O seminário de hoje é denominado “Mulheres, Democracia e Poder”

 O empoderamento das mulheres de Montes Claros será discutido nesta terça-feira, a partir das 18h, durante o seminário realizado pela Coordenadoria da Mulher e pelos movimentos sociais e que abre as comemorações do Dia da Mulher, que contará com vários eventos até o dia 10 de março. O seminário de hoje é denominado “Mulheres, Democracia e Poder”, e consiste em envolver as três vereadoras na discussão sobre as políticas públicas para as mulheres de Montes Claros. A reclamação é que apesar de serem apenas três no universo de 23 vereadores, ainda não existe nenhuma lei especial para o segmento feminino da cidade, como o Hospital da Mulher, que foi criado em 2009, mas não foi implantado até agora.

A história da mulher em Montes Claros tem como principal estrela a Dona Tiburtina, que em 6 de fevereiro de 1930 comandou o ataque à comitiva do então Vice-Presidente, Fernando Melo Viana, no ato que foi considerado o início do Golpe de 1930, que levou Getúlio Vargas à Presidência da República. No ano de 1974 a professora América Eleutério foi candidata à vice-prefeita, na chapa de Pedro Santos. No ano de 1982 a professora Maria Aparecida Bispo foi eleita vereadora, sendo a primeira da história da cidade. No ano de 1986, a professora Marina Queiroz foi candidata à prefeita, sendo a primeira mulher a disputar esse cargo.

No ano de 1995, a montes-clarense Elbe Brandão foi eleita deputada estadual, tendo exercido o cargo por cinco mandatos. No ano de 2002, a professora Ana Maria Resende, então primeira-dama de Montes Claros, se elegeu deputada estadual. No ano de 2014 foi a vez da então primeira dama Raquel Muniz se eleger deputada federal. Mesmo com essa ascensão política, a mulher ainda esbarra em dificuldades na política: o PDT é o único partido que tem o núcleo feminino na cidade. Os outros partidos desconhecem essa situação. No ano passado o Ministério Publico abriu 14 processos contra mulheres, que registraram candidaturas, mas tiveram apenas um voto, apenas para cumprir a cota de 30% das vagas.

Fonte: Jornal Gazeta

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