Brasil ultrapassa 10 mil mortes por coronavirus e o imbecil presidente passeia de moto aquática

– Ministério da saúde confirmou 730 novos óbitos nas últimas 24 horas – O Brasil chegou a marca de mais de 10 mil mortes, em decorrência da covid-19, neste sábado (9). De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde na tarde de hoje, o país registrou 730 novos óbitos na últimas 24 horas, totalizando 10.627 registros oficiais. O número ainda pode estar subnotificado, já que a própria pasta diz que aos finais de semana as equipes dos estados e municípios trabalham com pessoal reduzido, o que impacta na quantidade de testes aplicados. Já os casos de infectados pela doença aumentaram 10.611, totalizando 155.939. O Ministério da Saúde informou que os óbitos divulgados neste sábado não ocorreram necessariamente nas últimas 24 horas, pois há um intervalo de tempo entre as mortes e a confirmação positiva dos testes realizados. Outros 1.880 óbitos seguem em investigação. Do total de pessoas infectadas, 61.685 estão recuperadas e outras 83.627 seguem em tratamento. O Estado de São Paulo concentra o maior número de registros, com 44.411 casos e 3.608 mortes. Na sequência, o Rio de Janeiro tem 16.929 confirmações e 1.653 óbitos. O país é o sexto em número de mortes pelo coronavírus em todo o mundo, de acordo com a plataforma da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. O avanço da covid-19 no Brasil e os últimos números fez o Congresso Nacional  e o Supremo Tribunal Federal decretarem três dias de luto em homenagem as vítimas. A Bandeira Nacional dessas instituições foi hasteada a meio-mastro e não haverá “celebrações, comemorações ou festividades no âmbito do Congresso Nacional, enquanto durar o luto”, conforme o ato assinado por Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, e por Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara. Passeio no lago Enquanto algumas autoridades lamentam as perdas, o presidente Jair Bolsonaro dedicou o dia ao lazer e distração, em um passeio de jet ski no Lago Paranoá, em Brasília. O site Metrópolis publicou fotos e vídeos do passeio que mostram mais de seis pessoas em volta do presidente sem máscaras. A assessoria da Presidência disse que por se tratar de uma agenda privada, nenhuma informação sobre o evento será divulgada à imprensa. Mais cedo, ele disse ser falso o convite para um “churrasco com mais de 1.000 pessoas” no Palácio da Alvorada, apesar dos registros do anúncio. Em rede social, Bolsonaro chamou jornalistas de “idiotas” por criticarem a postura dele. Tanto o possível churrasco, quanto o passeio no lago contrariam as normas de segurança e as recomendações do próprio Ministério da Saúde para o combate a pandemia. *Com Brasil de Fato

Isolamento Social – Entenda por que e quando uma cidade precisa de bloqueio total, o chamado lockdown

 – Fortaleza se tornou a terceira capital do país a aderir à medida nesta sexta-feira (8), depois de São Luís e Belém – O Brasil bateu o recorde no números de novas mortes por covid-19 em 24 horas: foram registrados 610 óbitos em todo o país. Na madrugada desta sexta-feira (8), o Brasil atingiu a marca de 9.159 falecimentos e 136.623 casos confirmados, conforme dados do Ministério da Saúde. São aproximadamente 65 casos por 100 mil habitantes, com uma letalidade de 6,7%. Em algumas regiões do País, a situação é mais crítica e vem impondo às autoridades públicas o chamado lockdown. O termo é uma expressão em inglês e, ainda que não tenha uma definição única, pode ser traduzido para o português como “fechamento total” ou “confinamento”. No Brasil, Fortaleza começou a colocar em prática a medida nesta sexta-feira (8), sendo a terceira capital a adotar o lockdown, depois de Belém e São Luís. Na capital cearense, já foram registrados 694 óbitos, 9.669 casos confirmados e uma letalidade de 7,2%. Ao todo, são 15 cidades dos três estados: Pará, Maranhão e Ceará. O que é Quando é imposta pelo poder público, cada governo deve decidir como se dará o lockdown, definindo, por exemplo, quais são os serviços essenciais que permanecem abertos. Em Fortaleza, por exemplo, podem funcionar transporte público, farmácias, supermercados, padarias, bancos, lotéricas e clínicas veterinárias. Para sair de casa, no entanto, é necessário portar alguns documentos, como comprovante de residência, para as autoridades verificarem se o trajeto é curto ou longo, e crachá, fardamento ou declaração do empregador para aqueles profissionais de serviços essenciais. Raquel Stucchi, integrante da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professora da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explica que o momento de se pensar em lockdown é quando há um aumento expressivo do número de casos e, consequentemente, de óbitos, e uma estrutura hospitalar insuficiente para atender à demanda. “É necessário o lockdown porque, na hora que se tira forçosamente as pessoas, obrigando a todas que fiquem em casa, há a diminuição da velocidade de transmissão; logo, a diminuição das pessoas que vão precisar de hospital”, afirma Stucchi. Ela alerta, no entanto, que as autoridades e a população brasileiras precisam compreender que a medida não tem um efeito imediato. Isso porque, mesmo depois de duas semanas da implementação do lockdown, ainda irão aparecer novos casos de covid-19, uma vez que o diagnóstico pode acontecer até 15 dias após a contaminação. Stucchi afirma que o isolamento social como tem sido praticado seria suficiente se a população respeitasse à risca a medida, o que não tem ocorrido. As taxas de isolamento que deveriam se manter entre 60% e 70% estão entre 40% e 50%, por exemplo, no estado de São Paulo, onde a implementação do lockdown não está descartada. Isso mostra que “o lockdown é adotado quando começa a aumentar muito o número de casos e depois que o isolamento social foi tentando, porque aí se tem com o bloqueio total a proibição e mecanismos de punir aqueles que estão saindo”. E ela faz um pedido à população: mesmo com o bloqueio total, é necessário manter o distanciamento social, a lavagem das mãos e o uso de máscaras. Punições Para aqueles que descumprirem a decisão, em Fortaleza, por exemplo, serão enquadrados no artigo 268, do Código Penal, que trata de “infração de medida sanitária preventiva”. De acordo com a legislação, “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa” pode resultar em “detenção, de um mês a um ano, e multa”. Stucchi, no entanto, traz críticas para a decisão de aplicar multas. “As pessoas estão na fila do banco porque precisam dos R$ 600,00 muito para sobreviver, então não adianta uma multa de dinheiro”, afirma a especialista. Ainda assim, com exceção das medidas punitivas adotadas, ela acredita na necessidade de implementação do lockdown “porque, até agora, ao que parece, mesmo em lugares que tem uma tragédia de número de óbitos, parece que as pessoas não perceberam que deveriam fazer uma adesão como deveria ser”, lamenta. Lockdown em outros municípios Na próxima semana, a medida começa a valer também em Niterói, no Rio de Janeiro, mas apenas entre os dias 11 e 15 de maio, com a possibilidade de prorrogação. Quem furar o lockdown pode receber uma multa de R$ 180. Outras cidades têm estudado a possibilidade de implementar a medida, como São Paulo e Rio. O governador carioca Wilson Witzel (PSC) afirmou, na noite dessa quinta-feira (7), que “está elaborando um estudo com propostas para subsidiar uma possível adoção de medidas mais restritivas de isolamento” no estado. Entre as possíveis propostas estão o bloqueio de estradas e a proibição de circulação de pessoas e veículos particulares, com exceção daqueles que se deslocam para atividades essenciais. Um dia antes, na quarta-feira (6), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) enviou ao Ministério Público do Rio (MPRJ) uma recomendação para a adoção de lockdown do estado, onde foram registrados 1.394 óbitos e 14.156 casos até a madrugada desta sexta-feira, de acordo com o Ministério da Saúde. Os dados revelam uma das maiores taxas de letalidade do País, 9,8%. Na cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas não descartou a possibilidade de lockdown. “O critério objetivo é a recomendação da Secretaria de Saúde, eles que analisam os índices, os números, a evolução da doença, o que é necessários ser feito, sabem o que o lockdown significa, quais sãos os efeitos para além da questão sanitária, para área econômica, então, assim que a secretaria de saúde apontar que deve ser feito isso ou dever ser feito aquilo, nós faremos”, explicou em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (6). A capital paulista tem sido o epicentro da doença no País, com 1.986 óbitos, 24.273 casos confirmados e uma letalidade de 8,2%. Brasil no ranking A Organização Mundial da Saúde (OMS), em um estudo divulgado no último domingo (3), apontou que o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking dos países com

General incentiva infecção por covid-19 em abrigo em Roraima para “imunizar tropa”

 – Desde que vídeo com incentivo ao contagio foi enviado, número de casos entre militares da Operação Acolhida cresceu 350% – O general Antônio Manoel de Barros, comandante militar da Operação Acolhida em Roraima – responsável pela triagem dos imigrantes venezuelanos e pelos abrigos presentes em Pacaraima e Boa Vista –, divulgou um vídeo em que pede  que os militares se exponham ao coronavírus para se “imunizar“. Contrariando todas as orientações de distanciamento social e contenção do vírus recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela medicina em geral, o militar comemora, no vídeo, que foi infectado. “É como eu digo, vale para mim, vale para vocês. Nós não estamos infectados, nós estamos sendo imunizados para ações futuras. Essa é a visão que nós temos que ter”. O vídeo, com vinheta da Operação Acolhida, foi distribuído aos aos militares no dia 18 de abril, quando o número de militares infectados era de 55. No boletim da última segunda-feira (4), o número de infectados em tratamento dentro da operação já era de 98 e o de recuperados, 94. No total 567 militares estão envolvidos na Operação Acolhida. Segundo o general, 4 venezuelanos foram contaminados – sendo 2 deles crianças. De acordo com informações da assessoria de imprensa da operação ao site The Intercept, entre os 6.096 refugiados, apenas 22 foram testados, o que equivale a menos de 0,2% do grupo. O estado de Roraima registrou até a última quarta-feira (6), 1020 casos confirmados e 14 mortes por covid-19. Antônio Barros é coordenador operacional da Acolhida desde janeiro. Em fevereiro do ano passado, segundo apurou o Intercept, Barros foi o responsável pela operação, que resultou nas mortes do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo em abril de 2019, no Rio de Janeiro. A postura defendida pelo general remete à chamada imunização por rebanho, quando, em um grupo específico, a maior parte das pessoas já foi infectada pela doença e adquiriu imunidade, o que extinguiria o vírus nesse grupo por falta de organismos que possam ser infectados. Não há, entretanto, certeza sobre se pessoas que já contrariam a covid-19 estão imunes à doença. Países que haviam optado por esse tipo de tática, principalmente na Europa, terminaram mudando de ideia e aderindo ao isolamento social. É o caso da Inglaterra, que inicialmente defendia a imunização por rebanho e viu os números da covid-19 dispararem. Hoje o país tem o maior número de mortes na Europa — até o primeiro ministro Boris Johnson foi infectado. O Brasil de Fato fez contato por telefone e por e-mail com a assessoria da Acolhida, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. Ao Intercept, a Acolhida respondeu que “não há exposição deliberada de pessoal ao coronavírus” e que “todos os protocolos estabelecidos no plano emergencial de contingenciamento para a covid-19, para medidas de controle em diversas situações e locais, estão sendo seguidos”. Via Brasil de Fato

Bolsonaro, outra vez, saúda os golpistas – Por Fernando Brito

 – Novamente, Jair Bolsonaro foi à frente do Palácio do Planalto, saudar as mandadas de seus apoiadores que nem sequer disfarçavam seus propósitos golpistas – “STF, preste atenção: sua toga vai virar pano de chão” cantavam os ensandecidos bolsonaristas, além de chamarem de “lixo” os presidentes da Câmara e do Senado, bem como ao ex-ministro Sergio Moro. Nas redes sociais, para doso eles e mais outros, o presidente disse que “acabou a paciência” e que quer “um governo sem interferência que possa atrapalhar para o futuro do Brasil”. Isto é, quer o poder absoluto. Para isso, falou: “temos as Forças Armadas ao lado do povo, pela lei, pela ordem, pela democracia, pela liberdade”. E voltou, claro, a pregar o fim do distanciamento social, no dia em que o país atingirá a incrível marca de 100 mil infectados pelo novo coronavírus. O que é mais preciso, senão um mínimo de coragem cívica, para que se inicie o processo de impedimento deste imbecil pernicioso? Esperar que ele conclua a compra de deputados para se blindar. Que os generais que relutam em em dar a mão para este golpistas sejam tragados pela aliança entre os que apossaram do Planalto e a tropas bolsonarizadas? Vão deixar que os velhinhos do Supremo fiquem sós na tarefa de deter o monstro? *Fernando Brito é editor do Tijolaço

STF, que foi cúmplice do golpe contra Dilma, revela: Moro fraudou as eleições presidenciais

 – Agora, o canalha Gilmar Mendes, revela que Moro vazou delação de Palocci para beneficiar Bolsonaro – Ministro também afirmou que “A Lava Jato é a mãe do bolsonarismo” e indicou que o convite para o então juiz participar do governo ocorreu ainda no primeiro semestre de 2018 O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes acusou Sergio Moro de vazar propositalmente a delação do ex-ministro do PT Antonio Palocci no segundo turno de 2018 com o propósito de favorecer Jair Bolsonaro. Em uma entrevista dura à Rádio Gaúcha, nesta sábado (2), ele também afirmou que “a Lava Jato é a mãe do bolsonarismo”. “Ele (Moro) estava muito próximo desse movimento político, tanto que no segundo turno ele faz aquele vazamento da delação do Palocci. A quem interessava isso? Ao adversário do PT. Depois, ele aceita o convite, que é muito criticado, para ser ministro deste governo Bolsonaro, cujo adversário ele tinha prendido. Ficou uma situação muito delicada, se discute a correição ética desse gesto”, afirmou Mendes. “A mim me bastam os fatos. O vazamento desta delação naquele momento tinha o intuito que se pode atribuir”, respondeu o ministro, quando perguntado se houve uma intenção política premeditada de Moro. Mendes ainda revelou uma conversa com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, o ministro contou ter pedido autorização a Bolsonaro para convidar Moro para ser ministro da Justiça “quando ele se tornou o responsável pela economia”. A referência temporal indica que o convite ocorreu ainda no primeiro semestre de 2018, antes da eleição e da atuação de Moro na divulgação da delação de Palocci. “Quando ele se tornou o responsável pela economia, da equipe de Bolsonaro, não sei em que momento, ele (Guedes) pediu autorização para convidar Moro para ser o ministro da Justiça. Disse ao Guedes que ele deve colocar isso em sua biografia. Deu uma grande contribuição ao Brasil, ao tirar Moro de Curitiba”, provocou o ministro.

Coxinhas choram em frente à PF por “facada” de Moro em Bolsonaro: “Pior que a do Adélio”, assista

 – “Ter que se manifestar em frente à Polícia Federal contra o herói da nação”, diz a bolsonarista, identificada como Agnes, antes de cair no choro – Aglomerados em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, um grupo de apoiadores de Jair Bolsonaro chorou ao falar da traição de Sérgio Moro. Segundo eles, a “facada” de Moro pelas costas no presidente foi pior do que a dada por Adélio Bispo dos Santos, durante o episódio ocorrido em Juiz de Fora na campanha presidencial. “Triste”, diz uma mulher. “Triste, quantas vezes fomos pra frente para apoiar. A facada que nós levamos”, responde outra, com camisa de Bolsonaro. “Na verdade essa é pior”, diz um rapaz ao lado. “Pior que do Adélio. Inimigo dentro de casa”, responde a mulher. “Ter que se manifestar em frente à Polícia Federal contra o herói da nação”, diz a bolsonarista, identificada como Agnes, antes de cair no choro (veja vídeo a partir de 1 min). A disputa entre bolsonaristas e ex-bolsonaristas, que ficaram ao lado de Moro, teve momentos tensos na manhã deste sábado. Em determinando momento, eles chegaram a discutir e quase se atracaram para defender um lugar de destaque em frente ao prédio. Lavajateiros vs Bolsominions appreciation tweet. Briga de família é triste demais. pic.twitter.com/Xjnsg4sXvM — jairminh (@jairmearrependi) May 2, 2020   Tweets by jairmearrependi Briga de família é triste demais. Em outro momento, um bolsonarista revoltado tenta agredir um repórter e quebrar a câmera de uma das emissoas que estão no local para cobrir o depoimento de Moro. Depois da confusão, a polícia isolou os jornalistas em frente à PF e colocou os manifestantes um pouco mais longe do portão principal. Tweets by guidorezende

1º de Maio: Dia de reforçar a solidariedade, a luta por direitos, saúde e emprego

 – Questão central é de que aqui no Brasil temos um problema adicional à crise do coronavírus, que é o Bolsonaro, um presidente que deveria governar e não governa – *Por Douglas Izzo Na semana em que é celebrado o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, neste ano em meio à pandemia mundial do novo coronavírus (Covid-19), nos deparamos com uma triste notícia de que o Brasil, infelizmente, ultrapassou a China em número de mortes pela doença, somando mais de 5 mil óbitos até 28 de abril – 42 dias após a primeira morte confirmada pela Covid-19. No país asiático os casos fatais totalizavam, nesta data, 4,6 mil óbitos, mas lá a primeira morte foi registrada há mais de 100 dias. Em todo o mundo já são mais de 200 mil mortes. A questão central é de que aqui no Brasil temos um problema adicional à crise do coronavírus, que é o Bolsonaro, um presidente que deveria governar e não governa. Ao invés de cuidar da população, é incapaz de compreender as atribuições do cargo que ocupa, se mostrando mais preocupado em fazer disputas políticas e em combater as medidas de isolamento social adotas pelos governos estaduais e prefeituras. Além disso, tem tomado ações que aprofundam os ataques aos direitos da classe trabalhadora em detrimentos à preservação do lucro dos patrões. Mas, aqui a economia já estava em crise, antes da pandemia, com baixo índice de crescimento e desemprego galopante. Encerramos 2019 com mais de 12 milhões de desempregados (11,9%), mais de 38 milhões (41,4% da força de trabalho no país) de trabalhadores informais ou por conta própria – sem registro em carteira eu uma inflação de 4,31% (IPCA), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O Produto Interno Bruto (PIB), incialmente previsto pelo governo em 2,5%, sofreu várias revisões ao logo do ano passado e fechou em 1,1%. Com a pandemia do coronavírus, a crise econômica foi agravada e o governo se aproveita de forma sorrateira da maior crise sanitária deste século para atacar os direitos conquistados pelos trabalhadores, promovendo a precarização das relações de trabalho. Mas, é preciso lembrar que esse ataque aos direitos trabalhistas teve inicio após o golpe de 2016, com a aprovação, no governo Temer, da Reforma Trabalhista que rasgou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), sob o pretexto de criar 2 milhões de vagas de emprego em 2018 e 2019. A nova lei trabalhista entrou em vigor em novembro de 2017. Dois anos depois os números apontavam a criação de 961 mil vagas de trabalho, sendo 115 mil na modalidade de contrato intermitente, que não passa da legalização do subemprego. No governo Bolsonaro, mesmo contrariando os trabalhadores que fizeram a maior greve geral da história, aprovaram a Reforma da Previdência que alterou as regras para concessão de benefícios previdenciários e aumentou o tempo de contribuição e as idades para aposentadoria. No final de 2019, com a mesma promessa de criar novos postos de trabalho, o governo federal editou a MP 905 criando a Carteira Verde e Amarela, que flexibilizava direitos trabalhistas e reduzia contribuições de empresas para estimular a contratação de jovens de 18 a 29 anos e pessoas acima de 55 anos, para vagas com remuneração e até um salário mínimo e meio (R$ 1.567,50). Graças à pressão das centrais sindical, o Senado não votou a medida no último dia de sua validade e o governo não teve alternativa a não ser revogar antes da MP caducar. Foi uma conquista significativa das para o movimento sindical e para os trabalhadores, mas precisamos ficar atentos, pois Bolsonaro prometeu editar outra medida semelhante em breve. Com o agravamento da crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, o governo Bolsonaro vem adotando medidas que vão à contramão do que defende o movimento sindical e aprofundam ainda mais os ataques aos direitos da classe trabalhadora, expondo que este governo está mais preocupado em manter o lucro das grandes empresas do que em garantir o emprego e a renda dos trabalhadores. Demonstrando total desprezo pelos trabalhadores, o governo editou a Medida Provisória 927 que trazia em um dos seus artigos a autorização para suspensão do contrato de trabalho e de salários por até quatro meses, jongando os trabalhadores à própria sorte ou a morre r de fome sem garantia de uma renda. Depois de muita pressão das centrais sindicais e da sociedade este artigo foi revogado, mas os demais pontos da medida seguem em vigor. A Medida Provisória 936 que cria o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda para enfrentamento da pandemia, permite a suspensão do contrato de trabalho por até 60 dias, com recebimento de compensação calculada sobre o valor do seguro-desemprego, ou a redução da jornada e de salário por até 90 dias, porém pode acarretar em perdas de até 30% nos rendimentos dos trabalhadores formais, nos casos de redução parcial da jornada de trabalho, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Apesar das mudanças que resultaram na MP 936 sejam fruto da pressão do movimento sindical que não aceitou a regra prevista na MP 927 que autorizava a suspensão dos contratos e dos salários por até quatro meses, a MP 936 ainda mantém itens que aprofundam a precarização das relações entre trabalhadores e empresas, pois também exclui os sindicatos das negociações e não responde às exigências de estabilidade de emprego e integralidade de salários que a CUT e demais centrais defendem. Com está em vigor, já há muitos casos de dispensa de trabalho ou redução e salários que somam mais de 2,5 milhões de acordos. Com a Medida Provisória 946, o governo libera novo saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ignorando que esse dinheiro já é do trabalhador para ser usado quando mais precisa, seja na demissão ou na compra da casa própria, a medida também acaba com o Fundo do PIS/PASEP. Ou seja, não cria dinheiro novo e com a utilização de recursos do próprio trabalhador, o governo transfere

Bolsonaro humilha: “Senhor Sérgio Moro, o ônus da prova cabe a quem acusa”

 – Presidente ficou enfurecido com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção da Polícia Federal após denúncias de Sérgio Moro sobre interferência política no órgão – Enfurecido com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção da Polícia Federal após denúncias Sérgio Moro sobre interferência política no órgão, Jair Bolsonaro atacou de forma humilhante o ex-ministro e ex-juiz da Lava Jato, que é foi acusado de condenar o ex-presidente Lula sem provas. Leia também: https://emcimadanoticia.com/2020/04/30/bolsonaro-ataca-decisao-politica-de-alexandre-de-moraes-quase-tivemos-uma-crise-institucional-assista/ “A questão de interferência, quero deixar bem claro, senhor Sérgio Moro, o ônus da prova cabe a quem acusa. Nenhum superintendente foi trocado. Eu sugeri duas [trocas] em superintendência. Ele não aceitou. Passou a ser o dono de tudo e não aceitava qualquer sugestão”, disse Bolsonaro, ressaltando que “o ego passou a falar mais alto a vida toda dele”. Segundo Bolsonaro, ninguém nega o trabalho de Moro frente à Lava Jato, “mas como ministro deixou a desejar”. “Até privilegiando o pessoal que estava no Paraná, sem querer desmerecê-los”.

Bolsonaro ataca “decisão política” de Alexandre de Moraes: “Quase tivemos uma crise institucional”, assista

 – Bolsonaro disse que Moraes chegou ao STF por causa da “amizade com o senhor Michel Temer” e que ser amigo não está entre as cláusulas impeditivas para se tomar posse – Jair Bolsonaro atacou duramente na manhã desta quinta-feira (30) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que suspendeu por meio de liminar a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção da Polícia Federal. O presidente disse que a decisão do ministro “quase causou uma crise institucional”. “Tirar numa canetada, desautorizar o Presidente da República com uma canetada, dizendo em impessoalidade. Ontem quase tivemos uma crise institucional. Eu apelo a todos, que respeitem a Constituição”, afirmou em conversa com jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada. Bolsonaro disse que Moraes chegou ao STF por causa da “amizade com o senhor Michel Temer” e que ser amigo não está entre as cláusulas impeditivas para se tomar posse. “Não justifica a questão da impessoalidade. Como é que o senhor Alexandre de Moraes foi para o Supremo? Amizade com o senhor Michel Temer. Ou não foi? A amizade não está entre as cláusulas impeditivas para alguém tomar posse”, afirmou. O presidente ainda confirmou que orientou a Advocacia-Geral da União (AGU) a recorrer da decisão ainda hoje, mas que já busca um novo nome para a direção da PF. “Se não pode estar na PF, não pode estar na Abin. No meu entender, é uma decisão política. Eu respeito a constituição e tudo tem um limite. Estamos discutindo um novo nome para fazer com que a realmente a PF agora tenha isenção. A AGU vai recorrer. Eu lamento agora, que não tem tempo. Demora semanas, meses. Espero que seja tão rápido quanto a liminar, espero no mínimo isso do senhor Alexandre Moraes, rapidez”. Bolsonaro comparou a liminar de Moraes com uma decisão que chegou a suspender a nomeação de Sérgio Camargo da presidência da Fundação Palmares e disse que ainda não “engoliu” o ato do ministro. “Eu não engoli ainda essa decisão do senhor Alexandre de Moraes. Não engoli. Não é essa a forma de tratar o chefe do Executivo, que não tem uma acusação de corrupção”, afirmou Bolsonaro, dizendo que sacrifica “a sua família”. “Senhor Alexandre de Moraes o senhor vai tirar Alexandre Ramagem do comando da Abin. Porque tem que ser coerente”.

Rota suicida: cenário para a Covid-19 no Brasil é pior que Itália, Espanha e EUA

 – As mortes dos dois últimos dias pelo coronavírus no Brasil colocaram o país em uma rota perigosa: a tendência aqui, no 44º dia do primeiro caso, é de aceleração. Itália, Espanha e EUA, a esta altura, já desaceleravam – A estatística das mortes dos dois últimos dias pela Covid-19, que foram recordes, colocou o Brasil em rota suicida: enquanto a tendência aqui é de aceleração no 44o dia após a primeira vítima, países que já foram epicentro da doença desaceleravam ou ao menos estabilizavam a tendência de crescimento do número de mortes. A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “China, Itália, Espanha e até os Estados Unidos, atualmente a maior vítima da doença, passavam a ter diminuição ou manutenção de mortes diárias nesta etapa da pandemia. Nesta quarta (29), o Ministério da Saúde do governo Bolsonaro registrou 449 novas mortes no país, o segundo pior dia da epidemia. O recorde havia sido no dia anterior, com 474 novos óbitos, que fez o Brasil passar a China no número total de vítimas.” A matéria ainda informa que “em números absolutos, o Brasil tem menos mortes que todos esses países que já foram o epicentro do vírus (só ultrapassou a China). Aqui são 5.466, que coloca o país em 9º na lista de mais atingidos pela doença. Os Estados Unidos têm 58.355 óbitos; Itália, 27.359; e Espanha, 23.822. O problema é que, se aqui o ritmo seguir em alta, poderá ter mais vítimas que esses outros países. Mesmo sendo nações desenvolvidas, o sistema hospitalar nesses outros locais colapsou (não tinham mais como atender novos pacientes), especialmente na Itália e nos Estados Unidos.”