Economia

Efeito Lula: Bolsa bate recorde histórico e Brasil vira queridinho dos investidores globais

Apelidado de “Movimento Brasil”, fluxo de investidores estadunidenses no Brasil cresce com estabilidade econômica do país Mesmo com a queda do preço do petróleo no mercado internacional, a Bolsa brasileira vive um dos melhores momentos dos últimos anos. O Ibovespa, principal índice da B3, bateu recordes históricos sucessivos em janeiro de 2026, puxado por uma forte entrada de dinheiro estrangeiro. No centro desse movimento está um fenômeno que analistas já chamam de “movimento Brasil”. “A Bolsa bateu recorde atrás de recorde, impulsionada pelo forte investimento estrangeiro. Foram mais de US$ 12 bilhões que entraram nos primeiros 20 dias do ano, demonstrando confiança na economia do país.” Recorde de investimentos Nos primeiros 20 dias de janeiro, mais de R$ 12 bilhões de capital estrangeiro entraram na Bolsa brasileira, o melhor resultado para um mês desde 2023. Ao mesmo tempo, o volume diário de negociações chegou a R$ 22,5 bilhões, o maior nível em mais de dois anos. Com isso, o Ibovespa ultrapassou a marca histórica dos 177 mil pontos, renovando recordes em várias sessões seguidas. Ou seja: não é um pico isolado, mas um movimento consistente. Não por acaso, o EWZ, principal fundo que replica ações brasileiras em Nova York, teve uma das maiores altas entre todos os mercados emergentes do mundo. Lá fora, os investidores internacionais apostam no “MSCI Brazil”, um investimento que faz a aposta nas principais ações do mercado brasileiro. Assim, empresas como Petrobras, Vale e outros grandes bancos se valorizam. Mas não é só na Bolsa. O Brasil registrou, em 2024, o maior estoque acumulado de investimento direto estrangeiro (IED) da série histórica do Banco Central, atingindo cerca de US$ 1,14 trilhão, o equivalente a 46,6% do PIB. Em fluxo anual (aportes de 12 meses), 2025 já caminha para bater outro recorde, superando inclusive o total de 2024. Estabilidade Desde 2023, as três grandes consultorias de investimento dos EUA, S&P, Fitch e Moody’s elevaram as notas de recomendação de investimento no Brasil, mostrando que as mudanças e reformas promovidas durante a gestão Lula na economia promoveram mais estabilidade para a economia. Os motivos atribuidos para a expansão dos investimentos são a estabilidade inflacionária, a previsibilidade dos investimentos, além da reforma tributária aprovada pelo governo federal. A gestão Lula entregou a menor inflação acumulada para os três primeiros anos de governo desde a redemocratização, além de manter nível de emprego recorde e déficit público estável. Enquanto bolsas dos EUA e da Europa estão praticamente estagnadas, investidores globais estão buscando retornos maiores em países emergentes, e o Brasil virou um dos principais destinos desse dinheiro.

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Raio-x do caso Master: entenda a operação da PF e o processo de liquidação do banco

Entre os recentes episódios relacionados ao Banco Master, está um embate entre o TCU e o Banco Central Desde que foi decretada a liquidação do Banco Master, em novembro do ano passado, o assunto não saiu das manchetes dos principais jornais do país. Envolvimento de políticos, acusações a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atuação criticada do Tribunal de Contas da União (TCU) e compra de influenciadores contra o Banco Central foram alguns dos desdobramentos da liquidação extrajudicial da instituição financeira. Operação da Polícia FederalO caso veio à tona quando, no dia 18 de novembro, a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação denominada Compliance Zero para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. Na ocasião, a corporação prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pelos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros. Ele foi solto 10 dias depois. De acordo com a investigação, ativos fictícios ou supervalorizados foram usados para inflar artificialmente o balanço do Master, sustentando a captação de recursos e mascarando problemas de liquidez que vinham se agravando ao longo de 2024 e 2025. O núcleo central das irregularidades giraria em torno da emissão e negociação de carteiras de crédito sem lastro econômico real, que teriam sido vendidas para o Banco de Brasília (BRB) sem a devida comprovação documental ou análise técnica adequada. Tais operações resultaram em prejuízos tanto para o BRB quanto para os investidores que adquiriram CDBs do Master. No mesmo dia da operação, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. No ofício, o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, afirmou que a liquidação ocorreu “em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”. Atuação do TCUEm dezembro, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus acolheu a representação do Ministério Público Federal (MPF) e determinou ao Banco Central uma manifestação sobre os supostos indícios de precipitação na liquidação do Banco Master. No despacho, o ministro afirmou ser necessário comprovar que a liquidação foi coerente com as irregularidades identificadas e os riscos envolvidos. Ele acolheu os argumentos do MPF, que apontam possível omissão e demora na reação a sinais de deterioração financeira da instituição, o que teria aumentado os riscos ao Sistema Financeiro Nacional, com potenciais impactos sobre credores, investidores, depositantes e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em resposta, o Banco Central enviou uma nota técnica com o histórico do processo e os fundamentos utilizados na decisão pela liquidação. O ministro, no entanto, considerou o documento insuficiente. “A Nota Técnica apresentada se limitou, em essência, à exposição sintética de cronologia e fundamentos, com remissão a processos e registros internos, sem que viesse acompanhada, nesta oportunidade, do acervo documental subjacente (peças, notas internas, pareceres e registros de deliberação) necessário à verificação objetiva das assertivas nela contidas”, destaca na decisão. Na sequência, o ministro determinou uma inspeção no Banco Central para suprir omissões, preencher lacunas de informação e esclarecer dúvidas identificadas durante as atividades de fiscalização. Nesta quarta-feira (7), no entanto, Jesus suspendeu o pedido de inspeção técnica pelo menos até o fim do recesso no Tribunal, que encerra no dia 16 de janeiro. Logo após a abertura do processo no TCU, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que está disponível para prestar os esclarecimentos. “Tem um gabarito completo para que todo o processo se sustente ao longo do tempo. Eu, como presidente, estou à disposição do Supremo para fornecer todos os dados. Já falamos com o Ministério Público e a Polícia Federal, e trouxemos tudo: cada uma das ações que foram feitas, cada uma das decisões, cada uma das trocas de mensagens e cada uma das respostas”, afirmou Galípolo em coletiva de imprensa. Banco Master fala em irregularidadesEm petição encaminhada ao TCU, a defesa do Banco Master acusou o Banco Central de usar a liquidante para obter dados que reforcem a “decisão extrema” pela liquidação da instituição financeira. Depois que a medida foi anunciada pelo BC, o banco perdeu condições de operar e que, desde então, ficou sob o regime de administração especial temporária. Isso significa que um liquidante – no caso, a EFB Regimes Especiais de Empresas – assumiu o controle para encerrar todas as atividades financeiras, vender os bens e pagar os credores. Na petição, os advogados disseram que “não cabe ao BCB solicitar ao liquidante a realização de trabalhos de investigação ou de recrutamento de documentos para instruir processos da autarquia ou as respostas que esta tenha que dar às instâncias judiciais ou de controle”. “Trata-se de expediente inusual, com aparência de ilegalidade e desvio de finalidade, por fazer extrapolar as funções do liquidante e subverter o rito de liquidação extrajudicial, medida na qual tenta transformar: (i) o liquidante em auditor do BCB e responsável por ações de fiscalização que são próprias da autarquia; e (ii) o processo de resolução em investigação de natureza administrativa e/ou criminal”, indicou a defesa do Master. CPMI do Banco Master e autoridades citadasO deputado Carlos Jordy (PL-RJ) deve protocolar, em breve, um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar supostas fraudes envolvendo o Banco Master. O requerimento já reúne o número mínimo de assinaturas, com apoio de 232 parlamentares, mas a instalação da comissão depende da leitura do pedido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em sessão do Congresso. O documento afirma que o objetivo da CPMI é a investigação “das fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, bem como da tentativa de transferência desses passivos a instituições financeiras públicas ou de controle estatal, notadamente o Banco Regional de Brasília (BRB), além da eventual participação, omissão ou interferência de agentes públicos, autoridades regulatórias, membros de Poderes da República”. O requerimento cita expressamente o contrato de R$ 129 milhões entre o banco liquidado e os serviços de advocacia de Viviane Barci de

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França bloqueia frutas do Mercosul por uso de agrotóxicos proibidos proibidos na Europa

Medida foi anunciada pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e tem como alvo frutas que possam conter resíduos de agrotóxicos A França anunciou a suspensão da importação de frutas provenientes do Mercosul que contenham resíduos de agrotóxicos proibidos na União Europeia. A decisão foi comunicada no início da noite deste domingo (4) pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu e tende a acirrar as negociações do acordo comercial entre os dois blocos. Em “carta aberta aos agricultores da França”, Lecornu afirmou: “Portarias serão adotadas pelo governo esta semana para suspender a importação de gêneros alimentícios provenientes de países da América do Sul, como abacates e maçãs, contendo resíduos de cinco substâncias, no entanto, já proibidas na Europa”. Em publicação na rede X, ele citou mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim, além de indicar impacto sobre abacate, maçã, manga, goiaba, cítricos e uvas. Segundo o premiê, “os controles sobre as importações serão maciçamente reforçados, nas fronteiras e dentro do território [francês]”. Ele acrescentou: “Acabo de endurecer as instruções a esse respeito. Cabe, doravante, à União Europeia amplificar rapidamente essas ações na escala de todo o mercado europeu”. Efeito nas negociações com o Mercosul A França é a principal opositora do acordo de redução tarifária com o Mercosul, sob pressão de agricultores locais. Em dezembro, com apoio da Itália, Paris conseguiu adiar a assinatura final para janeiro, alegando a necessidade de salvaguardas e controles sanitários. O adiamento irritou o presidente Lula (PT), que concordou em postergar a cerimônia após conversa com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. O Brasil sinaliza que pode abandonar as negociações se houver nova postergação, enquanto a França atua para barrar a entrada em vigor do acordo, que ainda depende do Parlamento Europeu.

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Com trabalhadores em greve, Correios anunciam fechamento de agências e demissões

Plano prevê demissão de até 15 mil funcionários e foi rechaçado por carteiros: “seguimos sem ser ouvidos” A crise nos Correios ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (29), com o anúncio de um plano de reestruturação da estatal. Em meio a uma greve nacional da categoria, a direção da empresa confirmou que pretende fechar mil agências e abrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV) com meta de desligar até 15 mil trabalhadores, o que representa quase um quinto da força de trabalho atual. A medida, apresentada como solução para a fragilidade financeira da estatal, foi recebida com indignação por carteiros e entidades representativas. “Falam em modernização, mas o que a gente vê é fechamento de agência e corte de pessoal. Nada disso garante que o serviço vai melhorar”, afirma Suzy Cristiny, trabalhadora dos Correios e presidenta do sindicato da categoria no Acre. “É um plano que esvazia os Correios por dentro. Um triste episódio do desmonte”, completa. A proposta da empresa chega em meio à greve iniciada pela categoria no último dia 16. Após semanas de mediação, houve uma audiência de conciliação nesta segunda pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), cujo resultado não foi divulgado até o início da noite. O julgamento do dissídio coletivo está previsto para esta terça-feira (30). O plano de reestruturação foi detalhado pelo presidente da estatal, Emmanoel Rondon, durante coletiva em Brasília. Segundo ele, a captação de R$ 12 bilhões em crédito junto a cinco grandes bancos, com aval do Tesouro Nacional, é essencial para garantir liquidez e evitar o colapso operacional da empresa. O valor deve ser utilizado para quitar dívidas em atraso e dar fôlego ao fluxo de caixa. Outras frentes do plano incluem: Fechamento de mil agências consideradas “deficitárias”;Demissão voluntária para até 15 mil funcionários, com economia anual estimada de R$ 2,1 bilhões;Venda de imóveis não operacionais, que pode gerar até R$ 1,5 bilhão;Revisão do plano de saúde Postal Saúde, para cortar R$ 700 milhões anuais;Investimentos futuros de R$ 4,4 bilhões em automação, tecnologia da informação, e frota, previstos para o período de 2027 a 2030.“O crédito nos permite interromper a espiral negativa herdada, recuperar a capacidade operacional da empresa e avançar com segurança na reestruturação”, disse Rondon. Mas, segundo ele, o valor captado agora pode não ser suficiente: os Correios projetam necessidade adicional de R$ 8 bilhões em 2026, ainda sem definição de origem. Julgamento será nesta terça (30)Enquanto a direção aposta na reestruturação, trabalhadores seguem em greve. Após rejeitarem a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), sindicatos pedem: Reposição da inflação nos salários;Reedição do ACT anterior;Aporte federal para garantir a operação da estatal.Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro, Marcos Sant’Aguida, a proposta da empresa nega direitos e consolida o sucateamento iniciado no governo anterior. “A maioria esmagadora rejeitou o acordo porque ele não prevê reposição salarial. É um direito básico, garantido até pela jurisprudência do próprio TST”, afirmou. Na tentativa de evitar agravamento da paralisação, o presidente do TST determinou, por liminar, a manutenção de 80% do efetivo em operação, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia aos sindicatos. Mas a mobilização cresceu desde o dia 23, quando sindicatos intensificaram a adesão. “Não estamos sendo ouvidos”Na base dos Correios, o clima é de frustração. Para Wilton Domingos, que atua no interior do Mato Grosso do Sul e preside o sindicado dos carteiros no estado, o plano acentua uma lógica de esvaziamento. “Falam em crescimento, mas estão cortando quem está lá na ponta. É como se continuasse a mesma cartilha de anos atrás: encolhimento, precarização, e agora querem maquiar isso com a palavra ‘reestruturação’”, afirma. Segundo ele, o modelo de operação dos Correios ainda exige força de trabalho humana: “Só 20% da empresa é automatizada. O restante é braçal, depende de gente. E estão propondo cortar justamente onde não dá pra cortar. Como crescer sem contratar ninguém?” Wilton também critica a falta de diálogo com os trabalhadores. “Quem está na linha de frente não foi ouvido. E a gente quer recuperar contratos, melhorar os prazos, investir. Mas isso exige gente, não corte.” Apesar do discurso oficial de modernização e sustentabilidade, os trabalhadores ouvidos apontam que o plano dá continuidade ao desmonte da empresa, abrindo espaço para uma eventual abertura de capital ou parceria público-privada no futuro. “Tudo leva a crer que o objetivo é maquiar a empresa para entregar uma parte dela. Falam em tornar os Correios uma S/A, abrir capital… E a gente sabe o que isso significa”, diz Suzy. “Estão querendo vender um ativo estratégico do Estado. E tudo isso sem respeitar o papel social que os Correios têm, de garantir integração, soberania e serviço público onde ninguém mais chega.” Entenda como os Correios chegaram à criseA crise financeira dos Correios não começou em 2025, tampouco se explica apenas por ineficiência. A reportagem do Brasil de Fato analisou os balanços financeiros da empresa nos últimos 25 anos e constatou que, em 19 deles, a estatal registrou lucro, mesmo sendo responsável por uma missão constitucional da qual não pode abrir mão: a universalização do serviço postal, presente nos 5.570 municípios brasileiros. “A garantia do atendimento dos Correios a toda a população também fica prejudicada no momento que esse plano também prevê o fechamento de agências. Ou seja, tudo aquilo que os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios são contra, infelizmente está sendo elaborado e massificado nesse novo plano”, aponta afirma Suzy Cristiny. A universalização impõe um custo alto. Em milhares de cidades pequenas e regiões remotas, a operação dos Correios é deficitária, mas mantida por obrigação legal. Ainda assim, os recursos gerados nos anos lucrativos não foram reinvestidos na empresa, nem na recomposição do quadro funcional. A estatal sofreu com contingenciamentos sucessivos e ficou mais de uma década sem realizar concursos públicos, mesmo diante da aposentadoria de milhares de servidores. Entre 2011 e 2023, o número de trabalhadores encolheu quase pela metade. Além de operador logístico do setor postal, os Correios cumprem uma função estratégica de Estado. A empresa

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Tesouro autoriza crédito de R$ 12 bilhões para plano de recuperação dos Correios

Os Correios passaram a contar oficialmente com uma nova linha de financiamento de R$ 12 bilhões destinada à recuperação de sua situação financeira. O extrato do contrato de empréstimo foi publicado neste sábado (27) em edição extra do Diário Oficial da União pelo Ministério das Comunicações, formalizando uma operação aprovada pelo Tesouro Nacional no último dia 18. A operação foi estruturada com participação de cinco instituições financeiras: Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O valor autorizado ficou abaixo do pedido inicial de R$ 20 bilhões, que havia sido negado pelo Tesouro no começo do mês. O contrato estabelece prazo total de 15 anos para quitação, com três anos de carência antes do início dos pagamentos. A taxa de juros foi fixada em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), índice usado como referência no mercado financeiro e que acompanha de perto a taxa básica de juros, a Selic. O percentual adotado ficou abaixo do teto de 120% do CDI que costuma ser aplicado pelo Tesouro em operações desse tipo com garantia da União. Os recursos poderão ser utilizados tanto para reforçar o capital de giro quanto para financiar investimentos considerados estratégicos dentro do plano de reestruturação da empresa. A verba também poderá cobrir custos associados à própria operação de crédito, como a comissão de estruturação e outras despesas vinculadas ao processo de reorganização financeira De acordo com o Tesouro Nacional, a autorização foi concedida porque a proposta apresentada pelos Correios atende aos critérios de capacidade de pagamento exigidos para empresas estatais que possuem plano de reequilíbrio financeiro validado pelas instâncias responsáveis. Contém informações da Agência Brasil

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Valorização do salário mínimo, em R$ 1.621,00, reforça renda e combate desigualdades

Nota técnica do Dieese aponta que política de valorização do salário mínimo amplia consumo, reduz desigualdades e fortalece a economia, com impacto direto sobre emprego e proteção social A partir de 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo (SM) oficial no Brasil será fixado em R$ 1.621,00, o que representa reajuste nominal de 6,79% em relação ao valor anterior. Reajuste impacta 61,9 milhões de brasileiros e injeta R$ 81,7 bi na economia; Previdência terá custo adicional de R$ 39,1 bi. De acordo com a Nota Técnica nº 289 divulgada nesta segunda (22) pelo Dieese, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o reajuste real do piso nacional tem efeito direto na renda de milhões de trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais. A política de valorização do salário mínimo volta a ocupar posição central na estratégia de desenvolvimento econômico e social do país. Após anos de estagnação e perdas inflacionárias, a recomposição do salário mínimo representa um movimento de reconstrução do poder de compra das camadas populares e de fortalecimento do mercado interno. Com o novo valor, o salário mínimo passará a comprar 1,93 cestas básicas em São Paulo — o maior patamar desde 2019. Desde 2002, o piso nacional acumula ganho real de quase 100%, resultado da política permanente de valorização retomada em 2023 após anos de estagnação. Impacto direto na redução das desigualdades O estudo destaca que o salário mínimo é um dos instrumentos mais eficazes de redução das desigualdades no Brasil. Como parcela significativa da população recebe rendimentos vinculados a ele, qualquer ganho real tem efeito redistributivo imediato. Além dos trabalhadores formais, o reajuste beneficia aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais, ampliando a proteção social e reduzindo a vulnerabilidade econômica das famílias de baixa renda. Estímulo à economia e ao mercado interno Outro ponto central da nota é o impacto macroeconômico positivo. O aumento do salário mínimo impulsiona o consumo, especialmente nos setores de comércio e serviços, dinamizando economias locais e regionais. Segundo a análise, o efeito multiplicador da renda nas camadas populares contribui para o crescimento econômico sem pressionar de forma relevante a inflação, contrariando argumentos recorrentes do discurso fiscalista. Sustentabilidade fiscal e responsabilidade social A Nota Técnica também rebate a ideia de que a valorização do salário mínimo compromete as contas públicas. O documento aponta que parte do impacto fiscal é compensada pelo aumento da arrecadação, decorrente do maior nível de atividade econômica. Além disso, reforça que políticas de austeridade que comprimem renda tendem a aprofundar desigualdades e fragilizar a coesão social, produzindo custos econômicos e sociais de longo prazo. Salário mínimo como instrumento de desenvolvimento Por fim, o estudo reafirma que o salário mínimo não deve ser tratado apenas como variável fiscal, mas como instrumento estruturante de desenvolvimento. Sua valorização está associada à melhoria das condições de vida, ao fortalecimento do trabalho formal e à reconstrução de um projeto nacional baseado na inclusão social. A retomada dessa política sinaliza uma inflexão em relação ao período de desmonte e reafirma o papel do Estado na promoção do crescimento com justiça social. O salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, resultado de um reajuste nominal de 6,79%. O cálculo considerou a inflação medida pelo INPC (4,18%) e um aumento real limitado a 2,5%, devido ao novo regime fiscal. Cerca de 61,9 milhões de brasileiros têm renda vinculada ao piso nacional. O reajuste gerará um incremento total de R$ 81,7 bilhões na economia, sendo os maiores impactos entre beneficiários do INSS e empregados formais. Com 70,8% dos beneficiários recebendo até um salário mínimo, cada real de aumento tem impacto de R$ 380,5 milhões na folha previdenciária. O reajuste de R$ 103,00 elevará os gastos em cerca de R$ 39,1 bilhões anuais. Enquanto na esfera federal apenas 0,76% dos servidores ganham até um SM, nos municípios essa fatia chega a 10,72%. O impacto no orçamento é maior nas prefeituras do Norte e Nordeste. Entre 2004 e 2014, o salário mínimo acumulou ganhos reais expressivos. A partir de 2015, os reajustes foram moderados e, entre 2019 e 2022, limitaram-se a repor a inflação, sem aumento real. A retomada de ganhos a partir de 2023 ocorre agora sob limites fiscais. Em janeiro de 2026, o salário mínimo poderá adquirir 1,93 cestas básicas em São Paulo, o maior índice desde 2019. Ainda assim, o valor necessário para suprir necessidades básicas segue acima do piso oficial.

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Governo confirma que salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026

O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo vai ser de R$ 1.621 em 2026. Com isso, o valor será R$ 103 acima dos atuais R$ 1.518. Reportagem do g1 publicada mais cedo, nesta quarta, já informava que a estimativa de valor do salário mínimo para 2026 era essa. O reajuste, de 6,79%, será aplicado a partir de janeiro – ou seja, no salário que o trabalhador recebe em fevereiro. Pelo formato adotado, o reajuste corresponde à soma de dois índices: Entretanto, em dezembro do ano passado, o governo aprovou uma lei que restringe o aumento real do salário mínimo a 2,5% (o teto de gastos do arcabouço fiscal). Ao ser aplicada, então, considera a inflação em doze meses até novembro deste ano (4,18%, conforme divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira) mais 2,5% de alta real (PIB de 2024, limitado a 2,5%). Referência para 59,9 milhões de pessoas De acordo com nota técnica divulgada em janeiro deste ano pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas no Brasil. Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo (ou múltiplos do mínimo), há também as aposentadorias e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vinculados ao mesmo valor. O salário mínimo também gera impactos indiretos na economia, como o aumento do “salário médio” dos brasileiros e a elevação do poder de compra do trabalhador.

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Governo Lula busca equilíbrio entre mais arrecadação e alívio no bolso do trabalhador

O governo Lula vive um momento de tensão entre duas frentes que impactam diretamente a vida do brasileiro: de um lado, a promessa de aliviar o bolso de quem ganha menos, com ampliação da isenção do Imposto de Renda e outras medidas de estímulo; de outro, a necessidade de aumentar a arrecadação e manter as contas públicas sob controle. A equipe econômica discute alternativas como revisão de benefícios fiscais e possível aumento de impostos sobre importações e faixas de renda mais alta, enquanto o presidente tenta preservar sua imagem de defensor da classe trabalhadora. As negociações com o Congresso serão decisivas para definir até onde o governo consegue avançar sem perder apoio político e sem piorar o quadro fiscal do país. Relação com o Congresso testa força política de Lula em meio a disputa por orçamento As repercussões políticas das decisões econômicas do governo Lula têm se concentrado em Brasília, onde a relação com o Congresso passa por sucessivos testes. A disputa por controle do orçamento, emendas parlamentares e prioridades de gasto gerou atritos com lideranças do Senado e da Câmara, obrigando o Planalto a reforçar a articulação política. Críticas públicas de senadores a falas de Lula sobre “sequestro do Orçamento” e debates em torno da indicação ao STF mostram um ambiente de desconfiança mútua. Ao mesmo tempo, o governo precisa de votos para aprovar projetos ligados à área econômica, como ajustes tributários e medidas para aumentar a receita. O resultado desse embate influencia diretamente a capacidade do Planalto de cumprir promessas de campanha e manter a governabilidade até 2026.

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Pix bate recorde em dia marcado por 13º e Black Friday

Quando milhões de trabalhadores brasileiros receberam a primeira parcela do 13º salário no dia 28 de novembro, data que coincidiu com a Black Friday, o Pix enfrentou um de seus maiores testes de estresse. E passou com golga. Em apenas 24 horas, foram realizadas 297,4 milhões de transações, movimentando R$ 166,2 bilhões pela infraestrutura do Banco Central (BC) sem qualquer ruído operacional relevante. O feito ultrapassou o recorde anterior, registrado em 5 setembro, quando foram registradas 290 milhões de transações.

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