Brasil supera 230 mil mortos por covid-19. Vacinação ainda não chegou a 2% da população

Covid segue letal no Brasil, enquanto o país espera acordos por novas doses de vacinas. Cerca de 3 milhões de brasileiros apenas já foram imunizados O Brasil chega à sexta-feira (5) com o número de mortes por covid-19 superior a 230 mil. Com 1.239 vítimas nas últimas 24 horas, o país soma 230.034 mortos desde o início do surto, em março. A média móvel de mortes, calculada em sete dias, segue acima de mil desde o dia 21 de janeiro, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). O número de novos casos no período foi de 50.872. Com o avanço, são 9.447.165 infectados no país, sem contar com a ampla subnotificação revelada por dados do Ministério do Saúde e denunciado por cientistas. A média epidemiológica segue acima do registrado no pior período da pandemia até então, entre junho e setembro. Os novos casos diários calculados em sete dias estão em 46.950. Vacinas Dos 6,8 milhões de vacinas disponibilizadas no Brasil na primeira leva, considerando a CoronaVac e a Oxfor/AstraZeneca, 3 milhões já foram aplicadas, de acordo com o Ministério da Saúde. Menos de 2%, portanto, da população brasileira, de cerca de 230 milhões de pessoas. Ainda de acordo com a pasta, apenas cinco pessoas a cada 10 mil apresentaram alguma reação à vacina. Entre os efeitos relatados estão: dor de cabeça, febre, dor muscular e náusea, todas de leve intensidade. Para o restante, a primeira etapa da imunização ocorreu sem qualquer efeito colateral. Também foi registrado um evento adverso grave para cada 100 mil aplicações, mas sem conclusão sobre a relação com os imunizantes. O país ainda mantém tratativas para adquirir mais vacinas. Ontem (4) um avião da China chegou a São Paulo com insumos que possibilitarão a produção de 8,6 milhões de doses da CoronaVac pelo Instituto Butantan, de São Paulo. De acordo com o Ministério da Saúde, insumos para a produção local de 2,8 milhões de doses da vacina da AstraZeneca devem chegar ao Brasil amanhã (6). A fabricação destes imunizantes está sob responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A previsão do ministério é de 100 milhões de doses entregues até o fim de julho. Sputnik Também ontem, o Senado aprovou a chamada MP da Vacina, que além de facilitar o acesso do país aos imunizantes disponibilizados pelo consórcio internacional Covax Facility, da OMS, facilita compra da russa Sputinik V. Agora, não será mais necessário estudos avançados das vacinas em solo nacional, para autorização de seu uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. A agência passa a aceitar protocolos internacionais. Antes mesmo da MP aprovada, o governo do estado da Bahia já vem negociando 50 milhões de doses da Sputnik. O governo federal, 10 milhões.
O Congresso fede a esterco do diabo – Por Élio Gasda*

Mal odor vem do dinheiro advindo da corrupção que apodrece a política Pobre Brasil, tem o melhor congresso que o dinheiro pode comprar. A política agoniza na lama da corrupção. Interesses pessoais fecham as portas para a justiça e o bem comum. O cinismo e desfaçatez no discurso de Arthur Lira não deixa dúvidas: “…devolver esse superpoder para o seu único e legítimo dono, o plenário da Câmara. Esse plenário que eu passei os últimos 10 anos da minha atividade parlamentar, em pé, no chão de fábrica, trabalhando pelo meu país, trabalhando, ao lado dos meus deputados, do nosso partido…”. Excelentíssimo deputado, não há democracia sem o povo. A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo. Leia Fratteli tutti. Nela, papa Francisco ensina que é necessário pensar a participação social, política e econômica “que incluam os movimentos populares e animem as estruturas de governo”, pois, “a democracia atrofia-se, torna-se um nominalismo, uma formalidade, perde representatividade, vai-se desencarnando porque deixa fora o povo na sua luta diária pela dignidade, na construção de seu destino” (n.169) O “superpoder” tem como “único e legítimo dono” o povo brasileiro. Um povo cansado dos discursos vazios de “picaretas com anel de doutor”. Um povo desprezado por um Congresso corrupto a serviço dos poderosos. O povo abandonado à sua própria sorte, é feito de idiota. Não são políticos, apenas charlatões aproveitadores empenhados na destruição do país. São inimigos dos pobres. São muitos os parlamentares em situação delicada com a Justiça, inclusive o excelentíssimo presidente da Câmara dos Deputados, denunciado por corrupção e organização criminosa, lavagem dinheiro e crime contra a honra. É extensa sua ficha criminal. A corrupção apodrece a política. O Congresso fede. Fede a dinheiro, o esterco do diabo (São Basílio). A corrupção abre as portas para todos os tipos de crimes. Pobre Brasil! Tem um governo sustentado pela corrupção. Papa Francisco destaca em Fratelli tutti que “a grandeza política se mostra quando, em momentos difíceis, se trabalha com base em grandes princípios e pensando no bem comum” (178). E “a caridade política expressa-se também na abertura a todos. Sobretudo o governante é chamado a renúncias…” (190). Convido o deputado e seus pares a abandonar o tal “chão de fábrica” que lhes rende subsídio mensal de R$24.833,05 somados a cota para o Exercício da Atividade Parlamentar – que varia entre R$ 30.788,66 a R$45.612,53 conforme o estado; auxílio moradia R$ 4.253,00 ou apartamento de graça; diárias em viagens oficiais: R$ 524,00 no Brasil, US$ 391,00 na América do Sul, e US$ 428,00 para outros países; R$ 111.675,59 por mês para pagar salários de até 25 secretários parlamentares, sendo que os encargos trabalhistas – 13º, férias e auxílio-alimentação – de tais secretários não são pagos com a verba de gabinete, e sim com recursos da Câmara; restituição dos gastos com despesas médicas; 2 salários no primeiro e último mês de cada legislatura a título de ajuda de custo. Chão de fábrica, deputado, é a rua, a feira, o pátio, o barracão, a loja, o restaurante, onde os brasileiros trabalham mais de 44 horas semanais em troca de um ou dois salários mínimos para comprar alimentação, moradia, educação, saúde, transporte, vestuário… dele e da família. A pesquisa Distribuição de renda nos anos 2010: uma década perdida para desigualdade e pobreza do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que enquanto a renda per capita dos 5% mais ricos subiu quase 9% no período 2015-2018, os 50% mais pobres da população viram sua renda média encolher 4%. O Brasil soma mais de 14 milhões de desempregados. Pais, mães que não têm o que dar de comer para os filhos. O desmonte das políticas públicas a partir da PEC do teto de gastos, agravado pela pandemia Covid-19 e a descontinuidade do auxílio emergencial traz de volta uma triste realidade ao Brasil: a fome! São mais de 10 milhões de pessoas vivendo em situação de insegurança alimentar. Os políticos não estão à altura dos desafios econômicos, ambientais e sociais brasileiros, vendem-se em troca de cargos e verbas. Cada deputado custa R$2,14 milhões por ano ou R$174 mil por mês. Subsídio pago com o dinheiro do contribuinte, aquele que ganha pouco mais que dois salários mínimos por mês. O desprezo pelos pobres e pelos 225 mil mortos e milhares de enlutados pela pandemia ficou escancarado na festa da vitória regada a champanhe, música e canapés que varou a madrugada. Endinheirados brindaram a vitória da corrupção enquanto o país afunda. Canalhice paga com dinheiro público. Macabro. Escândalo. Escárnio! A Câmara dos Deputados é bem pior do que pensávamos. É repugnante. Como é possível que o poder legislativo de um país da importância do Brasil dependa de pessoas de tão baixo nível? *Élio Gasda é doutor em Teologia, professor e pesquisador na Faje. Autor de: ‘Trabalho e capitalismo global: atualidade da Doutrina social da Igreja’ (Paulinas, 2001); ‘Cristianismo e economia’ (Paulinas, 2016) Fonte: Dom Total
Gilmar Mendes diz que Moro era o “chefe” da Lava Jato e que a operação “cometeu suicídio”

O ministro do STF afirmou, ainda, que espera julgar a suspeição do ex-juiz ainda no primeiro semestre de 2021, no caso do triplex atribuído ao ex-presidente Lula O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu o fim da Lava Jato no Paraná e afirmou que o ex-juiz Sérgio Moro era o “chefe” da operação. Na avaliação do magistrado, apesar de a Lava Jato ter “méritos de combater corrupção”, estava passando por um processo de “descolamento institucional”. O ministro se referiu ao vazamento de diálogos comprometedores entre Moro e procuradores da operação. “Todos fatos revelados indicam que a Lava Jato estava em outra estratosfera, sequer pertencia à Procuradoria-Geral da República. Você não via ninguém ali. Não via presença de um corregedor. Quem é o chefe da Lava Jato, segundo diálogos vazados? É o Moro, a quem chamam de russo. Dizem que seguem código penal da Rússia. É um descolamento institucional. Por isso talvez essa importância de regresso ao Brasil. Talvez tenham que restabelecer relações institucionais via Gaeco”, declarou Gilmar Mendes, em entrevista exclusiva à CNN Brasil. O ministro afirmou, ainda, que os agentes públicos da Lava Jato eram “transgressores da lei”, o que “é grave e lamentável”. “Um colega de vocês (jornalistas) escreveu que a Lava Jato não morreu, foi assassinada. Eu diria que ela cometeu suicídio”. Suspeição Ainda em relação a Moro, Gilmar disse que espera julgar a suspeição dele ainda no primeiro semestre de 2021, no caso do triplex do Guarujá atribuído ao ex-presidente Lula. “Vamos nos posicionar nessa questão que é básica: saber se o juiz que julgou um dado réu era independente, imparcial em relação a ele”, ressaltou o ministro, acrescentando que a Corte pode declarar nulo o julgamento, mas que a decisão valeria somente para o caso do tríplex. O ministro voltou a criticar ex-juiz e também ex-ministro de Bolsonaro. “Fiquei com a impressão que ele se dedicou ao embate parlamentar e reformas do Congresso, mas não cuidou do bom legado do governo anterior, que criou excepcionalmente o Ministério da Segurança Pública. Isso trouxe para a União o dever de coordenar ações nesse sentido. Isso precisa ser enfatizado e retomado”, destacou.
Dilema no STF: quem ainda quer salvar Moro? Por Fernando Brito

O site jurídico Conjur noticia o jogo de empurra que se criou no Supremo Tribunal Federal com o pedido, feito pela mulher do ex-juiz Sergio Moro, para que seja anulada p acesso do ex-presidente Lula aos diálogos entre seu marido e o procurador Deltan Dallagnol e deste com os demais procuradores da Lava Jato, sob o argumento de que seria Luiz Edson A-ha Uh Fachin o responsável por decidir sobre o pedido da defesa do ex-presidente, e não Ricardo Lewandowski. que o fez. É o esperneio jurídico dos que não têm razões morais para evitar que seu comportamento venha a ser examinado, pela Justiça e pela sociedade, ainda mais vindo de quem dizia que expor o conteúdo de “grampos” judiciais, inclusive fora daquilo que havia sido autorizado formalmente, era um dever de transparência para com a sociedade, como fez Moro ao divulgar escutas de Dilma Rousseff não autorizadas pelo Supremo. Sergio Moro pode agarrar-se a qualquer filigrana jurídica, mas isso não apaga o fato de que sua legitimidade como juiz nos processos de Lula está inabalavelmente atingida. Não há ministro no Supremo a quem venha ser designado pronunciar-se sobre o ato de Lewandowski que não o reconheça legítimo, exceto – e talvez – Luiz Roberto Barroso, que se ombreia com Fachin em parcialidade lavajateira uma vez que o processo não pode ser submetido a Luiz We Trust Fux que, presidente da corte, não concorre nas distribuições judiciais de reclamações. Moro está derrotado politicamente e como a política foi a peça-chave na sua supremacia jurídica, está derrotado, agora, na Justiça. A sua suspeição será votada na 2ª Turma do Tribunal nas próximas semanas, não há mais como evitá-lo. Dos dois votos contrários a ela, é possível que um – o da Ministra Cármen Lúcia, se retrate e a reconheça, deixando possível um placar de 4 a um contrário ao ex-juiz. Segredo era para quatro paredes, esqueceram-se os lavajateiros. Como se esqueceram de como segiem os versos de Herivelto Martins: Primeiro é preciso julgar / Pra depois condenar Fernando Brito é editor do site Tijolaço
Moro alega que conversas com Dallagnol eram para “proteger” Lula, diz Reinaldo Azevedo

O “conja” Rosangela e Sergio Moro (Reprodução ) Jornalista ironizou o fato do ex-juiz escalar a esposa, Rosângela Moro, para mover ação no STF na tentativa de barrar que diálogos da Vaza Jato fossem entregues à defesa de Lula e atualizou a definição de “conja” O jornalista Reinaldo Azevedo afirma em seu perfil no Twitter nesta sexta-feira (5) que Sérgio Moro, representado em ação assinada pela esposa, Rosângela Moro, alega que trocou mensagens com procuradores da Lava Jato com o intuito de “proteger” o ex-presidente Lula. “O ex-juiz alega, no caso de q nem é parte, que ficou tricotando com Dallagnol para acertar previamente os termos da denúncia contra Lula para “proteger” o ex-presidente. Dá vergonha até de escrever”, tuitou o jornalista. A explicação de Sergio Moro na tentativa de tirar Lewandowski da Spoofing, substituindo-o por Fachin deveria preocupar a Alvarez & Marsal, a empresa de que agora é sócio.O ex-juiz alega, no caso de q nem é parte, que ficou tricotando com Dallagnol para acertar previamente — Reinaldo Azevedo (@reinaldoazevedo) February 5, 2021 Azevedo ainda ironizou o fato de a ação ter sido movida por Rosângela Moro e definiu o termo “conja”: “advogada que tem o topete de entrar com uma petição no Supremo em caso de que seu conjo nem é parte”. os termos da denúncia contra Lula para “proteger” o ex-presidente. Dá vergonha até de escrever.Cuidado, Alvarez & Marsal! O doutor não só tem o seu próprio Código de Processo Penal como escreveu seu próprio dicionário. Imaginem o dia em que ele “proteger” os interesses da A&M — Reinaldo Azevedo (@reinaldoazevedo) February 5, 2021 Ação Advogada, Rosangela Moro apresentou nesta quarta-feira (3), ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedido para que seja revogada a liminar do ministro Ricardo Lewandowski que deu à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acesso à troca de mensagens entre o ex-juiz da Lava Jato e procuradores da força-tarefa de Curitiba. Rosangela Moro, que representa o marido, alega que a decisão de Lewandowski foi um drible da defesa de Lula em Fachin. De acordo com ela, cabe ao ministro, que é relator da Lava Jato no Supremo, decidir sobre o caso, e não o colega de Corte. Em entrevista à Fórum, o jurista e professor de Direito Constitucional da PUC-SP, Pedro Serrano, destruiu um por um os argumentos de pedido de Rosangela. Serrano afirma que, ao contrário do que diz a cônjuge do ex-juiz, há sim prova de autenticidade das mensagens. “A Polícia Federal atesta que não houve adulteração no HD entregue, o que é, pelo menos uma parte da veracidade demonstrada”.
O que Bolsonaro diz e escreve pode matar – Por Ricardo Kertzman

O presidente é um influenciador poderoso; suas palavras podem levar muitos à morte Em um ano, a venda de cloroquina e hidroxicloroquina no Brasil aumentou mais de 100%, passando de pouco mais de 800 mil cápsulas, para mais de 2 milhões de unidades. Ainda mais impressionante é o desempenho das vendas de vermífugos: cerca de 8 milhões de comprimidos comercializados em 2019, contra mais de 50 milhões em 2020. Não há qualquer razão científica ou mercadológica para tal fenômeno. As drogas não servem para nada além do que já serviam, e não houve nenhum surto de malária, lupus, vermes etc. Absolutamente todos os países sérios e órgãos sanitários oficiais, além dos mais importantes hospitais do mundo, se pronunciaram sobre a ineficácia destas drogas contra o novo coronavírus. A própria farmacêutica (Merck), que produz a Ivermectina, anunciou: “Nenhuma evidência significativa para atividade ou eficácia clínicas em pacientes com COVID-19 foi encontrada”. E até o devoto da cloroquina dá sinais que mudará o discurso genocida: “Pode ser que lá na frente falem: a chance é zero, era um placebo. Tudo bem, paciência. Me desculpa, tchau”. Infelizmente, sem qualquer amparo em pesquisas ou na ciência, nem sequer empiricamente embasados, vários médicos no Brasil ainda prescrevem tais medicamentos contra o coronavírus. E não o fazem senão movidos por ideologia política, tal como milhões de brasileiros crédulos em teorias da conspiração, e ávidos por soluções milagrosas saídas da cabeça de um mito. Mito, aliás, assim definido em nossa língua: “relato fantástico de tradição oral, protagonizado por seres que encarnam forças da natureza e aspectos gerais da condição humana; lenda”. Aproximadamente 85% das pessoas que contraem o novo coronavírus escapam da morte sem quaisquer sintomas e sem necessidade de internação. Isso é fato, e não teoria. Cerca de 10% dos contaminados desenvolvem a forma grave da doença, e em algum tempo precisam ser hospitalizados, mas se recuperam após alguns dias. Isso é fato, e não teoria. Por outro lado, 5% dos doentes acabam necessitando de internação em uma UTI. Destes, mais ou menos 1/3, infelizmente, acabam falecendo. Isso também é fato, e não teoria. Hoje é sabido que a taxa de mortalidade por COVID-19 é de 0.8% a 1.2%, em média. Idade e condições de saúde aumentam ou diminuem, sobremaneira, tais números. Fato! Não, teoria. Tudo isso ocorreu – e ocorre – em todos os países. Tudo isso ocorreu – e ocorre – com mais de 105 milhões de contaminados e mais de 2.2 milhões de mortos. Repito: fato! Não teoria. Ocorreu – e ocorre – senhoras e senhoras, com o uso ou não de cloroquina, hidroxicloroquina, vermífugo, vitamina D, protetor solar, reza brava, garrafada, vodca ou ingestão de desinfetantes. “Ah, na minha família todos pegaram, se trataram com cloroquina e se recuperaram”. Ótimo! Seja bem-vindo ao clube dos quase nove recuperados, em dez, que não usaram nada. “Então, por que tantos médicos indicam o tratamento precoce”? Bem, ou por ideologia, como já disse, ou por sincera vontade de salvar vidas, mesmo sabendo que não funciona. Para se comprovar a eficácia de uma droga é preciso que se compare, de forma randômica e “cega”, grupos controlados. Todas as vezes em que isso foi feito, o resultado foi claro: Cloroquina, hidroxicloroquina e vermífugos, juntos ou separados, no início da doença ou após seu agravamento, NÃO foram eficazes no combate ao vírus e nem reduziram os óbitos. Pouco importam as experiências pessoais de cada um. Pouco importam os achismos dos especialistas nisso ou naquilo. Pouco importam as mentiras contadas por Bolsonaro ou Terra. Pesquisas sérias, testes controlados, resultados checados, laudos assinados por médicos e instituições respeitadas são o que vale. O resto é curandeirismo de terceiro mundo. Leia também: TRATAMENTO PRECOCE – Bolsonaro volta a defender cloroquina para COVID-19: ‘Deixa de ser otário’ Não seria um ignorante como Bolsonaro, não seriam médicos comuns brasileiros, não seriam bolsonaristas fanáticos que iriam descobrir o que o mundo inteiro procura, e não encontrou. Você quer tomar cloroquina? Beleza. Mas procure um médico para te acompanhar. Quer tomar vermífugo? Manda ver. Mas cuidado com os rins e o fígado. Quer tomar pinga? Tome. O importante, caro leitor, cara leitora, é não se esquecer dos cuidados que realmente salvam vidas: lavar as mãos, não se aglomerar, usar álcool em gel, não esquecer da máscara etc. O importante é não espalhar fake news, não recomendar crendices, ficar em casa o máximo que puder, e jamais, em tempo algum, acreditar em qualquer tipo de tratamento precoce. O importante é se vacinar, se e quando houver vacinas disponíveis no Brasil, e procurar um médico tão logo desconfie que está doente. Atenção: parente não é médico (se não for um). Acredite: o presidente da República, ou qualquer outro político, não estarão presentes ao seu enterro ou de quem você ama. Não te ajudarão a segurar o caixão enquanto você chora. Cuide de si e de sua família. Cuide dos seus amigos queridos e dos queridos de seus amigos queridos. Não espere que político algum faça o que você tem de fazer. Ou te diga o que fazer. Muitos podem ter morrido por causa do que diz Bolsonaro. Muitos se entupiram de remédios por acreditarem em Bolsonaro. Muitos se contaminaram, e contaminaram outros, por ouvirem Bolsonaro. Uma propaganda oficial antiga dizia: “não faça do seu carro uma arma; a vítima pode ser você. Trazendo para hoje: não faça da sua ideologia uma arma; a vítima pode ser você. Via Estado de Minas
TRATAMENTO PRECOCE – Bolsonaro volta a defender cloroquina para COVID-19: ‘Deixa de ser otário’

Bolsonaro voltou a sair em defesa da cloroquina, mesmo sem comprovação científica contra a COVID-19 (foto: Reprodução de internet) Ao lado do presidente da Anvisa, líder do Palácio do Planalto voltou a incentivar ‘tratamento precoce’, mesmo sem eficácia comprovada cientificamente Estado de Minas O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender o uso de medicamentos não comprovados cientificamente, como a cloroquina, para tratar a COVID-19. Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (4/2), Bolsonaro, ao lado do diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, disparou contra quem critica o uso das substâncias. Leia também: O que Bolsonaro diz e escreve pode matar – Por Ricardo Kertzman Um dos alvos das críticas de Bolsonaro foi seu ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que é contra o “tratamento precoce” contra a COVID-19. O presidente chamou Mandetta de “garoto propaganda da Globo”, e voltou a falar que mais de 200 pessoas em seu prédio utilizaram remédios sem eficácia e se curaram do novo coronavírus. “No meu prédio mais de 200 pessoas pegaram COVID. Não sei se a maioria ou minorias, mas lá falava-se do tratamento e ninguém foi para o hospital. Para quê correr esse risco? Deixa de ser otário. Estamos vivendo um momento de crise. São vidas que estão em jogo. Pode ser que lá na frente falem que a chance é zero, que é placebo. Tudo bem. Paciência, me desculpem, tchau. Mas pelo menos não matei ninguém”, disparou Bolsonaro. Pode ser que lá na frente falem que a chance é zero, que é placebo. Tudo bem. Paciência, me desculpem, tchau. Mas pelo menos não matei ninguém Jair Bolsonaro, presidente do Brasil O presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, destacou que o tratamento off-label (fora da bula) é de responsabilidade dos médicos e dos pacientes, mas ressaltou que o assunto não é competência da agência. Enquanto isso, Bolsonaro seguiu promovendo a cloroquina. “Se não faz mal, o médico falou para você que não está previsto esse mal que você tem naquela bula. Não provoca arritmia, por quê não tomar?”, concluiu.
Encurralado, Moro recorre ao STF contra liberação de mensagens da Lava Jato a Lula

Na defensiva depois da divulgação das novas conversas da Lava-Jato, o ex-juiz Sergio Moro recorreu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, contra a decisão de Ricardo Lewandowski que entregou a Lula as mensagens roubadas por hackers de autoridades da Lava Jato. O recurso foi assinado por Rosângela Moro, esposa do ex-magistrado. No documento, ele argumenta que houve violação do princípio do juiz natural, segundo o site O Antagonista. O documento, divulgado pela jornalista Mônica Bergamo na segunda-feira (01/02), inclui trocas de mensagens individuais e em grupos (chats) no aplicativo Telegram, o que representa aproximadamente 34 Gb (4,6% dos 740 Gb totais disponibilizados). Nas conversas, Moro se comporta como chefe, orientando os procuradores e até reclamando de recursos apresentados. O conteúdo dos diálogos foi incluído no processo pela defesa do ex-presidente Lula.
Novos tempos velhas ideias – Por Lucreciano Rocha

Vivemos numa sociedade de estranhos, como num filme de ficção. Às vezes nos sentimos caminhando lado a lado com pessoas que mais parecem alienígenas, seres muitos alheios à realidade, fazendo coisas estranhas, falando em línguas de difícil compreensão e defendendo ideias absurdas e que fogem ao nosso nível de compreensão. A geração adrenalina defende que é politicamente aceitável atear fogo em um índio que dormia num banco de praça, em Brasília, e até justifica: nós nem sabia (sic) que era índio… Discutir política com esse pessoal é esforço jogado fora. É uma patota que aprecia um rolezinho e o hábito de dirigir em alta velocidade em vias públicas, colocando vidas em risco. “É bom viver perigosamente”, têm a desfaçatez de dizer. Na política são negacionistas, contra a ciência, a vacina, as políticas sociais, defendem a volta às aulas, a abertura total do comercio, a corrupção, o estupro, a tortura, o armamento, etc. Mas afirmam serem cristãos e patriotas. Pasmem, senhores! Há pessoas aí defendendo o direito de bater na mãe. Olha o argumento: “certo que mãe é coisa boa, mas de vez em quando enche o saco e merece uns tabefes. Não nos condene por isso. Bater na mãe faz parte da natureza”. Essa gente sempre existiu, mas precisava de três fatores para se tornar grupo social: um palanque, uma plateia e um líder. As duas primeiras a internet deu com fartura. As redes sociais deram voz a esses imbecis. Através dela eles divulgam todo tipo de mentira e defendem as ideias fixistas, tal qual Donald Trump e Bolsonaro. A tropa do Trump está armada com fuzis e metralhadoras e a de Bolsonaro segue o mesmo caminho. Eles estão no nosso meio, querem ser ouvidos e respeitados. Pensam que são os normais e nós os loucos, intolerantes e conservadores. • Professor de filosofia
Defesa de Lula divulga trechos das mensagens entre Moro e Dallagnol que comprovam conluio e parcialidade

Diálogos mostram, entre outras coisas, que Moro orientou a acusação, o que é proibido por lei Advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgaram trechos de mensagens trocadas entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, entre eles Deltan Dallagnol. Os diálogos, que fazem parte da Operação Spoofing, comprovam que Moro orientou a acusação, o que é proibido por lei, e que a equipe de Dallagnol manteve conversas clandestinas com autoridades dos Estados Unidos e da Suíça – o que também é ilegal. A revista Veja publicou trechos das conversas na noite desta quinta-feira (28). Segundo a defesa, foram analisados apenas cerca de 10% dos 740 gigabytes de dados fornecidos de mensagens apreendidas com o hacker Walter Delgatti Neto. Em uma das mensagens, trocadas em 16 de fevereiro de 2016, Moro pergunta se os procuradores têm uma “denúncia sólida o suficiente”. Em outra, Moro orienta Deltan sobre sistemas da Odebrecht Então o juiz diz que seriam necessárias perícias da PF e laudos específicos: “do contrário, vai ser difícil usar”. Leia a reportagem completa na Veja