Dengo da Odebrech corre o risco de ficar de fora de uma possível disputa no segundo turno, pelo governo de Minas Gerais
Caso o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) consiga formar um amplo arco de aliança partidária em torno de sua candidatura ao governo de Minas, o senador Antônio Anastasia, o Dengo da Odebrech, poderá ser o mais prejudicado, já que, em tese, os votos deste “blocão” seriam mais propícios de migrar para o relator do impeachment de Dilma e aliado de Aécio Neves, do que para o atual governador Fernando Pimentel. A aliança que vem sendo costurada em torno de Lacerda conta com oito siglas: PSB, MDB, PDT, PROS, PRB, PV, Podemos e PHS.

Na última pesquisa da Vox-Populi, tanto Lula como Dilma dispararam em Minas Gerais, e ninguém tem dúvidas que Pimentel será o maior beneficiado com esta onda de votos contra o golpe, tendo sido liderado pelo senador Aécio Neves, com o apoio do seu capacho Anastasia, que foi o relator do impeachment sem crime de Dilma, com a mera alegação que a ex-presidenta cometeu o “crime das peladas”, mesmo ele tendo sido o político que mais cometeu as ditas peladalas. Portanto, por mais que o governo de Pimentel esteja desgastado, a ira da população contra os golpistas é maior ainda. E por isso, a tendência é que o ex-prefeito da capital mineira, Márcio Lacerda, ganha grande parte dos votos que supostamente iriam para o PSDB. E num possível segundo turno, a chance de Pimentel e Márcio Lacerda se enfrentarem é muito grande.

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