Aos 14 anos, Bruninho é goleiro, como o pai, Bruno Fernandes

Nesta quinta-feira (22), aos 14 anos, o jovem Bruninho Samudio assinou o primeiro contrato como goleiro do Athletico Paranaense, no mesmo dia que a mãe, assassinada em julho de 2010, completaria 39 anos. Bruninho é fruto da relação entre a modelo e o ex-goleiro Bruno, que foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho.

Bruninho ao lado da avó e do empresário Pedro Wambier, da Welt Sports (Divulgação)

“Infelizmente, minha filha não pôde ver parte do seu desejo se concretizando. Hoje é um dia em que existe tristeza e felicidade ao mesmo tempo. Chorei por ela não estar viva, mas sorri porque o filho dela está começando a realizar o sonho que tinha”, disse Sônia Moura, mãe de Eliza, que acompanhou o neto e o empresário Pedro Wambier, da Welt Sports, na assinatura do documento.
Com o contrato, Bruninho poderá estudar no Centro de Treinamentos do CAP, por meio de um convênio que o clube tem com uma escola particular. O jovem ainda contará com uma ajuda de custo mensal e atendimento médico do clube.

Antes de morrer, Elisa afirmava que o filho seria um goleiro de sucesso e que um dia iria defender as cores do São Paulo, o time de coração dela. “Foi um presente para ela”, falou Bruninho.
O garoto chamou a atenção do CAP quando atuava em escolinhas de futebol em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Com 1,88m de altura, Bruninho foi convidado em 2022 pelo Athletico para realizar testes na base.

Em 2023 ele, ainda sem contrato, iniciou treinamentos no sub-13 da equipe, e participou de torneios regionais. Destaque em alguns duelos, o clube exerceu o direito de assinar o primeiro vínculo com o jovem que passará a a atuar no sub-14 e, porventura, no sub-15.

Caso Eliza

Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010 e o corpo até hoje não foi encontrado. A jovem tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador não reconhecia a paternidade.

Segundo a denúncia, neste período, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. Em seguida, a vítima teria sido levada pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que teria asfixiado e desaparecido com o corpo dela. O ex-policial foi condenado a 22 anos de prisão.

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