Os deputados estaduais Luiz Tadeu Martins Leite e Marilene Alves de Souza se comprometeram a trabalhar, a partir da audiência pública que a Assembleia Legislativa realiza no próximo dia 23, para a unidade na defesa do ensino superior público no Estado.
Eles participaram de encontro com a diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Montes Claros (Adunimontes) para discutir os cortes na universidade impostos pelo governador Romeu Zema.
Também convidados, outros deputados enviaram representantes. Na reunião, realizada no auditório do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), os parlamentares receberam uma carta contendo reivindicações dos professores e se comprometeram a fazer a interlocução com a Assembleia Legislativa e com o governo do Estado.
As restrições orçamentárias na instituição, da ordem de 30%, estão comprometendo as atividades. O cancelamento do transporte dos professores que lecionam nos campi espalhados pela região e o fim das bolsas de iniciação científica são resultados do aperto financeiro vivenciado pela universidade.
A situação, segundo relatos dos professores chegou ao ponto de alguns custearem do próprio bolso material necessário para o desenvolvimento das aulas e andamento dos cursos. Segundo eles, também falta alimentação nos campi.
Muitos, ainda de acordo com informações repassadas aos parlamentares, estão ficando doentes, devido à falta de condições de trabalho. Esse é considerado o pior momento da história da universidade. O próximo efeito maléfico da política de cortes pode ser a redução no número de leitos do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF), único da região com atendimento 100% SUS.
A Adunimontes fez um apelo para que os deputados unam a bancada do Norte em torno dos interesses da Unimontes, para fazer com que o governo ouça as demandas da instituição, sob pena dela ser fechada.
Todos reclamaram que a Reitoria está isolando a comunidade universitária das discussões em torno da política adotada pelo novo governo, lembrando que a entidade e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) não foram convidados para a reunião com os deputados organizada pela Reitoria, em março.
Leninha, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, é autora de emenda na reforma administrativa para que o ensino superior saia da Secretaria de Estado da Educação e passe para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. No caso de a proposta não ser aprovada, a opção seria o ensino superior ganhar uma subsecretaria.
Outra iniciativa dela é a proposição de uma Proposta de Emenda à Constituição, garantindo que o vencimento da carreira inicial do professor não seja inferior ao piso nacional.
Tadeuzinho, que é primeiro-secretário da Assembleia, defendeu que seja definida uma agenda de prioridades, para que os deputados possam fazer a discussão com o governo.

Texto e fotos: Waldo Ferreira / Adunimontes

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