Gilmar Mendes dá dura resposta a Zema após ataques ao STF: “contradição é latente”

Ex-governador de Minas defendeu afastamento de Moraes e Toffoli da corte; ministro aponta contradições na narrativa de Zema Nesta quarta-feira (15), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes utilizou as redes sociais para responder publicamente ao ex-governador e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo), que defendeu o afastamento de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli da corte.Gilmar, que também proferiu críticas ao senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por conta do relatório que tentou indiciar ministros do Supremo e o procurador-geral da República na CPI do Crime Organizado, afirmou que Zema age de maneira dupla frente ao Supremo.Citando as renegociações de dívidas de Minas Gerais julgadas pelo STF, ele mostrou que o ex-governador do estado age de maneira contraditória frente à corte.“É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por meses, o pagamento de parcelas de sua dívida com a União”, afirma.“O mesmo agente que hoje agride o Tribunal recorreu a ele inúmeras vezes para obter decisões que suspenderam obrigações bilionárias com a União. Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais”, continuou Gilmar.“A contradição é latente: quando o STF profere decisões que garantem o fluxo de caixa ou suprem omissões do Legislativo local, a Corte é acessada como agente necessário ao funcionamento da máquina estatal. Afinal, ninguém recorreria sucessivamente a um Tribunal cuja legitimidade não reconhecesse. Contudo, basta que a Corte contrarie interesses políticos desse grupo para que o pragmatismo jurídico dê lugar a chavões vazios de ‘ativismo judicial’ e a ataques à honra dos ministros. É a política do utilitarismo: o STF serve como escudo fiscal e contábil, mas é tratado como vilão quando decide conforme a Constituição — e não conforme a conveniência de ocasião”, continuou Veja aqui Não é a primeira vezEm março, Gilmar Mendes criticou Zema, em sessão plenária do Supremo. Segundo ele, governadores recorrem com frequência ao tribunal para obter liminares com impacto fiscal, inclusive para ingresso ou permanência em programas de recuperação fiscal, e depois partem para o ataque contra a Corte.Sem citar nome, Gilmar mencionou “um governador de Minas Gerais” e afirmou que o estado estaria “sobrevivendo” graças a decisões provisórias dadas pelo STF.O pano de fundo do embate é a situação fiscal de Minas Gerais e a disputa recorrente sobre dívida com a União, renegociação e condições de pagamento. Nesta semana uma nota técnica da Secretaria do Tesouro Nacional detalhou períodos de suspensão de parcelas e prorrogações obtidas por Minas por meio de decisões judiciais, incluindo liminares no STF, em um intervalo de 21 meses de suspensão de pagamentos em anos recentes, a partir de ações e pedidos apresentados pelo governo estadual.O tamanho do passivo também aparece como elemento central da controvérsia. Há estimativas diferentes, a depender do recorte e do momento considerado, mas a ordem de grandeza gira em torno de R$ 179 bilhões a R$ 205 bilhões.E como a Fórum já vinha contextualizando em Romeu Zema aumenta em mais de R$ 100 bilhões a dívida de Minas em meio à retórica de gestão técnica, a dívida mineira cresceu fortemente no período recente, e a discussão sobre liminares e encargos tornou-se parte do debate político em Minas, inclusive com críticas à retórica de “gestão técnica” usada pelo governador.
Com Lula e Pacheco, teremos chapa forte em MG, diz Marília Campos, pré-candidata ao Senado

Em pré-campanha, Marília Campos reúne apoiadores em BH e apresenta sua agenda prioritária para o Senado A ex-prefeita de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos (PT), realizou, na segunda-feira (13), seu primeiro evento aberto na capital mineira desde que o seu nome foi definido para concorrer a uma vaga na Câmara Alta.Com o lema BH abraça Marília, a atividade reuniu lideranças políticas e apoiadores da petista. Um levantamento da AtlasIntel, divulgado no dia 1º de abril, indicou que Marília Campos ocupa, com mais de 20% de intenções de voto, o primeiro lugar entre os preferidos da população mineira para o Senado.“Nós queremos formar uma trincheira para continuar avançando no nosso país e para reconstruir Minas Gerais. As pessoas me perguntam por que eu abri mão de um mandato com uma avaliação positiva de 82% na minha cidade, por que eu renunciei à prefeitura e sou pré-candidata ao Senado. É porque eu quero colocar a minha história e a minha credibilidade à disposição para reconstruir o nosso estado”, destacou a petista, em seu discurso durante o evento. Reforço na chapa de LulaA pré-candidatura é vista com entusiasmo pelos partidos de esquerda, em razão da viabilidade eleitoral, mas também pelo reforço ao palanque de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição presidencial, no estado, que é o segundo maior em tamanho do eleitorado do país.Campos enfatiza que, para ela, as eleições de 2026 serão um momento para debater com a sociedade um projeto de país e de estado que dê prioridade aos interesses públicos e da população trabalhadora.Gestão de Marília Campos tem avaliação positiva de 82% em Contagem“Eu quero usar toda a minha disposição para ajudar na reeleição do Lula. Nós temos que discutir a minha pré-candidatura vinculada a um projeto de Brasil e a um projeto de Minas Gerais. O Brasil está melhor com Lula, porque controlou a inflação, tem crescimento econômico, tem crescimento de emprego, consegue reduzir a desigualdade social, saiu do mapa da fome. O Brasil está melhor porque nós temos um presidente que defende o país e a soberania nacional, que é comprometido com o projeto democrático”, disse Marília Campos, ao defender a importância da reeleição de Lula.Ainda assim, ela reconhece que a eleição nacional não será fácil e que o principal adversário da chapa democrática será, novamente, a extrema direita, com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Para enfrentar a disputa, a pré-candidata ao Senado por MG aposta que, além de propagandear as conquistas obtidas nos últimos quatro anos de governo Lula, é preciso apresentar à população uma perspectiva de futuro.“Derrotamos a PEC da Blindagem, avançamos na questão da isenção do imposto de renda e poderemos avançar ainda mais com o fim da jornada 6 por 1. Mas será que todos esses avanços vão garantir que a gente desponte muito à frente do candidato da direita? Como está a subjetividade do nosso povo? Eu sinto que as pessoas estão ligadas no presente. Mas, mais do que o presente, elas querem uma esperança de futuro. Elas querem otimismo em relação ao futuro”, analisa Marília Campos.Ela ainda afirma que sua pré-campanha e campanha servirão para, além de defender e informar a população sobre os feitos do governo federal, dialogar com amplos setores, unificar a esquerda e disputar as narrativas.“Estamos vendo investimento público em todas as áreas, na infraestrutura, saúde, assistência, etc. Mas nosso desafio é resgatar a esperança, no modo de fazer política, em como dialogar com todos os setores. Nós temos que trazer o empresariado. Quem é que também cresceu nesse país com as políticas que o Lula implementou? A atividade econômica”, destaca. Perspectivas para Minas GeraisDurante o evento de pré-campanha, Marília Campos também destacou a importância da eleição federal para o contexto específico de Minas Gerais e defendeu o nome do senador Rodrigo Pacheco, recém filiado ao PSB, para o governo do estado.Pacheco ainda não oficializou sua pré-candidatura, mas é o nome defendido por Lula para ocupar a cadeira de chefe do Executivo mineiro. Junto ao presidente, ele articulou uma resposta para a dívida de MG com a União, por meio da criação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Durante as gestões de Romeu Zema (Novo), o montante devido pelo estado cresceu mais de 60%, chegando a aproximadamente R$ 200 bilhões.“Nós sabemos que Minas cresce quando Lula é presidente. Lula foi quem deu as cartas para que Rodrigo Pacheco pudesse negociar, pelo menos parcialmente, uma solução para a dívida do estado, que sangra os cofres públicos do povo mineiro. A minha defesa sempre foi e continua sendo que Pacheco seja o nosso candidato a governador. Nós teremos um palanque forte, com Lula, Pacheco e Marília Campos”, enfatizou a pré-candidata.A petista também sinalizou outras pautas que ganharão centralidade em sua caminhada ao Senado, como a defesa da autonomia e distribuição de recursos aos municípios, o combate à violência contra as mulheres, o enfrentamento a todas as formas de disctiminação e preconceitos, além do fortalecimento da democracia. “Nós vamos lutar a partir de agora para construir a vitória que o Brasil precisa e o nosso estado também”, finalizou. Evento representativoO evento em Belo Horizonte contou com a presença de dirigentes partidários do PT, PV, PCdoB, PSB e Psol, além de parlamentares, como os deputados estaduais e federais Beatriz Cerqueira (PT), Bella Gonçalves (PT), Leninha (PT), Miguel Ângelo (PT), Ricardo Campos (PT), Virgílio Guimarães (PT), e os vereadores Bruno Pedralva (PT-BH), Edmar Branco (PCdoB-BH), Iza Lourença (Psol-BH), Luiza Dulci (PT-BH), Pedro Rousseff (PT-BH), Adriana Souza (PT-Contagem), Moara Sabóia (PT-Contagem), Marcela Menezes (PT-Ribeirão das Neves), Suzane (PT-Santa Luzia), entre outros.Também participaram do encontro ex-ministros, como a ex-ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, e lideranças históricas da política mineira, como Jô Moraes, Luiz Dulci e André Quintão.
‘Cadeiradas’: justiça rejeita denúncia de Nikolas contra Pedro Rousseff

Declaração dada ao Estado de Minas foi considerada retórica política e sem estímulo concreto à violência A Justiça de Minas Gerais rejeitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público a partir de representação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) contra o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT). O parlamentar municipal era acusado de incitação ao crime após declarações feitas durante uma entrevista em 2024.A ação teve origem em uma queixa apresentada por Nikolas, que apontou que Rousseff teria incentivado a prática de agressões físicas ao afirmar que poderia “dar umas cadeiradas” em adversários políticos. Declaração foi feita durante entrevista ao Estado de Minas.A decisão foi proferida pelo juiz Gustavo Henrique Hauck Guimarães, da 2ª Unidade Jurisdicional Criminal da Comarca de Belo Horizonte. Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que não há elementos suficientes para caracterizar crime na fala do vereador.Na decisão, o juiz classificou a declaração como “inadequada, reprovável e infeliz”, mas concluiu que ela não configura incitação penalmente punível. Segundo o entendimento, a fala se insere no campo da retórica política e não apresenta estímulo concreto à prática de crime.“O denunciado utilizou uma figura de linguagem […] para descrever sua própria disposição para o embate político, afastando-se do requisito de determinar uma conduta criminosa a ser seguida por outrem”, afirmou.O magistrado também destacou que, para a configuração do crime de incitação, é necessário que haja estímulo à prática de um delito específico, o que não se verificou no caso. A manifestação foi considerada genérica e sem potencial real de provocar perturbação da paz pública.
Agência do INSS de Montes Claros, faz mutirão neste fim de semana

O INSS vai realizar, no próximo fim de semana, um mutirão de perícias médicas em 32 agências localizadas em 12 estados brasileiros. No total, serão realizadas quase 13 mil perícias médicas. O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) farão, nos dias 11 e 12 de abril, um mutirão de perícias médicas em cidades de 12 estados. A expectativa é fazer mais de 13 mil tanto para benefícios por incapacidade como assistenciais.A lista de municípios com vagas para agendamento pode ser acessada no site do MPS. Em Minas, a ação ocorre em duas cidades: Montes Claros, com 268 vagas, e Pedra Azul, com 106.Segundo o ministério, os mutirões visam garantir mais agilidade na análise dos benefícios, reduzindo o tempo de espera dos cidadãos. SERVIÇOOs segurados que desejarem antecipar suas perícias podem entrar em contato pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h; ou acessar o serviço pelo Meu INSS, no site ou aplicativo para celular.Ao confirmar o agendamento da avaliação médico pericial, o requerente deverá comparecer à agência no dia e horário marcados.Quem não conseguiu participar dos últimos mutirões pode ficar atento e se programar, já que a ação acontece de 15 em 15 dias, com atendimentos em todo o pais. A próxima data prevista para a realização de mutirões é nos dias 25 e 26 de abril.
Quem é a influenciadora mineira que despertou o interesse de Lula

Com 20 anos e mais de 1,5 milhão de seguidores, a influenciadora e estudante de Direito critica as fake news e defende maior engajamento dos jovens na política Convidada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT), a influenciadora digital Ana Elisa desponta como pré-candidata a deputada federal nas eleições de 2026. De Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, ela soma 900 mil seguidores no Instagram e outros 600 mil no TikTok.Com apenas 20 anos, Ana Elisa atende a um perfil mirado pelo PT em busca de renovação e de dar uma nova cara à legenda. Estudante de Direito, há cerca de um ano ela viu os perfis nas redes sociais crescerem com a publicação de vídeos “react”, que são conteúdos de reação, opinião e comentários com base em vídeos de terceiros.Ela se destaca principalmente por produzir conteúdos com análises políticas e combate à desinformação, com críticas diretas à direita. Além disso, utiliza uma linguagem direta, acessível e jovem.A primeira filiação de Ana Elisa a um partido político ocorreu no ano passado, ao PV, partido da conterrânea deputada estadual e pré-candidata a federal Lohanna França, a convite da vereadora de Divinópolis Kell Silva. Já neste ano, as negociações para se filiar ao PT começaram com lideranças locais e regionais, dentre elas o vereador Vítor Costa e também a secretária nacional do PT.O convite para concretizar a mudança veio durante visita de Lula a Betim, na região metropolitana, no dia 20 de março. Na semana passada, houve a oficialização. Vivência em movimentos políticosAna Elisa cresceu acompanhando a rotina da mãe, professora e atuante em movimentos sindicais. Desde cedo, teve contato com debates políticos. Ao falar sobre política, Ana Elisa defende o envolvimento ativo da população.“Acho que todo mundo é político. Acho que as pessoas não têm para onde fugir. Muita gente fala: ‘ah, eu não gosto de política’. Eu gosto muito até de uma fala que o Lula diz: ‘Basicamente, não interessa se você gosta de política, você vai ser governado por quem gosta’. E eu gosto de estar ativa. Eu gosto de ser responsável pelas coisas que eu faço, que eu falo. Eu gosto de ter um dedo no que deu certo ou pode ser alguma coisa que tenha dado errado também. Mas é de responsabilidade mesmo.”A política faz parte da vida de Ana Elisa desde a infância, e ela afirma que nunca considerou disputar uma vaga na Câmara Municipal de Divinópolis. Segundo ela, sua atuação sempre teve um alcance mais amplo, o que influenciou diretamente sua decisão. Ao mesmo tempo, diz-se surpresa por ter a chance de iniciar a vida pública no Congresso Nacional.“Você fica pensando: vou começar minha primeira pré-candidatura já assim?” Mas, mesmo com esse impacto, a possibilidade de ser vereadora nunca passou pela minha cabeça.Ana Elisa avalia de forma positiva a busca do Partido dos Trabalhadores por jovens lideranças. Para ela, é uma estratégia necessária do PT para ocupar um espaço bem explorado pelos adversários.“A gente está vendo os outros partidos com lideranças jovens, até por conta da atuação nas redes sociais também, que hoje é importante para a política institucional. A política precisa chegar às pessoas para além da TV Câmara e da TV Senado. Muita gente não se interessa porque não entende o que está acontecendo (…) O jovem se interessa por aquilo que o cativa. Se a gente consegue mostrar que política não é algo distante ou complicado, ele passa a se envolver mais.” Críticas ao cenário político atualAna Elisa também chama atenção para o aumento do discurso de ódio no debate público. Segundo ela, o ambiente político atual prioriza conflitos em vez de soluções. Ao citar Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, a jovem critica o que define como “caça às bruxas” nas redes sociais, onde o debate muitas vezes se limita a acusações.Ela também aponta a disseminação de fake news como um dos principais desafios da política atual. “Combater fake news é muito difícil, porque elas são simples e rápidas de espalhar. Já a verdade exige mais tempo e explicação”, afirma. Ela ainda atribui ao campo da direita a responsabilidade pela maior disseminação desse tipo de conteúdo.“Não estou falando que a esquerda não tem fake news. Já vi, sim, fake news do lado da esquerda. Só que, teoricamente falando e na prática também, a massa da direita é muito maior do que a da esquerda nas redes sociais”, analisa. Políticos do Centro-OesteAna Elisa desponta na política em um momento em que o Centro-Oeste de Minas está no epicentro das eleições de 2026. Embora com perfil de esquerda, ela defende o diálogo com lideranças que classifica como de direita e critica o que chama de bolsonaristas. Esse é o caso do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).“É democrático nós termos pessoas de esquerda e pessoas de direita. Mas não é democrático nós termos bolsonaristas. Isso é um ato antidemocrático. Isso não é bom para a democracia do país. Isso atrapalha o diálogo. Então eu percebo que eu não concordo com as ideologias políticas, mas existem temas que o Cleitinho aborda que eu acho, sim, importantes.” Fonte: Jornal Estado de Minas
Rodrigo Cadeirante é pré-candidato a deputado estadual pelo PODEMOS

O vereador Rodrigo Cadeirante é pré-candidato a uma vaga à Assembleia Legislativa de Minas pelo PODEMOS, partido ao qual se filiou para a disputa eleitoral. * Por Waldo Ferreira A mudança – Cadeirante estava filiado ao União Brasil) – reforça a possibilidade de eleição do vereador, o mais votado da história de Montes Claros, com 6.320 votos nas eleições de 2024. Ele avalia que suas chances aumentaram consideravelmente, tendo em vista a composição da chapa para a disputa a deputado estadual e a quantidade de votos necessários para obter êxito nas urnas.O outro nome com viabilidade eleitoral testada é o do vereador por Belo Horizonte, o ex-árbitro de futebol Juliano Lopes Lobato, eleito com 9.328 votos. A expectativa é de que o partido eleja, no mínimo, 3 parlamentares no dia 4 de outubro deste ano.Para Rodrigo Cadeirante, as movimentações partidárias visando as eleições tornaram o cenário mais claro, deixando sua pré-candidatura mais competitiva.A decisão de migrar para o PODEMOS partiu da percepção de que de 10 a 12 deputados atualmente com mandatos estariam na disputa pelo UB, o que tornaria sua eleição difícil, tendo em vista o poder econômico que estará em jogo. A composição de uma chapa sem nenhum pré-candidato à reeleição, portanto considerada leve, aumentaria as chances de eleição.A direção da legenda utiliza a metodologia de optar por quadros promissores, mas que não tenham obtido mais de 35.000 votos em pleitos anteriores. A estratégia vem se provando acertada. * Jornalista
Paralisação dos professores da Universidade Estadual de Montes Claros

Categoria protesta contra descaso do governo de Minas e descumprimento do acordo de greve * Por Waldo Ferreira Professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) paralisaram as aulasnesta quinta-feira (26), em protesto contra o descumprimento do acordo que pôs fim à greve de2016, homologado na Justiça, e em defesa de um reajuste salarial que cubra as perdas salariasdos anos de 2024 e 2025.Houve manifestações no campus da Unimontes e na Assembleia Legislativa, para onde seguiuuma delegação de professores para acompanhar reunião extraordinária que discutiu a revisãodos vencimentos dos servidores do Estado.Eles reclamam que há 10 anos a Unimontes não paga novas Dedicações Exclusivas (DE),sendo que o número de professores com esse regime de trabalho vem diminuindo a cada anona Instituição. Hoje, apenas cerca de 16% dos professores possuem DE`s, enquanto nasuniversidades federais de Minas Gerais esse percentual chega a 85%.O não cumprimento do acordo de greve agrava as condições salariais da categoria, já que ossalários estão defasados em mais de 85%. Isso faz com que professores tenham que trabalharmesmo em tratamento de doenças graves, pois ao se afastarem podem perder até 60% da suaremuneração.Outra distorção apontada pela Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) dizrespeito à remuneração de doutores, considerada muito abaixo de sua titulação.Como o acordo nunca foi cumprido, os professores realizaram vários atos nosúltimos anos. Em 2018, decidiram manter protestos após cortes de salários e, em 2021,houve uma audiência pública na Assembleia Legislativa (ALMG) para tentar por fim aoimpasse.“Valorizar os professores é fortalecer a Unimontes e a educação pública do Norte de Minas.Que os deputados e o governo realmente se empenhem em buscar alternativas para ocumprimento do acordo de greve e pelo pagamento imediato das Dedicações Exclusivas”,defende o presidente da Adunimontes, Wesley Helker. * Jornalista
Lula lidera em todos os cenários de 1° e 2° turnos em Minas Gerais

Flávio Bolsonaro se firma na vice-liderança; alto número de indecisos, porém, mostra que disputa à presidência não está consolidada O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral para a Presidência da República em Minas Gerais em todos os cenários de 1° e 2° turnos testados na pesquisa DATATEMPO. Essa é a primeira rodada a traçar um panorama sobre as eleições deste ano, no segundo maior colégio eleitoral do país. O levantamento revela ainda que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se consolida como segundo colocado no estado em todos os quadros testados para a primeira etapa do pleito. As entrevistas foram realizadas de 14 a 18 de março, e a margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos.Lula chega a alcançar 37,2% das intenções de voto em um cenário estimulado de 1º turno contra outros cinco oponentes. O recorte da pesquisa mostra que o petista está 8,2 pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que atrai 29% da preferência dos eleitores mineiros. Nesse quadro, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece na terceira posição, com 10,8%, seguido pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 4,8%. Renan Santos (Missão) e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) completam a lista, com 1,7% e 0,9%, respectivamente. Vale lembrar que a pesquisa foi realizada antes de Ratinho Junior (PSD) desistir da candidatura à Presidência da República. O anúncio foi feito por ele na última segunda-feira (23/3). Em outro cenário estimulado, Lula registra 36,9% da preferência dos eleitores. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 28,9%. Novamente, Romeu Zema se firma na terceira posição, ao ser citado por 13,1% dos eleitores mineiros. Nesse recorte, o nome do PSD testado é o do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que registra 3,2% das intenções de voto. Renan Santos contabiliza 1,8%, enquanto Aldo Rebelo aparece na lanterna, com 1,6%. O menor percentual obtido por Lula em Minas Gerais é registrado em um cenário menos provável, no qual também é testado o nome de Ciro Gomes (PSDB), que se coloca hoje como pré-candidato ao governo do Ceará. Nesse recorte, o atual presidente da República lidera com 35,5%, seguido por Flávio Bolsonaro (28,8%) e Romeu Zema (11,8%). Ciro vem logo em seguida, na quarta posição, com 6,4% das intenções de voto. O quadro mostra ainda Eduardo Leite em quinto lugar, com 2%, seguido por Renan Santos (1,4%) e Aldo Rebelo (1,1%). Este último recorte mostra que, embora Ciro Gomes não tenha se colocado como opção para a presidência da República, o tucano registra percentual superior aos registrados pelos três nomes do PSD testados na pesquisa. Cenário não está consolidado, indica pesquisa espontânea Ainda que Lula lidere em todos os recortes estimulados para o 1° turno em solo mineiro, a pesquisa DATATEMPO mostra que ainda há grande margem para mudanças no decorrer da corrida eleitoral. Em levantamento espontâneo – quando não é apresentada uma lista com nomes dos pré-candidatos –, 40% dos eleitores de Minas Gerais disseram estar indecisos em relação ao voto para presidente da República. “Isso mostra que, a pouco mais de seis meses das eleições, o cenário presidencial ainda não está totalmente consolidado, as preferências ainda não estão cristalizadas, algo que é esperado nesse momento da corrida eleitoral”, pontua Audrey Dias, doutora em ciência política e coordenadora de pesquisa do instituto DATATEMPO. Apesar do alto grau de indecisão dos eleitores, Lula lidera isolado nesse cenário, ao ser citado espontaneamente por 27,1%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, aparece na vice-liderança, lembrado por 13,6% do eleitorado mineiro. Este recorte da pesquisa mostra ainda que parte do eleitorado faz referência a outros membros da família do senador do PL que não se colocaram como pré-candidatos à corrida presidencial. É o caso de 5,1%, que afirmam a intenção de votar em “Bolsonaro”, embora não especifiquem sobre qual membro do clã estão se referindo. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é citado por 0,6%, enquanto o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) é lembrado por 0,5%. Há ainda 0,4% com intenção de votar no “filho do Bolsonaro”. Petista também lidera em 2° turno A pesquisa DATATEMPO mostra ainda que, numericamente, Lula está à frente em todos os cenários de segundo turno testados. Em um confronto direto com Flávio Bolsonaro, o petista seria eleito com 45,7% dos votos, contra 38,6% do pré-candidato do PL. O levantamento revela que o único a representar risco real para Lula em Minas Gerais em um eventual segundo turno é Romeu Zema, ex-governador do estado. Embora lidere numericamente, com 42,7%, o petista empata na margem de erro com o mineiro, que tem 41,1% das intenções de voto. A maior vantagem de Lula em um segundo turno seria contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que anunciou desistência da disputa. Nesse recorte, o mandatário petista é citado por 46,7% dos eleitores mineiros, enquanto o nome do PSD pontua com 33,7%. Metodologia A pesquisa DATATEMPO foi contratada pela Sempre Editora. Os dados foram coletados de 14 de março a 18 de março de 2026. Foram realizadas 2.000 entrevistas domiciliares. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. Pesquisa registrada: MG-06897/2026 e BR-01341/2026.
CPMI do INSS rejeita todas as oitivas da Igreja da Lagoinha mesmo após sucessivos requerimentos

Os dados reunidos nos requerimentos apresentados à CPMI do INSS mostram um padrão claro e controverso. Foram protocolados diversos pedidos para ouvir representantes ligados à Igreja da Lagoinha, incluindo o pastor André Valadão e estruturas associadas como o Clava Forte Bank. Apesar da quantidade de elementos citados nos relatórios, todas as solicitações de oitiva foram rejeitadas. A repetição das negativas chama atenção porque ocorre justamente em um dos núcleos mais mencionados nos documentos de inteligência financeira. Nenhum dos pedidos avançou, mesmo com a insistência dos parlamentares responsáveis pelos requerimentos. Os elementos que motivaram os pedidos de oitivaOs requerimentos têm como base registros do COAF e apontamentos da Controladoria-Geral da União que identificaram movimentações consideradas atípicas e compatíveis com possíveis práticas de lavagem de dinheiro.No caso da Igreja da Lagoinha, os dados indicam proximidade com os chamados “Golden Boys” (Felipe Macedo, Américo Monte e Anderson Cordeiro) apontados como centrais nas movimentações suspeitas.Também é destacado que, em 2024, a igreja recebeu patrocínio de Felipe Macedo para um evento de Réveillon realizado no Allianz Parque, período descrito nos documentos como o auge das irregularidades envolvendo descontos indevidos.Outro ponto relevante envolve o Clava Forte Bank S/A, ligado a André Valadão. Há questionamentos sobre o possível papel da instituição como intermediadora ou receptora de valores oriundos das fraudes investigadas. O fato de o site da empresa ter saído do ar no mesmo dia da prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também foi incluído nos elementos apresentados.Essas conexões fundamentaram os requerimentos que pediam esclarecimentos diretos por meio de oitivas. Um padrão diferente do restante da investigaçãoEnquanto os pedidos relacionados à Igreja da Lagoinha foram barrados integralmente, outros alvos com base em movimentações financeiras semelhantes foram incluídos nas investigações e tiveram requerimentos aceitos.Os dados mostram, por exemplo, que a Sete Church recebeu R$ 370.338,00 de Anderson Cordeiro e mais R$ 124.000,00 de Américo Monte. A Adoração Church movimentou mais de R$ 5 milhões em sete meses. A Igreja Campo de Anotote recebeu R$ 200.000,00 antes mesmo de sua formalização oficial. Já o Ministério do Renovo aparece com movimentações superiores a R$ 500 mil, incompatíveis com a renda declarada de seu dirigente.Mesmo diante desse conjunto amplo de informações, o caso da Lagoinha seguiu um caminho distinto dentro da comissão. As justificativas para as rejeiçõesAs negativas às oitivas foram atribuídas, nos debates internos, à ausência de provas conclusivas e à necessidade de priorização de outros alvos. Também foi mencionado que os requerimentos apontariam indícios, mas não elementos suficientes para convocação imediata.No entanto, os próprios documentos utilizados nos pedidos afirmam que, considerando a natureza das atividades, vínculos operacionais e enquadramento societário, é provável que as movimentações identificadas configurem canais de circulação de valores desviados do esquema do INSS.Essa avaliação técnica foi um dos principais argumentos para a apresentação das solicitações. O pano de fundo financeiro das suspeitasAs investigações se conectam a falhas estruturais identificadas pela CGU no sistema de crédito consignado vinculado ao Auxílio Brasil em 2022.O relatório aponta que mais de 3,6 milhões de contratos foram firmados em poucos meses, com movimentação de R$ 7,6 bilhões, principalmente pela Caixa. Também foram identificadas falhas na integração entre Dataprev e sistema bancário, erros na averbação de parcelas e descontos indevidos em benefícios de famílias vulneráveis.A ausência de estudos técnicos para definição de juros e limites de comprometimento da renda agravou o cenário. Em alguns casos, os descontos chegaram a comprometer até 40% do benefício. O ponto central da controvérsiaDentro desse contexto, a rejeição total das oitivas ligadas à Igreja da Lagoinha se tornou um dos principais pontos de tensão na CPMI. Os dados mostram que não se trata de um pedido isolado recusado, mas de uma sequência completa de negativas. Todas as tentativas de ouvir representantes da igreja foram barradas, mesmo com a apresentação de relatórios, registros financeiros e conexões diretas com investigados. O resultado é que um dos núcleos mais citados nos requerimentos permanece sem esclarecimentos formais na comissão, enquanto outras frentes avançam normalmente.
Romeu Zema, um governador de outro mundo, por Luís Nassif

Zema, do alto de sua mediocridade, resolveu alardear ao Brasil inteiro ser o governador que mais critica o STF, como se isso fosse bandeira. Dentre todos os políticos brasileiros, que ascenderam na era da anti-política, nenhum é mais medíocre que o mineiro Romeu Zema. Nem se fale de sua supina ignorância, do ridículo de comer banana com casca para aparecer em redes sociais, de sua dificuldade com a língua pátria. Mas também das leituras que faz da realidade política e das formas toscas de se projetar. Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do MundoSeguir no GoogleSeu último feito é se anunciar como o governador que mais critica o Supremo Tribunal Federal (STF). Justo o STF, que, ao dispensá-lo do pagamento da dívida com a União, viabilizou uma gestão financeira caótica. A gestão Fernando Pimentel (2015-2018) enfrentou a recessão da economia e decisões pesadas dos tribunais superiores, contaminados pelo espírito do impeachment e do delenda PT. Para fechar as contas, Pimentel conseguiu aprovar uma lei permitindo ao Estado utilizar depósitos judiciais. O STF suspendeu a lei. Tentou impedir a União de bloquear receitas estaduais para pagar dívida federal. Mas decisões liminares do STF incluiu o estado em cadastros de inadimplentes, obrigando à execução da dívida com a União. E tudo isso sob o fogo cruzado da politização da Polícia Federal no estado, soltando denúncias a cada mês em cima de um mesmo fato que, depois, se comprovou falso. Já o sábio Zema se valeu de todos os recursos da irresponsabilidade fiscal. Conseguiu um presente do STF – que ele critica -, ao suspender os pagamentos devidos à União. Houve um aumento nominal das receitas, mas fruto da inflação, do aumento dos preços das commodities e da recuperação da economia. Através de liminares, o STF autorizou a suspensão dos pagamentos da dívida. Ao não pagar mais a União, a dívida mineira saltou de R$ 114 bilhões em 2019 para R$ 160 bilhões. A folga foi aproveitada para uma esbórnia em incentivos fiscais: cerca de R$ 22,1 bilhões em 2024. Em 8 anos, foram R$ 128 bilhões. Atualmente, discute-se no Congresso o Propac (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), que sugere: Redução de Juros: Se o estado investir em ensino técnico ou infraestrutura, a taxa de 4% poderia cair para 1% ou 2%.Entrega de Ativos: O abatimento do estoque da dívida mediante a federalização de estatais (como Cemig ou Copasa).Incentivos destinam-se a estimular setores que enfrentam competitividade externa ou que sejam grandes geradores de emprego. Para tanto, são setores complexos, com redes de fornecedores. Não é o caso das locadoras de automóveis. Por seu volume de compras, elas conseguem descontos de até 30% dos fabricantes de veículos. Não bastou. Zema concedeu incentivo para o setor. O IPVA normal para carros de passeio em Minas é de 4% do valor do veículo. Para as locadoras, Zema derrubou o IPVA para 1%. Estimativas divulgadas em reportagens e debates legislativos apontam para uma perda de mais de R$ 1 bilhão por ano. Na outra ponta, as locadoras passaram a concorrer com a rede de concessionárias. A rede da Localiza, por exemplo, é um dos maiores canais de venda de automóveis usados. Em 2018, o maior financiador da campanha de Zema foi justamente Salim Mattar, da Localiza, com R$ 700 mil. Jornal GGN