Foragida, líder do grupo criminoso foi capturada na BR-251, em Montes Claros. Falsos médicos pagavam até R$ 400 mil

Prisão foi feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tarde deste domingo (27/8) (foto: PRF/Divulgação)
Uma mulher, de 42 anos, apontada como a chefe de uma quadrilha especializada na falsificação de diplomas de medicina, foi presa na tarde deste domingo (27/8) na BR-251, em Montes Claros, no Norte de Minas, durante uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ela foi capturada após um veículo Jeep Compass, com placas de Montes Claros, ser abordado no KM 514 da rodovia. Segundo a PRF, a mulher, que estava sentada no banco do passageiro, apresentou uma CNH Digital como identificação pessoal. O documento, no entanto, era de outra pessoa.
Após a tentativa de fraude ser descoberta, os policiais também identificaram que ela tinha um mandado de prisão em aberto expedido pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A ocorrência foi encaminhada à delegacia da PF em Montes Claros.

Falsos médicos pagavam até R$ 400 mil
Vale dizer que a Polícia Federal já havia cumprido quatro mandados de prisão em junho, quando três homens envolvidos no esquema foram presos. Na ocasião, a chefe do grupo criminoso, Ana Maria Monteiro Neta, segundo revelou o Fantástico, estava foragida. A Polícia Federal disse que falsos médicos pagavam até R$ 400 mil por diplomas de faculdades de medicina.

A quadrilha, conforme revela a reportagem, falsificava documentos de faculdades de medicina para obter registros e vendê-los aos interessados. O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) emitiu ao menos 65 registros com documentos falsos.
Para enganar os conselhos regionais, o grupo criava e-mails falsos em nome das instituições de ensino, já que a primeira documentação dos alunos formados é enviada pelas universidades.
Maioria dos registros fraudados eram da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Na ocasião, em nota enviada ao Fantástico, a instituição de ensino informou que “todos os documentos recebidos pelo Cremerj não foram emitidos ou assinados pela universidade e são ilegítimos”.

Fonte: Jornal Estado de Minas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

um × 3 =