O coronel Nivaldo Restivo, que teria relação com o massacre de 111 presos no presídio do Carandiru, em 1992, em São Paulo, pediu para “sair” do ministério de Flávio Dino (PSB).

Restivo desistiu da indicação para o cargo na Secretaria Nacional de Políticas Penais, que será criado no Minstério da Justiça e Segurança Pública – pasta que será comandada por Dino.

O Coronel foi chefe de gabinete do ex-secretário de Segurança Pública Mágino Alves. Além de Comandante-Geral da Polícia Militar, também comandou a Tropa de Choque, o Batalhão de Operações Especiais e a ROTA (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar).

Em 2017, o futuro secretário foi indicado pelo então governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) para o comando da Polícia Militar. Na época, o coronel afirmou que as ações durante o massacre do Carandiru foram “legítimas e necessárias”.

Antes da “queda” do coronel, um dia antes, caiu também o policial Edmar Camata para a diretoria-geral a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Camata foi indicado pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).

Pelo roteiro dessas duas “demissões”, foi o próprio PSB que colocou Flávio Dino em situação constrangedora.

Abaixo, leia a íntegra da nota do coronel Nivaldo Restivo

Hoje, 23, conversei com o Ministro Flavio Dino. Agradeci exaustivamente o honroso convite para fazer parte de sua equipe.

Em que pese a motivação e o entusiasmo para contribuir, precisei considerar circunstâncias capazes de interferir na boa gestão.

A principal delas é a impossibilidade de conciliar a necessidade da dedicação exclusiva ao importante trabalho de fomento das Políticas Penais, com o acompanhamento de questões familiares de natureza pessoal.

Assim, reitero meus agradecimentos ao Ministro Flavio, na certeza de que seu preparado conduzirá ao êxito da imprescindível missão que se avizinha.

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