Local é marcado por festividades religiosas de pescadores e pessoas ribeirinhas

Gerais somou mais um centro histórico como patrimônio cultural do Estado nesta quinta-feira (11 de abril). No Norte de Minas, à beira do rio São Francisco, a cidade de Januária mantém viva uma tradição de vida ribeirinha, associada ao comércio e às navegações, desde as primeiras ocupações do Brasil colônia. O tombamento garante proteção às 54 edificações da arquitetura regional.
O centro histórico, ainda conectado ao antigo cais, conquista a presença de turistas que visitam a Igreja Matriz, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a Capela de Santa Cruz. É lá onde ocorrem as festividades religiosas dos pescadores e das pessoas ribeirinhas que vivem do “Velho Chico”.
Para receber o título, Januária mostrou colaborar com a “mineirice” através de uma cultura marcada pelos derivados da cana de açúcar e pelas tradições como a do Caboclo d’Água — presente na vida dos pescadores e característica da vivência do cerrado.
“O dossiê de tombamento avaliou os sentidos e os significados do centro histórico, do porto de Januária e das referências espaciais construídas e existentes que materializam as diversas narrativas de processos históricos, econômicos e culturais dos modos de viver da região Norte de Minas e do Rio São Francisco”, afirmou o Conselho Estadual de Patrimônio Cultural por meio de nota.
Festividade é reavaliada como Patrimônio Imaterial do Estado após 11 anos
O Conselho do Patrimônio Cultural de Minas (CONEP) também reavaliou o título de patrimônio imaterial do Estado à Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, na Chapada do Norte, no Vale do Jequitinhonha, nesta quinta-feira (11 de abril). O tombamento foi registrado, pela primeira vez, em 2013.
“A celebração transformou o pacato município do médio Jequitinhonha pela materialização da fé, em um momento de devoção e de alegria”, descreveu o órgão. A festividade reúne milhares de pessoas vindas dos mais distantes lugares para saudar a Virgem do Rosário.
A festa acontece desde o século XVIII, como forma de devoção da Irmandade do Rosário de Chapada. Ela é marcada pela cultura afro-brasileira e pelos “valores do sincretismo religioso, da oralidade, da culinária e da musicalidade” da população negra de Minas Gerais.

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