Lideranças de 18 estados brasileiros se engajam na campanha de Lula e Alckmin. “Com força de vontade e a ajuda de vocês, vamos ganhar as eleições e recuperar este país”, disse o ex-presidente

“Com força de vontade e a ajuda de vocês, vamos ganhar as eleições e recuperar este país”, afirmou Lula. Foto: Ricardo Stuckert

“Feliz o candidato que tem a quantidade de companheiros que eu tenho nesta reunião aqui”, disse Lula, nesta quarta-feira (5), após ele e Geraldo Alckmin receberem o apoio para o segundo turno das eleições de dezenas de governadores e senadores, de 18 estados do país.

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que coordenou o encontro, o objetivo era agradecer ao que já trabalharam ao lado de Lula e Alckmin no primeiro turno e dar as boas vindas aos que se juntaram agora à Frente Brasil da Esperança. “E vamos engajar o time para essa mobilização final e definitiva”, acrescentou.

“Com força de vontade e a ajuda de vocês, vamos ganhar as eleições e recuperar este país”, afirmou Lula, após ressaltar a importância histórica do encontro, que reuniu lideranças de diferentes campos políticos, mas todos comprometidos com a democracia e a reunificação do país (leia abaixo o que disseram os líderes que fizeram uso da palavra).

Lula lembrou que o país está desgovernado porque o atual ocupante do Planalto se recusa a conversar com governadores e prefeitos. E se comprometeu a fazer, caso seja eleito, uma reunião com todos os governadores, independentemente do partido a que pertençam, para juntos pensarem um programa de retomada do crescimento econômico.

“Quando você se torna presidente, você não ganha um mandato de dono do Brasil. Você ganha, na verdade, quase que o papel de síndico. Tem que administrar não os seus interesses, mas os interesses da sociedade”, ressaltou Lula.

O ex-presidente, agradeceu o apoio e pediu o empenho de todos para que busquem mais votos em seus estados. “Todo mundo já fez suco de laranja aqui. Espremendo, sempre sai um pouco mais”, brincou.

E mostrou disposição de voltar aos atos de campanha: “Eu gosto de comício, gosto de passeata, gosto de carreata. Sinceramente, acho que campanha a gente ganha olhando no olho das pessoas. A gente tem que sentir o bater do coração das pessoas”.

Ao lado de Lula, Alckmin também se mostrou agradecido e entusiasmado: “Tivemos uma grande vitória no primeiro turno, expressiva vitória. E vamos ter uma vitória ainda maior no segundo turno, pelo interesse da nossa população”.

DECLARAÇÕES DE GOVERNADORES

Carlos Brandão (PSB), governador reeleito do Maranhão

“Sem dúvida nenhuma, mais uma vez, o Nordeste vai lhe dar, lula, a grande maioria dos votos, devido à toda a relação que o Nordeste tem com o senhor. Vamos nos empenhar.”

Clécio Luís (SD), governador do Amapá

“É importante nossa presença aqui porque tem um consórcio de desenvolvimento interestadual de desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal, e nós queremos ver o Brasil discutir a Amazônia, mas a partir de quem mora na Amazônia. Porque queremos ver a Amazônia preservada, mas também queremos o desenvolvimento da Amazônia, queremos o povo da Amazônia desenvolvido.”

Elmano Freitas (PT), governador eleito do Ceará

“Nosso povo tem muita consciência porque vivenciou a experiência de ter Lula presidente. Nós tínhamos, no Cerá, três institutos federais, passamos de 30; ganhamos universidade federal no Cariri; ganhamos siderúrgica, no seu governo; tivemos crescimento de carteira assinada para o povo cearense, para o povo poder melhorar de vida; tivemos o Minha Casa Minha Vida, e o povo está com esperança de voltar a ter política habitacional para quem hoje não tem condição de pagar seu aluguel ou sua casa própria.

Fátima Bezerra (PT), governadora reeleita do Rio Grande do Norte

“Todos nós temos clareza absoluta do que está em debate neste exato momento. É algo muito caro à nossa geração e às gerações anteriores, que lutaram e deram as suas vidas, que é a defesa da democracia.”

Helder Barbalho (MDB), governador reeleito do Pará

“Estou feliz, presidente Lula, de estar aqui ao seu lado, na certeza de que o que nos une é o Brasil, é este projeto de nação para que possamos assegurar um modelo de desenvolvimento que garanta distribuição de renda e justiça social. E que possamos olhar para a Amazônia em um modelo de desenvolvimento sustentável, respeitando as nossas vocações, como a mineração e o agro, mas de forma compatível à floresta em pé.”

João Azevedo (PSB), governador da Paraíba

“A Paraíba vai continuar na luta que começou desde o primeiro dia das eleições. Nossa fala durante todo o processo foi sobre a possibilidade de o Brasil trazer de volta a esperança e a política de inclusão e passe a respirar novos ares, numa relação republicana acima de tudo, de respeito entre a Presidência e governadores. Fique certo que vamos aumentar o percentual (de votos), em benefício do povo da Paraíba e do Brasil.”

Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco

“A luta continua, e estamos muito empenhados no segundo turno para, mais uma vez, fazer o que precisa ser feito para o Brasil voltar a ser o Brasil que queremos; a reconstrução da Federação, onde tenhamos um presidente que converse com os estados e municípios.”

Paulo Dantas (MDB), governador de Alagoas

“Tenha certeza de que não vai faltar empenho e dedicação. Nós vamos andar com a mesma alegria com que andamos no primeiro turno, com o mesmo compromisso, apresentando o que nós fizemos anteriormente, que nós estamos fazendo e nosso projeto de desenvolvimento.”

Rafael Fonteles (PT), governador eleito do Piauí

“Queremos aumentar a votação. É plenamente possível chegarmos aos 80% dos votos no Paiuí. Então, a gente vai continuar perseguindo essa meta para contribuir para sua vitória em 30 de outubro, que é a eleição mais importante do país.”

Regina Sousa (PT), governadora do Piauí

“O segredo é: onde estão os votos que a gente ainda pode conquistar? Eles estão na abstenção e nos votos que foram para Ciro e Simone. Agora é fazer o mapa e escalar os corredores que vão se responsabilizar de achar esses votos. Ainda tem espaço para aumentar, e muito, os votos no Nordeste.”

DECLARAÇÕES DE SENADORES

Acir Gurgacz (PDT-RO)

“As grandes obras no nosso estado de Rondônia foram feitas na sua gestão. Depois disso, as obras pararam. Esta mensagem eu tenho levado a todos os rondonienses e colegas dos estados vizinhos.”

Alexandre Silveira (PSD-MG)

“Pode ter certeza de que já estamos em campo e vamos vencer a eleição em Minas e ampliar essa vantagem que o senhor teve no estado.”

Camilo Santana (PT-CE), ex-governador, senador eleito

“Essas são as eleições das nossas vidas. Nela, vamos garantir esperança para o Brasil, para o povo pobre, para a democracia, contra o fascismo.

Carlos Fávaro (PSD-MT)

“O que mais me trouxe à decisão de apoiá-lo é que eu venho de um estado eminentemente agrícola, o estado de Mato Grosso, estado recordista da produção de alimentos, de soja, milho, algodão, rebanho bovino, mas onde, por incrível que pareça, 600 mil pessoas passam fome. De que serve tanta fartura?”

Fabiano Contarato (PT-ES)

“Contra fatos, não há argumentos. Nós temos, de um lado, um presidente que não sabe viver na democracia e que está vilipendiando a Constituição Federal. E, de outro, nós temos o projeto de Vossa Excelência, presidente Lula, do qual muito me orgulho e do qual não me canso de falar.”

Flávio Dino (PSB-MA), senador eleito

“Eleição se ganha na rua. E militância vai para a rua quando o líder vai para a rua. E isso tem um efeito psicológico na nossa militância. Quando a gente vai para a rua, a galera assume, bota a toalha na janela e tira a bandeira da gaveta.”

Giordano (MDB-SP)

“O que me trouxe aqui hoje foi minha história de vida. Comecei aos 13 anos, vendendo cachorro quente, eu e minha mãe, sou filho de uma mãe solteira, uma lutadora, sou filho único. Dormi muitas vezes no escadão do Teatro Municipal de São Paulo, estudei em escolas municipais e me tronei senador da República para ajudar o povo brasileiro.”

Jáder Barbalho (MDB-PA)

“Vamos à luta e vamos ganhar.”

Jaques Wagner (PT-BA)

“Esta eleição tem uma característica diferente. Não é como tantas outras, em que tivemos o embate entre dois projetos políticos. Aqui, estamos no embate entre a civilização e a barbárie, entre a democracia e ou autoritarismo.”

Kátia Abreu (PP-TO)

“Precisamos fazer com que, no nosso país, parem de confundir pessoas corajosas com uma pessoa tosca. Como mãe, como mulher, como senadora da República, mas principalmente como avó, eu não suporto mais ver o meu Brasil armando as pessoas, que se matam nas ruas, nos restaurantes, nos bares, no trânsito; os nossos jovens chorando pelo Prouni; ver o líder maior na nação debochando e imitando as pessoas sofridas morrendo, fazendo imitações toscas e ridículas.”

Marcelo Castro (MDB-PI)

“As pesquisas mostram a firmeza dos votos. Quem votou no Lula no primeiro turno, vai com certeza votar no Lula no segundo turno. Agora temos de diminuir a abstenção e ir atrás dos 9 milhões de votos que foram para Simone e Ciro, que com certeza estão no campo popular e progressista.”

Paulo Paim (PT-RS)

“Pode ter certeza de que a comunidade negra deste país está do seu lado e vai votar Lula presidente. No seu tempo, tínhamos o Ministério da Igualdade Racial, a Fundação Palmares existia, agora é uma piada. Foi no seu tempo que tivemos a política de cotas, que mudou a cor da universidade, e o Estatuto da Igualdade Racial.”

Renan Calheiros (MDB-AL)

“O MDB, naqueles 12 estados que já apoiávamos o senhor no primeiro turno, mais quatro ou cinco estados agora, estamos preparados, tecnicamente, fisicamente, para suarmos a camisa e ajudar o senhor a ganhar a eleição neste segundo turno.”

Renan Filho (MDB-AL), senador eleito, ex-governador

“Nós estamos todos muito animados com ele segundo turno e sabemos que o senhor vai ganhar a eleição.A sua vitória é a vitória do povo alagoano e do povo brasileiro.”

Rogério Carvalho (PT-SE)

“O mais importante é que (no primeiro turno) demos um primeiro e grande passo para tirar o nosso país da paralisia econômica, da estagnação e, principalmente, para retomar o processo civilizatório do nosso país.”

Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)

Esse chamamento é fundamental para que nós reforcemos, renovemos, e mais do que isso, por necessário, ampliemos a participação dos brasileiros que vão distinguir os momentos que nós teremos de um Brasil repacificado, reunificado sob a sua gestão, sua sensibilidade, seu espírito cristão e humano.

Wellington Dias (PT-PI), senador eleito, ex-governador

“Estou bastante animado e acho que é possível o crescimento de votos em Lula nas cinco regiões do Brasil. É pelo Brasil. Então, vamos fazer de hoje, até o dia 30, os principais dias das nossas vidas, pela democracia.”

Da Redação

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