Nacionais

O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, precisa abandonar a postura defensiva e impor limites concretos aos abusos de André Mendonça. A informação da jornalista Mônica Bérgamo — de que há uma discussão interna na Polícia Federal sobre a possibilidade de decretar a prisão de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha — não é um episódio isolado. É o sintoma mais recente de uma instituição que opera sem freios, e que exige resposta imediata. O conjunto de irregularidades da Operação Master revela uma PF que já abusava do poder antes mesmo de contar com o aval do Ministro André Mendonça: Este último ponto é particularmente grave. As lições da Lava Jato são inequívocas: sem supervisão judicial efetiva, procuradores moldavam o conteúdo das delações segundo suas motivações políticas. Os delatores, sem a quem recorrer, cediam. Colocar esse poder nas mãos de uma força-tarefa sem controle institucional não é descuido — é escolha. O juiz da Lava Jato 1 era Sérgio Moro; da Lava Jato 2 é André Mendonça. O roteiro que se desenha agora é familiar. Logo que Toffoli assumiu a relatoria do caso, as páginas dos jornais foram inundadas de notícias sobre “mal-estar” na PF. O mesmo jogo recomeça com Gonet — desta vez com a CNN como veículo. A pressão não é espontânea; é estratégia. Acordos de delação são prerrogativas do Ministério Público Federal. Deixar nas mãos dessa Polícia Federal é caminho certo para manipulação política. As lições da Lava Jato mostraram que, sem a supervisão de um juiz, procuradores praticamente definiam o conteúdo das delações, de acordo com suas motivações políticas. Sem ter a quem recorrer, os delatores acabavam se submetendo a essas manipulações. Nos últimos dias, setores da força tarefa começaram os primeiros lances contra Gonet. Repetem o que ocorreu com Toffoli. Logo que assumiu a relatoria do caso, jornais passaram a ser coalhados de notícias sobre “mal-estar” na PF. Agora, começou o jogo com Gonet, como mostra a CNN, um dos canais disponíveis para a Lava Jato 2: Nas mãos da força tarefa do Master, e do Ministro André Mendonça, como dois e dois são quatro, os delatores serão induzidos a direcionar suas delações para alvos previamente escolhidos pelo grupo. Será o mesmo agora.  O governo precisa acordar e se dar conta de que a conspiração já começou. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não se mostrou com pulso para impedir os abusos de parte da corporação. Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal precisa sair da defensiva e colocar um limite nos abusos de André Mendonça. Com a força-tarefa do Master e André Mendonça operando em conjunto, o desfecho provável é previsível: os delatores serão conduzidos a apontar alvos previamente escolhidos pelo grupo. A Lava Jato tinha Sérgio Moro como juiz de apoio. A Lava Jato 2 tem André Mendonça — cujos primeiros atos foram exatamente a quebra do sigilo de Fábio Luiz e a abertura de toda a investigação para a CPMI do INSS, sabendo que a maioria dos envolvidos com o Master são políticos do Centrão. O governo precisa sair do estado de dormência. A conspiração não está sendo tramada — ela já está em curso. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não demonstrou disposição para conter os excessos de parte da corporação. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, precisa abandonar a postura defensiva e impor limites concretos aos abusos de André Mendonça. Ou se age agora, ou se perde o controle. Jornal GGN

Pesquisa com milhões de trabalhadores aponta aumento expressivo de licenças médicas relacionadas a agressões contra mulheres entre 2023 e 2025 O número de mulheres que precisaram se afastar do trabalho por episódios de violência aumentou de forma significativa no Brasil nos últimos anos. Levantamento da empresa de gestão de benefícios corporativos VR aponta que os afastamentos relacionados a agressões cresceram 152% entre 2023 e 2025, indicando um avanço preocupante desse tipo de ocorrência no ambiente laboral.Os dados foram divulgados pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, e têm como base atestados médicos registrados na plataforma SuperApp VR. A análise considerou cerca de 4 milhões de trabalhadores vinculados à base de clientes da empresa, dos quais 47% são mulheres. Segundo o levantamento, foram identificados 122 casos de afastamento por violência contra mulheres no período analisado. A tendência de alta aparece de forma consistente ao longo dos três anos observados. Em 2023, foram registrados 23 casos. Em 2024, o número subiu para 41. Já em 2025, houve novo aumento, alcançando 58 ocorrências — o maior patamar da série histórica analisada. A maior parte dos afastamentos está ligada a agressões físicas. Esse tipo de violência representa 85% dos registros identificados nos atestados médicos. Em seguida aparecem casos classificados como maus-tratos, que correspondem a 10% das ocorrências. Outras categorias também foram registradas, ainda que em menor proporção. Situações classificadas como negligência e abandono somam 3,2% dos casos, enquanto episódios de agressão sexual mediante força física representam 0,82%. A classificação foi realizada com base nos códigos da CID (Classificação Internacional de Doenças), utilizados em atestados médicos. A análise também mostra uma concentração temporal das ocorrências. O segundo semestre do ano reúne o maior volume de afastamentos, com maior incidência entre os meses de setembro e dezembro. Novembro aparece como o período de maior número de registros dentro da série. Do ponto de vista regional, o estado de São Paulo lidera o número de casos identificados, concentrando 45% dos registros. Em seguida aparecem Paraná, com 11%, Goiás, com 7%, e Pernambuco, com 6% das ocorrências. Os dados analisados pela plataforma indicam que a violência contra mulheres também se reflete diretamente na vida profissional das vítimas, impactando a saúde e resultando em afastamentos do trabalho registrados formalmente por meio de atestados médicos.

Vice-presidente afirma que pretende deixar o cargo ministerial, enquanto discussões sobre candidatura em São Paulo seguem abertas no governo O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que pretende deixar o ministério que ocupa em abril, mas seguirá exercendo o cargo de vice do presidente Lula. A declaração ocorre em meio às discussões políticas sobre seu futuro nas eleições de 2026 e pressões para que dispute cargos em São Paulo. Segundo reportagem publicada pelo UOL, Lula ainda não definiu o desenho eleitoral para o próximo ciclo político. Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é que o presidente teria assegurado que Alckmin só deixará funções no governo caso deseje, embora haja pressão para que ele dispute a eleição em São Paulo — estado que governou por quatro mandatos. Pressão por candidatura em São Paulo Apesar da pressão, o cenário de uma candidatura de Alckmin é tratado como improvável por setores do PT. Ainda assim, petistas não descartam completamente a hipótese de que ele concorra ao Senado. Em paralelo, conversas entre lideranças políticas indicam que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deverá disputar o governo paulista. De acordo com a reportagem, “está praticamente batido o martelo” de que Haddad será candidato — mesmo que essa não seja sua preferência inicial. Além dele, outras integrantes do governo também aparecem como possíveis candidatas ao Legislativo, como Simone Tebet e Marina Silva. Estratégia eleitoral e espaço no centro político Nos bastidores do governo, a possibilidade de lançar Alckmin em São Paulo é vista por alguns articuladores como uma estratégia eleitoral relevante. O vice-presidente ainda teria forte apelo junto ao eleitorado de centro e a setores mais conservadores, tradicionalmente distantes do PT. Esse fator poderia ampliar as chances de vitória do campo governista no maior colégio eleitoral do país. Além disso, uma eventual candidatura de Alckmin abriria espaço para negociações políticas em torno da vaga de vice-presidente em 2026, permitindo a construção de uma aliança com partidos de centro. Resistência do vice-presidente Apesar dessas articulações, Alckmin não demonstra interesse em disputar novos cargos. Segundo o relato do UOL, ele já afirmou em conversas públicas e privadas que pretende seguir como vice ou deixar a vida pública. Em tom de brincadeira, costuma dizer: “Volto para Pinda [monhangaba, sua cidade natal, em São Paulo]”. Pessoas próximas relatam que Lula mantém o tema em aberto, mas evita pressionar diretamente o vice-presidente a entrar na disputa eleitoral. Centrão reduz chances de mudança A possibilidade de uma reorganização na vice-presidência também enfrenta resistência entre partidos do centrão. Nesta semana, o MDB — que possui três ministérios no governo — teria descartado qualquer interesse em assumir a vaga. Já o PSD, outra legenda com três ministérios, enfrenta um cenário interno diferente: o partido abriga três nomes que se colocam como possíveis candidatos à Presidência da República e que se posicionam na oposição ao governo. Com isso, a hipótese de uma mudança na vice-presidência perde força dentro da própria base política. Decisão pode depender da disputa paulista Mesmo com sinais de que Alckmin deve permanecer no atual arranjo, integrantes do alto escalão do governo afirmam que a decisão final ainda não foi tomada. A expectativa é que o cenário se esclareça com a definição da chapa governista em São Paulo, etapa considerada fundamental para organizar as estratégias eleitorais do campo governista. De qualquer forma, a formalização das candidaturas só ocorrerá no segundo semestre, quando os nomes serão registrados na Justiça Eleitoral. Até lá, o futuro político de Alckmin seguirá como um dos temas centrais das articulações para 2026.

O ex-senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que foi líder do governo Bolsonaro (PL) no Senado, e seu filho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) são investigados por suspeitas de desvios de recursos de emendas parlamentares e fraudes em licitações públicas. A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Vassalos para investigar suspeitas de desvios de recursos de emendas parlamentares e fraudes em licitações públicas. Entre os alvos estão o ex-senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que foi líder do governo Bolsonaro (PL) no Senado, e seu filho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE). A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino e cumpre 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.Segundo o Estadão, investigadores apontam para indícios da atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado licitações para uma empresa ligada ao grupo.Parte dos recursos obtidos nesses contratos seria utilizada para pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio. Os contratos sob suspeita envolvem valores bilionários e estariam relacionados a repasses destinados ao município de Petrolina, berço político da família Bezerra Coelho e onde Miguel Coelho, outro filho do ex-senador, foi prefeito entre 2017 e 2022.De acordo com a Polícia Federal, o objetivo da operação é apurar crimes como frustração do caráter competitivo de licitações, fraude em contratos, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.“A investigação aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio”, informou a PF em nota. Quem são os Fernando CoelhoFernando Bezerra Coelho e seu filho são integrantes de uma tradicional família política de Pernambuco, sendo que o pai exerceu diversos cargos ao longo da carreira. Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1987, durante a redemocratização, e chegou ao Senado em 2015. Entre 2011 e 2013, ocupou o Ministério da Integração Nacional no governo Dilma Rousseff (PT).Após o impeachment, aproximou-se do MDB e integrou a base do governo Michel Temer, além de ter sido líder do governo Jair Bolsonaro no Senado. Seu filho Fernando Coelho Filho também ocupou cargos de destaque, incluindo o Ministério de Minas e Energia durante a gestão Temer.As investigações apontam que as emendas parlamentares destinadas a Petrolina podem ter sido utilizadas como base para o esquema. A cidade concentra a influência política da família e também atividades empresariais ligadas ao grupo. A PF busca agora reunir provas sobre a destinação dos recursos e a eventual participação de servidores públicos e empresários nas irregularidades.Foi em Petrolina também que uma emenda de R$ 22 milhões levantou a suspeita de financiar um empreendimento que atende diretamente aos interesses empresariais da família. Parte da obra passa por um terreno pertencente a uma empresa cujo sócio é irmão de Bezerra; a área foi parcialmente desapropriada, e o valor da indenização ainda está em negociação. A verba financiou 84% do projeto inicial, orçado em R$ 26 milhões.A Operação Vassalos representa mais um capítulo das investigações sobre o uso de emendas parlamentares e o direcionamento de contratos públicos no país.O Supremo Tribunal Federal acompanha o caso devido ao foro privilegiado de alguns dos investigados. Até o momento, não houve manifestação pública dos citados sobre as acusações, e as apurações seguem sob sigilo.

Minas

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (10) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança das intenções de voto para a Presidência da República no estado de Minas Gerais. Os dados foram publicados pelo portal Poder360 com base em levantamento do instituto Paraná Pesquisas. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 36,7% das intenções de voto entre os eleitores mineiros. Em seguida aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 32,1%. Na terceira posição surge o governador mineiro Romeu Zema (Novo), com 14,4%. A pesquisa também testou outros possíveis candidatos. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), aparece com 3,6%. Já Renan Santos (Missão) soma 0,7%, enquanto Aldo Rebelo (Democracia Cristã) registra 0,4%. Entre os entrevistados, 7,6% disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, e 4,6% afirmaram não saber ou preferiram não opinar. Quando o levantamento simula um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a disputa se torna mais equilibrada. O presidente aparece com 45,1% das intenções de voto, enquanto o senador marca 42,7%. Considerando a margem de erro de 2,7 pontos percentuais, o resultado configura empate técnico entre os dois candidatos no estado. Nesse cenário de segundo turno, 7,8% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 4,4% afirmaram não saber ou não quiseram responder. Além da corrida eleitoral, o levantamento também mediu a avaliação do governo federal. De acordo com os dados, 43,4% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 52,4% afirmam desaprovar o governo. Outros 4,1% disseram não saber ou preferiram não opinar. Na avaliação detalhada do desempenho da administração federal, 38,2% classificam o governo como “péssimo”. Outros 19,9% consideram a gestão “regular”, 19,5% avaliam como “boa”, e 13% a classificam como “ótima”. Já 7,3% definem o governo como “ruim”, enquanto 2,1% não souberam responder.

Representação questiona falta de transparência sobre empresas beneficiadas por renúncias tributárias que somaram cerca de R$ 22 bilhões em 2024 A deputada estadual Leninha (PT) acionou, nesta terça-feira (10/3), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para pedir a apuração da legalidade do sigilo mantido pelo governo de Romeu Zema sobre as empresas beneficiadas por incentivos e renúncias fiscais concedidos pelo Estado.Na representação, a parlamentar solicita que o órgão de controle avalie se a manutenção do sigilo é compatível com os princípios constitucionais da administração pública, como publicidade e transparência. Segundo Leninha, a ausência de divulgação das empresas beneficiadas impede que a sociedade e os órgãos de fiscalização avaliem a legalidade e a efetividade das políticas de incentivo fiscal. “Estamos falando de recursos públicos. Quando o Estado concede incentivos fiscais, ele deixa de arrecadar valores significativos. Por isso, é fundamental transparência sobre quem recebe esses benefícios e quais resultados estão sendo gerados para a população”, afirmou a deputada. Dados fiscais citados na representação indicam que as renúncias tributárias em Minas Gerais alcançaram cerca de R$ 22 bilhões em 2024. A previsão do próprio governo estadual é que o volume de benefícios fiscais possa chegar a aproximadamente R$ 24,1 bilhões em 2026. Levantamentos históricos mencionados no documento apontam ainda que, entre 2017 e 2024, o volume acumulado de renúncias fiscais no estado pode ter atingido cerca de R$ 128,3 bilhões. No pedido encaminhado ao TCE-MG, Leninha argumenta que a manutenção de sigilo sobre os beneficiários pode comprometer o controle institucional e social sobre o uso de recursos públicos. O documento também menciona entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a publicidade deve ser a regra quando se trata da gestão de recursos públicos. A deputada pede que o Tribunal de Contas abra procedimento de fiscalização para verificar a legalidade da prática adotada pelo Executivo estadual. Caso sejam identificadas irregularidades, a representação solicita que o governo divulgue informações sobre as empresas beneficiadas, os valores envolvidos e os critérios utilizados para a concessão dos incentivos. Para a parlamentar, a transparência é essencial para garantir responsabilidade fiscal e igualdade de condições entre empresas. “Renúncia fiscal também é gasto público. E todo gasto público precisa ser transparente e passível de fiscalização”, concluiu. Via Jornal Estado de Minas

Ele é procurado desde a última quinta-feira após ter um mandado de prisão expedido pelo Judiciário fluminense A Justiça do Rio de Janeiro considera o goleiro Bruno Fernandes como foragido. O atleta é procurado desde a última quinta-feira (5/3), quando o Judiciário fluminense expediu um mandado de prisão após revogar o livramento condicional do goleiro. “O goleiro Bruno é considerado foragido, já que, até o momento, não há informação da sua apresentação no processo de execução penal”, afirmou a Justiça do Rio à reportagem de O TEMPO. Desde quando o mandado de prisão foi expedido, Bruno, que divulgava diariamente o “Jogo do Tigrinho” em uma plataforma não regulamentada, excluiu as redes sociais.Procurada, a advogada Mariana Migliorini, que defende Bruno, disse que não vai se manifestar no momento, mas confirmou que existe um mandado de prisão contra o cliente e que ela recorre da decisão. EntendaO goleiro Bruno Fernandes é procurado após a Justiça do Rio de Janeiro expedir, nessa quinta-feira (5/3), um mandado de prisão contra ele. O documento, com validade até 2042, foi emitido depois que o goleiro teve a liberdade condicional revogada. A decisão foi assinada pelo juiz Rafael Estrela Nóbrega, que acolheu parcialmente o pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O magistrado considerou que o goleiro viajou para o Acre, onde disputou uma partida da Copa do Brasil, sem autorização judicial. “Assim, acolho o parecer ministerial e revogo o livramento condicional concedido ao apenado na forma da primeira parte do artigo 87 do Código Penal. Expeça-se mandado de prisão, no regime semiaberto, com validade de 16 anos”, determinou. Na decisão, o juiz mencionou ainda “descaso no cumprimento do benefício concedido”. Segundo apurou a reportagem, o Ministério Público defendeu o retorno do goleiro ao regime fechado, sob o argumento de que ele descumpriu diversas determinações impostas pela Justiça. Entre elas está o recolhimento noturno. Bruno disputou uma partida pelo Vasco da Gama do Acre à noite e, dias antes, publicou nas redes sociais que esteve no Estádio do Maracanã para assistir a um jogo do Flamengo, com uma cerveja na mão. O juiz, contudo, decidiu apenas revogar a liberdade condicional, sem determinar o retorno ao regime fechado. Apesar de ter assinado recentemente com um time amador de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e afirmar que “estaria voltando para casa”, Bruno mantém no processo de execução penal um endereço em Cabo Frio. Ele mora na cidade com a esposa, Ingrid Calheiros, e as duas filhas. O casal, no entanto, deixou de se seguir nas redes sociais, e há relatos de possível término do relacionamento. Com a decisão, Bruno não poderá viajar sem autorização prévia para disputar partidas de futebol amador, como costumava fazer semanalmente, além de cumprir outras restrições impostas pela Justiça. Procurada, a advogada Mariana Migliorini afirmou que, como o endereço do goleiro é em Cabo Frio e a comarca aplica o entendimento da Súmula Vinculante nº 56, ele deve cumprir prisão domiciliar.

Pontífice também comentou os ataques dos EUA e Israel ao Irã durante aparição na Praça São Pedro O Papa Leão XIV, durante aparição neste domingo (1) na janela do Palácio Apostólico, na Praça São Pedro (Vaticano), mandou uma mensagem às vítimas das chuvas e atingidos pelas enchentes na Zona da Mata de Minas Gerais.A fala foi divulgada em português nas redes sociais do pontífice.“Estou próximo da população do Estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam as suas casas e por todos aqueles que estão a trabalhar nas operações de socorro”. O último balanço da Polícia Civil de Minas Gerais atualizou que o número de mortes causadas pela chuva chegou a 72, sendo 65 em Juiz de Fora e sete em Ubá, cidade onde uma pessoa continua desaparecida. Neste sábado (28), o presidente Luiz Inacio Lula da Silva foi pessoalmente às cidades atingidas para vistoriar a situação, conversar com a população e anunciar ações emergenciais de socorro. Papa comenta ataque ao IrãO Papa Leão XIV também comentou neste domingo os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, pregando paz e diálogo.“Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas um veemente apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável!”Os bombardeios ao Irã deixaram centenas de feridos e mortos, incluindo autoridades do país, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Mohammad Pakpour.Também foi confirmada mídia oficial iraniana na noite desse sábado (28) a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo vitalício de líder supremo do país há 36 anos.O pontífice clamou que “a diplomacia recupere o seu papel, e que seja promovido o bem dos povos, que anseiam por uma convivência pacífica, baseada na justiça”.“Acompanho com profunda preocupação o que está a acontecer no Oriente Médio e no Irã nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.*Com Agência Brasil

Locais

A audiência, proposta pelo vereador Rodrigo Cadeirante, será realizada na sexta-feira (13), às 19 horas, na Câmara Municipal Por iniciativa do vereador Rodrigo Cadeirante, a Câmara Municipal de MontesClaros realizará nessa sexta-feira, 13, audiência pública para tentar solucionar oimpasse criado envolvendo o loteamento Jardim Independência e oscompradores dos lotes.Pela lei de uso e ocupação do solo, a maior parte das áreas, contíguas aoAeroporto Mário Ribeiro, é classificada como sendo comercial e, portanto, nãopode servir para construções residenciais. No entanto, teriam sido vendidas pelaConstrutora Smart House com a promessa de que os adquirentes poderiamconstruir no local num futuro próximo, com a mudança na lei.A própria propaganda do empreendimento diz, no slogan, “seja bem-vindo ao seunovo lar”. No contrato redigido entre as partes consta, em letras miúdas,restrições à utilização do espaço com objetivo residencial, caracterizando umasituação dúbia.De acordo com Cadeirante, que é presidente da Comissão de Serviços PúblicosMunicipais, os lotes foram adquiridos com a promessa, por parte da Smart House,de que a Prefeitura alteraria a legislação para tornar os terrenos residenciais, oque não foi feito. No total, a área do Jardim Independência consta de 740 lotes.A audiência pública reunirá representantes da Smart House, dos compradores,Ministério Público e aeroporto, além do prefeito Guilherme Guimarães esecretários municipais ligados ao assunto. Foto e texto do jornalista Waldo Ferreira

Para garantir o controle social, identificar demandas e eleger delegados, a Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Saúde e do Conselho Municipal de Saúde, iniciou nesta terça-feira (10) as Pré-Conferências Municipais de Saúde, para debaterem problemas locais e formularem propostas para a Conferência Municipal de Saúde A Pré-Conferência de Saúde da Mulher foi o primeiro encontro de uma série de 13 pré-conferências que antecedem a Conferência Municipal de Saúde. Reuniu, nesta terça-feira (10), no auditório do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (CIMAMS), situado na Av. Gov. Magalhães Pinto, 4000, no Bairro Jaraguá, conselheiros, gestores e população para debater fortalecimento do SUS. “Este é um momento importante de escuta, diálogo e construção coletiva, fortalecendo a participação social e contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas de saúde no município”, comentou o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Montes Claros, Farley Sindeaux Ribeiro. Segundo o secretário municipal de saúde, Eduardo Luiz da Silva, as Pré-Conferências Municipais de Saúde visam analisar a condição de saúde no município. “Estes debates são fundamentais para estabelecer diretrizes e definir prioridades de saúde e do Plano de Ação para o fortalecimento dos movimentos sociais, com o intuito de capacitá-los para identificar diagnósticos, prioridades, propostas e recomendações de melhorias na área social através do aprimoramento da cidadania”, enfatizou.

North busca empate com Uberlândia fora de casa no jogo de ida das semifinais do Troféu Inconfidência Uberlândia e North empataram por 1 a 1 no jogo de ida das semifinais do Troféu Inconfidência do Campeonato Mineiro, neste sábado (21/2), no Parque do Sabiá, em Uberlândia.Marcos Calazans, aos 19 minutos do primeiro tempo, abriu o placar para o Uberlândia. Aos 12′ da etapa final, Rosseto empatou para o North. As equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo (1/3), às 17h, na Arena Juvenção em Montes Claros.Em caso de novo empate, o finalista do Troféu Inconfidência será definido na disputa de pênaltis.Outra semifinal do Troféu InconfidênciaO outro finalista do Troféu Inconfidência sairá do confronto entre Tombense e URT. No jogo de ida, nessa sexta-feira (20/2), a URT venceu o Tombense por 1 a 0, no Almeidão, em Tombos. A partida de volta será no próximo sábado (28/2), às 20h, na Arena DB, em Patos de Minas.

Setores da direita e da extrema-direita brasileiras comemorando o rebaixamento de uma agremiação como se tivessem conquistado Stalingrado, tudo porque a escola ousou homenagear Lula * Por Georgino Neto Acabo de chegar de viagem e vejo, assombrado, setores da direita e da extrema-direita brasileiras comemorando o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói como se tivessem conquistado Stalingrado, tudo porque a escola ousou homenagear Luiz Inácio Lula da Silva. É curioso. Passam o ano denunciando a “politização de tudo”, mas, ao menor sinal de alegoria que não lhes agrade, transformam planilhas de jurados em plebiscitos ideológicos. A comissão de frente vira urna eletrônica, o quesito harmonia torna-se termômetro moral e a nota 9,8 é interpretada como voto de protesto. Nunca a hermenêutica carnavalesca foi tão aplicada. A cena é quase um desbunde do conservadorismo moral à brasileira: patriotas exultando diante do descenso de uma agremiação como se fosse a queda da Bastilha. Não se discutem critérios técnicos, evolução, bateria, fantasias, mas a presença simbólica de um personagem político. O rebaixamento deixa de ser resultado artístico e converte-se em catarse partidária. É a estetização da revanche. Lembro-me de Friedrich Nietzsche, que advertia sobre o ressentimento como motor moral de certas paixões. Há algo desse pathos na celebração ruidosa: não é o amor à forma, ao samba, ao rigor plástico; é a satisfação íntima de ver o “outro” punido, ainda que por vias carnavalescas. Troca-se a crítica estética pelo deleite punitivo. O mais fascinante é que muitos dos que comemoram juram defender a liberdade artística, desde que a arte não ouse contrariar suas convicções. Querem um Carnaval apolítico, neutro, higienizado de figuras que despertem paixões. Um Carnaval, portanto, sem história. O que é quase um oxímoro, pois desde os cordões do início do século XX a avenida é palco de crônica social, sátira e comentário político. No fundo, o que se celebra não é a queda de uma escola, mas a ilusão de que a cultura pode ser disciplinada como quartel: quem sai da linha, desce de grupo. O problema é que a arte, como o samba, insiste em escapar da marcha reta. Ela prefere o compasso sincopado, esse território onde a sociedade se vê, às vezes deformada, às vezes exaltada, mas sempre refletida. Se a Acadêmicos de Niterói foi rebaixada, isso pertence ao regulamento. Já a euforia ideológica diante do fato pertence a outra esfera: a do desejo de domesticar símbolos. E nesse quesito, ironicamente, quem parece ter perdido a harmonia não foi a bateria. -Georgino Neto- *Georgino Jorge de Souza Neto é professor da Unimontes, escritor, diretor do Museu Regional do Norte de Minas, especialista em Psicopedagogia, Mestre e Doutor em Estudos do Lazer pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Norte de Minas

Moradores do entorno não devem retornarOrientações foram repassadas pelo Corpo de Bombeiros e outros órgãos envolvidos no monitoramento do reservatório. Por conta do risco iminente de rompimento da Barragem de Lages, em Porteirinha, os moradores retirados da área de risco ainda devem permanecer fora do local. As informações foram divulgadas pelo Corpo de Bombeiros nesta quarta-feira (4). Na última segunda-feira (2), a corporação já havia delimitado uma área crítica com 85 hectares, composta por 46 residências e 77 moradores. Ao todo, 114 pessoas foram retiradas de forma preventiva, sendo 77 moradores da zona crítica e 37 do entorno da área delimitada como medida de segurança. Conforme o tenente Kollek Pereira, do Corpo de Bombeiros, os envolvidos nos trabalhos – Polícia Militar, Defesa Civil Estadual e Municipal e a Prefeitura Municipal de Porteirinha – estiveram com moradores nessa terça-feira (3). “Essas agências realizaram algumas ações importantes, como uma reunião com os moradores que foram evacuados da área de risco, mostrando a importância de que eles não retornem para as suas residências, considerando ainda o risco iminente existente.”Conforme a corporação, a situação se tornou preocupante após as chuvas intensas que atingiram o Norte de Minas Gerais. Em Porteirinha, choveu 165 milímetros entre o último sábado (28) e domingo (1). Com isso, a água ultrapassou a crista da barragem, causando danos a partes da estrutura e do vertedouro. O Governo Federal reconheceu a situação de emergência por conta do risco iminente de rompimento do reservatório. Para acompanhar a situação, um Posto de Comando, onde se concentram o planejamento, a coordenação e a tomada de decisões estratégicas, foi montado. “Ainda na parte da tarde, esteve presente no Posto de Comando algumas agências, como o Ministério Público de Minas Gerais e o NEA, Núcleo de Emergências Ambientais, ligado à Semad, Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais. A Semad irá emitir uma recomendação aos responsáveis pela barragem para que sejam tomadas providências a fim de mitigar os riscos existentes na estrutura da barragem.” Ainda conforme o tenente, especialistas da Cemig também foram ao local para auxiliar na resolução do problema. Sobre a barragemSegundo a Defesa Civil Municipal, a barragem foi construída em 1983 pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Atualmente, a Copasa faz uso e tratamento da água, que é distribuída para moradores da comunidade de Tanque e adjacências. A Defesa Civil informou ainda que uma vistoria com participação da Codevasf deve ser realizada nesta segunda-feira. A análise irá determinar as providências que serão adotadas. A Codevasf informou que disponibilizou seu corpo técnico para realizar visita à Barragem de Lages, “com o objetivo de avaliar as condições da estrutura e prestar apoio técnico no âmbito de cooperação estabelecida entre as partes.” A companhia ainda destacou que “as ações de gestão, operação e manutenção da Barragem de Lages são de competência do município, ente empreendedor com o qual a Codevasf mantém Termo de Compromisso desde 1989.” Providências que devem ser tomadasPor meio de nota, a Gerência de Segurança de Barragens e Sistemas Hídricos (GESIH), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) informou que enviou ofício à Codesvasf para reiterar a necessidade de a companhia cadastrar 12 barragens, entre elas está a de Lages, em um período de 30 dias. “Também foi estabelecido o prazo de 90 dias para elaboração do Relatório de Inspeção de Segurança Especial (RISE) e da Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) de cada uma das 12 estruturas, em conformidade com as normas da ABNT e as melhores práticas de engenharia, devendo os documentos ser encaminhados ao Igam acompanhados das respectivas Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs).” Sobre Lages, RISE e a DCE deverão conter análise da situação registrada após as chuvas intensas que atingiram Porteirinha. Os documentos devem incluir “causas prováveis, riscos remanescentes e as medidas estruturais e não estruturais adotadas e planejadas para restabelecer e garantir a estabilidade da estrutura.” “O Igam determinou que sejam comunicadas, no prazo máximo de cinco dias, todas as ações emergenciais realizadas e planejadas na barragem de Lajes desde o evento de 1º de março de 2026, incluindo monitoramentos adicionais, articulação com Defesas Civis e Prefeituras, além do cronograma imediato de obras e serviços necessários à garantia da estabilidade da estrutura.” O Igam ainda determinou que, em 90 dias, sejam apresentados os Planos de Segurança de Barragem (PSB), os Planos de Ação de Emergência (PAE), quando exigíveis, e as Revisões Periódicas de Segurança de Barragem (RPSB) das estruturas que se enquadrarem nos critérios legais Fonte G1 Grande Minas

Situação segue sendo monitorada pelo Grupo Federal de Segurança de Barragens, composto pela Defesa Civil Nacional, agências fiscalizadoras e representantes de órgãos estaduais e municipais. A Prefeitura de Porteirinha, no Norte de Minas, decretou situação de emergência por conta do risco de rompimento da Barragem das Lajes, após as fortes chuvas que atingiram a região. A situação de emergência já foi reconhecida pelo Governo Federal.Moradores de áreas próximas à barragem receberam alerta determinando a evacuação imediata. No domingo, a Defesa Civil Municipal informou que houve rompimento parcial da estrutura.“Com esse rompimento parcial muitas casas foram invadidas pela água, principalmente no Distrito de Serra Branca. Esse rompimento parcial causou um dano bem grande na estrutura, porque rompeu as duas laterais”, explicou o coordenador da Defesa Civil do município, Maurílio Tadeu Nunes.Defesa Civil ordena evacuação imediata em Porteirinha por risco de rompimento de barragemSegundo a Defesa Civil, choveu cerca de 120 milímetros na região entre sábado e domingo. Além do Distrito de Serra Branca, também houve inundações na Comunidade de Lajes, no Barreiro e em outras localidades ribeirinhas. No bairro Cidade Alta, duas casas foram danificadas e as famílias ficaram desabrigadas.As famílias afetadas que não têm para onde ir foram acolhidas em um Cemei no Distrito do Tanque, onde receberam assistência social, alimentação, colchões e roupas de cama.A situação segue sendo monitorada pelo Grupo Federal de Segurança de Barragens, composto pela Defesa Civil Nacional, agências fiscalizadoras e representantes de órgãos estaduais e municipais.Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira (2), a Defesa Civil Estadual informou que a situação está controlada, mas “segue sob atenção especial das equipes técnicas e operacionais”. Os trabalhos incluem monitoramento contínuo da estrutura, mapeamento de pontos críticos e avaliação técnica das condições de estabilidade.Segundo o Governo Federal, com o reconhecimento da situação de emergência, o município já está autorizado a solicitar recursos para ações de assistência humanitária, como o atendimento aos desabrigados e desalojados e a intervenção emergencial na barragem para mitigar o risco de rompimento.

Espinosa registrou 97 mm de chuva até 5h30 deste domingo (1) e teve novos acumulados ao longo da manhã. Prefeitura cancelou as comemorações de aniversário. A cidade de Espinosa, no Norte de Minas, registrou alagamentos em diversos bairros após a forte chuva que atingiu o município na madrugada deste domingo (1). Segundo a Defesa Civil, choveu 97 mm até 5h30 e houve mais precipitações ao longo da manhã, o que elevou o nível do Rio São Domingos e provocou transtornos em várias regiões.Diante dos danos, a prefeitura decretou situação de emergência. As inundações comprometeram residências, comércios, pontes e áreas rurais. Dezenas de famílias foram retiradas de áreas alagadas e encaminhadas para atendimento no Centro Social da Paróquia São Sebastião, onde equipes realizam o acolhimento. Bairros ficaram submersos Os danos registrados incluem:casas invadidas pela água;perda de móveis, eletrodomésticos e alimentos;morte de animais;prejuízos ao comércio local;estragos em lavouras;dano estrutural em pontes e passagens molhadas.A Prefeitura classificou os danos como “humanos, materiais, econômicos e ambientais”.

Volume de chuva ultrapassou 100 mm e elevou rapidamente o nível do Rio Mosquito; moradores próximos à Barragem das Lajes foram orientados a deixar suas casas. Defesa Civil, Bombeiros e PM atuam na região. A cidade de Porteirinha registrou risco iminente de rompimento da Barragem das Lajes na manhã deste domingo (1), após fortes chuvas atingirem a região nas últimas horas. De acordo com a Defesa Civil Municipal, o acumulado passou de 100 milímetros e provocou aumento rápido no nível do Rio Mosquito e alagamentos em áreas rurais e urbanas.A Prefeitura informou que moradores próximos à barragem receberam alerta sonoro no celular determinando a evacuação imediata. Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e Ambiental foram deslocadas para acompanhar a estrutura e orientar a população.Água passou por cima da barragem, diz Defesa CivilDe acordo com agentes da Defesa Civil, a situação se tornou crítica durante a madrugada.Segundo o órgão, a água já passou por cima da barragem, muitas casas na parte de baixo podem ser atingidas, e a probabilidade de rompimento é grande. As famílias da região das Lajes foram orientadas a deixar as residências.A comunidade rural Barreira das Lajes ficou ilhada, e equipes trabalham no resgate de moradores e retirada de animais. Alertas começaram ainda no sábadoNa noite de sábado (28), a Defesa Civil já havia divulgado aviso de chuvas intensas na Serra do Talhado e na barragem de Serranópolis de Minas, com previsão de até 98 mm de precipitação. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve alerta vermelho de grande perigo para toda a região, indicando risco de alagamentos, deslizamentos e enxurradas.Em Porteirinha, parte do bairro Cidade Alta registrou desabamentos de casas após a elevação do nível do Rio Mosquito.A Defesa Civil reforçou que moradores não devem se aproximar de margens de rios, pontes ou passagens alagadas. A recomendação é buscar imediatamente locais seguros caso estejam em áreas de risco. Contatos de emergência:Defesa Civil Municipal: (38) 99871-6633Polícia Militar: 190Corpo de Bombeiros: 193A prefeitura informou que novas atualizações serão divulgadas conforme a avaliação estrutural da Barragem das Lajes avança.

Economia

O governo destaca que o programa busca enfrentar a pobreza energética das famílias de baixa renda, especialmente a dificuldade de acesso ao gás para cozinhar alimentos Publicado em edição extra do Diário Oficial da União, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei (número 15.348) do programa social Gás do Povo, que assegura a recarga do botijão de gás de cozinha (GLP) de 13kg a famílias de baixa renda. Para isso, elas precisam estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e possuírem renda per capita de até meio salário mínimo. Em nota, o governo destaca que o programa busca enfrentar a pobreza energética das famílias de baixa renda, especialmente a dificuldade de acesso ao gás liquefeito de petróleo (GLP) para cozinhar alimentos. Leia também: MP do programa Gás do Povo avança no Senado e vai à sanção de Lula “A previsão é de que o Gás do Povo esteja em pleno funcionamento em março, quando 15 milhões de famílias (cerca de 50 milhões de pessoas) em todos os 5.571 municípios estarão contempladas”, diz o governo. A iniciativa envolve os ministérios de Minas e Energia (MME) e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), além da Caixa Econômica. Com o marco de 10 mil pontos de comercialização credenciados em menos de dois meses, uma em cada seis revendas de GLP do país está conectada à iniciativa. Quem tem direitoPara ser elegível, a família deve ser beneficiária do Bolsa Família com pelo menos duas pessoas, ter renda per capita de até meio salário-mínimo e manter o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses. Além disso, é essencial que o CPF do Responsável Familiar esteja regular, e que o cadastro não apresente pendências como Averiguação Cadastral ou indício de óbito. Energia limpa e seguraO custo da recarga e a complexidade de sua distribuição em áreas mais afastadas impediam que muitas residências tivessem acesso à energia limpa e segura. Com isso, a realidade para muitos era o uso de alternativas precárias, como lenha, carvão e querosene, que expunham mulheres e crianças, principalmente, a ambientes insalubres, marcados por fumaça tóxica e potencial de desenvolver doenças respiratórias, além do perigo de queimaduras. É esse um dos cenários que a política pretende extinguir. AplicativoNo app “Meu Social – Gás do Povo”, as famílias podem verificar se estão elegíveis, conferir a situação do vale e encontrar revendas credenciadas. Isso além do telefone e endereço de pontos credenciados, caso a pessoa queira ligar para o estabelecimento e tirar dúvidas. Outras alternativasHá outras três formas de uso do vale para que as famílias atendidas tenham mais condições de acesso ao programa, considerando, por exemplo, casos de pessoas sem acesso à internet ou celular. Com informações da Secom

Com votação expressiva, Medida Provisória avança ao Senado para garantir segurança alimentar e combater a pobreza energética em todo o país Numa demonstração de prioridade à agenda social no início dos trabalhos legislativos, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (2), a Medida Provisória 1.313/2025. O texto institui o Programa Gás do Povo, uma iniciativa do governo Lula que altera o antigo modelo de auxílio financeiro para a entrega direta e gratuita de botijões de 13 kg de GLP. A matéria recebeu 415 votos favoráveis, refletindo o amplo consenso sobre a urgência de garantir o acesso ao gás de cozinha para população de menor renda. A proposta, editada pelo governo federal em setembro do ano passado, segue agora para o Senado. Para que não perca a validade, a MP precisa ser apreciada pelos senadores até o dia 11 de fevereiro. Se ratificada, a medida consolidará uma política pública de combate à pobreza energética, alcançando a meta de atender a 15 milhões de famílias em todos os municípios brasileiros até março deste ano. Segurança alimentar e transição energética O diferencial do Gás do Povo reside na substituição gradual do subsídio em dinheiro pelo fornecimento do produto. Segundo o relatório aprovado, de autoria do deputado Hugo Leal (PSD-RJ), o objetivo é assegurar que o benefício cumpra sua finalidade essencial, evitando que o recurso seja desviado para outras despesas urgentes em detrimento da segurança alimentar. Além do aspecto imediato, o programa incorpora uma visão de sustentabilidade. O texto incentiva a transição para energias limpas, promovendo o uso de biogás e sistemas de cozimento com baixa emissão de carbono. O programa também institui o selo “Gás Legal”, que visa certificar revendas e garantir maior transparência nos preços praticados no mercado. Critérios e grupos prioritários Para ter acesso ao botijão gratuito, as famílias devem estar com os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico) e possuir renda per capita mensal de até meio salário mínimo (R$ 759). A frequência de entrega será escalonada conforme o número de integrantes da família: O relator manteve prioridades para grupos sociais específicos, como mulheres vítimas de violência doméstica sob medidas protetivas, povos indígenas e quilombolas, além de famílias residentes em áreas atingidas por desastres naturais. Implementação e transparência O cronograma de expansão do programa prevê a cobertura nacional plena já no próximo mês. Atualmente, o Gás do Povo opera em todas as capitais brasileiras, contando com uma rede de cerca de 10 mil revendas credenciadas. A retirada do botijão é simplificada, podendo ser feita via aplicativo “Meu Social Gás do Povo” ou pelo cartão do Bolsa Família, com validação eletrônica para impedir fraudes. O financiamento da política pública está lastreado em fontes sólidas, como royalties do petróleo, dividendos da Petrobras e recursos do Fundo Social. A gestão cabe ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que agora aguarda o desfecho da votação no Senado para dar continuidade à política de proteção social que integra o combate à fome e à dignidade energética.

Dados do Novo Caged mostram avançam surpreendente da geração de empregos; foram mais de 4,46 milhões de empregos formais criados desde 2023 O Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada, resultado de 26,59 milhões de admissões e de 25,32 milhões de desligamentos registrados entre janeiro e dezembro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados nesta quinta-feira, 29 de janeiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De acordo com o sistema, que monitora a evolução do emprego formal no país, o estoque de trabalhadores celetistas cresceu 2,71% ao longo do ano, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões de vínculos ativos. O desempenho positivo foi observado nas cinco regiões do país e nas 27 Unidades da Federação, conforme o Novo Caged. A região com maior número de empregos gerados em 2025 foi a Sudeste, com saldo de 504,97 mil vagas ao longo do ano (+2,10%), seguida pela Nordeste, que registrou 347,94 mil (+4,38%), e pela Sul, que gerou 186,12 mil vagas (+2,16%). A região Centro-Oeste apresentou saldo positivo de 149,53 mil postos (+3,56%), enquanto a Norte foi de 90,61 mil (+3,81%). Entre os estados, os maiores saldos absolutos foram registrados em São Paulo, com 311.228 postos (+2,17%), Rio de Janeiro, com 100.920 (+2,60%), e Bahia, com 94.380 vínculos formais (+4,41%). Já as maiores taxas de crescimento do emprego formal ocorreram no Amapá (+8,41%), na Paraíba (+6,03%) e no Piauí (+5,81%). No acumulado do ano, os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais. O maior avanço foi registrado no setor de Serviços, com a criação de 758.355 postos de trabalho (+3,29%), seguido pelo Comércio, que contabilizou 247.097 novas vagas (+2,3%). Dentro do setor de Serviços, os maiores avanços ocorreram nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que geraram 318.460 vagas (+3,12%), e em administração pública, educação, saúde e serviços sociais, com saldo de 194.903 postos (+3,12%). A Indústria também teve desempenho positivo, com 144.319 postos gerados (+1,6%). Na Construção, foram criadas 87.878 vagas (+3,1%), enquanto a Agropecuária manteve trajetória de crescimento, com saldo de 41.870 postos de trabalho (+2,3%). Em dezembro, mês que historicamente apresenta retração no mercado de trabalho formal, o saldo foi negativo, com a redução de 618.164 vagas. O desempenho foi negativo tanto para homens (-348,4 mil) quanto para mulheres (-269,7 mil). Entre os estados, as maiores retrações foram registradas em São Paulo (-224,2 mil), Minas Gerais (-72,7 mil) e Paraná (-51 mil). Nos grandes grupos de atividades econômicas, todos tiveram saldos negativos, em particular Serviços (-280,8 mil), Indústria (-135 mil) e Construção (-104 mil). No mesmo mês, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.303,78, registrando leve redução em relação a novembro. Na comparação com dezembro de 2024, o salário médio real apresentou alta de 2,55%.

Empresa informou que a renúncia está relacionada com as atividades acadêmicas que Pedro Moreira Salles desenvolverá na Universidade de Columbia A Alpargatas elegeu, na quarta-feira, João Moreira Salles como novo presidente do conselho de administração da empresa, em substituição de Pedro Moreira Salles. Em ata da reunião do conselho, a empresa informou que a renúncia está relacionada com as atividades acadêmicas que Pedro Moreira Salles desenvolverá como professor adjunto na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, ao longo de 2026.A empresa também elegeu Rodolfo Villela Marino como vice-presidente do conselho, cargo que até então não existia na Alpargatas. A Alpargatas possui uma fábrica em Montes Claros, Minas Gerais, localizada no Distrito Industrial, sendo um importante polo produtivo da empresa, que celebra seus 13 anos de operação na cidade, e abriga também o Espaço Alpargatas (um museu sobre a história da empresa e das Havaianas), além de ser ponto de captação de talentos e oportunidades de emprego.

Mundo

Ao menos 9 israelenses também morreram.Outros cinco militares dos EUA ficaram gravemente feridos na retaliação do Irã, enquanto um ataque com míssil iraniano matou civis israelenses; O Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) informou que três soldados estadunidenses morreram e outros cinco ficaram gravemente feridos em um bombardeio iraniano. São as primeiras mortes confirmadas entre militares dos EUA desde que Washington e Tel Aviv iniciaram uma série de bombardeios de grande escala contra alvos do Irã.Segundo o Centcom, a situação ainda está em desenvolvimento e novos detalhes não foram divulgados. “A situação está em constante mudança, por isso, por respeito às famílias, reteremos qualquer informação adicional, incluindo a identidade dos guerreiros mortos em combate, até 24 horas depois que seus familiares tenham sido informados”, afirmou o comando militar em publicação nas redes sociais. Outros soldados sofreram ferimentos classificados como leves, provocados principalmente por estilhaços e traumatismos cranianos, mas foram recolocados em suas funções. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia advertido no sábado (28) o que mortes entre as forças estadunidenses eram esperadas após o início da ofensiva. Míssil derruba prédio e mata civis em IsraelA resposta militar do Irã atingiu diretamente Israel. Equipes de emergência informaram que um míssil iraniano provocou o colapso de um prédio residencial na cidade de Beit Shemesh, no centro do país, deixando pelo menos nove mortos e 28 feridos, dois deles em estado grave.Segundo os socorristas, houve “impacto direto” do projétil, que causou “danos importantes” e levou ao desabamento do edifício onde estavam civis.Diante das mortes, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu falou em “dias dolorosos” durante um pronunciamento.“Estes são dias dolorosos. Ontem aqui em Tel Aviv, e agora em Beit Shemesh, perdemos pessoas queridas. Meu coração está com as famílias e, em nome de todos vocês, cidadãos de Israel, envio meus votos de plena recuperação aos feridos.” Ataques se espalham pela regiãoA campanha de retaliação iraniana também atingiu outros países do Golfo. Autoridades informaram que ataques com mísseis e drones provocaram mortes e feridos nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait desde sábado.Nos Emirados, ao menos três pessoas morreram e 58 ficaram feridas, de acordo com o Ministério da Defesa. O país afirmou ter detectado 165 mísseis balísticos, dos quais 152 foram destruídos, além da interceptação de dois mísseis de cruzeiro. Também foram detectados 541 drones iranianos, com 506 interceptados.No Kuwait, uma pessoa morreu e 32 ficaram feridas nos bombardeios. As autoridades informaram que todas as vítimas são estrangeiras. Escalada após ofensiva contra o IrãOs ataques iranianos ocorrem após uma grande ofensiva aérea iniciada no sábado por Estados Unidos e Israel contra o Irã, ampliando drasticamente o conflito no Oriente Médio. A operação abriu uma nova fase de confrontos diretos, com consequências já visíveis tanto entre civis quanto entre militares.A escalada acontece em meio à crise desencadeada pelos ataques contra a liderança iraniana, incluindo a morte do líder supremo do país — episódio que elevou a tensão regional e levou Teerã a prometer vingança.*Com informações da AFP

Agências estatais confirmam informação que havia sido divulgada por Trump; Irã diz que morte ‘não ficará sem resposta’ O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto neste sábado (28) pelos bombardeios realizados pelos EUA e por Israel contra o território iraniano.A informação foi confirmada pela agências estatais do Irã Irna e Fars.“O líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Ali Khamenei, foi martirizado pelos ataques dos regimes de Israel e dos EUA”, informou a imprensa iraniana.A confirmação vem horas depois do presidente dos EUA, Donald Trump, alegar que seus ataques haviam vitimado o líder do país persa. Teerã ainda decretou luto oficial por 40 dias e disse que “esse grande crime nunca ficará sem resposta”.“[Esse crime] vai marcar uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo. O sangue puro desse distinguido líder vai fluir como um rio e erradicar o crime e a opressão americana-sionista”, afirmou o governo iraniano.O Irã foi vítima na madrugada deste sábado de uma ofensiva por parte dos EUA e de Israel, que bombardearam massivamente 24 províncias do país.Segundo o Crescente Vermelho do Irã – que faz parte da organização humanitária internacional Cruz Vermelha – pelo menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas após os ataques. Em Teerã, uma escola foi bombardeada e matou mais de 100 crianças.O Irã retaliou e lançou ataques contra Israel e 14 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Segundo a imprensa estatal iraniana, instalações militares estadunidenses no Bahrein, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita foram atingidas. A Guarda Revolucionária Islâmica também afirmou ter atacado um navio de apoio de combate da Marinha dos EUA, identificado como US MST.Khamenei tinha 88 anos e ocupava o posto de líder supremo desde 1989, quando substituiu o fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini.

Em video, Trump confirma participação dos EUA; Irã responde com mísseis contra bases dos EUA no Golfo Pérsico Os Estados Unidos e Israel lançaram neste sábado (28), uma agressão militar conjunta contra o Irã, a despeito das negociações diplomáticas em andamento entre Washington e Teerã. Israel iniciou os ataques, confirmados pelo Ministério da Defesa do país. O presidente estadunidense Donald Trump anunciou em seguida a participação direta das forças armadas dos EUA: “Há pouco tempo, as forças militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã.” O Departamento de Guerra estadunidense denominou a agressão de “Operação Fúria Épica”.A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã emitiu comunicado confirmando o início da resposta militar à agressão conjunta de EUA e Israel: “Em resposta à agressão do inimigo hostil e criminoso contra a República Islâmica do Irã, teve início a primeira onda de ataques generalizados com mísseis e drones por parte da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados”. O comunicado, divulgado pela Agência de Notícias Ahlul Bayt (ABNA), informa que atualizações adicionais serão publicadas nos canais oficiais.A imprensa iraniana confirmou explosões nas cidades de Teerã, Qom, Lorestan, Kermanshah, Karaj e Tabriz na sequência do início da agressão militar conjunta de EUA e Israel. O espaço aéreo iraniano foi totalmente fechado, segundo o porta-voz da Organização de Aviação Civil do Irã.Também foram registradas explosões no norte de Israel. O presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, declarou: “O fim desses ataques já não está em suas mãos”. A agência IRNA e outros portais de informação iranianos sofreram ataques cibernéticos simultâneos ao início da ofensiva, conforme informou a agência Tasnim. Resposta iraniana: bases estadunidenses no Golfo Pérsico são atacadasA Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou o início de uma resposta militar em larga escala à agressão conjunta de EUA e Israel, lançando mísseis balísticos contra bases militares estadunidenses em quatro países do Golfo Pérsico. A base aérea de Al Udeid no Qatar, a base de Al Salem no Kuwait, a base de Al Dhafra nos Emirados Árabes Unidos e a sede da Quinta Frota da Marinha estadunidense no Bahrein foram alvejadas pelos ataques com mísseis iranianos, segundo a agência Fars, citando a Guarda Revolucionária.Fumaça foi vista subindo da área de Juffair, no Bahrein, onde fica a sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA. O Bahrein confirmou que um ataque de mísseis atingiu a base naval. Anteriormente, o Ministério do Interior do Bahrein havia emitido alerta de emergência pedindo à população que se dirigisse ao local seguro mais próximo. Khabarhub O Qatar declarou ter interceptado todos os mísseis disparados contra seu território. Haaretz Explosões também foram reportadas em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e em Kuwait.A Guarda Revolucionária anunciou também o início de “ataques generalizados com mísseis e drones” contra territórios ocupados por Israel, em comunicado divulgado pela Agência Internacional de Notícias Ahlul Bayt (ABNA). Iêmen anuncia retomada de ataques no Mar VermelhoOs Houthis do Iêmen decidiram retomar os ataques com mísseis e drones contra rotas de navegação e contra Israel, em solidariedade ao Irã. Dois altos funcionários do movimento, que falaram sob condição de anonimato por não haver anúncio oficial da liderança, informaram que o primeiro ataque poderia ocorrer ainda neste sábado à noite. O grupo havia suspendido seus ataques no Mar Vermelho como parte de um acordo com o governo estadunidense, e interrompido os ataques contra Israel após o cessar-fogo de outubro de 2025 em Gaza. Trump admite risco de baixas entre militares estadunidensesEm pronunciamento em vídeo, Trump reconheceu que a operação conjunta de EUA e Israel poderá resultar em mortes entre as próprias tropas estadunidenses: “As vidas de corajosos heróis estadunidenses podem ser perdidas, e podemos ter baixas. Isso frequentemente acontece em guerra”.O presidente estadunidense anunciou ainda objetivos de amplo escopo: destruir a indústria de mísseis iraniana, aniquilar a marinha do Irã e desarticular forças aliadas da República Islâmica na região. Trump afirmou que ataques anteriores realizados pelos EUA, identificados como “Operação Midnight Hammer (Martelo da Meia-Noite)” em junho passado, já teriam destruído instalações nucleares em Fordow, Natanz e Isfahan.O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que os bombardeios conjuntos têm como objetivo eliminar uma “ameaça existencial” representada pelo Irã. Em declaração oficial, ele declarou que “chegou a hora de todas as parcelas do povo do Irã […] removerem o jugo da tirania […] e trazerem um Irã livre e amante da paz”. Segundo Netanyahu, a operação conduzida em parceria com os Estados Unidos criaria “as condições para que o bravo povo iraniano assuma seu destino em suas próprias mãos”. Ministério do Interior iraniano ativa gestão de crises e pede calma à populaçãoO Ministério do Interior do Irã condenou a agressão conjunta de EUA e Israel e ativou a Sede Nacional de Gestão de Crises. O comunicado, assinado pelo ministro Eskandar Momeni, classifica o ataque como violação de “todas as leis internacionais”, perpetrada “em pleno andamento das negociações“. O ministério orientou os governadores provinciais a mobilizarem recursos para atender às necessidades urgentes da população e pediu aos cidadãos que evitem deslocamentos desnecessários e acompanhem apenas fontes oficiais de informação, em particular a Corporação de Radiodifusão Iraniana.A agressão militar conjunta de EUA e Israel contra o Irã ocorre durante negociações diplomáticas ativas sobre o programa nuclear iraniano, fato reconhecido pelo próprio governo iraniano e implicitamente confirmado por Trump, que afirmou ter buscado “repetidamente” um acordo antes de ordenar os ataques. A operação, realizada sem resolução do Conselho de Segurança da ONU, representa uma violação do direito internacional e uma escalada de consequências imprevisíveis para toda a região

Publicação compara reação das instituições brasileiras a Jair Bolsonaro com a atuação dos EUA diante de Donald Trump e destaca papel do Congresso e do STF A revista norte-americana Vox publicou uma ampla reportagem destacando o Brasil como um exemplo recente de resistência institucional ao autoritarismo. No texto intitulado “How one country stopped a Trump-style authoritarian in his tracks”, a publicação sustenta que o país conseguiu conter investidas autoritárias do ex-presidente Jair Bolsonaro, em contraste com o cenário vivido atualmente nos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump, que é o atual presidente norte-americano. Segundo a Vox, em 2018 o Brasil elegeu Bolsonaro, descrito como um político que tentou promover “o tipo de concentração de poder autoritária que o presidente Donald Trump está atualmente promovendo nos Estados Unidos”. A diferença fundamental, de acordo com a reportagem, é que no Brasil essas tentativas foram bloqueadas. “Ao contrário da América, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal do Brasil trabalharam para conter o presidente e limitar severamente sua capacidade de agir como um ditador eleito”, afirma o texto. Sistema multipartidário e incentivos políticos A reportagem argumenta que o fator decisivo esteve nos incentivos criados pelo sistema político brasileiro. A combinação de presidencialismo com multipartidarismo teria impedido a formação de uma lealdade partidária extrema como a observada no sistema bipartidário dos Estados Unidos. De acordo com a análise, o Congresso brasileiro — especialmente partidos de centro-direita — recusou-se a simplesmente endossar as tentativas de Bolsonaro de ampliar seus poderes. O então presidente editou 254 medidas provisórias, número recorde, mas teve menos da metade aprovadas pelo Legislativo. Além disso, o Congresso derrubou vetos presidenciais 30 vezes durante seu mandato, número significativamente superior ao de presidentes anteriores. Para o cientista político André Borges, ouvido pela reportagem, Bolsonaro pretendia corroer gradualmente os mecanismos de controle democrático. “Está muito claro para mim que Bolsonaro queria ser um presidente populista que lentamente minasse os freios e contrapesos”, afirmou. No entanto, segundo ele, isso não interessava à direita tradicional: “Para eles, seria muito melhor ter um presidente fraco”. A Vox sustenta que, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos — onde parlamentares republicanos tendem a se alinhar ao presidente por disciplina partidária —, no Brasil os deputados possuem bases eleitorais próprias e maior autonomia em relação ao chefe do Executivo. O papel decisivo do Supremo Tribunal Federal O texto também destaca o protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte bloqueou iniciativas de ampliação de poder por meio de decretos, impediu mudanças no sistema eleitoral e atuou contra tentativas de enfraquecer mecanismos de transparência e fiscalização. O ministro Alexandre de Moraes é apontado como figura central na resistência institucional. Segundo a reportagem, ele se tornou “o oponente mais eficaz e implacável das tentativas de ampliação de poder de Bolsonaro”. O STF não apenas reagiu às medidas do Executivo, mas também assumiu postura ativa na investigação de ameaças contra a democracia. A Vox cita ainda um ensaio público do ministro Luís Roberto Barroso, no qual ele descreveu a Corte como uma barreira contra um possível “golpe institucional” e afirmou que tribunais desempenham papel “decisivo” na resistência a presidentes autoritários. Tentativa de golpe e responsabilização A reportagem dedica ampla atenção aos acontecimentos que culminaram nos ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva — que venceu o segundo turno com 50,9% dos votos —, Bolsonaro teria articulado um plano para reverter o resultado eleitoral. Segundo a Vox, o então presidente apresentou a comandantes militares uma minuta de decreto que previa estado de emergência, anulação da vitória de Lula e prisão do ministro Alexandre de Moraes. A iniciativa não prosperou porque os chefes da Aeronáutica e do Exército recusaram apoio. Quando apoiadores radicais de Bolsonaro invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo, as Forças Armadas não aderiram à tentativa de ruptura institucional. A investigação conduzida posteriormente pelo STF resultou na responsabilização de Bolsonaro e aliados. A publicação observa que, ao contrário do que ocorreu após a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos, no Brasil houve consequências jurídicas severas. Bolsonaro foi condenado por envolvimento na conspiração golpista e também ficou inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral. Comparação com os Estados Unidos A Vox considera que, em tese, o resultado deveria ter sido o oposto, já que os Estados Unidos são uma democracia mais antiga e mais rica do que o Brasil. Ainda assim, o país sul-americano demonstrou maior capacidade institucional de reação diante de um presidente com inclinações autoritárias. A reportagem argumenta que o sistema multipartidário brasileiro, apesar de suas fragilidades e práticas de negociação política pragmática, criou incentivos para que Congresso e Judiciário defendessem suas próprias prerrogativas contra um Executivo agressivo. Ao final, a publicação sugere que os Estados Unidos poderiam aprender com o caso brasileiro, especialmente no que diz respeito à criação de mecanismos institucionais que reduzam a polarização extrema e fortaleçam os freios e contrapesos. Para a Vox, o exemplo brasileiro demonstra que democracias podem resistir a projetos autoritários quando suas instituições possuem autonomia, incentivos adequados e disposição concreta para agir em defesa da ordem constitucional.

Esportes

Ele é procurado desde a última quinta-feira após ter um mandado de prisão expedido pelo Judiciário fluminense A Justiça do Rio de Janeiro considera o goleiro Bruno Fernandes como foragido. O atleta é procurado desde a última quinta-feira (5/3), quando o Judiciário fluminense expediu um mandado de prisão após revogar o livramento condicional do goleiro. “O goleiro Bruno é considerado foragido, já que, até o momento, não há informação da sua apresentação no processo de execução penal”, afirmou a Justiça do Rio à reportagem de O TEMPO. Desde quando o mandado de prisão foi expedido, Bruno, que divulgava diariamente o “Jogo do Tigrinho” em uma plataforma não regulamentada, excluiu as redes sociais.Procurada, a advogada Mariana Migliorini, que defende Bruno, disse que não vai se manifestar no momento, mas confirmou que existe um mandado de prisão contra o cliente e que ela recorre da decisão. EntendaO goleiro Bruno Fernandes é procurado após a Justiça do Rio de Janeiro expedir, nessa quinta-feira (5/3), um mandado de prisão contra ele. O documento, com validade até 2042, foi emitido depois que o goleiro teve a liberdade condicional revogada. A decisão foi assinada pelo juiz Rafael Estrela Nóbrega, que acolheu parcialmente o pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O magistrado considerou que o goleiro viajou para o Acre, onde disputou uma partida da Copa do Brasil, sem autorização judicial. “Assim, acolho o parecer ministerial e revogo o livramento condicional concedido ao apenado na forma da primeira parte do artigo 87 do Código Penal. Expeça-se mandado de prisão, no regime semiaberto, com validade de 16 anos”, determinou. Na decisão, o juiz mencionou ainda “descaso no cumprimento do benefício concedido”. Segundo apurou a reportagem, o Ministério Público defendeu o retorno do goleiro ao regime fechado, sob o argumento de que ele descumpriu diversas determinações impostas pela Justiça. Entre elas está o recolhimento noturno. Bruno disputou uma partida pelo Vasco da Gama do Acre à noite e, dias antes, publicou nas redes sociais que esteve no Estádio do Maracanã para assistir a um jogo do Flamengo, com uma cerveja na mão. O juiz, contudo, decidiu apenas revogar a liberdade condicional, sem determinar o retorno ao regime fechado. Apesar de ter assinado recentemente com um time amador de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e afirmar que “estaria voltando para casa”, Bruno mantém no processo de execução penal um endereço em Cabo Frio. Ele mora na cidade com a esposa, Ingrid Calheiros, e as duas filhas. O casal, no entanto, deixou de se seguir nas redes sociais, e há relatos de possível término do relacionamento. Com a decisão, Bruno não poderá viajar sem autorização prévia para disputar partidas de futebol amador, como costumava fazer semanalmente, além de cumprir outras restrições impostas pela Justiça. Procurada, a advogada Mariana Migliorini afirmou que, como o endereço do goleiro é em Cabo Frio e a comarca aplica o entendimento da Súmula Vinculante nº 56, ele deve cumprir prisão domiciliar.

A vitória cruzeirense encerra a sequência de seis títulos estaduais consecutivos do seu rival. O clássico terminou com pancadaria em campo. O Cruzeiro venceu o Atlético-MG, neste domigo (8), no Mineirão, por 1 a 0, e se consagrou campeão do Campeonato Mineiro de 2026. Kaio Jorge foi o autor do gol que garantiu o primeiro título estadual da Raposa em sete anos. A última vez que o clube havia levantado o troféu do Mineiro havia sido em 2019. Primeiro tempo com ‘cara de clássico’O primeiro tempo do clássico sucedeu como muitos esperavam, com um jogo truncado (61% a 39% em posse de bola), cheio de ‘faltinhas’ (9 a 6 em faltas) e poucas chances claras. Foram quatro finalizações no total, sendo três do Cruzeiro – um ano gol – e outra do Atlético. Aos 12 minutos, Mamady Cissé levou a pior em dividida no campo de ataque e foi substituído. Já aos 29, Kaiki fez falta em Natanael, após lançamento de Everton, e os atleticanos ficaram na bronca pedindo o segundo amarelo ao lateral-esquerdo. No geral, faltou calma e qualidade para os rivais no momento de definição das jogadas. Nos minutos finais, por exemplo, Kaio Jorge recebeu de Gerson, após rápido contra-ataque, mas não conseguiu dominar. Lucas Silva, em raro momento de ousadia de ambos os times, assustou em chute de fora da área. Gerson e Kaio Jorge decidem no segundo tempoO segundo tempo no Mineirão parecia seguir travado. Aos 14 minutos, porém, apareceram as estrelas do Cruzeiro. Gerson tabelou com Matheus Pereira pela esquerda e cruzou na segunda trave. Kaio Jorge subiu bem e cabeceou no contrapé de Everson para abrir o placar. O clássico seguiu de maneira truncada, com a Raposa tentando controlar a posse da bola, e o Galo sendo pouco criativo para chegar ao empate. Hulk cobrou falta aos 24, mas mandou longe do gol de Cássio. Os atleticanos pediram pênalti aos 37, em Preciado, mas o árbitro mandou o jogo seguir. Hulk seguiu arriscando em chutes de longa distância, mas sem pontaria. Renan Lodi, já nos acréscimos, foi amarelado após empurrão em Matheus Pereira, que provocou o lateral atleticano. Confusão no fim do jogo!O clássico terminou em pancadaria generalizada. A confusão começou após Everson defender um chute de Matheus Pereira e receber um tranco de Christian. O goleiro atleticano devolveu o empurrão e, em seguida, levou um chute nas costas. Lyanco, Cássio, Gerson e muitos jogadores entraram na briga. Matheus Pereira e Hulk foram uns dos mais irritados. A confusão dentro de campo demorou mais de cino minutos para ser apaziguada.

Equipe de Montes Claros venceu o Trovão Azul por 1 a 0, neste sábado (7), na Arena Juvenção O North se sagrou campeão do Troféu Inconfidência neste sábado (7) após vencer a URT por 1 a 0 no jogo de volta da decisão do torneio, no Estádio Juvêncio Augusto Soares, em Montes Claros. Na partida de ida, o Rei do Norte havia superado o Trovão Azul por 2 a 1, em Patos de Minas, e, portanto, precisava apenas do empate diante da sua torcida para levantar a taça. Com a conquista, o North também garantiu vaga na Copa do Brasil de 2027. Esta será a primeira vez que a equipe de Montes Claros irá disputar a competição nacional. O golAos 23 minutos da etapa inicial, Evanderson acionou Bruno Lopes pela direita. O atacante cruzou na área e encontrou Gabriel Rossetto, que cabeceou firme para as redes, sem chances para o goleiro Ariel. Campeões do Troféu InconfidênciaUberlândia: 2020Pouso Alegre: 2021Democrata GV: 2022Tombense: 2023Athletic: 2024Athletic: 2025North: 2026

Gustavo Marques recebe punição do TJD-SP por declarações contra árbitra Daiane Muniz após derrota no Campeonato Paulista O Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo (TJD-SP) aplicou nesta quarta-feira (4) a suspensão de 12 jogos ao zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, por declarações machistas dirigidas à árbitra Daiane Muniz. As ofensas ocorreram após a derrota de 2 a 1 para o São Paulo Futebol Clube, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. As informações são do SBT News. A decisão da Comissão Disciplinar foi unânime e se baseou nos artigos 243-G, que prevê punição por atos discriminatórios relacionados a preconceito, incluindo por sexo, e 243-F, que trata de ofensa à honra de alguém em fatos relacionados ao desporto, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Além da suspensão, válida apenas para competições estaduais, Gustavo Marques foi multado em R$ 30 mil. As declarações ocorreram na saída de campo após a eliminação do Bragantino. O jogador criticou a escalação da árbitra feminina para uma partida decisiva: “Eu acho que ela não foi honesta pelo que fez. O São Paulo tem todo mérito, mas eu acho que ela puxou para eles. O Red Bull é grande, mas para ela o São Paulo foi maior.” Ele também afirmou: “A Federação Paulista tem que olhar para jogos desse tamanho e não colocar uma mulher. Todo respeito às mulheres do mundo, mas eu acho que ela não tem capacidade de apitar um jogo desse.” Repúdio e punição do clube Após a repercussão, o Red Bull Bragantino repudiou a atitude de Gustavo Marques, aplicou multa de 50% do salário e retirou o atleta da partida seguinte pelo Campeonato Brasileiro contra o Club Athletico Paranaense. O valor da multa foi destinado à ONG Rendar, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade em Bragança Paulista. Em entrevista posterior, Gustavo Marques pediu desculpas públicas: “Quero pedir perdão a todas as mulheres do Brasil e do mundo. Eu falei coisas que não deveria naquele momento. Fui ao vestiário da árbitra e pedi desculpas a ela e à assistente também.” O zagueiro ainda declarou que se arrepende das falas: “Estou mal, estou triste. Minha esposa e minha mãe já me xingaram. Todo ser humano erra, e eu estou aqui para pedir perdão.”