O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, durante entrevista coletiva sobre as manifestações dos taxistas. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A Justiça Eleitoral determinou a cassação do mandato do deputado federal Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio de Janeiro. Ele é acusado de montar um esquema para impedir reportagens sobre a Saúde no Rio em período eleitoral.

A juíza Márcia Capanema determinou que Crivella fique inelegível nos oito anos subsequentes à eleição municipal de 2020, além de pagar multa de R$ 433.290.

A magistrada avaliou uma ação ajuizada pela coligação ‘É a vez do Povo’, do PT e PCdoB feita em 2020. Na peça, os proponentes acusam Crivella de “prática de abuso de poder de autoridade e conduta vedada a agente público em campanhas eleitorais, com base na Constituição.

Segundo a coligação, ele montou um esquema para “monitorar e impedir a interlocução de cidadãos com profissionais de imprensa” com o intuito de barrar informações sobre o sistema de Saúde do Rio em período eleitoral. Crivella teria articulado servidores públicos municipais que ficaram conhecidos como Guardiões do Crivella. A acusação apontou quem seriam os integrantes do esquema, utilizados de maneira ilegal por Crivella.

Ao dar a sentença, a juíza destacou que a decisão tinha “caráter pedagógico-preventivo” e também demonstrava o repúdio à “conduta moral e ilegal perpetrada”.

Originalmente publicado por Brasil de Fato

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