Quem com ferro fere… Moro reclama do populismo do qual se locupletou na Lava Jato

 O ex-juizeco e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, em artigo no Globo, declara guerra ao populismo do qual abusou durante o período em que foi juiz da Lava Jato. O populismo penal da força-tarefa restou evidente em todas as fases, nos últimos seis anos, o que gerou questionamentos sobre a legalidade das operações e das sentenças judiciais delas decorrentes. O que dizer do famoso powerpoint de Deltan Dallagnol, que, mais tarde, somente na convicção e sem provas, fundamentou a prisão política do ex-presidente Lula? A esse respeito o petista comentou mais tarde à luz do inquérito que agora investiga Moro no Supremo Tribunal Federal: “As mesmas razões apresentadas no presente por Moro no exercício do seu próprio direito de defesa reforçam a necessidade de o sistema de Justiça corrigir os erros do passado, causados pelo próprio Moro.” De acordo com a literatura política mundial, existem três tipos de populismo: o populismo-autoritário, o neopopulismo e o populismo não-autoritário. Moro se enquadra no populismo-autoritário cujo subproduto é o populismo penal, aquele que prende e arrebenta, que tem a prisão como fetiche e vê na limitação da liberdade do indivíduo a panaceia para todos os males sociais. O populismo penal de Moro e dos lavajatistas é uma praga que corrói o Estado Democrático de Direito.

Bolsonaro vai a cavalo encontrar o gado bolsonarista

 – Em mais um gesto de pleno descuido com a saúde da população, Jair Bolsonaro foi a cavalo encontrar seus apoiadores, que iniciaram uma manifestação em Brasília (DF) e novamente com dizeres contra o Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro segue violando as recomendações de autoridades de saúde, que pedem o distanciamento social para diminuir a propagação do coronavírus, que já deixou o Brasil em segundo lugar no ranking mundial de confirmações (501,9 mil), de acordo com a plataforma Worldometers, que disponibiliza dados em nível global. O País também é o quarto em número de mortes (28,8 mil). Vale ressaltar, ainda, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertou Bolsonaro sobre necessidade de isolamento social. Em relatório enviado ao Planalto, a instituição destacou uma “testagem com baixa representatividade (cerca de 3 mil por 1 milhão)”.

“Fake News” – Desorientada, esquerda defende ação da PF

 – A esquerda pequeno burguesa comemorou entusiasticamente a ação da PF contra as “milícias do fake news”, Na última quarta-feira, dia 27, a Polícia Federal cumpriu diligências contra 29 pessoas a partir do despacho sobre as fakes news do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação estaria em busca de provas contra uma rede formada por empresários, políticos e blogueiros que supostamente formariam uma associação criminosa. Segundo Alexandre de Moraes, essa rede de Fake News promoveria mensagens de “ódio, subversão e de incentivo à quebra da normalidade institucional democrática”. Nas redes sociais, a esquerda pequeno burguesa comemorou entusiasticamente a ação da PF contra as “milícias do fake news”, acreditando que o STF estaria desmontando o esquema de mentiras fabricadas pelo bolsonarismo. Assim, Guilherme Boulos, ex-candidato a Presidente da República pelo PSOL, passou praticamente o dia inteiro passando mensagens de aplausos ao judiciário e a PF. “A quadrilha do fake news começa a ser desmontada”. Por sua vez, Fernando Haddad (PT) postou que “estão chegando ao covil dos criminosos”, e propõe a criação de uma CPMI das Fake News. Já a pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre, Manuela D`Avila declarou que “ há esperança!” , uma vez que os “ principais atores” da trama do fake news “já começam a prestar contas com a justiça”. Praticamente todos os agrupamentos da esquerda exaltam a ação da PF como uma sinalização de como disse Manuela “há esperança!”, e que as instituições “ democráticas” ainda teriam fôlego para enfrentar as noticias falsas. Leia Também Presidente do BC diz que PIB pode cair mais de 5% em 2020 Interessante notar que nenhum combate efetivo contra a extrema direita a esquerda parlamentar efetivamente realiza, e fica como meros espectadores aguardando o desenlace dos embates entre as forças políticas burguesas. Nem mesmo existe uma apreciação do que expressa a atuação do judiciário e da PF nos diferentes conflitos. As manifestações contra os ministros do STF e a atuação do “gabinete do ódio” teriam motivado a ação da PF, que teria como alvo possíveis financiadores da rede de fake news, como os donos da Havan e da rede de academias Smart Fit. Segundo Moraes os empresários atuam de “maneira velada fornecendo recursos (das mais variadas formas), para os integrantes dessa organização”. (G1, 28/5/20) O despacho determinou ainda que seis deputados federais e dois deputados estaduais paulistas prestem depoimentos na Polícia Federal no inquérito. A ação da PF um dia depois de ações da própria PF contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, no inquérito sobre o superfaturamento e desvio da verba pública na construção de hospital de campanha e compra de equipamento médico naquele Estado, indica a intensificação da crise política, e da utilização do judiciário na disputa entre os agrupamentos políticos de direita que estão em conflito. O que mais impressiona na defesa da esquerda na atuação da PF no caso do “combate às fakes news” é o posicionamento absurdo em relação ao direito do estado em restringir opiniões, inclusive de parlamentares, que por sinal tem a prerrogativa constitucional de expressar posicionamentos políticos sem medo de cerceamento. O pretexto de combate a fake news leva a esquerda a exaltar as ações da PF contra parlamentares e contra jornalistas. Acontece que o mesmo STF que hoje promove ações contra a direita amanhã também promoverá ações contra à esquerda, em nome do combate do fake news. Além disso, a imprensa corporativa empresarial controlada por meia dúzia de famílias, que promovem fake news em escala industrial. No golpe de Estado de 2016, essa imprensa burguesa promoveu mentiras de maneira deliberada, inclusive em conluio com o próprio judiciário contra o PT e o ex-presidente Lula, em particular. Entretanto, a esquerda nem sequer menciona nem muito menos questionada a dominação das informações por essa imprensa golpista. Em praticamente em todas as questões, a esquerda encontra-se a reboque da direita. É preciso uma posição independente, não ficar a subordinado a uma das alas da burguesia que está em disputa. Apoiar o suposto combate às fake news significa justificar ações de censura e de intimidação por parte do judiciário. Via Causa Operária

Bolsonaro transforma Aras num desmoralizado – Por Fernando Brito

 – A distância entre ser e parecer, na política, é muito pequena. Na prática, quase nenhuma – O Procurador Geral da República, ao recusar as regras de um jogo que já estavam sedimentadas – a escolha do cargo a partir da lista tríplice formada com o voto da categoria – entregou, por sua ambição, sua alma ao presidente da República. Como Mefistófeles no Fausto de Goethe, a hora de pagar o preço sempre vem quando se pensa alcançar a situação de felicidade que parece eterna, como é uma cadeira no STF. Bolsonaro, ao acenar com uma “vaga não prevista” do Supremo, acenou publicamente com aquilo que já acenara em particular ou, ao menos, na mente de Augusto Aras. O resultado é que o Procurador se tornou um molambo perto da independência que o cargo exige. Mesmo que de boa-fé ou por convicção jurídica tome alguma decisão que favoreça o presidente, ninguém mais deixará de suspeitar – lembram-se da convicção mesmo sem provas inventada pelo próprio MP? – que o fez por sabujice interesseira. A repórter Malu Gaspar, na Piauí, mostra que já há uma sublevação entre seus próprios pares dentro da PGR, inclusive entre alguns de seus auxiliares diretos. Não parece que o ânimo do STF em guerra com a Presidência, certamente não será diferente. O Ministério Público, como todos os que entraram na aventura desastrosa da politização da Justiça, é mais um que tem uma morte sem honra.

Gilberto Dimenstein morre aos 63 anos em São Paulo

O jornalista, colunista e escritor Gilberto Dimenstein faleceu na manhã desta sexta-feira (29), em São Paulo. Com 63 anos, ele lutava contra um câncer no pâncreas, descoberto no início do ano passado. A informação foi confirmada por amigos e familiares do profissional. Formado na Faculdade Cásper Líbero, Dimenstein foi diretor da sucursal de Brasília da Folha de São Paulo, colunista do jornal, correspondente em Nova York, além de ter atuado no Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Última Hora, Visão e Veja. Foi o fundador e editor do portal Catraca Livre. Dimenstein recebeu o prêmio Esso, na categoria principal. Recebeu os prêmios Jabuti, em 1993, pelo “melhor livro de não-ficção (Cidadão de Papel); prêmio Nacional de Direitos Humanos; Prêmio Criança e Paz, do Unicef; Menção Honrosa do Prêmio Maria Moors Cabot, da Faculdade de Jornalismo de Columbia, em Nova York, entre outras honrarias.

A fake news de Sérgio Moro exposta em outdoors

O ex-ministro Sérgio Moro é um velho conhecido das fake news. Sua atuação como juiz na 13ª Vara Federal de Curitiba, na Lava Jato, foi baseada nos factoides, nas mentiras, nos powerpoints, nas convicções não provadas contra o ex-presidente Lula e o PT. Moro e a velha mídia conhecem como ninguém tudo sobre notícias falsas. Durante a Lava Jato e sua passagem no Ministério da Justiça, no governo Jair Bolsonaro, Sérgio Moro usou e abusou dos outdoors para fazer propaganda de si mesmo. Uma verdadeira farra paga sabe-se lá como… Pois bem, não é que o ex-ministro e ex-juiz lançou uma nova campanha acerca das fake news? Moro contou com a ajuda do empresário curitibano Fábio Aguayo, uma espécie de “Véio da Havan” do Paraná, para colocar-se nas ruas. Aguayo é presidente da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas), que é contra o isolamento social e a favor da abertura do comércio mesmo na pandemia de coronavírus. A pré-campanha eleitoral de Sérgio Moro é assim justificada pela Abrabar: “a intenção é apoiar o combate a mensagens odiosas nas redes sociais, inclusive contra estabelecimentos comerciais.” Cada vez mais no ostracismo, o ex-ministro da Justiça pensa formar chapa com o procurador Deltan Dallagnol para disputar o governo do Paraná e o Senado, respectivamente. Palestra de Sérgio Moro é suspensa em Faculdade de Direito, após protestos na Argentina O ex-ministro Sérgio Moro teve uma palestra suspensa, na Argentina, após fortes manifestações contrárias na Faculdade de Direito da UBA (Universidade de Buenos Aires). A ministra da ministra da Mulher, Gênero e Diversidade, Elizabeth Gómez Alcorta, do governo Alberto Fernández, liderou os protestos contra a palestra de Moro. “Compartilho o repúdio a esta atividade, em uma faculdade pública na qual se deve formar para a defesa do Estado de direito e das garantias constitucionais”, escreveu no Twitter a ministra argentina. Dentre os argumentos que fizeram a organização desistir do evento estão o de que Sérgio Moro era o arquiteto e executor da perseguição judicial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito da Lava Jato, em virtude da qual o petista não pôde se candidatar à eleição de 2018. De acordo com o jornal argentino Página 12, os idealizados do abaixo-assinado contra a palestra afirmaram que Moro demonstrou “sua absoluta parcialidade em relação a quem ele havia tentado anteriormente” e por ter participado no governo de extrema direita. “Ele [governo Bolsonaro] é reconhecido por violar e atacar os direitos das minorias étnicas, sexuais, religiosas, os direitos das mulheres e por promover o ódio e a discriminação como uma ferramenta política”. E acrescentaram que “Moro é um símbolo da pior face do Poder Judiciário nas nações latino-americanas, sendo uma roda dentada fundamental na ‘Lei’, ou guerra judicial contra líderes políticos da região”, pelo que rejeita “sua presença em qualquer atividade organizada” por qualquer universidade e “solicitamos à Faculdade de Direito que analise a atividade”. Sérgio Moro era ministro da Justiça de Bolsonaro desde a posse do presidente ultraconservador, em 1º de janeiro de 2019, e deixou seu cargo no dia 24 de abril. Ele deixou seu posto denunciando que Bolsonaro estava tentando interferir na Polícia Federal, que está investigando dois de seus filhos. A suspensão da palestra de Sérgio Moro, na Argentina, é principal derrota ex-juiz e ex-ministro após deixar o governo Bolsonaro. Via Blog do Esmael Morais

Lula ironiza Bonner, que sente saudades da época do PT

 – “Quem diria que até o Bonner tinha saudade”, tuitou nesta quarta-feira (27) o petista, ao comentar a entrevista do jornalista no programa “Conversa com Bial”. – O ex-presidente Lula não perdoou seu “inimigo” de estimação William Bonner, apresentador do Jornal Nacional, da Globo. Lula comentou o encerramento da entrevista em que Bonner, em 2006, apresentou direto de Juazeiro do Norte (CE). Ele estava cercado por uma multidão empolgada e alegre, que o aplaudia, Bonner disse não acreditar que essa situação algum dia possa acontecer de novo. “Hoje seria impossível isso”. Nessa época, há 14 anos, o presidente do Brasil era quem? Lula. “Apesar da seleção de futebol e da derrota na Copa, em 2006 a população brasileira teve muito a comemorar. Principalmente na melhoria dos indicadores econômicos e sociais do Brasil”, diz o texto compartilhado por petista no Twitter. O site “Reconta Aí” ainda registrou: PIB: R$ 2,37 trilhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); PIB per capita: R$ 12.688 (PIB per capita é o valor da riqueza gerada no país se divido igualmente entre toda a população); Taxa de crescimento do PIB: 4,0%; Desemprego: 8,4%, a menor taxa desde 1997; Formalidade no mercado de Trabalho: Pela primeira vez na história, o número de trabalhadores formais passou os informais e ficou no patamar de 50,6% dos trabalhadores formalizados. Dados do Caged mostram que foram em 2006 foram gerados 1.228.686 empregos com carteira assinada no País; Salário Mínimo: R$ 350,00; Cesta Básica: O estado com a cesta básica mais cara foi o Distrito Federal, cujo valor dos itens foi de R$ 178,14. A publicação retuitada por Lula fez questão de frisar sua solidariedade com William Bonner e todos os jornalistas que vêm sofrendo uma implacável perseguição de grupos de ódio. É impossível ter democracia sem o jornalismo profissional e a liberdade de expressão. Quem diria que até o Bonner tinha saudade. #equipeLula https://t.co/4uFKLE4xrY — Lula (@LulaOficial) May 27, 2020 Assista ao vídeo da entrevista de Bonner: O jornalista William Bonner, âncora do Jornal Nacional, na Globo, surgiu abatido numa entrevista ao programa “Conversa com Bial” na madrugada desta quarta-feira (27). Ele tem sido alvo constante de fake news. “Eu ainda me assusto com a bile, com o ódio que escorre nas palavras, nas palavras mal escritas, nas palavras cuspidas. É um ódio tão intenso que a gente não sabe onde levará. E aí a gente vai para as ruas e assiste a esta mesma incivilidade”, disse ele. O jornalista aparentava abatimento, cansaço, tristeza e falta de esperança com o futuro do País. Bonner revelou no programa de Pedro Bial que sua presença em determinados locais públicos é completamente inviável. “Era motivadora de tensões. Percebi isso de maneira muito ruim, dentro de farmácias, de padarias, no cinema. Verbalmente agredido, insultado…”, lamentou o âncora do JN, que teve de pausar para respirar diante da conjuntura política atual. Triste e desperançoso, ele contou que não conseguiu pegar um avião para visitar sua mãe doente em 2018 e que teve de viajar de carro do Rio para São Paulo diversas vezes. “Não podia pegar um avião com tranquilidade nem para visitar um parente doente”. O problema é que a empresa que William Bonnner trabalha, a Rede Globo, é uma das responsáveis por parir o fascismo representado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A eleição de Bolsonaro é decorrência do golpe de 2016, do enfraquecimento dos partidos políticos e instituições democráticas, alvos constantes do “jornalismo” global. Além disso, a Globo tem se esmerado na retirada de direitos sociais e na semiescravização da sociedade brasileira. É por isso que Bonner e os profissionais da imprensa estão sendo alvo nas ruas, no entanto, o povo [ainda] não consegue formular. É aí que surgem os grupos de ódio contra a mídia corporativa, o ovo da serpente. Segundo Lúcio Kowarick, professor titular do Departamento de Ciência Política da USP, no Le Monde Dimplomatique, “o ovo da serpente constitui uma metáfora de um filme de Ingmar Bergman que representa o lento envenenamento da sociedade pelo nazismo na Alemanha dos anos 1920.” Em nota, TV Globo repudia campanha de intimidação a Bonner A TV Globo divulgou na terça (26) uma nota de repúdio a uma campanha de intimidação promovida contra o jornalista e apresentador do Jornal Nacional, William Bonner. No texto, a emissora cita o uso indevido do CPF do filho de Bonner por um fraudador que inscreveu o jovem no programa de auxílio emergencial do governo a pessoas vulneráveis que perderam renda na pandemia. Além disso, também informa que jornalista e uma de suas filhas receberam mensagens de WhatsApp, originadas de número telefônico com o prefiro 61, de Brasília, com dados fiscais sigilosos dele e da família. E declara apoio da empresa ao apresentador na busca e na punição dos responsáveis pelo desrespeito ao sigilo previsto na Constituição. “A Globo o apoiará para que os autores dessa divulgação de seus dados fiscais, protegidos pela Constituição, sejam encontrados e punidos. William Bonner é um dos mais respeitados jornalistas brasileiros e nenhuma campanha de intimidação o impedirá de continuar a fazer o seu trabalho correto e isento. Ele conta com o apoio integral da Globo e de seus colegas e está amparado pela Constituição e leis desse país”, diz um trecho da nota. Leia a nota na íntegra: A Globo repudia a campanha de intimidação que vem sofrendo o jornalista William Bonner e se solidariza com ele de forma irrestrita. Há dias, um fraudador usou de forma indevida o CPF do filho do jornalista para inscrever o jovem no programa de ajuda emergencial do governo para os mais vulneráveis da pandemia, para isso se aproveitando de falhas no sistema, que não checa na Receita Federal se pessoas sem renda são dependentes de alguém com renda, fato denunciado publicamente pelo próprio jornalista que apresentou notícia crime junto ao Ministério Público Federal no Rio de Janeiro. Agora, tanto o jornalista quando a sua filha receberam por WhatsApp em seus telefones pessoais mensagem vinda de um número de Brasília com uma

Caso Marielle: STJ nega, por unanimidade, a federalização das investigações

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta quarta-feira (27) por unanimidade a federalização da investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. O pedido de federalização foi apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O caso foi julgado pela terceira seção do STJ, que reúne os cinco ministros da Quinta Turma e os cinco ministros da Sexta Turma. Os ministros seguiram o voto da relatora, Laurita Vaz, para quem não houve “inércia ou inação” das autoridades estaduais no caso. Marielle e Anderson foram assassinados, em março de 2018, por milicianos no Rio de Janeiro. Dois suspeitos foram presos em março de 2019, mas ainda não foi descoberto o mandante do crime. A decisão do STJ assegura que o crime continuará sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Não adianta ignorar Bolsonaro, ele está no poder pela mídia – Por Fernando Brito

 Folha, Globo e Band decidiram não enviar mais repórteres para o circo matinal de Jair Bolsonaro na porta do Alvorada, com a plateia cativa do grupo de fanáticos que se reveza no curralete montado para o show. – Tardia decisão, não apenas pela segurança dos profissionais que lá vão, mas pela repercussão que se dá ao espetáculo fascista que lá se encena diariamente. É, porém, uma atitude inócua. Está longe de ser uma atitude decente da mídia. O que ela se recusa, agora, a cobrir, é o que ela produziu. Bolsonaro, um nada antes, é filho da mídia e de Sergio Moro, pai e mãe que hoje renega. Durante a campanha de 2018, foi frequente, até entre gente que se diz de esquerda, exigir uma autocrítica do PT pelos desmandos e corrupções que aconteceram sob seu governo. Nem sequer se exige isso de instituições que apoiaram o golpe de 2016 e nem mesmo o golpe eleitoral de 2018. O que se exige é uma autocrítica prática. É reconhecer que entramos, muito antes da eleição de Bolsonaro, em um estado de anormalidade, onde as representações políticas da sociedade foram criminalizadas. Destruiu-se a política e, no lugar dela, como sempre ocorre na História, pôs-se em seu lugar o fundamentalismo e a loucura. Eles ascendem sempre ao poder em nome da moralidade e da ordem e se tornam a mais abjeta imoralidade e a desordem autoritária. Restaure-se a política, a disputa legítima, e restauraremos a democracia.  

Carla Zambelli confirma que Moro protegia o PSDB e perseguia o PT como juiz da Lava Jato

 “Ele tinha predileção em condenar o PT”, afirmou a deputada bolsonarista, que tem Sérgio Moro como padrinho de casamento Em entrevista na manhã desta segunda-feira (25), a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), fiel escudeiro de Jair Bolsonaro, afirmou confirmou que o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, como juiz, protegia o PSDB e perseguia o PT nas investigações da Lava Jato. “Os colegas da PF falavam sobre o fato de que a Lava Jato era muito em cima do PT. […] Era uma percepção interna de que não se falava em PSDB”, disse, segundo a jornalista Kelly Matos, da rádio Gaúcha, em seu Twitter.