Minas

André Janones vai disputar o governo de Minas Gerais pela REDE

A candidatura do deputado tende a embaralhar as articulações do campo progressista no estado mineiro, que vinha costurando o nome de Rodrigo Pacheco O deputado federal André Janones vai deixar o Avante e se filiar à REDE para disputar o governo do estado de Minas Gerais. O anúncio deve ocorrer na próxima terça-feira (27). De acordo com informações obtidas com exclusividade pela Fórum, André Janones se reuniu na noite de sexta-feira (23) com o presidente da REDE, Paulo Lamac, e fechou o acordo. A pré-candidatura de Janones ao governo de Minas deve embaralhar as articulações em curso no campo progressista do estado, já que o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD) vinha sendo ventilado para disputar o Palácio da Liberdade em uma espécie de frente ampla com partidos de centro e de esquerda. Caso as pré-candidaturas de Janones e Pacheco se mantenham até o início do processo eleitoral, o presidente Lula deverá ter palanque duplo em Minas Gerais. O PT mineiro não participou da articulação em torno do nome de André Janones para a disputa pelo governo do estado.

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Lud Falcão diz ter sido ameaçada por vice de Zema e afirma não ser garota de recado

Deputada leva denúncia contra vice-governador Mateus Simões à ALMG e discute medidas com lideranças A deputada estadual Lud Falcão (Podemos) afirmou, nesta quinta-feira (22/1), em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, que levou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a denúncia de ameaça e intimidação feita contra ela pelo vice-governador Mateus Simões (PSD).A deputada publicou um vídeo em suas redes sociais dizendo que o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), teria ameaçado “fechar as portas” do Estado para ela. A suposta ameaça teria ocorrido após o marido da parlamentar, Luís Eduardo Falcão (sem partido), prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), ter criticado o governo por conta dos custos que as cidades têm de arcar em relação a obrigações que seriam do Estado.Segundo Lud, o caso está sendo discutido com lideranças da Casa para a definição de eventuais medidas institucionais. De acordo com a parlamentar, a postura do vice-governador extrapola o conflito político e atinge o próprio parlamento. Para a deputada, a ligação feita por Simões revela uma tentativa de intimidação. “Ele age como se fosse dono do Estado. Quem é ele?”, questionou a deputada.Segundo ela, a atitude de Simões atingiu não apenas sua atuação individual, mas o próprio Legislativo. “Ele não atinge somente a mim. Ele atinge o parlamento mineiro. Ele acha que a Assembleia é tapete vermelho para as atividades pessoais dele”, pontuou. A deputada relatou ainda que procurou o presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), além da bancada feminina e da Procuradoria da Mulher, para tratar do episódio. Questionada sobre quais medidas podem ser adotadas, afirmou que a decisão será tomada coletivamente: “Isso é feito em conjunto, é uma costura. Vamos aguardar os próximos passos”. O embate levou a deputada a anunciar que não pretende permanecer na vice-liderança do governo quando Mateus Simões assuma o comando do Executivo estadual. Para a deputada, sua permanência na função está condicionada à atual gestão. “Quando o governador sair da cadeira, ele entra e eu saio”, disse, ao destacar que não vê legitimidade política no vice-governador para ocupar o cargo com seu apoio.Privatização CopasaDurante a entrevista, Lud Falcão também comentou a divergência pública com o marido em relação à privatização da Copasa. Enquanto Falcão, na condição de presidente da AMM, criticou o processo e defendeu maior participação dos municípios, a deputada votou a favor da privatização. Para ela, a diferença de posição está relacionada às funções exercidas por cada um. “Não somos obrigados a pensar igual”, afirmou, ao destacar que sua decisão foi tomada a partir da realidade do saneamento e da prestação do serviço à população. A deputada disse não se arrepender de ter votado a favor da proposta e afirmou que sua decisão foi baseada nas dificuldades enfrentadas pela população. “Eu agi atuando nas dores dos munícipes, das pessoas que vivem e que não têm abastecimento de água potável nas suas casas”, explicou.Segundo a parlamentar, a precariedade do serviço justifica a mudança no modelo. “Eu estou falando de 48% do esgoto do Estado de Minas Gerais, que é jogado nos nossos rios porque a Copasa não faz os investimentos necessários”, disse a deputada, que reforçou que sua atuação é independente. “Eu sou muito convicta em que eu voto na minha consciência. Eu não voto porque eu sou subserviente ao governo”. Ao tratar das diferenças de posicionamento dentro da própria família, a deputada afirmou que isso não compromete a atuação política. “Nós somos unidos como um bom casal pelo amor e não pelas opiniões que sempre têm que ser as mesmas”, avaliou.

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Zema teria utilizado aeronave oficial para campanha política, denunciam deputadas

Apenas em 2025, os gastos com combustível de aviões oficiais chegaram a quase R$ 1,5 milhão As deputadas estaduais Bella Gonçalves (Psol) e Leninha (PT) protocolaram, nesta segunda-feira (19), representações no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) pedindo a apuração do uso de aeronaves oficiais pelo governador Romeu Zema (Novo) em agendas com indícios de caráter político-eleitoral. As denúncias se baseiam em informações divulgadas pela imprensa, especialmente em reportagem do jornal O Globo, que apontou gastos recordes com combustível aeronáutico vinculados ao gabinete do governador. De acordo com as parlamentares, aeronaves do Estado teriam sido utilizadas em deslocamentos que possibilitaram a participação de Zema em eventos partidários e de pré-campanha à Presidência da República em 2026. A apuração jornalística citada nas representações indica que, apenas em 2025, os gastos com combustível de aviões oficiais chegaram a quase R$ 1,5 milhão, valor superior, inclusive, ao registrado no ano eleitoral de 2022, quando as despesas somaram cerca de R$ 1,4 milhão. InvestigaçãoNa representação encaminhada ao TCE-MG, Bella Gonçalves solicita que o órgão investigue a legalidade, a finalidade e a moralidade do uso dos recursos públicos, ressaltando que o pedido não antecipa juízo eleitoral, mas busca esclarecer possível desvio de finalidade no emprego de bens do Estado. O documento também requer que, caso sejam identificados indícios de repercussão eleitoral, o tribunal dê ciência ao Ministério Público Eleitoral para as providências cabíveis. A deputada afirma que o governador teria utilizado aeronaves oficiais para comparecer a encontros do Partido Novo e a eventos como a Festa do Peão de Barretos e o Festival de Moda em Itu, entre outros compromissos fora de Minas Gerais. “Isso não seria um problema se ele tivesse viajado para os interiores de Minas Gerais ou mesmo para fora de Minas para cumprir os interesses do nosso estado. Pedimos ao Tribunal de Contas, então, que faça uma investigação de todas as viagens do Zema, de acordo com os princípios de impessoalidade, da administração pública, de transparência”, afirmou a parlamentar do Psol. Já a deputada Leninha protocolou pedido para a instauração de procedimento de fiscalização com base nos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no artigo 37 da Constituição Federal. A parlamentar solicita que o TCE-MG apure se houve desvio de finalidade no uso das aeronaves oficiais e eventual dano ao erário. O requerimento destaca o episódio relatado pela reportagem do O Globo. Em 30 de outubro, Zema teria deixado antecipadamente uma reunião no Rio de Janeiro para seguir a Campinas (SP), onde participou de um encontro partidário voltado à apresentação de pré-candidaturas para 2026. Conforme os dados citados, o deslocamento teria sido feito em voo oficial custeado pelo governo de Minas, com registros no portal da transparência. “Nosso pedido é para que os órgãos de controle cumpram seu papel: verificar a regularidade do uso de aeronaves oficiais, apurar se os compromissos atendiam à finalidade pública e, se houver irregularidades, adotar as medidas cabíveis. O que está em jogo é o respeito ao dinheiro público e à lisura do processo democrático”, afirmou Leninha. Mais denúnciaAlém das representações ao Tribunal de Contas, a deputada Andreia de Jesus (PT) encaminhou, também nesta segunda-feira, uma notícia-crime eleitoral ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). No documento, a parlamentar pede a apuração das chamadas “agendas casadas”, quando compromissos institucionais são realizados em datas próximas a eventos político-partidários na mesma localidade. Outro ladoA reportagem entrou em contato com o governo para pedir posicionamento e aguarda respostas. O conteúdo será atualizado quando houver retorno. ECN com Brasil de Fato

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Minas

Com articulação de Lula, Rodrigo Pacheco deverá ser candidato ao governo de Minas, pelo União Brasil

Com entrada na disputa, senador resolve problema de Lula, que ainda não tinha um palanque para chamar de seu, no eleitorado mineiro Depois de sonhar com Presidência da República, com vaga no STF e até em abandonar a política, Rodrigo Pacheco deve mesmo disputar o governo de Minas Gerais. A pedido de Lula, já busca um novo partido, que deve ser o União Brasil, segundo a revista Veja. O presidente vê em Pacheco o nome ideal para encabeçar o palanque mineiro que dará suporte ao projeto petista. Até o momento, Lula não tinha um palanque para defender suas pretensões eleitorais.Prefeita de Contagem, a petista Marília Campos será candidata ao Senado na chapa de Pacheco. O parlamentar ainda escolherá um nome para vice e outro para o Senado. Caso confirme a candidatura de Pacheco, o presidente do União Brasil em Minas Gerais, deputado federal Delegado Marcelo Freitas, ficará numa saia justa, já que ele defendeu, em entrevista ao Café com Política, do jornal O TEMPO, que a federação entre União Brasil e PP caminhe com uma candidatura de direita nas eleições deste ano no Estado, afastando a possibilidade de que o senador Rodrigo Pacheco seja uma das apostas das siglas para o pleito de 2026. Pacheco tem sido apontado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma das apostas de aliança do PT em Minas. “Tendo em vista a posição dos filiados do União Brasil e do próprio PP, não têm a menor condição de caminharmos em uma coligação que contemple o PT formalmente em sua composição. É impossível a possibilidade de uma coligação com o PT. O partido vai caminhar, seja em âmbito nacional ou estadual, em uma coligação que transite para o aspecto da direita”, afirmou o presidente do União Brasil em Minas Gerais.Mesmo sendo um aliado da extrema-direita, defendendo todas as pautas conservadoras na Câmara dos Deputados, Marcelo de Freitas é visto como “uma persona non grata” por uma significativa parte dos eleitores de Bolsonaro, especialmente em Montes Claros. Isso se deve à sua boa relação com o deputado Paulo Guedes, que o encorajou a se candidatar pelo PT à prefeitura local e lhe fez uma proposta para assumir uma secretaria estadual no governo de Fernando Pimentel. O delegado não aceitou nenhum dos convites, de acordo com uma reportagem do jornal Estado de Minas.

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Educação

Há 10 anos sem concurso, professor doutor recebe como mestre e especialista na Unimontes

Segundo o Sindicato, parte dos professores contratados no último processo seletivo não recebe salários compatíveis com sua titulação * Por Waldo Ferreira Professores doutores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) recebem salários inferiores à sua titulação, equivalentes ao que é pago a mestres, enquanto esses têm salários de especialistas. A distorção é denunciada pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Montes Claros (Adunimontes).Além disso, a universidade não realiza concurso público para professor há mais de 10 anos e paga salários com defasagem de mais de 82%, segundo o presidente do Sindicato, Wesley Helker Felício da silva, para quem está em curso um processo de precarização total dos salários da categoria “Sem concursos e com salários defasados, a tendência é a universidade sofrer com uma fuga constante de cérebros, quando pesquisadores qualificados deixam a região em busca de outras universidades públicas que valorizem sua formação e seu trabalho”, destacou o presidente da Adunimontes.Para aprofundar o que ele chama de “pacote de maldades”, há uma pressão por parte do governo Zema e da Reitoria para realizar o concurso nos moldes parecidos com o último processo seletivo, ou seja, aumentando a carga horária dos professores efetivos, ao mesmo tempo em que os sub-remunera, agravando um quadro que já inclui mais de 10 anos sem o pagamento das Dedicações Exclusivas. A Adunimontes avalia que o cenário atual é um desastre não apenas para os professores, mas para toda a comunidade acadêmica e para o desenvolvimento regional, porque ameaça diretamente a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão na Unimontes.

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Minas

Cleitinho e Kalil na frente na disputa pelo governo de Minas, diz pesquisa

Pesquisa Doxa mostra ainda alto índice de indecisos e rejeição ao campo ideológico em Minas Gerais O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece mais uma vez à frente da disputa pelo Palácio dos Tiradentes. Levantamento da Doxa Pesquisa, divulgado nesta segunda-feira (22/12), revela um cenário fragmentado, marcado por uma liderança apertada, forte variação regional e um eleitorado distante do espectro político. No voto estimulado para o primeiro turno da eleição para governador de Minas Gerais, Cleitinho aparece na dianteira, com 26% das intenções de voto, seguido de perto pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que soma 21%. Apesar da vantagem numérica de Cleitinho, quase quatro em cada dez eleitores ainda não escolheram um candidato. “Estamos falando de 39% dos eleitores que não se posicionaram”, destaca Manuel Vilas Boas, diretor do Instituto Doxa, ao comentar o contingente de eleitores que declararam votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados ou que preferiram não responder à pesquisa. Depois de Cleitinho e Kalil, aparecem Gabriel Azevedo (MDB), com 9%, enquanto Mateus Simões (PSD), atual vice-governador, e Tadeu Martins (MDB) registram 2%, cada.O diretor da Doxa observa que, fora os dois primeiros colocados, todos os demais enfrentam níveis elevados de desconhecimento em praticamente todo o estado. Depois de Cleitinho e Kalil, aparecem Gabriel Azevedo (MDB), com 9%, enquanto Mateus Simões (PSD), atual vice-governador, e Tadeu Martins (MDB) registram 2%, cada. O diretor da Doxa observa que, fora os dois primeiros colocados, todos os demais enfrentam níveis elevados de desconhecimento em praticamente todo o estado. “Essa indecisão é muito em função do desconhecimento dos candidatos colocados hoje. Cleitinho tem muita presença nas redes sociais, Kalil já foi presidente do Atlético e prefeito de Belo Horizonte. São os dois que largam à frente”, afirma. Cenários Quando o recorte é feito pelo porte dos municípios, a liderança de Cleitinho se consolida nas cidades pequenas e médias. Nos municípios de pequeno porte, o senador alcança 28%, dez pontos à frente de Kalil. Em cidades médias, a diferença aumenta. Cleitinho chega a 30%, enquanto Kalil aparece com 15%. Também é nesses municípios que o volume de eleitores sem posição definida (42%) salta aos olhos. O cenário muda nos grandes centros urbanos. Nas cidades de grande porte, Cleitinho e Kalil aparecem tecnicamente empatados, ambos com 25%. Gabriel Azevedo mantém presença, com 7%, enquanto Mateus Simões sobe para 3%. Já em Belo Horizonte, a disputa assume outro desenho: Alexandre Kalil lidera com folga, alcançando 34% das intenções de voto, seguido por Gabriel Azevedo, com 17%, e Cleitinho, com 16%. Segundo turno As simulações de segundo turno reforçam o equilíbrio entre os principais nomes. No confronto direto entre Cleitinho e Kalil, o senador aparece com 31%, contra 30% do ex-prefeito. A diferença está dentro da margem de erro, enquanto 23% dos entrevistados afirmam que votariam em branco ou nulo, e 16% não souberam responder O detalhamento regional dessa simulação mostra Cleitinho à frente em cidades pequenas e médias, enquanto Kalil supera o adversário nos grandes municípios e amplia a vantagem em Belo Horizonte, onde alcança 46%, contra 23% de Cleitinho. Em um segundo cenário de segundo turno, sem Cleitinho, Alexandre Kalil lidera a disputa contra o vice-governador, Mateus Simões, com 32% das intenções de voto, ante 14% do oponente. Mais da metade do eleitorado (54%) permanece sem uma posição. Pesquisa A pesquisa também procurou entender o que o eleitor espera do próximo governador de Minas. Mais da metade dos entrevistados (56%) afirma desejar uma mudança nas políticas públicas adotadas pela atual gestão. O sentimento de mudança, na avaliação do diretor do Instituto Doxa, esvazia o discurso de continuidade e pode dificultar a estratégia de Mateus Simões. “Todo candidato à reeleição tem uma ligação intrínseca com a avaliação do governo, e o governador não está bem avaliado. Com uma avaliação baixa do governo Zema e um eleitorado inclinado à mudança, o espaço para um candidato de oposição fica aberto”, analisa. O levantamento investigou ainda a postura ideológica do candidato a governador que o eleitor prefere apoiar. O resultado aponta para um eleitorado majoritariamente indiferente a rótulos políticos: 47% dizem não se importar com a posição ideológica do candidato. “São esses eleitores que vão decidir a eleição, tanto para governador quanto para presidente”, avalia Vilas Boas. Dentre os que se posicionam, 28% afirmam preferir um nome identificado com a direita, enquanto 17% optam pela esquerda, e apenas 7% se dizem alinhados ao centro. 

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Minas

Dois pesos e duas medidas – Presidente da ALMG não admite nem debater a privatização da Cemig

Em recente entrevista à Itatiaia, Tadeu Martins Leite (MDB) garantiu que a privatização da companhia energética não entra em debate na Assembleia Diferentemente do que aconteceu com a privatização da Copasa, onde o persistente da ALMG, foi o maior articulador, inclusive aceitando um voto fora do prazo na PEC do Cala a Boca que retirou a obrigatoriedade de realização de um referendo popular para autorizar a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Tadeu Martins Leite (MDB), garantiu que a privatização da Cemig não será debatida na Casa seja pela retirada da exigência do referendo popular ou com um projeto específico pela venda da companhia energética. A declaração foi feita no Jornal da Itatiaia. “O governo do estado mandou para a Assembleia o pedido de privatização da Cemig e da Copasa para fazer exatamente o pagamento dessas obrigações. Primeira coisa eu quero aqui avisar é que a Cemig não está em discussão e não será discutida na Assembleia, seja da retirada do referendo ou da privatização”, afirmou o deputado. Prejuízo para o povo mineiro Para o presidente da CUT Minas, Jairo Nogueira Filho, a aprovação do projeto representa uma ameaça direta à população e aos trabalhadores. Segundo ele, a votação ocorreu no dia do aniversário de Minas Gerais e entregou uma empresa que atende mais de 70% dos municípios com água de boa qualidade, quase 100% de cobertura nas áreas onde atua e avanços significativos rumo à universalização do esgotamento sanitário. Jairo destaca que a Copasa lucra mais de R$ 1 bilhão por ano e emprega mais de 9 mil trabalhadores. “Para nós, para o povo mineiro, isso vai ser um prejuízo gigantesco”, afirma. Ele também alerta que a experiência da privatização do saneamento no Brasil é marcada pelo aumento das tarifas e pela piora na qualidade dos serviços. Cita exemplos de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul, além do caso de Ouro Preto, em Minas Gerais, onde o serviço foi concedido a uma empresa da Coreia do Sul. Nesse município, a tarifa teria aumentado mais de 200% e a qualidade do serviço teria caído significativamente, com a água apresentando problemas como turbidez. De acordo com Jairo, a busca por lucro imediato por parte das empresas privadas leva à redução de direitos trabalhistas, diminuição de equipes, corte de manutenção e aumento de tarifas. Ele afirma que, no caso da privatização da Copasa, há projeções de lucro acima de R$ 7 bilhões. “Se hoje a empresa lucra cerca de R$ 1 bilhão, para chegar a sete isso vai envolver demissões, tarifas mais altas e piora do serviço. A conta recai sobre o povo”, diz. O dirigente sindical também critica o uso do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) como justificativa para a venda de empresas estratégicas. Segundo ele, o governo Zema utiliza o programa como pretexto e já inclui a Cemig nesse processo. “É um caminho para privatizar tudo, sem debate e sem necessidade. Estamos na luta para barrar isso no segundo turno e defender a Copasa, que é do povo de Minas”, afirma. Mais sobre a empresa A Copasa atende 637 dos 853 municípios de Minas Gerais e registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão em 2024, além de mais de R$ 1,07 bilhão entre janeiro e setembro deste ano. A cobertura de abastecimento de água ultrapassa 99% nas áreas atendidas, enquanto o tratamento de esgoto alcança 78,4%, índices próximos às metas nacionais estabelecidas para 2033. Apesar desses resultados, o governo estadual mantém a proposta de abrir mão do controle de uma empresa considerada estratégica, lucrativa e fundamental para a garantia de um serviço público essencial. Saiba quem votou a favor da privatização da Copasa Adalclever Lopes (PSD) Amanda Teixeira Dias (PL) Antonio Carlos Arantes (PL) Arlen Santiago (Avante) Arnaldo Silva (União) Betinho Pinto Coelho (PV) Bim da Ambulância (Avante) Bosco (Cidadania) Carlos Henrique (Republicanos) Carol Caram (Avante) Cassio Soares (PSD) Charles Santos (Republicanos) Chiara Biondini (PP) Coronel Henrique (PL) Delegada Sheilla (PL) Delegado Christiano Xavier (PSD) Doorgal Andrada (PRD) Doutor Paulo (PRD) Doutor Wilson Batista (PSD) Dr. Maurício (NOVO) Duarte Bechir (PSD) Eduardo Azevedo (PL) Enes Cândido (Republicanos) Gil Pereira (PSD) Grego da Fundação (Mobiliza) Gustavo Santana (PL) Gustavo Valadares (PSD) João Magalhães (MDB) Leonídio Bouças (PSDB) Lincoln Drumond (PL) Maria Clara Marra (PSDB) Marli Ribeiro (PL) Mauro Tramonte (Republicanos) Nayara Rocha (PP) Neilando Pimenta (PSB) Noraldino Júnior (PSB) Oscar Teixeira (PP) Professor Wendel Mesquita (Solidariedade) Rafael Martins (PSD) Raul Belém (Cidadania) Roberto Andrade (PRD) Rodrigo Lopes (União) Thiago Cota (PDT) Tito Torres (PSD) Vitório Júnior (PP) Zé Guilherme (PP) Zé Laviola (NOVO)

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Zema sanciona lei que autoriza venda da Copasa, aprovada pela ALMG

Com publicação de texto, governo de Minas está oficialmente autorizado a dar andamento na privatização da companhia de saneamento O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sancionou a lei que permite a privatização da Copasa. O texto, aprovado na semana passada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi publicado no Diário Oficial do estado nesta terça-feira (23/12). Com isso, o Executivo mineiro está oficialmente autorizado a dar andamento na venda da companhia de saneamento. A proposta aprovada pelos deputados estaduais, que agora virou lei, assegura a manutenção do contrato de trabalho dos empregados da Copasa por 18 meses, contados a partir da desestatização da empresa. Além disso, após esse prazo, o governo de Minas pode lotar os trabalhadores em outras entidades públicas estaduais. No processo de privatização da estatal, o adquirente deverá tomar algumas medidas, de acordo com a nova legislação. Entre elas, atender metas de universalização da prestação dos serviços de abastecimento de água e de saneamento em todas as cidades atendidas pela companhia, bem como a aplicação da tarifa social para a população vulnerável. Foram sete meses de discussões na Assembleia para aprovar a venda da Copasa, processo que teve forte obstrução da oposição de Zema na Casa. Na última quarta-feira (17/12), em uma sessão que durou nove horas, os deputados estaduais colocaram fim aos debates e autorizaram que o governo de Minas privatize a companhia de saneamento. O texto aprovado determina que os recursos obtidos pela desestatização da Copasa sejam usados para amortização da dívida de Minas com a União, atualmente em cerca de R$ 180 bilhões, ou para cumprir as obrigações previstas no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A intenção da gestão de Zema é vender a companhia para o segundo ponto. Para aderir ao Propag, são necessárias contrapartidas dos estados, entre elas, investimentos adicionais em áreas específicas. O governo de Minas pretende usar os recursos da privatização para aplicar em educação profissionalizante, infraestrutura e segurança, previstos no programa federal.

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Privatização da Copasa deve ser votada na próxima terça-feira na Assembleia

A votação definitiva do projeto que autoriza o governo do estado a levar adiante a privatização da Copasa está prevista para a próxima terça-feira (16/12). O texto passou pela Comissão de Fiscalização Financeira e poderia ser votado já nesta quarta-feira (10/12). Porém, a oposição promete obstrução e utilizar o prazo de seis reuniões de debate em plenário antes do início da votação. O texto que segue para votação definitiva é o do relator do projeto na Comissão de Fiscalização Financeira, deputado Zé Guilherme (PP). Ele rejeitou todas as emendas apresentadas pelos deputados de oposição e justificou dizendo que elas criavam limitações para o leilão da empresa. “Foram rejeitadas porque elas limitavam o escopo das empresas que podem participar desse leilão que irá acontecer; porque limitavam e eram um pouco direcionadas a algumas empresas. Então, não era justo que algumas empresas sofressem uma penalidade, enquanto outras não sofreriam”, disse. As emendas apresentadas pela oposição tinham como alvo, principalmente, empresas que têm se reunido com representantes do governo Romeu Zema (Novo) para debater o processo de privatização da Copasa ou que, se alguma forma, prestaram consultoria para elaboração da estratégia de privatização da companhia. O deputado Hely Tarqüínio (PV) lamentou a aprovação do texto e alertou que o custo da privatização pode cair sobre a população mais pobre e mais exposta aos riscos sanitários de um serviço de saneamento básico de baixa qualidade. “A empresa de direito privado tende apenas ao lucro. E nós não podemos admitir que seja obtido lucro para que um indivíduo possa beber um copo d’água. Quem sofre com isso, nesse desenho de Minas Gerais, onde você tem regiões férteis que produzem muito, que tem PIB, são as regiões mais com recursos mais limitados, por exemplo para o Jequitinhonha, onde é mais difícil, tem que explorar a riqueza da terra, e aí a água é mais difícil”, disse o parlamentar. A votação em plenário é a última etapa de votação do projeto. Para aprovar, são necessários 48 votos favoráveis ao projeto. Em primeiro turno, o governo conseguiu o apoio de 50 deputados. A expectativa da administração estadual é concluir o processo de privatização da Copasa até abril do próximo ano.

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