O ex-ministro do governo Lula, Nilmario Miranda irá lançar seu livro “Histórias que Vivi na História” em Montes Claros no próximo dia 13, às 20 horas, na Casa de Augusta – Travessa José de Alencar, 252 – Centro. O livro retrata sua trajetória de militância desde o combate a ditadura até os tempos atuais de golpe de 2016 que depôs a presidenta eleita Dilma Rousseff. Atualmente, Nilmário é Secretário de Estado de Direitos Humanos.

“Histórias que Vivi na História” é um registro autobiográfico que resgata importantes passagens da história do País, nas quais Nilmário sempre esteve envolvido, como militante político, parlamentar ou ocupando postos no Executivo.

O jornalista, político e militante dos direitos humanos Nilmário Miranda, que é candidato a deputado federal pelo PT nestas eleições, foi deputado estadual (1987-1990), deputado federal (1991-2003) e secretário dos Direitos Humanos no governo de Luís Inácio Lula da Silva. Foi candidato ao governo de Minas Gerais em 2002 e 2006.

É autor de várias publicações sobre direitos humanos, como o livro “Dos filhos deste solo”, obra de 650 páginas, lançada em agosto de 1999, juntamente com o jornalista Carlos Tibúrcio em coedição da Editora Fundação Perseu Abramo e Boitempo Editorial. Sua gestão como secretário de Direitos Humanos do governo Lula ficou marcada pela controversa publicação da cartilha Politicamente Correto & Direitos Humanos.

A obra apresenta o testemunho de quem sentiu na pele o golpe civil-militar de 1964, a instauração do terror de Estado e lutou pelo restabelecimento da democracia. O relato começa pela formação política em Teófilo Otoni, passa pelo período de clandestinidade e prisão política, até chegar ao atual panorama do Brasil, com destaque para Minas Gerais.

Nilmário faz um balanço dos avanços e retrocessos das conquistas sociais no Brasil, sobretudo a partir da Constituição “Cidadã” de 1988. Destaca a contribuição do PT e de outros partidos de esquerda na redução das desigualdades e da injustiça, mas não deixa de reconhecer erros políticos desses grupos, o que contribuiu para “o golpe parlamentar de 2016”.

Aponta, ainda, os estragos do “governo ilegítimo”, como “a erosão do Estado Democrático de Direito” e o “desmanche das conquistas sociais”.

O jornalista revela que a conjuntura política do país impulsionou o processo de escrita. “Decidi escrever Histórias que vivi na História depois do golpe de 2016, que liberou tanta intolerância, violência e ódio. Nossa geração não esperava que fôssemos viver de novo tanto retrocesso. Cada um tem o dever e a obrigação de fazer o que sempre fazemos: lutar, e, não havendo o que fazer, lutar”, conta o Nilmário na introdução do livro.

Primeiro ministro dos Direitos Humanos do Brasil, no governo Lula da Silva e secretário da mesma pasta no governo de Minas Gerais, Nilmário nos dá a visão de um Brasil que muito já caminhou, mas ainda tem um longo percurso a cumprir para se tornar de fato um Estado Democrático em toda a plenitude.

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