Ciro Gomes diz que não disputará a Presidência e confirma candidatura no Ceará

Ex-ministro diz que candidatura ao governo do Ceará será oficializada no próximo final de semana O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB) decidiu não disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A informação foi divulgada inicialmente pelo G1 nesta segunda-feira (11), durante participação do político no Fórum Otimista Brasil 2026, promovido pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo.Ciro confirmou que irá concentrar seus esforços na política estadual e anunciou que oficializará sua candidatura ao governo do Ceará no próximo dia 16 de maio. Durante o evento, ele explicou que a escolha foi motivada pela prioridade dada ao cenário político cearense.“Apesar do amor pelo Brasil”, declarou Ciro Gomes, “desta vez pesou mais” a decisão de disputar o comando do Ceará.O ex-governador participou de um painel voltado à discussão da atual conjuntura política e social do país. A declaração encerra meses de especulação sobre uma possível nova candidatura presidencial do ex-ministro, que já disputou o Palácio do Planalto em quatro ocasiões.Em 2022, Ciro teve o pior desempenho eleitoral de sua trajetória política. Naquele pleito, quando ainda integrava o PDT, terminou a corrida presidencial em quarto lugar, com cerca de 3% dos votos válidos em nível nacional.Mesmo após retornar recentemente ao PSDB, o ex-ministro vinha mantendo em aberto a possibilidade de disputar novamente a Presidência. Em declarações anteriores, afirmou que analisaria o convite da legenda antes de tomar uma decisão definitiva.“Eu me obrigo, por respeito, a pensar e amadurecer o assunto, e devo no fim da primeira quinzena de maio tomar essa decisão”, havia afirmado anteriormente.Com a decisão, o cenário político no Ceará ganha novos contornos para 2026. Ciro Gomes volta a direcionar sua atuação ao estado onde construiu grande parte de sua carreira política, tendo exercido os cargos de prefeito de Fortaleza, governador e parlamentar.

Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria até julgamento do STF

Ministro barra pedidos imediatos de redução de pena de condenados pelo 8 de Janeiro e cita “segurança jurídica” diante das ações que questionam a constitucionalidade da norma O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu neste sábado (9) a aplicação da chamada Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026) até que o plenário da Corte julgue as ações que questionam a constitucionalidade da norma.A decisão impede, por ora, que condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 obtenham redução de pena ou flexibilização de progressão de regime com base na nova legislação.Moraes passou a adotar o entendimento após as defesas dos golpistas acionarem o STF pedindo a aplicação imediata da lei.O ministro já aplicou a decisão em pelo menos nove execuções penais, entre elas a da bolsonarista Nara Faustino de Menezes, condenada a 16 anos e seis meses de prisão pelos ataques às sedes dos Três Poderes.Na decisão, Moraes afirmou que a apresentação das ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) 7.966 e 7.967 criou um “fato processual novo e relevante” que pode influenciar diretamente a análise dos pedidos feitos pelas defesas.Por isso, determinou a suspensão da aplicação da norma “por segurança jurídica, até definição da controvérsia pelo Supremo Tribunal Federal”.O despacho do ministro estabelece que as execuções penais devem seguir “em seus exatos termos, conforme transitado em julgado”, mantendo todas as medidas já impostas aos condenados.Segundo o advogado Paulo Guimarães, ouvido pelo Portal Vermelho, a decisão serve como sinalização para que outros órgãos do Judiciário adotem a mesma postura até que o plenário do STF julgue o mérito das ações.A Lei da Dosimetria foi promulgada na última sexta-feira (8) pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), após deputados e senadores derrubarem o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em benefício dos golpistas.A norma altera regras da Lei de Execução Penal e do Código Penal para permitir mudanças na soma de penas, na progressão de regime e na redução de punições em crimes cometidos em contexto de multidão.As ações contra a lei foram apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), pela federação PSOL-Rede e também pelos partidos PCdoB, PT e PV.As legendas pedem ao STF a suspensão imediata da norma e alegam que a nova legislação enfraquece a proteção ao Estado Democrático de Direito ao criar mecanismos de redução automática de penas para condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro.Na ação protocolada pelos três partidos, as legendas argumentam que a lei reduz drasticamente o tempo de prisão ao impedir a soma de penas em crimes contra as instituições democráticas e cria benefícios automáticos para delitos cometidos em multidão.As siglas também sustentam que houve irregularidades na tramitação da proposta no Congresso e classificam a medida como um “retrocesso social” na proteção da democracia brasileira.Ao assumir a relatoria das ADIs, Moraes determinou que Presidência da República e Congresso Nacional prestem informações em até cinco dias. Depois disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão três dias cada para se manifestar antes da análise do caso pelo plenário do STF.

Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria, que reduz penas dos condenados por tentativa de golpe

Promulgação se deve à derrubada do veto integral do presidente Lula ao projeto de lei O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou nesta sexta-feira (8) a Lei da Dosimetria. A medida ocorre após o Legislativo derrubar o veto total do presidente Lula ao texto, que beneficia diretamente os golpistas envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.A nova lei, que será publicada em edição extra do Diário Oficial da União, altera o cálculo das punições para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Agora, os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.Na prática, a lei desidrata a resposta institucional aos atos golpistas de 8 de janeiro. O presidente Lula havia vetado o projeto por entender que ele viola o interesse público.O principal beneficiado pela nova regra é o ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu a pena mais alta aplicada pelo STF, de 27 anos e três meses de prisão.A medida também favorece a cúpula militar ligada ao governo anterior. Entre os nomes que podem ter penas reduzidas estão os generais Augusto Heleno e Walter Braga Netto. Os ex-ministros Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier também estão no grupo que aguarda o alívio nas sentenças.Para obter o benefício, os golpistas condenados devem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). As defesas precisam protocolar pedidos individuais de recálculo de pena, e caberá à Corte aplicar os novos parâmetros de penas mínimas e máximas definidos pelos parlamentares.Até o momento, o STF já condenou cerca de 1,4 mil pessoas pelos atos antidemocráticos. Desse total, 431 golpistas receberam penas de prisão. Outros 419 cumprem penas alternativas e 552 assinaram acordos de não persecução penal.O levantamento do Supremo mostra que o maior grupo de condenados (404) recebeu apenas um ano de prisão. Outro grupo de 213 pessoas havia sido sentenciado a 14 anos de reclusão. Agora, todas essas condenações poderão ser revistas para baixo. Manobra no CongressoPara viabilizar a derrubada do veto, Alcolumbre realizou uma manobra no Congresso. Ele retirou da votação um trecho do projeto que facilitava a progressão de regime para crimes graves, como feminicídio. Esse trecho contrariava a Lei Antifacção, que endureceu as regras para criminosos comuns.Ao declarar a “prejudicialidade” dessa parte, o presidente do Senado desmembrou o veto integral de Lula. Assim, o Congresso focou apenas em garantir o benefício jurídico aos golpistas do 8 de janeiro, preservando as regras rígidas para outros crimes hediondos.

VÍDEO: Líder do PP é flagrado saindo escondido da casa de Ciro Nogueira

O líder do PP na Câmara, deputado Dr. Luizinho (RJ), foi flagrado tentando evitar exposição ao sair da residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Brasília, nesta quinta-feira (7). A visita ocorreu horas depois de a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao presidente nacional do PP, no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas envolvendo o Banco Master.Embora não seja alvo da operação, Dr. Luizinho foi registrado por jornalistas abaixado dentro de um carro ao deixar a casa de Ciro. As imagens repercutiram nas redes sociais e ampliaram o desgaste político no entorno do senador, apontado pela investigação como possível beneficiário de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao banco. Após a divulgação do registro, o deputado afirmou que não tentou se esconder. “Visitei hoje à tarde o presidente Ciro Nogueira em sua residência p/levar minha solidariedade, não apenas como correligionário, mas também como amigo. Entrei e saí no carro dele, pelo portão principal da residência (com vários jornalistas na frente da casa), em um veículo praticamente sem insulfilm. O fato de eu ter decidido não comentar ou conceder entrevista na porta da residência não significa que tenha entrado ou saído escondido, até pq não haveria qualquer necessidade ou motivo para isso [SIC]”, escreveu.A ação da Polícia Federal teve como um dos alvos a mansão de Ciro Nogueira no Lago Sul, área nobre de Brasília. No local, foram apreendidos dois veículos de luxo, uma BMW 440i e uma motocicleta Honda CB1000. A operação investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Segundo a PF, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no Piauí, em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, e também permitiu o bloqueio de bens, direitos e valores de R$ 18,85 milhões.Na decisão, Mendonça apontou “a identificação da suposta conduta do senador em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Um dos presos na operação é Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro indicam proximidade entre o banqueiro e Ciro. Em uma delas, Vorcaro se refere ao senador como “grande amigo de vida”. Em outro diálogo, ele comemora uma proposta apresentada por Ciro para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, medida apelidada nos bastidores de “emenda Master”.A PF também identificou uma mensagem em que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro, pede autorização para repasses. “Preciso que me ordene as prioridades. […] 2. Pagamento pra Ciro”, escreveu. Em seguida, Vorcaro autorizou os pagamentos da lista.Ciro nega qualquer irregularidade. “Inferir que se refere a mim, senador Ciro Nogueira, é definitivamente uma mentira fabricada na tentativa de manchar minha biografia”, declarou. Em outra nota, afirmou estar tranquilo em relação às investigações e disse que “não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso em apuração”.

Banco Master: senador Ciro Nogueira é alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero

Operação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça Policiais federais cumprem desde o início da manhã desta quinta-feira (7) um mandado de prisão temporária e dez de buscas e apreensão em Minas Gerais, Piauí, São Paulo e no Distrito Federal na 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O senador Ciro Nogueira (PP-PI) está entre os investigados.De acordo com a PF, as ações autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) ocorre após mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apontar que foram realizados pagamentos mensais ao entorno de Ciro Nogueira – tratado como “grande amigo da vida” por Vorcaro – próximos a R$ 500 mil.A decisão do STF autorizou, ainda, o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$ 18,85 milhões ligados aos investigados.A operação desta quarta tem como objetivo aprofundar as investigações sobre um esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, informou a PF. Compliance ZeroNa 4ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 16 de abril deste ano, foram presos, em caráter preventivo, o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março.Nas quatro primeiras fases da Compliance Zero, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas (BA, DF, MG, RJ, RS e SP). A pedido da PF e do Ministério Público (MP), a Justiça determinou o sequestro ou o bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos.*com informações da Agência Brasil

Tour na Casa Branca e elogios: os bastidores da reunião de Lula e Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu por cerca de três horas com Donald Trump nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington. O encontro marcou a primeira visita oficial de Lula à residência presidencial dos Estados Unidos durante a gestão trumpista e teve como foco a retomada do diálogo entre os dois países, especialmente nas áreas comercial, diplomática e estratégica. A agenda previa uma declaração conjunta no Salão Oval após a reunião, mas a coletiva foi cancelada. O motivo não foi informado pela Casa Branca nem pelo Planalto.Depois do encontro, Trump publicou uma mensagem na rede Truth Social em que classificou a conversa como produtiva e destacou o tema das tarifas. “Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo comércio e, mais especificamente, tarifas. A reunião foi muito boa”, escreveu.O presidente dos Estados Unidos também afirmou que representantes dos dois governos terão novos encontros para tratar de pontos da agenda bilateral. “Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, disse Trump.Em coletiva, Trump também fez diversos elogios ao brasileiro: “Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil. Estamos fazendo muito comércio e vamos aumentar ainda mais esse comércio. Falamos sobre tarifas. Eles gostariam de algum alívio nas tarifas. Mas tivemos uma reunião muito boa”, afirmou. Em seguida, completou: “Ele é um bom homem. É um cara inteligente”. Mais cedo, Trump já havia publicado na Truth Social que tinha acabado de concluir a reunião com “Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil”. Segundo ele, os dois discutiram “muitos temas”, incluindo comércio e tarifas, e representantes dos dois países devem se reunir para tratar de pontos estratégicos. Veja quais foram os temas: Relação entre Brasil e Estados Unidos Lula afirmou que a reunião teve como objetivo fortalecer a relação entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o presidente brasileiro, os dois países têm interesse em ampliar a cooperação econômica e comercial, depois de um período de distanciamento político.O petista disse que defendeu uma relação baseada no diálogo e no multilateralismo. Segundo ele, o Brasil está disposto a negociar com diferentes parceiros, desde que sejam respeitadas a soberania nacional e os interesses do país. Lula também afirmou que propôs a criação de um grupo de trabalho bilateral para discutir impasses comerciais, incluindo tarifas de importação, com uma proposta a ser apresentada em até 30 dias.“Eu saio muito satisfeito da reunião. Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos”. Tarifas comerciais e comércio bilateralO tema das tarifas esteve entre os principais pontos da conversa. A gestão Lula chegou ao encontro com a prioridade de evitar novas medidas contra produtos brasileiros e tentar reduzir tensões comerciais abertas desde 2025, quando Trump impôs uma tarifa de 50% sobre itens do Brasil.Lula já havia criticado a medida em outras ocasiões e acusado Trump de agir de forma unilateral. Na avaliação do governo brasileiro, a reunião serviu para abrir um canal direto de negociação e diminuir a influência de aliados bolsonaristas sediados nos Estados Unidos sobre decisões da Casa Branca. Terras raras e minerais críticosOutro assunto tratado foi o potencial brasileiro na exploração de terras raras e minerais críticos, considerados estratégicos para a transição energética, a indústria de tecnologia e a produção de equipamentos avançados.Lula afirmou que o Brasil quer ampliar o conhecimento sobre o próprio território e desenvolver a cadeia produtiva no país, sem repetir o modelo de exportação de matéria-prima sem agregação de valor. O presidente disse que o Brasil está aberto a parcerias internacionais, inclusive com empresas dos Estados Unidos, mas rejeita a ideia de se tornar fornecedor exclusivo de um único país.“O Brasil estará aberto para construir parcerias. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas”, disse. “Nós queremos que o Brasil seja o grande criador dessa riqueza que a natureza nos deu”. Guerras e crises internacionaisLula também afirmou que discutiu com Trump conflitos internacionais e apresentou a posição brasileira sobre guerras em curso. O presidente disse que defendeu o diálogo como alternativa a intervenções militares e mencionou situações como Irã e Venezuela.O petista afirmou que não espera que Trump mude sua postura após uma única reunião, mas considerou importante expor diretamente a visão do Brasil. Ele se colocou à disposição para contribuir com negociações, caso haja interesse das partes envolvidas.“Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião de três horas comigo”, disse. “Conversar é muito mais barato, mais eficaz. Não tem vítima, não tem destruição de casa, não tem morte de criança”.Lula também disse que ouviu de Trump que não há intenção de invadir Cuba, já que Havana tem demonstrado abertura ao diálogo. O presidente brasileiro avaliou a declaração como um sinal positivo. Reforma do Conselho de Segurança da ONUNa conversa, Lula voltou a defender mudanças no Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, a estrutura atual ainda reflete a geopolítica do pós-Segunda Guerra Mundial e não corresponde mais à realidade internacional.O presidente afirmou que países com assento permanente, como Estados Unidos, China e Rússia, precisam assumir protagonismo no debate sobre a reforma. Lula defendeu a ampliação do órgão, com a inclusão de novos membros permanentes, entre eles Brasil, Japão, Índia e países africanos.“A geopolítica de 2026 não é a geopolítica de 1945. O mundo é outro, a comunicação é outra”. Copa do Mundo e momento de descontraçãoLula relatou que o encontro também teve momentos de descontração. Segundo ele, os dois conversaram sobre a próxima Copa do Mundo, que terá jogos nos Estados Unidos.O presidente brasileiro disse que fez uma brincadeira com Trump em referência à política migratória estadunidense. “Eu falei: espero que você não anule o visto dos jogadores brasileiros, porque nós vamos vir aqui para ganhar a Copa do Mundo. E ele riu, porque agora ele vai rir sempre”.Lula afirmou que o clima mais leve ajudou no diálogo entre os líderes. Segundo ele, ver

Em pleno 1º de Maio, Romeu Zema defende permitir o trabalho infantil

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, defendeu a liberação do trabalho infantil no Brasil durante entrevista ao podcast Inteligência Limitada, transmitida nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador. “Eu trabalho desde que aprendi a contar. Mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos”, afirmou Zema. Ele disse que o estudo deve ser prioridade, mas sustentou que “toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”. Valor Zema afirmou que trabalha desde os cinco anos, quando, segundo ele, contava parafusos e porcas na loja do pai. O ex-governador comparou o Brasil aos Estados Unidos e citou crianças que, segundo ele, trabalham entregando jornais. “Aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança trabalha entregando jornal, recebe não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que ela tem. Aqui é proibido, está escravizando a criança. Então, é lamentável. Mas tenho certeza que nós vamos mudar isso aí”, disse. Na mesma entrevista, Zema voltou a defender privatizações de estatais federais. “Nós vamos privatizar Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, tudo para pagar a dívida e para fazer investimentos estruturantes”, afirmou. O ex-governador também disse que empresas públicas são usadas para interesses políticos. Zema ainda criticou a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e comparou o crescimento econômico a uma pessoa que usa anabolizantes. Questionado se Lula teria deixado o Brasil “impotente”, respondeu que o país sofre sequelas e fez trocadilho com “Tadalazema”, em referência ao medicamento Tadalafila.

Messias entregou tudo e não ganhou nada – Por Moisés Mendes, em seu blog

Depois de cinco meses de espera, Jorge Messias apresentou aos senadores todas as suas virtudes de jurista conservador e não levou nada. Porque o Senado não queria um moderado, mas afrontar Lula. Messias ofereceu quase tudo que a direita absorvida pelo fascismo pedia. Disse ser contra o aborto. Condenou as decisões monocráticas do STF, criticou, sem referência direta, o inquérito das fake news e defendeu a autocontenção do Supremo. Messias chorou, exaltou qualidades que o Congresso não tem mais, declarou-se um religioso que age orientado por Deus e só faltou dizer: eu também sou um ser terrivelmente evangélico. Teve o apoio de André Mendonça, mobilizou parte do Supremo em favor do seu nome, mas fracassou porque o Senado decidiu que essa era a hora de saltar no pescoço de Lula. E Jorge Messias estava no caminho. Fica a surpresa que parece mas não é paradoxal: o mais conservador dos ministros indicados pelo PT é o que acaba sendo rejeitado. Messias não foi esnobado, por 42 a 34 votos, por não saber nada de Direito, e sabe, ou porque é progressista. Foi derrotado por ter sido escolhido para o STF na hora errada por um governo que a extrema direita testa todos os dias, com o apoio da grande imprensa. Se fossem escolher manchetes que tentam explicar o que aconteceu, os leitores ficariam com essas duas, que parecem dizer o óbvio, mas não dizem a mesma coisa. Esta é a do Globo: “Veto a Messias é resultado de articulação de última hora de Alcolumbre, avaliam aliados”. E esta é a do Estadão: “Planalto avalia que ala do STF liderada por Moraes se juntou a Alcolumbre para derrotar Messias”. A síntese é que o Congresso dominado pelo fascismo, que passa a orientar a postura da velha direita em quase tudo, foi fomentado por Globo, Folha a Estadão. A grande imprensa continua golpista e protagonista. A manchete correta seria mais ou menos assim: “Veto a Messias reflete a chantagem de Alcolumbre, da velha direita, do fascismo e dos jornalões que sabotam Lula”. (A foto é de Geraldo Magela, da Agência Senado)

Marinho rejeita “chororô” de empresas com fim da escala 6×1 e critica Hugo Motta

Ministro do Trabalho rejeita compensações a empresas no debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, rejeitou nesta segunda-feira (27) a possibilidade de compensações no debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Segundo ele, o governo tem posição definida sobre o tema.“A posição do governo é muito clara. Não cabe compensação nesse tipo de benefício para o conjunto da economia”, afirmou Marinho a jornalistas na sede do MTE, após a apresentação do 5º Relatório de Transparência Salarial.Marinho também criticou a reação de setores empresariais diante da proposta e disse que parlamentares devem rejeitar a proposta de desoneração para compensar as empresas, acrescentando que “historicamente, sempre, as empresas vêm com um chororô muito grande, é além da realidade”.De acordo com o ministro, argumentos de impacto negativo já foram apresentados em outros momentos, mas não se confirmaram. “Em todos momentos, dizem que isso vai desregular, gerar desemprego e quebrar empresas, mas a história, no mundo e no Brasil, diz exatamente o contrário”, declarou.Marinho reconheceu que há efeitos econômicos, mas afirmou que eles são compensados por ganhos de produtividade e organização do trabalho. “Tem impacto financeiro, sim, mas ele é compensado por outro impacto. Uma empresa, por exemplo, que tinha 24 faltas diárias na escala 6×1, sem reduzir para 40 horas semanais, mas na 5×2, zerou as faltas diárias e preencheu as vagas que não conseguia preencher na escala 6×1”, explicou.Ele reforçou que mudanças desse tipo não provocam prejuízos generalizados. “Não gerou quebradeira para as empresas coisa nenhuma”, afirmou. “Vários aspectos positivos se contrapõem” e “os impactos são compensados pela melhoria do mercado, aumento da produtividade e da capacidade”, disse.O ministro também destacou que o governo mantém diálogo com os setores econômicos, mas descartou discutir compensações neste momento. “Evidente, nosso governo é um governo de muita escuta. Se algum nicho de empresa perceber que tem esse tipo de problema, vamos escutar, mas não é agora no bojo da discussão da redução da jornada que se discute compensação, porque precisa pegar a especificidade de cada setor”, disse.A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. O texto seguirá agora para análise de uma comissão especial, ainda a ser instalada, antes de ser encaminhado ao plenário.Paralelamente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou à Câmara um projeto de lei (PL) sobre o tema em regime de urgência. A proposta também prevê o fim da escala 6×1 e tem prazo até 15 de julho para ser votada pelo Congresso Nacional.Esse é um debate muito importante, não é de agora. A PEC do Reginaldo Lopes está tramitando desde 2019.Marinho também afirmou, durante a coletiva, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoia tanto a aprovação da PEC quanto do PL, mas demonstra preferência pela tramitação do projeto de lei.“Por que o governo prefere o PL, sem absolutamente uma rejeição à PEC?”, disse Marinho. “Se a PEC avançar e for aprovada, está tudo certo, mas reconhecidamente as PECs têm um caminho mais longo a ser percorrido”, acrescentou.Ele também rejeitou as críticas de que o PL seria inconstitucional e afirmou que dialoga com o presidente da Câmara, Hugo Motta, mas ponderou: “Visivelmente, ele está tramitando a PEC e fazendo de tudo para segurar o PL”.Marinho disse que Motta havia assumido inicialmente o compromisso de tramitar as duas propostas.

Preferido de Aécio, Ciro faz primeiro teste entre tucanos para a sucessão presidencial

Aécio Neves articula alternativa ao Planalto e ex-governador do Ceará avalia ser alternativa contra polarização entre Lula e Flávio A Executiva Estadual do PSDB de São Paulo realiza neste sábado (25), às 11h, um encontro com seus pré-candidatos a deputado estadual e federal que marcará a primeira agenda pública de Ciro Gomes desde que foi oficialmente estimulado pelo partido a disputar a Presidência da República em 2026. O evento acontecerá no Clube Juventus, na Mooca, em São Paulo, e servirá como ato de mobilização interna da legenda após o encerramento da janela partidária.A presença de Ciro ocorre em meio ao movimento nacional articulado pelo presidente do PSDB, Aécio Neves, que anunciou no último dia 14 ter convidado o ex-ministro para encabeçar uma candidatura tucana ao Palácio do Planalto. Aécio afirmou que vê em Ciro a possibilidade de construção de uma alternativa de centro fora da polarização entre o presidente Lula e o campo bolsonarista. O próprio Ciro confirmou ter recebido o convite e disse que a proposta ainda será “amadurecida” com seu grupo político.No encontro deste sábado, Ciro participará de uma integração com os nomes que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa paulista, em um gesto que o PSDB trata como demonstração de reorganização nacional. A leitura dentro da sigla é que a presença do ex-governador cearense pode ajudar a devolver musculatura política a um partido que perdeu protagonismo nos últimos anos e tenta voltar ao debate presidencial com um nome de alcance nacional.A aproximação entre Ciro Gomes e o PSDB, porém, não começou agora. Em outubro do ano passado, o ex-presidenciável deixou o PDT e oficializou seu retorno aos tucanos, partido pelo qual já havia construído parte de sua carreira política no início dos anos 1990. Ciro foi um dos fundadores da legenda e chegou a ser o primeiro governador eleito pelo PSDB, no Ceará, antes de romper com o partido e migrar por outras siglas ao longo das décadas.O retorno foi costurado nos bastidores principalmente pelo grupo liderado por Tasso Jereissati e tinha, inicialmente, como foco fortalecer uma eventual candidatura de Ciro ao governo do Ceará. A movimentação reposicionou o ex-ministro no tabuleiro eleitoral e reacendeu a discussão sobre qual papel ele cumprirá em 2026: se liderará a oposição ao PT em seu estado ou se será lançado novamente em uma disputa nacional.A sinalização feita por Aécio, no entanto, embaralhou esse cenário. Ao colocar Ciro como opção presidencial, o PSDB tenta criar um fato político capaz de recuperar visibilidade e oferecer ao eleitorado um nome conhecido, com experiência administrativa e discurso econômico consolidado. Internamente, tucanos admitem que a exposição nacional do ex-ministro interessa mesmo antes de uma definição formal, pois ajuda a reerguer a marca do partido em um momento de fragilidade eleitoral.Além de Ciro, o encontro em São Paulo terá a presença de outras lideranças tucanas, como Paulo Serra, pré-candidato ao governo paulista, a deputada estadual Ana Carolina Serra, o ex-senador José Aníbal e o prefeito de Marília, Vinícius Camarinha. Também são esperados prefeitos, vereadores, parlamentares e correligionários de várias regiões do estado.Nos bastidores, a avaliação é de que o ato deste sábado funcionará não apenas como reunião partidária, mas como teste de temperatura para medir a recepção do nome de Ciro entre quadros tucanos fora do Ceará. A depender da repercussão e das pesquisas internas que o PSDB pretende encomendar nas próximas semanas, o ex-ministro poderá consolidar de vez seu retorno ao centro do debate eleitoral brasileiro.