Evento chama a atenção para o drama dos professores da Unimontes

 Os professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em greve há 36 dias, estão realizando um dia de atividades no campus universitário, neste dia 1º de março. Depois de um café, com a participação, inclusive, de estudantes, foi feita uma panfletagem no Restaurante Universitário.
Nessa noite, a Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) promove um “consertão”, com apresentações do músico Élcio Lucas, do poeta Aroldo Pereira e do Bloco N`Gandaia, a partir das 19h30.
Aluno do 1º Período do curso de História, Vítor Fraga Silva Prates, apoia a greve, por entender que a iniciativa é um passo importante no processo de recuperação da dignidade dos professores, o que irá, no seu modo de entender, contribuir para melhorar a qualidade de ensino dentro da universidade. O vencimento básico de um professor especialista com 20 horas semanais de trabalho na Unimontes é de R$ 885,64.
“O movimento é necessária, pois é preciso pressionar o governo para que cumpra o que foi prometido à comunidade acadêmica”, diz o estudante, se referindo ao acordo – homologado pela Justiça – que pôs fim à paralisação de 2016. O documento prevê, como principal ponto, a reestruturação de carreira.
Apesar de lamentar estar sem aula, Vítor considera a greve legítima. “Ainda mais quando imaginamos que no futuro seremos professores. É uma luta que beneficiará a todos”, considera.

Fotos e texto: jornalista Waldo Ferreira

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