrou em contato com a marca nesta quinta-feira e a assessoria de imprensa informou que Sergio K. não quer mais se pronunciar sobre esse assunto.Ele alegou anteriormente que envolveu sua marca em uma questão que poderia ter ignorado. As peças em questão foram vendidas por R$ 99 na época. Aécio Neves chegou a procurar o empresário e pedir alguns exemplares.

AÉCIO NEVES É RISCO À ORDEM PÚBLICA

  – De fato, Aécio liderou um golpe que destruiu a imagem e a e economia do Brasil, deixando milhões de desempregados.-    – O ex-senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi afastado do mandato nesta quinta-feira, só não foi preso porque goza do foro privilegiado. Em sua decisão, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que solto, Aécio é um “risco à ordem pública”. De fato, Aécio liderou um golpe que destruiu a imagem e a e economia do Brasil, deixando milhões de desempregados. Em março, numa ação controlada da Polícia Federal, ele foi gravado pedindo uma propina de R$ 2 milhões à JBS – dinheiro que foi entregue aos donos do Helicoca, helicóptero que tinha quase 500 quilos de cocaína. Nesta quinta, sua irmã Andrea e seu primo Fred foram presos. Aécio foi também afastado da presidência do PSDB, cujos integrantes não sabem onde enfiar a cara. Abaixo, reportagem de Filipe Coutinho, do Buzzfeed: Na decisão, obtida pelo BuzzFeed Brasil, Fachin não poupa palavras para criticar Aécio. Mas diz que, por ser senador, ele só poderia ser preso em flagrante. Fachin, então, disse que preferia ouvir o plenário do Supremo. Para o ministro, Aécio, solto, é um “risco à ordem pública”. O senador foi flagrado em conversa com Joesley Batista, da JBS, tramando contra a Lava Jato e pedindo dinheiro. Primeiro, Fachin explica a conduta criminosa de Aécio. Para ele, seria “imprescindível” para a investigação a prisão do senador. “Percebe-se, a partir dos elementos probatórios, que o senador Aécio demonstra, em tese, muita preocupação e empenho na adoção de medidas que de alguma forma possam interromper ou embaraçar a investigação”, escreveu Fachin. Um dos fatos citados é o plano para escolher um ministro da Justiça que possa trocar delegados para melar a Lava Jato. O ministro resume: “tais considerações são suficientes para demonstrar a imprescindibilidade da prisão preventiva”. Assim escreveu o ministro: “A prática de tais condutas, longe de serem atos isolados, pelo que restou demonstrado, configuram habitualidade que indicam estabilidade e permanência” Fachin, contudo, disse que não poderia prender Aécio. Isso porque, por ser senador, ele só pode ser preso em flagrante. “Quanto ao parlamentar, todavia, embora considere, como mencionado, imprescindível a decretação de sua prisão preventiva para a garantir a ordem publica e instrução criminal, reconheço que o disposto da Constituição impõe, ao menos em juízo monocrático necessidade de contenção”. Em nota, Aécio disse que está “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”. “No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público”.

ATO NACIONAL EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA

 – Atividade chama a atenção para a crescente onda de violência contra a população camponesa, especialmente contra os lutadores pela terra –  O município de Capitão Enéas foi escolhido para sediar o ato por ter sido palco de um atentado contra trabalhadores Sem Terra, no dia 9 de abril. Na ocasião, Leonardo Andrade, sócio do ex-prefeito de Montes Claros, Rui Muniz, recebeu as famílias para uma reunião com uma emboscada, que deixou três pessoas baleadas e sete feridas. Entre os atingidos estava uma criança de doze anos, que levou um tiro de raspão no rosto. Por Geanini Hackbardt – Da Página do MST Nesta sexta-feira (19), a partir das 14 horas, o MST realiza um Ato Nacional Contra a Violência do Latifúndio e do Agronegócio, na Praça Central de Capitão Enéas, norte de Minas Gerais. A atividade é organizada em parceira com diversas organizações do campo e da cidade, como a CPT, a CUT, além da presença do Ministério Público, Defensoria Pública, Mesa de Conflitos Agrários do estado, da Associação de Juízes pela Democracia e deputados estaduais. Conflitos no Norte de Minas As famílias do acampamento Alvimar Ribeiro, localizado na Fazenda Norte América, de propriedade de Leonardo Andrade, contam que desde então, a sede está cercada por capangas e que as ameaças são diárias. Elas temem que outro tiroteio aconteça e pedem celeridade do estado na desapropriação da área para solucionar o conflito. Violência crescente Em uma mesa de debate que abordou a temática durante a 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, pesquisadores analisaram o acirramento dos conflitos no campo. “Morreu mais gente em conflitos de terra do que em todas as guerras que o Brasil participou”, afirmou o professor de Geografia Agrária da USP (Universidade de São Paulo), Ariovaldo Umbelino. A previsão é de que os conflitos e a violência aumentem cada vez mais, como sugerem os dados de 2016, no Caderno de Conflitos no Campo da Comissão Pastoral da Terra (CPT). “Os assassinatos cresceram bravamente, saindo de cerca de 26 ou 27 trabalhadores assassinados em 2005 para no ano passado 61 trabalhadores. E 61 é mais do que um trabalhador assassinado por semana, e vocês não ficam sabendo de nada, porque a tevê brasileira não divulga”, comentou Umbelino. Em 2017, os números são ainda mais alarmantes. Segundo a CPT, há registros de 25 assassinatos em decorrência dos conflitos agrários no Brasil e outros estão sob investigação. As direções dos movimentos do campo têm reiterado constantemente a denúncia sobre a impunidade dos casos. Para elas, o crescimento dos números está diretamente relacionado à sensação de impunidade provocada pelo golpe. “A relação entre os desmandos do governo e estes atentados é óbvia. Os casos de assassinato e massacres aumentaram absurdamente após o golpista Michel Temer chegar ao governo. A isso, somamos a falta de perspectiva da realização da Reforma Agrária e a impunidade histórica aos criminosos ruralistas. Mas as famílias continuam tendo a terra como sua única oportunidade para sobrevivência, assim se desenha mais uma vez um terrível cenário de guerra no campo brasileiro”, adverte Ester Hoffmann, da Direção Nacional do MST. As ações do governo de Michel Temer apontam para a intenção de privatizar as terras brasileiras e facilitar a venda ao capital internacional, como a MP 759, que dá autonomia ao governo para alienar propriedades da união sem obedecer o princípio social da terra. Essa medida permitirá a venda de terras públicas, inclusive onde já existem acampamentos ou assentamentos da Reforma Agrária. Ela também estabelece “novas regras para a ‘titulação’ na Amazônia Legal”, o que significaria a legalização da grilagem, representando uma grave ameaça ao patrimônio ambiental do país. “A privatização dos assentamentos vai no sentido contrário da democratização da terra e incentiva ainda mais os ruralistas a assediarem e ameaçarem nosso povo. Não poderíamos esperar que um governo antidemocrático atuasse de outra forma, mas ele vai além, propondo inclusive a entrega das nossas terras a estrangeiros, sem restrição. Nem os militares apoiam essa insanidade, Temer age contra a soberania da nação brasileira”, assevera Hoffmann. A dirigente se refere ao Projeto de Lei (PL) 4059/2012, que está anexado ao PL 2.289/2007 e tramita em regime de urgência no Congresso, graças a um pedido de Leonardo Picciani (PMDB-RJ), atual Ministro do Esporte. O projeto propõe a liberação quase que irrestrita da aquisição de imóveis rurais a estrangeiros, pessoas físicas ou jurídicas. O PL de 2012 foi destacado como uma das prioridades da Frente Parlamentar Agropecuária e apresentado a Michel Temer, ainda na condição de presidente interino, como uma das questões em negociação com a bancada ruralista durante o impeachment. Programação A programação do ato está organizada em três momentos. Inicialmente serão discutidos os crimes cometidos por ruralistas como o que houve em Colniza (MT) há cerca de um mês, quando pistoleiros torturaram e mataram nove trabalhadores rurais; a Chacina de Unaí (MG), o Massacre Felisburgo (MG), o recente assassinato do assentado Gouveia, em Governador Valadares (MG) e a emboscada ocorrida em Capitão Enéas. Outros casos como o massacre dos Gamela, no qual 13 indígenas foram torturadas por fazendeiros no Pará, no dia 30 de abril, e os ataques contra o povo Xacriabá, em Itacarambi (MG), também estarão em debate. Em seguida, representantes do governo e de instituições jurídicas se posicionarão sobre os casos. O encerramento será prestigiado com intervenções artísticas de Paco Paco e Raparigas, Cassio Reny e Zé Kakila, Grupo Cabaré e Pereira da Viola.

Papuda será a nova casa de Andea Neves

 – IRMÃ DE AÉCIO, QUE ESTÁ NO EXTERIOR, SERÁ PRESA AO RETORNAR PARA O BRASIL  O Complexo Penitenciário da Papuda será a nova casa da papuda –  A Justiça Federal expediu mandado de prisão contra Andrea Neves, irmã do ex-senador Aécio Neves (PSDB-MG). A operação da Polícia Federal, que também cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Andrea e Aécio. Andrea Neves, porém, encontra-se fora do país, em Londres, e deve ser presa ao regressar para o Brasil. Até o momento, os investigadores confirmam que duas presas foram presas até o momento: um procurador da República que atua junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o advogado Willer Tomaz, ligado ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi preso e condenado a mais de 15 anos de prisão na Operação Lava Jato. Aécio, que foi citado em várias delações premiadas no âmbito da Lava Jato, foi gravado pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, pedindo R$ 2 milhões no decorrer das investigações. O dinheiro foi rastreado até chegar ao senador Zezé Perrela (PSDB), apontado como intermediário da propina pedida por Aécio.

Minas Gerais reforça benefícios do parto normal

 Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) mãe e bebê têm garantido o direito ao parto normal e humanizado  A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reforça a importância da realização do parto normal de forma acolhedora e humanizada. O Sistema Único de Saúde (SUS) entende que cada parto é único e, por isso, diversos programas e ações estão sendo construídos para que a mulher seja acolhida e tenha suas vontades respeitadas.Em Minas Gerais, os partos normais realizados no SUS são maioria. Em 2016, dos 165.241 partos realizados no estado pelo SUS, 55,3% foram normais. Entretanto, os partos normais ainda são cercados de mitos, como se causassem dor e sofrimento à mãe e à criança.Mas as vantagens desse tipo de parto são extensas, começando pelo fortalecimento do sistema imunológico do bebê que, ao passar pelo canal vaginal da mãe, tem contato com bactérias naturalmente presentes nessa parte do corpo da mulher. Além disso, por meio do parto normal, o ritmo cardíaco, fluxo sanguíneo e a maturação pulmonar do bebê são gradativamente trabalhados.Aniele Oliveira Rosa passou pela experiência do parto normal nas suas duas gestações. A última foi há 11 meses, quando sua segunda filha nasceu, em Belo Horizonte, com todo o procedimento feito por meio do SUS.“Eu sempre quis parto normal, principalmente por causa da recuperação que é mais rápida. No parto do meu primeiro filho a minha mãe estava comigo como acompanhante, por isso fiquei mais calma. Já no segundo parto, da minha filha mais nova, eu me senti um pouco mais tensa, mas correu tudo bem”, conta.Considerado um dos momentos mais importantes para a construção do vínculo entre a mãe e o bebê, o parto precisa ser tranquilo e seguro, prezando pelo acolhimento da gestante e da criança.Entre os principais direitos da gestante estão: a livre escolha do acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, conforme previsto na Lei Nº 11.108, de 7 de abril de 2005, contato pele a pele com o bebê, amamentação, analgesia para o parto e redução de intervenções desnecessárias.Existe um mito de que o parto normal é um procedimento de dor e sofrimento e que a cesariana é mais segura. Entretanto, existem riscos e eventos adversos que podem acontecer nos partos realizados com cirurgia ou pelo uso de medicamentos para a operação cesariana. Rede CegonhaComo incentivo ao parto humanizado e ao cuidado integral com a saúde da mãe e da criança, a SES-MG aderiu à Rede Cegonha, estratégia do Ministério da Saúde que implementa uma série de cuidados com a saúde da mulher.Por meio do programa é assegurado às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada durante o período da gravidez, parto e puerpério. Além disso, através do programa, é garantido à criança o direito a um nascimento seguro, crescimento e desenvolvimento saudáveis.De acordo com a coordenadora de Atenção à Saúde da Mulher da SES-MG, Ana Paula Mendes Carvalho, a adesão à Rede Cegonha é uma entre as diversas estratégias adotadas pelo estado para incentivar o parto normal, acolhedor e humanizado.“A SES-MG participa de diversos espaços e estratégias que abordam a questão da qualificação da atenção perinatal, o que inclui a mudança no modelo de atenção ao parto e nascimento, redução de cesarianas desnecessárias e promoção do parto normal seguro, digno e respeitoso. Aderindo à Rede Cegonha, Minas reafirma o compromisso em qualificar assistência às mulheres e famílias”, afirma Ana Paula. Profissionais preparadosA transição do modelo de atenção ao parto e nascimento é um processo que envolve complexas mudanças culturais, sociais e assistenciais. Nesse sentido, um dos desafios é a formação dos profissionais de saúde, que devem estar preparados para acolher a mulher.“É importante que a temática seja abordada com enfoque nas evidências científicas, nas boas práticas de atenção ao parto e nascimento, no modelo centrado na mulher e família, valorizando o modelo colaborativo, no qual a equipe multidisciplinar participa do cuidado integral à mulher”, explica Ana Paula Mendes.Uma das estratégias centrais no incentivo ao parto normal é a inserção de enfermeiras obstétricas nos cenários de parto e nascimento, como parte integrante da equipe. Por isso, em Minas Gerais, foram criados cursos de aprimoramento voltados para enfermeiras que já atuam no SUS.A especialização, vinculada à Rede Cegonha, é coordenada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e vinculada às universidades federais em Belo Horizonte, Diamantina e Uberlândia. Atualmente, há três turmas em formação.O cuidado e a assistência destas profissionais, compondo a equipe multiprofissional no cenário do parto e nascimento, é relevante para a redução das intervenções e cesáreas desnecessárias. Outras ações de incentivoEntre as ações coordenadas pela SES-MG está o Comitê Estadual de Prevenção de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal, que também aborda a influência dos cuidados perinatais (pré-natal, parto, nascimento e puerpério), tanto para a mulher, quanto para o recém-nascido.Além disso, também está sendo desenvolvido pela SES-MG, em parceria com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), o Projeto Zero Morte Materna por Hemorragia Pós-parto, que prevê a qualificação dos profissionais de maternidades do SUS, abordando a temática do parto e demais cuidados perinatais para a prevenção dos casos de hemorragia puerperal.Em 2015, a SES-MG realizou o Seminário de Boas Práticas de Atenção ao Parto e Nascimento, no qual foi implementado o Fórum Perinatal da Região Ampliada de Saúde Centro. Os fóruns são espaços de diálogo permanente, inclusivos, plurais, democráticos e participativos, com o objetivo de construção de consenso e referenciais éticos e políticos, que envolvem discussões sobre a rede de assistência e a linha de cuidado integral para adequação dos serviços às necessidades da população.Outro espaço de discussão neste âmbito é o Grupo Condutor Estadual da Rede Cegonha, que conta com participação de representantes das Regiões Ampliadas de Saúde do estado de Minas Gerais. Neste espaço são discutidas estratégias para ampliação e fortalecimento da Rede Cegonha em Minas.Mensalmente, a SES-MG participa também das reuniões da Comissão Perinatal de Belo Horizonte, espaço com representações de gestores, profissionais e sociedade civil, de fortalecimento e apoio à humanização do parto nas maternidades de Belo

Deputados perdoarão as próprias dívidas

  –  Dos 50 parlamentares favoráveis ao novo Refis, 22 não pagam o Fisco. Eles propõem austeridade para jogar as suas dívidas nas costas do povo.  André Barrocal traz em CartaCapital reportagem sobre o perdão bilionário a parlamentares-empresários com a proposta do novo Refis: “Transformada em bunker, a “Casa do Povo” articula o perdão bilionário das dívidas de parlamentares-empresários e seus doadores, enquanto vota reformas impopulares.” Michel Temer estabeleceu que a dívida deve ser paga 20% à vista e o resto em até dez anos. “A proposta logo vai a votação no plenário da Câmara e, por obra e graça de uma comissão especial de deputados e senadores, ficou ainda mais generosa, coisa de Madre Teresa de Calcutá: prazo de até vinte anos e perdão de 90% a 99% de juros, multas e encargos”. O relator da Comissão é Newton Cardoso Junior, mineiro do PMDB, que deve R$ 53 milhões em débitos vinculados à sua pessoa física ou a empresas das quais é diretor ou presidente! Um dos financiadores de sua campanha, o Banco Mercantil do Brasil, deve R$ 38 milhões. Os outros golpistas e caloteiros de Minas, que também fazem parte da comissão são Raquel Muniz, que deve de R$ 3,1 milhão e Renato Andrade, que deve R$ 1 mil O campeão de propostas para alterar a MP foi Alfredo Kaefer, paranaense do PSL (isso existe?). Das 376 emendas apresentadas, 44 eram dele. Kaefer deve R$ 32 milhões! Confira abaixo quem são os deputados que mais devem ao Fisco. Brasil da crise vai perdoar dívidas de parlamentares-empresários Em abril deste ano, a Folha de S.Paulo deu mais detalhes da patranha: Parlamentares que devem à União R$ 3 bilhões em tributos inscritos na dívida ativa tentam se beneficiar com o perdão dos débitos em uma negociação para alterar a medida provisória que instituiu o PRT (Programa de Regularização Tributária), uma nova regra de parcelamento com a Receita Federal. O projeto de conversão da MP em lei deve ser concluído até meados de maio e está sob a relatoria do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG). O parlamentar acumula débitos de R$ 67,8 milhões em nome de suas empresas. O deputado afirmou que seu relatório está pronto e deve ser apresentado nesta terça-feira (25). Deputados e senadores submeteram ao relator 376 emendas ao texto enviado pelo Executivo. Quase metade delas partiu de parlamentares devedores. Outra parcela (37%) foi apresentada por congressistas que se elegeram com doação de empresas inscritas na dívida ativa da União. Folha fez um levantamento da dívida total de deputados e senadores com dados fornecidos pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional por meio da Lei de Acesso à Informação. Na Câmara, 291 deputados devem R$ 1 bilhão em nome próprio, de empresas controladas por eles ou de que são sócios. Também entram nessa conta companhias, fundações ou agremiações em que os parlamentares aparecem como corresponsáveis. A maior parte dessas dívidas (R$ 724,6 milhões) está nas empresas controladas por um grupo de 190 deputados, ou 37% da Câmara. Com informações do Conversa Afiada.

Modo de tocar e fazer viola como patrimônio imaterial

 – Levantamento mapeia construtores e tocadores de viola em todo território mineiro – Iepha-MG prepara documentação para tornar tradição em patrimônio imaterial. Instrumento é um dos elementos estruturantes da identidade mineiraO Governo de Minas Gerais dá mais um passo importante para reconhecer o modo de tocar e fazer viola como patrimônio imaterial do estado. Está em andamento o mapeamento dos construtores e tocadores de viola, que são convidados a acessar o site do Instituo Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e realizar o cadastro online.O levantamento vai permitir ao Iepha-MG mapear quantos são e quem são os responsáveis por perpetuar uma das mais tradicionais características da cultura mineira e, dessa maneira, endossar o pedido de abertura do processo de registro junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Estamos convidando todos os violeiros, construtores e fabricantes de viola”, reforça a diretora de Proteção e Memória do Iepha-MG, Françoise Jean.A diretora do Iepha-MG ainda salienta que os violeiros que quiserem efetuar o cadastro terão o apoio das prefeituras. “Aquelas secretarias de cultura que promoverem o cadastro dos violeiros nos seus municípios vão ganhar uma pontuação extra no ICMS Cultural, que se reverte em recursos de repasses de ICMS”, esclarece Françoise Jean, que também enaltece os benefícios da iniciativa para a criação de políticas públicas assertivas para o setor. Tradição mineiraPara o violeiro Chico Lobo, reconhecido músico mineiro com mais de 30 anos de carreira, o mapeamento é muito importante na medida em que vai catalogar tanto os mestres violeiros do interior quanto os artistas que vivem da viola. “A gente tem o reconhecimento no Brasil de que Minas Gerais é o grande celeiro dos violeiros”, frisa Chico Lobo. “É um instrumento que está no cotidiano, na vida do mineiro”, complementa.O costume de fazer e de tocar a viola está presente em grande parte do território mineiro e dialoga com muitas outras práticas tradicionais, como as folias, congadas e demais festejos populares. Nas celebrações religiosas, por exemplo, atua como fio condutor de todo o ritual. Por sua vez, nas comunidades rurais, a música assume o papel de elemento mediador das relações sociais.Para a violeira e professora de viola caipira, Letícia Leal, o instrumento musical tem uma sonoridade peculiar e uma forma única de tocar. “A gente, como violeiro, tem que entender isso e explorar o instrumento ao máximo para levá-lo a outros patamares. Isso a gente não consegue fazer sozinho. Então, quando você se une a outros na discussão, você consegue agregar e mostrar uma força”, acredita Letícia Leal.Em entrevista, Letícia Leal fala um pouco sobre sua relação com a viola.Clique aqui para ouvir trecho da entrevista com a violeira. Viola em debatePara ampliar a discussão do tema, o Governo de Minas Gerais apresenta, nos próximos dias 16 e 17 de maio, o seminário Violas: o fazer e o tocar em Minas Gerais. Na abertura do evento, o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, vai detalhar o Projeto Violas. Já a presidente do Iepha-MG, Michele Abreu Arroyo, falará sobre a solicitação de abertura do processo de registro da viola como patrimônio imaterial junto ao Iphan.Serão dois dias de imersão na história e também no universo cultural e simbólico da viola no Brasil e em Minas Gerais para compreender as relações deste instrumento com as vivências coletivas, religiosas e identitárias do povo mineiro. Além dos violeiros, o encontro terá a presença de pesquisadores, tocadores, mestres e construtores de violas para as rodadas de debates.“A gente chegou à conclusão de que mais interessante do que a gente produzir uma pesquisa fechada aqui no Iepha-MG, seria trazer essa discussão para fora, para a sociedade. Então, é promover uma grande discussão pública com a sociedade, ouvindo os vários envolvidos para, num segundo momento, a gente construir ações de salvaguarda da viola e uma política pública voltada para essa expressão cultural da viola em Minas Gerais”, acredita Françoise Jean.Ouça o convite especial feito por Chico Lobo.O evento acontece no auditório do BDMG Cultural, no Circuito Liberdade. para fazer a inscrição e aqui para conferir a programação completa do seminário. Via Agência Minas