Ex-governador de São Paulo confirmou a filiação ao partido socialista, que sela a negociação para se tornar vice na chapa de Lula

Pelas redes sociais, Geraldo Alckmin confirmou na manhã desta sexta-feira (18) sua filiação ao PSB, que sela a negociação para que o ex-governador de São Paulo seja vice na chapa de Lula (PT) na disputa presidencial de outubro.

“O tempo da mudança chegou! Depois de conversar muito e ouvir muito eu decidi caminhar com o Partido Socialista Brasileiro – PSB. O momento exige grandeza política, espírito público e união”, escreveu o novo socialista.

“A política precisa enxergar as pessoas. Não vamos deixar ninguém para trás. Nosso trabalho para ajudar a construir um país mais justo e pronto para o enfrentamento dos desafios que estão postos está só começando”, emendou.

Alckmin deve se filiar ao PSB na próxima quarta-feira (23). O ato encerra a novela iniciada em 15 de dezembro, quando deixou o PSDB após 33 anos no partido, e deve acelerar os preparativos para o lançamento oficial da pré-candidatura de Lula à Presidência em um grande ato nas ruas no dia 1º de Maio.

Pré-campanha na rua
Fontes ouvidas pela Fórum afirmaram que a indecisão de Alckmin motivou o atraso no lançamento da chapa, já que Lula gostaria de iniciar a pré-campanha em abril.

Com a decisão, há possibilidades de que o ato seja antecipado, mas a ideia de lançar a sexta campanha presidencial de Lula no Dia do Trabalho ganhou muitos adeptos devido à simbologia da data.

Além de Lula e Alckmin, o evento vai contar com trabalhadores, centrais sindicais, movimentos sociais e políticos do PSB, PCdoB, PSol, PV, Rede e Solidariedade, que compõem a frente ampla, além de quadros progressistas do MDB e do PSD, como os senadores Omar Aziz (AM) e Otto Alencar (BA), que ganharam notoriedade na CPI da Covid-19.

O ato tem sido planejado de forma a mostrar a força do ex-presidente nas ruas, apelando para a memória da militância ao lembrar os grandes discursos do petista desde os tempos de sindicalista às campanhas de 2002 e 2006, quando Lula reunia multidões por onde passava.

Lula deve concentrar seu discurso nas propostas de recuperação do país, destruído após o golpe. Ao mesmo tempo, deve recordar os tempos em que esteve à frente do governo e sua gestão na economia, que permitiu a ascensão social de milhões de brasileiros, que podiam “fazer churrasco e tomar cerveja” aos finais de semana.

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