Jornal Folha de São Paulo lamenta “incompetência mortal” de Jair Bolsonaro

 Em editorial, o jornal que apoiou o golpe de 2016 destaca que cerca de 50 países já iniciaram suas campanhas de vacinação, enquanto no Brasil não há nem seringas O jornal Folha de S. Paulo, que apoiou o golpe de 2016 e a ascensão do bolsonarismo, hoje lamenta, em editorial, a “incompetência mortal” de Jair Bolsonaro no que diz respeito à vacinação. “Cerca de 50 países já iniciaram o processo, embora os números sejam precários e díspares, com somente algumas centenas de doses aplicadas em alguns casos”, aponta o texto. “Tendo esses dados em vista, o Brasil não pareceria tão atrasado se não fosse o fato de que as perspectivas de imunização aqui são apenas virtuais —nenhum produto encomendado foi aprovado até o momento, faltam estratégias concretas e, no caso do governo federal, até seringas”, prossegue o editorial. “Dificilmente, porém, a campanha brasileira começará antes do terço final deste janeiro, e a incompetência mortal do governo Jair Bolsonaro tende a ficar mais evidente a cada dia.”

Duda Salabert sofre transfobia de vereador da frente cristã logo na posse

 A professora e vereadora mais votada de BH, Duda Salabert (PDT), foi vítima de transfobia por parte de um legislador logo na cerimônia de posse, nesta sexta-feira (1º), na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Duda afirmou que vai acionar as autoridades policiais caso o comportamento volte a se repetir na Casa Legislativa. A declaração preconceituosa foi dada durante a sessão que definiu a Mesa Diretora para o próximo biênio. Durante o tempo de fala, o vereador Wesley da Autoescola (Pros) parabenizou os parlamentares eleitos e direcionou, em um dos momento, a fala para uma. “Quero aproveitar este momento e, até mesmo como um dos líderes da frente cristã nestes quatro anos, que findaram ontem, quero dar parabéns especial a vereadora mais bem votada nesta legislatura”. “Uma professora que realmente tem e deixou legado muito grande por onde passou e trouxe votação que surpreendeu a muitos. Quero parabenizar a professora Marli pelos seus 14.496 votos. Papai do céu continue te honrando e você tenha legislatura de muito sucesso. Belo Horizonte é uma cidade conservadora, como o IBGE de 2010 disse que 90% da população se declara cristã”, disse. ‘Segregação’ Em resposta ao ataque do vereador, a professora Duda Salabert, a mais votada da história da capital mineira com mais de 37 mil votos, destacou que não vai admitir transfobia no parlamento. “Nesta Casa, temos 41 vereadores com diversidade. Que esta diversidade não seja ferramenta de segregação e separação, mas ferramenta para fortalecer e promover a saúde humana, ambiental, animal e fiscal do município”. “Espero que esta Casa não volte a figurar em página de jornal no campo policial. Transfobia é crime e inafiançável. Espero que nenhum vereador saia preso por racismo ou transfobia. Como cristã, evangélica, coloco-me a serviço da bancada cristã para fazermos exercício do que Cristo nos ensinou: respeito, amor e não ódio, intolerância, violência ou crime”, afirmou. Ocorrência Duda Salabert disse em entrevista à imprensa que episódios transfóbicos serão resolvidos fora da Câmara Municipal, na delegacia. No entanto, ela destacou que vai dar uma nova oportunidade ao parlamentar. “Costumo dar segunda chance a todo mundo. Caso ele repita, vou ter que procurar [as autoridades] para ele ser responsável pelo ato”. A parlamentar contou que está “acostumada” a ter que enfrentar tais preconceitos. “Por onde passo, desde que saio de casa, percebo olhares e palavras, como as dele. Não vão ser comentários como este que vou me desestabilizar”, finalizou. É crime! Vale reforçar que homofobia e transfobia são crimes previstos por lei. Eles entram na lei do racismo, já existente há 30 anos e, com isso, as punições são semelhantes. O STF (Supremo Tribunal Federal) criminalizou a homofobia em junho de 2019. Veja o que é considerado crime: “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual da pessoa poderá ser considerado crime; a pena será de um a três anos, além de multa; se houver divulgação ampla de ato homofóbico em meios de comunicação, como publicação em rede social, a pena será de dois a cinco anos, além de multa; a aplicação da pena de racismo valerá até o Congresso Nacional aprovar uma lei sobre o tema.

Brasil começa 2021 superando marca de 195 mil mortos por Covid-19

 Sem plano de vacinação, país segue com números da doença em patamares elevados O Brasil superou, nesta sexta-feira, primeiro dia de 2021, a triste marca de 195 mil mortos em decorrência da Covid-19, doença causada pelo coronavírus. Segundo novo balanço sobre a pandemia divulgado pelo Ministério da Saúde, foram registrados nas últimas 24 horas 462 novos óbitos, o que totaliza, desde o início da crise sanitária, 195.411 mortes. Ainda sem plano de vacinação, o país segue com números em patamares elevados. De ontem para hoje, foram contabilizados 24.605 novos casos de pessoas infectadas. O total de brasileiros que já tiveram contato com o vírus é de 7.700.578. Mesmo com o fato de que o Brasil enfrenta uma segunda onda da pandemia, boa parte da população tem, nos últimos dias, ignorado totalmente os protocolos de segurança contra a doença, participando de festas, shows, enchendo praias e promovendo aglomerações. O presidente Jair Bolsonaro faz parte desse grupo que vem desafiando o vírus. Nesta sexta-feira, ele chegou a promover aglomeração dentro d’água, em Praia Grande (SP), ao se lançar ao mar para nadar com apoiadores.

Perícia Da PF Atesta Integridade Das Mensagens Dos Procuradores Da Lava Jato Divulgadas Pelo Intercept

 Embora o Ministério Público Federal no Paraná tenha repetido de modo reiterado não reconhecer a veracidade das mensagens divulgadas pela “vaza jato”, três decisões judiciais de 2020 citaram perícia que atestou a integridade do material que revelou o conchavo entre procuradores e o ex-juiz Sergio Moro. A última delas foi publicada nesta segunda-feira (28/12). Trata-se da decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinando que a 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal compartilhe com a defesa do ex-presidente Lula parte das mensagens trocadas entre procuradores. As conversas foram apreendidas no curso da chamada operação “spoofing”, que investiga a invasão dos celulares de Moro, de procuradores e de outras autoridades da República. Na decisão, Lewandowski cita relatório da Polícia Federal que mostra que os dados apreendidos na “spoofing” foram devidamente periciados e tiveram sua autenticidade comprovada. “Todos os dispositivos arrecadados foram submetidos a exames pelo Serviço de Perícias em Informática do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, que objetivaram a extração e análise do conteúdo do material, com a elaboração de Laudo Pericial de Informática Específico para cada item apreendido”, diz o relatório. “Dessa forma”, prossegue o documento mencionado por Lewandowski, “qualquer alteração do conteúdo em anexo aos Laudos (remoção, acréscimo, alteração de arquivos ou parte de arquivos), bem como sua substituição por outro com teor diferente, pode ser detectada”. Diogo Castor Se em discursos públicos alguns integrantes do MPF no Paraná afirmaram de forma ensaiada que não reconhecem a veracidade das conversas reveladas pela “vaza jato”, em autos sigilosos a versão apresentada é outra. O procurador Diogo Castor de Mattos, ex-integrante da autointitulada força-tarefa da “lava jato”, solicitou, em meados de junho deste ano, acesso a uma parte das conversas que lhe faziam referência. O pedido foi atendido, ainda que Castor não conste entre os investigados na “spoofing”, ao que se sabe. Em 5 de junho, Ricardo Augusto Soares Leite, juiz substituto da 10ª Vara Federal Criminal do DF, deu ao procurador acesso a um laudo pericial comprovando que ele teve o celular invadido. “Defiro. A autoridade policial deverá disponibilizar à defesa de Diogo Castor de Mattos o acesso ao laudo pericial que comprova a invasão do celular do procurador Diogo Castor de Mattos e uma mensagem específica trocada entre o procurador da República José Robalinho e o hacker (que estava usando o celular do conselheiro do CNMP Marcelo Weitzel).” Castor ficou conhecido após vir a público que ele teria pago por um outdoor em homenagem à “lava jato”. O painel foi colocado em uma via de acesso ao aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba, em março de 2019, quando Castor ainda integrava a força-tarefa. Ele chegou a confessar que pagou pela instalação, mas o processo que apurava a sua responsabilidade acabou sendo arquivado. Também foi ele o responsável por um pedido de investigação em proveito próprio — conforme a ConJur revelou, ele pediu para a PF investigar mensagens de WhatsApp que falavam dele mesmo. Hackers Por fim, em 10 de julho, decisão também do juiz Ricardo Augusto Soares Leite deu a uma série de réus acesso ao material aprendido na “spoofing”. Na ocasião também foi dito que os documentos passaram por perícia. “Defiro o acesso das defesas aos arquivos obtidos em razão da operação spoofing e já periciados e que se encontram com a autoridade policial, ficando a cargo de cada advogado de defesa e à Defensoria Pública da União entregar um HC externo ao delegado de Polícia Federal, Dr. Zampronha, que providenciará a disponibilização do material e transferência de 7 TB de arquivos, certificando a entrega do material às partes que estarão cientes do tempo necessário para baixar essa elevada quantidade de dados, bem como a necessidade de se resguardar o sigilo de tais dados por conterem informações privadas de pessoas físicas”, diz a decisão. O pedido foi feito pelos réus Danilo Cristiano Marques, Suelen Priscila de Oliveira, Gustavo Henrique Elias Santos, Thiago Eliezer Martins Santos, Walter Delgatti Neto e Luiz Henrique Molição, acusados de ter invadido os celulares de Moro e dos procuradores. Os autos do inquérito da “spoofing”, que tramitam na 10ª Vara Federal Criminal do DF, estão sob sigilo. O pedido feito pelos réus foi encontrado em um HC público. O mesmo ocorreu com o pedido formulado por Castor. As duas solicitações de acesso foram utilizadas pela defesa do ex-presidente Lula para pedir, em agosto deste ano, que o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, também compartilhasse o material da “spoofing” com o petista. O pedido, feito no processo que trata da suspeição de Moro e de procuradores — entre eles Castor —, é assinado pelos advogados Cristiano Zanin, Valeska Martins, Maria de Lourdes Lopes e Eliakin Tatsuo. Em agosto deste ano, a 2ª Turma do Supremo já entendeu que, por ter atuado na produção de provas, Moro não poderia ter julgado o caso Banestado, que o tornou famoso. *Do Conjur

De mãos vazias, Bolsonaro faz pronunciamento à nação sem mostrar um feito sequer

O Brasil é governado por um tolo, um fraco, sem qualquer empenho no comando do país. O Brasil nunca se viu tão desanimado, instável e débil. Independente de sua política genocida durante a pandemia, o que coloca o Brasil em 2º lugar em números absolutos de morte por Covid, o governo Bolsonaro não tem o que mostrar, mas o que esconder depois de 2 anos de um governo débil economicamente, flácido de ideias, sem força moral para propor alguma coisa útil para o povo e, sobretudo, franzino em seu caráter institucional. O Brasil é governado por um tolo, um fraco, sem qualquer empenho no comando do país. O Brasil nunca se viu tão desanimado, instável e débil. Não é uma questão de mudança de direção, é falta de direção, que fará padrão, essa palavra que significa um mínimo de civilidade. As pessoas ainda não entenderam que o Brasil está totalmente à deriva sendo escorado pelos interesses e normas do mercado e pela burocracia do Estado. Ou seja, temos uma administração fraudulenta até para um padrão de administração de condomínio. O governo Bolsonaro não é uma crise permanente por acidente. É projeto de quem não tem a mínima ideia de como se governa um país. Mas nada disso é novidade. Todos sabiam de sua total incapacidade por ter atuado 28 anos no legislativo sem apresentar um único projeto sequer de sua autoria. O camarada é um nulo, um inútil convicto. Bolsonaro só disse bobagens em cadeia de rádio e televisão e, na contramão dos discursos de outros líderes mundiais, ele não citou o distanciamento social nem a vacinação, dizendo que o Brasil é referência mundial de combate à Covid. É um cínico? É. Mas o que ele falaria em seu pronunciamento? Não se trata de um idiota que não pensa antes de agir. É um idiota apoplético, que vive vermelho de cólera, exaltado e furioso porque tem uma família de criminosos. Sobre governar o país, ele não sabe aonde começa a cabeça e termina o rabo do bicho. *Carlos Henrique Machado Freitas Via Antropofagista

Marcelo Crivella é preso em operação da Polícia Civil e MP no Rio de Janeiro

 Prefeito do Rio, empresário e delegado foram presos em desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto ‘QG da Propina’ O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), o empresário Rafael Alves e o delegado Fernando Moraes foram presos na madrugada desta terça-feira (22) em operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). As prisões acontecem em desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto ‘QG da Propina’ no município. Além de Crivella, foram presos o empresário Rafael Alves e o delegado Fernando Moraes. O ex-senador Eduardo Lopes (Republicanos) também é alvo da operação, mas não foi encontrado em sua casa. Segundo as investigações, um desdobramento da operação Hades – que revelou o “QG da Propina” na prefeitura do Rio -, empresas que tinham interesse em fechar contratos ou tinham dinheiro para receber do município tinha que pagar propinas em cheques a Rafael Alves, irmão de Marcelo Alves, que presidia a Riotur. Em troca, Rafael facilitaria a assinatura dos contratos e o pagamento das dívidas. Ligação Um vídeo gravado na primeira fase da operação Hades, em ação na casa de Rafael Alves, um delegado da Polícia Civil atendeu um telefone de Crivella para o celular do então presidente da Riotur. O delegado atendeu a chamada e o prefeito Marcelo Crivella disse: “Alô, bom dia Rafael. Está tendo uma busca e apreensão na Riotur? Você está sabendo?”. Depois de 30 segundo, ao perceber que não era Rafael, Crivella desligou o telefone. No relatório, o delegado diz que “a forma de tratamento, o horário da chamada e o assunto em questão demonstram claramente a relação de proximidade e confiança entre o prefeito Crivella e o investigado Rafael Alves”. Imagens divulgadas nesta sexta (11/9) mostram um delegado atendendo a uma suposta ligação do prefeito do Rio de Janeiro, @MCrivella, para o celular do empresário Rafael Alves durante a primeira fase da Operação Hades, no dia 10 de março. pic.twitter.com/dntNGSl7QU — Metrópoles (@Metropoles) September 12, 2020  

JACARÉ ?? Você não vai se transformar em jacaré: 10 mentiras sobre vacinas que circulam por aí

O surgimento das primeiras vacinas contra o coronavírus reabriu a temporada de teorias da conspiração absurdas patrocinadas por movimentos antivacina e de extrema direita. Este método de imunização é seguro e é responsável por, inclusive, aumentar a expectativa de vida da população. Você provavelmente só está lendo este texto porque foi vacinado quando criança e, por isso, permaneceu vivo. Pode ficar tranquilo: ao contrário do que disse o presidente Jair Bolsonaro, você não corre o risco de virar um jacaré se tomar a vacina para prevenir a covid-19. Abaixo, reunimos, a partir de um texto publicado no site da Unicamp pelo professor da instituição Luiz Carlos Dias, dez das maiores mentiras sobre vacinas. Vale ler com cuidado e ajudar a combater a desinformação: Mentira 1: Vacinas não são seguras As vacinas, uma vez aprovadas para uso em massa, são seguras e eficazes. Elas são desenvolvidas com base na necessidade de se proteger a população de doenças fatais e que provocam incapacitação. As vacinas salvam cerca de 3 milhões de pessoas por ano, ou cinco pessoas a cada minuto, aumentaram nossa expectativa de vida e foram as principais responsáveis pela diminuição da mortalidade infantil. Existem algumas poucas contraindicações, para vacinas de vírus vivo ou atenuado, em pacientes que têm problemas de imunidade, que tomam algum medicamento que reduz a imunidade do organismo, ou que tem comorbidades mais sérias. Algumas vacinas contém os chamados adjuvantes, que ajudam na intensidade e na duração da resposta imune, permitem que doses menores do antígeno sejam usadas e auxiliam a aumentar a estabilidade das vacinas durante o armazenamento. Tanto o princípio ativo, bem como os adjuvantes e os conservantes, estão presentes em quantidades muito pequenas nas vacinas, são seguros e são eliminados do organismo, como qualquer medicamento, comida e bebidas que ingerimos. Algumas vacinas mais antigas usavam o tiomersal (etil mercúrio), nunca o mercúrio elementar, como conservante em sua composição para evitar a proliferação de bactérias e fungos. Mesmo não havendo nenhuma toxicidade na substância, a tecnologia permitiu que ele fosse substituído por outros conservantes, deixando de ser usado em vacinas. O benefício de tomar uma vacina é sempre muito maior que o risco, que é mínimo ou inexistente. Mentira 2: Não preciso me vacinar se outras pessoas se vacinam A vacinação em massa, quando atinge grande número de pessoas, protege saudáveis e vulneráveis contra quaisquer infecções, como idosos, bebês, imunodeficientes e imunossuprimidos, como pessoas com câncer ou HIV. Essa proteção, chamada de imunidade coletiva, somente é eficaz quando uma grande parcela da população está imune – ou seja, quando a cobertura vacinal atinge cerca de 92-95% da população. Dessa forma, é essencial que todos aqueles indivíduos que possam ser vacinados o sejam para proteger aqueles que não podem se vacinar. Quando uma grande quantidade de pessoas estiver vacinada, evitamos a circulação do vírus selvagem nos “buracos” onde houver pessoas que não foram vacinadas. Quanto mais pessoas se vacinarem, menores as chances de surtos e novas ocorrências de determinada doença em uma população. Mentira 3: Posso me contaminar com o coronavírus ao tomar a vacina Não é verdade: uma versão ativa do novo coronavírus não está presente nas vacinas. Especialmente na Coronavac, da chinesa Sinovac, que usa o vírus inativado, incapaz de se replicar no corpo humano e causar doença. Todas as vacinas, independente da nacionalidade, se da China, EUA, Reino Unido, Rússia ou qualquer outro país, devem passar por um processo longo de desenvolvimento antes de serem aprovadas e todas, sem exceção, seguem os mesmos protocolos de testes. As vacinas precisam passar por testes rigorosos em várias fases para garantir que sejam eficazes e seguras. O nível de exigência dos órgãos regulatórios locais, como a Anvisa, é elevado e segue protocolos rígidos. Se a candidata vacinal se mostra segura e eficiente, recebe aprovação. Após o registro, que no Brasil é coordenado pela Anvisa, ela pode ser produzida em larga escala e distribuída para a população. Mentira 4: Vacina causa autismo e outras doenças As vacinas servem para prevenir doenças e não para causá-las. A mentira de que vacinas causam autismo foi criada em 1998 pelo ex-médico britânico Andrew Wakefield, que publicou na época um artigo nada científico na revista The Lancet, relacionando a vacina da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) com casos de autismo em crianças. Posteriormente, foi comprovado que não havia absolutamente nenhuma evidência de que vacinas causem autismo e esse artigo foi retratado (despublicado). O “estudo” estava repleto de informações falsas, e Wakefield teve sua licença de médico cassada pelo governo britânico. A repercussão do artigo, no entanto, causou enorme estrago na saúde pública no Reino Unido, levando a um aumento no número de casos de sarampo e caxumba desde sua publicação. Foi com esse estudo mentiroso que começou o movimento antivacinas, que presta um enorme desserviço à saúde pública. Não se vacinar contra sarampo pode levar à morte e a complicações muito graves do sistema nervoso central, causando encefalite. Vacinação é segura e é importante que o máximo de pessoas tenha o imunizante aplicado / Evandro Oliveira/PMPA Mentira 5: Bill Gates quer implantar um chip com a vacina contra covid-19 O nome do bilionário Bill Gates é um dos preferidos do movimento antivacinas e alguns grupos religiosos. Embora tenha criado sua fortuna no ramo de desenvolvimento de softwares com a Microsoft, o empresário fundou a fundação filantrópica Bill e Melinda Gates, que financia projetos de saúde pública, incluindo o desenvolvimento e distribuição de vacinas. Essa mentira espalhada pelo movimento antivacinas sugere que, quando se injeta vacinas com vírus nas pessoas, quem tem boa imunidade sobrevive, e quem tem imunidade mais baixa morre. É um absurdo. O nome de Gates também está associado a um plano que teria originado a covid-19, em virtude de uma observação dele em uma palestra em um TED talk em 2015, com o título: “O próximo surto? Não estamos preparados”, em que ele descrevia o risco de a humanidade enfrentar uma pandemia e como seria o cenário. Além da teoria de conspiração, que relaciona o nome

Dom Walmor critica gestão de Bolsonaro na pandemia: ‘momento exige o coro dos lúcidos’

Para o presidente da CNBB, Bolsonaro subestimou a doença, contribuindo para que muitos não respeitem as regras para conter a transmissão. “A gravidade foi subestimada”, diz Dom Walmor Azevedo, ressaltando que “o momento exige o coro dos lúcidos” Ao comentar a atuação de Jair Bolsonaro frente à pandemia, o presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo disse que a “gravidade foi subestimada” e ressaltou a importância de um programa de vacinação para superar “desgovernos e politização abomináveis”. “A gravidade foi subestimada, e medidas adotadas pelas instâncias governamentais ignoraram as preciosas contribuições do campo científico. Esse descompasso repercutiu na população, contribuindo para que muitos não cumprissem as medidas de prevenção. Sem generalizado senso de corresponsabilidade, o país sofreu com explosões de casos e aumento da pobreza, pois o descontrole da pandemia agrava suas consequências na economia. Considera-se a necessidade de um consistente programa de vacinação, exigindo superação de desgovernos e politização abomináveis. O momento exige o coro dos lúcidos”, afirmou o líder católico em entrevista à Folha de S.Paulo. Dom Walmor ainda afirmou que poderia ter ocorrido “mais diálogo” com o governo, para “uma contribuição que é alicerçada no Evangelho de Jesus Cristo, sem partidarismos, sem defesa de interesses mesquinhos”, e que a CNBB está atenta a ataques de seguidores de Jair Bolsonaro, como o youtuber Bernardo Küster, que chama a congregação de “comunista”. “Há irrestrito respeito à liberdade de cada um. Ao mesmo tempo, a CNBB está atenta a situações que se configuram crimes. Ninguém tem o direito de ofender outra pessoa impunemente, dedicar-se a calúnias, espalhar mentiras. Há uma equipe, formada por teólogos, comunicadores e juristas, mobilizada para essa tarefa. Em casos extremos, ela busca meios legais para coibir crimes e punir seus autores. Infelizmente, algumas pessoas se dedicam a caluniar e a agir com agressividade, adotando um jeito de ser incoerente com a fraternidade cristã”, disse. Segundo Dom Walmor, a CNBB conta 21 mortes e 415 infecções de padres e bispos por Covid-19 no Brasil, mas ele acredita que esse número seja maior. “A Comissão Nacional de Presbíteros, vinculada à CNBB, contabilizou 415 padres que adoeceram até agosto e 21 mortes. Mas esses números certamente são maiores, considerando os missionários das comunidades religiosas e a complexidade da Igreja, presente em todo o território. Lembro que a ação missionária da Igreja entre os pobres não foi interrompida. Ao invés disso, se intensificou. Assim, mesmo com a adoção das medidas de segurança, muitos católicos adoeceram a serviço da fé”.

Rogério Correia pede prisão de Moro e Dallagnol após entrevista de hacker à CNN

O deputado Rogério Correia (PT-MG), durante sessão na Câmara, pediu nesta segunda-feira (21) a prisão do ex-ministro Sergio Moro e do procurador Deltan Dallgnol à luz da entrevista do hacker da “Vaza Jato” à CNN Brasil. Na noite deste domingo (2), o hacker Walter Delgatti Neto foi entrevistado pelo programa CNN Séries Originais. Dentre as barbaridades reveladas, Delfatti disse que Sergio Moro quis prender os ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Toffoli. “Moro já foi chamado de juiz ladrão na Câmara. E o Dallagnol queria embolsar R$ 2,5 bilhões por meio de uma ONG”, disse o deputado do PT. “O único objetivo deles era prender o Lula. Eles combinavam tudo com os ministro Edson Fachin, Luís Roberto Barros e Luiz Fux. Eles até tramaram a prisão de Gilmar Mendes e Dias Toffoli“, discursou na sessão virtual. Correia pediu ainda que os deputados assinassem o pedido de CPI da Lava Jato, de autoria do deputado André Figueiredo (PDT-CE), para investigar Moro e Dallagnol. “A entrevista do hacker à CNN confirma mais uma vez: Lava Jato do Paraná, comandada pela ilegal parceria entre Deltan e Moro, cometeu ilegalidades que devem levar os dois à prisão. Já tem pedido no Congresso, inclusive meu: CPI da Lava Jato já! Qual é o medo?”, questionou Rogério Correia. Para o deputado do PT, segue caindo a máscara do golpe. Ilusões ingênuas sobre papel da Lava Jato no “combate à corrupção” não existem mais, só no campo da desinformação ou da desonestidade intelectual. Assista ao vídeo: E segue caindo a máscara do golpe, deputado @RogerioCorreia_ ! Ilusões ingênuas sobre papel da lavajato no "combate à corrupção" não existem mais, só no campo da desinformação ou da desonestidade intelectual. https://t.co/cQYnMNJTUS — PT na Câmara (@PTnaCamara) December 21, 2020

Lava Jato tem derrota confirmada pelo Supremo Tribunal Federal

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve decisão que exclui a delação do ex-ministro Antonio Palocci da ação em que o ex-presidente Lula é acusado de receber R$ 12,5 milhões da Odebrecht. O ministro Ricardo Lewandowski, relator do acórdão contestado, indeferiu o pedido do Ministério Público Federal, seguido por Gilmar Mendes, Nunes Marques e Cármen Lúcia. Apenas o ministro Luiz Edson Fachin votou favoravelmente ao recurso. Em agosto, ao julgar pedido de Habeas Corpus ajuizado pela defesa do petista, a Turma já havia determinado o desentranhamento da delação. A defesa do ex-presidente foi feita pelos advogados Cristiano Zanin, Valeska Martins, Maria de Lourdes Lopes e Eliakin Tatsuo. “Diferentemente do alegado pelo MPF, não há ambiguidade ou dúvida sobre a clareza do decisum, sobremaneira no que concerne à ilicitude na juntada heterodoxa, para dizer o mínimo, do material da referida colaboração após o encerramento da instrução processual, nos exatos termos do pedido formulado na exordial do remédio heroico, incluindo, por corolário lógico, a decisão de homologação e o depoimento pertinente à colaboração premiada”, disse Lewandowski. Na decisão anterior, a maior parte da Turma considerou que a juntada feita por Moro configurava “inequívoca quebra da imparcialidade”, demonstrado o constrangimento ilegal contra Lula. “A juntada, de ofício, após o encerramento da fase de instrução, com o intuito de gerar, ao que tudo indica, um fato político, revela-se em descompasso com o ordenamento constitucional vigente”, disse Lewandowski na ocasião. A juntada dos depoimentos, da qual fala o ministro do STF, foi feita de ofício, às vésperas da eleição de 2018 e após o encerramento da instrução processual, indicava parcialidade do ex-juiz Sergio Moro e da força-tarefa Lava Jato. A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), manifestou-se sobre a exclusão da delação de Palocci na ação contra Lula. “A semana começa com duas grandes vitórias no STF, a suspensão da taxa zero de importação de armas de Bolsonaro e a exclusão da delação de Palocci de ação contra Lula”, declarou a dirigente petista. “Agora falta anularem a condenação fajuta de Moro e Maia aceitar o impeachment contra o genocida”, reivindicou Gleisi.