Verdade seja dita
Papa sugere que é melhor ser ateu do que católico hipócrita Em comentários improvisados, Francisco fez duras críticas a membros da própria Igreja CIDADE DO VATICANO – O Papa Francisco expressou mais uma crítica a alguns membros de sua própria Igreja nesta quinta-feira, sugerindo que é melhor ser um ateu do que um dos “muitos” católicos que, segundo ele, vivem uma vida dupla hipócrita. — É um escândalo dizer uma coisa e fazer outra. Isto é uma vida dupla — criticou. — Há aqueles que dizem “Sou muito católico, sempre vou à missa, pertenço a esta ou aquela associação”. O argentino disse que algumas dessas pessoas deveriam na verdade falar: “Minha vida não é cristã, eu não pago meus empregados salários adequados, eu exploro as pessoas, faço negócios sujos, eu lavo dinheiro, (eu levo) uma vida dupla”. — Há muitos católicos que são assim e causam escândalo. Quantas vezes todos ouvimos pessoas dizerem “se essa pessoa é católica, é melhor ser ateu’”. Desde sua eleição em 2013, Francisco frequentemente disse aos católicos, sacerdotes e leigos, que praticassem o que sua religião prega. Em seus sermões, muitas vezes improvisados, ele classificou o abuso sexual de crianças por sacerdotes como sendo uma “missa satânica”, disse que os católicos na mafia se excomungam e pediu a seus próprios cardeais que não agissem como se fossem “príncipes”. Menos de dois meses depois de sua eleição, ele disse que os cristãos devem ver ateus como boas pessoas se fizerem o bem.
Blackout
PF PRENDE SUSPEITO DE OPERAR PROPINAS DO PMDB – Foi preso, nesta manhã, o lobista Jorge Luz, um dos mais antigos operadores da Petrobras, em nova fase da Lava Jato; ligado ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA), ele é acusado de arrecadar recursos para o PMDB no Senado, para parlamentares como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), que defendeu o golpe de 2016, com a derrubada de Dilma Rousseff, como um trabalho para “estancar a sangria” da Lava Jato; nova fase da operação foi batizada como “blackout”, numa referência ao nome de Luz; ao todo, foram expedidos 15 mandados, sendo dois de prisão.
Vizinho e Careca
DELATADO PELA ODEBRECHT, SERRA PEDE DEMISSÃO O último a sair apaga luz Alegando motivos de saúde, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, pediu demissão do governo golpista Michel Temer nesta quarta-feira 22. O nome do ministro já havia aparecido na lista de políticos encontrada na casa do presidente da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, durante a 23ª fase da Lava Jato, em fevereiro. Os funcionários também devem relatar sobre uma possível propina paga a intermediários de Serra no período em que ele foi governador de São Paulo, de 2007 a 2010. Oficialmente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou a doação de R$ 2,4 milhões da empreiteira para o tucano em 2010. Os executivos ainda sugeriram que Serra era tratado nas negociações pelos apelidos de “Vizinho” e “Careca”. “Faço-o com tristeza, mas em razão de problemas de saúde que são do conhecimento de Vossa Excelência, os quais me impedem de manter o ritmo de viagens internacionais inerentes à função de chanceler”, diz ele na carta; segundo o tucano, o tempo para sua recuperação, de acordo com os médicos, é de quatro meses.Isso é puro migué. Ele é um dos levaram bilhões de propinas da Odebrecht e o STF não consegue segurar mais a explosão pública do escândalo. Na verdade, José Serra está saindo de fininho, que é como fazem os corruptos e covardes do PSDB e outros partidos cúmplices do golpe. De gualguer maneira, já vai tarde… * Com informações da Folha de S. Paulo
Verdadeira agressão

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS VAI À ONU CONTRA VIOLAÇÕES AO EX-PRESIDENTE LULA – A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, na figura de seu presidente, Padre João (PT-MG), e dos dois vice-presidentes, Nilto Tatto (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS), enviou um ofício à ONU denunciando violações sofridas pelo ex-presidente Lula na Lava Jato. O documento foi entregue ao representante das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic, “para que apure violações de Direitos Humanos do ex-presidente Lula no âmbito das investigações realizadas na Operação Lava-Jato”. A iniciativa se deu depois que a comissão recebeu dos advogados de Lula a cópia de uma representação relativa a erros factuais e conceituais de informações prestadas pelo Itamaraty, que “reforça a percepção de que o Estado brasileiro age de forma conivente com as violações de direitos humanos em análise” . Segundo Padre João, após a análise do documento, foi possível verificar a violação de direitos humanos do ex-presidente, com a anuência do próprio Ministério das Relações Exteriores, que encaminhou à ONU contestação às manifestações dos advogados. O texto da pasta que até ontem era comandada por José Serra apontou que a condução coercitiva de Lula está prevista no código penal francês, mas não indica em que trecho do código penal brasileiro, além de ter omitido a lei brasileira que impõe sigilo ao material proveniente de interceptação telefônica.
Isto é a QuantoÉ

LULA PEDE INDENIZAÇÃO DE R$ 1 MI À EDITORA TRÊS, DA REVISTA ISTOÉ – A defesa do ex-presidente Lula propôs ação de reparação por danos morais contra a Editora Três, Sérgio Pardellas, Germano Oliveira e Davincci Lourenço de Almeida em decorrência da reportagem “Levei mala de dinheiro para Lula”. Os advogados pedem a condenação solidária dos réus ao pagamento de indenização no valor de R$ 1 milhão. Eles afirmam que o texto é “mentiroso e sensacionalista”, além de haver uma “infame e leviana acusação sobre uma ‘mala de dinheiro’ recebida por Lula em troca de suposta ajuda para a construtora Camargo Corrêa”. Nota dos advogados do Presidente Lula: Na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, propusemos hoje (23/02/2017) ação de reparação por danos morais contra a Editora Três Ltda. (em recuperação judicial), Sérgio Pardellas, Germano Oliveira e Davincci Lourenço de Almeida em decorrência da reportagem “Levei mala de dinheiro para Lula”, texto mentiroso e sensacionalista publicado na IstoÉ (edição nº 2462 de 22/2/2017). A ação pede a condenação solidária dos réus ao pagamento de indenização no valor de R$ 1 milhão. Os demandados se acumpliciaram para produzir essa infame e leviana acusação sobre uma “mala de dinheiro” recebida por Lula em troca de suposta ajuda para a construtora Camargo Correia “fechar” um contrato com a Petrobras. Tal fato jamais ocorreu. O mais grave é que a reportagem fiou-se na fantasiosa versão de Davincci Lourenço de Almeida, pessoa cujo histórico de vida contempla outros atentados contra a honra alheia. Cabe registrar que, no período da acusação formulada pelos demandados, Lula não exercia qualquer cargo público e passava por um intenso tratamento de saúde, buscando a cura de um câncer. IstoÉ foge à responsabilidade de uma imprensa séria, preocupada em apurar a verdade dos fatos. Mais do que isso, afronta os direitos à personalidade que são assegurados a Lula pela Constituição Federal. Cristiano Zanin Martins & Roberto Teixeira
Uma vergonha atrás da outra
STF decide que Moro não pode julgar denúncia contra Sarney O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nessa terça-feira, 21, que o juiz Sérgio Moro, que coordena da Operação Lava Jato não pode investigar o ex-presidente e ex-senador José Sarney, do PMDB, por causa das denúncias da delação premiada do ex-presidente da Transpreto, Sérgio Machado, porque ele já é investigado pelos indícios surgidos a partir de delação no STF. Trocando em miúdos, a suprema corte do judiciário brasileiro decidiu que o ex-presidente da República e ex-parlamentar do PMDB não poderá ser alvo de outro inquérito na primeira instância sobre o mesmo assunto. Aí o povo pergunta: ô senhores juízes do STF, quantos inquéritos estão sendo investigados pelo juizeco do PSDB contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, sobre uma mesma denúncia? Em última análise essa decisão do STF comprova mais uma vez que os julgamentos dos denunciados de recebimento de propina na chamada Operação Lava Jato se fazem sob o critério de dois pesos e duas medidas. Ou seja, se a denúncia de um mesmo assunto for feita contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o STF autoriza o juizeco de Curitiba investigá-la novamente. Mas se os denunciados forem do PMDB, do PSDB e outros partidos golpistas, aí o STF indefere o pedido de investigação. Depois o governo usurpador não quer que o povo diga que o País vive uma ditadura parlamentar/midiática/judiciária
Tráfico de drogas internacional
FILME DESMASCARA O GOVERNO AMERICANO E A CIA – O filme O MENSAGEIRO, baseado numa história real e produzido pelos States em 2014, mostra a figura de Gary, um jornalista investigativo que acidentalmente descobre documentos confidenciais envolvendo o governo dos Estados Unidos e a famosa CIA e a guerra na Nicarágua contra as drogas traficadas para o próprio EUA. Conforme investiga o caso, o jornalista percebe que os próprios políticos e a CIA estão profundamente envolvidos e, com isso, passa a ser pressionado a abandonar a história. Pede demissão do jornal em que trabalhava e decide continuar as investigações independentemente. Em 1988 foi encontrado morto em seu escritório com dois tiros na cabeça. A Polícia americana encerrou o caso como sendo suicídio. Tendo em vista que o roteiro denuncia o governo americano e a CIA pelo fomento do tráfico de drogas na Nicarágua, trocada por armas para alimentar uma contra-revolução, o filme não foi comentado pela crítica especializada e nem indicado para o recebimento do Oscar daquele ano em nenhum dos quesitos que recebe a famosa condecoração. O filme foi produzido por Michael Cuesta, contando em seu elenco com Jeremy Renner, Robert Patrick, Robert Pralgo, Mary Elizabeth Winstead. Ele foi lançado nos cinemas brasileiros em dezembro de 2014. Há algumas passagens no filme que mostra a face podre do poder e contém semelhanças com a atual realidade política brasileira. O filme pode ser encontrado em qualquer locadora da cidade. Nele, o telespectador é induzido a concluir que o jornalismo e as verdades que ele desvenda quase sempre terminam com o “suicídio” dos jornalistas. Talvez seja por isso mesmo que temos no Brasil muita mentira publicada pela mídia impressa, radiofônica e televisada. (Da Redação)
Raduan Nassar
AO DENUNCIAR O GOLPE, RADUAN LAVA ALMA DO BRASIL “Vivemos tempos sombrios” Ao receber o Prêmio Camões nesta sexta-feira, 17, o escritor Raduan Nassar, autor de Lavoura Arcaica, reconhecido internacionalmente como um dos maiores escritores brasileiros, denunciou o conluio entre os poderes para perpetrar o golpe contra a presidente Dilma Rousseff e o avanço do autoritarismo no Brasil; “Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; a prisão de Guilherme Boulos; violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua”, afirmou; Raduan disse que o STF está “coerente com seu passado à época do regime militar”; “O mesmo Supremo propiciou a reversão da nossa democracia: não impediu que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e réu na Corte, instaurasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Íntegra, eleita pelo voto popular, Dilma foi afastada definitivamente no Senado. O golpe estava consumado! Não há como ficar calado” Leia, abaixo, a íntegra do discurso de Raduan Nassar: “Excelentíssimo Senhor Embaixador de Portugal, Dr. Jorge Cabral. Senhor Dr. Roberto Freire, Ministro da Cultura do governo em exercício. Senhora Helena Severo, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional. Professor Jorge Schwartz, Diretor do Museu Lasar Segall. Saudações a todos os convidados. Tive dificuldade para entender o Prêmio Camões, ainda que concedido pelo voto unânime do júri. De todo modo, uma honraria a um brasileiro ter sido contemplado no berço de nossa língua. Estive em Portugal em 1976, fascinado pelo país, resplandecente desde a Revolução dos Cravos no ano anterior. Além de amigos portugueses, fui sempre carinhosamente acolhido pela imprensa, escritores e meios acadêmicos lusitanos. Portanto, Sr. Embaixador, muito obrigado a Portugal. Infelizmente, nada é tão azul no nosso Brasil. Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; a prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes. Com curriculum mais amplo de truculência, Moraes propiciou também, por omissão, as tragédias nos presídios de Manaus e Roraima. Prima inclusive por uma incontinência verbal assustadora, de um partidarismo exacerbado, há vídeo, atestando a virulência da sua fala. E é esta figura exótica a indicada agora para o Supremo Tribunal Federal Os fatos mencionados configuram por extensão todo um governo repressor: contra o trabalhador, contra aposentadorias criteriosas, contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e altiva de Celso Amorim. Governo atrelado por sinal ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, o que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro. Mesmo de exceção, o governo que está aí foi posto, e continua amparado pelo Ministério Público e, de resto, pelo Supremo Tribunal Federal. Prova da sustentação do governo em exercício aconteceu há três dias, quando o ministro Celso de Mello, com suas intervenções enfadonhas, acolheu o pleito de Moreira Franco. Citado 34 vezes numa única delação, o ministro Celso de Mello garantiu, com foro privilegiado, a blindagem ao alcunhado “Angorá”. E acrescentou um elogio superlativo a um de seus pares, o ministro Gilmar Mendes, por ter barrado Lula para a Casa Civil, no governo Dilma. Dois pesos e duas medidas É esse o Supremo que temos, ressalvadas poucas exceções. Coerente com seu passado à época do regime militar, o mesmo Supremo propiciou a reversão da nossa democracia: não impediu que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e réu na Corte, instaurasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Íntegra, eleita pelo voto popular, Dilma foi afastada definitivamente no Senado. O golpe estava consumado! Não há como ficar calado. Obrigado”. (Publicado originalmente em Carta Capital)