Mineração pode ameaçar produção da tradicional cachaça em Salinas

Comunidades dependem da água, que pode ser contaminada ou até secar pela atividade minerária A maioria das famílias que vivem na região do Vale do Bananal, em Salinas, no Norte de Minas, dependem da agricultura familiar para sobreviver. São pequenos produtores de, entre outros produtos, leguminosas, hortaliças e da tradicional cachaça que leva o nome do município, considerada uma das melhores do Brasil. Com o avanço da mineração no território, os moradores temem os impactos sociais e econômicos. Sinvaldo Ferreira de Oliveira, de 73 anos, vive próximo à área onde a mineradora Belo Lítio estuda explorar o mineral que dá nome à empresa, considerado um dos mais estratégicos da atualidade, por depender dele a indústria de baterias para a produção de carros elétricos. Para ele, as consequências serão devastadoras. “Nós temos cerca de 600 produtores rurais na região. Nossos principais medos são em relação ao impacto ambiental, principalmente em relação à água. Nós produzimos alface, pimentão, feijão, mandioca, milho e muito mais. Sem dúvida nenhuma, esses trabalhadores vão sofrer muito. Querem transformar o Vale do Bananal em ‘Vale do Lítio’”, comenta Sinvaldo. Outra moradora da região, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Salinas, Ateir Pereira da Penha Souza, de 61 anos, possui as mesmas preocupações. “A empresa chega dizendo que vai aumentar a renda, criar empregos, que ‘vai ser muito bom’. É muita promessa bonita para ‘envenenar’ as pessoas. Eu chamei a Belo Lítio para conversar, mas a mineradora não respondeu nenhuma pergunta sobre os impactos, só disse que precisam deixar o território como eles encontraram, mas não garantem nada. Nós sabemos que nos outros municípios, as mineradoras deixam a cava a céu aberto e nunca mais se recupera”, avalia. “São muitos os produtos que vêm da região e a Belo Lítio atua bem próxima das comunidades. A água já é pouca e corre o risco de ser contaminada”, complementa Ateir Pereira. Atualmente, a produção da região do Vale do Bananal é responsável pelo abastecimento de praticamente todo o município de Salinas, que possui mais de 40 mil habitantes. Produção de cachaça também pode ser impactada Salinas é conhecida nacional e internacionalmente como a capital mundial da cachaça e possui aproximadamente 50 alambiques. Segundo a Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (Apacs), anualmente, a atividade movimenta cerca de R$3 milhões da economia local. Parte dos alambiques de produção da cachaça estão localizados em uma das serras do Vale do Bananal, onde as mineradoras querem explorar o lítio. Entre os mais conhecidos da região, estão os que produzem a “Seleta”, a “Boazinha” e a “Saliboa”, além de outros alambiques menores. Com o avanço da mineração no território, Luiz Paulo Siqueira, biólogo e da coordenação nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), avalia que a produção de cachaça será inviabilizada. “O projeto mais avançado é o da Belo Lítio, mas tem outras empresas que também vão entrar com processo de licenciamento. Ou seja, vão destruir a serra inteira e acabar com água. Se não tem água, não tem produção, nem de comida, nem de cachaça. Como vai produzir cachaça sem o plantio de cana? Isso representa um risco cultural, para a economia local, para a fonte de renda dos produtores e para a qualidade de vida no território”, enfatiza. “Vale do lítio” No ano passado, o governador de Minas, Romeu Zema (Novo) lançou na bolsa de valores Nasdaq, em Nova Iorque, o projeto Vale do Lítio, que consiste na tentativa de ampliar a exploração de lítio nas regiões Norte, e nos vales do Jequitinhonha e Mucuri. A proposta engloba 14 municípios que possuem as maiores reservas do mineral no país: Araçuai, Capelinha, Coronel Murta, Itaobim, Itinga, Malacacheta, Medina, Minas Novas, Pedra Azul, Virgem da Lapa, Teófilo Otoni e Turmalina, Rubelita e Salinas. Fundamental para a fabricação de baterias, carros elétricos, e outros bens tecnológicos, o lítio é considerado estratégico, inclusive para o setor energético, já que é utilizado como insumo de reatores nucleares e consegue armazenar energia elétrica de fontes renováveis. Ainda assim, Romeu Zema aposta na exploração privada do mineral. “Com isso, a gente passa a ter um território estratégico internacionalmente, atraindo empreendimentos que respondem a uma perspectiva desenvolvimentista, mas que internalizam os lucros e externalizam os impactos sociais e ambientais. Ou seja, que não têm nenhuma intenção de partilhar minimamente o benefício”, avaliou a geógrafa Aline Weber Sulzbacher, em entrevista ao Brasil de Fato MG.

Fábrica de celulose pode investir R$ 20 bilhões no Norte de Minas Gerais

Região possui vantagens como eucalipto de maior qualidade e importantes componentes de escoamento de produtos O Norte de Minas pode abrigar uma unidade da fabricante de celulose canadense Paper Excellence, uma das maiores produtoras do mundo em seu segmento. A multinacional, que atualmente opera 58 fábricas em quatro países, incluindo o Brasil, estaria projetando aportes em torno de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) na nova instalação. As informações foram passadas com exclusividade ao DIÁRIO DO COMÉRCIO por uma fonte próxima da empresa. Segundo essa pessoa que pediu para ter sua identidade preservada, o grupo estaria cogitando se instalar na região de Pirapora, no Norte do Estado, ou em Grão Mogol, no Vale do Jequitinhonha. Atualmente, a empresa estaria trabalhando para levantar informações sobre hectares de eucaliptos e infraestrutura. Segundo a fonte, o grupo é muito capitalizado e teria plenas condições de se desenvolver ainda mais no País. A pessoa argumenta que as duas regiões no Norte de Minas analisadas possuem ampla vantagem e são um excelente projeto de celulose no Brasil. Ambas possuem um conjunto de terras baratas e concorrência mínima, o que chamou a atenção de executivos em relação às outras cidades do País. Entre os diferenciais das duas cidades mineiras, foram citados o eucalipto de maior qualidade, que cresce em menos tempo na região de Grão Mogol. Em Pirapora, foram citadas vantagens logísticas como a ferrovia e os importantes componentes de escoamento de produtos. A reportagem entrou em contato com a Paper Excellence para confirmar a informação, porém, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. Empresa vive embate com Eldorado Celulose A atuação no Brasil da Paper Excellence iniciou através da aquisição de 49,41% das ações da Eldorado Celulose, da J&F investimentos. A holding controla pouco mais de 50% das ações da Eldorado, além das empresas JBS, Banco Original, PicPay, Âmbar Energia, J&F Mineração e Canal Rural. O que era para se tornar uma das principais potências da indústria de celulose do Brasil, terminou em disputas judiciais pelo controle da Eldorado. A empresa brasileira tem uma fábrica de celulose em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, onde está localizada sua base florestal. Neste ano, grupo J&F informou que iria desfazer o contrato de venda da Eldorado Celulose, concretizado em 2017. Seguindo as orientações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) – que é contrário ao distrato, a empresa ainda precisará apresentar as permissões solicitadas no que se refere às exigências das leis de transferência de terra para estrangeiros. Responsabilidade socioambiental Em números globais, a Paper Excellence soma 12,8 milhões de toneladas de papel e celulose produzidas todos os anos por mais de 21 mil funcionários. No que tange em relação às ações sustentáveis, a empresa garante que 77% do consumo de energia vêm fontes renováveis, além de possuir 100% das operações florestais em posse de certificação internacional.

Porteirinha aprova projeto que reconhece direitos ambientais do rio Mosquito

Lei é a primeira em Minas Gerais a reconhecer um ente não-humano como sujeito de direitos Em uma conquista histórica para o Norte de Minas Gerais, a Câmara Municipal de Porteirinha aprovou por unanimidade, no dia 2 de abril, o Projeto de Lei (PL) 01/2024, que reconhece e protege os direitos do rio Mosquito. A aprovação representa um avanço legislativo na validação dos direitos de um ente não-humano, em uma iniciativa pioneira no estado. No Brasil, o rio Laje, em Guajará-Mirim (RO), foi o primeiro do país a ser reconhecido como um ente vivo e sujeito de direitos. A lei garante a existência do rio e de todos os outros seres, humanos e não humanos, que vivem e estão presentes em suas águas. Seguindo similar proteção e garantia de direitos, está a Lei nº 2251/2024, aprovada em Porteirinha. Em seu Artigo 1º, a nova legislação determina que ficam “reconhecidos os direitos intrínsecos do rio Mosquito e sujeito de direitos, e de todos os outros corpos d`água e seres vivos que nele existam naturalmente ou com quem ele se inter-relaciona, incluindo os seres humanos, na medida em que são inter-relacionados num sistema interconectado, integrado e interdependente no âmbito do Município de Porteirinha.” Por se tratar de uma região com forte presença da agricultura familiar, o rio Mosquito tem um papel importante na garantia da sociobiodiversidade. Mais do que isso, é essencial para a existência de todas as formas de vida, promovendo geração de renda, segurança alimentar e nutricional, turismo de base comunitária, além da urgente conservação do meio ambiente. A nova legislação em torno da proteção do rio Mosquito foi construída de forma colaborativa, a partir de uma intensa mobilização popular em defesa da recuperação e proteção do rio, com participação ativa de famílias agricultoras, organizações sociais e lideranças comunitárias. O projeto também contou com a ajuda de parceiros, como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha, a Associação Casa de Ervas Barranco de Esperança e Vida (ACEBEV), a Articulação no Semiárido Mineiro (ASA Minas), a Cáritas Regional de Minas Gerais e a Cáritas Arquidiocesana de Montes Claros, que organizaram a campanha “Todos pelo rio Mosquito”. O que diz a lei? A lei garante a existência do rio e de todos os outros seres, humanos e não humanos, que vivem e estão presentes em suas águas. Entre os direitos do Rio Mosquito e outros entes relacionados, a lei reconhece a importância de “manter seu fluxo natural e em quantidade suficiente para garantir a saúde do ecossistema; nutrir e ser nutrido pela mata ciliar e as florestas do entorno e pela biodiversidade endêmica e existir com suas condições físico-químicas adequadas ao seu equilíbrio ecológico. O texto também reconhece o direito do rio de se inter-relacionar com os seres humanos por meio da identificação biocultural, de suas práticas espirituais, tradicionais, de lazer, da pesca artesanal, agroecológica, cultural e do Turismo de Base Comunitária”. A nova legislação propõe ainda a criação de um Comitê Guardião do Rio Mosquito, formado por representantes das comunidades e de entidades do município. Ente de direitos: garantia de proteção do rio Mosquito O rio Mosquito nasce no município de Serranópolis de Minas, cidade de pouco mais de 4 mil habitantes ao norte do estado, sobre a Serra do Espinhaço. Afluente dos rios Gorutuba e Pardo, ele parte de Serranópolis rumo a Porteirinha, município de 37 mil habitantes, e corta a cidade de oeste a leste, passando pela área central da cidade. Há anos, a cidade se mobiliza em torno da recuperação da saúde do rio, além da preservação de sua nascente, despoluição de diversos trechos, cuidado com a vegetação e o meio ambiente que o circunda. De lá, as águas rumam para Nova Porteirinha, município de 6 mil habitantes, e seguem seu caminho até encontrar com o rio Pardo. Irmã Mônica de Barros, da Congregação Filhas de Jesus, é fundadora da Associação Casa de Ervas Barranco da Esperança e Vida (Acebev), uma das organizações que atuam na luta pela preservação do rio Mosquito, e destaca a íntima relação das comunidades com o rio. “Em seu leito a vida passa constantemente. Na sua margem tem toda uma cabeleira verde de vida, de medicamentos, de coisas maravilhosas que o Pai Deus deixou. As comunidades que são banhadas por esse rio têm uma imensa gratidão, um imenso respeito e um quase infinito cuidado. As margens são a segurança que o rio e as comunidades têm para sobreviver.” Prevenção de enchentes Uma das preocupações que fizeram com que a população se mobilizasse em função da proteção do rio Mosquito são as enchentes, que já atingiram Serranópolis e Porteirinha em várias ocasiões. Devido ao intenso assoreamento, junto às características de relevo da região, o rio não comporta os períodos de cheia. Como resultado, ruas, casas e comércios são invadidos pela água e moradores precisam deixar seus endereços às pressas. Na última enchente, ocorrida em março de 2024, mais de 100 casas ficaram alagadas em Porteirinha. “Na etapa de construção de ações de incidência política, durante um encontro em uma das comunidades atingidas pela cheia do rio Mosquito, os moradores decidiram pela revitalização ou, como disseram, pelo cuidado com a ‘saúde do Rio’. Como ação estratégica e, dentro da revitalização, foi apontada a necessidade de construção de uma lei que reconhecesse os direitos e protegesse o rio Mosquito.”, explica Aldinei Leão, agente Cáritas e assessor jurídico do Centro de Referência em Direitos Humanos do Norte de Minas (CRDH Norte), instituições que auxiliaram na mobilização dos moradores. A luta continua Sancionada no dia 15 de abril, a lei aguarda regulamentação para que seus efeitos práticos na proteção do rio sejam efetivados. Lideranças, movimentos sociais e as comunidades seguem mobilizados. “A luta não está encerrada, simplesmente a luta nos deu mais um sinal de vida. Não basta você ter uma lei muito bonita e ela não ser respeitada, não ser aplicada. Temos que fazer essa lei valer porque ela é, agora, um instrumento de proteção, não só do rio, mas de tudo que o envolve.”, afirma

Municípios do Norte de Minas são reconhecidos em premiação nacional

O Selo Diamante foi concedido para 37 pontos parceiros no estado e atesta a excelência dos serviços prestados aos pequenos negócios Minas Gerais foi um dos destaques na cerimônia nacional do Selo Sebrae de Referência em Atendimento, categoria Selo Diamante. O anúncio foi realizado nesta terça-feira, 7, em evento online. Ao todo, 37 pontos da Rede de Atendimento Aqui Tem Sebrae foram reconhecidos como referência em atendimento e serviços prestados aos clientes. O estado foi o segundo a receber o maior número de Diamante do país, correspondendo a 25% do total. No norte do estado, os municípios de Bonito de Minas, Curral de Dentro, Janaúba, Jequitaí, Josenópolis, Mato Verde, Monte Azul, Pai Pedro, Pirapora, Riacho dos Machados, Serránópolis de Minas, Taiobeiras, Ubaí e Verdelândia foram agraciados com o Selo Diamante. O Selo reconhece a qualidade dos atendimentos e serviços das Salas do Empreendedor e parceiros. A rede do Sebrae é composta de parcerias com instituições públicas, tais como prefeituras, instituições privadas e representantes de classe (associações comerciais, câmaras de dirigentes lojistas, universidades, sindicatos, centros comerciais, organizações não governamentais, dentre outras). “Minas Gerais é um importante polo para o empreendedorismo e a nossa principal motivação com a rede parceira é torná-la dinâmica, geradora de resultados e promotora de desenvolvimento, disponibilizando serviços e reduzindo as desigualdades territoriais. O recebimento do Selo Diamante é um reconhecimento único para a nossa Rede e, sem dúvidas, o benefício maior é para a sociedade, que recebe um atendimento mais eficiente, profissional e de excelência”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva. Em 2023, 275 pontos parceiros em Minas Gerais receberam selos na etapa estadual, nas categorias Ouro, Prata e Bronze, sendo 178 Ouro. Estes “ouros” concorreram, a nível nacional, ao Selo Diamante. Dos 148 pontos de atendimento que receberam o selo máximo no país, 37 são do estado. O reconhecimento dos Selos é feito com base em sete critérios: qualidade do atendimento remoto, gestão, cobertura e produtividade, ambiente de negócios, oferta de soluções, infraestrutura e presença digital. Municípios premiados no estado As cidades que receberam o Selo Diamante foram: – Centro: Itabirito – Centro-Oeste e Sudoeste: Cabo Verde, Itatiaiuçu e São Gonçalo do Pará – Jequitinhonha e Mucuri: Itaobim, Jordânia, Mata Verde e Teófilo Otoni – Noroeste e Alto Paranaíba: Carmo do Paranaíba, Patos de Minas e Uruana de Minas – Norte: Bonito de Minas, Curral de Dentro, Janaúba, Jequitaí, Josenópolis, Monte Azul, Pai Pedro, Pirapora, Riacho dos Machados, Serránópolis de Minas, Taiobeiras, Ubaí e Verdelândia – Rio Doce e Vale do Aço: Catas Altas, Córrego Novo e Itabirinha – Sul: Maria da Fé e Monte Belo – Triângulo: Itapagipe, Frutal e Uberaba – Zona da Mata e Vertentes: Antônio Carlos, Carangola, Luisburgo, Ponte Nova, São Geraldo Atendimento qualificado As vantagens do Selo Diamante são reconhecimento pelo empreendedor e empresário como local de apoio e atendimento para resolução de problemas e desenvolvimento dos pequenos negócios; aumento da satisfação dos clientes; visibilidade nacional das boas práticas; aumento das parcerias nos municípios; entre outros. E para os empreendedores, os principais benefícios são mais facilidade no acesso às orientações e soluções para a abertura de novos negócios e gestão empresarial e atendimento diferenciado, qualificado e gratuito. Rede de Atendimento Aqui Tem Sebrae A Rede Aqui Tem Sebrae foi criada em 2020 com o objetivo de ampliar o acesso dos empreendedores do estado a informações e serviços oferecidos pela instituição sobre abertura e gestão de pequenos negócios. Por meio da Rede, o Sebrae Minas aumentou em sua capilaridade nos últimos anos. Em 2023, a instituição contabilizou 58 agências próprias, mas esteve presente em todo o estado por meio de mais de 580 pontos parceiros da Rede Aqui Tem Sebrae. Dos mais de 2,5 milhões de atendimentos realizados pelo Sebrae Minas no ano passado, mais de 390 mil foram por meio da Rede com os parceiros.

MPMG aciona Estado e Unimontes para manter assistência no HU

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) propôs Ação Civil Pública contra o Estado de Minas Gerais, a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e o município do Norte do Estado para que sejam adotadas as medidas necessárias para garantir a continuidade de todos os serviços de saúde atualmente ofertados pelo Hospital da Unimontes (HU). Segundo apurado, desde 2014 o Estado já havia identificado déficit de servidores no hospital, o que foi contornado por meio de contratações temporárias e com a cessão de servidores pelo município. No entanto, a cessão de profissionais termina no dia 30 de junho e, com um déficit de 555 funcionários, o hospital poderá ter que paralisar os serviços de urgência e emergência. Atualmente, o HUCF está inserido na Rede de Urgência e Emergência (RUE), atuando como “porta aberta” para diversas especialidades médicas. Isso significa que qualquer cidadão pode buscar assistência de urgência e emergência dirigindo-se ao pronto-socorro do hospital. Além disso, o SAMU e o Corpo de Bombeiros têm autonomia para encaminhar pacientes para atendimento, sem necessidade de autorização prévia. A ação destaca que o problema poderia impactar quase 2 milhões de pessoas dos 86 municípios da Macrorregião de Saúde Norte, na qual Montes Claro é classificada como polo, com obrigação de dar suporte a toda a região. “O número insuficiente de profissionais para a execução dos serviços que está ao seu encargo na rede pública de saúde, aliado a ausência de prestadores hospitalares que possui capacidade para executar o trabalho de responsabilidade do HUCF, compromete a rede de urgência e emergência a ponto de interferir na capacidade operacional dos demais hospitais em Montes Claros”. Devido à gravidade da situação, o MPMG iniciou investigação dos fatos. Quatro reuniões de mediação chegaram a ser realizadas, mas não houve solução consensual. Diante disso, foi proposta a ação, com pedido de liminar, para que o Estado de Minas Gerais e a Unimontes apresentem, até 30 de maio, um mês antes do final do prazo de cessão de servidores públicos pelo município de Montes Claros, plano de ação visando evitar reflexos negativos com a redução do número de servidores no HUCF. Além disso, que solucionem, até 30 de junho, o problema da redução de servidores, de forma a garantir a continuidade de todos os serviços ofertados atualmente pelo hospital. Assinam a ação o coordenador regional das Promotorias de Defesa da Saúde do Norte de Minas, Daniel Lessa Costa, e o promotor de Justiça de defesa da Saúde de Montes Claros, Rodrigo Guedes Cavalcante.

Minas anuncia pavimentação entre Rio Pardo de Minas e Mato Verde

O Governo de Minas anunciou, nesta última quinta-feira (9), o início da primeira etapa das obras de pavimentação da LMG-629, que faz a ligação de Rio Pardo de Minas a Mato Verde, na região Norte do estado. Esta é mais uma obra que vai melhorar a vida dos mineiros e trazer mais desenvolvimento para o estado. Da Agência Minas As obras serão realizadas pelo Governo de Minas por meio do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). A intervenção abrange 32 quilômetros entre os dois municípios, serão executadas em duas etapas e vão beneficiar direta e indiretamente mais de 250 mil pessoas da região. As intervenções fazem parte do Provias, maior conjunto de investimentos rodoviários da última década em Minas Gerais. O edital do primeiro lote com 9,5 quilômetros deverá ser publicado em julho e o início das obras no segundo semestre deste ano. O investimento nesta etapa é da ordem de R$ 29,5 milhões. A estimativa é de um investimento total em torno de R$ 69,5 milhões para a pavimentação de 22,5 quilômetros. O edital será publicado no primeiro semestre de 2025. Para o vice-governador de Minas, Professor Mateus, a obra é um compromisso do Governo de Minas com a região. “É uma questão de responsabilidade, para nós, conseguir anunciar finalmente a retomada dessa obra, que foi planejada há 40 anos e que, infelizmente, foi abandonada desde então. É uma enorme alegria, hoje, garantir que há o recurso para a primeira etapa, e que já estamos com o projeto em andamento para licitar essa obra nos próximos meses. Sabemos que essa ligação de Mato Verde até Rio Pardo significa a junção de duas das regiões mais importantes do Norte do Estado, que é o Alto Pardo com a Serra Geral”, afirmou. O secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, destacou que este é mais um avanço para Minas. “Vale ressaltar que temos obras em execução em todo estado. Temos um desafio de melhorar nossa malha viária, sabemos que muito ainda precisa ser feito, mas estamos trabalhando e com a certeza de que estamos no caminho certo. O mineiro já começa a sentir a diferença ao trafegar pelas estradas de Minas”, disse. O DER-MG também já trabalha na revisão do projeto para a execução da segunda etapa, inclusive no que se refere aos procedimentos para licenciamento ambiental da obra e no detalhamento da planilha de custo e orçamento dos serviços. “A gente usou os primeiros meses do ano para fazer a atualização do projeto. Mas vale ressaltar que, em relação à primeira etapa, tudo está pronto. A gente pretende lançar o edital de licitação ainda no primeiro semestre e dar início às obras na segunda parte do ano”, explicou o diretor-geral do DER-MG, Rodrigo Tavares. IMPORTÂNCIA DA OBRA O trecho faz a conexão entre as regiões de Serra Geral e Alto Rio Pardo. Trata-se de um link faltante fundamental para o acesso da população de diversos municípios com o polo de saúde em Taiobeiras, onde está localizado o hospital de referência da região. Pelo trecho circulam ambulâncias, Samu e veículos que transportam pacientes de hemodiálise, entre outros. A obra, depois de concluída, vai promover a integração regional, criando um elo pavimentado entre Taiobeiras e a LMG-635, o que favorecerá a circulação da população e o escoamento da produção agropecuária de diversos municípios, como Espinosa, Mamonas, Monte Azul, Catuti, Mato Verde, Santo Antônio do Retiro, Montezuma, Rio Pardo de Minas, Novo Horizonte, Salinas, Rubelita, Coronel Murta e Araçuaí. Além de possibilitar o acesso ao Sul da Bahia, a partir da BR-251. “Isso significa, obviamente, mais segurança, melhor circulação das pessoas e condição de integração das redes de saúde. Mas, mais do que isso, ela significa condição de escoamento de produção e, portanto, a criação de uma nova via de acesso para as cargas, o que significa incremento na atividade econômica para toda a região”, ressaltou o vice-governador. Os benefícios também virão para a educação, pois a obra facilitará o acesso dos estudantes às faculdades que estão localizadas do lado da Serra Geral. Na logística, haverá a criação de uma nova rota de transportes, uma vez que o usuário da via poderá fazer o contorno entre as duas regiões, retornando para a região Central do estado sem ter que ir e voltar pela mesma rota, fazendo com que se reduza o custo do transporte. No setor industrial, exemplo de benefício é a cidade de Taiobeiras, que já é um polo de produção têxtil, com foco na confecção de lingerie. Além disso, o município já se desponta no setor de Equipamento de proteção Industrial (EPIs).

Unimontes realiza primeira banca de mestrado em um Quilombo/Terreiro

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), por intermédio do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), realizou nos últimos meses, diversas ações relacionadas com as comunidades quilombolas.a Unimontes e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), de serem também para as comunidades tradicionais. Em fevereiro de 2024 ocorreu a primeira banca de mestrado da Unimontes em território Quilombola e Terreiro de Candomblé, da dissertação de Welington Coimbra. No mês de abril a primeira banca de indígena do PPG/Unimotnes, de Tita Maxakali. As duas dissertações foram desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa para uma Educação Decolonial – GDECO-ETNOPO, sendo orientadas pelo professor Heiberle Horácio, do PPGE e do GDECO-ETNOPO. Em 19 de fevereiro, o mestrando Welington Coimbra apresentou para a comunidade e para integrantes da Unimontes, o trabalho intitulado Candomblé de Angola no Quilombo Manzo Diá Luango: História, Ensinagens e Educação. A banca do programa de mestrado avaliou o trabalho no Quilombo e Terreiro de Candomblé, nas dependências da entidade de matriz africana “Manzo diá Luango”, no município de São Francisco-MG. “O processo no Mestrado foi um encontro entre a necessidade da educação com a valorização dos saberes tradicionais. Isso foi possível graças à singeleza do orientador Heiberle Horácio, que abraçou este processo, as Divindades que permitiram todo esse processo e as “ensinagens” de Terreiro da Comunidade Tradicional de Matriz Africana Manzo diá Luango. Entender as Ensinagens é defender um outro modo de ser e viver o mundo, uma educação complexa e necessária para um Brasil negro e indígena”, destacou o mestrando Welington Coimbra No dia de abril foi a vez da indígena Canoeiros Maxakali Patrícia Murta Loyola – Tita Maxakali fazer sua apresentação para da PPGE, com a avaliação do trabalho denominado “Os Processos Educativos das/nas Festas Canoeiros Maxakali, e as escolas coronel-murtenses”. Tita Maxakali foi a primeira indígena a apresentar seu projeto de mestrado no PPGE Unimontes.” Fazer o mestrado foi um processo de construção coletiva, no qual, todos os dias, resistir e insistir em existir, só foi possível porque o meu orientador, Heiberle Horário, acreditou e não desistiu. Encontrei, através dele, na nossa Família GDECO Unimontes, pessoas acolhedoras, que me apoiaram e me ajudaram a superar as minhas dificuldades”, afirmou a indígena. Além do professor Heiberle Horácio, estiveram presentes nas bancas os professores da Unimontes: Mônica Amorim, Fabiano José, Cassio Alexandre e Denilson Meireles. O GDECO-ETNOPO Tanto Welington Coimbra, quanto Tita Maxakali são integrantes do GDECO (Grupo de Pesquisa e Ação de Educação Popular PluriEtnoDecolonial). O grupo tem como coordenadores os professores Heiberle Horácio, Nelcira Durães e Mônica Amorim, sendo integrado por estudantes e de graduação e do PPGE, de Povos e Comunidades Tradicionais, e de Movimentos Sociais, bem como por professores do ensino básico da Unimontes. Diferentes integrantes do GDECO concluíram o mestrado no PPGE, como a quilombola e advogada Nadja Moana, as professoras Laura Patrícia, Elen Sabrina e Maria Edilza, além do professor João Rosa.

As dez cidades mais pobres de Minas Gerais

DESIGUALDADE SOCIAL – Das dez cidades mineiras mais pobres, nove pertencem à mesma região. A mais pobre tem renda média de R$ 62 por pessoa; saiba qual Dados de 2020 do Banco Mundial apontavam o Brasil na nona posição entre os países mais desiguais do mundo, com a maior parte da riqueza concentrada nas mãos de uma pequena parcela da população. Em Minas Gerais, a situação não é diferente. O estado tem 853 municípios. A maior concentração de riqueza por m² do Brasil está em Nova Lima, na Região Metropolitana de BH, com uma renda média per capita de R$ 8.897. Por outro lado, Verdelândia, no Norte do estado, em que a renda média é de R$ 62 por pessoa. Os dados são do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), que divulgou neste ano o ‘Mapa da Riqueza’, que avaliou, em 2020, a distribuição de renda no país. O cálculo é feito sobre a renda total acumulada do município em relação ao número de habitantes. Para a pesquisa, foi usada a combinação dos dados do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), gerados pela Receita Federal, e de pesquisas domiciliares tradicionalmente usados em estudos sobre pobreza e desigualdade. Confira a lista das dez cidades mais pobres de Minas Gerais 1 – Verdelândia/Norte de Minas A economia do município se destaca pela agropecuária, sobretudo pelo cultivo de banana e criação de gado. É banhada pelo rio Verde Grande, de relevância para seu desenvolvimento. Como a maioria das cidades de Minas, a chegada da estrada de ferro, em um município próximo, contribuiu para a atração de pessoas de outras cidades a partir da década de 1940. 2 – São João do Pacuí/Norte de Minas Situado a 500Km de Belo Horizonte e com uma população estimada de 4.476 habitantes pelo IBGE, em 2021, São João do Pacuí tem uma renda média de R$ 78,150 por pessoa. A principal atividade econômica é a agricultura e pecuária de subsistência. O município guarda um importante acervo construído pela natureza ao longo dos tempos: as grutas, que apresentam registros da passagem do homem pré-histórico, marcadas por sinalizações ou por desenhos multicores não identificados. 3 – Monte Formoso/Jequitinhonha A única da lista que não pertence ao Norte de Minas, a cidade de Monte Formoso está situada no Vale do Jequitinhonha. Em 2021, sua população estimada era de 4.939 habitantes. A renda média por pessoa é de R$ 81,28 por pessoa. Acredita-se que a origem dos primeiros habitantes de Monte Formoso foram de descendentes da Bahia e de outros estados nordestinos, que tinham a intenção de fugir da seca que atingiu a região na última década do século 19. 4 – Cônego Marinho/Norte de Minas Fundado em 1995, o município tem três distritos: Cônego Marinho, Cruz dos Araújos e Olhos d′Água do Bom Jesus. Sua população estimada, em 2021, era de 7.730 habitantes, com uma renda média de R$ 86,68 por pessoa. A economia é baseada no artesanato de utensílios de barro (olaria), produzidos por artesãos locais. Outro setor que movimenta a economia do é a produção de cachaça. 5 – Matias Cardoso/Norte de Minas Matias Cardoso está situada no extremo Norte de Minas, na divisa com a Bahia, tem uma população estimada pelo IBGE, em 2021, de 11.360 habitantes, com uma renda média de R$ 87,48 por pessoa. Devido à criação de gado e à produção de alimentos, que comercializava em Salvador, surgiu um caminho que ligava as duas cidades e que posteriormente passou a fazer parte dos chamados caminhos do sertão ou caminhos da Bahia. Além da estrada, o comércio intenso e lucrativo com a sociedade baiana possibilitou à população do então povoado de Morrinhos a construção da primeira igreja de Minas Gerais, que até hoje existe em Matias Cardoso. A igreja dedicada a Nossa Senhora da Conceição foi erguida por volta de 1670 e provavelmente é a construção mais antiga do Estado que ainda se encontra de pé, já que sua origem é anterior ao ciclo do ouro e da criação da Capitania de São Paulo e Minas D’Ouro. 6 – Fruta de Leite/Norte de Minas Segundo dados do IBGE, de 2021, a população estimada de Fruta de Leite era de 5.232 habitantes, com renda média de R$ 87,60 por pessoa. O nome da cidade vem da presença, em sua vegetação, de uma grande quantidade de fruta comestível adocicada, chamada fruta de leite 7 – Pedras de Maria da Cruz/Norte de Minas Segundo dados do IBGE, a população estimada, em 2021, era de 12.313 habitantes, com uma renda média de R$ 88,66 por pessoa. A fonte de sustento da maior parte de seus habitantes está na zona rural, com o trabalho na agricultura e pecuária. Pedras de Maria da Cruz tornou-se município, desmembrando de Januária, em 1992. Um dos setores que movimentam a economia da região é o turismo. Fieis vão à cidade a capela Imaculada Conceição, localizada na parte baixa da cidade. 8 – Pintópolis/Norte de Minas A 705km de BH e a 480 metros acima do nível do mar, a cidade recebeu esse nome em homenagem ao fundador do município, Germano Pinto. Segundo dados do IBGE, de 2021, a população estimada era de 7.540 habitantes, com uma renda média de R$ 88,89 por pessoa. A economia está concentrada principalmente na extração de carvão vegetal, agricultura e pecuária de gado de leite e corte. 9 – Mamonas/Norte de Minas A população estimada da cidade de Mamonas é de 6.565 habitantes, com renda média de R$ 89,02 por pessoa. A economia de Mamonas é baseada na agricultura familiar e na produção de cachaça. A cidade tem uma história marcada por manifestações culturais, como as festas juninas de São João e as famosas barraquinhas de Santo Antônio. Por ser considerada a capital mineira do forró, todos os anos Mamonas atrai muitos visitantes de várias cidades do país que vão ao local prestigiar as festividades do município. 10 – Santo Antônio do Retiro/Norte de Minas Santo Antônio do Retiro tinha uma população estimada de

Lontra foi destaque no XII Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora

Com o projeto Máquina de Triturar Vidros, Lontra conquistou o terceiro lugar entre 250 municípios mineiros participantes. O anúncio dos vencedores da etapa estadual da premiação aconteceu em uma cerimônia na capital mineira na quarta-feira, 17/04, com a presença de diversas autoridades. O município de Lontra conquistou o troféu no XXII Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora na categoria Sustentabilidade & Meio Ambiente. A cidade se classificou no 3º. Ao todo foram 10 categorias premiadas nas mais diversas atuações da gestão pública. “Lontra muito se alegra com o resultado da premiação, uma vez que esta iniciativa promove melhor qualidade de vida para a população. E, a nossa cidade, mais uma vez, se tornou um exemplo para outras prefeituras. Parabéns ao prefeito Dernival Mendes dos Reis pela exemplar administração’, comentou o secretário de obras, Diogo Gusmão O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo Souza e Silva, destaca que o propósito da instituição é impulsionar o empreendedorismo para transformar vidas. “Essa transformação passa pelo desenvolvimento do território e dos pequenos negócios, que contribuem de forma significativa para a melhoria das condições de vida da população. Por isso, o Prêmio é importante para disseminar as boas práticas das gestões públicas municipais de estímulo ao empreendedorismo”, frisa.

Morre o ex-deputado Cleuber Carneiro

Corpo do político será sepultado em Januária, no Norte de Minas, nesta terça-feira Por Luiz Ribeiro EM LUTO NA POLÍTICA MINEIRA – O ex-deputado (estadual e federal) Cleuber Brandão Carneiro, de 84 anos, morreu na tarde desta segunda-feira (15/04), em Belo Horizonte. Ele estava internado no Hospital Felício Rocho, com problemas cardíacos. O corpo do ex-parlamentar será velado a partir das 12 horas desta terça-feira (16/04), no Salão da Funerária Avelar, em Januária, no Norte de Minas. O enterro acontecerá no cemitério local, às 9 horas de quarta-feira (17/04). Cleuber Carneiro foi vereador e prefeito de Januária (às margens do Rio São Francisco) na década de 1970. Ele exerceu cinco mandatos de deputado estadual (1979 a 1998) e dois mandatos na Câmara Federal (1999 a 2007). Também advogado, professor e produtor rural, com base eleitoral no Norte de Minas, Cleuber Carneiro foi vice-presidente (1989/1990) da Assembleia Legislativa de Minas e participou da elaboração da Constituição Mineira, promulgada em 15 de setembro de 1989. Na legislatura de 1987 a 1990, como liderança do antigo PFL, ele ganhou notabilidade por fazer uma forte oposição ao então governador Newton Cardoso (MDB), que enfrentou pedidos de impeachment na casa. Nota de pesar O presidente do Senado, Rodrigo Pachedo (PSD), divulgou nota de pesar pelo falecimento do ex-deputado mineiro. “Lamento a morte do ex-deputado Cleuber Carneiro, ocorrida nesta segunda-feira, e externo meus sentimentos aos familiares, aos amigos e admiradores de Carneiro, que protagonizou uma extensa carreira na vida pública”, diz a nota. Luto A Prefeitura de Januária decretou luto oficial no município em função do falecimento do ex-deputado e ex-prefeito da cidade. No decreto, assinado pelo prefeito de Januária, Maurício Almeida, é ressaltado que o luto oficial se justifica considerando “ os inestimáveis trabalhos dedicados a toda comunidade Januarense” por Cleuber Carneiro no decorrer de sua vida como cidadão, vereador, prefeito e deputado.