O presidenciável, que suverteu para Paris para não votar em  Haddad em 2018, disse que sairá do Brasil novamente, no dia 03 de outubro de 2020, se houver segundo turno entre Lula e Bolsonaro

O calendário eleitoral para as eleições em 2022 ainda não está definido, mas é provável que a eleição ocorra no dia 2 de outubro. Caso Lula ou o seu candidato não derrote o genocida no primeiro turno, as chances de um eventual segundo turno, que deverá acontecer no dia 30 de outubro, são grandes entre o candidato do PT e Bolsonaro.

Caso isso aconteça, o pré-candidato do PDT irá “suverter” do Brasil, da mesma forma que fez em 2018, para não votar e nem trabalhar para Fernando Haddad, contribuindo para a vitória de Jair Bolsonaro. Ele disse ao jornal O Globo que anulará o voto se tiver que escolher entre Lula, que foi preso político durante 580 dias, e Jair Bolsonaro, que é ligado às milícias e conduz um processo de destruição completa do Brasil. “Eu viajaria a Paris no 2º turno com mais convicção. PT nunca mais”, afirmou ao jornalista Paulo Cappelli, do Globo, neste domingo.

Na entrevista, Ciro deixou claro que seus aliados preferenciais são os partidos da centro-direita, como PSDB e DEM. “Vou conversar com o PSDB, que hoje tem problema interno que não vou interferir. A esmagadora maioria acha inconveniente a candidatura do Doria. Falo isso porque tenho relação íntima com muitos no PSDB, como o Tasso. Se o Doria insistir, vão lançar prévias com Eduardo Leite. O Eduardo Leite vencendo, o PSDB ficará mais flexível para compor”, afirmou. “Com o DEM há conversa que já deu frutos. Com apoio do PDT, que indicou a vice, o candidato do ACM Neto, presidente do DEM, venceu a eleição no primeiro turno em Salvador. Com o PSD, fomos de apoio ao Kalil em BH e iremos apoiá-lo no ano que vem ao governo de Minas.”
Questionado sobre sua ida a Paris em 2018, ele foi ainda mais enfático agora. “Eu faria hoje com muito mais convicção. Em 2018, fiz com grande angústia”, afirmou, deixando claro que poderá anular seu voto. “Como brasileiros não podem viajar para a França pela pandemia, nesse caso vou para Tonga da Mironga do Kabuleté”.

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