Revista Veja ironiza deputada Raquel Muniz

 – Uma cicerone perfeita – Deputada que entrou para a história no impeachment de Dilma acompanha estudantes interessados em como a imprensa lida com a corrupção –  A Revista Veja, de maior circulação no Brasil, ironizou a deputada montes-clarense Raquel Muniz, na edição que circulou nesse final de semana, por ter levado um grupo de estudantes para saber como a imprensa lida com a corrupção. Com o título “Uma cicerone perfeita – Deputada que entrou para a história no impeachment de Dilma acompanha estudantes interessados em como a imprensa lida com a corrupção”, o jornalista Gabriel Mascarenhas publicou na coluna Radar, que “Raquel Muniz (PSD-MG), uma das deputadas que compuseram a claque de Michel Temer no pronunciamento da última terça-feira, aproveitou o vazio da semana de São João para passear pelo Congresso com estudantes que queriam entrevistar parlamentares sobre como a imprensa trata a corrupção”. Vai além: “Cicerone melhor, impossível. Para quem não lembra, durante a sessão em que a Câmara aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, a excelência entrou para a história. Ao votar “sim”, Raquel fez um discurso em defesa da ética e usou o marido, prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, como exemplo de conduta. No dia seguinte, ele foi preso pela Polícia Federal. Não se sabe se os estudantes entrevistaram a deputada…”. A deputada Raquel Muniz assumiu destaque essa semana no jornalismo digital também, pois vários deles, como o UOL, do Grupo Folha de São Paulo, publicou a participação dela no ato realizado pelo presidente Michel Temer contra o procurador geral de Justiça, Rodrigo Janot. O curioso é que no mesmo dia o procurador tinha pedido o arquivamento de um dos três processos contra Raquel Muniz, dessa vez por fraudes em certificados da Soebras/Funorte.  Com informação de Girleno Alencar – Jornal Gazeta

Remição pela leitura já é realidade em Montes Claros

 – REMIÇÃO POR LIVROS: Unimontes é parceira do Estado no projeto que estimula a leitura em unidades prisionais do Norte de Minas –  Por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão, a Universidade Estadual de Montes Claros é parceira da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) na implantação do projeto “Remição pela Leitura” em três unidades do Norte de Minas. A iniciativa é inédita na região e, conforme a legislação específica, prevê a quitação de parte da pena de recuperandos a partir da leitura associada aos estudos. O piloto foi elaborado junto à Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá e será estendido, também, ao Presídio Regional e do Presídio Alvorada, ambos em Montes Claros. Neste primeiro momento, serão atendidos 170 reclusos. Uma solenidade nas dependências do Presídio Regional de Montes Claros, no último dia 19, deu início aos trabalhos, que envolverá, também, a Secretaria de Estado de Educação (SEE), Vara de Execução Criminal, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Defensoria Pública do Estado e o Conselho da Comunidade. O grupo de danças folclóricas Saruê, da Unimontes, fez uma apresentação especial entre os pavilhões da unidade. Participaram dos trabalhos pela Unimontes o vice-reitor, professor Antonio Alvimar Souza, a pró-reitora de Extensão, professora Jussara Maria de Carvalho Guimarães, e a professora Maria Ângela Figueiredo Braga, diretora do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA); o defensor público Wesley Soares Caldeira; o presidente do Conselho da Comunidade da Comarca de Montes Claros, Dilson Antônio Marques; o diretor de Referência da 11ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP), Nemias Moreira dos Santos; a diretora da Escola do Presídio Regional, Valmira Coutinho Barbosa, e o diretor do Presídio Regional, Gilton Costa. “A missão da Universidade vai além do seu espaço físico, especialmente quando você cria oportunidades para as pessoas se renovarem. A educação é um compromisso social que, por uma série de fatores, acaba ficando pelo caminho. Um projeto que propõe o resgate da dignidade, seja qual for o ambiente, é extremamente valoroso para uma sociedade cada vez mais imediatista”, pontuou o vice-reitor da Unimontes, professor Antonio Alvimar Souza, que participou da solenidade de lançamento. SOBRE A iniciativa é um desdobramento da remição de pena por estudo, prevista na Lei Federal n° 7.210, de 11 de julho de 1984 e, também, na Recomendação nº 44;2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Neste primeiro momento, serão incluídos na iniciativa somente os reeducandos que já estudam nas respectivas unidades. “O trabalho consiste no incentivo à leitura para aqueles reclusos que já estudam; uma forma de melhorar o desempenho na interpretação e na produção de texto. Posteriormente, o projeto será estendido aos demais reeducandos”, explica a diretora de Atendimento e Ressocialização do Presídio Regional, Mônica Esteves Moreira. Ainda conforme a diretora, o reeducando terá entre 21 a 30 dias para ler um livro e, em seguida, vai elaborar uma resenha sobre a obra. Este texto será corrigido pelos professores da Unimontes. Cada livro será considerado como um ciclo e se o recluso for bem avaliado, terá quatro dias de remição em sua pena, com o limite de 48 dias remidos a cada ano. A pró-reitora de Extensão da Unimontes, professora Jussara Maria de Carvalho Guimarães, explica que o projeto já foi institucionalizado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex). Sobre a inserção da universidade na iniciativa, ela destaca como “exemplar” tendo em vista a oportunidade de reinserção social por meio da educação. “A causa social já faz parte da essência da Unimontes, especialmente quando a Pedagogia é aplicada aos ambientes não escolares”, disse. Sobre os livros a serem adotados, como a maioria dos participantes ainda cursa as séries do ensino fundamental, a escolha será por títulos da literatura infanto-juvenil e alguns clássicos de escritores nacionais, como Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, dentre outros. Até o momento, o Presídio Regional de Montes Claros conta apenas com uma biblioteca itinerante. A criação de uma sede física, inclusive com a doação de livros por parte das entidades envolvidas e a comunidade, envolverá uma campanha coletiva nos próximos meses. Outro trabalho será para a arrecadação de materiais escolares. Fonte: Ascom-Unimontes

Minas Gerais recebe 76 médicos cubanos

  – O governador Fernando Pimentel recebeu médicos estrangeiros para atender no Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) –  Desembarcou na manhã desta segunda-feirra (26), no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, 54 médicos cubanos para compor o Programa Mais Médicos. Ao longo da semana, outros 22 profissionais chegarão ao estado para integrar o programa implementado no Brasil em 2013. A SES-MG ainda não divulgou para quais cidades os médicos serão encaminhados. Em fevereiro deste ano, o governo do estadual já havia anunciado que Minas receberia 352 médicos para atuar em 146 cidades que aderiram ao programa Mais Médicos. Em todo o país, são mais 4.146 vagas para atender 1.294 municípios e 12 distritos indígenas inscritos nesta nova fase do programa. A expansão da iniciativa havia priorizado municípios com dificuldade de contratar médicos na atenção básica, além de integrar os que já contavam com vagas do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab). A maioria (66%) das prefeituras atendidas no novo edital estava dentro do critério de vulnerabilidade social e econômico. O objetivo do programa é melhorar o atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), buscando resolver questões emergenciais no atendimento básico ao cidadão. Minas Gerais conta com, aproximadamente, 1.400 médicos participantes do programa em regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais. Outras informações sobre o programa no estado e a rede de saúde em Minas podem ser acessadas no site Saúde MG, aqui. 

Até os eleitores tucanos querem a expulsão do Aécio

 – É o que aponta uma pesquisa interna do PSDB, que é devastadora para Aécio.- Ela revela que 61% dos entrevistados defendem o afastamento imediato de Aécio do partido. O levantamento também apontou que 61% votaram nele no primeiro e no segundo turnos – e ainda assim querem sua expulsão. Entre os entrevistados, 37% defendem que se espere o fim das investigações e 7% não se manifestaram. Na última semana, Aécio teve boas notícias: sua irmã Andrea e seu primo Fred foram soltos e passaram para prisão domiciliar, enquanto um de seus inquéritos foi sorteado para o ministro Gilmar Mendes, que tem sido um tradicional aliado do PSDB na suprema corte. Apesar da pesquisa, Aécio não pretende renunciar à presidência nem se desfiliar.   ROGÉRIO CORREIA DIZ QUE AÉCIO PODE MANDAR MATAR QUEM O DENUNCIA  – O deputado estadual Rogério Correia, do PT, avisa: solto, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) representa uma ameaça para a sociedade. “Aécio articula conchavos para salvar a si e ao Temer, chantageia parlamentares para não ser cassado, ameaça adversários em telefonemas, manda recados ameaçadores via imprensa, se reúne com aliados para traçar estratégias, comemora soltura da irmã e primo que estavam prestes a fazer delação e debocha da sociedade”, afirma. “Ainda bem que PT e outros partidos irão recorrer no Conselho de ética do Senado. Agora, se o STF não o prender por obstrução à justiça, estaremos todos que o denunciam correndo risco de vida.”

Em breve, CD com músicas inéditas de Téo Azevedo

 A inédita obra de Téo Azevedo, norte-mineiro que venceu o Grammy Latino de melhor Álbum de Raiz em 2013, é a inspiração para o CD Choro do Cerrado, projeto desenvolvido junto à Unimontes. O material está em fase de prensagem e edição, com lançamento previsto para o segundo semestre. A divulgação da música regional do Norte de Minas, preservando suas características originais. Com este propósito, a Universidade Estadual de Montes Claros, por intermédio do Projeto Roda de Choro, em parceria com o Conservatório Estadual de Musica Lorenzo Fernandez (CELF), lancará o CD “Choro do Cerrado”, com gravações inéditas de músicas do cantor e compositor norte-mineiro Téo Azevedo. O lançamento da produção musical deverá ocorrer no segundo semestre. Além de 12 músicas inéditas do compositor, violeiro e cantador, como Téo Azevedo se define, o CD “Choro do Cerrado” contará com composições de autoria de dois grandes nomes da cultura regional: “Amo-te muito”, do compositor de seresta João Chaves; e “Rebenta Boi”, poema de autoria do escritor Cândido Canela – em parceria com o próprio Téo Azevedo. A música “Amo-te Muito” é interpretada pela solista Cristiane Faria Franco, do curso de Artes/Música da Unimontes. “Rebenta Boi” é interpretação de Daniel Marcelo, com a participação da cantora Juliana Peres. Conforme explica a professora e produtora musical Rachel Tupinambá de Ulhôa, do projeto Roda de Choro, os trabalhos para a gravação do CD foram iniciados em 2016, numa iniciativa do próprio Téo Azevedo. Ele convidou o Grupo Roda de Choro para gravar os seus chorinhos inéditos. Por sua vez, o grupo da Unimontes estendeu o convite aos músicos instrumentais do Conservatório Lorenzo Fernandez. A gravação do CD conta com a participação do professor Luciano Cândido, da coordenação do grupo musical da Unimontes. Criado em 2003, o Roda de Choro constitui-se em um projeto de extensão da Universidade Estadual de Montes Claros, vinculado ao Departamento de Artes. O projeto tem como propósito aglutinar músicos, estimular a formação de grupos e a prática da música instrumental brasileira. Busca promover o desenvolvimento musical e cultural dos participantes, oferecendo a oportunidade para a valorização do acervo musical nacional e regional, proporcionando a descoberta de novos talentos. O grupo é composto por professores e alunos da Unimontes, egressos e por músicos convidados. PRODUÇÃO INÉDITA E ESTILOS REGIONAIS A importância da produção do CD “Choro do Cerrado” é destacada por Téo Azevedo, um dos maiores expoentes da música regional do Norte de Minas. Ele é conhecido por sua música e pela defesa do cerrado, da cultura e do povo norte-mineiro. “Este é um trabalho diferente que faço”, afirma Azevedo, lembrando que em mais de 50 anos de carreira, é a primeira vez que são gravadas música de chorinho de sua autoria. “O CD traz realmente o choro do cerrado, com influência dos vários ritmos da música de raiz como o lundu, o guaiano, o batuque e outras manifestações folclóricas”, enfatiza o compositor. Ele informa que as gravações foram feitas em Montes Claros e em São Paulo, onde a produção foi finalizada. MÚSICOS PARTICIPANTES Téo Azevedo disse que, a convite dele, participou da gravação do CD “Choro do Cerrado” Toninho Ferreguitti, considerado, atualmente, um dos maiores acordeonistas do Brasil e apontado como substituto de Dominguinhos (in memoriam). Raôni Nunes é um dos assessores de produção e Luciano Cândido assina, ainda, a direção musical ao lado do próprio Téo. Os outros músicos que participaram da gravação do CD foram Marcelo Andrade (sopro e quarteto), Giordano Pinheiro (violão e arranjos), Cláudio Mineiro (pandeiro), Emanuel Oliveira (piano), Jorbert Narciso (violão e guitarra), Jonathan Pinheiro (cavaquinho), Luciano Cândido (sopro), Nyllo Rocha (acordeon), Reginaldo Martins (violão de sete cordas) e Thomas Ferrnandes (contrabaixo). Fonte: Ascom-Unimontes

STF solta irmã, primo e adia julgamento de Aécio

 – Andrea Neves e primo Fred vão para prisão domiciliar, enquanto Aécio continuará tomando antidepressivos – Agência Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio decidiu hoje (20) adiar o julgamento sobre o pedido de prisão preventiva feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão foi tomada pelo ministro, que é relator do processo, para decidir primeiro sobre um recurso protocolado nesta manhã pela defesa de Aécio Neves, que pretende ser julgado pelo plenário da Corte. Ainda não há data para a retomada do julgamento. Na mesma sessão, a Primeira Turma do STF decidiu pela soltura do irmã, Andrea Neves, e do primo de Aécio, Frederico Pacheco. Os dois são investigados no Supremo a partir das delações da JBS. Com a decisão, ambos passam a cumprir prisão domiciliar. A decisão foi tomada após o colegiado também determinar a libertação de Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), acusado de intermediar o recebimento de propina enviada pelo empresário Joesley Batista, da JBS. Mantendo o mesmo entendimento do julgamento anterior, a maioria dos ministros entendeu que a prisão dos acusados pode ser substituída por medidas cautelares, como entrega de passaporte e recolhimento domiciliar. Sobre o pedido contra Aécio, na semana passada, a PGR reforçou o pedido de prisão e alegou que Aécio Neves não está cumprindo a medida cautelar de afastamento. Ao reiterar o pedido, Janot citou uma postagem do senador afastado, em sua página no Facebook, no dia 30 de maio, em que ele aparece em uma foto acompanhado dos senadores Tasso Jereissati (CE), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP), colegas de partido. “Na pauta, votações no Congresso e a agenda política”, diz a legenda da foto. Em nota, a assessoria de Aécio Neves informou que o senador afastado tem cumprido integralmente a decisão do ministro Edson Fachin e se mantém afastado das atividades parlamentares. “Entre as cautelares determinadas não consta o impedimento de receber visitas e discutir como cidadão, e não como parlamentar, assuntos diversos”, diz o texto.

É HOJE QUE VÃO COMER O AÉCIO?

 – Em sua coluna nesta terça, José Simão ironiza o julgamento do pedido de prisão de Aécio Neves no STF –  – “E é hoje que o Aécio vai ser comido?”, ironiza o colunista José Simão em sua coluna desta terça. A pergunta faz alusão a um comentário de Romero Jucá, gravado pelo delator Sérgio Machado. Na ocasião, ao comentar a Lava Jato, Jucá disse que “O primeiro a ser comido é o Aécio” Em seu texto, Simão vai além: “Sensacionalista: “Aécio pede para ser preso em Bangu para não sair do Rio”. Vale tudo, até perpétua em Bangu! Menos sair do Rio! Rarará! Pena máxima para o Aécio: nunca mais entrarás no Leblon! Rarará! Será que o Aécio vai ser o primeiro tucano preso da história do Universo? Eu acho que o Aécio vai ser comido na cadeia. Chegou o Tiozão da Balada! Rarará!”

Mecanismo de Doação Dedicada

 – Comunidades tradicionais de 10 países alertam sobre clima –  – As comunidades tradicionais de nove países latino-americanos e de um africano estão participando do Seminário Intercâmbio do Mecanismo de Doação Dedicada, que começou na quinta-feira em Montes Claros e prossegue hoje e amanhã em Matias Cardoso e São João das Missões, onde estão discutindo os impactos provocados pela mudança climática, gerada pelo processo de degradação ambiental. O Comitê Gestor do DGM Brasil, composto por indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais com reconhecida atuação no Cerrado brasileiro e o Centro de Agricultura Alternativa, que é a agência executora nacional, debateram o quadro climático no mundo.  O encontro em Montes Claros (Fotos: Cibele/CAA) Os participantes são do Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Nicarágua, Panamá e Peru e estão animados em conhecer o Cerrado e sua “população tradicional”, conta Johnson Cerda, da ONG Conservação Internacional, que é o responsável mundial desse projeto. Ele lembra que a proposta é ver de que maneira as atividades que estão realizando se conectam a de outros países. Dentre os objetivos do intercâmbio, está o fortalecimento da articulação entre Povos e Comunidades Tradicionais, aproximando lideranças de diversas origens com o intuito de capacitar sua incidência política em ações de adaptação às mudanças climáticas e defesa de territórios. O intercâmbio também procura trocar experiências sobre a implementação nos países das práticas de manejo sustentável e abordagens sobre salvaguardas sociais e ambientais. “É um panorama da execução destes projetos em cada país”, explica Paula Vanucci, da equipe chave DGM Brasil. “Uma oportunidade para conhecer lições que cada um vem tirando da implementação do DGM, além de fortalecer uma rede de organizações latino-americana de Povos e Comunidades Tradicionais”. Omaya Casana, da Rede de Mulheres Indígenas da Biodiversidade do Panamá, conta suas impressões do primeiro dia de encontro: “aqui, podemos conhecer as inquietudes e necessidades dos diferentes países que participam do DGM. É muito interessante formar uma rede entre nós, indígenas e comunidades locais. Todos têm o mesmo caminho de buscar o desenvolvimento coletivo e a proteção dos territórios”. Ontem o grupo foi ao Quilombo da Lapinha, em Matias Cardoso. Hoje será na Reserva Indígena Xakriabá, em São João das Missões, onde dois projetos estão sendo apoiados pelo primeiro edital DGM Brasil, de gestão de recursos naturais “Extrativismo do Povo Xacriabá: fonte de renda, segurança alimentar e proteção do Cerrado”, e o projeto orientado ao mercado “Projeto Todos Juntos em prol da recuperação e restauração dos recursos naturais na comunidade território indígena Xacriabá”. O intercâmbio termina no domingo (18) com uma visita à Área de Experimentação e Formação em Agroecologia do CAA/NM e à Cooperativa Grande Sertão, em Montes Claros. Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta

A carreira política do Aécio virou pó

 – UMA IMAGEM PARA OS MINEIROS GUARDAREM PARA SEMPRE –  Uma imagem marcante: a foto de Aécio Neves na galeria do Senado agora tem a inscrição – Afastado por decisão judicial -; temendo ser preso, Aécio apelou ao plenário do STF  Minas 247 – O alçapão de Aécio Neves não tem fundo. Na tarde desta sexta-feira (16), um funcionário do Senado fez uma alteração na galeria dos parlamentares. Embaixo da foto do senador tucano agora aparece a seguinte inscrição: afastado por decisão judicial. Na última quarta-feira, o nome de Aécio havia sido retirado do painel do plenário e o Senado cortou seu salário e o carro oficial. No começo da noite desta sexta, Aécio recorreu ao STF para que seu caso seja julgado pelo plenário e não pela primeira turma da Suprema Corte – o tucano teme ir para a cadeia.

A política mineira de pernas pro ar

 – Em Minas, quando as coisas estão confusas na política, se diz que “vaca está estranhando bezerro”, numa viagem às antigas tradições, costumes e linguagem, próprios de uma época que já vai longe.- *Por Carlos Lindenberg  Era um tempo em que do interior mineiro vinham os coronéis do PSD, da UDN, do PR e de outras siglas mortas pela ditadura de 1964 e enterradas pelos anos que se passaram. Era a Minas rural de Raul Soares, de Benedito Valadares, de Artur Bernardes e de tantos outros que formaram a velha escola do jeito mineiro de fazer política. Essa, não existe mais. Para saudade de uns e comemoração de outros. Mas algumas expressões permanecem, como a de ”vaca estranhando bezerro” ou ainda a de “catitu fora da manada é comida de onça”. A de “vaca estranhando bezerro” se aplica ao momento atual da politica não apenas em Minas como de resto no país, desde que no ano passado o vice-presidente Michel Temer se aliou aos seus antigos adversários do PSDB e juntos, com a inestimável ajuda do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não por acaso também do PMDB, resolveram tirar da presidência da República a recém-reeleita Dilma Rousseff. Instigava e liderava o movimento golpista o senador Aécio Neves, ex-governador do Estado, neto do antológico ex-presidente Tancredo Neves e até então comandante supremo das forças políticas do Estado. Na reeleição, Dilma derrotou o condestável Aécio em seu próprio Estado e as forças aecistas perderam o Palácio da Liberdade para o adversário do PT, Fernando Pimentel. Pronto, de lá para cá as coisas desandaram, no País e, particularmente, em Minas. A primeira consequência do revés de 2014 foi uma nova derrota do PSDB, em 2016, em que o estreante Alexandre Kalil, com discreto apoio do governador Pimentel, venceu o tucano João Leite e se elegeu prefeito de Belo Horizonte. Com isso, o partido parece que perdeu a rota dos votos no Estado e ainda não se reencontrou. Para complicar as coisas, o senador Aécio Neves, em cuja sombra não cresceu ninguém, o que parece ser uma característica da família, foi abatido em pleno voo pelas denúncias de Joesley Batista, um dos donos da JBS, que lhe faz graves acusações, o que culminou com o seu afastamento do cargo de senador – por determinação do STF – na prisão de sua irmã, Andrea, coisa impensável em Minas em qualquer tempo, e de seu primo Frederico. Com Aécio correndo ainda o risco de ser preso, como quer o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. O resultado de tudo isso é que o PSDB não tem um candidato natural à sucessão do governador Fernando Pimentel, a despeito do esforço que faz o ex-deputado Dinis Pinheiro, do PSDB e presidente da Assembleia Legislativa no governo Aécio/Anastasia, percorrendo o Estado de ponta a ponta, ou do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, do PSB, que também vem se reunindo com prefeitos e ex-prefeitos na busca de um discurso municipalista que possa viabilizar sua pretensa candidatura. Com isso, Fernando Pimentel, mesmo que enfrentando dificuldades financeiras no governo, como de resto boa parte dos Estados, se não encontra facilidades também não vê obstáculos intransponíveis para uma tentativa de reeleição, ainda que não possa contar com seu vice, Antônio Andrade, do PMDB, que se rendeu a Michel Temer já na fase do pré-golpe contra Dilma Rousseff. Para culminar com esse desarranjo do PSDB no Estado, acirrado pela reafirmação do apoio tucano ao governo de Temer, coube ao deputado estadual João Vitor Xavier, um dos mais votados do partido na última eleição, e secretário-geral do diretório regional ocupar a tribuna da Assembleia para um vigoroso ataque à decisão da cúpula de permanecer no “cambaleante governo Temer” e de lhe dar suporte parlamentar. Indignado com decisão, João Vitor destacou o que chama de incoerência do PSDB que “há um ano decidiu participar do governo que pouco antes questionara judicialmente, ao pedir a anulação da chapa Dilma-Temer. Incoerência reforçada agora com a decisão de permanecer nesse governo já morto, embora não sepultado”, recordando a postura histórica dos ex-governadores Franco Montoro e Mário Covas – este último, por sinal, responsável pela não adesão do PSDB ao governo do então presidente Collor, na década de 90. Bravo, o deputado tucano atacou da tribuna da Assembleia: “Lamento profundamente a decisão do partido de compactuar com um governo que não tem razão de ser ética e moral. O PSDB não perde a mania do caciquismo, distanciando-se das ruas em troca de espaço no governo. Isso é fisiologismo. Uma incoerência e um equívoco em sua história recente.” Ninguém do partido, nem na Assembleia, nem de outra forma, contestou o deputado. Por situações assim é que em Minas, quando a confusão política aumenta, é que se diz que “vaca está estranhando bezerro”. E é exatamente assim que está a política mineira desde que Pimentel desalojou os tucanos do Palácio da Liberdade, que o PSDB ajudou a derrubar Dilma e que seu líder maior no Estado foi alvejado pelas denúncias de Joesley Batista, culminando com a decisão do partido de permanecer como condômino do PMDB na sustentação de Temer – para desencanto certamente de muitos tucanos, como manifestou o deputado mineiro João Vitor Xavier. * Carlos Lindenberg é diretor do 247 em Minas