Áudio indica que padre Robson tramou morte de dirigente: ‘Se pudesse matar ele pra mim, eu achava uma bênção’

Alvo da conversa do religioso com advogado seria um dos membros da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) Áudios encontrados no celular do padre Robson de Oliveira apontam o religioso tramando a morte de um membro da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), localizada em Trindade (GO). O material, apreendido em operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) em agosto do ano passado, foi revelado no Fantástico, da TV Globo, deste domingo (21). “Se você pudesse matar ele para mim, eu achava uma bênção. Acaba com esse cara, bicho. Isso aí só vai atrapalhar nossa vida. Para mim, até hoje, foi um atraso”, disse o padre em conversa com um advogado. Segundo as investigações do Ministério Público de Goiás, Robson se referia a Anderson Fernandes na conversa. O homem é membro da Anfipe e está envolvido em esquemas de pagamento de suborno. O material apreendido na operação do Ministério Público pode incriminar o religioso em delitos em lavagem de dinheiro, organização criminosa e até obstrução de Justiça. Robson já era alvo de investigação do desvio de doações de católicos do Santuário Basílica de Trindade para a compra de imóveis de luxo. Em janeiro deste ano, o processo definitivamente arquivado pelo desembargador Walter Carlos Lemes, presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), desconsiderando o pedido do MP-GO para continuar a investigação. A investigação, que se estendia à Associação Filhos do Pai Eterno também foi anulada na ocasião. Com os novos áudios e mensagens, no entanto, o MP-GO deve reabrir as investigações.
Ataques ao STF e Congresso tiveram financiamento internacional, revela Toffoli

Informação foi obtida por meio da quebra de sigilos bancários e ministro classificou a descoberta como ‘gravíssima’ O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que as investigações que apuram fake news e a realização de atos antidemocráticos identificaram “financiamento internacional a atores que usam as redes sociais para fazer campanhas contra as instituições brasileiras, em especial o STF e o Congresso Nacional”. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, exibida nessa segunda. Segundo Toffoli, a divulgação da informação – obtida por meio da quebra de sigilos bancários – foi autorizada pelo ministro-relator dos casos na Corte, Alexandre de Moraes. Na entrevista, Toffoli classificou a descoberta como “gravíssima”. Para ele, a “história” já mostrou que financiamento a grupos radicais serviu “para criar o caos”. “A história do país mostrou a que isso levou no passado, financiamento a grupos radicais, seja de extrema direita, seja de extrema esquerda, para criar o caos e desestabilizar a democracia em nosso país”, disse Toffoli. Ainda de acordo com ele, não se trata de “grupo de malucos”, mas de uma “organização”. Segundo o jornal O Globo, os investigadores apuram se o empresário João Bernardo Barbosa, dono da holding JBB Par Investments, que mora em Miami (EUA), é o elo internacional das campanhas contra as instituições. O empresário negou ao jornal ter feito qualquer doação para atos antidemocráticos. Leia também Toffoli vira tchutchuca nas mãos da turma do Bolsonaro Toffoli quer que Lula morra na cadeia e tira de pauta ações sobre prisão após 2ª instância Toffoli derruba decisão de Marco Aurélio e mantém Lula preso político ‘Marco’ Relator dos inquéritos das fake news – aberto para apurar notícias falsas, ofensas e ameaças dirigidas aos integrantes do Supremo – e dos atos antidemocráticos, que investiga a organização, o financiamento e a divulgação de manifestações contra a democracia, o ministro Alexandre de Moraes disse ontem que a confirmação da ordem de prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) pelos plenários da própria Corte e da Câmara dos Deputados foi um “marco no combate ao extremismo antidemocrático”. O parlamentar bolsonarista foi preso há uma semana por ordem de Moraes, após divulgar um vídeo com ameaças ao Supremo e a integrantes do tribunal. Na sexta-feira passada, por 364 votos a 140, a maioria dos deputados referendou a decisão do Supremo. Na ocasião, Silveira pediu desculpas. “O incentivo a dar surras em ministros do Supremo Tribunal Federal, o incentivo a agressões contra a saúde e vida de ministros do Supremo Tribunal Federal, o incentivo à ditadura e ao AI-5 que fecha o Supremo Tribunal Federal não são críticas, são atentados contra a democracia”, afirmou. As declarações de Moraes, próximo presidente do Supremo, foram feitas durante o seminário virtual “Eleições 2022 e desinformação no Brasil”, organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). “Nós não podemos mais deixar que as redes sociais sejam terra de ninguém. Porque os discursos de ódio e antidemocráticos vêm manipulando as pessoas”, afirmou o ministro na transmissão. “Com essas milícias digitais, nós estamos sofrendo o mais pesado, mais forte e mais vil ataque às instituições e ao estado democrático de direito.” O ministro lembrou que a produção de notícias falsas deixou de ser amadora e passou a integrar uma “indústria de monetização”. Moraes disse ainda ser um “desafio grande” impedir que as “milícias digitais” influenciem a eleição presidencial do ano que vem. Na avaliação dele, as empresas de tecnologia devem ser responsabilizadas pelos conteúdos publicados em suas plataformas. Agência Estado
Líder de Bolsonaro na Câmara defende nepotismo para cargos públicos

?O poder público poderia estar mais bem servido, eventualmente, com um parente qualificado”, diz Barros (Alan Santos/PR) Deputado Ricardo Barros é a favor de contratar parentes de políticos na administração pública e Centrão quer mudar lei que pune a prática No momento em que o presidente Jair Bolsonaro faz mudanças no primeiro escalão, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), ressuscitou um tema polêmico e defendeu a contratação de parentes de políticos para cargos públicos. Proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por violar o princípio constitucional da impessoalidade na administração, o nepotismo vem sendo questionado em várias frentes. Mas, com a vitória de Arthur Lira (Progressistas-AL) para presidir a Câmara, o Centrão ganhou musculatura para pregar mudanças na lei que hoje pune a prática. “O poder público poderia estar mais bem servido, eventualmente, com um parente qualificado do que com um não parente desqualificado”, afirmou Barros ao Estadão. “Só porque a pessoa é parente, então, é pior do que outro? O cara não pode ser onerado por ser parente. Se a pessoa está no cargo para o qual tem qualificação profissional, é formada e pode desempenhar bem, qual é o problema?”, completou o líder do governo, que também integra o Centrão, grupo de partidos aliados ao presidente Jair Bolsonaro. Em 2008, o Supremo firmou posição contra o nepotismo e suas ramificações. Estendeu a proibição ao “nepotismo cruzado”, que é quando dois agentes públicos empregam parentes um do outro. A Súmula 13 da Corte diz que “a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau (…), para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada (…), mediante designações recíprocas, viola a Constituição”. Quando era deputado, Bolsonaro nomeou 13 parentes em gabinetes da família. Além disso, o clã Bolsonaro empregou 102 pessoas com laços familiares, segundo levantamento feito pelo jornal O Globo, ao longo dos 28 anos em que o atual presidente foi parlamentar. No primeiro ano à frente do governo, em 2019, Bolsonaro chamou de “hipocrisia” as críticas de que seria “nepotismo” a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho “03”, para o cargo de embaixador nos Estados Unidos. O presidente chegou a criticar a decisão do Supremo que proibiu contratações de parentes na administração pública. “Acho que quem tem de decidir sobre essas coisas é o Legislativo. Teve um parlamentar contra o nepotismo que foi pego na Lava Jato. E tem ministro, com toda certeza, que tem parente empregado, com DAS (função comissionada). E daí?”, questionou ele, na ocasião. “Que mania (vocês têm de dizer) que tudo que é parente de político não presta.” O Supremo não deixou claro, no entanto, se a restrição para contratar parentes deve valer também para cargos de natureza política, como os de ministros e secretários de Estado, ou apenas para funções administrativas. Nos julgamentos do plenário tem prevalecido o parecer de que essas nomeações são permitidas, exceto se houver algum tipo de fraude. Em 2017, porém, decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello barrou a indicação de um filho do então prefeito do Rio, Marcelo Crivella, como secretário municipal. Um ano depois, em 2018, a então vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti – mulher de Ricardo Barros –, chamou o cunhado para a equipe ao assumir o governo estadual, diante da renúncia do então governador Beto Richa. À época, Cida nomeou Silvio Barros, irmão de seu marido, como secretário de Desenvolvimento Urbano. Improbidade Como a prática da nomeação de parentes por políticos não configura crime no Brasil, o caminho para punir agentes públicos por nepotismo é enquadrá-los no artigo 11 da Lei de Improbidade Administrativa, de 1992. É com base neste artigo que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem chancelado condenações em casos de contratação de parentes. O dispositivo define como improbidade atos que violem os “deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições”. A Câmara, porém, discute o afrouxamento da Lei de Improbidade Administrativa, que pode excluir justamente esse artigo 11, também utilizado para punir outras práticas, como furar fila no serviço público. A proposta consta do texto substitutivo de autoria do relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), e é apoiada por Barros. “Se querem que nepotismo seja crime, que façam uma lei e aprovem. É inadequado um arcabouço jurídico onde o que você quiser encaixa lá. Ah, estão preocupados com nepotismo? Então, vamos encerrar o artigo 11 e fazer uma lei de nepotismo aqui. Isso pode, isso não pode. Não é para cada promotor interpretar (a lei) do jeito que quer”, disse o líder do governo. Para o advogado Sebastião Tojal, especializado em ações de improbidade, o que Barros diz não se sustenta. “Existe um princípio constitucional, segundo o qual a impessoalidade deve orientar a administração pública, inclusive no processo de investidura em cargos. Não se pode chegar ao ponto de discutir se fulano, sicrano ou beltrano de fato é competente ou não”, destacou Tojal. “Nepotismo tem de ser compreendido como nomeação para cargos administrativos e políticos.” Autor do projeto em discussão na Câmara sobre a Lei de Improbidade, o deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP) é contra a mudança da regra que hoje permite a punição por nepotismo. “Eu me sinto contrariado com o fato de que a gente possa, retirando o artigo 11, promover um retrocesso naquilo que já está consolidado”, disse Lucena. “Essa questão já é superada. Não existe espaço para retrocessos.” Na avaliação do ex-advogado-geral da União Fábio Medina Osório, a Constituição não permite que parentes sejam contratados para a administração pública nem mesmo se forem competentes. “Independentemente de qualificação ou não, a proibição direcionada à contratação de parentes, refletida na Súmula 13 do STF, acarreta improbidade administrativa.” O promotor de Justiça Roberto Livianu, do Instituto Não Aceito Corrupção, disse que a experiência no Brasil mostra a necessidade de não ser permitida qualquer exceção. “Fazer louvor ao nepotismo é absurdo. Devido ao fortalecimento da cultura do compadrio, essa ideia (de exceção) não deve prevalecer. O Supremo editou a súmula porque
O machão Daniel Silveira galinhou, pediu desculpas aos ministros do STF, mas continuará preso

O plenário da Câmara, por 364 votos a 130, decidiu referendar nesta sexta-feira (19) a prisão do deputado bolsonarista O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) moderou o tom ao dar depoimento à Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (19) diante da sessão que irá decidir se a casa legislativa acompanha o Supremo Tribunal Federal e mantém a prisão do bolsonarista. Ele se disse arrependido. “Em momento algum, assisti meu vídeo diversas vezes, eu consegui entender o momento da minha raiva. Peço desculpas a todo o Brasil. Eu me excedi, de fato, na fala. Foi um momento passional”, afirmou o parlamentar. “Minhas palavras foram duras até para mim. Tinha outros modos de manifestar minha fala”, completou Silveira, que alega ter imunidade parlamentar para proferir seus ataques. “Quem nunca fez isso na vida?”, questionou ainda. “O ser humano vai de 0 a 100 muito rapidamente”, disse. O plenário da Câmara, por 364 votos a 130, decidiu referendar nesta sexta-feira (19) a prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), determinada na última terça-feira (16) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do inquérito das fake news. Apenas 3 se abstiveram na votação. De acordo com o painel eletrônico, 497 parlamentares registraram presença na sessão de hoje. Para que a decisão do Supremo fosse mantida eram necessários 257 votos favoráveis ao parecer da relatora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputada Magda Mofatto (PL-GO). Se esse quórum não fosse alcançado, o deputado deveria ser solto. No entanto, houve uma “gordura” de 107 votos. A Constituição estabelece que deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por opiniões, palavras e votos e não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. O deputado Daniel Silveira, em sua defesa, voltou a dizer que se arrependeu das palavras proferidas no vídeo publicado em suas redes sociais na terça-feira que levou à sua prisão por crime contra a segurança nacional. “Ouvindo as falas, percebi que fui grosseiro e impróprio, e peço desculpas ao povo brasileiro por isso”, disse ele na sessão virtual do plenário da Câmara dos Deputados que vai decidir sobre a manutenção ou não da sua prisão, determinada pelo STF. O parlamentar voltou a dizer que o seu caso terá repercussões futuras. “A relativização da nossa imunidade poderá trazer consequências catastróficas para todos nós. A imunidade parlamentar pela fala não pode ser relativizada jamais”, disse. Silveira disse ainda que nunca defendeu o AI-5. “Defendi que naquele tempo histórico ele se fez necessário politicamente, isso não é defesa para que se volte ditadura, tampouco admiro ou quero um regime ditatorial”, afirmou. O parlamentar pediu ainda que os deputados se coloquem no seu lugar. “Apelo a todos por emergência da situação e pela imunidade parlamentar pela minha liberdade porque não sou bandido nem sou criminoso”, disse. Silveira afirmou que não havia necessidade da leitura da transcrição do vídeo pela relatora, deputada Magda Mofatto, durante o voto em que ela opina pela manutenção da prisão do deputado. “Respeito a relatora mas discordo de ter trazido [as falas] à baila neste momento para colocar alguma raiva”, disse. O vídeo traz ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal, elogio ao regime militar e ao Ato Institucional nº 5. Silveira é investigado no âmbito do inquérito das fake News e foi preso em flagrante por crimes contra a segurança nacional. Ele já foi denunciado ao STF pelo procurador-geral da República e também sofre processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Silveira afirmou que foi tomado por emoção por ter se indignado às críticas feitas pelo ministro Edson Fachin ao general Villas Boas. “O ser humano é falho e vamos de zero a cem em poucos minutos”, disse. A oposição não ficou sensibilizada com o “choro” de Daniel Silveira. Segundo deputados do PT, PCdoB, PDT e PSB, o colega bolsonarista foi covarde e extrapolou o exercício da função ao incitar à violência contra a democracia brasileira.
Romero Jucá tinha razão: com Supremo, com tudo, foi “Fachin” colocar o STF no curé

Depois de três anos falando amém para as arbitrariedades da Lava-Jato, o ministro Edson Fachin, do STF, reclama das verdades do general Eduardo Villas Bôas, dizendo as Forças Armadas fez pressão sobre a corte máxima nas vésperas das eleições de 2018, para prender o ex-presidente Lula e, com isso, garantir a vitória do então deputado Jair Bolsonaro. “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, escreveu Villas Bôas no dia 3 de abril de 2018, véspera o julgamento do habeas corpus do petista. A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), criticou o general Villas Bôas. “Se o general queria controlar sua tropa, como alega, devia ter feito uma ordem do dia lembrando a Constituição. Prender seus insubordinados e não ameaçar o STF para prender Lula. Isso é gravíssimo e exige reação das instituições democráticas”, disse. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin afirmou nesta segunda-feira (15) que é “intolerável e inaceitável qualquer forma ou modo de pressão injurídica sobre o Poder Judiciário”. A declaração foi dada depois da revelação de que ministros do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) atuaram em conjunto para escrever nota do general do Exército Eduardo Villas Boas sobre a atuação do Supremo num julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em abril de 2018, o órgão julgaria um habeas corpus do petista. Fachin era o relator do caso. “Diante de afirmações publicadas e atribuídas à autoridade militar e na condição de relator no STF do HC 152752, anoto ser intolerável e inaceitável qualquer forma ou modo de pressão injurídica sobre o Poder Judiciário”, disse o ministro O general Villas Bôas, ex-comandante do Exército Brasileiro, debochou do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta terça-feira (16). O deboche se deu em uma postagem comentando a notícia de que Fachin teceu críticas às revelações de que Villas Bôas elaborou junto à cúpula do Exército o tuíte golpista feito em 2018, em tom de ameaça, para que o STF não concedesse habeas corpus ao ex-presidente Lula, preso pouco tempo depois. “Três anos depois”, escreveu Villas Bôas ao comentar o link de uma notícia do jornal O Globo sobre as críticas de Fachin. ???????????? Três anos depois…https://t.co/Np1aA0iioF — Antonio Lorenzo (@lorenzof5) February 16, 2021 Um grande Acordo Nacional Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria. Assinado: Golpe 2016 O bandido Romero Jucá sabia das coisas – PRIMEIRO, NÓS TIRAMOS DILMA. DEPOIS COLOCAMOS TEMER. DEPOIS FAZEMOS UM GRANDE PACTO COM O JUDICIÁRIO – E foi o que aconteceu, com o Supremo, com Tudo. O bandido Romero Jucá sabia das coisas
Bolsonaro libera armas e sabota vacinas – Por Altamiro Borges

Enquanto atrasa o pagamento do auxílio emergencial para 68 milhões de brasileiros que passam fome e desorganiza a vacinação para milhões de pessoas vulneráveis à Covid-19, Jair Bolsonaro acelera a liberação de armas e munições no Brasil. O “capetão” é mesmo um genocida com pulsão pela morte. A indústria armamentista, as milícias, as organizações criminosas e outras pragas estão excitadas! Como afirma Fernando Brito, no imperdível blog Tijolaço, a pressa do governo tem lógica. “Bolsonaro corre com seus planos, evidentes, de avançar na formação de uma milícia armada de fanáticos que, afinal, já podem ter legalmente e sem burocracia até 60 armas e 180 mil cartuchos por ano”. Seis armas por pessoa; 60 armas por atirador De acordo com os decretos publicados na sexta-feira (12), em edição extra do Diário Oficial da União, a regulamentação sobre armas sofre perigosas mudanças. As medidas flexibilizam os limites para compra e estoque de armas e cartuchos para as pessoas autorizadas pela lei. Um dos decretos permite que um indivíduo adquira até seis armas (antes eram quatro por pessoa). O governo também estabeleceu a permissão para que atiradores registrados adquiram até 60 armas e que caçadores comprem 30 armas. Só é exigida a autorização do Exército quando a compra superar essas quantidades já elevadas. O genocida alterou ainda a quantidade anual de insumo para recarga de cartuchos, aumentando a munição autorizada. “O pacote de alterações dos decretos de armas compreende um conjunto de medidas que, em última análise, visam materializar o direito que as pessoas autorizadas pela lei têm à aquisição e ao porte de armas de fogo e ao exercício da atividade de colecionador, atirador e caçador, nos espaços e limites permitidos pela lei”, explica a nota cínica do governo federal. Mais de um milhão de “pessoas” armadas O projeto de “flexibilização” de armas e munições não causa surpresa. Fez parte do programa eleitoral do “capetão”. Bolsonaro até tentou emplacar algumas medidas, mas o então presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, arquivou os projetos. Agora, com a eleição de Arthur Lira, líder do Centrão, o genocida está mais animado com a sua agenda fascistizante. Desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência, o número de pessoas armadas disparou no Brasil. O país tem hoje 1,151 milhão de armas legais nas mãos de civis – 65% a mais do que o acervo de dezembro de 2018. Segundo o site UOL, “o aumento mais expressivo, de 72%, se deu no registro da Polícia Federal, que contempla as licenças para pessoas físicas. O número passou de 346 mil armas de fogo, em 2018, para 595 mil, no fim de 2020”. Nos casos de armamentos registrados pelo Exército, que atendem ao grupo de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs), a elevação, no mesmo período, foi de 58%: passou de 351 mil para 556 mil. Tanto em um quanto no outro órgão, o salto não é explicado apenas pelas novas armas de fogo, mas também por registros expirados que foram renovados. Com os novos decretos, o contingente de pessoas armadas deve explodir – em todos os sentidos. Se não houver resistência da sociedade civil organizada, dos parlamentares partidários da civilização – contra a barbárie – e até de militares preocupados com a liberação de armas, o Brasil se transformará na pátria das milícias e dos grupos paramilitares neonazistas. Confira abaixo a importante nota divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública: ***** O Fórum Brasileiro de Segurança Pública vê com muita preocupação a fixação do presidente Jair Bolsonaro em promulgar novos decretos para flexibilizar não só a posse e o porte de armas no Brasil, mas também reduzir a capacidade de controle do Estado sobre munição e registro de armamentos. Anunciada na calada da noite, na véspera de Carnaval e em meio a uma pandemia que já matou mais de 237 mil pessoas, a decisão vem à tona no dia em que foi divulgado um aumento de 5% nos homicídios registrados no país em 2020, em meio a um recorde de investimentos no período. O fato se torna ainda mais assombroso se relembrarmos de declarações de Bolsonaro no ano passado, em que ele comentou as motivações para o afrouxamento da legislação diante de ministros em reunião em Brasília. De acordo com o presidente à época, a medida serviria evitar que a população seja escravizada por uma ditadura, demonstrando que as novas regras parecem estar sendo criadas de fato para constranger opositores do atual governo e estimular a população a uma insurreição armada contra quem ouse defender a já fragilizada democracia brasileira. Não há qualquer argumento válido em favor da liberação da compra de até 60 armas por um único colecionador, 30 armas por caçadores ou até 6 armas para cidadãos comuns. Também é inaceitável o desmonte dos mecanismos de fiscalização, sobretudo do trabalho do Exército brasileiro, seja pela liberação de produtos controlados ou mesmo pelo rastreamento de munição e concessão do porte. No momento atual, não faz sentido estimular a venda de armamentos, uma vez que 40% das armas apreendidas no Brasil com criminosos têm origem legal. No final, as principais vítimas desse movimento poderão ser as mulheres e os próprios policiais militares, seja pela mão de criminosos ou dos próprios cidadãos dispostos a combater os tais governos tiranos a que Bolsonaro se refere. O Brasil hoje não necessita de mais armas nas mãos da população. O que precisamos de fato é de políticas públicas eficientes e críveis, que possam reduzir os vergonhosos índices de violência que seguem crescendo de norte a sul do país. Que as autoridades e os demais Poderes se manifestem fortemente contra essas decisões autoritárias, que aos poucos desmontam todo o arcabouço legal criado pelo Estatuto do Desarmamento. Via Blog do Miro
Forças Armadas compraram 70 toneladas de picanha e 80 mil cervejas com dinheiro público

Forças armadas compraram 714 mil quilos de picanha e 80 mil unidades de cerveja realizada em 2020. (Marcos Corrêa/PR) Grupo apresentou denúncia à PGR com indícios de superfaturamento de carnes nobres e cervejas para Exército e Marinha Um grupo de deputados federais apresentou denúncia junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) devidos suspeita de superfaturamento na compra de carnes nobres e cervejas especiais para festas do Exército e Marinha. Os parlamentares indicam suspeitas na compra de 714 mil quilos de picanha e de 80 mil unidades de cerveja realizada em 2020. Além das toneladas de picanha e carvão, dados oficiais obtidos no Painel de Preços do Ministério da Economia mostram que os militares usaram dinheiro público para comprar Heineken, Stella Artois, Bohemia Puro Malte, Eisenbahn e Skol Beats. A representação, protocolada nessa terça-feira (9), é assinada pelos deputados Vilson da Fetaemg (PSB-MG), Elias Vaz (PSB-GO), Alessandro Molon (PSB-RJ), Denis Bezerra (PSB-CE), Lídice da Mata (PSB-BA), Camilo Capiberibe (PSB-AP), Bira do Pindaré (PSB-MA). Levantamento feito pelo parlamentar Elias Vaz, apontam valores superiores até 67% do preço de mercado. Conforme a denúncia, somente em um pregão eletrônico, o 38º Batalhão de Infantaria comprou 500 garrafas da cerveja Stella Artois a R$ 9,05 cada; 3 mil garrafas de Heineken, a R$ 9,80 cada. Para mostrar que os preços estão superiores aos praticados no mercado, o documento lista valores inferiores cobrados por supermercados. Uma imagem mostra latas de Bohemia Puro Malte a R$ 2,59, valor 67% menor que os R$ 4,33 pagos pela 9ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, que comprou 1.008 latinhas. “Verifica-se que a maioria dos processos de compras desses produtos seguiu o procedimento da licitação. A Administração Pública, portanto, teve a coragem de mover a estrutura federal para conduzir certames com o objetivo de comprar grande quantidade de cerveja”, argumentam os autores da representação. O levantamento, feito com bases em dados oficiais do governo, mostra que o Exército foi o que mais comprou picanha: 569,2 toneladas, ante 88 toneladas da Marinha. As forças armadas não se manifestaram sobre as compras.
Ministros indicados pelo PT não admitem anulação das sentenças sem provas, de Moro contra Lula

Os ministros Luiz Fux, Edson Fachin, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso, indicados por Lula e Dilma articulam reação para impedir anulação de processos de Moro – O bloco lavajatista do Supremo Tribunal Federal (STF), integrado por Luiz Fux, Edson Fachin, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso, articula uma reação para impedir a anulação de processos sob comando de Sérgio Moro. O grupo quer impedir que a suspeição de Moro no processo contra Lula sirva para fazer justiça a outros condenados pela operação. Segundo a jornalista Bela Megale, em sua coluna no jornal O Globo, o grupo passou a debater e articular uma estratégia de reação lavajatista. A jornalista ainda acrescenta que os ministros avaliam que é “impossível” que Moro seja declarado suspeito só no caso de Lula e que muitos processos terão grandes chances de serem anulados. Mesmo reconhecendo a ilegalidade de toda a ação de Moro, o STF pode bloquear que as pessoas condenadas no âmbito da Lava Jato obtenham compensação pelas condenações injusta.
Supremo Tribunal Federal valida provas da suspeição de Moro obtidas por Lula

A 2ª Turma do STF formou maioria para rejeitar recurso de Deltan Dallagnol e outros procuradores, e manteve o direito da defesa de Lula ter acesso às mensagens da operação Spoofing que comprovam o conluio da Lava Jato para incriminá-lo Por 4 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta terça-feira (9) que é legal o compartilhamento com a defesa do ex-presidente Lula das mensagens trocadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato, apreendidas na Operação Spoofing. O voto do relator, Ricardo Lewandowski, contrário ao recurso, foi seguido pelos ministros Nunes Marques, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Edson Fachin divergiu. As mensagens, que foram anexadas pela defesa de Lula em recurso ao STF, confirmam o papel de Moro como chefe da Operação e a intimidade do então juiz com procuradores, orientando, criticando e combinando datas dos processos junto à força-tarefa. As conversas confirmam o conluio para processar, prender e tirar Lula das eleições presidenciais.
Centrão quer retirada militar para ocupar cargos no governo, diz Estadão

No governo do capitão, os nossos bravos militares reformados terão de travar uma batalha com a tribo do Centrão para não perder o controle do comando e dos cargos de pelo menos dois ministérios cheios de oficiais de pijamas e, até, de fardados da ativa. O Estadão publica que o interesse das tropas irregulares comandadas pelo general Artur Lira preparam um assalto contra do Ministério da Infraestrutura, guarnecido pelo capitão Tarcísio Gomes de Freitas, ao ancoradouro de Minas e Energia, sob a guarda do almirante Bento Albuquerque e às “Colinas da Cloroquina”, onde instalou-se a praça forte do general (da ativa) Eduardo Pazuello. Mas não é o único front em que os militares veem ameaçadas as suas posições. O general Augusto Heleno encafuou-se e Braga Netto, que já se deu ares de Ministro da Fazenda com um certo “Plano Brasil”, está achando útil o uso da máscara anti-Covid. De Hamilton Mourão, então, só o quue falta é o “pede pra sair”. O fato é que vai se desenhando um enxovalhamento duplo das Forças Armadas. Um, o de ser defenestrada de sua posições de governo para dar lugar a uma turma de aproveitadores que, na essência, tem uma diferença: são civis, embora tão sequiosos de cargos quanto eles próprios se revelaram. Outro, o de, apesar disso, serem identificadas como responsáveis por um governo cada vez mais atirado ao fisiologismo político e ao desastre administrativo. O Centrão vai começar sua blitzkrieg e entre a pressão dos deputados e a dos generais não é difícil imaginar a qual Bolsonaro cederá. Por Fernando Brito – Via Tijolaço