Norte de Minas Gerais receberá apoio para produzir mel orgânico

As Rotas são redes de arranjos produtivos locais associadas a cadeias produtivas estratégicas capazes de promover a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras priorizadas pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Buscam promover a coordenação de ações públicas e privadas em polos selecionados, mediante o compartilhamento de informações e o aproveitamento de sinergias coletivas a fim de propiciar a inovação, a diferenciação, a competitividade e a sustentabilidade dos empreendimentos associados, contribuindo, assim, para a inclusão produtiva, inovação e o desenvolvimento regional. A coordenadora-geral de Sistemas Produtivos e Inovadores do MDR, Valquíria Rodrigues, reforça a importância das Rotas de Integração Nacional para os setores apoiados.n “Essa parceria tem contribuído para o desenvolvimento de um sistema eficaz de governança regional, com ações entre os agentes públicos ou privados, seja na gestão do financiamento, da capacitação, ou infraestrutura. Os resultados têm impacto positivo na geração de empregos e renda, fomenta a segurança, soberania alimentar e nutricional, estimulando o uso eficiente dos recursos naturais e exercício da cidadania”, afirma. Atualmente, há 11 Rotas reconhecidas: do Açaí, da Biodiversidade, do Cacau, do Cordeiro, da Economia Circular, da Fruticultura, do Leite, do Mel, da Moda, do Pescado e da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)

Vai coneçar a 27ª Feira Nacional da Indústria Comércio e Serviços (Fenics)

A ACI e a FIEMG vão realizar a feira de negócios no modelo híbrido, a partir do dia 15 Em sua 27ª Edição, a Feira Nacional da Indústria Comércio e Serviços (Fenics) traz uma proposta inovadora para possibilitar que empresas de toda a região tenham acesso à maior feira multissetorial do Norte de Minas. A Fenics acontece entre 15 e 18 deste mês, de forma presencial no Parque de Exposições João Alencar Athayde e será virtual, no site fenics.com.br. O evento é promovido pela Associação Comercial Industrial e de Serviços de Montes Claros com co-realização da Fiemg Regional Norte. Durante reunião foram definidas as regras e dicas sobre a infraestrutura da feira deste ano. “Esclareceremos sobre eventos paralelos, espaços temáticos, vendas nos estandes, mídia interna e outros assuntos”, detalhou o superintendente da ACI e coordenador da Fenics, explica Kelington Mota. Os espaços Construção Civil, Moda, Saúde, Educação, Tecnologia, Beleza e ainda a Feira Imobiliária, com a venda de imóveis em condições especiais, vão movimentar a Fenics. O supervisor de Serviços Sociais do SESC, Adão Soares,  disse que “a feira permite a expansão de nossa marca e de nossos serviços. O SESC, em parceria com o SENAC e outros membros do Sistema S, mostra à comunidade tudo o que ofertam em lazer, negócios e também fidelizam clientes”. O gestor da empresa responsável pela comunicação, Diego Dias, disse que terá estande pela terceira vez. “Estamos confiantes, pois o comércio está voltando a ter volume, depois da pandemia. Visitamos recentemente a maior feira da América Latina, em busca de network com marcas de São Paulo e do Sul do país. Vamos levar estas novidades, inovação e tecnologia no segmento de comunicação visual para nossos clientes, com o menor preço do mercado”, planeja. Atuante no segmento de beleza, Rita Torres, disse que participa da feira pela primeira vez. “Com quase dois anos de fundação, acredito que este é o momento ideal para estar na feira, um dos eventos mais expressivos da região. Espero prospectar muitos clientes em médio e longo prazo, tornar a marca conhecida e apresentar nossa equipe de especialistas e de serviços”, comentou. Com 27 anos de realização, a Fenics tem credibilidade e a preferência de marcas consolidadas, como o Plano de Saúde São Lucas. “Esta é esta é a 19ª edição que expomos na feira, uma ação de marketing programada em nosso planejamento estratégico. Inclusive reservamos a data para lançar um programa de cuidados primários e inaugurar produtos surpresa para os visitantes do estande. Acreditamos na Fenics porque o resultado é satisfatório, um momento oportuno para fazer a reconexão com novos clientes”, conta Daniel Ribeiro, gerente de mercado de uma empresa de saúde. Todos estarão também na Fenics on-line, sob organização da ACI Innovation, assim qualquer pessoa, em qualquer lugar, terá a chance de visitar a Feira, assistir às palestras, conhecer os estandes virtuais e fazer negócios.  Toda a programação de palestras e shows estão no site fenics.com.br, outras informações pelo telefone (38) 2101 3300.

Cidades recebem mutirões para renegociação de dívidas de créditos de rurais

Várias cidades do Norte de Minas, através de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sistema Faemg e sindicatos rurais, recebem mutirões de renegociação de dívidas de operações de crédito rural. O objetivo é dar suporte para a regularização com base nas condições de renegociação previstas na Lei 14.166/2021, que autoriza a liquidação ou parcelamento de contratos com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Nordeste (FNE), do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO). O foco dessa primeira etapa de mutirões está nos municípios localizados na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), beneficiários do FNE. Bocaiúva, Brasília de Minas, Espinosa, Jaíba, Janaúba, Januária, Manga, Montes Claros, São Francisco e São João da Ponte estão entre as cidades listadas para os mutirões, que tiveram início no mês de agosto e seguem também em setembro. Os descontos em cima das dívidas, de acordo com a lei, podem chegar a 90%, a depender do porte do produtor e da localização. Com a repactuação das dívidas, o produtor poderá sair da situação de inadimplemento e se tornar apto a acessar novas linhas de crédito para financiar o custeio e o investimento da sua produção. Foi o que atraiu, em Manga, cerca de 20 produtores rurais, que buscaram informações para negociação das suas dívidas para seguirem tocando seus empreendimentos na região. Para o presidente do Sindicato Rural da cidade, Luiz Claudio dos Santos Chaves, a proposta é importante e por isso foi logo encampada pela entidade. “Este evento veio ajudar vários produtores rurais da região que estavam inadimplentes. Muitos produtores já conseguiram essa negociação, e tantos outros se orientaram. Iniciativas como essas são importantes para que o produtor rural não pare, que possa seguir levando comida à mesa do brasileiro, e com isso tenha sempre confiança que poderá investir na sua propriedade, na sua profissão”, destacou o presidente sindical. Em Montes Claros, foram mais de 30 atendimentos individuais, segundo o Sindicato dos Produtores Rurais. Foram informados valores das dívidas com desconto e enquadramentos legais. “O produtor rural enfrenta muitas adversidades climáticas e infelizmente, muitas vezes, a inadimplência acaba sendo algo inesperado. Dar este suporte e apoio para que finalmente consigam cumprir com suas obrigações junto aos credores é de fundamental importância”, avaliou o presidente do sindicato de Montes Claros e um dos vice-presidentes da Faemg, José Avelino. Produtor rural da cadeia da pecuária de corte no município de Cônego Marinho, Luiz Walter Vieira Lima participou da ação através do Sindicato de Januária. Ele, que há 20 anos se dedica ao empreendimento rural, considerou a ação importante e positiva, onde conseguiu esclarecer dúvidas que poderão ajudar a manter seu negócio forte. “O banco sempre tem atenção especial, mas quando envolve o sindicato, a Faemg e demais parceiros fica mais objetivo, soma esforços para debater este assunto. Além disso, a maneira que o sindicato aborda o tema, explica para o produtor, é mais simples, uma linguagem mais fácil. Isso também é importante. Eu participei da ação, me inteirei sobre as condições de renegociação, que no meu caso é uma parcela de um financiamento, e vou levar estes conhecimentos para difundir para os vizinhos que estão na mesma situação e ainda não sabem o que fazer. Porque só assim o produtor poderá seguir trabalhando”, afirmou. Datas São esperados ao menos mais três eventos na região neste mês. No dia 21 de setembro será realizado o mutirão em Espinosa. Já em São João da Ponte, o Sindicato Rural faz levantamento de demanda local para agendar o encontro junto ao Banco do Nordeste. A cidade de São Francisco também se prepara para realizar seu evento de negociação de dívidas rurais, que também está na pauta de ações para setembro. Lembrando que a adesão aos programas de renegociação deverá ser feito até 30 de dezembro deste ano, e o produtor rural pode procurar seu respectivo sindicato para maiores informações e orientações. Fonte: Jornalista Ricardo Guimarães

Ouro do cerrado – Pequi sem espinhos é produzido por pesquisadores

Um sonho antigo dos que amam pequi é poder comer a iguaria sem se preocupar com os espinhos e isso pode se tornar possível, depois de uma pesquisa da Embrapa junto à Emater de Goiás. Os estudos já duram 25 anos, e foi descoberta a espécie de pequi sem espinhos por meio de um produtor do Mato Grosso, que encontrou um pequizeiro que produzia a fruta com a variedade genética e informou a Emater, para que produzissem réplicas da planta. Responsável pela pesquisa, a engenheira agrônoma da Emater, Elainy Botelho, garante que além do sabor ser quase idêntico ao que já conhecemos o pequi sem espinhos não apresenta perigos para quem vai consumir. “Uma importância muito grande e a manutenção desse tipo de genótipo, desse tipo de material. Se tratava de uma planta única na natureza que poderia morrer por um fogo, uma troca, por um raio é nos perdermos esse material, então ela foi multiplicada. Então a segunda vantagem é que um pequi sem espinhos, ele permite que crianças, idosos, estrangeiros comam esse pequi e até mesmo nos comemos mais despreocupadamente”, diz. Depois da autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento concedida este ano as mudas de pequi sem espinhos serão lançadas para comercialização. No mês de novembro poderão ser adquiridas e levam em média cerca de quatro anos para começarem a dar frutos. Das cinco mil mudas colocadas à venda, 2.400 serão reservadas para agricultores familiares e viveiristas. O quê originou as pesquisas de clonagem foi a demanda dos produtores por pequizeiros mais rentáveis e frutos comerciais, e da sociedade, por frutos com polpa carnuda e saborosa. Os estudos se iniciaram com a propagação de mudas por sementes, estaquia e enxertia. Para tal, a Emater e a Embrapa visitavam as propriedades que cultivavam pequizeiros para tirar a raça da planta. Foi nesse processo que os pesquisadores tiveram acesso ao pequi sem espinhos, encontrado na natureza. “Como nós já havíamos desenvolvido a técnica de clonagem e enxertia, fizemos 20 clones desse pequizeiro sem espinhos. Plantamos as mudas no nosso banco de germoplasma e avaliamos durante todos esses anos. Agora já estamos chegando ao final desta etapa, com a disponibilização desse material para nossos agricultores”, explica Elainy Botelho. (Compre Rural)

Fruticultores são apresentados a plataforma inovadora de vendas  

O Norte de Minas é um dos polos de fruticultura do estado, levando qualidade e diversidade de produção para consumidores no mundo todo. Nesta semana, o Sistema Faemg visitou alguns destes produtores para levar uma nova oportunidade de comercialização dos seus produtos. * Por Ricardo Guimarães Em busca de otimizar o sistema de vendas e ampliar o acesso a novos mercados, fruticultores do Norte de Minas receberam a visita de representantes da startup Clicampo, que atua com uma plataforma comercial para pequenos e médios produtores rurais. Os encontros, conduzidos pelo gerente regional do Sistema Faemg, Dirceu Martins, ocorreram na sede da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), Sindicato dos Produtores Rurais de Janaúba e em empreendimentos em Janaúba e Jaíba. O principal objetivo foi estreitar a relação com os produtores rurais e os representantes da empresa, que hoje é referência para varejistas, restaurantes e bares quando o assunto é a compra de hortifruti. O Norte do estado compreende um importante polo de fruticultura, que exporta qualidade para diversos estados e países, contando com o apoio do Sistema Faemg, por meio de diversas ações, do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e do AgroNordeste. Além do gerente regional do Sistema Faemg, técnicos de campo do ATeG e a presidente da Comissão Técnica de Fruticultura da Faemg, Nilde Antunes Rodrigues Lage, participaram do encontro. “A visita é uma oportunidade para comercialização dos produtos dos atendidos pelo ATeG de forma justa, eliminando o intermediário. O produtor costuma ser muito bom da porteira para dentro, mas sem ter a expertise da comercialização. Conectar pessoas que já estão na ponta fazendo essa comercialização e quem tem necessidade de produtos de excelente qualidade pode ser muito proveitoso para ambas as partes”, destacou Dirceu Martins. A proposta é trabalhar com mais eficiência na gestão das mercadorias e ajudar os produtores rurais a se conectarem com restaurantes e varejistas, fazendo o processo de compra e venda vantajoso para as duas pontas. Atualmente, o maior acesso e demanda da startup está em Belo Horizonte, onde já foi constituído um grande polo de vendas, com diversos estabelecimentos. O grupo espera que a visita ao Norte de Minas gera bons resultados. “A ideia é iniciar uma parceria no Norte de Minas, que é um polo e tem muito potencial. Pretendemos fazer isso por anos e anos, em um trabalho sustentável. O propósito é levar, por exemplo, a banana da região para dentro da cozinha do restaurante, que saberá a procedência. Do outro lado, o produtor vai saber o valor, o custo logístico e receberá por isso um preço justo. Hoje atuamos com uma precificação justa e acima dos valores de mercado”, afirmou um dos fundadores da Clicampo, Victor Bernardino. * Jornalista

Aeroporto Mário Ribeiro, de Montes Claros, vai a leilão nesta quinta-feira (18)

Na sétima rodada de concessões serão ofertados 15 terminais aéreos agrupados em três blocos, que juntos representam 16% do total de tráfego de passageiros do país No leilão da sétima rodada do programa de concessões de aeroportos, que ocorre nesta quinta-feira (18), serão ofertados 15 aeroportos, que serão concedidos por um período de 30 anos. Três terminais aéreos mineiros aparecem nessa lista: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros. Os aeroportos do leilão desta quinta serão agrupados em três blocos: Bloco SP-MS-PA-MG, composto pelos aeroportos de Congonhas (SP); Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul (MS); Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira, no Pará (PA); Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais (MG); Bloco Aviação Geral, formado pelos aeroportos Campo de Marte (SP) e Jacarepaguá (RJ); Bloco Norte II, integrado pelos aeroportos de Belém (PA) e Macapá (AP). De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), juntos, os três blocos processam cerca de 16% do total de tráfego de passageiros do país –um patamar equivalente a mais de 30 milhões de passageiros por ano, segundo dados da Anac de 2019, antes da pandemia. O intuito do governo era juntar aeroportos cobiçados com terminais deficitários, para equilibrar os blocos. Ainda segundo a Anac , de 2011 a 2021, o programa de concessões repassou o equivalente a 75,8% do tráfego nacional a agentes privados. Caso os lotes sejam arrematados nesta rodada, a expectativa é que esse percentual chegue a 91,6%. Os blocos Um dos principais terminais do país, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é considerado a joia da coroa, o maior atrativo para investidores que planejam ter atuação relevante no segmento. O aeroporto paulistano atraiu o interesse do grupo espanhol Aena, que já atua em seis aeroportos na região Nordeste (incluindo Recife, João Pessoa e Maceió), com investimento nesses terminais estimado em R$ 1,4 bilhão. A Folha informou que o prazo para envio dos envelopes com os lances iniciais terminou na segunda-feira (15) e, segundo fontes que acompanharam o processo, a CCR desistiu de participar, frustrando a expectativa do governo. O total de investimentos no Bloco SP-MS-PA-MG é de R$ 5,8 bilhões, sendo R$ 3,3 bilhões apenas em Congonhas. As projeções apontam que a movimentação de passageiros nesses terminais deve chegar a 37,5 milhões em 2052. A primeira fase de investimentos, com prazo de 60 meses, prevê adequar as pistas de táxi. Os aeroportos também precisam ser adequados para suprirem a capacidade de atendimento aos passageiros e processamento de bagagens, incluindo terminal de passageiros, estacionamento de veículos, vias terrestres associadas e outras infraestruturas de apoio. O governo exige dos operadores experiência no processamento de, no mínimo, 5 milhões de passageiros por ano nos últimos cinco anos ou compromisso de contratação de assistência técnica com operador que atenda a esses requisitos. O segundo bloco, “Aviação Geral”, contempla operações que não são de voos regulares –sobretudo de helicópteros e aviões particulares e de pequeno porte. Neste caso, o total de investimentos previstos é de R$ 552 milhões e a estimativa é que a movimentação de passageiros chegue a 700 mil em 2052. A exigência é que o operador tenha experiência em operações de, no mínimo, 200 mil passageiros por ano ou 17 mil pousos e decolagens nos últimos cinco anos. A plataforma de investimentos XP deve estrear no setor de aeroportos, ao ter apresentado a única proposta pela concessão dos terminais de Jacarepaguá e Campo de Marte, segundo uma fonte informou à agência de notícias Reuters.

Locutor de rodeio Junyo Estrada morre afogado em Goiás

O corpo de Junyo Estrada foi encontrado a 10 metros de profundidade; óbito foi registrado em São Domingos O locutor de rodeio Joselito Simas de Souza, mais conhecido como Junyo Estrada, morreu afogado na última quarta-feira (03) em São Domingos, Goiás. O corpo foi encontrado a 10 metros de profundidade em um lago. O artista iria participar da Festa de Agosto na cidade. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Junyo Estrada mergulhou no local e não conseguiu subir. O locutor e empresário estava com amigos no momento do afogamento. “Após 8 anos, voltando a Goiás, lugar bom demais”, escreveu no Instagram. Seguidores de Junyo no Instagram lamentaram a morte nos comentários da última postagem feita por ele. O locutor morava em Montes Claros (MG), onde era bastante conhecido por comandar os rodeios da região.

Veim, ex-prefeito de São Francisco é preso suspeito de contratação ilegal de shows

Ele é investigado por crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, uso de documento falso e violação da lei de licitação O ex-prefeito da cidade de São Francisco, no Norte de Minas, Evanílso Aparecido Carneiro, o Veim, foi preso na manhã desta terça-feira (2/8) durante a “Operação Esquema”, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Veim é investigado por crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, uso de documento falso e violação da lei de licitação, que em tese foram cometidos na contratação de shows artísticos pelo município de São Francisco, em 2017. Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de São Francisco, no Norte de Minas, Goiânia (GO) e Cruz das Almas (BA). De acordo com o MPMG, um dos alvos da “Operação Esquema” foi preso em flagrante delito pela prática do crime de posse ilegal de arma de fogo. A ação foi realizada pela 1ª Promotoria de Justiça de São Francisco, no Norte de Minas, em atuação conjunta com a Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público, também do Norte de Minas Gerais, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Regional de Montes Claros e dos Gaecos dos estados da Bahia e Goiás. Participaram 45 Policiais Militares dos estados de Minas Gerais, Goiás e Bahia, além de, cinco promotores de Justiça.

Primeiro caso de varíola dos macacos é confirmado no Norte de MG

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Janaúba, trata-se de um paciente que esteve em São Paulo e que também passou por um procedimento médico em Montes Claros. O primeiro caso de varíola dos macacos do Norte de Minas Gerais foi confirmado em Janaúba. Esse é o único que aparece em toda a região macronorte de saúde – composta por 86 municípios – no painel que mostra o monitoramento da doença pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Os dados são referentes ao início da tarde desta terça-feira (2). Em Minas Gerais, 314 casos foram notificados, sendo que 74 são considerados confirmados, 18 aparecem como prováveis, 112 são suspeitos e 110 já foram descartados. Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Janaúba, trata-se de um paciente que esteve em São Paulo e que também passou por um procedimento médico em Montes Claros. “Ao apresentar sintomas semelhantes aos da Covid-19, o paciente foi ao Centro Sentinela, em Janaúba, e fez o teste que deu negativo para a Covid. No entanto, ele apresentou outros sintomas e, novamente, submetido a avaliação médica. A equipe fez hipótese diagnóstica de Monkeypox, resultado positivo.” Ainda conforme o município, desde que foi atendido, há duas semanas, o paciente está em isolamento. A confirmação da doença foi feita por exame laboratorial e chegou nessa segunda-feira (1º). A Prefeitura informou também que bloqueio epidemiológico já está sendo feito, o objetivo é identificar os contatos que o paciente teve até ser colocado em quarentena. Pelas informações que constam na plataforma da SES, o caso é de um homem, com idade entre 30 e 39 anos, que não precisou de ser hospitalizado. O painel ainda mostra ainda outras cidades na área de cobertura da Inter TV que notificaram casos. Os registros são atualizados diariamente e estão sujeitos a alterações.   Curvelo – um caso notificado e já descartado Inimutaba – um caso notificado e já descartado Montes Claros – um caso notificado e já descartado Porteirinha – um caso notificado e já descartado Serranópolis de Minas – um caso notificado e já descartado Sobre a doença A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada. Os sintomas iniciais costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão. Varíola dos macacos: veja lista de sintomas e como se proteger Usar máscaras, manter o distanciamento e a higienizar as mãos são formas de evitar o contágio pela doença, como informou a a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a Covid-19, mas também contra outras doenças.”

Produtor com deficiência visual empreende na apicultura – Por Ricardo Guimarães*

Após algumas tentativas em outros ramos da produção rural na pequena propriedade da família na comunidade de Traçadal, em Januária, Nilson César dos Santos Macedo se encontrou na apicultura. Além da produção de méis e seus derivados, ele empreendeu na fabricação e venda de material de trabalho no apiário para outros apicultores da região, como roupas e materiais para formação das colmeias. “Por aqui sempre foi difícil conseguir caixas próprias, roupas e outros. Comecei a produzir meu próprio material de trabalho. Um tempo depois, alguns colegas começaram a pedir também e comecei a comercializar na região. A apicultura é um ramo em que aprendi muita coisa, virou o carro-chefe. A minha vida agora é a apicultura, que considero muito além de um trabalho, pois ajuda a ocupar bem a cabeça”, explicou Nilson. Porém, para além do tino empreendedor, a história de Nilson reserva ainda maior motivação a todos que convivem com o apicultor. Em 2005 o produtor perdeu totalmente a visão do olho direito e enxerga com dificuldades com o olho esquerdo, mas isso não impede que ele siga trabalhando e confiando. “Tive a perda total em um dos olhos e o outro tenho bem pouca visão por uma doença de nascença. Precisei me adaptar com o que tinha. Faço todas as coisas do dia a dia de trabalho na propriedade. Eu sou muito teimoso, gosto de fazer minhas coisas – só no apiário que não vou só”, brincou o produtor. Equipamentos O material segue toda uma técnica apurada e é feito com bastante cuidado e zelo. Nilson vem se dedicando à apicultura nos últimos seis anos, sendo hoje também parte do grupo da assistência técnica e gerencial do Programa AgroNordeste, do Sistema FAEMG, na região. A técnica de campo que acompanha a propriedade, Jozelia Aparecida Ribeiro, foi uma das incentivadoras e ajudou Nilson a adaptar muitas peças usadas no dia a dia do apiário. A especialista destaca que o trabalho tem sido oportuno não só para Nilson César, mas para outros apicultores seguirem evoluindo na atividade. “Agora ele já está fabricando novos materiais, como o escape de abelha. Acredito que seja uma boa iniciativa, pois na região não tem outro fabricante e são materiais que facilitam os manejos com os enxames. Nesse caso, quem não tem o escape de abelha tem que usar uma espuma para tampar o alvado, que é a abertura da caixa para a entrada e saída das abelhas, e deve fazer esse manejo no período da noite, pois é o momento em que 95% das abelhas estão dentro da caixa. Já com o auxílio do escape, o transporte pode ser feito durante o dia por que as abelhas entram e não conseguem sair, além de evitar a mortalidade dos animais, pois o escape permite a entrada de ar”, detalhou a técnica de campo. Também produz bem E, se o lado empreendedor segue bons passos, a vida de produtor também tem sido alavancada. Nilson lembra que, durante muitos anos, apostou em outras culturas e cultivos, mas nada dava muito certo por causa do clima, o que reforça que a apicultura foi um grande diferencial de oportunidades. Ele tem a atividade como a principal fonte de renda. “No começo eu não via futuro na apicultura, mas minha esposa foi contemplada com um kit de trabalho de apicultura e eu comecei timidamente a ajudá-la. Aos poucos fui me interessando e me apaixonei. A chegada do ATeG só fez crescer esse interesse, porque foi apresentado novas formas de atuar, os manejos e a organização da atividade, novidades que os técnicos foram trazendo para gente”, explicou Nilson, que hoje tem 18 colmeias em produção de mel silvestre e de aroeira. Em 2021 foram 234,5 kg de mel produzido. A presença técnica na propriedade levou novidades também pensando na adaptação, para facilitar os ajustes de Nilson. Segundo Jozelia Aparecida, foram apresentados vários novos equipamentos para melhorar os manejos da atividade, como o incrustador de cera, que facilita a colagem da placa de cera alveolada no arame e evita que as abelhas puxem favos tortos no ninho, dificultando os manejos dentro da colmeia. “Eu apresento a ele o equipamento e ele faz as adaptações para facilitar o manuseio. Entre outras coisas, também mostrei como fazer o atrativo de enxames utilizando matéria que ele facilmente encontra nas colmeias e na sua propriedade. O atrativo de enxame tem como função atrair novos enxames para as caixas vazias e, assim, aumentar o número de colmeias povoadas”, comentou a técnica. O trabalho no apiário tem sido tão oportuno, que Nilson não tem perdido tempo em seguir investindo. “Hoje estou melhor com a apicultura. A atividade dá prazer e bem-estar. Fiz aqui um investimento para criar uma pequena casa do mel, para também pode ajudar vizinhos que precisam extrair o produto e estarmos sempre um incentivando o outro. Parei com a construção da minha casa para investir no mel”, finalizou Nilson. Projeto AgroNordeste O projeto é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com o Sistema CNA/SENAR e a ANATER. Em Minas Gerais, o AgroNordeste é desenvolvido pelo Sistema FAEMG em parceria com os Sindicatos Rurais. * Jornalista   Montes Claros, 27/07/22 Jornalista – Registro: 0017201/MG