A Justiça de Minas Gerais anulou a censura imposta pela prefeitura de Conselheiro Lafaiete ao livro “O Menino Marrom”, do cartunista Ziraldo (1932-2024).

“O Menino Marrom”, do cartunista Ziraldo – Reprodução

A cidade, situada a aproximadamente 100 quilômetros de Belo Horizonte, havia suspendido a utilização da obra nas escolas após reclamações de um grupo isolado de pais de alunos.
A decisão da prefeitura resultou na proibição do uso do livro durante as aulas nas instituições de educação básica da cidade. O livro aborda questões raciais de maneira sensível e educativa. Em um dos trechos, o autor descreve uma situação em que um menino marrom, representando pessoas pardas e negras, tenta ajudar uma idosa a atravessar a rua, mas ela se recusa. Na narrativa fictícia, o menino, frustrado, deseja que a idosa seja atropelada.
“A Secretaria Municipal repudia qualquer declaração de censura e esclarece que preza pela liberdade de expressão, pluralidade e respeito a todos, ressaltando que em nenhum momento foi cogitada qualquer ação que não fosse manter a obra em seu rol de livros e promover um debate mais amplo sobre as importantes questões nela abordadas”, declarou a Secretaria.

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