Eleição 2026 – Lula lidera intenção de voto em Minas Gerais

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (10) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança das intenções de voto para a Presidência da República no estado de Minas Gerais. Os dados foram publicados pelo portal Poder360 com base em levantamento do instituto Paraná Pesquisas. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 36,7% das intenções de voto entre os eleitores mineiros. Em seguida aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 32,1%. Na terceira posição surge o governador mineiro Romeu Zema (Novo), com 14,4%. A pesquisa também testou outros possíveis candidatos. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), aparece com 3,6%. Já Renan Santos (Missão) soma 0,7%, enquanto Aldo Rebelo (Democracia Cristã) registra 0,4%. Entre os entrevistados, 7,6% disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, e 4,6% afirmaram não saber ou preferiram não opinar. Quando o levantamento simula um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a disputa se torna mais equilibrada. O presidente aparece com 45,1% das intenções de voto, enquanto o senador marca 42,7%. Considerando a margem de erro de 2,7 pontos percentuais, o resultado configura empate técnico entre os dois candidatos no estado. Nesse cenário de segundo turno, 7,8% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 4,4% afirmaram não saber ou não quiseram responder. Além da corrida eleitoral, o levantamento também mediu a avaliação do governo federal. De acordo com os dados, 43,4% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 52,4% afirmam desaprovar o governo. Outros 4,1% disseram não saber ou preferiram não opinar. Na avaliação detalhada do desempenho da administração federal, 38,2% classificam o governo como “péssimo”. Outros 19,9% consideram a gestão “regular”, 19,5% avaliam como “boa”, e 13% a classificam como “ótima”. Já 7,3% definem o governo como “ruim”, enquanto 2,1% não souberam responder.
Leninha aciona TCE contra sigilo do governo Zema sobre renúncias fiscais

Representação questiona falta de transparência sobre empresas beneficiadas por renúncias tributárias que somaram cerca de R$ 22 bilhões em 2024 A deputada estadual Leninha (PT) acionou, nesta terça-feira (10/3), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para pedir a apuração da legalidade do sigilo mantido pelo governo de Romeu Zema sobre as empresas beneficiadas por incentivos e renúncias fiscais concedidos pelo Estado.Na representação, a parlamentar solicita que o órgão de controle avalie se a manutenção do sigilo é compatível com os princípios constitucionais da administração pública, como publicidade e transparência. Segundo Leninha, a ausência de divulgação das empresas beneficiadas impede que a sociedade e os órgãos de fiscalização avaliem a legalidade e a efetividade das políticas de incentivo fiscal. “Estamos falando de recursos públicos. Quando o Estado concede incentivos fiscais, ele deixa de arrecadar valores significativos. Por isso, é fundamental transparência sobre quem recebe esses benefícios e quais resultados estão sendo gerados para a população”, afirmou a deputada. Dados fiscais citados na representação indicam que as renúncias tributárias em Minas Gerais alcançaram cerca de R$ 22 bilhões em 2024. A previsão do próprio governo estadual é que o volume de benefícios fiscais possa chegar a aproximadamente R$ 24,1 bilhões em 2026. Levantamentos históricos mencionados no documento apontam ainda que, entre 2017 e 2024, o volume acumulado de renúncias fiscais no estado pode ter atingido cerca de R$ 128,3 bilhões. No pedido encaminhado ao TCE-MG, Leninha argumenta que a manutenção de sigilo sobre os beneficiários pode comprometer o controle institucional e social sobre o uso de recursos públicos. O documento também menciona entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a publicidade deve ser a regra quando se trata da gestão de recursos públicos. A deputada pede que o Tribunal de Contas abra procedimento de fiscalização para verificar a legalidade da prática adotada pelo Executivo estadual. Caso sejam identificadas irregularidades, a representação solicita que o governo divulgue informações sobre as empresas beneficiadas, os valores envolvidos e os critérios utilizados para a concessão dos incentivos. Para a parlamentar, a transparência é essencial para garantir responsabilidade fiscal e igualdade de condições entre empresas. “Renúncia fiscal também é gasto público. E todo gasto público precisa ser transparente e passível de fiscalização”, concluiu. Via Jornal Estado de Minas
Goleiro Bruno é considerado foragido, diz Justiça do Rio de Janeiro

Ele é procurado desde a última quinta-feira após ter um mandado de prisão expedido pelo Judiciário fluminense A Justiça do Rio de Janeiro considera o goleiro Bruno Fernandes como foragido. O atleta é procurado desde a última quinta-feira (5/3), quando o Judiciário fluminense expediu um mandado de prisão após revogar o livramento condicional do goleiro. “O goleiro Bruno é considerado foragido, já que, até o momento, não há informação da sua apresentação no processo de execução penal”, afirmou a Justiça do Rio à reportagem de O TEMPO. Desde quando o mandado de prisão foi expedido, Bruno, que divulgava diariamente o “Jogo do Tigrinho” em uma plataforma não regulamentada, excluiu as redes sociais.Procurada, a advogada Mariana Migliorini, que defende Bruno, disse que não vai se manifestar no momento, mas confirmou que existe um mandado de prisão contra o cliente e que ela recorre da decisão. EntendaO goleiro Bruno Fernandes é procurado após a Justiça do Rio de Janeiro expedir, nessa quinta-feira (5/3), um mandado de prisão contra ele. O documento, com validade até 2042, foi emitido depois que o goleiro teve a liberdade condicional revogada. A decisão foi assinada pelo juiz Rafael Estrela Nóbrega, que acolheu parcialmente o pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O magistrado considerou que o goleiro viajou para o Acre, onde disputou uma partida da Copa do Brasil, sem autorização judicial. “Assim, acolho o parecer ministerial e revogo o livramento condicional concedido ao apenado na forma da primeira parte do artigo 87 do Código Penal. Expeça-se mandado de prisão, no regime semiaberto, com validade de 16 anos”, determinou. Na decisão, o juiz mencionou ainda “descaso no cumprimento do benefício concedido”. Segundo apurou a reportagem, o Ministério Público defendeu o retorno do goleiro ao regime fechado, sob o argumento de que ele descumpriu diversas determinações impostas pela Justiça. Entre elas está o recolhimento noturno. Bruno disputou uma partida pelo Vasco da Gama do Acre à noite e, dias antes, publicou nas redes sociais que esteve no Estádio do Maracanã para assistir a um jogo do Flamengo, com uma cerveja na mão. O juiz, contudo, decidiu apenas revogar a liberdade condicional, sem determinar o retorno ao regime fechado. Apesar de ter assinado recentemente com um time amador de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e afirmar que “estaria voltando para casa”, Bruno mantém no processo de execução penal um endereço em Cabo Frio. Ele mora na cidade com a esposa, Ingrid Calheiros, e as duas filhas. O casal, no entanto, deixou de se seguir nas redes sociais, e há relatos de possível término do relacionamento. Com a decisão, Bruno não poderá viajar sem autorização prévia para disputar partidas de futebol amador, como costumava fazer semanalmente, além de cumprir outras restrições impostas pela Justiça. Procurada, a advogada Mariana Migliorini afirmou que, como o endereço do goleiro é em Cabo Frio e a comarca aplica o entendimento da Súmula Vinculante nº 56, ele deve cumprir prisão domiciliar.
Papa Leão XIV manda mensagem às vítimas das chuvas em MG

Pontífice também comentou os ataques dos EUA e Israel ao Irã durante aparição na Praça São Pedro O Papa Leão XIV, durante aparição neste domingo (1) na janela do Palácio Apostólico, na Praça São Pedro (Vaticano), mandou uma mensagem às vítimas das chuvas e atingidos pelas enchentes na Zona da Mata de Minas Gerais.A fala foi divulgada em português nas redes sociais do pontífice.“Estou próximo da população do Estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam as suas casas e por todos aqueles que estão a trabalhar nas operações de socorro”. O último balanço da Polícia Civil de Minas Gerais atualizou que o número de mortes causadas pela chuva chegou a 72, sendo 65 em Juiz de Fora e sete em Ubá, cidade onde uma pessoa continua desaparecida. Neste sábado (28), o presidente Luiz Inacio Lula da Silva foi pessoalmente às cidades atingidas para vistoriar a situação, conversar com a população e anunciar ações emergenciais de socorro. Papa comenta ataque ao IrãO Papa Leão XIV também comentou neste domingo os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, pregando paz e diálogo.“Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas um veemente apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável!”Os bombardeios ao Irã deixaram centenas de feridos e mortos, incluindo autoridades do país, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Mohammad Pakpour.Também foi confirmada mídia oficial iraniana na noite desse sábado (28) a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo vitalício de líder supremo do país há 36 anos.O pontífice clamou que “a diplomacia recupere o seu papel, e que seja promovido o bem dos povos, que anseiam por uma convivência pacífica, baseada na justiça”.“Acompanho com profunda preocupação o que está a acontecer no Oriente Médio e no Irã nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.*Com Agência Brasil
Zema reduziu em 96% verba para ações de prevenção contra chuvas em Minas Gerais

Cortes reduziram recursos de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões entre 2023 e 2025, segundo dados do Portal da Transparência do estado As despesas do governo de Minas Gerais destinadas à infraestrutura de enfrentamento às chuvas despencaram 96% entre 2023 e 2025, passando de cerca de R$ 135 milhões para pouco menos de R$ 6 milhões, de acordo com dados oficiais do Portal da Transparência estadual citados pelo jornal O Globo.O levantamento aponta que, no período em que temporais atingiram municípios como Juiz de Fora e Ubá — deixando ao menos 30 mortos, 39 desaparecidos e 208 pessoas resgatadas com vida — os investimentos no setor registraram queda expressiva. A apuração considerou programas vinculados ao governo estadual, inclusive aqueles sob responsabilidade do Gabinete Militar, que administra a Defesa Civil, e incluiu todas as rubricas que mencionam “chuvas”.Os registros no portal classificam os recursos como “suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas”. As verbas são distribuídas entre gestão de desastres, atendimento emergencial, mitigação de prejuízos em rodovias e prevenção de eventos meteorológicos críticos.Em 2023, foram destinados aproximadamente R$ 134,8 milhões para essa área. No ano seguinte, o valor pago caiu para R$ 41,1 milhões. Em 2025, a cifra recuou ainda mais, atingindo R$ 5,8 milhões. Já nos dois primeiros meses deste ano, apenas R$ 16,1 mil haviam sido direcionados à infraestrutura de combate aos temporais.Os dados referentes às mesmas rubricas durante o primeiro mandato do governador Romeu Zema (Novo), entre 2019 e 2022, não estão disponíveis no Portal da Transparência.Procurada pelo O Globo para explicar a redução significativa dos valores pagos, a administração estadual não respondeu aos questionamentos até o fechamento da reportagem. Temporais e resposta emergencialApós as fortes chuvas que castigaram cidades mineiras nos últimos dias, o vice-governador Mateus Simões (PSD) anunciou, em entrevista coletiva realizada na terça-feira (24), a liberação de R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá, com o objetivo de reforçar as ações de enfrentamento às tempestades.Na mesma ocasião, o governador Romeu Zema informou que equipes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) seriam enviadas às áreas afetadas para mapear zonas de risco. Técnicos da Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais (Copasa) e carretas humanitárias também estavam previstos para chegar aos municípios ainda na terça-feira.Zema declarou: “Fiz questão de me deslocar até Juiz de Fora. Eu estava no Noroeste de Minas Gerais. Tão logo tomamos conhecimento da gravidade das ocorrências aqui, ainda de madrugada, determinei ao coronel Rezende, nosso chefe da Defesa Civil, que empenhasse todos os esforços possíveis no sentido de tentarmos salvar o maior número de pessoas”.No âmbito federal, o governo reconheceu o estado de calamidade pública decretado pela prefeitura de Juiz de Fora. Pelas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou solidariedade às vítimas e informou que uma equipe de coordenação da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) está a caminho, enquanto a Defesa Civil Nacional atua em nível máximo de alerta.Diante da previsão de novas chuvas, a Defesa Civil determinou a evacuação total de 24 ruas em quatro bairros de Juiz de Fora, com estimativa de retirada de cerca de 600 famílias. As áreas abrangidas incluem os bairros Três Moinhos, Vila Ideal, Esplanada e Paineiras. No bairro Três Moinhos, a orientação contempla as ruas Maria Florice dos Santos, João Luzia, José de Castro Ribeiro, José Luiz Flores, Manoel Clemente, Vicente Paulo Bacelar e Natalina de Andrade Guerra.
Rodrigo Pacheco será o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais

Lula vai definir detalhes da chapa para lançar a pré-candidatura do ex-presidente do Senado ao governo de Minas assim que voltar da Índia. Decisão embaralha negociações de Gilberto Kassab, do PSD, no estado, segundo maior colégio eleitoral do país. Ex-presidente do Senado durante a transição do governo – e em meio à tentativa de golpe liderado por Jair Bolsonaro (PL) -, Rodrigo Pacheco será o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.Lula deverá fechar a chapa mineira de 2026 quando voltar da Índia. O presidente já teria feito um acordo com Carlos Lupi, presidente do PDT, no Estado e vai lançar a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o ex-prefeito da capital, Alexandre Kalil (PDT), ao Senado.Em relação a Pacheco, a costura depende diretamente de conversas com Gilberto Kassab, que comanda o PSD e tem negociado tanto com aliados de Lula, quanto com bolsonaristas. O cacique do PSD, no entanto, estuda lançar Ratinho Jr. à Presidência, caso Tarcísio de Freitas (Republicanos) siga “submisso” ao clã Bolsonaro.Em meio à indefinição de Kassab, Pacheco teria acertado a pré-candidatura diretamente com Lula e estaria disposto a mudar de sigla, caso haja resistência no PSD.Também no PSD, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, abriu mão da candidatura ao Senado e vai coordenar a campanha de Lula no Estado. Quem é Rodrigo PachecoRodrigo Otavio Soares Pacheco nasceu em 3 de julho de 1976, em Porto Velho (RO), mas construiu sua trajetória política em Minas Gerais. É advogado, formado pela PUC Minas, com atuação nas áreas de direito penal econômico e empresarial antes de ingressar na vida pública.Foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 2014, inicialmente pelo MDB. Em 2018, filiou-se ao DEM (atual União Brasil) e, no mesmo ano, foi eleito senador. Em fevereiro de 2021, tornou-se presidente do Senado Federal do Brasil, cargo que o colocou no centro das articulações políticas nacionais, especialmente durante a pandemia e em meio a tensões entre os Poderes. Em 2022, migrou para o Partido Social Democrático (PSD).À frente do Senado, buscou projetar uma imagem de moderador institucional, defendendo equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Reeleito senador em 2022, consolidou-se como uma das principais lideranças políticas de Minas Gerais e figura relevante no cenário nacional, especialmente por se opor à tentativa de golpe em janeiro de 2023.
Minas tem rombo de R$ 11,3 bilhões no caixa no último ano do governo de Romeu Zema

O valor consta no Relatório de Gestão Fiscal (RGF), enviado ao Tesouro Nacional, com um raio-x consolidado da situação financeira do estado O governador Romeu Zema (Novo) encerrará o seu mandato à frente do governo de Minas Gerais com o Executivo tendo um déficit da ordem de R$ 11,3 bilhões. O valor diz respeito ao total de recursos não vinculados, ou seja, que não recebem uma destinação legal para aplicação em áreas específicas. O valor consta no Relatório de Gestão Fiscal (RGF), enviado ao Tesouro Nacional, com um raio-x consolidado da situação financeira do estado em 2025.O material indica que o estado terá dificuldades para arcar com dívidas de outros anos e firmar compromissos neste ano. De acordo com o relatório, Minas soma R$ 3,7 bilhões em restos a pagar empenhados, mas que não foram liquidados em 2025. Ao Tesouro, o estado informou uma despesa líquida com pessoal de R$ 53,8 bilhões. O valor deixa Minas no limite prudencial e próximo ao máximo permitido, de 49%, em relação à Receita Corrente Líquida (RCL). O percentual apurado do estado foi de 48,22%.A dívida pública líquida apurada pelo estado foi de R$ 187,1 bilhões. Somente à União, o governo mineiro deve R$ 179,3 bilhões, saldo que foi confessado no ato de adesão ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) em 31 de dezembro de 2025. A entrada no programa, inclusive, é tratada por Zema como alternativa para amortizar o endividamento junto à União. A amortização será feita em 360 parcelas.De acordo com matéria do Estadão, o rombo apresentado em Minas Gerais é o maior entre os estados brasileiros que finalizam 2025 com as contas no vermelho. Também estão nesta condição Rio Grande do Norte, Alagoas, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Tocantins e Acre – todos com saldo devedor menor que o apresentado pela gestão Zema.Pedra no sapatoA indisponibilidade de recursos acima de R$ 11 bilhões, que representa pouco menos da metade dos R$ 24 bilhões em isenções fiscais que Zema incluiu no orçamento de 2026, pode dificultar os meses finais da gestão do governador e de seu vice, Mateus Simões (PSD). Zema deixará o estado no final de março para se dedicar à campanha presidencial, e a cadeira será assumida por Simões, pré-candidato ao governo.No entanto, em anos eleitorais, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) proíbe o Executivo de aumentar despesas com pessoal nos últimos 180 dias de mandato. Além disso, a partir de maio, é proibido assumir novas despesas sem a garantia de pagamento até o final do ano ou de que haverá recursos em caixa para cumprimento das obrigações a partir do ano que vem.Na aprovação do orçamento para 2026, o governo já havia informado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um déficit de R$ 5,21 bilhões. A proposta aprovada pelos deputados estima receita de R$ 127,1 bilhões e despesa de R$ 132,3 bilhões em 2026.Funcionalismo critica governadorO ex-presidente e atual diretor do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG), Matias Bakir, disse que a situação fiscal apresentada no relatório poderia ser ainda mais deteriorada. Ele citou que nos últimos anos o estado só reajustou os salários dos servidores conforme a inflação em 2023. “Esse rombo ainda é pouco, porque é um governo que não cumpre com as suas obrigações com o funcionalismo. Ele financia o governo em cima dos servidores públicos”, disse Bakir.A tese é corroborada pelo diretor político do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos-MG), Geraldo Henrique. Ele lembrou que o funcionalismo ficou sem reajustes de 2013 até 2022, quando Zema concedeu 10,6% de aumento em concordância com a inflação de 2021.“Daí pra frente, o Zema não pagou a inflação de 2022 que foi 5,7%, não pagou 2024 que ficou em torno de 4,8% e não pagou a inflação do ano passado de quase 5%. E ele prometeu na campanha de 2022 que a partir do segundo mandato ele pagaria o reajuste da inflação aos servidores todos os anos, assim como as empresas da família dele faziam com todos os trabalhadores”, lembrou Geraldo.Segundo o diretor do Sindpúblicos, há uma insatisfação enorme da categoria com o governador. “Imagine só: você monta uma empresa, coloca os trabalhadores para produzir, a empresa cresce, mas você não dá aos trabalhadores os direitos que eles têm. É óbvio que você terá um ganho bem acima do que imaginou, porque não está repartindo com a massa de produção”, criticou. “Ele paga o 13º salário, anuncia o pagamento todo quinto dia útil, e acha que pagando de forma congelada o salário está fazendo um papelão”, acrescentou.Isenções na miraPara Matias Bakir, do Sindifisco, outro ponto de crítica ao governo de Romeu Zema é o volume de isenções fiscais cedidas a empresas, na casa dos R$ 24 bilhões neste ano. A listagem das organizações beneficiadas é mantida em sigilo pelo Executivo. “É uma transferência literal do recurso público para a iniciativa privada. Se você concede benefício fiscal a uma empresa para incentivar a indústria, você tem que ter o controle da indústria para ser se ela vai cumprir aquilo que prometeu, mas não tem ninguém controlando”, acrescentou.Matias Bakir citou ainda que ao assinar o acordo com a União sobre a Lei Kandir, em 2020, o estado renunciou a um montante de R$ 135 bilhões para receber R$ 8,7 bilhões. “Sete anos depois, ele não conseguiu equilibrar as contas do estado. E quem mostra isso, que o governo dele foi pífio, que ele está deixando o estado pior do que ele pegou, é a própria Secretaria de Fazenda dele”, finalizou.O que diz o governo?O TEMPO procurou o governo de Minas e pediu esclarecimentos sobre o relatório. Em nota, a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) voltou a citar, indiretamente, a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT) para justificar o rombo de R$ 11,3 bilhões. O discurso, inclusive, é um dos mais citados por Zema desde que chegou ao governo.No comunicado, a pasta diz que o valor refere-se a passivos herdados de gestões anteriores que
Rubens Menin, dono do Atlético, da Itatiaia e da CNN Brasil, é sócio do banqueiro Daniel Vorcaro

Um dos principais acionistas da SAF do Atlético, o empresário Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na noite da última segunda-feira Rubens Menin, dono do canal CNN Brasil e da Rádio Itatiaia de Minas Gerais, é sócio do banqueiro Daniel Vorcaro desde 2023 na SAF (Sociedade Anônima de Futebol) do Atlético Mineiro. Menin, como chefe do conselho administrativo e maior acionista da empresa que controla o clube de Belo Horizonte, foi quem levou o proprietário do já liquidado Banco Master para ser um dos donos da controladora do time mineiro, em uma operação de centenas de milhões de reais, que atualmente é investigada pela Polícia Federal. A SAF do Atlético-MG foi criada em julho de 2023, quando o clube aprovou a venda de 75% do futebol para a recém-formada Galo Holding, por R$ 913 milhões. À época, o negócio foi saudado como um movimento que buscava organizar o passivo e profissionalizar a gestão esportiva e financeira do clube. A Galo Holding é comandada por um grupo que ficou conhecido como os “4R’s”: Rubens Menin e seu filho Rafael, que controlam a CNN Brasil, a Rádio Itatiaia, a construtora MRV e o Banco Inter; Ricardo Guimarães, presidente do Banco BMG; e Renato Salvador, sócio da rede de hospitais Mater Dei. A sociedade recebeu no mesmo mês um novo investidor de peso: Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master. Vorcaro investiu, por meio de papéis financeiros do fundo Galo Forte FIP, cerca de R$ 100 milhões para adquirir uma participação de 20% da SAF do Atlético, tornando-se o segundo maior acionista da empresa, atrás apenas do dono da CNN e seu filho, que detinham cerca de 45% da empresa. O “Globo Esporte”, site e telejornal esportivo da Rede Globo, deu a notícia, em 24 de julho de 2023, que Daniel Vorcaro – graças a uma operação coordenada pelo dono da CNN – passava a ser um dos donos do Atlético. Na referida reportagem, Rubens Menin dá a sua explicação para o aporte, e diz que estão todos ali investindo porque são apaixonados pelo Atlético-MG, e que nada irão ganhar com a operação – “a não ser mais responsabilidades”. Clique aqui para assistir à integra da reportagem da Globo sobre o tema. Em junho de 2024, após um novo aporte de R$ 300 milhões de Vorcaro na sociedade, o banqueiro passou a ser dono de cerca de 26% da SAF Atlético-MG. Já o empresário Rubens Menin, que também efetuou novos aportes, passou a ser proprietário de 55% do capital da sociedade. O dono da CNN, que é presidente do conselho administrativo que aprovou essas operações, explicou, em entrevista ao canal de TV ESPN, por que havia decidido “botar mais dinheiro” (seu e de Vorcaro) na empresa que controla o Atlético-MG: “Esse aporte vai ser super relevante. Ele não seria necessário se os juros caíssem de forma mais rápida, mas toda vez que os juros demoram a cair, se você não fizer o aporte, você tem mais despesa financeira. Então, nós botaremos mais dinheiro para diminuir a dívida mais rápido. Nada mais simples do que isso”. Para os órgãos oficiais de fiscalização e controle, porém, a operação não foi tão simples. A Procuradoria-Geral da República – tomando como base investigações da Polícia Federal – produziu um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal ) que aponta indícios de que recursos usados para investir na SAF do Atlético Mineiro podem ter origem em um esquema de desvio e ocultamento de capitais do extinto Banco Master e de seu (ex-)proprietário, o que poderá resultar em prejuízos multimilionários ao clube. Essa notícia foi amplamente difundida pelos órgãos de imprensa no mês passado, sem nunca mencionar o papel de Rubens Menin na entrada de Vorcaro na sociedade. Relação entre Vorcaro e dono da CNN é conhecida há anos Na alta sociedade de Belo Horizonte, as ligações entre Daniel Vorcaro e o dono da CNN são bem conhecidas não é de hoje. No dia 10 de agosto de 2022, por exemplo, o banqueiro patrocinou, foi o anfitrião e o mestre de cerimônias do “III Gala Minas”, um jantar filantrópico realizado em Belo Horizonte pela Brazil Foundation, uma empresa que realiza eventos para a arrecadação de fundos para projetos beneficentes. Na noite de gala, Rubens Menin foi o grande homenageado, recebendo o prêmio de filantropo do ano. O empresário foi representado no evento por sua filha Maria Fernanda Menin, que também possui cadeira no conselho administrativo da CNN. Foi ela quem recebeu o prêmio (em nome do pai) das mãos de Daniel Vorcaro. Na foto abaixo, retirada de reportagem laudatória do site da Rádio Itatiaia sobre o evento, Maria Fernanda é quem aparece no centro da imagem, com o logo do Banco Master logo atrás. Já em janeiro de 2024, Daniel Vorcaro foi uma das figuras presentes a se deixar fotografar em jantar de gala oferecido a personalidades por Rubens Menin, em homenagem ao aniversário de quatro anos da CNN Brasil. Entre outras autoridades presentes, estavam o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) e o ministro do STF Dias Toffoli, conforme pode ser visto em reportagem da própria emissora sobre o evento. Até a publicação desta reportagem, a CNN ainda não havia se declarado suspeita para produzir reportagens sobre o Banco Master e seu dono, apesar da sociedade de seu proprietário com o banqueiro. Fonte: DCM
Goleiro Bruno, condenado por matar mulher, quer carreira política em partido de direita

Em 2022, ele já havia demonstrado apoio à candidatura de Jair Bolsonaro O goleiro Bruno Fernandes de Souza manifestou interesse em disputar uma vaga de vereador em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A informação foi confirmada pelo atleta em entrevista à Rádio Itatiaia.Bruno informou que ainda não definiu filiação partidária. Entretanto, declarou que sua orientação política está alinhada à direita. “Não tem como não ser de direita”, afirmou o goleiro à emissora mineira.O atleta cumpre pena de 22 anos de reclusão pelo homicídio de Eliza Samudio, cometido em 2010. Atualmente, ele está em regime de liberdade condicional. Pela legislação eleitoral, a candidatura só será possível após o término da pena, previsto para janeiro de 2031. Defendeu BolsonaroDurante as eleições de 2022, o assassino manifestou apoio ao então presidente Jair Bolsonaro (PL). Em vídeo postado nas redes, Bruno dirigiu-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de redes sociais. Na mensagem, questionou: “Lula, sabe qual a diferença entre você e eu? Entre o bandido”, apontando para a tela, “e o criminoso?”.Bruno foi condenado em 2013 pelo Tribunal do Júri de Nova Lima (MG). A defesa do goleiro apresentou recursos que resultaram na progressão de regime e, posteriormente, na concessão da liberdade condicional.
Justiça dá razão ao TCE e volta a suspender modelo de escolas cívico-militares em Minas

Na decisão, o magistrado reforçou que o pedido do TCE para suspender o programa embasado dentro da legalidade O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu novamente o programa de escolas cívico-militares proposto pelo governador Romeu Zema (Novo). A decisão, publicada no início da tarde desta quinta-feira (5/2), é válida já para o ano letivo de 2026 e referenda o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) que pediu a descontinuidade do modelo.O órgão recorreu do parecer que havia retomado o funcionamento do programa, após recurso do governo estadual. O despacho é assinado pelo desembargador Pedro Carlos Bitencourt Marcondes. Na decisão, o magistrado reforçou que o pedido do TCE para suspender o programa embasado dentro da legalidade, “especialmente quanto à ausência de lei formal que institua o modelo cívico-militar da rede pública estadual de ensino, bem como à irregularidade orçamentária verificada”.O desembargador deu razão ao TCE, que apontou um desacordo com o Plano Plurianual de Ação Governamental (2024–2027), com a Lei Orçamentária Anual de 2025, além de comprometer as metas previstas no Plano Estadual de Educação. Segundo o magistrado, a resolução conjunta nº 1/2024, firmada entre a Secretaria de Estado de Educação e o Corpo de Bombeiros Militar não possui força normativa para criar um programa educacional como o proposto por Zema. “A decisão do Tribunal de Contas, ao determinar a interrupção do programa instituído pela Resolução-Conjunta nº 1/2024, não se mostra, em análise superficial, como ingerência política, mas sim como medida assecuratória da legalidade orçamentária, diante da ausência de lei formal e de previsão específica da Lei Orçamentária Anual para o incremento de despesas que a expansão e a continuidade do modelo cívico-militar acarretaria”, diz trecho da decisão.Além de indeferir o pedido do estado para baixar a decisão do TCE, o desembargador indeferiu pedido do estado para assegurar oitiva prévia antes da apreciação da tutela de urgência. SuspensãoAo suspender o programa de escolas cívico-militares, o relator do processo no TCE, o conselheiro em exercício Adonias Monteiro justificou a determinação citando a inexistência de uma previsão orçamentária compatível para a implementação do modelo. Monteiro ainda frisou que a interrupção do modelo nas instituições já habilitadas não vão gerar prejuízos e insegurança à comunidade escolar. Adonias ainda argumentou que indicadores educacionais não apresentaram evolução com a implementação do programa. O TCE também contestou a convocação de militares da reserva para o projeto. No escopo pretendido pelo governo, oficiais já aposentados poderiam atuar como supervisores e monitores. A configuração foi considerada incompatível com a necessidade de “execução contínua e por prazo indeterminado das atividades das escolas cívico-militares”. Além disso, segundo o Tribunal, o pagamento desses militares da reserva com recursos da segurança pública configura ‘desvio de finalidade’. ModeloEm Minas Gerais, nove escolas da rede estadual adotam o modelo cívico-militar, mesmo após o Decreto Federal nº 11.611, assinado em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que extinguiu o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM). São instituições nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Itajubá, Santos Dumont, São João del-Rei e Três Corações. No ano passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Defensoria Pública da União (DPU) questionaram o programa junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) alegando incompatibilidade com o Plano Nacional de Educação. O modelo, no entanto, foi mantido pelo Governo de Minas.