O Turismo da Reforma Agrária é uma forma de oferecer ao conjunto da sociedade o acesso aos bens naturais e culturais dos territórios do movimento – Dowglas Silva/MST

Com direito a café da manhã e almoço, primeiro dia de visitas recebeu 40 visitantes. Assentamento fica em Goianá (MG)

O sábado (25) foi dia de algumas pessoas conhecerem o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) por dentro. O Turismo da Reforma Agrária, como é chamada a iniciativa, é realizado pelo assentamento Dênis Gonçalves na cidade de Goianá, a 40 km de Juiz de Fora (MG).

O itinerário da visita contou com café da manhã e almoço. Divididos em 4 grupos, os 40 visitantes puderam escolher entre uma das seguintes atividades.

Visita aos produtores do MST: os visitantes puderam conhecer as hortas e os sem-terra produtores de alimentos agroecológicos. Presenciaram também o plantio de mudas nativas através do plano nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis.

Caminhada à Toca da Índia: o local foi usado como cemitério indígena, pertencente a uma etnia do tronco macro-jê, provavelmente Maxakali, Kanacam ou Makuni, há mais de 600 anos atrás, antes da chegada dos colonizadores europeus ao país. Em uma escavação em 1874 foram achadas as múmias de uma mulher jovem e duas crianças. Hoje, a caverna fica no território do Assentamento Dênis Gonçalves.

Observação de aves: a Serra da Babilônia, no assentamento, e seu entorno tem o registro da presença de 260 espécies de aves. Vivem lá saíras, choquinhas, araçaris, pica-paus, corujas, garças, patos, saracuras e muitas outras.

Pacotes

Segundo a coordenadora do MST, Priscila Araújo, o Turismo da Reforma Agrária é uma forma de oferecer ao conjunto da sociedade o acesso aos bens naturais e culturais dos territórios do movimento.

A visita turística, com café da manhã e almoço, sai a R$ 60 por pessoa. Os próximos pacotes estão sendo organizados pelo WhatsApp 32 9 9844-7212. Mais informações no Instagram Turismo MST.

A experiência tem o apoio da Prefeitura de Chácara, do Centro Cultural de Goianá, do Centro de Observação de Aves de Juiz de Fora / COA-JF e da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Fonte: BdF Minas Gerais

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