Houve um golpe em 2016 e só resta admitir o ‘engano’ a quem foi às ruas para depor uma presidenta eleita com o pretexto de lutar pelo combate à corrupção.

 

 A denúncia apresentada contra Michel Temer, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel, Henrique Alves, Eduardo Cunha, Rocha Loures e Ricardo Saud, reforça que levar o impeachment a cabo era, como já confessado, a solução mais fácil para barrar a Operação Lava Jato e manter o saque aos cofres públicos.

Segundo o procurador geral da república, Rodrigo Janot, os denunciados formaram um núcleo político para obstruir a justiça e praticar crimes contra empresas e órgãos públicos.

O montante de propinas com o esquema que montaram supera R$ 587,1 milhões, arrecadados via Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil e Câmara dos Deputados.

A denúncia rompe o acordo de delação premiada obtido pelos executivos da J&F que previa imunidade pelos crimes que confessaram.

Ao contrário do que disse ao conspirar pela queda de Dilma Rousseff, de que era um vice decorativo, Janot revelou que Temer é na verdade o chefe da organização criminosa e que “ao entrar na base do governo Lula, mapeou, de pronto, as oportunidades na Petrobras.”

A segunda denúncia contra Temer confirma que o país está sob o comando de um governo que ao invés de negociações políticas, se sustenta com “negociatas ilícitas” para comprar apoio parlamentar com dinheiro público.

Os deputados terão o desplante de não autorizar a investigação da nova denúncia no Supremo Tribunal federal?

Ao barrar a primeira, muitos deputados alegaram que outro processo de impeachment poderia parar o Brasil.

Não vai dar pra usar essa desculpa.

É parar ou autorizar por mais um ano que o país siga sob o comando de um chefe de quadrilha.

Michel Temer virou uma espécie de rola-bosta falsificado que não dá conta de arrastar os excrementos que acumulou com seus aliados ao golpe.

Por LUCIANA OLIVEIRA – Jornalista de Porto Velho, Rondônia, e membro da Comissão Nacional de Blogueiros

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezessete − 10 =