Comentário de Cármen Lúcia sobre morte de parente de Lula teria feito Rosa Weber sair de grupo de ministros do STF

Segundo reportagem da revista Veja, Walter Delgatti Neto, o hacker de Araquara, teria mencionado a conversa, que estaria entre os materiais da Vaza Jato, para convencer Manuela D’Ávilla a passar o contato do jornalista Glenn Greenwald

Reportagem de Thiago Bronzatto, na revista Veja que vai às bancas nesta sexta-feira (1º), revela que o hacker de Araraquara, Walter Delgatti Neto, ao negociar com Manuela D’Ávilla um contato com o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, disse que teria conversas de grupos de whatsapp de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que mostrariam a parcialidade de magistrados da corte em relação ao ex-presidente Lula.

Delgatti teria dito à Manuela que, em uma das conversas, a ministra Cármen Lúcia fez piada sobre a morte de um sobrinho de Lula, que teria feito Rosa Weber sair do grupo.

“Eu tenho uma conversa da carmem (que era para ser imparcial, segundo o princípio do juiz natural) dizendo sobre a norte (morte) do sobrinho do Lula. Fazendo até piada”, escreveu o hacker. “E ainda ela disse exatamente assim: quem faz mal para outrem, um dia o mal retorna, e pode ser até no sobrinho. A Rosa Weber saiu do grupo na hora!”, disse o hacker, sobre uma das conversas no material que hoje está com o site The Intercept.

Para Delgatti, isso mostraria a falta de imparcialidade dos ministros, o que, segundo ele, poderia “invalidar todos atos da operação lava-­jato” e “libertar Lula”.

Reprodução/Revista Veja

Na conversa não fica claro se o hacker falava realmente do sobrinho de Lula, Marcelo Rúbio Lima Gomes – filho de José Rubens Góes, irmão de Lula por parte de pai – que foi morto em 2016 no Guarujá após discussão em um bar, ou do neto do ex-presidente, Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu em março deste ano.

A reportagem da Veja procurou a ministra Cármen Lúcia, que não respondeu. Rosa Weber e Luís Roberto Barroso – que também teria sido citado pelo hacker – teriam dito que não formaram grupo de whatsapp entre eles.

Procurada pela reportagem da Fórum, Manuela D’Avilla confirma essa conversa publicada em print scream entre ela e Delgatti: “Apesar de Veja ter acesso a documentos que estão sob sigilo, os documentos exibidos são legítimos”.

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