Presidente dos EUA sugere adiar cúpula com líder chinês diante da resistência chinesa em aderir à iniciativa liderada por Washington

Donald Trump e Xi Jinping (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (15) que pode adiar a cúpula planejada com o líder chinês, Xi Jinping, em meio às tensões internacionais provocadas pela crise no Estreito de Ormuz e pela pressão de Washington para que Pequim participe de um esforço internacional para garantir a segurança da rota marítima estratégica. As informações foram publicadas pela CNN Brasil, com base em entrevista concedida por Trump ao Financial Times.

Durante a entrevista, Trump indicou que prefere conhecer previamente a posição da China antes de realizar o encontro bilateral que estava previsto para ocorrer ainda neste mês em Pequim. Segundo ele, a decisão chinesa sobre participar ou não das iniciativas lideradas pelos Estados Unidos para reabrir o estreito poderá influenciar diretamente o futuro da reunião com Xi.

“Acho que a China também deveria ajudar, porque 90% do seu petróleo vem do estreito”, disse Trump ao Financial Times. O presidente acrescentou que Washington gostaria de obter rapidamente uma resposta de Pequim. “Gostaríamos de saber antes disso. Duas semanas é muito tempo”, afirmou. Em seguida, sugeriu a possibilidade de alteração na agenda diplomática: “Podemos adiar”.

Pressão de Washington sobre aliados
As declarações de Trump ocorrem após o governo dos Estados Unidos convocar diversos países para participar de um esforço internacional voltado à reabertura do Estreito de Ormuz, considerado um dos principais pontos estratégicos do comércio global de petróleo. Estima-se que cerca de um quinto do fornecimento mundial da commodity passe pela hidrovia.

Entre os países citados por Trump como potenciais participantes dessa iniciativa estão China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. A mobilização ocorre em meio ao agravamento das tensões na região do Golfo após confrontos envolvendo o Irã.

Ao falar com jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que ainda não está claro se Pequim aceitará participar das iniciativas relacionadas à segurança da rota marítima. Questionado sobre possíveis conversas com o governo chinês sobre o tema, o presidente respondeu com cautela.

“Não posso afirmar com certeza, mas a China é um caso interessante”, disse.

Segundo Trump, a dependência chinesa do petróleo transportado pela rota marítima tornaria o país um ator central na crise. Ele afirmou ter levantado diretamente a questão com representantes chineses: “Então eu disse: ‘Gostariam de participar?’ e vamos descobrir”.

Ormuz segue aberto para a China
A pressão norte-americana ocorre apesar de o Estreito de Ormuz não estar completamente fechado para todos os países. O Irã tem indicado que a passagem continua aberta para nações que não considera hostis — entre elas a China — enquanto restringe ou ameaça restringir o trânsito de embarcações associadas a países vistos como adversários estratégicos, como Estados Unidos e Israel.

Esse contexto ajuda a explicar a cautela de Pequim diante da iniciativa liderada por Washington. Embora dependa fortemente da rota marítima para garantir seu abastecimento energético, a China mantém relações estratégicas com o Irã e tradicionalmente evita aderir a operações militares ou de segurança coordenadas pelos Estados Unidos.

Diplomacia paralela entre Washington e Pequim
As declarações de Trump também ocorrem no momento em que autoridades norte-americanas e chinesas mantêm contatos diplomáticos sobre a relação bilateral. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reuniu-se em Paris com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, em discussões relacionadas aos preparativos para a cúpula prevista em Pequim ainda neste mês.

Apesar dessas conversas, Trump deixou claro que a posição da China em relação ao Estreito de Ormuz poderá influenciar o futuro do encontro com Xi Jinping. Ao comentar a postura chinesa, ele sugeriu que fatores geopolíticos mais amplos podem estar em jogo.

“Talvez participem, talvez não. Sabe, existem outras razões mais profundas pelas quais talvez não participem”, afirmou o presidente dos Estados Unidos.

Uma resposta

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