Um psicopata no poder – Teremos no Brasil uma multidão de macunaímas sem nenhum caráter?

Bolsonaro é um ressentido que fracassou na carreira militar, sem nenhum talento criativo. Também tinha vergonha de sua família humilde do interior em São Paulo e esconde suas origens. O seu ferimento narcísico por ser expulso do Exército gerou certamente nele um furor, escondido pela carreira política, igualmente medíocre e, ao que tudo indica, corrupta. Um psicopata no poder Teremos no Brasil uma multidão de macunaímas sem nenhum caráter? Reinaldo Lobo* O maior perigo de um presidente psicopata é a disseminação da irresponsabilidade, do desrespeito pelos outros, do pouco caso com a vida, do crime, da mentira e da destruição da Lei por toda a sociedade. Ele é um mau exemplo. Como autoridade, consagra a ideia de que a única legitimidade possível é pela violência, o desrespeito e a força bruta. Jair Bolsonaro tem vários traços de uma personalidade psicopática ou, mais precisamente, possui uma mente delinquencial. Isso mesmo: uma pessoa antissocial e nociva para a convivência. Manipulador e narcisista, portanto, extremamente egoísta, onipotente sem empatia pelos outros, aproveitador, arrogante e estúpido, incapaz de reconhecer o sofrimento alheio e coletivo, sem generosidade com quem não pertença ao seu círculo de semelhantes, vivendo em estado esquizoparanóide quase permanente, impossibilitado de assumir os próprios erros e sempre procurando alguém para botar a culpa. Como é possível que um presidente votado por quase 60 milhões de cidadãos de uma sociedade organizada tenha escapado ao critério seletivo de tanta gente? São todos cegos, insensíveis e ingênuos? Houve manipulação ideológica? Há quem diga, entre os cientistas políticos, que ele é um caso de “presidente acidental”, resultado das circunstâncias políticas e sociais de um período de crise. Não dá para acreditar totalmente nisso, ainda que, em parte, haja alguma verdade na “acidentalidade” do fenômeno Bolsonaro. A “onda Bolsonaro” seria o fruto de um vácuo que surgiu após o descrédito parcial do PT (não foi total, pois o candidato petista teve quase 50 milhões de votos), acrescido do lance da facada (até agora obscuro) que provocou certa comoção e dó por parte dos eleitores. Além disso, ajudou-o a evitar os debates que mostrariam melhor o seu perfil íntimo e sua enorme ignorância cultural e dos problemas do país. Também escondeu informações como sua ligação estreita com milicianos cariocas e o crime organizado. Os candidatos adversários tiveram pudor de expor tudo, pois seria atacar uma vítima de uma “tentativa de assassinato”. O fato é que milhões se identificaram e muitos ainda se identificam com os traços violentos e delinquenciais do candidato, hoje presidente. Teremos no Brasil uma multidão de macunaímas sem nenhum caráter? Parece. Uma personalidade como a de Adolf Hitler, por exemplo, pode passar despercebida em seu caráter deletério por algum tempo, em função da sedução que promove demagogicamente, prometendo o paraíso e entregando algo. Hitler era um ressentido, um artista fracassado, que não conseguiu passar no vestibular para a Academia de Artes, mas com um dom de oratória e alguma criatividade meio delirante. Ele tinha vergonha da origem humilde de seus pais e da sua condição de cabo na hierarquia militar durante a Primeira Guerra. Mas era mais inteligente do que o nosso neonazista caboclo e sabia organizar um movimento, criando uma estética (discutível) própria. Bolsonaro é um ressentido que fracassou na carreira militar, sem nenhum talento criativo. Também tinha vergonha de sua família humilde do interior em São Paulo e esconde suas origens. O seu ferimento narcísico por ser expulso do Exército gerou certamente nele um furor, escondido pela carreira política, igualmente medíocre e, ao que tudo indica, corrupta. Tem em comum com Hitler a violência, o ódio a incapacidade para sentir a dor do outro. Adotou uma ideologia barata de caserna, que lhe permite sair em defesa da tortura e do assassinato de adversários políticos transformados em inimigos. Decidido a ganhar dinheiro na política, aliou-se ao que havia de pior no Rio de Janeiro e no resto do país, como o paulista Paulo Maluf, outro famoso por sua falta de escrúpulos e sua “cara de pau”. O aspecto moral da psicopatia não é relevante em nada para o próprio psicopata. Não se vê como um doente grave, na verdade um vírus ameaçador para o tecido social. Sua ambição é se aproveitar da sociedade em benefício próprio. E só. Mas no caso de Bolsonaro há um particular cinismo em tratar a morte e a doença dos outros, pois sua ação é pautada pela destrutividade. Ele é radicalmente contra a solidariedade e a própria associação de cidadãos livres. O mundo está dividido entre ele e seus filhos, de um lado, e os inimigos do outro. O fascínio por armas e meios de destruição, além de ser lucrativo junto ao lobby dos fabricantes (“bancada da bala”), é algo que ultrapassa o militarismo. É uma identificação com os grupos neonazistas e supremacistas brancos norte-americanos. Ele imita o que julga ser a legitimidade da força bruta e da imposição de poder dos racistas. O psicopata pode ser, como dissemos, um perigo para o conjunto da sociedade, isto é, um sociopata. O psicopata é um sujeito frio, indiferente à dor alheia (“E daí? O que eu posso fazer?”, diz o presidente diante de mais de 200 mil mortos) e, muitas vezes, é um misógino. Mas nem todo psicopata é um perigo explícito para a sociedade como um todo. Muitos exercem suas características em âmbito restrito, socialmente disfarçados, comportam-se cínica e agressivamente no casamento ou no trabalho, mas não atingem o poder e o alcance de um Hitler, de um Trump ou de um Bolsonaro. O psicopata é, antes de tudo, um delinquente potencial. Mente sobre fatos da realidade sem nenhum pudor. Sua relação com a Lei é para negá-la, contorná-la, destruí-la ou usá-la a seu favor. Muitas vezes, é para usá-la contra alguém. No caso de Bolsonaro, temos um presidente de inclinações delinquenciais que nega a destruição provocada pela pandemia, um genocida, e usa o poder para livrar da cadeia seus filhos identificados com o pai e vai fazer qualquer coisa para manter o poder. Até mesmo provocar um
UDR entra onda da “Frente Ampla” e declara apoio a Baleia para presidente da Câmara

Alceu Moreira (PMDB-RS) no momento que votou Sim no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, declarou neste domingo apoio a Baleia Rossi à presidência da Câmara. “Democracia com compromisso de entrega: anuncio desde já que votarei no deputado Baleia Rossi, candidato do meu partido MDB para presidência da Câmara dos Deputados“, disse no Twitter. “O deputado Baleia é extremamente qualificado para o diálogo com qualquer partido, o que é imprescindível para levar à frente as pautas que o país precisa. E isso em nada tem a ver com apoio a pautas da esquerda como muitos dizem.” Barco furado Os partidos de esquerda e centro esquerda PT, PCdoB, PDT, PSB, PT e Rede também decidiram apoiar o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) na eleição para a presidência da Câmara, na esperança que Baleia defenda a Constituição, proteja a democracia e as instituições, garanta a independência do Poder Legislativo, luta pelos direitos do povo brasileiro e assegura a soberania nacional. A bancada do PSOL está dividida e a Executiva do partido deve se reunir no próximo dia 15 pra deliberar sobre o tema. Não custa lembrar que o golpista Baleia Rossi é um fiel aliado do ex-presidente Michel Temer e um dos articuladores pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), além de ter votado a favor dos projetos do governo Jair Bolsonaro, tais como a reforma da Previdência e a medida provisória da liberdade econômica. Mesmo assim, o PT decidiu apoiá-lo na disputa pela presidência da Câmara. Leia também: PT rebaixa para Baleia e esquece da sabedoria popular: quem muito abaixa a bunda aparece
Cidadania expulsa Fernando Cury, o taradão da Assembleia Legislativa de São Paulo

O conselho de ética do Cidadania decidiu neste domingo (10) pela expulsão do deputado estadual Fernando Cury, flagrado pelas câmeras da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) apalpando a deputada Isa Penna, do PSOL. Segundo comunicado do partido, “a importunação sexual sofrida pela deputada fere frontalmente o código de ética do Cidadania“. O parecer da Comissão e o relatório serão encaminhados para a presidência do Cidadania. Um trecho do vídeo da Alesp sugere que o deputado Fernando Cury (Cidadania) anunciou a um colega que iria assediar a deputada Isa Penna (Psol), que estava conversando com o presidente da Assembleia. Momentos antes da cena do assédio, que foi registrada pelas câmaras da Alesp, Fernando Cury conversa com um colega, não identificado. Em seguida, ele sai em direção a Isa Penna e o colega tenta puxá-lo pelo braço. O vídeo mostra perfeitamente o momento em que Fernando Cury é puxado pela manga do paletó, mas escapa e o colega não consegue demovê-lo de ir em direção à deputada. Veja trecho do vídeo: https://twitter.com/JosPaul09908258/status/1340341341855821825?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1340341341855821825%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fcartacampinas.com.br%2F2020%2F12%2Fvideo-indica-que-colega-tentou-evitar-que-deputado-cometesse-o-assedio-em-isa-penna%2F Em nota, o partido PSOL afirmou que Isa Penna e outras parlamentares já foram assediadas em outras ocasiões. “A deputada Isa Penna é conhecida por atuar em prol do combate à violência contra as mulheres e afirma que a violência política de gênero que sofreu publicamente na Alesp infelizmente não é um caso excepcional, dado que ela e as deputadas Mônica Seixas e Erica Malunguinho, do mesmo partido, já foram assediadas em ocasiões anteriores”, diz a nota. Isa Penna também registrou boletim de ocorrência por assédio sexual e uma denúncia formal por quebra de decoro contra o deputado estadual.
PT rebaixa para Baleia e esquece da sabedoria popular: quem muito abaixa a bunda aparece

Depois de ter assegurado que passaria a não compor com partidos que apoiaram o impeachment, o PT decidiu apoiar o golpista Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa pela presidência da Câmara. Um fiel aliado do ex-presidente Michel Temer e um dos articuladores pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016. Nas principais votações na Câmara dos Deputados, ele votou a favor dos projetos do governo Jair Bolsonaro, tais como a reforma da Previdência e a medida provisória da liberdade econômica. Segundo o ativista político e social, Milton Alves, autor dos livros ‘A Política Além da Notícia e a Guerra Declarada Contra Lula e o PT’ (2019) e ‘A Saída é pela Esquerda’ (2020), a “Frente Ampla” é uma via para anular o protagonismo político da esquerda Os recentes acontecimentos políticos nos Estados Unidos, e o apoio por estreita margem de votos [27×23] da bancada de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) ao parlamentar golpista Baleia Rossi (MDB-SP) para a presidência da Câmara, animaram os defensores da tese da Frente Ampla, como se essa fosse a única via válida para derrotar o governo autoritário e neoliberal do presidente Jair Bolsonaro. Em Minas Gerais, os deputados do PT que votaram a favor do deputado Baleia Rossi no primeiro turno foram: Leonardo Monteiro, Patrus Ananias e Paulo Guedes. Enquanto Odair Cunha, Padre João, Reginaldo Lopes e Rogério Correia votarem pela candidatura própria ou uma candidatura de esquerda. Neste início de 2021 o debate sobre a tática mais adequada para derrotar o bolsonarismo voltou à baila novamente entre as forças de esquerda. No geral, dois caminhos são preconizados. Uma posição coloca o acento na centralidade da luta contra o autoritarismo do governo Bolsonaro como eixo de aglutinação de forças, agitando o espantalho do monstrengo neofascista. Essa posição defende a constituição de uma “frente ampla”, que ultrapasse as forças de esquerda, reunindo partidos e lideranças consideradas de centro e de direita no atual espectro político. Formações partidárias como o PDT, PCdoB e PSB defendem a tese da “frente ampla’, um bloco político que abarca desde o governador João Doria (PSDB), Rodrigo Maia (DEM), o apresentador da Globo Luciano Huck, MDB, PSDB e até os bolsonaristas arrependidos. O passaporte para ingressar no território da “frente ampla” é a defesa da democracia no geral, sem a exigência de um programa de ruptura na economia e no restabelecimento dos direitos sociais retirados pelo golpe de 2016. Além de uma velada operação de setores da própria esquerda e de grupos da mídia empresarial de cancelamento político do ex-presidente Lula. Ou seja, uma frente de teto rebaixado, que levaria a esquerda a defender uma agenda aquém das necessidades impostas pela gravidade da crise institucional, econômica e sanitária em curso. É, na prática, marchar a reboque das velhas forças políticas da direita tradicional, que sonham em encontrar uma espécie de Biden brazuca até 2022. Por sua vez, os defensores da frente de esquerda entendem que somente um enfrentamento decidido ao conjunto do projeto neoliberal, que conta com o apoio do governo bolsonarista e também da velha direita, será capaz de derrotar os intentos de fechamento do regime e o desmonte do estado nacional. A necessidade da construção do bloco democrático-popular, com um projeto alternativo de governo em contraposição ao projeto do bolsonarismo e dos velhos partidos da direita, é uma tarefa irrecusável, inadiável. Um projeto político com nitidez para disputar os rumos do país, sem as velhas alianças e cedências programáticas aos partidos das classes dominantes. A defesa consequente da democracia é inseparável da derrota do projeto neoliberal, esta é uma questão estruturante e definidora para a ação política das forças de esquerda. Portanto, realizar uma “frente” nas atuais circunstâncias com quem não reconhece a centralidade do combate à regressão neoliberal, é um erro que terá um alto custo político e eleitoral – e abre uma via para anular o protagonismo da esquerda e dos trabalhadores. A decisão dos partidos de esquerda e centro esquerda, em especial do PT, de apoiar já no 1º turno a eleição do deputado Baleia Rossi, afilhado político de Michel Temer, desarma e confunde politicamente o eleitorado do campo popular e assegura indevidos créditos democráticos para as forças patrocinadoras do golpe de 2016 contra o mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Um passo em falso, que retira o protagonismo político da esquerda e joga a disputa para ser travada apenas no âmbito do parlamento controlado pelas forças das direitas – bolsonarista e neoliberal. Em Minas Gerais, os parlamentares do PT que votaram a favor do deputado Baleia Rossi foram: Leonardo Monteiro, Patrus Ananias e Paulo Guedes. Os deputados Odair Cunha, Padre João, Reginaldo Lopes e Rogério Correia votarem pela candidatura própria ou uma candidatura de esquerda. Logo após o anúncio de que o PT decidiu apoiar o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) na eleição para a presidência da Câmara, partidos de oposição a Jair Bolsonaro divulgaram uma nota em que também oficializam o endosso à candidatura do emedebista. PCdoB, PDT, PSB, PT e Rede enumeram compromissos assumidos por Baleia Rossi, concorrente de Artur Lira (PP-AL) e apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro: “defender a Constituição, proteger a democracia e as instituições, garantir a independência do Poder Legislativo, lutar pelos direitos do povo brasileiro e assegurar a soberania nacional” A bancada do PSOL está dividida e a Executiva do partido deve se reunir no próximo dia 15 pra deliberar sobre o tema. É possível que os socialistas apoiem Rossi ou lancem candidatura própria. Um dos nomes cotados é o da deputada mineira Áurea Carolina. Se ficar no bloco, a esquerda sairá unida nas eleições da Câmara, só que apoiando um candidato da direita.
Vagina com 33 metros provoca a ira a bolsonaristas no Brasil, atesta The Guardian

O jornal britânico The Guardian deu destaque em seu site para a notícia, com o seguinte título: Os diálogos da vagina: obra de arte de 33 metros atrai a ira da extrema-direita no Brasil. DIVA. Os diálogos da vagina: obras de arte de 33 metros atraem a ira da extrema direita no Brasil. A escultura de Juliana Notari em uma encosta causa um choque entre a comunidade cultural de esquerda e a direita que apoia Bolsonaro. Uma vagina de concreto armado de 33 metros provocou uma reação dos bolsonarianos no Brasil, com partidários do presidente de extrema direita do país entrando em confronto com admiradores de arte de esquerda por causa da instalação. A escultura feita à mão, intitulada Diva, foi inaugurada pela artista plástica Juliana Notari no sábado em um parque de arte rural no terreno de uma antiga usina de açúcar em Pernambuco, um dos estados mais vibrantes do Brasil culturalmente. (The Guardian, Reino Unido) Uma instalação em forma de vagina com 33 metros, num parque em Pernambuco, está a suscitar a ira dos “bolsonaristas”, em confronto com os admiradores de arte de esquerda, no Brasil. “Diva” é o nome da escultura vermelha com 33 metro de comprimento, 16 metros de largura e seis metros de profundidade de Juliana Notari, no âmbito de uma residência artística para o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM) e a Usina de Arte. Nesta obra a artista brasileira pretende problematizar as questões de género e questionar a relação entre a natureza e a cultura na sociedade ocidental à que ela se refere como falocêntrica e antropocêntrica. “Atualmente, essas questões têm-se tornado cada vez mais urgentes. Afinal, será através da mudança de perspectiva da nossa relação entre humanos e entre humano e não-humano, que permitirá que vivamos mais tempo nesse planeta e numa sociedade menos desigual e catastrófica”, acrescenta Juliana Notari numa nota de apresentação na sua conta de Facebook. A publicação de 31 de dezembro tornou-se viral e gerou mais de 28 mil reações (14 mil gostos e corações) e 25 mil comentários só no Facebook, muitos deles ofensivos. A discussão estendeu-se ainda a outras redes sociais. A nota de Notari, em referência ao crescente clima de intolerância no Brasil de Bolsonaro, desencadeou a ira dos críticos, muitos deles apoiantes do presidente brasileiro, que inundaram a página da artista com reações furiosas e muitas vezes obscenas à sua arte. Também o guru político de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, respondeu com um tweet ao estilo grosseiro. Em contraponto, muitos reagiram positivamente à instalação de Notari. “Dá muito o que pensar esse trabalho”, escreveu o cartunista Laerte Coutinho. “As reações à obra são espelho [da sociedade], um sucesso”, disse noutro tweet Kleber Mendonça Filho, cineasta pernambucano, que elogiou Notari por responder a um momento tão conservador da história brasileira, com uma vagina gigante. “Esses ataques só demonstram o machismo, o preconceito e a misoginia que sempre houve na sociedade ocidental. Um patriarcado milenar. Quando se expõe um símbolo feminino, a vulva, imagem que vai além do sexo por ter uma dimensão sagrada, gera-se medo e fascínio”, comenta por sua vez Juliana Notari, citada pelos média brasileiros. Considera que “a arte está a cumprir o seu papel, de mexer nessas placas tectónicas”. “Diva” foi esculpida no parque artístico botânico Usina de Arte, em Água Preta, no município da Zona da Mata Sul, em Pernambuco. A obra levou onze meses a ser construída à mão, para que os seus relevos pudessem ser esculpidos com a precisão que uma escavadora não permitiria. Contou com a ajuda de mais de 40 mãos. Aberta uma ferida no solo, a vulva foi revestida com concreto armado e resina.
Revista faz reportagem onde pergunta a psiquiatras e psicanalistas se Bolsonaro está louco

“Fomos atrás de especialistas para entender se o presidente está lelé”, diz chamada da revista Crusoé Matéria de capa da revista Crusoé desta semana destaca foto do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) com a pergunta: “Ele está louco?”. A revista, do mesmo grupo do site O Antagonista, consultou psiquiatras, psicanalistas e psicoterapeutas brasileiros para responder a essa pergunta. Na chamada da reportagem, a revista avisa: “Ao afirmar que o país está quebrado, Bolsonaro rasga dinheiro. Ao ordenar a suspensão da compra de seringas, ele de novo brinca com a vida dos brasileiros. Fomos atrás de especialistas para entender se o presidente está lelé”. A pergunta procede dado o comportamento um tanto desequilibrado do presidente da República. Recentemente, ele disse que o país “está quebrado”, sem se importar com as consequências dessa frase, e suspendeu a compra de seringas, material essencial para a vacinação em massa contra a Covid-19. “Nos últimos dias, Crusoé procurou psicólogos e psiquiatras para entender o comportamento do presidente à luz dessas ciências. Mesmo sem submeter o presidente a uma avaliação, o que é essencial para elaborar um diagnóstico preciso sobre qualquer paciente, os especialistas analisaram as atitudes e as declarações públicas do presidente (confira, mais abaixo, uma seleção delas) para delinear, digamos, a psiquê bolsonarista. O que leva um líder de uma nação, democraticamente eleito, a negar fatos tão óbvios — e espalhar outros que são falsos –, a se eximir de suas responsabilidades, a transformar adversários políticos em inimigos figadais e a não ter empatia pela dor alheia? É tudo estratégia política ou há algum tipo de transtorno de personalidade a guiar as ações de Bolsonaro? Os especialistas apontaram três características psíquicas marcantes no comportamento do presidente em público: 1) personalidade epiléptica, que envolve, por exemplo, explosividade, irritabilidade, mau humor e egocentrismo; 2) paranóia sistêmica, marcada pelo personalismo e por um senso de grandiosidade e uma espécie de síndrome de perseguição; e 3) um traço de perversão, caracterizado pelo prazer com a angústia ou com o sofrimento do outro. Na Psicologia, a perversão apresenta alguns elementos comuns com a psicopatia – hoje classificada como transtorno de personalidade antissocial, o TPA. Um deles é a agressividade. Mas estudiosos reputam aos psicopatas um comportamento menos impulsivo e mais ardiloso, ou calculista, com mais ação e menos declaração, algo que, segundo os especialistas, foge um pouco do comportamento conhecido de Bolsonaro.”
“Pede pra sair”, diz capa da revista IstoÉ; Bolsonaro se irrita com alegoria

A revista IstoÉ traz na capa desta sexta-feira (8) uma montagem do filme Tropa de Elite em que o personagem de Wagner Moura [Capitão Nascimento] pega o presidente Jair Bolsonaro pelo colarinho e grita: “Pede pra sair” A capa da IstoÉ se justifica dentro dos seguintes contextos: 1. ataque à democracia americana, ao Congresso, e as manifestações de Bolsonaro em apoio ao golpe frustrado de Trump; 2. a confissão de Bolsonaro de que ele nada pode fazer para salvar o Brasil da derrocada que ele Guedes enfiaram a todos nós; 3. a sabotagem do presidente Bolsonaro ao plano nacional de vacinação; 4. a aglomeração sem máscara e ironia enquanto o País ultrapassa 200 mil mortos por covid-19; 5. desemprego nas alturas como jamais nenhuma outra nação do mundo já experimentou; 6. aumento da miséria e volta da fome; e 7. ameaça de golpe e de repetir o ataque à democracia brasileira. O melhor que Jair pode fazer é pedir para sair agora sob pena dele ser expurgado do cargo nos próximos meses. A paciência dos brasileiros se esgotou. É aguardar e conferir. O presidente Jair Bolsonaro se irritou com a capa da revista IstoÉ. Segundo o mandatário, isso é trabalho de imprensa canalha e que está sofrendo de abstinência de recursos públicos.
Pressionado, Pazuello surta e ataca imprensa durante coletiva do Ministério da Saúde

O ministro-general chegou a relacionar a atuação da imprensa com o suicídio; assista Alvo de inúmeras pressões em razão da indefinição quanto ao Plano de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, aproveitou coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (07) para atacar profissionais de comunicação. “Os meios de comunicação, os senhores e senhoras, comuniquem o fato. Me mostram quando um brasileiro delegou aos redatores a interpretação dos fatos. Me mostrem, eu não fiz. Nós não queremos a interpretação dos senhores, a tendência ideológica ou bandeira”, afirmou. “Quero assistir a notícia e ver o fato que aconteceu, deixem a interpretação para o povo brasileiro, para cada um de nós. O senhores não tem essa delegação”, completou. Pazuello ainda falou em “desinformação”. O ministro ainda deu a entender que a imprensa pode provocar o suicídio. “Se cada um interpretar como quer, a desinformação é completa. Numa pandemia, a desinformação e a interpretação equivocada ou tendenciosa leva a consequências trágicas. Leva ao medo, leva à ansiedade, à angústia, podem levar a doenças psiquiátricas, até o suicídio”. O surto do ministro acontece um dia depois de Pazuello ir em rede nacional falar sobre a compra de insumos para a campanha de vacinação. Na fala, o general não apresentou nenhuma novidade, nem mesmo a data de início da vacinação. Essa informação também não foi trazida nesta quinta-feira, aumentando as incertezas. Além disso, o ministério tem enfrentado dificuldades na compra de kits de seringas e agulhas, essenciais para a aplicação dos imunizantes na população. “Confiem. Não existe outra solução”, declarou. O Brasil se aproxima de 200 mil mortes provocadas pela pandemia da Covid-19. O país é o segundo do mundo com mais vítimas fatais, atrás apenas dos Estados Unidos. CoronaVac A cobrança veio logo após Pazuello anunciar que irá comprar 100 milhões de doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa SinoVac em parceria com o Instituto Buntantan. O imunizante teve os resultados de seus testes clínicos apresentados nesta tarde. Assista:
Após tentativa de golpe nos EUA, internautas relembram que Aécio fez o mesmo no Brasil

Golpe nos Estados Unidos – Internautas relembram que Aécio fez o mesmo, mas que a mídia corporativa naturalizou a ameaça de ruptura democrática no Brasil Após tentativa de golpe nos EUA, internautas relembram no Twitter nesta quinta-feira (7) que o candidato Aécio Neves (PSDB-MG) fez o mesmo nas eleições de 2014, quando foi derrotado pela candidata Dilma Rousseff, mas que a mídia corporativa naturalizou a ameaça de ruptura democrática no Brasil. Naquele momento, Aécio pediu recontagem de votos e não aceitou a derrota. Veja a repercussão: Por um momento eu cheguei a pensar que Trump nunca agiria de maneira tão vil quanto Aécio Neves. — Flávio VM Costa (@flaviovmcosta) January 7, 2021 Quando Aécio Neves não respeitou o resultado das eleições, ele excitou o pior tipo de pessoas: pic.twitter.com/cOUpx3C712 — Curioso pela vida (@CuriosoPela) January 7, 2021 Trump é uma mistura de Aécio Neves com Juan Guaidó — Dani Bah (@danibacedo) January 7, 2021 Tramp não sabe perder igual Aécio pic.twitter.com/FUOJsBFJxl — Michelle13???? (@Michell15303291) January 7, 2021 https://twitter.com/sandracantii/status/1347105588610801666?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1347105588610801666%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Ftwitter.com%2Fsandracantii%2Fstatus%2F1347105588610801666
Após afirmar que país está quebrado, Bolsonaro diz que Brasil está ‘uma maravilha’

O boçal presidente volta a se contradizer e coloca culpa na imprensa e até em Paulo Freire. Ele segue discursando para apoiadores, sem se importar com as consequências Um dia depois de dizer que Brasil estava “quebrado”, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o país está uma “maravilha” e responsabilizou a imprensa por uma “onda terrível” sobre sua fala na terça-feira (5). Em conversa com apoiadores, o chefe do Executivo minimizou a declaração anterior sobre a situação do Brasil, que repercutiu negativamente no meio político e no mercado financeiro. “Confusão ontem, viu? Que eu falei que o Brasil estava quebrado. Não, o Brasil está bem, está uma maravilha. A imprensa sem vergonha, essa imprensa sem vergonha faz uma onda terrível aí. Para imprensa bom estava Lula, Dilma, que gastavam R$ 3 bilhões por ano para eles”, afirmou para um grupo de pessoas na saída do Palácio da Alvorada. Na terça, Bolsonaro também disse que não conseguia “fazer nada” e atribuiu à pandemia da Covid-19 o motivo para não conseguir ampliar a isenção da tabela do Imposto de Renda, uma de suas promessas de campanha. A fala sobre a situação do país vai na direção oposta da mensagem que a equipe do ministro Paulo Guedes busca passar sobre a recuperação da economia. Na manhã desta quarta, na conversa com apoiadores, Bolsonaro, ainda em reforço às críticas à imprensa, negou ter conversado por telefone com o ex-presidente Michel Temer, como noticiado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. “De vez em quando eu falo com ele, mas tem mais de 30 dias que eu não falo com o Temer”, disse. De acordo com o colunista, Temer ligou para Bolsonaro para tranquilizá-lo caso o deputado Baleia Rossi (MDB), seu aliado, vença a eleição para a presidência da Câmara. De acordo com o presidente, a notícia foi “inventada” e seria uma forma de influenciar nas eleições para as mesas do Congresso. O mandatário chegou a dizer que a imprensa brasileira “não é nem lixo né, lixo é reciclável” e que “não serve para nada, só fofoca e mentira o tempo todo”. Desemprego de 14,2% Bolsonaro também voltou a falar sobre a situação de desemprego no país, que atingiu 14,2% em novembro de 2020, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), que é mensal e realizada desde maio. Na terça-feira, no retorno ao Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo afirmou que “uma parte considerável não está preparada para fazer quase nada”, em referência à formação dos brasileiros. Nesta quarta, Bolsonaro também minimizou a fala e reforçou críticas ao educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira. “Ontem falei que parte dos brasileiros não estão preparados (sic) para o mercado de trabalho. Pronto, a imprensa falou que eu ofendi todos os empregados do Brasil. Agora, nós importamos serviços porque não tem gente habilitada aqui dentro. Porque há 30 anos é destruída a educação no Brasil, a geração Paulo Freire né?”, declarou. Após a conversa com apoiadores na saída da residência oficial, Bolsonaro se encontrou com ministros no Palácio do Planalto para uma reunião que não constava nas agendas oficiais no início do dia. O ministro Paulo Guedes, que ainda está em período de férias, foi um dos 17 ministros que participaram da reunião. Agência Estado/Dom Total