Pelas redes sociais, Aécio afirmou ter “uma posição pública, desde 2015, a favor da inclusão do comprovante impresso”, mas que se absteve porque “esse debate foi contaminado por polarização intensa que tirou dele a racionalidade necessária”

Artífice do golpe que resultou na eleição de Jair Bolsonaro (Sem partido) em 2018, o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) virou alvo de ataques no próprio ninho tucano após a abstenção na votação sobre a PEC do Voto Impresso na noite desta terça-feira (10).

Os colegas de partido na Câmara classificaram o mineiro como “hipócrita” e “decepcionante”, segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo.

Para eles, a intenção de Aécio era tentar agradar Jair Bolsonaro, que disse nesta quarta-feira (11) que muitos deputados votaram contra o governo ou se abstiveram por medo de chantagem e retaliação por parte do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo “inimigo” Luís Roberto Barroso.

Eembora a orientação do PSDB tenha sido contrária à proposta, 14 deputados do partido votaram a favor, além de Aécio que se absteve, gerando um mal-estar entre os tucanos.

Pelas redes sociais, Aécio afirmou ter “uma posição pública, desde 2015, a favor da evolução do nosso sistema de voto eletrônico, com a inclusão do comprovante impresso”, mas que se absteve porque “esse debate foi contaminado por uma polarização intensa que tirou dele a racionalidade necessária”.

“Espero que possamos, em um ambiente menos conturbado, retomar, em futuro próximo, provavelmente após 2022, o debate desse tema que interessa ao país e à própria democracia”, escreveu.

 

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