Reginaldo Lopes, Alexandre Silveira, Luiz Dulci, Josué Gomes da Silva e Alexandre Kalil são apontados como futuros ministros

Minas Gerais pode ter uma presença marcante no ministério do terceiro governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conforme apurou a reportagem do Estado de Minas com fontes da equipe de transição do futuro governo, do PT e de aliados, o estado já têm vários nomes colocados como “ministeriáveis”.

Entre eles, o senador Alexandre Silveira (PSD), cotado para o Ministério da Infraestrutura. Outros mineiros que entraram na lista dos prováveis integrantes do primeiro escalão do futuro governo são o ex-deputado e ex-ministro Luiz Dulci e o deputado federal Reginaldo Lopes (PT).

Nesta semana, também começou a ser especulado como “ministeriável” o empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar (falecido em 2011), diretor do Coteminas (gigante da área têxtil) e atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No segundo turno, Lula saiu vitorioso em Minas Gerais com 6.190.815 votos (50,20%) enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) teve 6.141.161 votos (49,8%) no estado.
Apesar de Lula ter ficado na frente por uma diferença pequena – de 49.654 votos (0,4%), o estado teve uma grande importância na vitória do petista, sendo que Minas (segundo maior colégio eleitoral do país) é considerado o espelho da disputa nacional. Além disso, durante a campanha, Lula sugeriu que, se eleito, iria “prestigiar” com a escolha de representantes mineiros para compor a sua equipe de ministros.
Conforme uma fonte ligada ao PT e à equipe do presidente eleito, o senador Alexandre Silveira está “muito cotado” para assumir o Ministério da Infraestrutura por ter várias credenciais para ocupar a pasta. Nomeado para equipe de transição de Lula, ele foi diretor-geral do Departamento Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na gestão anterior do petista.

Silveira – que foi candidato à reeleição ao Senado apoiado por Lula e não conseguiu vitória nas urnas – tem ainda como grande trunfo o fato de ser “apadrinhado” pelo atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (seu correligionário no PSD) e pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

Proximidade

Outro mineiro cotado para a futura equipe ministerial, na cota pessoal de Lula, é o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), que teve o apoio do petista na disputa pelo governo do estado. Durante a campanha eleitoral, Kalil ficou próximo de Lula e em vários momentos sua gestão à frente da Prefeitura de BH foi elogiada pelo então candidato à Presidência.
“Kalil é um cara muito sincero, muito digno, corajoso, e que faz um excelente trabalho como prefeito de Belo Horizonte. É um cara com muita disposição de botar a mão na massa, de fazer acontecer”, disse Lula em uma entrevista que deu ao EM em agosto.
Assim como Kalil, há uma proximidade de Lula também com Luiz Dulci, que foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República durante os oito anos das duas gestões anteriores do petista. A partir de janeiro de 2023, ele poderá retornar ao posto.
Outra possibilidade é assumir Secretaria da Articulação Política caso Gillberto Carvalho seja nomeado para a Secretaria-Geral da Presidência. Dulci disputa com Carvalho o papel de “fiel escudeiro” de Lula e os dois estarão próximos do presidente eleito no futuro governo.
O deputado Reginaldo Lopes, líder do PT na Câmara Federal, “corre por fora” como candidato ao Ministério da Educação, pasta que está sendo muito disputada pela sua relevância e pela projeção dada ao seu comandante.
Lopes pode ter um “apoio extra” de peso: o ex-ministro Walfrido Mares Guia, que também é mineiro. Conselheiro e uma das pessoas mais próximas de Lula, Walfrido chegou acompanhar Lula na campanha eleitoral em Minas, como ocorreu em comício realizado em Montes Claros, no Norte de Minas, no dia 15 de setembro, no primeiro turno.
Nesta semana, outro mineiro que apareceu no radar foi o empresário Josué Gomes da Silva, segundo noticiou um site. Ele estaria disposto a comandar algum ministério do próximo governo “caso seja convidado” pelo presidente eleito.
O filho do ex-presidente José Alencar é cotado para chefiar os ministérios da Fazenda ou Comércio e Indústria. Josué Gomes da Silva não manifestou publicamente sobre o assunto.
* Com informação do EM

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