Anastasia (PSDB) teve apenas 28,18% dos votos válidos, enquanto Zema (Novo) conquistou 71,82% na votação.

 Após vangloriar que derrotou o PT e de ter sido o responsável de tirar Dilma da Presidência da República, injustamente, o serviçal de Aécio Neves, Antônio Anastasia levou uma surra de Romeu Zema.
Visivelmente abatido, o tucano disse acreditar que não venceu a disputa pelo governo de Minas porque pagou por erros de outros políticos. Ele, no entanto, não quis citar o nome de seu padrinho político, Aécio Neves. As declarações foram dadas na noite deste Domingo (28), em coletiva de imprensa que aconteceu no comitê da campanha, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
“Vimos não só em Minas, mas no país todo uma onda que busca por algo novo. Aqui em Minas Gerais isso aconteceu de forma muito clara. Acho até que eu acabei pagando um pouco por erros que não são meus, mas que na classe política como um todo isso acontece. Mas também a responsabilidade é minha. Eu sou o candidato, eu fui derrotado, eu assumo todos os ônus dessa derrota, mas com muita tranquilidade porque fiz uma campanha limpa e sempre fui muito bem recebido por onde andei”, declarou o golpista senador que felicitou o adversário Romeu Zema (Novo) pela vitória.

Anastasia teve 28,18% dos votos válidos, enquanto Zema (Novo) conquistou 71,82% na votação. E quando esse resultado foi anunciado no comitê de campanha do tucano por meio de um telão, o clima dos poucos militantes presentes era de inconformismo com a situação de que uma pessoa técnica e experiente na política foi derrotada por um novato na política, que apresentava dificuldade sobre o campo da gestão pública em debates com o senador.
Disputa. A dificuldade de aliados em aceitar a derrota ficou mais evidenciada por conta do primeiro turno, momento em que Anastasia aparecia na liderança em todas as pesquisas de intenções de votos em que Zema nem mesmo pontuava dois dígitos, mas contra todas as expectativas conseguiu deslanchar nas urnas.
Na segunda etapa da disputa eleitoral, a equipe do candidato do PSDB utilizou como estratégia comparar as trajetórias e perfis dos dois concorrentes e explorar falas polêmicas do empresário. Contudo, nada disso surtiu efeito.
O entendimento interno é de que o partido agora precisa reaprender a fazer campanha num momento em que uma pessoa já experimentada na política e até então preferida no pleito não conseguiu vencer a disputa.

 

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