Locutor de rodeio Junyo Estrada morre afogado em Goiás

O corpo de Junyo Estrada foi encontrado a 10 metros de profundidade; óbito foi registrado em São Domingos O locutor de rodeio Joselito Simas de Souza, mais conhecido como Junyo Estrada, morreu afogado na última quarta-feira (03) em São Domingos, Goiás. O corpo foi encontrado a 10 metros de profundidade em um lago. O artista iria participar da Festa de Agosto na cidade. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Junyo Estrada mergulhou no local e não conseguiu subir. O locutor e empresário estava com amigos no momento do afogamento. “Após 8 anos, voltando a Goiás, lugar bom demais”, escreveu no Instagram. Seguidores de Junyo no Instagram lamentaram a morte nos comentários da última postagem feita por ele. O locutor morava em Montes Claros (MG), onde era bastante conhecido por comandar os rodeios da região.

Veim, ex-prefeito de São Francisco é preso suspeito de contratação ilegal de shows

Ele é investigado por crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, uso de documento falso e violação da lei de licitação O ex-prefeito da cidade de São Francisco, no Norte de Minas, Evanílso Aparecido Carneiro, o Veim, foi preso na manhã desta terça-feira (2/8) durante a “Operação Esquema”, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Veim é investigado por crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, uso de documento falso e violação da lei de licitação, que em tese foram cometidos na contratação de shows artísticos pelo município de São Francisco, em 2017. Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de São Francisco, no Norte de Minas, Goiânia (GO) e Cruz das Almas (BA). De acordo com o MPMG, um dos alvos da “Operação Esquema” foi preso em flagrante delito pela prática do crime de posse ilegal de arma de fogo. A ação foi realizada pela 1ª Promotoria de Justiça de São Francisco, no Norte de Minas, em atuação conjunta com a Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público, também do Norte de Minas Gerais, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Regional de Montes Claros e dos Gaecos dos estados da Bahia e Goiás. Participaram 45 Policiais Militares dos estados de Minas Gerais, Goiás e Bahia, além de, cinco promotores de Justiça.

Primeiro caso de varíola dos macacos é confirmado no Norte de MG

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Janaúba, trata-se de um paciente que esteve em São Paulo e que também passou por um procedimento médico em Montes Claros. O primeiro caso de varíola dos macacos do Norte de Minas Gerais foi confirmado em Janaúba. Esse é o único que aparece em toda a região macronorte de saúde – composta por 86 municípios – no painel que mostra o monitoramento da doença pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Os dados são referentes ao início da tarde desta terça-feira (2). Em Minas Gerais, 314 casos foram notificados, sendo que 74 são considerados confirmados, 18 aparecem como prováveis, 112 são suspeitos e 110 já foram descartados. Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Janaúba, trata-se de um paciente que esteve em São Paulo e que também passou por um procedimento médico em Montes Claros. “Ao apresentar sintomas semelhantes aos da Covid-19, o paciente foi ao Centro Sentinela, em Janaúba, e fez o teste que deu negativo para a Covid. No entanto, ele apresentou outros sintomas e, novamente, submetido a avaliação médica. A equipe fez hipótese diagnóstica de Monkeypox, resultado positivo.” Ainda conforme o município, desde que foi atendido, há duas semanas, o paciente está em isolamento. A confirmação da doença foi feita por exame laboratorial e chegou nessa segunda-feira (1º). A Prefeitura informou também que bloqueio epidemiológico já está sendo feito, o objetivo é identificar os contatos que o paciente teve até ser colocado em quarentena. Pelas informações que constam na plataforma da SES, o caso é de um homem, com idade entre 30 e 39 anos, que não precisou de ser hospitalizado. O painel ainda mostra ainda outras cidades na área de cobertura da Inter TV que notificaram casos. Os registros são atualizados diariamente e estão sujeitos a alterações.   Curvelo – um caso notificado e já descartado Inimutaba – um caso notificado e já descartado Montes Claros – um caso notificado e já descartado Porteirinha – um caso notificado e já descartado Serranópolis de Minas – um caso notificado e já descartado Sobre a doença A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada. Os sintomas iniciais costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão. Varíola dos macacos: veja lista de sintomas e como se proteger Usar máscaras, manter o distanciamento e a higienizar as mãos são formas de evitar o contágio pela doença, como informou a a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a Covid-19, mas também contra outras doenças.”

Produtor com deficiência visual empreende na apicultura – Por Ricardo Guimarães*

Após algumas tentativas em outros ramos da produção rural na pequena propriedade da família na comunidade de Traçadal, em Januária, Nilson César dos Santos Macedo se encontrou na apicultura. Além da produção de méis e seus derivados, ele empreendeu na fabricação e venda de material de trabalho no apiário para outros apicultores da região, como roupas e materiais para formação das colmeias. “Por aqui sempre foi difícil conseguir caixas próprias, roupas e outros. Comecei a produzir meu próprio material de trabalho. Um tempo depois, alguns colegas começaram a pedir também e comecei a comercializar na região. A apicultura é um ramo em que aprendi muita coisa, virou o carro-chefe. A minha vida agora é a apicultura, que considero muito além de um trabalho, pois ajuda a ocupar bem a cabeça”, explicou Nilson. Porém, para além do tino empreendedor, a história de Nilson reserva ainda maior motivação a todos que convivem com o apicultor. Em 2005 o produtor perdeu totalmente a visão do olho direito e enxerga com dificuldades com o olho esquerdo, mas isso não impede que ele siga trabalhando e confiando. “Tive a perda total em um dos olhos e o outro tenho bem pouca visão por uma doença de nascença. Precisei me adaptar com o que tinha. Faço todas as coisas do dia a dia de trabalho na propriedade. Eu sou muito teimoso, gosto de fazer minhas coisas – só no apiário que não vou só”, brincou o produtor. Equipamentos O material segue toda uma técnica apurada e é feito com bastante cuidado e zelo. Nilson vem se dedicando à apicultura nos últimos seis anos, sendo hoje também parte do grupo da assistência técnica e gerencial do Programa AgroNordeste, do Sistema FAEMG, na região. A técnica de campo que acompanha a propriedade, Jozelia Aparecida Ribeiro, foi uma das incentivadoras e ajudou Nilson a adaptar muitas peças usadas no dia a dia do apiário. A especialista destaca que o trabalho tem sido oportuno não só para Nilson César, mas para outros apicultores seguirem evoluindo na atividade. “Agora ele já está fabricando novos materiais, como o escape de abelha. Acredito que seja uma boa iniciativa, pois na região não tem outro fabricante e são materiais que facilitam os manejos com os enxames. Nesse caso, quem não tem o escape de abelha tem que usar uma espuma para tampar o alvado, que é a abertura da caixa para a entrada e saída das abelhas, e deve fazer esse manejo no período da noite, pois é o momento em que 95% das abelhas estão dentro da caixa. Já com o auxílio do escape, o transporte pode ser feito durante o dia por que as abelhas entram e não conseguem sair, além de evitar a mortalidade dos animais, pois o escape permite a entrada de ar”, detalhou a técnica de campo. Também produz bem E, se o lado empreendedor segue bons passos, a vida de produtor também tem sido alavancada. Nilson lembra que, durante muitos anos, apostou em outras culturas e cultivos, mas nada dava muito certo por causa do clima, o que reforça que a apicultura foi um grande diferencial de oportunidades. Ele tem a atividade como a principal fonte de renda. “No começo eu não via futuro na apicultura, mas minha esposa foi contemplada com um kit de trabalho de apicultura e eu comecei timidamente a ajudá-la. Aos poucos fui me interessando e me apaixonei. A chegada do ATeG só fez crescer esse interesse, porque foi apresentado novas formas de atuar, os manejos e a organização da atividade, novidades que os técnicos foram trazendo para gente”, explicou Nilson, que hoje tem 18 colmeias em produção de mel silvestre e de aroeira. Em 2021 foram 234,5 kg de mel produzido. A presença técnica na propriedade levou novidades também pensando na adaptação, para facilitar os ajustes de Nilson. Segundo Jozelia Aparecida, foram apresentados vários novos equipamentos para melhorar os manejos da atividade, como o incrustador de cera, que facilita a colagem da placa de cera alveolada no arame e evita que as abelhas puxem favos tortos no ninho, dificultando os manejos dentro da colmeia. “Eu apresento a ele o equipamento e ele faz as adaptações para facilitar o manuseio. Entre outras coisas, também mostrei como fazer o atrativo de enxames utilizando matéria que ele facilmente encontra nas colmeias e na sua propriedade. O atrativo de enxame tem como função atrair novos enxames para as caixas vazias e, assim, aumentar o número de colmeias povoadas”, comentou a técnica. O trabalho no apiário tem sido tão oportuno, que Nilson não tem perdido tempo em seguir investindo. “Hoje estou melhor com a apicultura. A atividade dá prazer e bem-estar. Fiz aqui um investimento para criar uma pequena casa do mel, para também pode ajudar vizinhos que precisam extrair o produto e estarmos sempre um incentivando o outro. Parei com a construção da minha casa para investir no mel”, finalizou Nilson. Projeto AgroNordeste O projeto é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com o Sistema CNA/SENAR e a ANATER. Em Minas Gerais, o AgroNordeste é desenvolvido pelo Sistema FAEMG em parceria com os Sindicatos Rurais. * Jornalista   Montes Claros, 27/07/22 Jornalista – Registro: 0017201/MG

Em Salinas, Kalil garante que o Norte de Minas vai voltar a receber investimentos

O pré-candidato ao governo de Minas alegou que a região não aguenta mais quatro anos de abandono; Kalil visitou Mercado Municipal e Expocachaça O pré-candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (PSD), foi recebido com festa na manhã deste sábado (16/07), na cidade de Salinas, no norte de Minas. Ele visitou o Mercado Municipal, o Museu da Cachaça e a Expocachaça e confirmou o compromisso de, junto com o ex-presidente Lula, retomar a atenção com essa região do estado, totalmente abandonada pelo atual governo. “Isso aqui tem que ser olhado, tem que ser cuidado, tem que ter um planejamento para os quatro anos de governo, porque essa região não aguenta mais quatro anos de abandono. O que eu prometo é atenção e a minha proximidade com o presidente Lula, que vai facilitar porque ele tem um carinho muito especial aqui, colocou muita faculdade, curso técnico, estrada, fez muita coisa para esse povo. O que eu prometo é que o povo que me elege é um povo protegido e cuidado”. Ele citou o parcelamento em 96 vezes do recurso devido pelo estado aos municípios como exemplo do abandono da saúde pública pelo atual governo. “Será que a população sabe disso? Esse recurso foi tirado da saúde da população. Mais de R$ 4 bilhões é uma dívida do atual governador e ele acha espetacular pagar em quase dez anos”. Kalil convidou as pessoas do Norte a conhecerem o seu trabalho como prefeito de Belo Horizonte e fazerem uma comparação com a atual administração de Minas Gerais. “Eu tenho um lugar no coração da população de Belo Horizonte, que sabe que eu cuidei, que eu a protegi. E eu quero fazer isso para Minas Gerais, e eu acho que chegou a hora de levar isso tudo. O Lula vai levar para o Brasil todo e nós vamos trabalhar juntos, e levar esse olhar humano para Minas Gerais”. Ao fazer uma comparação entre a sua gestão à frente da prefeitura de Belo e o trabalho desenvolvido pelo atual governado estadual, Kalil afirmou: “Eu não sou um cara que pensa só em mim. Eu não acho que eu tenha que descascar manga, eu acho que nós temos que distribuir manga, eu não tenho que lavar vasilha, eu tenho que pôr o prato na mesa para o pobre ter vasilha pra lavar”. Durante a visita a Salinas, Kalil esteva acompanhando do pré-candidato a vice-governador, deputado estadual André Quintão (PT), e o senador Alexandre da Silveira (PSD), pré-candidato à reeleição.

Mel de abelha – Cresce a expectativa pela florada da aroeira no Norte de Minas

A produção do mel de aroeira tornou-se um dos grandes potenciais dos apicultores no Norte de Minas nos últimos anos, especialmente após a conquista da Indicação Geográfica, comprovando características terapêuticas deste mel e os vários benefícios à saúde, chamando a atenção do mercado mundial. Diversas cidades produtoras iniciam neste mês o preparo para a colheita da nova florada, que já começa a colorir o cenário de mata seca, tornando-o rico para as abelhas. Em média, são produzidas 400 toneladas por ano somente deste tipo de mel na região. No apiário de Geovanni Alves, na região de Bocaiuva, muitos favos já estão com o mel percolado. A expectativa dele é que a produção do mel de aroeira supere o que foi registrado em 2021. “Aqui para o nosso lado o ano passado foi ruim, produzi cerca de 600kg da aroeira. Apesar das chuvas intensas no início deste ano, a expectativa agora é atingir ou passar os 800kg. Hoje, o mel de aroeira representa um produto que está mostrando o Norte de Minas para o mundo, é da nossa região. Tem tido muito mais crescimento para o mercado, um produto com potencial e grande qualidade nutricional”, afirmou Geovanni, que já foi assistido pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Em Januária a expectativa também é de um bom aproveitamento da florada, ainda que neste momento não atinja patamares de anos anteriores. O produto, que até poucos anos atrás não era valorizado comercialmente, tem sido um dos principais sustentos do apiário de José Antônio Guedes Alves, que atua como apicultor desde 2005 e faz parte do ATeG nos últimos dois anos. “A florada ainda não está tão boa, mas, para este ano, a expectativa é chegar em cerca de uma tonelada. Sempre produzi mel de aroeira, mesmo na época que ainda não tinha valorização. Lembro que já houve alguns anos que distribuí de graça o que produzia, pelo preconceito com méis escuros que existia no mercado. Após essas pesquisas, valorizou muito. Hoje, o valor de venda dele é melhor do que o mel claro no meu apiário”, explicou o apicultor, que tem clientes no mercado local e em outros estados. Técnico de campo do ATeG e com grande experiência na cadeia produtiva do mel, Gláucio Gurgel Spínola explica que a aroeira tem uma grande importância para a manutenção da renda e crescimento dos apicultores no Norte de estado. Ele destaca que a planta é extremamente adaptada ao semiárido e tem um diferencial grande: “Ela dá flores e produz néctar exatamente no período de seca. A florada da aroeira quebra um ciclo de vários meses sem chuvas, evita a ocorrência dos chamados ‘apiários sanfonas’, que só atuam nas águas. Se não fosse a florada da aroeira, estes apicultores ficariam sem produção por um período grande. Para 2022 devemos registrar uma produção mais modesta, porém, ainda assim importante e de boa expectativa”, comentou o especialista. Segundo a Associação Pontense dos Apicultores e Meliponicultores (APAM), uma das entidades atuantes para o fomento da apicultura no Norte de Minas, a produção do mel de aroeira é a mais importante para os 120 associados da entidade. A expectativa para essa nova florada é que sejam produzidos um total de 12 a 15 toneladas da variedade. “Todos associados produzem mel de aroeira e alguns fazem migração das abelhas para florada da aroeira, representando uma importante fonte de renda destes apicultores. E a expectativa de que o mel tenha uma melhor valorização aumentou ainda mais com o selo de Indicação Geográfica. Hoje estamos com nossa produção sendo entregue no entreposto do mel para a venda no atacado e também para envase com marca própria, disponibilizada nos comércios da região e também com a venda institucional para a merenda escolar”, explicou a presidente da APAM, Genilza Mendes Ribeiro, que destaca que a produção da associação também já conta com selo de Serviço de Inspeção Federal (SIF). Conhecimento e técnica são importantes Gláucio explica que a planta da aroeira é rica em energia, fazendo com que a abelha não tenha dificuldades com o néctar e reduzindo o trabalho para manusear o mel. “Neste caso a abelha tem rendimento grande e em pouco tempo um alto índice de produção dentro da colmeia. Com pouco trabalho, já está quase pronto para o que é exigido de qualidade deste mel”. Mas, apesar do recurso natural tão valioso, a produção do mel de aroeira requer dos apicultores uma atuação ainda mais técnica, trabalho que tem sido feito ao longo dos últimos anos pela Regional de Montes Claros do Sistema FAEMG, através de cursos, treinamentos e dos diversos grupos de ATeG. “Todo o processo de floração é muito curto aqui no Norte de Minas em relação a outros biomas. Por isso não adianta fortalecer o enxame só próximo da florada. É preciso estimular a rainha, manter uma alimentação artificial e manejo adequado, para entrar na florada com enxame bem forte. Para o produtor que não recebe a assistência técnica e não se preocupa com estes pontos importantes a tendência é a produção cair. Estes são alguns dos diferenciais levados pelo ATeG. Não é só colocar a abelha no mato e ficar coletando mel”, alertou Gláucio Gurgel. Como a aroeira é tipicamente da mata seca, os longos períodos de chuva podem ser prejudiciais. Neste aspecto, os apicultores precisam ficar atentos à quantidade de pólen que as abelhas vão levar para dentro dos enxames. “A aroeira produz muito pólen. Em solos mais secos a aroeira abriu mais. E o produtor precisar ficar atento nessa variação das primeiras que vão florir, que vão levar pólen para dentro do enxame. Em excesso, este pólen pode enfraquecer o enxame, e o apicultor precisar manter sempre certo espaço no enxame para a rainha fazer a postura. São cuidados pontuais para evitar um enxame fraco e a baixa produção”, finalizou Gláucio. Foi exatamente após a chegada de novos conhecimentos no apiário, que José Antônio Guedes viu a produção crescer. Hoje, com 141 caixas produtivas, com destaque ao mel de aroeira, 90% do

Festival Mundial da Cachaça de Salinas terá maior edição de todos os tempos

A 19ª edição do Festival Mundial da Cachaça de Salinas 2022 começa nesta sexta-feira (15) e termina no domingo (17), na Passarela da Alegria, no Centro da capital nacional da cachaça Neste ano, terá um roteiro de visitações dos alambiques. Logo após, um almoço às margens da Barragem de Salinas encerrará a programação. Já o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNM) sediará um ciclo de palestras, programadas para a sexta-feira (15 de julho). O IFNM é um dos principais polos de ensino de tecnologia de produção de cachaça. Também está em planejamento a realização de uma rodada de negócios. Em paralelo à festa e em mais uma comprovação de como o Festival Mundial da Cachaça de Salinas mobiliza o Norte de Minas Gerais, já estão programados um passeio ciclístico e um encontro de motociclistas. E, claro, haverá a programação musical que encerra as noites e só será fechada em maio. Mas o que interessa aos devotos é, obviamente, a degustação nos estandes, com direito àquela boa prosa com os produtores. Por isso, sempre é bom lembrar: chegue na Passarela da Alegria mais cedo para evitar aglomerações.

Febre Amarela -Microrregião de Salinas é a primeira de MG a receber capacitação

A capacitação é fruto de uma ação conjunta entre a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fundação Ezequiel Dias (Funed), Centro de Controle de Zoonoses de Belo Horizonte e o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG). Subordinada à SES, a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros promoverá a 1ª capacitação de referências técnicas de seis municípios – Salinas, Fruta de Leite, Novorizonte, Padre Carvalho, Rubelita e de Santa Cruz de Salinas – que integram a microrregião. A coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes, diz que a descentralização das atividades ocorre em “momento oportuno”, “já que nos últimos anos, tivemos confirmada a ocorrência da doença em primatas não humanos em municípios da região.” Ela explica que a capacitação permite “agilizar os processos de coleta de amostras para análise laboratorial e, consequentemente, a investigação de casos. Isso possibilitará à SES-MG agir com maior rapidez junto com os municípios visando conter a disseminação da doença.” Morte de primatas Entre as atividades previstas estão aulas teóricas e práticas sobre coleta, armazenamento e transporte de vísceras de primatas, além da identificação e capacitação de agentes para a vigilância de epizootias e entomologia para o controle da febre amarela e utilização do Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS-GEO). Dados da SES apontam que dos 20 primatas encontrados mortos com febre amarela nos últimos três anos, 90% erma das seguintes cidades do Norte de MG: 2020: Juramento 2021: Brasília de Minas, Coração de Jesus, Icaraí de Minas, São João da Lagoa e Ubaí 2022: Brasília de Minas e Ubaí Vacinação Estratégia fundamental para evitar a propagação da febre amarela, a importância de aumento da cobertura vacinal também será abordada. Como afirma a coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, MG tem risco de ocorrência de surto da doença, sendo que os dois últimos episódios foram registrados entre os anos de 2016 e 2018, com letalidade que variou de 34,1% a 33,5% em algumas regiões do estado. A vacina contra a febre amarela é disponibilizada pelo SUS e deve ser tomada da seguinte forma: Crianças com nove meses de vida – uma dose Crianças com quatro anos de idade – uma dose de reforço; Pessoas entre 5 a 59 anos de idade, não vacinados ou sem comprovante de vacinação – uma dose Quem recebeu uma dose antes de completar cinco anos deve tomar uma dose de reforço, independentemente da idade Sobre a doença (Informações da SRS de Montes Claros) A febre amarela é uma doença febril aguda, de evolução rápida e de gravidade variável. Possui elevada letalidade nas suas formas mais graves. É transmitida por mosquitos e pernilongos infectados e não há transmissão de uma pessoa para outra. É uma doença de notificação compulsória imediata, ou seja, todo caso suspeito (tanto morte de macacos, quanto casos humanos com sintomas compatíveis) deve ser prontamente comunicado pelos gestores de saúde dos municípios em até 24 horas após a suspeita inicial. Em seguida, os serviços estaduais de saúde devem notificar ao Ministério da Saúde os eventos de febre amarela suspeitos. No ciclo silvestre os macacos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus. Já no ciclo urbano o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão da febre amarela ocorre a partir de vetores infectados, entre eles o mosquito Aedes aegypti, também transmissor da dengue, chikungunya e do zika vírus.

Brasileiros vão menos à igreja e doações caem, segundo pesquisa Datafolha

As igrejas perderam membros e contribuições nos últimos anos, segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (29). O hábito de frequentar igrejas mais de uma vez por semana ainda é alto entre os evangélicos, mas essa fatia caiu de 65% para 53% nos últimos seis anos, se comparadas pesquisas Datafolha feitas em 2016 e 2022.​ Todas as religiões tiveram uma contração, entre os fiéis que costumavam ir semanalmente a pelo menos dois cultos. Dos entrevistados que declaram alguma fé, 29% têm uma rotina de devoção intensa. Em 2016, eram 34%. Os evangélicos são mais generosos do que católicos nas contribuições financeiras para suas igrejas: 42% afirmam contribuir sempre, enquanto 34% do outro lado cristão doam regularmente. Os seguidores do Vaticano mantiveram a mesma taxa de doação. Houve uma queda de 14 pontos percentuais entre 58% dos crentes que relataram repassar dízimos e ofertas em 2016. O Datafolha realizou entre os dias 22 e 23 de junho entrevistas com 2.556 pessoas em 181 cidades, com questionamentos sobre a experiência religiosa no Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais

Apicultura cria nova fonte de renda para produtores em São João da Ponte

O técnico de campo, Alex Sandro, no primeiro plano da imagem, ao lado da supervisora de ATeG Abigair Duarte e a apicultora Maria Neuza (Foto: Ricardo Guimarães) A apicultura no Norte de Minas, cada vez mais, tem se tornado ponto de destaque no papel social e econômico, transformando a vida de pequenos produtores rurais através da geração de novas fontes de renda. Em São João da Ponte, Maria Neuza Muniz de Aguiar, a Nega, não esconde a satisfação em ver que o trabalho desenvolvido na sua propriedade, com a assistência técnica e gerencial do Programa AgroNordeste, do Sistema FAEMG, tem dado resultados e oferecido novas oportunidades para toda a família. “Nunca imaginei que pudesse colher mel. Conhecia sobre mel por causa dos familiares, como meu pai que atuava como meleiro, mas eu nunca tinha tido contato. A primeira colheita foi pouca, mas foi uma vitória. Fiquei satisfeita. Hoje me sinto mais motivada para seguir tentando crescer e também incentivando outros vizinhos para começarem a atuar na área”, destacou Maria Neuza. E a apicultora fala com orgulho da conquista pessoal exatamente porque foi através da produção de mel que ela interrompeu um ciclo de trabalho exaustivo na colheita de café. Por quase 28 anos, Nega deixava a sua pequena propriedade, junto ao marido, com destino à região do Triângulo Mineiro. Todos os anos ela fazia o percurso e ficava até cinco meses longe da casa e dos filhos. “A gente ia para a colheita de café, normalmente em Patrocínio. Todos os anos um longo período fora de casa. Deixa os quatro filhos com amigos ou com minha irmã. O valor recebido na colheita não valia tanto assim, mas era necessário. O pouco que a gente plantava na propriedade, quando voltava da colheita do café já estava tudo acabado. A atividade por aqui era só roça e cana. Agora, faz dois anos que não vou mais nas colheitas. Meu marido ainda mantém, mas o projeto é ele também deixar de ir, para atuarmos juntos com a apicultura”, explicou a produtora rural. Muitos motivos para sonhar   A história de Nega, que vive na pequena Comunidade João Moreira, reflete uma realidade local bem comum. Muitos amigos, vizinhos e familiares da apicultora fazem o mesmo trajeto até as plantações de café, geração após geração. A história da irmã de Nega, por exemplo, já foi apresentada por aqui. Cleuza de Jesus Antunes também atuou durante muitos anos com o café e hoje é uma das que se destaca na apicultura na região de São João da Ponte, passando do consumo próprio à venda do produto para várias cidades. E este crescimento através do mel não tem sido diferente com Nega, que hoje já entrega com regularidade sua produção para a Associação Pontense de Apicultores e Meliponicultores (APAM) e para a merenda escolar. “A chegada da assistência técnica foi maravilhosa demais. Eu já tinha feito alguns cursos do Senar, mas não de apicultora. Certo dia, através de um projeto social, recebemos o curso e eu gostei demais da área. Nem tenho como descrever a sensação que é poder ficar na minha propriedade, investir aqui e poder ficar ao lado dos meus filhos”, comentou a apicultora. Aos 50 anos, Nega, que está bem próxima de completar os dois anos de ATeG, tem dado todos os sinais que o crescimento da produção seguirá em ritmo alto. Hoje ela tem 16 colmeias produtivas, tendo produzido no último ano de assistência técnica cerca de 650 kg de mel. “A Maria Neuza começou no ATeG com apenas uma colmeia produtiva. Ela sempre se destacou pela dedicação na atividade, colocando em prática todas as orientações técnicas e gerenciais que foram passadas. Ao longo deste processo, ajudamos a apicultora na captura de enxames, manejo de troca de cera, alimentação e troca de rainha, que já tem ajudado no desenvolvimento do apiário e resultado na produção”, explicou o técnico de campo Alex Sandro Santa Rosa. A atividade, que já mantém Nega na sua propriedade, também já faz parte da vida de dois dos filhos, que investem tempo em cursos de apicultora e contribuem no trabalho da mãe. Para seguir crescendo, a apicultora sabe bem a receita: não parar de acreditar e trabalhar. “Meu sonho é de viver somente da renda do apiário, trazer os filhos para trabalharem junto e ser uma forma de trabalho que não precise mais que meu esposo faça as viagens para os cafezais. Para isso sigo todas as orientações e faço o dever de casa, com as indicações do técnico e assistindo aulas que ele indica sobre apicultura no celular. Meu próximo passo é poder colocar rótulos com o nome do apiário para o envaze do produto”, finalizou Maria Neuza. Projeto AgroNordeste O projeto é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com o Sistema CNA/SENAR e a ANATER. Em Minas Gerais, o AgroNordeste é desenvolvido pelo Sistema FAEMG em parceria com os Sindicatos Rurais.