Mais de R$ 100 mil: o supersalário do juíz flagrado fumando e bebendo em sessão

O corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, determinou o afastamento de Milton Lívio Lemos Salles, nesta terça-feira (11 de agosto) O juiz Milton Lívio Lemos Salles, afastado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) após ser filmado fumando e bebendo de uma garrafa durante uma sessão virtual, recebeu R$ 105.073,16 em rendimentos brutos em julho. Depois dos descontos, o valor líquido chegou a R$ 83.583,55.O corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Raimundo Messias Júnior, determinou o afastamento em 11 de agosto. A Corregedoria instaurou uma sindicância para apurar a conduta do magistrado, e o Órgão Especial do TJMG ainda analisará a decisão.Dados do Portal da Transparência do tribunal apontam R$ 13.212,08 em vantagens pessoais, R$ 39.753,21 referentes a cargo em comissão, R$ 13.913,62 em indenizações e R$ 24.280,63 em vantagens eventuais na remuneração de julho. A folha também registra R$ 13.913,62 em gratificações.O contracheque teve descontos de R$ 7.092,39 para a Previdência e de R$ 14.397,22 de Imposto de Renda, que somaram R$ 21.489,61. O total bruto supera o teto constitucional do funcionalismo, de R$ 46.366,19, mas o tribunal considera que parcelas legalmente excluídas do limite integram a remuneração.
Juiz flagrado bebendo vinho e fumando durante sessão é afastado do cargo

O TJ/MG informou que vai apurar a conduta de um juiz Milton Lívio Lemos Salles A Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais afastou nesta terça-feira (11) o juiz Milton Lívio Lemos Salles, flagrado bebendo vinho e fumando durante uma sessão virtual de julgamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).O corregedor-geral de Justiça, desembargador Raimundo Messias Júnior, determinou o afastamento imediato do magistrado. O Órgão Especial do TJMG ainda analisará a decisão.A Corregedoria também abriu uma sindicância para apurar a conduta do juiz. As imagens que motivaram a medida mostram Salles usando bermuda, fumando e virando uma garrafa de vinho durante o julgamento realizado na segunda-feira (10).Participantes perceberam o consumo de bebida alcoólica, e a sessão acabou suspensa. O episódio passou a circular nas redes sociais e entre colegas do magistrado no dia seguinte.
Juiz é flagrado fumando e virando garrafa de vinho durante sessão

Vídeo mostra Milton Lívio Lemos acendendo um cigarro com um maçarico e fumando durante o julgamento O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) abriu procedimento para apurar uma possível falta funcional do juiz Milton Lívio Lemos Salles, flagrado bebendo vinho diretamente da garrafa durante uma sessão remota nesta segunda-feira (10). Assim que identificaram o consumo de álcool, os participantes suspenderam a sessão.O vídeo também mostra Salles acendendo um cigarro com um maçarico e fumando durante o julgamento. Uma mulher passa atrás dele em seguida. O magistrado atua como juiz de direito auxiliar de 2º grau no 4º Núcleo de Justiça 4.0 Cível Família, na segunda instância do tribunal.Em nota, o TJMG afirmou que solicitou apuração “imediata e rigorosa” do episódio pela Corregedoria-Geral de Justiça e pelo Órgão Especial do Judiciário mineiro. A Lei Orgânica da Magistratura determina que juízes mantenham “conduta irrepreensível na vida pública e particular”, enquanto normas do CNJ exigem que atos por videoconferência sigam a liturgia das sessões presenciais.
Ideb atinge melhor resultado da história e educação básica avança em todas as etapas no Brasil

Indicadores divulgados pelo MEC mostram melhora no ensino fundamental e médio, redução do número de municípios com baixo desempenho e avanços em português e matemática A educação básica brasileira registrou avanços em todas as etapas de ensino entre 2023 e 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). As informações, publicadas pela Agência Gov, mostram que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) alcançou os melhores resultados desde sua criação, em 2005, refletindo melhorias no desempenho dos estudantes e na qualidade do ensino em todo o país.Os resultados apontam crescimento dos indicadores tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental, além de avanço no ensino médio. O governo federal também anunciou que intensificará o acompanhamento dos municípios com maiores dificuldades de aprendizagem, buscando reduzir desigualdades educacionais. Ensino fundamental registra avanço históricoNos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb passou de 6,0 em 2023 para 6,3 em 2025, consolidando o maior índice da série histórica. Já nos anos finais, o indicador evoluiu de 5,0 para 5,3, demonstrando progresso tanto nas redes públicas quanto nas privadas.Segundo o MEC, os resultados refletem melhorias consistentes no aprendizado e na permanência dos estudantes na escola, fatores considerados centrais para a elevação do índice. Ensino médio também apresenta melhoraO ensino médio também registrou evolução. O Ideb dessa etapa aumentou de 4,3 para 4,5, indicando melhora no desempenho dos estudantes avaliados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).Os dados revelam avanços nas competências avaliadas, especialmente em língua portuguesa e matemática, áreas consideradas estratégicas para a formação dos alunos e para o acompanhamento da qualidade da educação. MEC intensificará apoio aos municípios com menores índicesApesar da melhora nacional, o Ministério da Educação informou que acompanhará de forma mais próxima os 442 municípios que ainda apresentam Ideb inferior a 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental.A estratégia prevê suporte técnico, ações voltadas ao fortalecimento da aprendizagem e políticas de equidade para reduzir as diferenças de desempenho entre as redes de ensino.O número representa uma redução expressiva em relação aos anos anteriores. Em 2005, eram 4.110 municípios nessa condição. Em 2023, o total havia caído para 1.097, chegando agora a 442 em 2025. Estados registram melhora nos indicadoresOs dados mostram que a maior parte das unidades da Federação apresentou crescimento nos índices, especialmente nos anos iniciais do ensino fundamental, reforçando uma tendência nacional de melhoria da qualidade da educação básica.O MEC destaca que os resultados são fruto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da aprendizagem, da cooperação entre União, estados e municípios e da ampliação do acompanhamento pedagógico das escolas. Mais de 33 milhões de estudantes na educação básicaA abrangência do sistema educacional brasileiro também aparece nos números de matrículas. Atualmente, a educação básica reúne 14,5 milhões de estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental, 11,2 milhões nos anos finais e 7,3 milhões no ensino médio, distribuídos em milhares de escolas em todo o país.Os indicadores divulgados pelo MEC reforçam a importância do Ideb e do Saeb como instrumentos de avaliação da qualidade da educação brasileira e de monitoramento das metas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Segundo o ministério, essas informações são fundamentais para orientar políticas públicas, identificar desafios e promover melhorias contínuas no sistema educacional.
Casal Muniz, que pediu impeachment de Dilma, agora apoia Patrus em MG

Ruy e Raquel Muniz foram favoráveis a impeachment de Dilma Rousseff; PT diz que pessoas mudaram de opinião sobre caso O casal de políticos Ruy e Raquel Muniz, agora filiados ao Partido Verde, defendeu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, quando a então deputada federal Raquel votou entusiasmadamente pelo processo. Na noite dessa quarta-feira (5/8), 10 anos depois, os dois estiveram em evento realizado em Belo Horizonte para o lançamento da candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais Ruy, que foi prefeito de Montes Claros e chegou a ser preso um dia após o sua esposa ter votado pela saída da então presidente, justificou o voto da sua esposa e afirmou que hoje está convencido do que é melhor para o Brasil. “Em 2016, nós aderimos ao partido PSD. Partido do ministro das cidades, Kassab, que na época era ministro da Dilma. Ele estava comprometido a manter a presidenta Dilma, votar contra o impeachment. Eles mudaram de posição e Raquel, quando ela votou, já estava consumado o impeachment e ela seguiu a orientação partidária”, afirmou. Apesar da afirmação, Rachel foi a 303 parlamentar a votar favorável à abertura do processo de cassação do mandato da petista, sendo que eram necessários 342 para a aprovação. Agora candidato a deputado federal pelo PV, o ex-prefeito afirmou que sua prisão fez parte de uma “perseguição implacável de um delegado da Polícia Federal que fez uma armação pra mim” e que tinha o objetivo de afetar a eleição municipal daquele ano. “O melhor para o Brasil hoje é Lula presidente, para Minas é o Patrus, Marília e Áurea; Ruy federal e vamos buscar os bons estaduais para a gente construir uma Minas melhor”, disse Ruy Muniz. O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) afirmou que o Partido dos Trabalhadores deve olhar pra frente e que as pessoas mudaram de opinião sobre aquele momento histórico da política nacional. “Uma ampla aliança daqueles que querem pensar o Brasil nesses próximos quatro anos, fazer o Brasil avançar do ponto de vista da reindustrialização. Nesse sentimento de pessoas que no passado já tiveram uma opinião e hoje tem uma outra opinião sobre aquele fato histórico”, afirmou o parlamentar Fonte Metrópoles
TCU entrega ao TSE lista com 499 nomes de mineiros inelegíveis, dentre eles, Eduardo Cunha e Ruy Muniz

Documento crucial do Tribunal de Contas da União pode definir futuro de centenas de candidaturas de Minas Gerais nas eleições de outubro O Tribunal de Contas da União (TCU) entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça (4), uma lista com mais de 6 mil nomes que poderão ficar inelegíveis, dos quais 499 são mineiros. Na próxima semana, será a vez do Tribunal de Contas do Estado apresentar a relação dos gestores públicos que tiveram contas públicas reprovadas.As contas desses gestores foram julgadas irregulares para fins eleitorais. Nem todos eles são candidatos, mas ambos os documentos serão usados pela Justiça Eleitoral no julgamento das candidaturas.A maior parte deles é formada por prefeitos e vereadores, entre eles o ex-prefeito de Montes Claros e ex-deputado Ruy Muniz. Em comparação com a lista entregue nas eleições de 2024, houve redução de 3% no total de pessoas relacionadas. A lista considera decisões do TCU que transitaram em julgado – ou seja, contra as quais não cabem mais recursos no Tribunal – nos oito anos anteriores à eleição.Os dados serão atualizados diariamente até 18 de dezembro, prazo final para a diplomação dos candidatos eleitos. Até essa data, nomes podem ser incluídos ou retirados em razão de recursos julgados pelo TCU ou de decisões judiciais. Eduardo Cunha impugnadoEmbora tenha vencido, parcialmente, o confronto com o senador Cleitinho Azevedo por sua candidatura a deputado federal pelo Republicanos, o ex-deputado Eduardo Cunha deverá ser impugnado. Sua inelegibilidade deverá ser confirmada pela Corte da Justiça Eleitoral mineira após o recebimento do parecer do Ministério Público Federal, que já tem parecer desfavorável ao deferimento de sua candidatura. Cunha teve aprovada a indicação pela convenção do Republicanos, em BH, no último dia 25. No dia 6 de julho último, o ministro Flávio Dino (STF) determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões das contas de Cunha, após investigação da Polícia Federal. Ele é suspeito de indicação irregular de emendas parlamentares, mesmo sem exercer cargo eletivo. Ex-prefeito Ruy Muniz está entre os gestores públicos com contas analisadasNa lista, está o ex-prefeito de Montes Claros (Norte) Ruy Muniz (PV), que tenta uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele teve as contas reprovadas em decorrência da não execução do objeto de um contrato, assinado em 2007, entre o município nortista e a Caixa Econômica Federal, na área de urbanização.A relação é elaborada com base no Cadastro de Contas Julgadas Irregulares (Cadirreg) e reúne responsáveis que tiveram suas contas julgadas irregulares com decisão transitada em julgado nos últimos oito anos.No entanto, cabe à Justiça Eleitoral, dentro dos critérios legais, declarar ou não a inelegibilidade dos possíveis candidatos a um cargo público. Nem 10%De acordo com o acórdão da Corte de Contes que resultou na reprovação das contas de Montes Claros, a gestão de Ruy Muniz celebrou contrato com a Caixa em 2007, com objetivo de construir 265 casas para reassentamento de famílias residentes em áreas de risco.No entanto, aponta o relatório, apenas 7,2% das obras foram entregues. O contrato teve valor total de R$ 9,9 milhões, sendo R$ 6,9 milhões repassados pela Caixa e o restante como contrapartida da prefeitura.“Mediante o acórdão impugnado, o recorrente teve suas contas julgadas irregulares, foi condenado em débito pela quantia repassada e sofreu a pena de multa […] no valor de R$ 106 mil”, informa o TCU no acórdão, sob relatoria do ministro Benjamin Zymler.Em 2023, Muniz tentou um recurso para reconsiderar a decisão do TCU, mas a Primeira Câmara do Tribunal o rejeitou. O hoje candidato à Câmara dos Deputados alegou que estava afastado da prefeitura desde maio de 2016 por causa de outra decisão judicial, portanto ainda durante a duração do contrato com a Caixa.O TCU, no entanto, entendeu que essa circunstância “não pode ser tida como impeditiva à atuação” de Muniz para cumprimento do contrato, porque não há correlação entre o afastamento e a não execução da obra, já que outras demandas da Caixa já não eram atendidas pela gestão até aquele momento.“O afastamento judicial do cargo de prefeito ocorreu em 16/5/2016 e, portanto, o ex-gestor dispôs de mais de três anos para apresentar toda a documentação técnica necessária à repactuação do contrato de repasse, e não o fez”, observou o Tribunal nos autos.O despacho de encerramento do processo é de 17 de outubro de 2023, o que oficializou o trânsito em julgado. Com informação do jornal Estado de Minas
Flávio Bolsonaro anuncia deputado acusado de estuprar menina de 13 como vice em sua chapa

Após recusa do Centrão, Alfredo Gaspar é o vice de Flávio Bolsonaro. O mesmo deputado que foi denunciado à Polícia Federal por suposto estupro de vulnerável O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), acusado de estuprar uma adolescente de 13 anos, como seu candidato a vice-presidente na chapa que disputará as eleições de 2026. A escolha foi formalizada em coletiva de imprensa no último dia do prazo para convenções partidárias, após Flávio antecipar a definição para evitar riscos de judicialização.A chapa pura, formada exclusivamente por integrantes do PL, ocorreu após o partido não conseguir coligações com PP, União Brasil, Republicanos e Podemos, que optaram pela neutralidade na corrida presidencial.Alfredo Gaspar é advogado e deputado federal por Alagoas, com 24 anos de atuação no Ministério Público de Alagoas, onde chegou a procurador-geral de Justiça. Também foi secretário de Defesa Social e de Segurança Pública do estado, com foco no combate ao crime organizado. Sua primeira eleição foi em 2020, quando disputou a Prefeitura de Maceió e chegou ao segundo turno.Em 2022, foi eleito deputado federal pelo União Brasil, filiando-se ao PL em 2026 para assumir o comando estadual do partido. Gaspar foi relator da CPMI do INSS, uma das principais fontes de desgaste do governo Lula, e atualmente responde a um processo no Conselho de Ética da Câmara por suposta quebra de decoro. Acusação de estuproEm março, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) divulgaram o boletim de ocorrência que há contra Gaspar. Na ocasião, o bolsonarista presidia a CPMI do INSS e tentava protocolar o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).De acordo com Lindbergh e Soraya, a acusação de estupro envolve um caso em que uma adolescente de 13 anos teria engravidado de Gaspar, gerando uma criança hoje com 8 anos. A denúncia ainda afirma que a avó da criança foi registrada como mãe da vítima, que teria sido manipulada para manter a paternidade do suspeito em segredo.Além disso, os parlamentares alegam que um intermediário de Gaspar teria oferecido um pagamento de R$ 70 mil à mulher para que ela mantivesse silêncio sobre o ocorrido, com outros R$ 400 mil sendo negociados para garantir a impunidade de Gaspar.Diante dessas acusações, os parlamentares pediram à Polícia Federal que investigasse os fatos, preservasse as provas entregues e tomasse as medidas necessárias para garantir a proteção da vítima e das testemunhas. Segundo eles, as evidências, incluindo prints de conversas, foram enviadas à PF sob sigilo.Para se defender, Gaspar compartilhou o vídeo de uma mulher dizendo que não é filha dele e apresentou o teste de DNA feito por eles. No entanto, Thronicke afirmou que essa pessoa não seria a tal filha fruto da relação de estupro do bolsonarista com a menina de 13 anos, que hoje teria 21 enquanto a criança estaria com 8 anos. Gaspar como viceEm sua primeira fala como candidato a vice, Gaspar lamentou a ausência do pai e de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. “Ao seu lado marcharei para a gente transformar esse Brasil num lugar justo e decente”, disse, enaltecendo sua origem nordestina.Apesar da chapa pura, integrantes de peso do Centrão declararam apoio a Flávio, como o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) e Daniella Marques (Republicanos) chegaram a ser cotadas para a vice, mas não obtiveram aval de seus partidos.A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participou do evento, embora Flávio tenha citado as mulheres que estavam no palco e foram cogitadas para a vaga. Os dois protagonizaram uma briga pública que desgastou a campanha, mas fizeram as pazes semanas depois. A ausência de Michelle, no entanto, reacendeu especulações sobre o real engajamento dela na campanha do enteado.
Nikolas ressuscita negacionismo sobre a pandemia e as vacinas

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou no domingo (02) um vídeo em que usa a audiência do médico Anthony Fauci no Senado dos Estados Unidos para voltar a questionar vacinas e medidas sanitárias adotadas na pandemia de Covid-19. Anthony Fauci, que dirigiu o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) durante a crise sanitária, prestou depoimento ao Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado na quarta-feira (29). Ele invocou a Quinta Emenda da Constituição dos EUA e não respondeu a perguntas dos senadores, um direito que impede a produção de provas contra si e não representa admissão de culpa.No vídeo, Nikolas afirmou que parlamentares tiveram acesso a diários e documentos pessoais atribuídos a Fauci. “Tudo isso começou por conta do Senado ter tido acesso aos seus diários e documentos pessoais que mostravam uma nítida diferença entre aquilo que ele conversava de forma privada e as suas decisões públicas quanto à pandemia”, disse.O deputado também reproduziu uma fala do secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert Kennedy Jr., segundo a qual Fauci teria “mentido sobre tudo”, incluindo vacinação, imunidade, máscaras e distanciamento social. A gravação não apresenta comprovação independente para essas acusações. Alegações sobre vacina e hidroxicloroquinaNikolas disse que os documentos indicariam que Fauci teve um problema pulmonar depois de tomar uma vacina contra a Covid-19 e teria escondido a informação. “Eles descobriram pela primeira vez que, depois do Fauci ter tomado a vacina, ele teve um efeito colateral pulmonar e escondeu de todo mundo”, alegou. Não há comprovação pública de que qualquer problema de saúde do médico tenha relação causal com a vacinação.O parlamentar também defendeu novamente a hidroxicloroquina e sustentou que o medicamento “poderia ter salvado milhões de pessoas”. Ele afirmou que Fauci considerava o remédio seguro e pretendia disponibilizá-lo, mas mudou de posição após o então presidente Donald Trump endossar o uso da substância.A Organização Mundial da Saúde desaconselhou a hidroxicloroquina para tratar a Covid-19 após estudos clínicos com mais de 10 mil pacientes não apontarem redução de mortes nem benefício clínico relevante. A entidade também não recomenda o medicamento como prevenção da doença.Em outro trecho, Nikolas questionou Fauci sobre o uso de tecidos fetais em pesquisas ligadas às vacinas. Relatórios dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos informam que os imunizantes contra a Covid-19 não contêm tecidos fetais.Ao citar o relatório final de uma comissão da Câmara dos Representantes sobre a resposta dos EUA à pandemia, o deputado repetiu críticas a máscaras, distanciamento e lockdowns. O mesmo documento concluiu que a Operação Warp Speed, criada no primeiro governo Trump para acelerar o desenvolvimento de vacinas, foi bem-sucedida e que os imunizantes “indiscutivelmente salvaram milhões de vidas” ao reduzir casos graves e mortes por Covid-19.
Flávio Bolsonaro se recupera, mas Lula segue vencendo nos dois turnos, diz BTG Nexus

Avanço do senador foi puxado por homens e evangélicos, enquanto o presidente preservou força entre mulheres e católicos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a simulação de primeiro turno para a Presidência em pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3), com 41% das intenções de voto, ante 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A diferença de quatro pontos coloca os dois em empate técnico no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais.O levantamento é o primeiro divulgado após as convenções partidárias que oficializaram candidaturas para a eleição de 2026. Em relação à rodada de 27 de julho, Lula oscilou um ponto para baixo, dentro da margem de erro, enquanto Flávio registrou alta acima desse intervalo, reduzindo a distância que separava os dois.Na mesma simulação estimulada de primeiro turno, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) alcança 5%, seguido pelo líder do Movimento Brasil Livre, Renan Santos (Missão), com 4%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) tem 3%, enquanto Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo e Samara Martins marcam 1% cada.Brancos e nulos somam 4%, e 3% dos entrevistados disseram não saber em quem votar. Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, Lula aparece com 36% e Flávio Bolsonaro com 28%; Renan Santos registra 3% e Caiado, 2%. Lula empata tecnicamente com Flávio e Caiado no 2º turnoNa projeção de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente tem 46% e o senador, 45%. O resultado também configura empate técnico e mostra uma disputa mais apertada do que na pesquisa anterior, quando os percentuais eram de 47% a 43%.Lula marca 46% contra 42% de Caiado, outro cenário dentro da margem de erro. Diante de Zema, o presidente vence por 46% a 40%; contra Renan Santos, soma 47%, ante 37% do candidato do Missão.O recorte por gênero indica vantagem de Lula entre mulheres, por 48% a 29%. Flávio Bolsonaro lidera entre homens, com 45% contra 34%. Entre evangélicos, o senador tem 50%, ante 28% de Lula; entre católicos, o petista registra 46%, contra 34% do adversário. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 31 de julho e 2 de agosto, com nível de confiança de 95%. Contratado pelo Banco BTG Pactual, o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02874/2026.
Entregadores denunciam app por pressão para correr e acelerar entregas

Denúncia ao MPT aponta alertas de velocidade, bônus por entregas rápidas e risco à segurança dos motociclistas da Keeta (Folhapress) – A Keeta, da Chinesa Meituan -maior delivery de comida do mundo-, foi denunciada ao MPT (Ministério Público do Trabalho) em São Paulo (SP) por emitir avisos aos entregadores de que a velocidade praticada por eles está “abaixo do esperado”.A representação ao Ministério Público aponta ainda pagamento de bônus se a entrega for feita em menor tempo, prazo de até 49 segundos para responder a um chamado e alerta de que há outros entregadores na fila que podem pegar a entrega no lugar daquele motociclista que está sendo acionado.O documento afirma que a medida coloca em risco a vida dos trabalhadores.Em nota, a empresa diz investir em tecnologia de ponta para garantir entrega segura e que “a segurança dos entregadores parceiros é prioridade para Keeta”.“Entre as iniciativas, estão sistemas proprietários e algoritmos de inteligência artificial capazes de otimizar rotas, reduzir tempos de espera e aumentar o volume de entregas sem sobrecarregar os parceiros”.A denúncia foi protocolada pelo entregador Elias Pereira Freitas da Silva Júnior, conhecido como JR Freitas, do Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos. Segundo ele, motociclistas o procuraram com a reclamação, relatos de que estariam sendo forçados pelo algoritmo a ser mais velozes, o que arriscaria a vida no trânsito, critérios pouco transparentes para bloqueios e remuneração.No documento, além de anexar provas, Freitas questiona se o algoritmo considera fatores como congestionamentos, chuva, semáforos e condições das ruas para determinar e cobrar o tempo de entrega.Ele diz que, embora participe do grupo de debates sobre apps no governo federal, não tem contato com representantes a Keeta e, por isso, não procurou a empresa e já foi direto ao MPT. “O trabalhador está no trânsito, muitas vezes parado por um congestionamento ou um semáforo, e recebe uma mensagem dizendo que está abaixo da velocidade. Isso gera desespero porque ele acredita que pode ser bloqueado”, afirma. Outra crítica que ele faz é sobre o sistema abrir um cronômetro para aceitar o pedido e emitir um aviso de que outros entregadores também disputam aquela entrega, o que aumentaria a ansiedade e desviaria a atenção dos motociclistas.Apesar das denúncias, ele diz considerar que a entrada da Keeta no delivery brasileiro foi um ponto positivo, porque, juntamente com 99Food -que também iniciou atividades em 2025-, iFood e Rappi, aumentam a concorrência, o que é bom para trabalhadores e consumidores.Freitas afirma, porém, que a disputa das empresas não pode comprometer a segurança dos entregadores. “A entrega mais importante é voltar para casa. Não há bônus que pague isso. Às vezes, somos tratados mais baratos do que um lanche do McDonald’s”, diz.Na representação, o pedido é para que o MPT determine a preservação de registros da plataforma, como dados de geolocalização, mensagens enviadas aos entregadores, critérios de remuneração e históricos de bloqueios.Há ainda solicitação de suspensão imediata dos avisos sobre velocidade até que sua segurança seja comprovada, a desvinculação de bônus de metas consideradas perigosas, auditoria independente do algoritmo, maior transparência sobre bloqueios e pagamentos, e proteção contra retaliações a trabalhadores que participarem da investigação.Procurado, o MPT não respondeu sobre o caso da Keeta, mas afirmou que já há uma investigação em andamento sobre a velocidade dos entregadores, por conta do risco à segurança no trânsito e o aumento das mortes na capital paulista. Velocidade da entrega também é problema na ChinaDesde que passou a atuar no Brasil, em novembro do ano passado, a Keeta mantém a política de “Horário garantido”, que paga ao consumidor bônus caso o pedido não chegue no horário marcado para a entrega. Esse bônus pode ser utilizado em compras futuras.É o mesmo tipo de política que pratica em outras localidades onde atua, a exemplo do que faz na China, onde se tornou a maior plataforma de entregas. No país asiático, relatos de entregadores são de trabalhar além do limite de velocidade e da própria capacidade de superar jornadas, chegando à exaustão.Documento ao qual a Folha teve acesso mostra depoimentos de entregadores chineses que trabalham uma média de dez a 12 horas por dia, e que a cobrança por chegar em velocidade menor é uma constante e um diferencial entre eles. Quem conhece o trânsito de Xangai, por exemplo, sai na frente e se dá melhor.Um dos líderes da equipe de entregadores da Keeta na China diz que sua jornada é de 12 horas, com uma média de 40 a 50 pedidos por dia -entregadores considerados “estrela” têm média de 50 a 60 entregas-, taxa de entrega no prazo superior a 98,5% e 100% de satisfação do cliente.Ele tem mais de 30 mil seguidores no TikTok e está há oito anos trabalhando com entregas de comidas. Foi considerado “entregador ouro” pela Meituan. Com isso, se tornou uma espécie de “professor” de quem quer otimizar os pedidos e aumentar a eficiência para ganhar mais”.O livro “Faço Entregas em Pequim – Memórias de um Trabalhador”, de Hu Anyan, lançado no Brasil pela Record, detalha rotinas extenuantes de mais de 70 horas semanais batendo nas portas dos clientes, lidando com os poucos benefícios sociais oferecidos pelos empregadores, o pagamento que mal cobria as contas e a falta de descanso adequado.Hu se tornou conhecido após escrever um artigo que contou com mais de 300 milhões de visualizações. No país, uma campanha por mais dignidade teve início, com a preocupação dos acidentes de trânsito, que aumentaram em 30% e estariam ligados à velocidade das entregas de moto, segundo estudos. Veja a resposta da Keeta na íntegra:A segurança dos entregadores parceiros é prioridade para a Keeta, que investe continuamente em tecnologia de ponta para garantir uma operação mais segura. Entre as iniciativas, estão sistemas proprietários e algoritmos de inteligência artificial capazes de otimizar rotas, reduzir tempos de espera e aumentar o volume de entregas sem sobrecarregar os parceiros. Essas tecnologias asseguram que as entregas sejam concluídas dentro do horário previsto no aplicativo, sem que o entregador parceiro exceda os limites de velocidade. Para os consumidores, a política de