Anvisa desmente Bolsonaro e deixa claro que não existe “tratamento precoce” contra Covid-19

“Até o momento não contamos com alternativa terapêutica aprovada disponível para prevenir ou tratar a doença causada pelo novo coronavírus”, afirmou a relatora Meiruze de Freitas Durante a reunião em que autorizaram o uso emergencial contra a Covid-19 das vacinas Coronavac e de Oxford, diretores da Agência desmentiram informações divulgadas por Jair Bolsonaro e pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre eficácia de “tratamento precoce” contra a doença causada pelo novo coronavírus. “Até o momento não contamos com alternativa terapêutica aprovada disponível para prevenir ou tratar a doença causada pelo novo coronavírus”, afirmou a relatora Meiruze de Freitas. Entre os medicamentos utilizados no “tratamento precoce” defendido pelo governo estão a cloroquina e invermectina, que não têm eficácia comprovada contra a Covid-19. Outro diretor da Anvisa, Alex Campos destacou durante seu voto que não existem remédios para tratar a Covid-19. “Considerando que a autorização de uso emergencial num cenário em que não há medicamentos para tratar a emergência do coronavírus, considerando por fim o interesse público envolvido, justifica o seu uso neste momento, voto pela autorização de uso emergencial excepcional e temporário da Fiocruz e do Butantan.” #Coronavírus | Meiruze Freitas, diretora da Anvisa e relatora dos pedidos de uso emergencial da CoronaVac e Oxford/AstraZeneca, e que votou pela aprovação dos imunizantes, foi clara em suas palavras iniciais de que não há tratamento precoce aprovado para a COVID-19. pic.twitter.com/Jw7CZaOWIT — Blog Rodrigo Klyngerr (@BlogdoKlyngerr) January 17, 2021
O capetão Bolsonaro negocia às escondidas com os lobistas de armas

Enquanto os brasileiros morrem por falta de oxigênio em Manaus e milhões passam fome sem o auxílio emergencial, Jair Bolsonaro segue com suas negociatas às escondidas, sem qualquer transparência pública. Ele agora se nega a prestar informações sobre as visitas de lobistas de armas ao Palácio do Planalto. Segundo denúncia da revista Época, o governo federal decidiu usar a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais como base para negar o pedido da Lei de Acesso à Informação (LAI) sobre a visita de lobistas e de outras figuras sinistras à sede oficial. O pedido rejeitado foi apresentado pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP). A solicitação englobava empresas como Beretta, Glock, Walther e Girsan, além de líderes da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições, da Associação Nacional de Proprietários e Comerciantes de Armas e da Companhia Brasileira de Cartuchos. O general velhaco Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), negou o pedido. O GSI alegou que o tratamento dos nomes de visitantes do Palácio do Planalto “cumpre a finalidade específica de segurança da mais alta autoridade do Poder Executivo” e, por isso, os dados não poderiam ser fornecidos. Pura balela pra esconder algo de podre na relação com esse setor armamentista! O que o “capetão” está escondendo? Como explica Júlia Rocha, assessora do Programa de Acesso à Informação da ONG Artigo 19, “as datas e os registros de reuniões não são considerados dados pessoais ou sensíveis. A LAI permite que nomes ou outras informações sigilosas como CPF possam ser tarjadas” A especialista ainda classificou de ‘pífia’ a justificativa do GSI de que as informações sobre a entrada de pessoas apresentariam risco à segurança. “Não é uma justificativa válida e é pífia. Não há requisição de dados como endereços das pessoas ou dados sensíveis” Em entrevista à Época, Júlia Rocha observou que “os dados pedidos não vão promover o rastreio das pessoas ou possibilitar algum tipo de fraude ou crime motivado por raça, etnia ou credo”. O que será que Bolsonaro esconde nas negociatas com as indústrias de armas? Via Blog do Miro
Bolsonaro incentivou aglomeração nas festas de fim de ano, causa do aumento de mortes e internações por Covid

Era um sábado, dia 19 de dezembro, quando o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) publicou uma entrevista com seu pai, o presidente Jair Bolsonaro. O “Zero Três” então perguntou ao pai se podia se reunir no Natal. “Mas pode se reunir no Natal com a família?”, questionou Eduardo. “Pode, qual o problema?”, indagou o presidente da República, incentivando aglomeração no Natal. “Tem gente dizendo que vai mandar a polícia… Olha, como militar e como policial pensa da mesma maneira, ordem absurda não se cumpre. Eu duvido que o policial militar em São Paulo vai meter o pé na porta do apartamento, que tem lá o o pai alguns filhos reunidos comemorando a Ceia de Natal”, disse Jair Bolsonaro, comportando-se como um “Anjo da Morte”. Passado o período das festas de fim de ano, as autoridades sanitárias afirmam que o número de mortes e internações por Covid-19 em todo o País tem relação com as aglomerações no Natal e Ano Novo. No estado de São Paulo, por exemplo, as internações subiram 19% nas últimas duas semanas (entre 29 de dezembro a 12 de janeiro): de 11.070 para 13.175. A taxa de ocupação de leitos está em 66,3%. Além da alta de hospitalizações, o estado registrou 2.467 novos óbitos: de 46.195 para 48.662. As internações em hospitais públicos municipais, em enfermarias e UTIs, cresceram cerca de 13% em duas semanas, de 1.868 para 2.103. Dos 43 distritos da capital paulista que têm hospitais com leitos para tratamento da Covid-19, houve aumento de hospitalizações em 32. Nesta quarta-feira (13), o Human Rights Watch classificou Bolsonaro como “sabotador” do combate à Covid-19. Para a ONG internacional de direitos humanos, o presidente Bolsonaro, desde o começo, minimizou a gravidade da doença, publicou informação equivocada, tentou sabotar os esforços dos estados para tomar medidas contra a Covid-19 e, nesse momento, está fazendo campanha contra a vacina. Via Blog do Esmael
Um psicopata no poder – Teremos no Brasil uma multidão de macunaímas sem nenhum caráter?

Bolsonaro é um ressentido que fracassou na carreira militar, sem nenhum talento criativo. Também tinha vergonha de sua família humilde do interior em São Paulo e esconde suas origens. O seu ferimento narcísico por ser expulso do Exército gerou certamente nele um furor, escondido pela carreira política, igualmente medíocre e, ao que tudo indica, corrupta. Um psicopata no poder Teremos no Brasil uma multidão de macunaímas sem nenhum caráter? Reinaldo Lobo* O maior perigo de um presidente psicopata é a disseminação da irresponsabilidade, do desrespeito pelos outros, do pouco caso com a vida, do crime, da mentira e da destruição da Lei por toda a sociedade. Ele é um mau exemplo. Como autoridade, consagra a ideia de que a única legitimidade possível é pela violência, o desrespeito e a força bruta. Jair Bolsonaro tem vários traços de uma personalidade psicopática ou, mais precisamente, possui uma mente delinquencial. Isso mesmo: uma pessoa antissocial e nociva para a convivência. Manipulador e narcisista, portanto, extremamente egoísta, onipotente sem empatia pelos outros, aproveitador, arrogante e estúpido, incapaz de reconhecer o sofrimento alheio e coletivo, sem generosidade com quem não pertença ao seu círculo de semelhantes, vivendo em estado esquizoparanóide quase permanente, impossibilitado de assumir os próprios erros e sempre procurando alguém para botar a culpa. Como é possível que um presidente votado por quase 60 milhões de cidadãos de uma sociedade organizada tenha escapado ao critério seletivo de tanta gente? São todos cegos, insensíveis e ingênuos? Houve manipulação ideológica? Há quem diga, entre os cientistas políticos, que ele é um caso de “presidente acidental”, resultado das circunstâncias políticas e sociais de um período de crise. Não dá para acreditar totalmente nisso, ainda que, em parte, haja alguma verdade na “acidentalidade” do fenômeno Bolsonaro. A “onda Bolsonaro” seria o fruto de um vácuo que surgiu após o descrédito parcial do PT (não foi total, pois o candidato petista teve quase 50 milhões de votos), acrescido do lance da facada (até agora obscuro) que provocou certa comoção e dó por parte dos eleitores. Além disso, ajudou-o a evitar os debates que mostrariam melhor o seu perfil íntimo e sua enorme ignorância cultural e dos problemas do país. Também escondeu informações como sua ligação estreita com milicianos cariocas e o crime organizado. Os candidatos adversários tiveram pudor de expor tudo, pois seria atacar uma vítima de uma “tentativa de assassinato”. O fato é que milhões se identificaram e muitos ainda se identificam com os traços violentos e delinquenciais do candidato, hoje presidente. Teremos no Brasil uma multidão de macunaímas sem nenhum caráter? Parece. Uma personalidade como a de Adolf Hitler, por exemplo, pode passar despercebida em seu caráter deletério por algum tempo, em função da sedução que promove demagogicamente, prometendo o paraíso e entregando algo. Hitler era um ressentido, um artista fracassado, que não conseguiu passar no vestibular para a Academia de Artes, mas com um dom de oratória e alguma criatividade meio delirante. Ele tinha vergonha da origem humilde de seus pais e da sua condição de cabo na hierarquia militar durante a Primeira Guerra. Mas era mais inteligente do que o nosso neonazista caboclo e sabia organizar um movimento, criando uma estética (discutível) própria. Bolsonaro é um ressentido que fracassou na carreira militar, sem nenhum talento criativo. Também tinha vergonha de sua família humilde do interior em São Paulo e esconde suas origens. O seu ferimento narcísico por ser expulso do Exército gerou certamente nele um furor, escondido pela carreira política, igualmente medíocre e, ao que tudo indica, corrupta. Tem em comum com Hitler a violência, o ódio a incapacidade para sentir a dor do outro. Adotou uma ideologia barata de caserna, que lhe permite sair em defesa da tortura e do assassinato de adversários políticos transformados em inimigos. Decidido a ganhar dinheiro na política, aliou-se ao que havia de pior no Rio de Janeiro e no resto do país, como o paulista Paulo Maluf, outro famoso por sua falta de escrúpulos e sua “cara de pau”. O aspecto moral da psicopatia não é relevante em nada para o próprio psicopata. Não se vê como um doente grave, na verdade um vírus ameaçador para o tecido social. Sua ambição é se aproveitar da sociedade em benefício próprio. E só. Mas no caso de Bolsonaro há um particular cinismo em tratar a morte e a doença dos outros, pois sua ação é pautada pela destrutividade. Ele é radicalmente contra a solidariedade e a própria associação de cidadãos livres. O mundo está dividido entre ele e seus filhos, de um lado, e os inimigos do outro. O fascínio por armas e meios de destruição, além de ser lucrativo junto ao lobby dos fabricantes (“bancada da bala”), é algo que ultrapassa o militarismo. É uma identificação com os grupos neonazistas e supremacistas brancos norte-americanos. Ele imita o que julga ser a legitimidade da força bruta e da imposição de poder dos racistas. O psicopata pode ser, como dissemos, um perigo para o conjunto da sociedade, isto é, um sociopata. O psicopata é um sujeito frio, indiferente à dor alheia (“E daí? O que eu posso fazer?”, diz o presidente diante de mais de 200 mil mortos) e, muitas vezes, é um misógino. Mas nem todo psicopata é um perigo explícito para a sociedade como um todo. Muitos exercem suas características em âmbito restrito, socialmente disfarçados, comportam-se cínica e agressivamente no casamento ou no trabalho, mas não atingem o poder e o alcance de um Hitler, de um Trump ou de um Bolsonaro. O psicopata é, antes de tudo, um delinquente potencial. Mente sobre fatos da realidade sem nenhum pudor. Sua relação com a Lei é para negá-la, contorná-la, destruí-la ou usá-la a seu favor. Muitas vezes, é para usá-la contra alguém. No caso de Bolsonaro, temos um presidente de inclinações delinquenciais que nega a destruição provocada pela pandemia, um genocida, e usa o poder para livrar da cadeia seus filhos identificados com o pai e vai fazer qualquer coisa para manter o poder. Até mesmo provocar um
UDR entra onda da “Frente Ampla” e declara apoio a Baleia para presidente da Câmara

Alceu Moreira (PMDB-RS) no momento que votou Sim no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, declarou neste domingo apoio a Baleia Rossi à presidência da Câmara. “Democracia com compromisso de entrega: anuncio desde já que votarei no deputado Baleia Rossi, candidato do meu partido MDB para presidência da Câmara dos Deputados“, disse no Twitter. “O deputado Baleia é extremamente qualificado para o diálogo com qualquer partido, o que é imprescindível para levar à frente as pautas que o país precisa. E isso em nada tem a ver com apoio a pautas da esquerda como muitos dizem.” Barco furado Os partidos de esquerda e centro esquerda PT, PCdoB, PDT, PSB, PT e Rede também decidiram apoiar o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) na eleição para a presidência da Câmara, na esperança que Baleia defenda a Constituição, proteja a democracia e as instituições, garanta a independência do Poder Legislativo, luta pelos direitos do povo brasileiro e assegura a soberania nacional. A bancada do PSOL está dividida e a Executiva do partido deve se reunir no próximo dia 15 pra deliberar sobre o tema. Não custa lembrar que o golpista Baleia Rossi é um fiel aliado do ex-presidente Michel Temer e um dos articuladores pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), além de ter votado a favor dos projetos do governo Jair Bolsonaro, tais como a reforma da Previdência e a medida provisória da liberdade econômica. Mesmo assim, o PT decidiu apoiá-lo na disputa pela presidência da Câmara. Leia também: PT rebaixa para Baleia e esquece da sabedoria popular: quem muito abaixa a bunda aparece
Cidadania expulsa Fernando Cury, o taradão da Assembleia Legislativa de São Paulo

O conselho de ética do Cidadania decidiu neste domingo (10) pela expulsão do deputado estadual Fernando Cury, flagrado pelas câmeras da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) apalpando a deputada Isa Penna, do PSOL. Segundo comunicado do partido, “a importunação sexual sofrida pela deputada fere frontalmente o código de ética do Cidadania“. O parecer da Comissão e o relatório serão encaminhados para a presidência do Cidadania. Um trecho do vídeo da Alesp sugere que o deputado Fernando Cury (Cidadania) anunciou a um colega que iria assediar a deputada Isa Penna (Psol), que estava conversando com o presidente da Assembleia. Momentos antes da cena do assédio, que foi registrada pelas câmaras da Alesp, Fernando Cury conversa com um colega, não identificado. Em seguida, ele sai em direção a Isa Penna e o colega tenta puxá-lo pelo braço. O vídeo mostra perfeitamente o momento em que Fernando Cury é puxado pela manga do paletó, mas escapa e o colega não consegue demovê-lo de ir em direção à deputada. Veja trecho do vídeo: https://twitter.com/JosPaul09908258/status/1340341341855821825?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1340341341855821825%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fcartacampinas.com.br%2F2020%2F12%2Fvideo-indica-que-colega-tentou-evitar-que-deputado-cometesse-o-assedio-em-isa-penna%2F Em nota, o partido PSOL afirmou que Isa Penna e outras parlamentares já foram assediadas em outras ocasiões. “A deputada Isa Penna é conhecida por atuar em prol do combate à violência contra as mulheres e afirma que a violência política de gênero que sofreu publicamente na Alesp infelizmente não é um caso excepcional, dado que ela e as deputadas Mônica Seixas e Erica Malunguinho, do mesmo partido, já foram assediadas em ocasiões anteriores”, diz a nota. Isa Penna também registrou boletim de ocorrência por assédio sexual e uma denúncia formal por quebra de decoro contra o deputado estadual.
PT rebaixa para Baleia e esquece da sabedoria popular: quem muito abaixa a bunda aparece

Depois de ter assegurado que passaria a não compor com partidos que apoiaram o impeachment, o PT decidiu apoiar o golpista Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa pela presidência da Câmara. Um fiel aliado do ex-presidente Michel Temer e um dos articuladores pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016. Nas principais votações na Câmara dos Deputados, ele votou a favor dos projetos do governo Jair Bolsonaro, tais como a reforma da Previdência e a medida provisória da liberdade econômica. Segundo o ativista político e social, Milton Alves, autor dos livros ‘A Política Além da Notícia e a Guerra Declarada Contra Lula e o PT’ (2019) e ‘A Saída é pela Esquerda’ (2020), a “Frente Ampla” é uma via para anular o protagonismo político da esquerda Os recentes acontecimentos políticos nos Estados Unidos, e o apoio por estreita margem de votos [27×23] da bancada de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) ao parlamentar golpista Baleia Rossi (MDB-SP) para a presidência da Câmara, animaram os defensores da tese da Frente Ampla, como se essa fosse a única via válida para derrotar o governo autoritário e neoliberal do presidente Jair Bolsonaro. Em Minas Gerais, os deputados do PT que votaram a favor do deputado Baleia Rossi no primeiro turno foram: Leonardo Monteiro, Patrus Ananias e Paulo Guedes. Enquanto Odair Cunha, Padre João, Reginaldo Lopes e Rogério Correia votarem pela candidatura própria ou uma candidatura de esquerda. Neste início de 2021 o debate sobre a tática mais adequada para derrotar o bolsonarismo voltou à baila novamente entre as forças de esquerda. No geral, dois caminhos são preconizados. Uma posição coloca o acento na centralidade da luta contra o autoritarismo do governo Bolsonaro como eixo de aglutinação de forças, agitando o espantalho do monstrengo neofascista. Essa posição defende a constituição de uma “frente ampla”, que ultrapasse as forças de esquerda, reunindo partidos e lideranças consideradas de centro e de direita no atual espectro político. Formações partidárias como o PDT, PCdoB e PSB defendem a tese da “frente ampla’, um bloco político que abarca desde o governador João Doria (PSDB), Rodrigo Maia (DEM), o apresentador da Globo Luciano Huck, MDB, PSDB e até os bolsonaristas arrependidos. O passaporte para ingressar no território da “frente ampla” é a defesa da democracia no geral, sem a exigência de um programa de ruptura na economia e no restabelecimento dos direitos sociais retirados pelo golpe de 2016. Além de uma velada operação de setores da própria esquerda e de grupos da mídia empresarial de cancelamento político do ex-presidente Lula. Ou seja, uma frente de teto rebaixado, que levaria a esquerda a defender uma agenda aquém das necessidades impostas pela gravidade da crise institucional, econômica e sanitária em curso. É, na prática, marchar a reboque das velhas forças políticas da direita tradicional, que sonham em encontrar uma espécie de Biden brazuca até 2022. Por sua vez, os defensores da frente de esquerda entendem que somente um enfrentamento decidido ao conjunto do projeto neoliberal, que conta com o apoio do governo bolsonarista e também da velha direita, será capaz de derrotar os intentos de fechamento do regime e o desmonte do estado nacional. A necessidade da construção do bloco democrático-popular, com um projeto alternativo de governo em contraposição ao projeto do bolsonarismo e dos velhos partidos da direita, é uma tarefa irrecusável, inadiável. Um projeto político com nitidez para disputar os rumos do país, sem as velhas alianças e cedências programáticas aos partidos das classes dominantes. A defesa consequente da democracia é inseparável da derrota do projeto neoliberal, esta é uma questão estruturante e definidora para a ação política das forças de esquerda. Portanto, realizar uma “frente” nas atuais circunstâncias com quem não reconhece a centralidade do combate à regressão neoliberal, é um erro que terá um alto custo político e eleitoral – e abre uma via para anular o protagonismo da esquerda e dos trabalhadores. A decisão dos partidos de esquerda e centro esquerda, em especial do PT, de apoiar já no 1º turno a eleição do deputado Baleia Rossi, afilhado político de Michel Temer, desarma e confunde politicamente o eleitorado do campo popular e assegura indevidos créditos democráticos para as forças patrocinadoras do golpe de 2016 contra o mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Um passo em falso, que retira o protagonismo político da esquerda e joga a disputa para ser travada apenas no âmbito do parlamento controlado pelas forças das direitas – bolsonarista e neoliberal. Em Minas Gerais, os parlamentares do PT que votaram a favor do deputado Baleia Rossi foram: Leonardo Monteiro, Patrus Ananias e Paulo Guedes. Os deputados Odair Cunha, Padre João, Reginaldo Lopes e Rogério Correia votarem pela candidatura própria ou uma candidatura de esquerda. Logo após o anúncio de que o PT decidiu apoiar o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) na eleição para a presidência da Câmara, partidos de oposição a Jair Bolsonaro divulgaram uma nota em que também oficializam o endosso à candidatura do emedebista. PCdoB, PDT, PSB, PT e Rede enumeram compromissos assumidos por Baleia Rossi, concorrente de Artur Lira (PP-AL) e apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro: “defender a Constituição, proteger a democracia e as instituições, garantir a independência do Poder Legislativo, lutar pelos direitos do povo brasileiro e assegurar a soberania nacional” A bancada do PSOL está dividida e a Executiva do partido deve se reunir no próximo dia 15 pra deliberar sobre o tema. É possível que os socialistas apoiem Rossi ou lancem candidatura própria. Um dos nomes cotados é o da deputada mineira Áurea Carolina. Se ficar no bloco, a esquerda sairá unida nas eleições da Câmara, só que apoiando um candidato da direita.
Vagina com 33 metros provoca a ira a bolsonaristas no Brasil, atesta The Guardian

O jornal britânico The Guardian deu destaque em seu site para a notícia, com o seguinte título: Os diálogos da vagina: obra de arte de 33 metros atrai a ira da extrema-direita no Brasil. DIVA. Os diálogos da vagina: obras de arte de 33 metros atraem a ira da extrema direita no Brasil. A escultura de Juliana Notari em uma encosta causa um choque entre a comunidade cultural de esquerda e a direita que apoia Bolsonaro. Uma vagina de concreto armado de 33 metros provocou uma reação dos bolsonarianos no Brasil, com partidários do presidente de extrema direita do país entrando em confronto com admiradores de arte de esquerda por causa da instalação. A escultura feita à mão, intitulada Diva, foi inaugurada pela artista plástica Juliana Notari no sábado em um parque de arte rural no terreno de uma antiga usina de açúcar em Pernambuco, um dos estados mais vibrantes do Brasil culturalmente. (The Guardian, Reino Unido) Uma instalação em forma de vagina com 33 metros, num parque em Pernambuco, está a suscitar a ira dos “bolsonaristas”, em confronto com os admiradores de arte de esquerda, no Brasil. “Diva” é o nome da escultura vermelha com 33 metro de comprimento, 16 metros de largura e seis metros de profundidade de Juliana Notari, no âmbito de uma residência artística para o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM) e a Usina de Arte. Nesta obra a artista brasileira pretende problematizar as questões de género e questionar a relação entre a natureza e a cultura na sociedade ocidental à que ela se refere como falocêntrica e antropocêntrica. “Atualmente, essas questões têm-se tornado cada vez mais urgentes. Afinal, será através da mudança de perspectiva da nossa relação entre humanos e entre humano e não-humano, que permitirá que vivamos mais tempo nesse planeta e numa sociedade menos desigual e catastrófica”, acrescenta Juliana Notari numa nota de apresentação na sua conta de Facebook. A publicação de 31 de dezembro tornou-se viral e gerou mais de 28 mil reações (14 mil gostos e corações) e 25 mil comentários só no Facebook, muitos deles ofensivos. A discussão estendeu-se ainda a outras redes sociais. A nota de Notari, em referência ao crescente clima de intolerância no Brasil de Bolsonaro, desencadeou a ira dos críticos, muitos deles apoiantes do presidente brasileiro, que inundaram a página da artista com reações furiosas e muitas vezes obscenas à sua arte. Também o guru político de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, respondeu com um tweet ao estilo grosseiro. Em contraponto, muitos reagiram positivamente à instalação de Notari. “Dá muito o que pensar esse trabalho”, escreveu o cartunista Laerte Coutinho. “As reações à obra são espelho [da sociedade], um sucesso”, disse noutro tweet Kleber Mendonça Filho, cineasta pernambucano, que elogiou Notari por responder a um momento tão conservador da história brasileira, com uma vagina gigante. “Esses ataques só demonstram o machismo, o preconceito e a misoginia que sempre houve na sociedade ocidental. Um patriarcado milenar. Quando se expõe um símbolo feminino, a vulva, imagem que vai além do sexo por ter uma dimensão sagrada, gera-se medo e fascínio”, comenta por sua vez Juliana Notari, citada pelos média brasileiros. Considera que “a arte está a cumprir o seu papel, de mexer nessas placas tectónicas”. “Diva” foi esculpida no parque artístico botânico Usina de Arte, em Água Preta, no município da Zona da Mata Sul, em Pernambuco. A obra levou onze meses a ser construída à mão, para que os seus relevos pudessem ser esculpidos com a precisão que uma escavadora não permitiria. Contou com a ajuda de mais de 40 mãos. Aberta uma ferida no solo, a vulva foi revestida com concreto armado e resina.
Revista faz reportagem onde pergunta a psiquiatras e psicanalistas se Bolsonaro está louco

“Fomos atrás de especialistas para entender se o presidente está lelé”, diz chamada da revista Crusoé Matéria de capa da revista Crusoé desta semana destaca foto do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) com a pergunta: “Ele está louco?”. A revista, do mesmo grupo do site O Antagonista, consultou psiquiatras, psicanalistas e psicoterapeutas brasileiros para responder a essa pergunta. Na chamada da reportagem, a revista avisa: “Ao afirmar que o país está quebrado, Bolsonaro rasga dinheiro. Ao ordenar a suspensão da compra de seringas, ele de novo brinca com a vida dos brasileiros. Fomos atrás de especialistas para entender se o presidente está lelé”. A pergunta procede dado o comportamento um tanto desequilibrado do presidente da República. Recentemente, ele disse que o país “está quebrado”, sem se importar com as consequências dessa frase, e suspendeu a compra de seringas, material essencial para a vacinação em massa contra a Covid-19. “Nos últimos dias, Crusoé procurou psicólogos e psiquiatras para entender o comportamento do presidente à luz dessas ciências. Mesmo sem submeter o presidente a uma avaliação, o que é essencial para elaborar um diagnóstico preciso sobre qualquer paciente, os especialistas analisaram as atitudes e as declarações públicas do presidente (confira, mais abaixo, uma seleção delas) para delinear, digamos, a psiquê bolsonarista. O que leva um líder de uma nação, democraticamente eleito, a negar fatos tão óbvios — e espalhar outros que são falsos –, a se eximir de suas responsabilidades, a transformar adversários políticos em inimigos figadais e a não ter empatia pela dor alheia? É tudo estratégia política ou há algum tipo de transtorno de personalidade a guiar as ações de Bolsonaro? Os especialistas apontaram três características psíquicas marcantes no comportamento do presidente em público: 1) personalidade epiléptica, que envolve, por exemplo, explosividade, irritabilidade, mau humor e egocentrismo; 2) paranóia sistêmica, marcada pelo personalismo e por um senso de grandiosidade e uma espécie de síndrome de perseguição; e 3) um traço de perversão, caracterizado pelo prazer com a angústia ou com o sofrimento do outro. Na Psicologia, a perversão apresenta alguns elementos comuns com a psicopatia – hoje classificada como transtorno de personalidade antissocial, o TPA. Um deles é a agressividade. Mas estudiosos reputam aos psicopatas um comportamento menos impulsivo e mais ardiloso, ou calculista, com mais ação e menos declaração, algo que, segundo os especialistas, foge um pouco do comportamento conhecido de Bolsonaro.”
“Pede pra sair”, diz capa da revista IstoÉ; Bolsonaro se irrita com alegoria

A revista IstoÉ traz na capa desta sexta-feira (8) uma montagem do filme Tropa de Elite em que o personagem de Wagner Moura [Capitão Nascimento] pega o presidente Jair Bolsonaro pelo colarinho e grita: “Pede pra sair” A capa da IstoÉ se justifica dentro dos seguintes contextos: 1. ataque à democracia americana, ao Congresso, e as manifestações de Bolsonaro em apoio ao golpe frustrado de Trump; 2. a confissão de Bolsonaro de que ele nada pode fazer para salvar o Brasil da derrocada que ele Guedes enfiaram a todos nós; 3. a sabotagem do presidente Bolsonaro ao plano nacional de vacinação; 4. a aglomeração sem máscara e ironia enquanto o País ultrapassa 200 mil mortos por covid-19; 5. desemprego nas alturas como jamais nenhuma outra nação do mundo já experimentou; 6. aumento da miséria e volta da fome; e 7. ameaça de golpe e de repetir o ataque à democracia brasileira. O melhor que Jair pode fazer é pedir para sair agora sob pena dele ser expurgado do cargo nos próximos meses. A paciência dos brasileiros se esgotou. É aguardar e conferir. O presidente Jair Bolsonaro se irritou com a capa da revista IstoÉ. Segundo o mandatário, isso é trabalho de imprensa canalha e que está sofrendo de abstinência de recursos públicos.