Copa América: variante inédita do coronavírus é identificada no Brasil

Temor de especialistas para realização do torneio se confirma – Competição aumentou a circulação de pessoas por estados brasileiros Ao menos uma nova variante do coronavírus que não circulava no Brasil foi introduzida no país por causa da Copa América. Amostras colhidas do Mato Grosso com duas pessoas diferentes, que estavam com a doença, foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, que identificou a variante de interesse B 1.216, até então inédita em território brasileiro. Os testes positivos foram de um colombiano e um equatoriano. Colômbia e Equador se enfrentaram na Arena Pantanal, em Cuiabá, na abertura do torneio, em 13 de junho. No último balanço divulgado pela Conmebol, em 24 de junho, 166 pessoas relacionadas à Copa América estavam com o vírus. Os estados mandaram para o instituto fazer a sequência de amostras vindas dos jogadores, comissão e delegações dos países. A possibilidade que jogadores estrangeiros que viessem ao Brasil pudessem trazer novas variantes do coronavírus foi um dos motivos para especialistas e autoridades criticarem a realização do torneio no país. Alguns estados, como São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul chegaram a vetar a realização de partidas em seus Estados. A variante encontrada nos testes é originária da Colômbia, mas já chegou no Caribe, nos Estados Unidos e em algumas localidades da Europa. Variantes de interesse, como a B 1.216, são aquelas mutações que precisam ser acompanhadas mas que, até o momento, não trouxeram indicação de desenvolverem formas mais letais ou contagiosas da doença. Há ainda as variantes de preocupação, como a Delta, que têm essas características. Desde que o governo federal e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciaram a realização da Copa América no Brasil, o Ministério da Saúde solicitou auxílio do Adolfo Lutz para a realização do mapeamento genômico dos testes de Covid-19 realizados no pessoal envolvido na competição. É o mapeamento que permite a identificação de novas variáveis. Após confirmar a identificação da nova variável, o Adolfo Lutz enviou alertas para o Estado do Mato Grosso, território onde o material foi coletado, e ao Ministério das Saúde. Durante os jogos, além do Mato Grosso, a seleção da Colômbia teve partidas contra Venezuela, Peru, Brasil, Argentina e Uruguai em Goiás, no Rio e no Distrito Federal. Já o Equador só saiu do Mato Grosso para enfrentar o Brasil, no Rio. O país também jogou contra Venezuela, Peru e Argentina. Só em São Paulo, Estado onde fica o Adolfo Lutz, já foram identificadas 21 variantes diferentes do coronavírus, segundo balanço do Instituto Butantan do último dia 26. A variante Gama, originária de Manaus, é a mais comum em circulação. A variante B 1.216, por de interesse, ainda não tem outro nome. A reportagem não conseguiu contato com o governo do Mato Grosso neste domingo para saber quais medidas haviam sido adotadas para monitorar pessoas que eventualmente tiveram contato com os contaminados. O Ministério da Saúde foi procurado, mas não se manifestou sobre o caso. Agência Estado

“Se querem resolver problemas de Cuba, acabem com o bloqueio”, diz presidente cubano

Miguel Díaz-Canel reagiu à repercussão dos atos ocorridos na ilha que foram propagados pela mídia liberal e denunciou as dificuldades pelo aumento do bloqueio. “Ditadura que criou vacina porque sabíamos que ninguém nos venderia. Que Ditadura estranha”. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermudez, foi às ruas e fez um pronunciamento na TV neste domingo (11) após atos de grupos, que ele classificou como “contra-revolucionários”, ganharem destaque na mídia liberal. “Se queres fazer um gesto com Cuba, se queres realmente preocupar-te com o povo, se queres resolver os problemas de Cuba: acabem com o bloqueio e vejamos como jogamos. Porque não o faz? Por que não têm coragem de abrir o bloqueio? Que fundamento legal e moral sustenta que um governo estrangeiro possa aplicar essa política a um país pequeno e em meio a situações tão adversas? Isso não é genocídio?”, disse o presidente cubano, mirando os EUA. Díaz-Canel afirma que a situação de Cuba piorou desde 2019 por causa do aumento do embargo decretado à época pelo então presidente dos EUA, Donald Trump, que inclui “a perseguição financeira e energética, com o objetivo de sufocar a economia do nosso país”. “E nos últimos dias desse governo se decidiu incluir Cuba na lista dos países patrocinadores do terrorismo. Uma lista totalmente espúria, uma lista ilegítima e unilateral, que os Estados Unidos assumem a graça de acreditar que são a potência que domina o mundo, que são os imperadores deste mundo”, disse o presidente em seu discurso. O mandatário cubano, que sucedeu Raul Castro na Presidência, ressaltou ainda que foi elaborado um plano para desacreditar as brigadas médicas cubanas, que servem como forma de angariar recursos para a ilha, o que aprofundou a escassez, uma das bandeiras dos manifestantes. “Teve limitação de combustível, limitação de peças de reposição, e tudo isso gerou insatisfações, aumentou os problemas acumulados, que não conseguimos resolver. E tudo mais a isso se juntou uma feroz campanha midiática de descrédito como parte da chamada guerra não convencional, que tenta, por um lado, romper a unidade entre o Partido, o Governo, o Estado e o povo, que tenta colocar o Governo como insuficiente, incapaz de proporcionar bem-estar ao povo cubano e que pretende elevar o governo dos EUA”, afirmou. Ditadura Diaz-Canel ainda se pronunciou sobre o destaque dado pela mídia, de que os manifestantes se levantaram com a “ditadura” cubana. “Uma ditadura que se preocupa em dar Saúde a toda a sua população, que busca o bem-estar de todos, que em meio a essa situação é capaz de realizar políticas públicas, que quer ser vacinado com uma vacina cubana, porque sabíamos que ninguém nos venderia, porque não tínhamos dinheiro para comprá-la. Que ditadura estranha”, ironizou. “Acredito que a vida, a história, os factos mostram o que está por trás de tudo isto, que é sufocar-nos e acabar com a Revolução, e para isso procuram desencorajar o nosso povo, confundir o nosso povo. E quando as pessoas estão em condições severas, acontecem eventos como os que vivemos em San Antonio de los Baños”, disse sobre o local onde foram feitas fotos das manifestações que ganharam a mídia mundial “Quem formou esse grupo? Foi formado por pessoas da aldeia, que têm necessidades, que estão vivenciando parte dessas deficiências; Era formado por revolucionários confusos ou que não têm todos os argumentos, ou que também estão expressando essas insatisfações, mas o fizeram de forma diferente, porque buscavam argumentos, explicações”, afirmou. Assista aqui o pronunciamento do presidente cubano  

PSB denuncia ao Ministério Público empresários acusados de furar fila da vacina

O líder do PSB na Câmara, deputado Danilo Cabral (PSB-PE), apresentou na tarde desta quinta-feira (25), notícia crime ao Ministério Público (MP) contra um grupo de empresários que importou vacinas contra a COVID-19, de fabricação da empresa Pfizer, para imunização de políticos e empresários, bem como seus familiares. O fato ocorreu na cidade de Belo Horizonte. “Caso sejam os fatos comprovados, trata-se de grave e odiosa infração de medida sanitária, prevista no Código Penal”, afirma o líder do PSB. A ação também foi assinada por outros parlamentares da sigla: Lídice da Mata (BA), Denis Bezerra (CE), Ricardo Silva (SP), Camilo Capiberibe (AP), Milton Coelho (PE) e Tadeu Alencar (PE). Igor Versiani “Após informação veiculada na imprensa de que empresários do transporte de Minas Gerais haviam importado vacina da Pfizer para uso de um grupo seleto, fizemos articulação junto aos parlamentares do PSB na Câmara dos Deputados, e imediatamente, a bancada apresentou notícia crime ao MPMG para providências imediatas”, informou o suplente de deputado estadual do PSB mineiro, Igor Versiani. Segundo a reportagem da Piauí, a compra dos imunizantes da Pfizer foi organizada pelos irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da viação Saritur. A aplicação das primeiras doses teria acontecido em uma garagem da empresa do grupo, e o ex-senador Clésio Andrade, que já foi presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), também teria furado a fila da vacina. De acordo com a publicação, as doses foram adquiridas por R$ 600 para cada pessoa. Recentemente, o Congresso Nacional aprovou projeto de lei que autoriza a compra de vacinas contra a covid-19 pela iniciativa privada. No entanto, a lei é clara ao determinar que todas as doses adquiridas devem ser doadas ao SUS (Sistema Único de Saúde) até que os grupos de risco tenham sido totalmente imunizados no país. Aproximadamente 77 milhões de brasileiros fazem parte desses grupos, e até a última quarta (24), o Brasil só tinha vacinado 13,3 milhões de pessoas. A lei 14.125/21 autoriza que o setor privado doe somente 50% dos lotes adquiridos ao SUS, mas apenas quando a imunização prioritária estiver concluída no país, o que não é o caso. Além disso, a legislação determina que toda importação das doses de vacinas seja informada ao Ministério da Saúde detalhadamente, incluindo os contratos de compra e doação. De acordo com a nota da pasta enviada à Piauí, as doses contratadas da Pfizer/BionTech sequer chegaram ao Brasil. A Pfizer também negou que tenha realizado a venda ou distribuição de sua vacina fora do âmbito do Programa Nacional de Imunização. Na notícia crime apresentada pelo PSB, o líder do partido também reforçou que a legislação prevê que as vacinas sejam aplicadas em estabelecimentos ou serviços de saúde que possuem sala própria para a aplicação. “No entanto, a vacinação do grupo de empresários e políticos deu-se em uma garagem”, afirmou, com base nos relatos da revista. O parlamentar solicitou que o procedimento criminal fosse instaurado para apurar amplamente “os fatos narrados e adotar as providências legais pertinentes”. Veja aqui a íntegra da representação do PSB

Montes Claros também quer saber “Por que Michelle Bolsonaro recebeu R$ 89 mil de Queiroz?”

 Outdoor em Montes Claros repete a pergunta que ecoa em todo o país e suscitou outro destempero do presidente Bolsonaro, que, em mais um ato de agressão à imprensa, ameaçou dar uma porrada em um jornalista do jornal O Globo. O profissional o questionou sobre depósitos de Fabrício Queiroz nas contas da sua mulher Michelle. “A vontade que eu tenho é de encher sua boca de porrada”, foi a reação com o DNA bolsonarista da violência. Não demorou para o episódio viralizar em todas as plataformas digitais e se espalhar por todo o Brasil, provocando manifestações de indignação e solidariedade ao jornalista. Em Montes Claros, a pergunta que ensejou o ataque de Bolsonaro foi estampada num painel luminoso instalado nas proximidades de um Shopping Center da cidade. “Presidente, por que Michele Bolsonaro recebeu 89 mil de Fabrício Queiroz? #PORRADANÃONOSCALA”, grita a placa.

Trabalhadores dos Correios decretam greve em todo o país por tempo indeterminado

 Paralisação luta contra a privatização da estatal e a “negligência com a saúde dos trabalhadores” na pandemia A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT) anunciou que funcionários da estatal entraram em greve em todo o país nesta segunda-feira (17). Segundo a entidade, não há prazo para o fim da paralisação. De acordo com a federação, a paralisação luta contra a privatização da estatal e a “negligência com a saúde dos trabalhadores” na pandemia. Trabalhadores também pedem que direitos sejam garantidos. De acordo com reportagem do G1, a entidade afirma que, em agosto, trabalhadores foram surpreendidos com a revogação do atual Acordo Coletivo, que estaria em vigência até 2021. “Foram retiradas 70 cláusulas com direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras”, diz comunicado da Federação. Confira a nota completa: Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados. Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que a possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa. No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional. Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia. A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida. Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.

Hospitais de Montes Claros suspendem cirurgias por falta de anestésicos

 Os seis hospitais conveniados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) anunciaram que estão realizando somente procedimentos em ‘casos emergenciais’ Por Luiz Ribeiro – Estado de Minas Diretoria da Santa Casa de Montes Claros também assinou comunicado à população(foto: Santa Casa Os seis hospitais conveniados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de Montes Claros, no Norte de Minas, anunciaram que suspenderam as cirurgias eletivas e estão realizando somente procedimentos em “casos emergenciais”. Eles alegam que a medida foi adotada devido à falta de anestésicos e relaxantes musculares e que o problema foi ocasionado em função da pandemia do coronavírus (COVID-19). As unidades de saúde divulgaram comunicado à população alegando que, em função da escassez de matéria-prima no mercado, devido ao aumento da demanda ocasionada pela COVID-19, seus estoques de anestésicos e relaxantes musculares estão “no limite”. Por isso, estão com dificuldades para realizar cirurgias eletivas. Os hospitais informam ainda que foram “forçados a adotar um plano de contingência”, e, “como medida de segurança, os estoques ainda existentes estão reservados para o atendimento apenas de casos emergenciais”. O comunicado foi assinado pelas diretorias dos hospitais Aroldo Tourinho, Universitário Clemente de Faria (HUCF/vinculado à Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes); Dilson Godinho, Hospital das Clínicas Mário Ribeiro (vinculado á Sociedade Educativa do Brasil/Soebrás, Pronto-Socorro e Santa Casa de Caridade de Montes Claros. As unidades hospitalares alegam que a falta de anestésicos e relaxantes musculares – fundamentais no tratamento médico de pacientes em diferentes condições – é uma situação que ocorre “em todo território nacional”. O comunicado diz que a questão também pode comprometer o atendimento dos casos graves da COVID-19. “Enfatizamos que, além do desafio de ampliar o número de leitos de Unidade Terapia Intensiva (UTI) e respiradores, agora enfrentamos a falta desses medicamentos usados na entubação de pacientes graves com coronavírus. Sem esses remédios, a ventilação mecânica não pode ser feita de forma adequada e o paciente corre risco maior de morte”, diz o texto. UPA inaugurada como hospital de campanha em Montes Claros vai atender casos de baixa complexidade de COVID-19 (foto: Prefeitura de Montes Claros/Divulgação) Diante do alerta, os hospitais fazem um apelo à comunidade: “Em razão do exposto, solicitamos a população de Montes Claros que fique em casa, saindo tão somente quando necessário”. Anunciam ainda que os procedimentos “não urgentes’ serão retomados tão logo a situação venha ser reguralizada. Neste sábado, representantes do Ministério Publico Estadual de Minas Gerais (MPMG) e do Ministério Público Federal (MPF) também divulgaram um “comunicado ao público”, no qual abordam o problema da falta de estoques de medicamentos enfrentado pelos hospitais do SUS na cidade e reiteram o pedido para que “a população fique em casa, como forma de prevenção de acidentes e redução da contaminação por COVID-19”. “O Ministério Público brasileiro acompanha a situação em âmbito local, regional e nacional. Não obstante, informa que ainda não há previsão concreta de normalização dos estoques de medicamentos no curto prazo”, diz a nota. O comunicado é assinado pelos promotores Leandro Pereira Barboza, coordenador d Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde da Macro Região Norte de Minas (CRDS) e Wellerson Guedes Cavalcante e pelo procurador Marcelo Malheiros Cerqueira, do MPF. Ouvido pelo Estado de Minas neste sábado, o prefeito de Montes Claros, Humberto Souto (Cidadania) disse que a Prefeitura encaminhou uma notificação aos hospitais, enfatizando a responsabilidade das unidades hospitalares credenciadas pelo SUS na aquisição dos medicamentos e insumos para a garantia do atendimento à população. Situação da COVID-19 no município De acordo com boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros, neste sábado, a cidade conta 242 casos confirmados da COVID-19 quatro mortes provocadas pela doença. 150 pacientes contaminados se curaram. Os hospitais locais tem 33 pessoas internadas com coronavirus, dos quais 18 de Montes Claros e 15 de outros municípios do Norte de Minas. Neste sábado, a prefeitura inaugurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Chiquinho Guimarães, que, durante a pandemia, vai servir como hospital de campanha, dispondo de 60 leitos. A UPA vai atender casos de baixa complexidade, visando abrir vagas nos outros hospitais do município para casos mais complexos e pacientes graves da COVID-19.

OMISSÃO – Moro não fez nada para investigar o assassinato do Adriano da Nóbrega, diz advogada

 – Sérgio Moro deixa o Ministério da Justiça falando abertamente sobre supostas ações irregulares por parte de Jair Bolsonaro e também deve explicações à sociedade se já sabia dos atos do capitão reformado. – As conclusões são da advogada Izadora Gama Brito, executiva da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Sergipe. Em entrevista ao Brasil de Fato, ela ressalta que deixar o governo em um momento de enfraquecimento e isolamento do presidente é uma estratégia política e deve ser levada em consideração nas avaliações da postura do ex-juiz. “Abandonar o barco no momento em que Bolsonaro está absolutamente desgastado politicamente, sem aliados, é uma estratégia política. Isso não quer dizer que Moro não foi conivente e até omisso. O Moro não fez absolutamente nada para investigar o assassinato do Adriano Nóbrega, acusado de envolvimento com a milícia. Ele não fez absolutamente nada para investigar a máquina das fake news. Uma série de coisas que ele foi conivente e foi confortável estar no governo até agora, mas que neste momento ele opta por sair do governo, jogando tudo isso no ventilador”, afirma Brito. Documentos revelados pelo site The Intercept Brasil neste sábado (25), trazem novos elementos sobre a ligação entre o senador Flávio Bolsonaro e a milícia do Rio de Janeiro chefiada por Adriano da Nóbrega. Segundo as informações de documentos sigilosos e dados levantados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro financiou e lucrou com a construção ilegal de prédios erguidos pela milícia usando dinheiro público. O andamento das investigações que fecham o cerco contra o filho de Jair Bolsonaro é um dos motivos para que o presidente tenha pressionado o ex-ministro Sergio Moro pela troca do comando da Polícia Federal no Rio, que também investiga o caso, e em Brasília. Em troca de mensagens reveladas por Moro ao Jornal Nacional nesta sexta-feira (24), Bolsonaro pede a saída do diretor da Polícia Federal em razão da investigação aberta pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, sobre atos em favor do AI-5 e do fechamento de instituições republicanas que tiveram a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no domingo (19). Na última terça-feira (21), Moraes autorizou a abertura de um inquérito para investigar possível violação da Lei de Segurança Nacional, atendendo a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. “O ministro, uma das principais figuras do governo, colocar isso em rede nacional abertamente, fazendo essa denúncia de tentativa de obstrução da Justiça. Muitas coisas estão em jogo aí. O que exatamente o Bolsonaro quer ocultar? O que exatamente o presidente da República quer interferir nas ações do STF? A gente quebrou princípios básicos da tripartição dos poderes.A denúncia é muito grave e precisa urgentemente ser investigada. Até porque, hoje tramitam duas investigações muito importantes, que são a das fake news e a dos atos absolutamente antidemocráticos que aconteceram” afirma a advogada. Confira a entrevista completa Brasil de Fato: No pronunciamento em que anunciou a saída, Sérgio Moro afirmou que Bolsonaro tentou interferir no trabalho da Polícia Federal para ter acesso a investigações sigilosas. Disse também que não assinou o ato de exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, publicado no Diário Oficial com assinatura eletrônica dele, o que foi interpretado por muitos analistas como uma acusação de fraude e falsidade ideológica. É possível que Bolsonaro seja questionado criminalmente por esses atos? Izadora Gama Brito: Sim, as denúncias foram muito graves. O Moro deixa o governo denunciando abertamente condutas criminosas do presidente da República. Ele fala taxativamente da tentativa de obstrução da justiça. Ele chega a afirmar que Bolsonaro tinha dito que tem interesse em controlar inquéritos e ações judiciais que tramitam na Suprema Corte Federal. Então isso é algo muito grave e que precisa urgentemente ser investigado. Não é qualquer coisa o ministro, uma das principais figuras do governo, colocar isso em rede nacional abertamente, fazendo essa denúncia de tentativa de obstrução da Justiça. Muitas coisas estão em jogo aí. O que exatamente o Bolsonaro quer ocultar? O que exatamente o presidente da República quer interferir nas ações do STF? A gente quebrou princípios básicos da tripartição dos poderes. A denúncia é muito grave e precisa urgentemente ser investigada. Até porque, hoje tramitam duas investigações muito importantes, que são a das fake news e a dos atos absolutamente antidemocráticos que aconteceram. Me parece que a fala do Moro gira em torno disso, porque por trás dessas manifestações de caráter antidemocrático certamente têm pessoas que estão financiando esses atos e que estão organizando essas convocações e isso está sendo investigado neste momento. Brasil de Fato: O ex-ministro e ex-juiz Sérgio Moro é a principal figura da Operação Lava Jato, teve participação ativa no vazamento de informações das investigações, inclusive de gravações que foram tiradas do contexto e que acusavam o ex-presidente Lula e a ex-presidenta Dilma Rousseff. Há avalições que apontam que ele beneficiou Bolsonaro e a família para encobrir crimes. Ele também não deveria ser responsabilizado por essas ações? Que tipo de estratégia estaria por trás dessa saída do cargo? Izadora Gama Brito: Exatamente. Na verdade, a ABJD já vem denunciando as atitudes ilegais do governo Bolsonaro há bastante tempo. Tem a questão da suspeita de envolvimento com a milícia, tem a questão do Queiroz, tem a questão do gabinete do ódio, das fake news. Tudo isso faz parte de um projeto de poder e uma forma de governar, que o Moro, não só foi conivente – e a gente vem denunciando isso há muito tempo – ele não só esteve confortável no governo nesses quase dois anos, fez parte de todas essas decisões, como ele é, sem dúvida, o principal responsável por colocar Jair Bolsonaro na presidência. A gente fez uma campanha durante muito tempo exatamente para deixar claro a atuação parcial do Moro na Lava Jato. A gente não pode esquecer que foram o Moro e a Lava Jato que colocaram o Jair Bolsonaro na presidência. Sair estrategicamente nesse momento não passa, de

Montes Claros amplia quantidade de estabelecimentos que podem trabalhar por “delivery”

Os Decretos Municipais nº 4.007 e 4.009, assinados pelo prefeito Humberto Souto, haviam determinado que apenas determinados tipos de estabelecimentos comerciais considerados essenciais poderiam ficar abertos em Montes Claros, em virtude da pandemia do coronavírus. Agora, com o Decreto Municipal nº 4.012, assinado pelo prefeito no dia 27 e publicado neste sábado, 28, – e que já está em validade – os estabelecimentos que haviam sido proibidos de funcionar podem voltar às suas atividades – com as portas fechadas – desde que recebendo os pedidos apenas por telefone ou internet e realizando a entrega no domicilio do consumidor. Os comércios também deverão diminuir as possibilidades de contágio da CORVID-19, bem como determinar restrição de contato físico pessoal entre os trabalhadores, de forma a impedir ou tornar menos constante. O decreto ainda determina que os estabelecimentos estabeleçam horários ou setores exclusivos para atendimento ao grupo de clientes que, por meio de documento, ou autodeclaração, demonstrem possuir idade igual ou superior a sessenta anos; ser portador de doença crônica como diabetes, hipertensão, cardiopatias, doenças respiratórias, pacientes oncológicos e imunossuprimidos; e gestantes ou lactantes. Bares, restaurantes e similares passam a funcionar, além do serviço de entrega, já autorizado pelo §4º, do artigo 1º, do Decreto Municipal nº 4007, de 20 de março de 2020, com venda por comunicação remota (por telefone ou internet) também mediante retirada pelo consumidor no estabelecimento. Para a retirada do produto no estabelecimento, deverão ser atendidas as seguintes medidas: os produtos não poderão ser consumidos no local de retirada; as ações de limpeza deverão ser intensificadas; disponibilização de produtos antissépticos aos clientes; divulgação de informações acerca do COVID19 e das medidas de prevenção e enfrentamento; adoção de medidas para evitar a aglomeração e filas de espera, sempre guardando a distância mínima de dois metros. A prática esportiva individual nas vias públicas do município volta a ser permitida, a não ser para idosos e portadores de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, por exemplo. Já a circulação de idosos fica permitida apenas para aquisição de alimentos e gêneros de primeira necessidade e serviços médicos. Via Ascom/Prefeitura de Montes Claros

Coronavírus: saiba o que é, como tratar e se prevenir

– Os principais são sintomas conhecidos até o momento são febre e tosse –  Depois de casos de coronavírus confirmados no Brasil, uma série de notícias falsas sobre supostas epidemias e promessas de cura estão sendo divulgadas na internet. Por isso, reunimos algumas perguntas comuns e suas respostas, para esclarecimento. As questões estão divididas nos seguintes tópicos: Definição e sintomas do coronavírus e do COVID-19 Transmissão do coronavírus Exames e diagnóstico do coronavírus Tratamento para COVID-19 Prevenção Definição e sintomas do coronavírus e COVID-19 1. O que é o coronavírus? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), coronavírus é uma família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, esses vírus provocam infecções respiratórias que podem ser desde um resfriado comum até doenças mais severas como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O novo coronavírus causa a doença chamada COVID-19. 2. O que é COVID-19? COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo mais recente coronavírus descoberto. O vírus e a doença eram desconhecidos antes do surto iniciado em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. 3. Quais são os sintomas da COVID-19? Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Houve alguns relatos de sintomas gastrointestinais (náusea, vômito e diarreia) antes da ocorrência de sintomas respiratórios, mas esse é principalmente um vírus respiratório. Alguns pacientes podem também apresentar dores, congestão nasal, coriza e dor de garganta. Os sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. A maioria das pessoas que fica doente se recupera do COVID-19. O tempo de recuperação varia e, para pessoas que não estão gravemente doentes, pode ser semelhante ao período de duração de uma gripe comum. Pessoas que desenvolvem pneumonia podem levar mais tempo para se recuperar (dias a semanas). Pessoas com febre (maior que 37,8ºC), tosse e dificuldade para respirar e que tiverem viajado ou tido contato com pessoas vindas de países com transmissão local devem procurar atendimento médico. 4. Quão grave é a COVID-19? Algumas pessoas infectadas pelo vírus podem não apresentar sintomas ou apresentar sintomas discretos. A maioria das pessoas infectadas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de uma em cada seis pessoas com COVID-19 pode desenvolver a doença em sua forma mais grave. Pessoas idosas e/ou com comorbidades, ou seja, outras doenças associadas como por exemplo: pressão alta, problemas cardíacos, diabetes e pessoas em tratamento para câncer, têm maior probabilidade de desenvolver doença respiratória grave. Transmissão do coronavírus 5. Como a COVID-19 é transmitida? O coronavírus, que provoca a COVID 19, pode ser transmitido de uma pessoa para outra. A transmissão pode ocorrer através de gotículas de saliva ou muco, expelidos pela boca ou narinas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. A transmissão também pode ocorrer através de partículas virais transferidas ao apertar as mãos ou compartilhar um objeto, como por exemplo beber no mesmo copo que um portador do vírus. Na maioria das vezes, é evidente se uma pessoa está doente, mas já houve relatos de portadores do vírus ainda sem sintomas aparentes e que já podiam transmitir a doença. Segundo a OMS deve-se manter uma distância de pelo menos 1 metro da pessoa com sintomas evidentes. Quarentenas e restrições de viagens atualmente em vigor em muitos países também se destinam a ajudar a quebrar a cadeia de transmissão. As autoridades de saúde pública podem recomendar outras abordagens para pessoas expostas ao vírus, incluindo isolamento em casa e monitoramento de sintomas por um período de tempo (geralmente 14 dias), dependendo do nível de risco de exposição. Novas pesquisas sobre as formas de transmissão ainda estão sendo realizadas e a OMS continuará compartilhando as descobertas atualizadas. 6. Pessoas sem sintomas podem transmitir o coronavírus? O risco de ser contaminado por uma pessoa sem sintomas é baixo. No entanto, muitas pessoas sentem apenas sintomas leves, especialmente nos estágios iniciais. Por isso, é possível pegar COVID-19 de alguém que teve apenas uma tosse leve sem se sentir doente, por exemplo. 7. Produtos vindos da China podem conter o vírus? Não. O Ministério da Saúde afirma que não há nenhuma evidência que produtos enviados da China para o Brasil tragam o novo coronavírus. Não há razão para suspeitar que os pacotes da China abrigam COVID-19. Lembre-se, este é um vírus respiratório semelhante ao da gripe. Não paramos de receber pacotes da China durante a temporada de gripe. Devemos seguir a mesma lógica para esse novo patógeno. Entretanto, é possível que o vírus possa estar viável em superfícies frequentemente tocadas, como uma maçaneta de porta por exemplo, embora informações precoces sugiram que partículas virais provavelmente sobreviverão por apenas algumas horas, de acordo com a OMS. Assim, as medidas preventivas pessoais, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com um desinfetante à base de álcool e limpar as superfícies frequentemente tocadas com desinfetantes ou um spray de limpeza doméstico, são altamente recomendáveis. 8. Humanos podem ser contaminados por coronavírus por fonte animal? Coronavírus é uma família de vírus comuns em animais. Ocasionalmente, pessoas são infectadas com esses vírus e podem transmitir para outras pessoas. O vírus SARS-CoV, por exemplo, foi associado a civetas (uma espécie de gato selvagem) e o MERS-CoV a dromedários. Possíveis fontes animais de COVID-19 ainda não foram confirmadas. Para se proteger, evite contato direto com animais selvagens e com superfícies em contato com eles e mantenha boas práticas de segurança alimentar ao manusear carnes cruas. Não há evidências de que animais domésticos, como gatos ou cães, tenham sido infectados ou possam transmitir o vírus que causa a COVID-19. 9. Posso pegar o coronavírus comendo alimentos preparados por outras pessoas? Estudos sobre a transmissão do COVID-19 ainda estão sendo feitos. Não está claro se isso é possível, mas, nesse caso, seria mais provável que fosse a exceção do que a regra. Dito isto, COVID-19 e outros coronavírus foram detectados nas fezes de certos pacientes, portanto, atualmente não podemos descartar a possibilidade de transmissão ocasional de manipuladores de

Rede vai ao STF contra MP de Bolsonaro que extinguiu seguro DPVAT –

 A Rede Sustentabilidade apresentou nesta quarta-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal uma ação direta de inconstitucionalidade contra a medida provisória do governo de Jair Bolsonaro que extinguiu o seguro DPVAT. Segundo a legenda, estão presentes no seguro obrigatório do DPVAT elementos do contrato de seguro privado: garantia do pagamento da indenização, interesse legítimo de obter indenização por danos pessoais, risco de acidente de trânsito, prêmio pago anualmente pelos proprietários de veículos automotores. “Além disso, o seguro DPVAT é relevante instrumento de proteção social de cerca de 210 milhões de brasileiros, pois oferece cobertura por responsabilidade civil para todas vítimas de acidentes de trânsito em território nacional: motoristas, passageiros e pedestres”, defendeu o partido. Quanto às fraudes, o partido alegou que o Poder Executivo limita-se a apontar uma operação deflagrada pela Polícia Federal como motivação para extinção do seguro — sem declinar números específicos do suposto prejuízo. “Em verdade, a exposição de motivos da Medida Provisória 904 dispõe que o consórcio do DPVAT é superavitário em 4,75 bilhões de reais, de modo que não há justificativa econômica ou financeira para sua extinção. Segundo aponta o próprio Ministério da Economia, a Corte de Contas recomendou “a possibilidade de a Susep estudar a viabilidade de alteração do modelo adotado de gestão de recursos”. Não houve, portanto, recomendação de extinção”, afirmou. O partido alertou ainda que a extinção se dará apenas no próximo ano, é evidente que não há urgência. Assim, do ponto de vista objetivo, o próprio texto da medida provisória traz o elemento caracterizador da ausência de um dos requisitos constitucionais exigidos. “A possibilidade de vigência imediata – excepcional em nosso sistema legislativo – se dá justamente em razão da suposta urgência do tema objeto da medida provisória. Não fosse a urgência, o constituinte não teria dedicado a prerrogativa de gerar efeitos imediatos a esse meio legislativo”, pontuou. Medida provisória O presidente Jair Bolsonaro assinou, no último dia 11, uma medida provisória que extingue o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores. A medida passará a vigorar em 2020. Segundo o governo, o custo total do DPVAT ao governo federal é de R$ 8,9 bilhões. Ele estima que seriam necessários R$ 4,2 bilhões para cobrir os valores pagos às vítimas. Outros R$ 4,7 bilhões seriam referentes à administração e fiscalização do recurso. Clique aqui para ler a ação. Via Blog do Esmael, com informações do Conjur.