Lula teve 3.515 votos (81,65%) contra 790 votos (18,35%) de Flávio Bolsonaro

Minas Gerais foi decisivo para a virada de Lula no segundo turno. Depois de terminar a primeira etapa atrás de Flávio Bolsonaro no estado, o petista alcançou 50,43% dos votos válidos e venceu por uma diferença de 109.313 votos.
Desde a redemocratização, quem vence em Minas também é eleito para a Presidência da República, e a tradição se manteve nesta eleição. O Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha foram fundamentais para a virada de Lula, que superou uma desvantagem no primeiro turno e terminou a disputa com mais de 100 mil votos à frente do adversário.
Guaraciama, no Norte de Minas, foi o município com o maior percentual de votos para Lula. No segundo turno, ele recebeu 3.515 votos (81,65%), contra 790 (18,35%) de Flávio Bolsonaro.
Dos 5.314 eleitores aptos a votar no município, 900 não compareceram às urnas, uma abstenção de 16,94%. Também foram registrados 38 votos em branco (0,86%) e 71 votos nulos (1,61%).
Além de Guaraciama, outras três cidades do Norte de Minas e duas do Vale do Jequitinhonha, regiões que tradicionalmente votam mais à esquerda, se destacaram entre os maiores percentuais de votação em Lula: Cônego Marinho (81,53%), Chapada do Norte (80,96%), Luislândia (80,35%), Presidente Kubitschek (80,33%) e Bonito de Minas (80,22%). Juntos, esses cinco municípios somaram cerca de 28 mil votos válidos, dos quais mais de 22 mil foram destinados ao petista.
Nas duas regiões, Lula já havia saído na frente no primeiro turno e ampliou a vantagem na etapa final. Ao todo, o petista reverteu o resultado em 76 municípios mineiros, reforçando o papel de Minas Gerais nas disputas presidenciais