Em entrevista exclusiva ao Jornal O TEMPO, o ex-candidato ao governo de Minas disse ter sido derrotado por um “rio de mentiras”

O ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PSD) acusou o atual chefe do Executivo estadual, Romeu Zema (Novo), de derrotá-lo nas eleições de 2022, graças a uma campanha eleitoral baseada em promessas falsas. “Eu perdi uma eleição por um rio de mentiras que foi jogado contra mim”, afirmou Kalil, em entrevista exclusiva à reportagem de O TEMPO, na qual questionou, principalmente, propostas feitas por Zema para os eixos de saúde, infraestrutura e gestão fiscal.
“Cadê os seis hospitais que foram prometidos em campanha? Cadê o Estado nos trilhos? Falaram que o Estado ia entrar nos trilhos, e estamos devendo R$ 170 bilhões e com a capacidade de endividamento em 240%. O que foi feito? Isso me derrotou. Hoje eu estou falando o que me derrotou”, questionou Kalil.
O ex-candidato alega que perdeu a disputa ainda no primeiro turno por defender que o Estado não teria condições de arcar com a construção das unidades de saúde devido à falta de recurso em caixa. “Eu perdi a eleição por isso, (a campanha de Zema falava em) Minas no trilho, hospital, e eu gritando que não tinha hospital, que não tinha dinheiro, que Minas não estava no trilho. Isso aqui não é crítica de derrotado. Eu perdi e estou falando”, atacou.
Kalil argumentou ainda que Zema sabia que não poderia cumprir as promessas registradas em seu plano de governo e que, mesmo assim, decidiu anunciá-las. “Era mentira, não tem como concretizar. Como é que você vai fazer um plano de recuperação fiscal e abrir seis hospitais, se você está proibido de contratar servidor público?”, questionou o político, ao lembrar que o governador já pleiteava, àquela época, a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal para pagamento da dívida de Minas Gerais com a União.
Durante a entrevista a O TEMPO, o político ainda criticou o reajuste de 300% dos salários de Zema e de seu secretariado, em 2023, e comparou o índice proposto pelo Executivo para recomposição salarial dos servidores públicos, que é de 3,62%. “Mas o funcionário público, que faz muito bem, ele berra e todo mundo fica sabendo”, comentou Kalil, em referência às manifestações do funcionalismo contra o projeto de reajuste, que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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